Introdução 2 Narcisismo 4



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Sumário


Introdução 2

1. Narcisismo 4

1.1. O “self” e o seu investimento libidinal 4

1.2. Perturbações pseudonarcísicas e neuroses pseudotransferencias 10

1.3. Inferioridade dos órgãos e vergonha 12

1.4. Narcisismo e agressão 18

2. A Fúria Narcísica 20

2.1. Dois fenômenos relacionados à fúria narcísica 22

2.2. O conteúdo vivencial da fúria narcísica 25

2.3. A fúria narcísica pode ficar sob o domínio do ego? 27

2.4. A transformação da fúria narcísica em agressão madura 29

2.5. Implicações terapêuticas 31

2.6. Uma formulação metapsicológica da fúria narcísica 33

2.7. A fúria narcísica crônica 34

Observações finais 35

Fonte 35



REFLEXÕES ACERCA DO NARCISISMO E DA FÚRIA NARCÍSICA


Introdução


 

Uma das obras-primas da literatura alemã é um ensaio chamado “Sobre o Teatro de Marionetes”, do dramaturgo Heinrich von Kleist (1777 – 1811) escrito em 1811, pouco antes do suicídio do jovem autor. Kleist e sua obra são quase desconhecidos fora do círculo daqueles que têm familiaridade com a língua alemã, mas minha fascinação por este pequeno ensaio – e por uma de suas histórias – teve particular importância em meu próprio desenvolvimento intelectual, conforme posso ver retrospectivamente: marca a primeira vez em que me senti atraído por um assunto que veio a absorver meu interesse científico durante muitos anos.


Desde a ocasião em que li o ensaio de Kleist, em meu tempo de estudante, fiquei intrigado quanto ao misterioso impacto que aquele simples relato tem sobre o leitor. O texto nos fala de um bailarino que, numa conversa fictícia com o autor, afirma que a dança das marionetes é quase perfeita em comparação com a dança humana. O centro de gravidade da marionete é sua alma; tudo de que o titeriteiro precisa é colocar-se nesse ponto à medida que movimenta a marionete, e o movimento de seus membros atingirá um grau de perfeição que não pode ser alcançado por um bailarino humano. Uma vez que as marionetes não estão sujeitas à gravidade e que seu centro físico e sua alma são uma coisa só, elas nunca são artificiais nem pretensiosas. Em comparação, o dançarino humano é acanhado, pretensioso e artificial. O autor responde ao bailarino lembrando que alguns anos atrás havia admirado a graça com que um companheiro seu (que estava despido) apoiara o pé num banquinho. Maldosamente, pediu ao companheiro que repetisse o movimento. Ele ficou vermelho e tentou – mas tornou-se acanhado e desajeitado “[...] a partir desse momento”, escreve Kleist, “o jovem foi tomado por uma enigmática modificação. Começou a passar dias olhando-se no espelho; [...] [uma] força incompreensível parecia aprisionar [...] o jogo da motilidade que anteriormente tinha expressado suas emoções tão livremente”.
Não é minha intenção utilizar o conhecimento psicanalítico para dar importância a essa história. Mas o leitor psicanalítico não terá dificuldade em identificar os problemas com que o escritor estava preocupado: medos acerca do estar vivo de self e de corpo e a rejeição desses medos através da afirmação de que o que é inanimado pode ser gracioso e até mesmo perfeito. Há alusões aos temas de homossexualidade (Sadger, 1909), de equilíbrio e exibicionismo, de rubor facial e acanhamento; há ainda menção ao tema da grandiosidade na fantasia de voar – a idéia de não estar sujeito à gravidade -, bem como ao da fusão com um ambiente onipotente pelo qual o indivíduo é controlado – o titeriteiro. Finalmente, há a descrição de uma profunda modificação num jovem, indicada pelo sintoma de mau agouro de ficar olhando para si mesmo num espelho durante dias.
De todas as facetas do narcisismo, só uma está ausente do ensaio de Kleist: a agressão, conforme surge a partir da matriz do desequilíbrio narcísico.

O fato de que Kleist realmente tivesse tratado desse tema um ou dois anos antes, na história de Michael Kohlhaas (1808), constitui impressionante manifestação da unidade das forças criativas nas profundezas da personalidade de um grande escritor. Michael Kohlhaas é a pungente descrição da insaciável busca de vingança após uma ferida narcísica – nesse campo, creio que só é superado por uma única obra: a grande Moby Dick de Melville. A história de Kleist fala do destino de um homem que, como Capitão Ahab, é presa de interminável fúria narcísica. É a versão máxima do tema da vingança na literatura alemã, motivo que representa importante papel no destino nacional do povo germânico, cuja sede de vingança após a derrota de 1918 quase chegou a destruir a civilização ocidental.


