Inteligência emocional



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EDUCAÇÃO EMOCIONAL

Professor: Gilson Vieira – 8225-2700

gilson.vieira.santana@gmail.com


INTELIGÊNCIA EMOCIONAL


Texto extraído da introdução do livro “Inteligência Emocional” escrito por Daniel Golemam.

Era uma tarde de agosto insuportavelmente sufocante, na cidade de Nova Iorque, um daqueles dias calorentos, que deixam as pessoas mal-humoradas e desconfortáveis. Eu voltava para um hotel, e, ao entrar num ônibus na avenida Madison, fiquei surpreso com o motorista, um negro de meia-idade e largo sorriso, que me acolheu com um amistoso “Oi! Como vai?”- saudação feita a todos os outros que entraram no ônibus, enquanto serpeávamos pelo denso tráfego do centro da cidade. Cada passageiro se surpreendia tanto quanto eu, mas, presos ao péssimo clima do dia, poucos lhe retribuíam o cumprimento.

À medida que o ônibus se arrastava pelo quadriculado traçado da cidade, porém, foi-se dando uma lenta, ou melhor, uma mágica transformação. O motorista monologava constantemente para nós um animado comentário sobre o cenário que passava à nossa volta: havia uma liquidação sensacional naquela loja, uma exposição maravilhosa naquele museu, já souberam do novo filme que acabou de estrear naquele cinema logo mais adiante na quadra? O prazer dele com a riqueza de possibilidades que a cidade oferecia era contagiante. Quando as pessoas desciam do ônibus, já se haviam livrado da concha de mau humor com que tinham entrado,e, quando o motorista lhes dirigia um sonoro “Até logo, tenha um ótimo dia!”, todas lhe davam uma resposta sorridente.

A lembrança desse encontro me acompanha há quase vinte anos. Quando viajei naquele ônibus, acabara de concluir meu doutorado em psicologia - mas pouca atenção se dedicava na psicologia da época a exatamente como podia se dar uma tal transformação. A ciência psicológica pouco ou nada conhecia dos mecanismos da emoção. E, no entanto, ao imaginar a propagação do vírus de bem-estar que deve ter-se alastrado pela cidade, começando pelos passageiros do seu ônibus, vi que aquele motorista era uma espécie de pacificador urbano, uma espécie de feiticeiro, em seu poder de transmutar a soturna irritabilidade que fervilhava nos passageiros, amolecer e abrir um pouco seus corações.
Texto extraído do capítulo 3 do livro “Inteligência Emocional” de Daniel Golemam

Exatamente por que David Pologruto, professor de física no ginásio, foi ferido com uma faca de cozinha por um de seus melhores alunos, ainda é discutível. Mas os fatos, amplamente noticiados, são os seguintes:

Jason, um segundanista que só tirava A num ginásio de Coral Springs, Flórida, estava obcecado com a idéia de entrar na faculdade de medicina. Não numa faculdade de medicina qualquer - sonhava com Harvard. Mas Pologruto, seu professor de física, deu-lhe uma nota 80 numa prova. Achando que a nota - um B simples - punha em risco o seu sonho, Jason levou uma faca de açougueiro para a escola e, numa discussão com Pologruto no laboratório de física, esfaqueou-o na clavícula, antes de ser dominado numa luta.

Um juiz declarou Jason inocente, temporariamente insano durante o incidente - um conselho de quatro psicólogos e psiquiatras jurou que ele estava psicótico durante a briga. Jason alegou que pensara em suicídio por causa da nota na prova e procurara Pologruto para lhe dizer que ia se matar por causa da nota ruim. Pologruto contou uma história diferente:

- Acho que ele tentou me matar mesmo com a faca - pois estava furioso com a nota ruim.

Após transferir-se para uma escola particular, Jason formou-se dois anos depois num dos primeiros lugares da turma. Uma aprovação nos cursos regulares lhe teria dado um A, com média 4, mas ele fizera muitos cursos avançados para elevar sua média a 4,614 - muito acima do A+. Embora Jason se houvesse formado com o mais alto louvor, seu antigo professor de física, Pologruto, queixava-se de que ele jamais lhe pedira desculpas nem assumira responsabilidade pelo ataque.

A questão é: como alguém com uma inteligência tão óbvia faz uma coisa tão irracional - tão burra mesmo? Resposta: a inteligência acadêmica pouco tem a ver com a vida emocional. Os mais brilhantes entre nós podem afundar nos recifes de paixões desenfreadas e impulsos desgovernados; pessoas com altos níveis de QI são as vezes pilotos incompetentes de suas vidas particulares.

Porque estudar a INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?




  • Devido ao aumento da agressividade

  • Devido ao aumento do índice de suicídio

  • Necessidade da preparação para as mudanças (dentro de 10 anos estaremos consumindo 50% de produtos que ainda não existem hoje.

  • Existência de grande volume de doenças psicossomáticas

  • Possibilidade de viver mais em bem-estar que em mal-estar

reestruturação familiar

casamento separação

1890 10%

1920 18%


1950 30%

1970 50%


1980 67%

O que é INTELIGÊNCIA?

Vem do latim, significa capacidade em fazer escolhas entre duas ou mais situações.

O que é EMOÇÃO?

Vem do latim - o espírito que nos move

As emoções são a base do pensamento.


Segundo o dicionário inglês de Oxford emoção é qualquer agitação ou perturbação da mente, sentimento, paixão, qualquer estado de excitação. Os pesquisadores continuam a discutir quais são as emoções primárias. Cinco delas (medo, raiva, tristeza, alegria e afeto) são reconhecidas por povos de culturas de todo o mundo, inclusive pré-letrados.

Estamos acostumados a valorizar o binômio “conhecimento lógico matemático e a capacidade de ler e escrever bem” e assim entendemos uma pessoa Inteligente.

Durante anos aceitamos os testes de QI (quociente de inteligência) para medir a inteligência de uma pessoa, hoje sabemos que eles medem conhecimentos cristalizados, dando ênfase ao método papel e lápis. Não medem a capacidade de assimilar e resolver novos problemas

Como começaram os estudos sobre a Inteligência humana:


SEC 18 - Frenologia, Joseph Gall ( acreditava na relação do tamanho do crânio com a inteligência)

SEC 19 - Relação com as regiões cerebrais - Pierre - Paul Broca

SEC 20 - Testes de QI - Alfred Binet

SEC 21 - Inteligência Emocional


Inteligências múltiplas segundo Gardner:
1 - INTELIGÊNCIA LÓGICA MATEMÁTICA

. capacidade de raciocínio lógico e compreensão de modelos matemáticos. Habilidade em

lidar com conceitos científicos.

. uso predominante da função pensamento

2 - INTELIGÊNCIA LINGUÍSTICA

. domínio da expressão com a linguagem verbal

. facilidade de expressar-se através da fala ou da escrita em uma ou mais línguas

. ter sensibilidade a repercussão dos sons das palavras na mente de quem as lê

ex: poetas, escritores, oradores, etc.
3 - INTELIGÊNCIA ESPACIAL

. sentido de movimento, localização e direção

. percepção de espaço e tempo em que se inclui

. ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo na ausência de estímulos

físicos relevantes. Ex: escultores, matemáticos, engenheiros, arquitetos, etc.
4 - INTELIGÊNCIA MUSICAL

. domínio da expressão com sons, capacidade em entender a linguagem musical.

. compor é fazer e não pensar.

Ex: compositores, pintores, artistas, etc.


5 - INTELIGÊNCIA CINESTÉSICA

. domínio do movimento do corpo

. capacidade de usar o corpo como instrumento de comunicação

ex: dançarinos, artesãos, esportistas, instrumentistas, nadadores, etc.


6 - INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL

. capacidade de auto compreensão, motivação e conhecimento.

. capacidade de administrar os sentimentos a seu favor.

. facilidade de mobilizar sua energia psíquica no equilíbrio das emoções

. capacidade de distinguir prazer de dor
7 - INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL

. capacidade de se relacionar com o outro, entender reações e criar empatias.

. capacidade de administrar convivência em grupos.


Diferença entre EMOÇÕES e SENTIMENTOS.
Depoimento de Stefan Klein em seu livro “A Fórmula da Felicidade”:
“Emoções e sentimentos são coisas bem diferentes, embora passem por sinônimos na linguagem do dia-a-dia. Uma emoção é uma resposta automática do corpo à determinada situação – o brilho de desejo nos olhos, o enrubescer quando alguém descobre que estamos dando uma desculpa esfarrapada, etc. O sentimento, por sua vez, é aquilo que vivenciamos quando percebemos a emoção de forma consciente. Assim, ela passa a se chamar euforia ou vergonha, por exemplo”.
“Emoções, portanto, são inconscientes, enquanto os sentimentos são conscientes. A maioria de nós percebe as emoções como sentimentos, razão pela qual normalmente não diferenciamos as duas coisas. Mesmo assim, varias emoções podem permanecer escondidas de nós – por exemplo, quando enrubescemos e ninguém nos diz nada sobre isso”.

Depoimento de Antonio Damásio em seu livro “Em Busca de Spinosa”:


“As emoções geram mapas mentais em determinadas regiões do cérebro. Esses mapas correspondem a estados do corpo. A percepção desses mapas mentais é o que chamamos de Sentimentos.

Esses mapas mentais podem ser distorcidos ou alterados.

A comunicação até o mapa pode ser interrompida através de substancias anestésicas como morfinas impedindo que sintamos dor.

Certas situações absolutamente necessárias, como realizar um trabalho apesar de estar doente ou enfrentar o perigo apesar do medo, pode fazer com que o mapa mental seja mascarado e momentaneamente não sintamos as sensações desagradáveis, o que nos permite realizar as ações necessárias.

O mapa mental pode ser alterado a partir de estímulos externos. É o caso da empatia em que você é capaz de sentir tudo aquilo que acredita que o outro está sentindo.

Temos ainda o caso das drogas (remédios ou álcool) que provocam tal alteração mudando por exemplo o sentimento de tristeza em satisfação”.



Aptidões que contam além do QI e do preparo acadêmico:
. capacidade em lidar com frustrações

. competência emocional (capacidade em lidar com os próprios sentimentos e entender os

sentimentos dos outros).

. o relacionar-se com as outras pessoas.

. capacidade de discernir e responder adequadamente aos estímulos recebidos.

Em 1990 Peter Salovey deu a seguinte definição de Inteligência Emocional: “A capacidade de monitorar os sentimentos e emoções próprios e alheios, de reconhecer as diferenças entre eles e de usar essa informação para orientar o pensamento e a ação das pessoas”.

Em publicação mais recente ele a redefiniu: “A Inteligência Emocional envolve a capacidade de perceber acuradamente, de avaliar e de expressar emoções; a capacidade de perceber e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a capacidade de compreender a emoção e o conhecimento emocional; e a capacidade de controlar emoções para promover o crescimento emocional e intelectual”
A Inteligência Emocional pode ser dividida em quatro domínios:


  • conhecer as próprias emoções

  • saber lidar com as emoções

  • Reconhecer as emoções no outro

  • lidar com relacionamentos

CONHECER AS PRÓPRIAS EMOÇÕES




  • Capacidade de reconhecer a emoção quando ela ocorre

  • Compreender pensamentos perturbadores.

  • Autoconsciência - não decidir na emoção

  • Sentimento preciso dos seus pontos fracos

SABER LIDAR COM AS EMOÇÕES




  • Administrar bem as suas emoções (tornando-se um bom piloto da sua vida).

  • Estimular a sua personalidade agradável (livrando-se do mau humor).

  • Aprender a sentir.

  • Reinterpretar situações (nem sempre é como você está vendo).

  • Não atribuir os seus sentimentos aos outros.

  • Saber o que fazer com a emoção.

RECONHECER EMOÇÕES NOS OUTROS


  • Capacidade de entender como o outro se sente.

  • Transmitir e captar o estado de espírito do outro.

  • Enxergar com os olhos do outro.

LIDAR COM RELACIONAMENTOS




  • Ter grande número de contatos pessoais. Construir uma rede de contatos sólida

  • Ouvir com empatia legitimando os sentimentos das pessoas

  • Ser solidário, protetor e permissivo

  • Ser cordial. Capacidade de se comunicar profundamente, sobretudo com as pessoas simples

  • Fazer Rapport

Quanto tempo você consegue deixar outra pessoa falar sobre si mesma sem que você precise dizer alguma coisa sobre você?



CONTAMINAÇÃO EMOCIONAL:
Experiência feita com duas pessoas diferentes dentro de uma sala, onde cada uma escreveu o que sentia durante um certo tempo. Logo depois voltaram a escrever o que sentiam mostrando evidencias da contaminação. O agitado se acalmou e o calmo se agitou.
. Pessoas mais contaminantes : líderes, artistas, etc.

. Sinais de pessoas mais contamináveis:

Os dois balançando a cabeça ao mesmo tempo, um se aproxima e o outro se afasta.

Namorados que se sintonizam. ( um se abate com a depressão do outro)



EMOÇÕES CONHECIDAS
A infelicidade e a procura da felicidade são universais. A razão primária para os clientes procurarem terapeutas é porque não se sentem felizes. Seus terapeutas procuram outros terapeutas pelo mesmo motivo. As pessoas se casam, divorciam, têm ou não têm filhos, compram ou economizam, trabalham duro, aceitam ou repudiam religiões, tudo isto na esperança de que algo lhes trará a felicidade. Alguns anseiam pela felicidade agora, enquanto outros estão dispostos a enfrentar a infelicidade se tiverem garantias de que no futuro, seja nesta vida ou na próxima, finalmente serão felizes.

Entre as Emoções conhecidas estão as prazenteiras (Alegria e Afeto) e as não prazenteiras (Tristeza, Raiva e Medo).

Justifica-se estudar as emoções não só pelo desenvolvimento da capacidade de senti-las e expressá-las adequadamente, como também pelo entendimento da sua relação com a origem das doenças, já que boa parte das doenças são de origem emocional ou pelo menos tem nas emoções um importante fator de influência para agravá-las.

A ALEGRIA é aquela emoção ligada a muito movimento, grande prazer, curvas faciais para cima e representada principalmente pelo sorriso.


Alguns homens em posição de liderança têm medo de brincar. O humor é de longe o mais importante comportamento da inteligência humana. Estudos mostram que o humor estimula o fluxo intuitivo, torna-nos mais dispostos a ajudar os outros e melhora significativamente os processos de inteligência tais como emitir juízos, resolver problemas e tomar decisões, além de dar grande ajuda a transformação criativa..

“Poucas coisas unem tão instantaneamente as pessoas como o riso”. Aqueles que cultivam a alegria estão mais bem preparados para ser criativos quando as coisas se complicarem. São mais relaxadas e mais flexíveis.


A southwest, empresa americana, testa seus candidatos a funcionários observando seu senso de humor, perguntando por exemplo “como você utiliza o senso de humor para sair de uma situação embaraçosa” ou “qual foi a coisa mais engraçada que já lhe aconteceu?”.

Cientistas afirmam que o riso e o senso de humor estimulam a produção de catecolaminas e endorfinas no cérebro, o que afeta os níveis hormonais no corpo, alguns relacionados a sentimentos de alegria, diminuição da dor e um elevado senso de criatividade e perspectiva.


A alegria está associada a ingenuidade e liberdade, características naturalmente possuídas na infância e que são perdidas no caminho do crescimento. Portanto, para criança é mais fácil vivenciar a alegria do que para o adulto. Este, já não tão ingênuo, precisa da liberdade para lhe abrir os caminhos do bom humor.
Repressão da alegria: Pais pouco alegres costumam reprimir a alegria dos filhos, já que eles também foram reprimidos quando crianças. É comum filhos ouvirem frases do tipo:

  • Que alegria é esta?

  • Feche os dentes. Você viu capim? Viu passarinho verde?

  • Muito riso é sinal de pouco siso.

Alguns pais acreditam que para se fazer respeitar precisam demonstrar austeridade através da raiva e têm medo de demonstrar bom humor e com isto perderem o controle. Que pena não saberem que a verdadeira alegria é a própria ausência de controle.

Acreditando ajudar os filhos, através da formação de adultos “sérios” , limitam sua capacidade de vivenciar o prazer.



A Alegria e a Liberdade – Existe uma estreita relação entre a alegria e a liberdade. As pessoas alegres, jamais serão escravizadas. Por isto os coronéis têm tanto medo da alegria dos seus soldados. Soldados alegres cumprem somente as ordens do próprio coração. Pais têm medo da alegria dos seus filhos. Religiosos têm medo da alegria dos seus seguidores. Infelizmente vê-se comumente religiões que seguram seus seguidores muito mais pelo medo do que pela alegria, pois é equivocadamente mais fácil provocar o temor que o prazer. Alguém já viu algum santo rindo?

As pessoas livres riem mais, porque o riso é divino e Deus é a favor dele.


Falta de permissão para ser alegre - É fácil ver alguém que fica impaciente quando visualiza um grupo de pessoas alegres. A alegria lhes incomoda. Eles não têm permissão para vivenciar o imenso prazer da alegria. Então, pessoas alegres lhes agridem, pois são uma denúncia imediata. Uma denúncia do seu fracasso, uma denúncia da sua impotência em ser feliz, uma denúncia da sua limitação.