Nos últimos anos, tenho pesquisado alguns fenômenos relacionados ao self, à sua coesão e à sua fragmentação (Kohut, 1966, 1968, 1970, 1971). O presente ensaio dá-me a oportunidade de voltar-me do tema antigo para a relação entre narcisismo e agressão. Inicialmente, tratarei mais uma vez da obra que serve de base, chamarei a atenção para os tópicos que precisam ser enfatizados e indicarei as áreas que hão de proporcionar uma base para formulações subseqüentes.


1. Narcisismo


 

1.1. O “self” e o seu investimento libidinal



1.1.1. A influência das atitudes parentais sobre a formação do “self”


 

Se me perguntassem o que considero o aspecto mais importante a ser enfatizado acerca do narcisismo, eu responderia: sua linha independente de desenvolvimento, do primitivo ao mais maduro, mais adaptativo e culturalmente mais valioso. Esse desenvolvimento tem determinantes inatos importantes, mas o interjogo específico da criança com seu ambiente, que favorece ou impede a coesão do self e a formação das estruturas psíquicas idealizadas, merece um exame mais detido, especialmente com o auxílio do estudo das variedades de transferências narcísicas.


Neste ensaio, acrescentarei apenas um aspecto aos resultado que relatei anteriormente, a saber: que existem, lado a lado, linhas distintas de desenvolvimento no território narcísico e no território instintivo objetal da criança, as quais estão inter-relacionadas com a atitude parental em relação à criança. Ou seja: que os pais algumas vezes se relacionam com a criança numa fusão narcísica empática e vêem a organização psíquica da mesma como parte de sua própria organização psíquica, enquanto que, em outros momentos, esses pais respondem à criança como a um centro independente como sua própria iniciativa, isto é, revestem-na com libido objetal.


1.1.2. A aceitação de uma atitude positiva em relação ao narcisismo na teoria e na prática


 

Meu segundo ponto retrospectivo diz respeito a uma questão ampla. Ao supor que existe uma linha de desenvolvimento independente para o setor narcísico da personalidade, desenvolvimento que leva à aquisição de atributos maduros, adaptativos e culturalmente valiosos no território narcísico, é claro que tomei uma atitude essencialmente positiva em relação ao narcisismo. Mas, ao mesmo tempo em que me convenci da conveniência dessa atitude, também me apercebo do fato de essa visão pode ser questionada, de ser realmente possível reunir uma quantidade de argumentos contrários à consideração do narcisismo como um conjunto coesivo, completo em si mesmo, de funções psíquicas, e não como produto de regressão; e também me dou conta de que há uma quantidade de obstáculos no caminho da aceitação do narcisismo como sendo potencialmente adaptativo e valioso, mas que como necessariamente mau ou doentio.


Um aspecto da teoria clássica (ver especialmente Freud, 1914b, 1915, 1917b) – aliado ao conservadorismo, geralmente adequado, dos analistas a propósito de qualquer mudança na teoria – pode acidentalmente desempenhar um papel nesse sentido. Estamos habituados a pensar na relação entre narcisismo e amor objetal como correspondendo à imagem dos níveis líquidos num tubo em U.

Se o nível do líquido sobe num dos ramos do tubo, desce no outro. Não há amor onde houver dor de dente; não há dor onde houver amor apaixonado. Mas esses modelos de pensamento deveriam ser substituídos onde não conseguissem abrigar os dados da observação.