É comum você ouvir comentários do tipo:



  • Do que eles tanto riem?

  • Esse pessoal não tem o que fazer? Por favor Fulano, dê trabalho para eles!

  • Isso aqui não vai prá frente porque só tem crianças!


A Auto estima e a sua capacidade de rir – Nota-se que a alegria tem uma estreita relação com a auto estima. As pessoas alegres também se gostam mais, são mais soltas, mais suaves, mais fáceis de conviver. Nada mais desagradável do que conviver com pessoas amargas, de mau com a vida, e que ainda se acham “certas”. No fundo no fundo, são prepotentes e expulsam quem está por perto. A maior dificuldade do prepotente é admitir que não é Deus.

Quem se ama, também ama os outros e isso inevitavelmente lhe traz felicidade. É mais fácil amar que odiar, mas parece que as pessoas não acreditam nisso! Quanto tempo eu perdi me defendendo, me protegendo ou atacando, por medo de coisas que nunca vieram a acontecer?


A Confusão entre Responsabilidade e Seriedade – Infelizmente ainda hoje se confunde seriedade com responsabilidade. As pessoas sérias não são necessariamente responsáveis. Podem ser ou não. As pessoas sérias podem ser aquelas que não têm permissão para sorrir, ou aquelas de baixa auto estima, ou aquelas que aprenderam que para ganhar confiança tem que ser enfezadas, ou ainda aquelas que são simplesmente “infelizes”.
O traço comportamental mais evidente dos funcionários e chefes das empresas que delegam poder, por mais inusitado que pareça é o bom humor. As empresas estão descobrindo que somente um ambiente que incentiva brincadeiras e risadas é capaz de incorporar o empowerment.

A explicação é simples: o humor liberta a criança interior de cada um, aquela que acredita ser possível fazer tudo que se quer neste mundo. Assim, ajuda as pessoas a tomar iniciativas, desenvolver a criatividade, comunicar-se melhor e também aprender mais facilmente. O divertimento, a alegria, as risadas e as brincadeiras são ferramentas de poder pessoal.

Nas empresas que não se mostram dispostas a delegar poder aos funcionários o humor não tem espaço.

Empresas e organizações estão descobrindo a importância das risadas e brincadeiras para criar ambientes mais produtivos. Elas contribuem para maior qualidade de vida dos funcionários e, consequentemente, melhor atendimento aos clientes. Qualquer organização consegue criar um ambiente desse tipo: basta afiar as ferramentas do humor. Alguns autores têm feito referências a empresas que estão chamando comediantes para ajudar os funcionários a relaxar e ensinar os gerentes a incorporar o humor em seu estilo de gerenciar. O trabalho desses comediantes vai além do entretenimento: mostra o valor do bom relacionamento no ambiente de trabalho.


Com as empresas praticamente obrigadas a promover programas de melhoria contínua, o humor torna-se cada vez mais essencial. Afinal, quanto maior a demanda de qualidade, maior a tensão do pessoal de produção. Existem dados mais do que suficientes para comprovar que a crescente pressão sobre o trabalho afeta negativamente a produtividade e os resultados finais. Uma quantidade igualmente vasta de pesquisas demonstra os efeitos positivos das risadas e do humor sobre os lucros devido à redução de tensão e suas conseqüências (como problemas cardíacos, distúrbios digestivos, gripes e outras doenças). A comunidade médica é unânime quanto ao fato de que risadas e bom humor ajudam e fazem tão bem à saúde que contribuem para a cura de doenças.
Durante pesquisas Robert R. Provine, professor de Psicologia e Neurociências na Universidade de Maryland, Estados Unidos, descobriu a importância social das cócegas. Por exemplo: ninguém é capaz de rir das cócegas que faz em si mesmo. Se homens e mulheres fazem cócegas um no outro é romance na certa.

Segundo reportagem da revista “Superinteressante, edição 173, 02/2002”, no mundo das risadas a guerra dos sexos termina em empate técnico. Se, por um lado, a pesquisa tabulou que as mulheres riem 20% a mais que os homens, por outro, são os homens que conseguem extrair maior número de risadas das mulheres.(Vai daí, provavelmente, o fato de haver mais comediantes homens. De qualquer modo, vale a máxima de que, se você quiser ganhar a moça, é preciso fazê-la rir na sua companhia.)

Provine pesquisou mais de 3.000 anúncios do tipo “Mulher solteira procura...” e percebeu que em muitos anúncios as mulheres procuram homens divertidos e engraçados. Sua pesquisa chegou ao mundo corporativo, onde descobriu que os funcionários tendem a rir mais das gracinhas do chefe do que as de seus subordinados ou colegas.

O cardiologista Michael Miller, da Universidade de Maryland, liderou uma pesquisa sobre os benefícios do riso para a saúde do coração. Comparando as atitudes diante da vida de 150 pessoas com histórico de infarto com o mesmo número de pessoas sadias, descobriu que aquelas que nunca tinham sofrido com problemas no coração eram as que demonstravam bom humor constante.

O MEDO é uma reação natural a idéia de perigo. Bastando para isto que a mente acredite no perigo, exista ele ou não.
A preocupação é, num certo sentido, um ensaio do que pode dar errado e como lidar com isso. A ansiedade o afasta da razão e o prende numa inflexível visão de um único tópico. O conselho que o preocupado não consegue seguir é “pare de se preocupar”.

Após muita experimentação Berkovec descobriu alguns passos simples para ajudar o preocupado:

A autoconsciência - pegar os episódios preocupantes o mais perto do início possível, tão logo dispare a imagem catastrófica, ensinando-lhe o seu monitoramento. As pessoas aprendem o relaxamento que ajuda mas que em si não basta. O próximo passo é assumir uma posição crítica em relação as suposições. A combinação da atenção com um ceticismo saudável pode funcionar como um freio a ansiedade.

Preocupações severas que levem a fobias, distúrbio obsessivo-compulsivo ou de pânico justificam uso de medicamentos



Ansiedade e doença
Segundo Bruce McEven, psicólogo de Yale observou em pesquisa de ligação tensão-doença, efeitos do tipo: exacerbação de placas que levam a arteriosclerose e a enfarte o miocárdio, aceleração de diabete tipo I e do curso da tipo II, piora ou provocação de ataque de asma, problemas gastrointestinais e danos ao cérebro por longo prazo de tensão constante.

A universidade Carnegie-Mellon expôs pessoas ao vírus do resfriado. Entre aquelas com pouca tensão 27% pegaram o resfriado e entre aquelas com vidas mais tensas 47% ficaram doentes, prova direta de que a própria tensão enfraquece o sistema imunológico.


A TRISTEZA é a emoção ligada a algum tipo de perda, podendo ser perda amorosa, por morte, mudanças, etc. Só se fica triste quando se perde algo. Nela existe a perda de movimentos, de apetências e as curvas faciais voltam-se para baixo. Sua maior representação está no choro.


A tristeza é provocada por alguma perda. Traz em si efeitos como perda de interesse por diversões e prazeres, além da perda de apetências de uma forma geral. Fixa a atenção na perda e mina nossas energias para iniciar coisas novas.

Efeitos intelectuais: confusão, falta de concentração mental e lapsos de memória.

Efeitos físicos: insônia, sensação de apatia, desalento e fragilidade.

Outros efeitos: perda da fome, perda do interesse pelo sexo e perda da esperança podendo até chegar ao desespero o que pode levar ao pensamento de que o suicídio seria a solução. Grandes depressões justificam uso de remédios

Na melancolia comum é possível haver o controle. Uma estratégia negativa é ficar só, pois em geral a solidão e o isolamento aumentam a depressão. Segundo Diane Tice a vida social é a arma de combate mais potente a menos que se aproveite para ruminar a sua tristeza. Esta ruminação é o maior alimento da depressão. As mulheres o fazem mais que os homens e os homens afogam mais no alcoolismo.

Estratégias de combate:

. aprender a contestar os pensamentos centrais da ruminação, questionar sua validade e pensar em alternativas positivas.

. programar intencionalmente acontecimentos agradáveis.

Como trabalhar a tristeza:

. Contestar a sua origem (validade)

. Programar atividades agradáveis

. Movimentar o corpo (aeróbica), funciona melhor para os preguiçosos que não fazem exercício físico. O relaxamento funciona bem para a ansiedade e ira, não tão bem para a depressão.

. Um potente antídoto a depressão é o comparar-se com um caso pior que o seu. Exemplo de pacientes que se sentiram melhor ao saber de alguém em estado pior. Os que se comparam com pessoas saudáveis ficam mais deprimidos.

. Ajudar os outros, trabalhos voluntários é um potente modificador de estado de espírito.


A Depressão e sua influência na doença
Sugere-se que a tristeza sob forma de melancolia, depressão,etc pode agravar as doenças. Por exemplo, de 100 pacientes que receberam medula óssea, 12 dos 13 que estavam deprimidos morreram dentro do primeiro ano após a cirurgia, enquanto 34 dos 87 restantes continuaram vivos dois anos depois.

Estudo em 2.832 homens de meia-idade acompanhados durante 12 anos, os que tinham uma persistente sensação de desespero e desesperança também tinham uma maior taxa de mortalidade por doença cardíaca. A depressão parece apresentar um risco médico particularmente grave para os sobreviventes de um ataque cardíaco. Num estudo em um hospital de Montreal, em pacientes após um primeiro ataque cardíaco, observou-se que em cada um dos oito pacientes seriamente deprimidos, a taxa de mortalidade foi cinco vezes mais alta que para outros. Sugere-se que a depressão possa afetar a variabilidade do ritmo cardíaco aumentando o risco de arritimias fatais.


Tanto a raiva quanto o medo (ansiedade) quando crônicas, podem tornar uma pessoa mais susceptível a uma gama de doenças. E embora a tristeza (depressão) não as torne mais vulneráveis, parece impedir a recuperação médica e aumentar o risco de morte. Saliente-se entretanto que as emoções prazenteiras podem ser revigorantes.
O risco do isolamento

Estudos feitos durante duas décadas com mais de 37.000 pessoas mostram que o isolamento social (a sensação de que não se dispõe de alguém com quem partilhar os sentimentos) duplica as possibilidades de doença e morte. O isolamento em si, conclui o comunicado da revista Science é tão importante para as taxas de mortalidade quanto o fumo, a alta pressão sangüínea, o colesterol alto, a obesidade e a falta de exercícios físicos.


Estudos em 100 pacientes com transplantes de medula óssea, aqueles que tinham apoio emocional do cônjuge, família ou amigos, 54% sobreviveram após dois anos, contra apenas 20% daqueles que não tinham este tipo de apoio.

Idosos que sofrem ataques cardíacos e contam com apoio emocional, têm mais de duas vezes probabilidade de sobreviver além de um ano após o ataque.


Num estudo sueco publicado em 1993, mostrou que foi feito gratuitamente um exame médico com todos os homens da cidade de Goteborg, nascidos em 1933. Sete anos depois, 41 tinham morrido. Os homens que tinham comunicado inicialmente estar sob intensa tensão emocional tinham uma taxa de mortalidade três vezes maior que aqueles que tinham vida calma e plácida.

Um estudo de colegas de quarto em uma universidade constatou que quanto mais eles antipatizavam um com o outro, mais susceptíveis eram a resfriados e gripes, e com mais freqüência iam ao médico.




O poder curativo do apoio emocional

Método Pennebaker:

. Levar as pessoas a escreverem 15 a 20 minutos por dia durante pelo menos 5 dias sobre a sua preocupação momentânea ou um grande problema antigo. As conseqüências observadas foram:

. redução da freqüência a médicos

. redução da ausência no trabalho

. aumento das defesas do organismo, etc.


Segundo o Dr. David Spiegel (universidade de Stanford) o mesmo tratamento foi dado a mulheres que tinham câncer no seio e percebeu-se que aquelas mulheres que tinham o hábito de freqüentar um grupo onde podiam falar dos seus sentimentos, sobreviviam duas vezes mais que aquelas que enfrentavam a doença sozinhas. Todo paciente devia estar num grupo desses. Se fosse uma droga que produzisse uma maior expectativa de vida, as empresas farmacêuticas estavam se engalfinhando para produzi-la.

A RAIVA existe para que as pessoas possam se defender, agredindo uma vez que se sintam agredidas. É uma reação natural de auto preservação.


ANATOMIA DA RAIVA
Digamos que alguém lhe dar uma fechada perigosa na estrada. Se seu pensamento reflexo é “Que filho da puta”, conta imensamente para a trajetória da raiva se esse pensamento é acompanhado de outros de indignação e vingança, “Podia ter causado uma batida sacana! Mas isso não vai ficar assim!” Você tenta estrangular o volante no lugar dele. O corpo imobiliza-se para lutar, não para fugir - deixando você a tremer, gotas de suor na testa, o coração disparado, os músculos faciais travados. Você quer matar o cara. Então se um cara buzina atrás porque você reduziu, você pode explodir de raiva contra o outro motorista também. É assim que formam a hipertensão, a direção perigosa e até tiroteios.

Compare esta seqüência de acumulação de raiva com uma linha mais caridosa de pensamento em relação ao motorista que o fechou: “Talvez não tenha me visto, pode ter sido uma emergência”.


Dolff Zillmann descreve: o perigo pode ser assinalado por uma ameaça física direta ou simbólica (humilhação, insulto, etc.). Essas percepções atuam como o gatilho instigante de uma onda límbica que tem um duplo efeito sobre o cérebro. Uma parte desta onda é a liberação de catecolaminas, que gera um rápido e episódico surto de energia, suficiente para uma linha de ação vigorosa para “lutar ou fugir”.Este surto dura o tempo necessário para preparar o corpo para uma boa briga ou uma rápida fuga, dependendo da avaliação do cérebro emocional.

Enquanto isso, outra onda impulsionada pela amígdala, que percorre o ramo adrenocortical do sistema nervoso, cria um pano de fundo tônico geral de prontidão para a ação, que dura muito mais que o surto de energia de catecolamina. Esse generalizado estímulo adrenal e cortical pode durar horas e até mesmo dias, mantendo o cérebro emocional em especial prontidão para o estímulo, e tornando-se uma base sobre a qual reações posteriores se formam com particular rapidez. Isto explica por que as pessoas são tão mais inclinadas a ira se já foram provocadas.

A raiva alimenta a raiva podendo chegar a ilusão da invulnerabilidade e até a incapacidade de pensar.

Maneiras de intervir:

1 - avaliar e contestar a primeira explosão de raiva para que as posteriores não aticem chamas , podendo ser completamente interrompida se a informação vier antes que se dê vazão a ela. Ex: ao tomar a fechada pensar, “ele pode estar dando um socorro”.

2 - Desfocar a raiva, provocando o esfriar psicológico esperando que passe o surto adrenal. Numa discussão por exemplo, isso significa afastar-se da pessoa no momento.

. mudança de foco (tv, leitura, etc)

. ficar só (dar uma volta) contanto que não alimente o pensamento de ira.

. fazer anotações sobre a ira evita que ela se torne fúria.


Segundo Zillmann, psicólogos testaram e concluíram que dar vazão a ira pouco ou nada faz para eliminá-la (embora pela natureza sedutora do sentimento provoque a sensação de satisfação).

Situações específicas em que soltar a raiva funciona:

. quando é expressa diretamente a pessoa visada

. quando devolve o senso de controle

. quando corrige uma injustiça

Diane Tice constatou que dar vazão a raiva é uma das piores maneiras de esfriá-la.




QUANDO A RAIVA É SUICIDA

Estudos na universidade de Stanford (USA) observou o efeito da ira em relato de pacientes quando contavam incidentes que os tinham deixado furiosos. A eficiência do bombeamento do coração caia 5 a 7 pontos percentuais. Tal queda não se verificou com outros sentimentos. A raiva parece ser a emoção que mais mal faz ao coração. Ao relatarem os pacientes diziam sentir apenas uma raiva parcial, sugerindo que os seus corações teriam sido ainda mais obstruídos durante o conflito de fato.

A ira sozinha não causa doença na artéria coronária, ela é um de vários fatores interagentes.

Segundo Peter Kaufman, ainda não podemos dizer se a ira e a hostilidade desempenham um papel causal no desenvolvimento antecipado de doença na artéria coronária, ou se intensifica o problema uma vez iniciada a doença cardíaca, ou as duas coisas ao mesmo tempo.

Mas tome um jovem de 20 anos que se zanga repetidas vezes. Cada episódio de ira acrescenta uma tensão extra no coração, aumentando o ritmo cardíaco e a pressão do sangue. Quando isto se repete sempre e sempre, pode causar dano, sobretudo porque a turbulência do sangue correndo pela artéria

coronária com cada batida pode causar microlesões no vaso, onde se formam placas. Se seu ritmo cardíaco é mais rápido e a pressão do sangue mais alta porque você vive habitualmente zangado, em

trinta anos isso pode levar a uma mais rápida formação de placas, e portanto uma doença na artéria coronária. Assim surge a doença que passa a ser alimentada pela ira e o efeito final é particularmente letal para os cardíacos.

Estudos na faculdade de Medicina de Stanford com 1.200 homens e mulheres que sofreram um primeiro ataque cardíaco e depois foram acompanhados por 8 anos mostraram que os agressivos e hostis tiveram uma taxa mais alta de um segundo ataque cardíaco. Resultados semelhantes foram encontrados na Faculdade de Medicina de Yale. Nesta faculdade se observou que não somente a ira e sim todos os sentimentos negativos intensos provocavam tal resultado, embora a ira se destacasse.


A Universidade de Stanford (USA) observou pacientes que tiveram um primeiro ataque cardíaco. Deu tratamento a aqueles que tinham pavio curto, ensinando-lhes a amaciarem as suas atitudes. Entre eles a taxa de um segundo ataque cardíaco caiu em 44%.
SISTEMA DE RECOMPENSAS EM ESCOLHER A IRA


  • Toda vez que você achar difícil controlar-se, sentir-se frustrado ou vencido, pode usar a ira para dirigir a responsabilidade por seus sentimentos para a pessoa ou o acontecimento envolvidos.

  • Pode usar a sua ira para manipular aqueles que o temem. Isso é particularmente eficiente para por na linha os que são mais jovens, ou física ou psicologicamente inferiores.

  • A ira chama atenção e assim você pode se sentir importante e poderoso.

  • Você pode conseguir o que quer, pois os outros preferirão acalmá-lo.

  • Se você receia a intimidade ou o amor, pode evitá-los ficando zangado.

  • Pode manipular os outros com sentimento de culpa, fazendo com que se perguntem: “Que foi que eu fiz para que ele ficasse tão zangado?”.

  • Pode interromper a comunicação em que se sente ameaçado, pelo fato do outro ser mais capaz.

  • Você não precisa se esforçar quando está zangado, assim se livrará de certas tarefas.

  • Dizendo que ficar zangado é humano, você tem uma justificativa pronta para si mesmo: “Sou humano, e é isso que os humanos fazem.”

ÁREA INTERNA VERSUS ÁREA EXTERNA
A maioria das pessoas é mais orientada externa que internamente, em sua personalidade. Que significa ser externo em sua área de controle? Você é externo, essencialmente, se atribui a responsabilidade pelo seu estado emocional, em seus momentos presentes, a alguém ou a alguma coisa fora de si próprio. Assim, se lhe fosse feita a pergunta: “Por que é que se sente mal?” e você respondesse com coisas como: “Meus pais me tratam mal”, “Ela me ofendeu”, “Meus amigos não gostam de mim”, “Não tenho sorte” estaria situado na categoria dos externos.

A pessoa cuja área de controle é interna coloca a responsabilidade pelo que sente inteiramente em seus próprios ombros e é uma pessoa rara em nossa cultura. Quando lhe fazem as mesmas perguntas, responde com explicações internamente orientadas, tais como: “Digo a mim mesmo as coisas erradas”, “Dou demasiada importância ao que os outros pensam”, “Não estou bastante forte para evitar me sentir infeliz”.

O AFETO é a emoção que leva as pessoas a de alguma forma se aproximarem uma das outras, podendo ser representada pelo abraço, o beijo, o olhar afetuoso, a frase amorosa, etc.
A CARÍCIA é entendida como tudo aquilo que fazemos intencionalmente que implica no reconhecimento da existência do outro ou de si mesmo.

O Afeto pode ser: Positivo, Negativo e Falso Afeto



Afeto Positivo - é aquela que leva a alguma sensação de bem estar. Exemplo: abraços, beijos, elogios, etc.

Afeto Negativo - é aquela que leva a alguma sensação de mal estar. Exemplo: tapas, empurrões, críticas, etc.

Falso Afeto - é aquela que é dada com a intenção exclusiva de obter algum resultado, como o elogio do vendedor na hora da venda, ou ainda a mistura do bem estar com mal estar a exemplo de um abraço tão apertado que gera incômodo.
O Afeto pode ser ainda dividido em: Condicional e Incondicional.
O Afeto é condicional quando acontece a partir de uma condição geradora (ex: elogios a um bom trabalho) e o incondicional acontece sem necessariamente ter um fato gerador (ex: amor de mãe).
Terceira divisão do Afeto: Verbal, Simbólico e Físico.
O Afeto verbal acontece quando é verbalizado.

O Afeto simbólico acontece quando é usado algum tipo de símbolo que implique no reconhecimento do outro (ex: uma flor, um lenço branco, um sinal de positivo, etc.)

O Afeto físico é aquele que proporciona algum toque físico, sendo este o mais temido, devido ao exercício infantil em evitar a aproximação das pessoas.
Leis de economia do Afeto:

1 - Não receba Afeto

2 - Não dê Afeto

3 - Não peça Afeto

4 - Não rejeite o Afeto que você não quer

5 - Não se auto acaricie



CLASSIFICAÇÃO DAS EMOÇÕES

As emoções podem ser divididas em Autênticas e não Autênticas.

Uma emoção é AUTÊNTICA quando é proporcional em quantidade e qualidade ao estímulo que a provocou, sempre acontecendo no “aqui e agora”.

Uma emoção é NÃO AUTÊNTICA quando não é proporcional ao estímulo que a provocou e não acontece no “aqui e agora”. Podem ser classificadas como: Substitutas, Argumentais, Mini-argumentais e Evocadas.


Emoções SUBSTITUTAS ou DISFARCES são aquelas que acontecem para esconder uma outra emoção que está por trás mas não tem permissão para ser expressa.

Emoções ARGUMENTAIS são aquelas passadas de pais para filhos como se passa uma batata quente. Por exemplo temos o medo de baratas, ratos, escuro, Etc.

Emoções MINI-ARGUMENTAIS são aquelas que acontecem casadas com a necessidade de “ser perfeito”, “ser forte”, “ser apressado”, “ser esforçado” e “ser satisfeito sempre”.

Emoções EVOCADAS revividas no momento presente a partir de um fato passado. Por exemplo relembrar uma situação a partir de uma música ou um perfume.

Uma vez que todo mal estar, se não for físico, é uma emoção, como se sair dele:
1 - Identificar a emoção

2 - Compreender o porquê.

3 - Se é uma emoção autêntica, expressá-la adequadamente até esgotá-la.

4 - Se não é uma emoção autêntica, elaborá-la.




CONDUTORES DAS EMOÇÕES

Os condutores das emoções funcionam como uma seqüência de comportamentos observáveis, que partindo de uma mensagem interna (chamada Condutor ou Impulsor), avança de forma negativa nos levando à emoções disfarces e comportamentos inadequados.

Somos programados dentro de um Roteiro ou Argumento. É como uma grande peça de teatro onde cada um deve desempenhar determinado papel.
CONDUTORES:

SEJA FORTE

SEJA PERFEITO

SEJA APRESSADO

SEJA ESFORÇADO

SATISFAÇA-A/ME




SEJA FORTE

Geralmente tem o semblante rígido e contraído. Não pede ajuda. Não expressa as emoções e não valoriza sintomas de possíveis enfermidades

Sua postura mais comum é de braços e pernas cruzadas

Frases comuns: Eu resolvo. Deixe comigo. Eu me viro. Agüente firme. Deixe de moleza

Na infância ouviu frases do tipo:- Engula o choro.



SEJA PERFEITO


É escravo da perfeição. Não pode errar. As vezes é prolixo. Não tem permissão para vivenciar o sentimento de êxito

Sua postura mais usual é de cuidados com a aparência.

Frases comuns: Podia ter sido melhor. Não posso descuidar. Perfeitamente, exatamente,

necessariamente...

O que ouviu na infância foi: Você tem que tirar 10.

SEJA ESFORÇADO

Tem dificuldade em acabar o que começa. Faz várias coisas ao mesmo tempo. Comumente muda de emprego, profissão, etc. Torna as tarefas mais trabalhosas e consome mais energia. Precisa estar sempre fazendo alguma coisa.

Sua postura mais usual é de franzir o senho.

Frases comuns: Não vou conseguir terminar. É difícil! Vou tentar. É duro!

Na infância era comum receber ordens para tarefas sucessivas

SEJA APRESSADO


Está sempre apressado como se o seu dia tivesse menos de 24 horas. Fala rápido, come rápido. Interrompe sem ouvir. Olha sempre para o relógio. Aperta os dois botões do elevador e vai pela escada. Vive constantemente em fadiga, cansaço, esgotamento.

Sua postura é estar sempre movimentando alguma parte do corpo.

Sua frase mais comum é: Não vai dar tempo.

O que mais ouviu na infância foi: Vamos logo, rápido. Depressa, já.

Conseqüência: Chegar sempre adiantado ou chegar sempre atrasado.


SATISFAÇA-A


Caracteriza-se por não saber dizer “não” e precisar agradar sempre como se fosse programado para ser a expectativa do outro.

Tem como postura a tendência a inclinar o corpo inclinado para a frente em posição de agrado.

Suas frases mais comuns são: Está gostando? Posso ajudar?

Tem por trás uma baixa auto estima. Por não se amar, não acredita ser amado. Daí, precisar agradar o outro na ilusão de que assim será amado.


SATISFAÇA-ME


A sua maior dificuldade é ouvir um “não”. Precisa ser agradado sempre. Sente-se como se fosse o centro do mundo. As vezes fala de forma sedutora para conseguir o que quer. No íntimo prefere que as pessoas adivinhem o que ele espera e o façam sem que ele precise pedir. Muito comum nos monarcas absolutistas da história e nos ditadores.

Tem como postura comum o inclinar o corpo para trás como se quisesse ser agradado.

Sua frases mais usuais são: Você poderia?...Faria o favor?.. Seria possível?...

Provavelmente na infância tinha as suas vontades satisfeitas


AUTOMOTIVAÇÃO - A APTIDÃO MESTRA

Na medida em que nossas emoções atrapalham ou aumentam nossa capacidade de pensar e fazer planos, de seguir treinando para alcançar uma meta distante, solucionar problemas e coisas assim, definem os limites de nosso poder de usar nossas capacidades mentais inatas, e assim determinam como nos saímos na vida. E na medida em que somos motivados por sentimentos de entusiasmo e prazer no que fazemos - ou mesmo por um grau ideal de ansiedade -, esses sentimentos nos levam a conquista. É nesse sentido que a Inteligência Emocional é uma aptidão mestra, uma capacidade que afeta profundamente todas as outras, facilitando ou interferindo com elas.


. Controle de impulso

  • Capacidade de adiar o impulso a serviço de um objetivo

  • Capacidade de adiar satisfações

  • Lembrar de objetivos a longo prazo

  • Fugir da rigidez do certo e do errado. Liberte-se do recalque e da culpa


. Esperança - Quando se comparam alunos de aptidão intelectual equivalente nos rendimentos acadêmicos, o que os distingue é a esperança.
. Otimismo - é uma atitude que protege as pessoas da apatia, desesperança ou depressão diante das dificuldades. E como acontece com a esperança, sua prima carnal, paga dividendos na vida (contanto, claro, que seja realista, senão pode ser desastroso). Os otimistas vêem o fracasso como devido a algo que pode ser mudado, enquanto os pessimistas atribuem a uma característica duradoura que não pode ser mudada.

Estudos feitos em pacientes que tiveram um primeiro ataque cardíaco observou que nos oito anos seguintes o número de 21 mortes entre os pacientes que compunham o grupo dos 25 mais pessimistas e apenas 6 mortes entre aqueles que compunham o grupo dos 25 mais otimistas.

Em outra pesquisa, os pacientes mais otimistas entre os que iam passar por uma cirurgia de ponte de safena tiveram uma recuperação muito mais rápida e menos complicações médicas durante e após a cirurgia do que a maioria dos pacientes mais pessimistas.

Não se sabe exatamente o porque desta influência. Uma das teorias sugere que o pessimismo leva a depressão, que por sua vez interfere com a resistência do sistema imunológico. Ou pode dar-se que os pacientes descuidem de si mesmos. Fumam e bebem mais, fazem menos exercícios e em geral são mais descuidados com hábitos de saúde. Ou talvez a fisiologia da Esperança realmente interfira na luta contra a doença.


O sucesso é o resultado da combinação de talento mais a capacidade de ir em frente diante das derrotas.

Seligman convenceu uma empresa de seguros a contratar vendedores que fizeram mais pontos nos testes de otimismo, embora menos brilhantes em outras áreas. Resultado, venderam 21% a mais que os outros no primeiro ano e 57% no segundo.


As crenças das pessoas sobre suas aptidões têm um profundo efeito sobre o resultado final.
O fluxo - é um estado de auto-esquecimento, o oposto da ruminação e preocupação: em vez de perder-se em cuidados nervosos, as pessoas em fluxo tanto se absorvem na tarefa imediata que perdem toda a autoconsciência, deixando as pequenas preocupações da vida diária. Ex: o artista no palco.

Csikszentmihalyi constatou que foram aqueles alunos que nos dias da escola, saboreavam o puro prazer de pintar que se tornaram os pintores mais sérios.



Componentes da Inteligência Emocional:
. Capacidade em organizar grupos - aptidão essencial do líder, que envolve iniciar e coordenar os esforços de uma rede pessoas. É o talento que se vê em diretores ou produtores de teatro, oficiais militares e chefes de organizações.
. Capacidade de negociar soluções - o talento do mediador, evitando conflitos ou resolvendo os que explodem. Essas pessoas têm facilidade para fazer acordos ou mediar disputas. São bons diplomatas, árbitros ou gerentes.
. Talento para ligação pessoal. Domina a arte do bom relacionamento. Dão bons maridos, amigos, bons parceiros de negócios, etc.
. Capacidade para a Análise Social. Poder detectar e ter intuições dos sentimentos, motivos e preocupações das pessoas. Esse conhecimento de como os outros se sentem leva a uma fácil intimidade ou senso de relação. Dão bons terapeutas, conselheiros, líderes naturais, escritores, etc.

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO CAMPO PROFISSIONAL


A arte da crítica

Uma crítica habilidosa concentra-se no que a pessoa fez e pode fazer e não no caráter dela.

. seja específico (não diga: “você fez alguma coisa errada”)

. ofereça uma solução

. esteja presente (não use o telefone, nem recados)

. seja sensível (tenha empatia)

Conselho para os criticados:

. veja a crítica como uma informação valiosa de como fazer melhor.

. vigie o seu impulso para se defender (aquilo não foi um ataque pessoal).

. peça um tempo, absorva a mensagem e retome a conversa em outro momento.



LENDA PESSOAL - É preciso descobrir e investir no nosso propósito de vida, em coisas que realmente importam. Isto requer antes de tudo, que conheçamos o nosso talento e o coloquemos a serviço da vocação de nossa vida.


DESENVOLVIMENTO DA AUTO ESTIMA
Você pode decidir considerar-se inteligente, aplicando a si mesmo seus próprios padrões: na realidade, quanto mais feliz você se torna, mais inteligente é. Se você tem deficiências em áreas tais como, álgebra, ortografia ou redação, isso é simplesmente resultado de escolhas feitas por você até o momento. Se decidisse dedicar tempo suficiente à prática de qualquer dessas tarefas, não há dúvida de que conseguiria melhor resultado nas mesmas. Se você se subestima, isso ocorre porque assimilou essa idéia e se compara com os outros na base de certas variáveis. Aceitar-se a si mesmo com base no que você julga acertado é algo que você decidir imediatamente.

O não gostar de si mesmo pode assumir muitas formas. Aqui vai uma breve lista de comportamentos muito freqüentes que se enquadram na categoria do veto contra si mesmo:



  • Rejeitar cumprimentos que lhe são dirigidos. (Bondade sua...)

  • Desculpar-se por sua aparência. (Fico bem de verde...)

  • Dar crédito aos outros quando cabe a você.(Graças ao Manuel, sem ele eu não faria nada...)

  • Referir-se a outrem quando emite opinião. (Meu marido diz... Minha mãe acha...)

  • Submeter suas opiniões aos outros. (Não é querido?... Foi o que eu falei não foi Marta?...)

  • Recusar-se a pedir algo que deseja, não porque não possa pagar, mas porque acha que não merece.

  • Não comprar algo para si próprio por achar que deve comprá-lo para outra pessoa.

  • Evitar coisas como flores, vinhos ou seja o que for, que você gosta, mas acha que seria um desperdício.

  • Num aposento cheio de gente, alguém grita “Ei, idiota! “ e você olha.

  • Permitir apelidos depreciativos como: Neném, baixinho, gordinha...

  • Alguém diz que você bonita e você responde: “você está precisando usar óculos.”

TRABALHANDO COM A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
O valor do Q,E. aumenta com a complexidade da função:

  • Em funções mais simples, operadores ou auxiliares de escritório, seu valor chega a três vezes mais;

  • Em funções medianas, como vendedores ou mecânicos, seu valor chega a 12 vezes mais;

  • Em funções mais complexas, como gerentes, advogados ou médicos, quando comparados a funções medianas, seu desempenho chega a ser 127% maior.

Em estudos feitos sobre executivos que descarrilaram, suas características marcantes mais notadas foram:



RIGIDEZ – Não foram capazes de adaptar seus estilos às mudanças na cultura da organização ou foram incapazes de absorver ou reagir às informações sobre traços pessoais que precisavam modificar. Não conseguiam modificar ou aprender.

RELACIONAMENTOS DEFICIENTES – O fator isolado mencionado com maior freqüência: eram críticos, insensíveis ou exigentes de modo demasiadamente contundente, afastando as pessoas com quem trabalhava.

Diferenças constatadas entre os executivos bem sucedidos e os que fracassaram:


AUTOCONTROLE – Os que descarrilam não lidam bem com pressão e tendem a depressão e rompantes de fúria. Os bem sucedidos permanecem calmos e confiantes no auge das crises.
CONSCIENCIOSIDADE – Os que descarrilam reagem de forma defensiva ante o fracasso e as críticas, negando, encobrindo ou transferindo a culpa. Os bem sucedidos assumem a responsabilidade, reconhecendo seus erros e seguindo em frente.
MERECIMENTO DE CONFIANÇA – É característico o excesso de ambição dos fracassados, dispostos a progredir à custa de outras pessoas. Os bem sucedidos possuem alto grau de integridade e uma forte preocupação por subordinados e colegas.
APTIDÕES SOCIAIS – Os que fracassam carecem de empatia e sensibilidade, tornando-se ásperos e arrogantes. Os bem sucedidos mostram tato e consideração ao lidar com todos, tanto superiores quanto subordinados.
CRIAÇÃO DE VÍNCULOS – A falta de sensibilidade e o comportamento manipulados dos que fracassam impedem a construção de uma rede sólida de relacionamentos mutuamente benéficos. Os bem sucedidos apreciam muito mais a diversidade, sendo capazes de se dar com pessoas de todos os tipos.
OBSERVAÇÃO FINAL: Você é o resultado da soma de suas escolhas e cada um “eu sou” que você preza poderia ser rotulado como “Eu escolhi ser.”

Em nome de um ideal ou meta em muitos casos invertemos nossa percepção. Mais necessário ainda, é saber para que e para quem estamos fazendo todo este esforço. Lembrando da crônica de um jornalista mineiro, intitulada “Declaração de Bens”, me fez voltar com nitidez para quem se deveria dispender todo o seu esforço.

Escreveu ele... “Nos meus muitos anos como profissional da Comunicação, atuando como jornalista, me foi exigido infinitas horas em redação de jornais, estúdios de televisão, viagens ao exterior. E para isso não media meus esforços. Afinal tinha família, filhos, e não podia me acomodar. Precisava a qualquer custo garantir a sobrevivência destes entes queridos, no presente e no futuro. Às custas de muito esforço me veio a recompensa. Conquistei patrimônios valiosos, como casas, apartamentos, carros importados, conta bancária, enfim a glória da vitória nesses objetivos era percebida por todos. Mas hoje, se tudo isso me fosse consumido num incêndio, e deles nada mais restasse do que cinzas, não faria a menor diferença. A relação de valores para mim mudou. Eu daria tudo que conquistei para não ter que tirar daquelas modestas linhas da declaração de renda, onde figura os nomes dos dependentes, o nome do meu filho Luiz Otávio que morreu aos 14 anos drogado e o nome da minha filha Priscila, que fugiu de casa um mês antes de completar 15 anos e dela não tenho mais notícias”.
SER BEM SUCEDIDO NEM SEMPRE TRAZ JUNTO A FELICIDADE.

ESTRUTURAÇÃO DO TEMPO
A forma como a pessoa se coloca no tempo é fundamental para que ela viva mais em bem estar que em mal estar. O tempo é fundamental. Sempre encontramos tempo para aquilo que é realmente importante. Tempo é questão de prioridade. Mas para algumas pessoas nunca existe tempo suficiente, embora o seu dia seja exatamente de 24 horas como o de todo mundo.
Quando se fala em Tempo, percebem-se três pontos distintos:


  • Passado

  • Presente

  • Futuro


PASSADO:
Existem aquelas pessoas que estão sempre no passado. Na vida casal este é o motivo para não se viver o aqui e agora desfrutando da vida a dois. É comum aquele parceiro que não aceita o convite para um evento hoje, por lembrar de uma atitude inadequada do parceiro no evento anterior. Esta é a forma mais fácil de fugir do bom relacionamento. O que aconteceu no passado deveria ter sido resolvido no passado e não trazido para os dias de hoje, impedindo o bom relacionamento atual.

Na relação entre irmãos, pais e filhos ou até outros familiares é comum se observar rusgas antigas se arrastarem pelo resto da vida como se aquilo tivesse acontecido a exatamente cinco minutos. O que passou, passou e segundo a sabedoria popular quem vive de passado é museu.


A partir de um olhar negativo percebemos que o passado serve para:

. Relembrar perdas;

. Reviver situações não resolvidas;

. Alimentar culpas;

. Fugir da realidade etc.
Mas também entendemos que existem aspectos positivos para se olhar para o passado. Ele funciona como um computador e sua memória. Nela podemos nos espelhar em vivências passadas para repetir acertos e evitar erros. Assim como a dor e o prazer, o que foi feito e que deu certo poderá ser repetido, mas aquilo que não funcionou a contento deve ser evitado.

FUTURO:
Há pessoas que vivem exclusivamente no futuro. Estão sempre sonhando sem se dar conta do dia de hoje. Existem aquelas que sempre planejam algo para realizar “se” e “quando” (Se vier o aumento... Quando entrar ou terminar a faculdade...). Algumas pessoas perdem totalmente o contato com o presente ao sonhar com as férias que acontecerão somente daqui a alguns meses.
A partir de um olhar negativo percebemos que o futuro serve para:

. Viver ansiedade e preocupação;

. Fantasiar exageradamente;

. Perder o contato com o presente etc.


Mas não podemos deixar de destacar que existem os aspectos positivos em se colocar no futuro. Entre eles está a possibilidade de programar adequadamente o que vai ocorrer (traçar metas). E quando falamos em traçar metas não podemos esquecer que se faz necessário planejar o futuro em cada uma das seguintes áreas:

. Área Familiar: O que desejo para mim e aqueles a quem considero a minha família (pais, irmãos, tios, avós etc). Se preciso resolver questões antigas não resolvidas com algum membro da família. Se desejo dedicar mais tempo para alguém, pretendo visitar pessoas ou atraí-las para minha casa, entre outras metas.


. Área Casal. O que desejo que aconteça na minha vida casal. Se estou só, desejo encontrar alguém. O que fazer para que isto aconteça. Se tenho alguém como quero viver em sua companhia. Preciso resolver alguma questão pendente, pretendo fazer uma viagem ao seu lado, desejo construir alguma coisa juntos.
.Área Social. Quero manter os meus amigos ou fazer novos. Como isto pode acontecer. Pretendo promover eventos e convidá-los. Pretendo passar a aceitar os convites que me fazem. Pretendo mudar a qualidade dos meus relacionamentos.
. Área Profissional. Como vejo minha vida profissional daqui a cinco anos. O que pretendo para mim. Vou caminhar para ganhar mais, para mudar de profissão, para concluir o meu curso, para fazer um novo curso, para fazer o que gosto seguindo minha vocação.
. Área do Eu. Esta área envolve todas as outras. Aí se encontram todos os nossos sonhos mais recônditos e verdadeiros. Entre eles se encontram sonhos materiais, viagens, cuidados com a saúde, prática de esportes, dança, forma de se vestir, ligações religiosas ou quaisquer outros sonhos que tenham a ver com a sua verdade.
As crianças nos ensinam a viver o presente todos os dias, mas nós não aprendemos com elas. Veja que a criança é capaz de sofrer muito por algo que lhe desagrada, mas se imediatamente ela tem a sua vontade satisfeita, esquece totalmente o sofrimento e desfruta da satisfação presente.
Ao chegar a idade entre 14 e 21 anos a criança começa a fazer algumas viagens pelo futuro (que vou fazer da minha vida, vou estudar que curso universitário, vou me casar, vou mudar desta cidade...). Entretanto ela não fica no futuro, pois vai e vem alternando futuro e presente.
Finalmente as pessoas se tornam adultas e aí o que acontece? Elas passam a viver entre passado e futuro esquecendo-se de viver o aqui e agora como sabiam quando eram crianças. Vêm-se comumente pessoas que se alternam entre falar sobre o que já aconteceu e o que acreditam que vai acontecer. Ou aproveitam o passado para sofrer novamente ou vivem o futuro sobe forma de ansiedade.
Ainda existe um último estágio. Aquele a que chamamos de velhice. Velha é aquela pessoa que se alimenta de lembranças vivendo do passado. Todas as pessoas que têm metas não envelhecem. É preciso enxergar o futuro sob pena de envelhecer com pouca idade.
Única forma de pegar na vida é: VIVER O AQUI E AGORA. Mas de que forma isto deve acontecer. É preciso viver o presente, mas antenado com o passado e o futuro. Viver apenas o presente desconectado dos outros dois pontos, pode ser tremendamente prejudicial, pois leva a uma visão fora da realidade.

Estudemos a seguir as principais formas de estruturar o tempo. Entre elas podemos destacar:



  • Isolamentos

  • Rituais

  • Atividades

  • Passatempos

  • Jogos Psicológicos

  • Intimidade.

ISOLAMENTOS

São comportamentos em que de alguma forma você está só. Há pessoas que têm tendência a ficar sozinhas. Sempre que não são incentivadas a estar em grupo buscam o isolamento. Você pode estar em isolamento quando se tranca no quarto para ler um livro, mas também pode estar só quando se desliga momentaneamente na sala de aula se dedicando aos seus pensamentos ou diálogos internos. Ou ainda se sentir só no meio de uma multidão, como uma festa, praça de esportes ou numa cidade em que não conhece ninguém. Existe um tipo de isolamento particularmente noviço, que é a solidão a dois, em que pessoas pensam que estão juntas, mas na verdade estão a quilômetros uma da outra.
Existem aspectos positivos no isolamento, entre eles está a necessidade do artista em se isolar para criar, ou o pesquisador para pesquisar ou o aluno para estudar ou o homem para meditar ou orar ou ainda o ser humano que precisar refletir sobre a própria vida e tomar decisões importantes.
O que podemos dizer dos aspectos negativos do isolamento. Ele serve para afastar a pessoa do contato com os outros, alimentando ressentimentos ou depressões, fugindo do contato com a realidade. É comum que pessoas potencialmente capazes não cresçam profissionalmente por se afastarem das oportunidades se isolando do mundo.

RITUAIS


São ações repetitivas que você faz no dia a dia sem se dar conta, sempre do mesmo jeito e obedecendo a uma rotina. Todas as pessoas quando se levantam pela manhã têm os seus rituais. Algumas vão direto para o banheiro, outras primeiro fazem as suas orações. Algumas pessoas escovam os dentes logo que levantam outras somente depois do café. E o que dizer daquele “olá como vai” cuja resposta é sempre “tudo bem” sem nem pensar sobre o assunto. Comuns também são os rituais ao chegar no trabalho ou ao chegar em casa. Tem gente que já entra tirando os sapatos e ligando tudo que é possível, rádio, tv, dvd etc.
Somos todos cheios de rituais. Uns mais que outros. O homem cheio de rituais por mais elegante que seja é sempre previsível e as mulheres já sabem o que ele vai fazer, como por exemplo abrir a porta do carro ou puxar a cadeira. E ainda mais, no dia do aniversário de casamento ela pode exclamar “lá vem ele novamente com flores”.
Os rituais têm entre seus aspectos positivos a manutenção da cultura e das relações satisfatórias entre as pessoas. Alguns são extremamente formais como as cerimônias de posse, formaturas, missas ou até alguns casamentos. Outros são completamente informais como as despedidas ou festejos de uma forma geral.
Entre seus aspectos negativos encontramos os rituais de desentendimentos repetitivos, as competições insalubres, necessidade de levar vantagens, ter sempre razão, rituais macabros etc.

ATIVIDADES

São transações voltadas para o contato com a realidade, ou em outras palavras é o seu trabalho. Também é parte das suas atividades nos estudos e para algumas pessoas o trabalho doméstico. É comum se ocupar grande parte do dia em atividades. Em geral as pessoas usam um terço de suas vidas no trabalho, um outro terço dormindo, sobrando apenas um terço para todo o resto. Quando não se está bem no terço usado para trabalhar todo o resto da vida é afetado.

E quando é que se está bem na vida profissional? Isso ocorre quando se consegue responder “sim” a três perguntas. Aí vão elas: 1- Eu faço o que gosto. 2 – Eu sou reconhecido pelo que faço. 3 – Eu ganho bem pelo que faço.


Entre os aspectos positivos das atividades está tudo aquilo que se faz em beneficio próprio e alheio sem ferir as normas de convivência, todos as atividades consideradas lícitas.

Entre os aspectos negativos das atividades estão os trabalhos voltados para atividades ilegais, como roubos, contra-bandos etc.


PASSATEMPOS

São comportamentos vividos com o único intuito (consciente ou não) de fazer o tempo passar. Nele não há um real compromisso com o assunto tratado, o importante é fazer o tempo passar. É aquele papo para pegar pressão antes da festa começar ou aquela conversa fiada que não tem ninguém realmente interessado.


Os passatempos costumam ser seletivos levando as pessoas a se aproximarem porque gostam de conversar sobre as mesmas coisas, assim quem não consegue falar daquele assunto não consegue participar daquele grupo. Esses mesmos passatempos podem dar origem a grandes amizades, negócios ou mesmo casos de amor.
Em uma organização sabe-se que parte do dia é usado em passatempos pelos seus empregados. Entende-se até como normal a perda de meia hora na segunda-feira pela manhã quando os homens comentam sobre futebol. Na época da copa do mundo este tempo aumenta muito, pois conta com a colaboração das mulheres.
Passatempos tidos como femininos:

. Comentar sobre as empregadas domésticas;

. Trocar novas receitas;

. Contar as travessuras dos filhos;

. Lamentar-se em relação aos maridos;

. Comentar o último capítulo da novela.



Passatempos tidos como masculinos:

. Falar de futebol;

. Discutir política;

. Trocar idéias sobre os automóveis;

. Falar das novidades da informática;

. Comentar sobre as mulheres.


Outros passatempos:

. Falar de doenças;

. Trocar álbuns de fotografias;

. Mostrar gravações de festinhas.


Na maioria das vezes os passatempos são positivos. O que seria um exemplo de um passatempo negativo: “vamos falar mal dos ausentes”.
INTIMIDADE

São trocas de emoções autênticas, onde a espontaneidade e a franqueza levam a um bem estar. A intimidade é a melhor forma de passar o tempo. Nela só existem aspectos positivos.

Você está em intimidade quando tira as suas máscaras e é você mesmo parando de representar papéis. Aliás, muitos de nós temos um papel para cada ambiente, nunca sendo autênticos.
Na intimidade é preciso dividir nossas emoções verdadeiras. Quando estou triste busco um ombro para chorar, quando estou com medo busco ajuda, quando estou com raiva revelo minha indignação, mas nunca em direção da pessoa que está me escutando. Na intimidade percebo que aquela festa não será tão boa se você não estiver presente.
A amizade pressupõe intimidade. Jamais seremos amigos sem intimidade. Seremos no máximo bons camaradas. As pessoas são amigas porque dividem seus melhores e piores momentos. Não existe verdadeira amizade sem uma troca completa.
O casal para dar certo precisa antes ser amigo e portanto ter intimidade com cumplicidade. A diferença entre um casal e uma dupla de amigos é que entre os casais existe sexo. Às vezes a distância entre os amigos e os amantes está por um triz.

JOGOS PSICOLÓGICOS
São transações repetitivas com uma motivação oculta, sempre com uma armadilha ou cilada que levará a um resultado previsível e negativo.

Os jogos psicológicos nada têm de jogos prazerosos, pois neles só há perdedores, tendo portanto, somente aspectos negativos.


Geralmente as pessoas não percebem quando estão jogando. Os jogos são inconscientes e nem sempre o fato de torná-los conscientes faz a pessoa parar de jogar.

Ninguém joga sozinho, sendo portanto necessário ter parceiros. Os nossos melhores parceiros são as pessoas mais próximas, como pais, irmãos, colegas de trabalho, amigos e marido e mulher.


Nossa maior fonte de aprendizado está na infância e nossos maiores professores são os nossos pais e pessoas que servem de modelos. Por exemplo um pai pode não perceber que o filho pode fingir-se de doente para obter a sua atenção e assim alimentar o seu aprendizado em fazer o jogo do doente para conseguir vantagens. E assim na idade adulta ele vai fazer-se de vítima para conseguir o que quer.
As pessoas jogam porque não sabem ir buscar amor de outras formas. Se ocupassem o seu tempo, por exemplo, em intimidade não precisariam jogar. Existem casais que vivem a vida jogando e quando se separam são obrigados a voltar ao casamento, porque não conseguem encontrar outro parceiro tão bom no jogo.
Fórmula dos Jogos :

Isca + Fraqueza = Resposta + Mudança -> Resultado Final

Podemos comparar ao ato de pescar. A isca é aquilo que colocamos na ponta do anzol para atrair o peixe. A fraqueza do peixe é a sua fome. A resposta do peixe é morder a isca. A mudança ocorre quando o peixe descobre que foi fisgado e se arrepende, enquanto o resultado final é quando o peixe já pescado diz “porque isso sempre acontece comigo?”

Papéis dos Jogadores:




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