O sentimento de elevada auto-estima, por exemplo, que acompanha o amor objetal demonstra uma relação entre as duas forma de catéxias libidinal que não corresponde àquela das oscilações dos níveis líquidos no tubo em U. E ainda que o comportamento dos níveis do líquido no tubo em U e a analogia da ameba empregada por Freud (1914b) sejam modelos que ilustram apropriadamente a preocupação total do sofredor com seu dente que está doendo e a despreocupação relativa à chuva e ao frio por parte do amante que espera, esses fenômenos podem ser facilmente explicados em termos da distribuição de catéxias de atenção e não exigem a teoria do tubo U.
Seja como for, o contexto científico em que o termo narcisismo pode ter adquirido uma conotação ligeiramente depreciativa como produto de regressão ou de defesa não é tão terrível quanto o clima emocional específico que é desfavorável à sua aceitação como constelação psicológica saudável e louvável.
O sistema de valores tão profundamente arraigado no Ocidente (impregnando a religião, a filosofia, as utopias sociais do homem ocidental) louva o altruísmo e a preocupação com os outros e deprecia o egoísmo e a preocupação consigo mesmo. E, no entanto ocorre, em relação aos desejos sexuais do homem, exatamente o mesmo que em relação às suas necessidades narcísicas: nem uma atitude de desprezo em relação a essas poderosas forças psicológicas que atuam nas duas dimensões da vida humana nem a tentativa de erradicá-las totalmente hão de levar a um genuíno progresso no autocontrole ou na adaptação social do homem.
O cristianismo tenta restringir as manifestações do self grandioso, ainda que permitido a satisfação narcísica no território da fusão com o selfobjeto onipotente, a figura divina do Cristo. O atual racionalismo materialista da cultura ocidental, por outro lado, se bem que dê maior liberdade para o realce do self, tende a depreciar ou proibir (por exemplo, na esfera em que um ateísmo militante tem o controle) as formas tradicionais de relacionamento institucionalizado com o objeto idealizado.
Em resposta ao ostracismo e à repressão, as aspirações do self grandioso podem realmente parecer apaziguar-se e o anseio pela fusão com o selfobjeto idealizado será negado. Entretanto, as estruturas narcísicas reprimidas, mas não transformadas, tornam-se intensificadas à medida que se impede sua expressão; e terminam rompendo os frágeis controles e fazendo aparecer subitamente, não apenas em indivíduos, mas também em grupos inteiros, a busca desenfreada, seja de objetivos grandiosos ou de fusão irrestrita com selfobjetos onipotentes. Basta mencionar aqui as ambições implacavelmente perseguidas pela Alemanha nazista e a entrega total da população alemã à vontade do Führer, para exemplificar o que acabo de dizer.
Durante os períodos quiescentes da história, a atitude de determinadas camadas da sociedade em relação ao narcisismo equivale à hipocrisia vitoriana quanto ao sexo.

Oficialmente, a existência de manifestações sociais provenientes do self grandioso e do selfobjeto onipotente são negadas, ainda que seu domínio dissociado seja visível em toda a parte. Creio que a superação de uma atitude hipócrita em relação ao narcisismo é tão importante agora quanto o foi a superação da hipocrisia sexual 100 anos atrás.


Não deveríamos negar nossas ambições, nosso desejo de dominar, nosso desejo de brilhar, nem nosso anseio de fundir-nos com figuras onipotentes, mas em vez disso deveríamos aprender a reconhecer a legitimidade dessas forças narcísicas da mesma forma como aprendemos a admitir a legitimidade de nossos impulsos instintivos objetais. E então, como acontece na análise terapêutica sistemática das perturbações narcísicas da personalidade, conseguiremos transformar nossa grandiosidade e nosso exibicionismo arcaicos em auto-estima realista e em prazer em relação a nós mesmo; e transformar nosso anseio de unidade com o selfobjeto onipotente na capacidade socialmente útil, adaptativa e prazerosa de admirar e sentir entusiasmos pelos grandes homens cujos feitos, cujas vidas e cujas personalidades nos permitiremos utilizar como modelos para nós mesmos.

 

1.1.3. A autonomia do ego e o domínio do ego


 

É no contexto da aferição do valor da transformação (mais que da repressão) das estruturas narcísicas arcaicas para o homem como participante ativo nos assuntos humanos – I’homme engagé – que gostaria de citar uma distinção conceitual que considerei útil, qual seja a distinção entre domínio do ego e autonomia do ego (ver Kohut, 1971, p. 187). Há um lugar para a autonomia do ego: o cavaleiro fora do cavalo; o homem à medida que pensa de modo frio e desapaixonado; em particular, quando examina os dados de sua observação.


Mas há também lugar para o domínio do ego: o cavaleiro montado no cavalo; o homem à medida que responde às forças de dentro de si mesmo, à medida que modela seus objetivos e forja suas principais reações ao ambiente; o homem como participante efetivo no palco da história. No território narcísico em particular, o domínio do ego intensifica nossa capacidade de reagir com o espectro total de nossas emoções: com desapontamento e raiva ou com sentimentos de triunfo, de maneira controlada, mas não necessariamente contida.

 

1.1.4. Uma comparação da importância genética e dinâmica de fatores narcísicos e de fatores instintivos objetais


 

Na retrospectiva que estou fazendo, levantarei agora o problema de saber-se, ao prender nossa atenção ao narcisismo, não podemos estar correndo o risco de menosprezar as forças instintivas objetais na vida psíquica do homem. Temos de perguntar-nos se nossa ênfase na importância genética e dinâmica das vicissitudes da formação e da coesão do self não poderá levar a uma retirada da ênfase do papel crucial genético e dinâmico representado pelos investimentos instintivos objetais do complexo de Édipo no desenvolvimento normal e anormal.

Há pouco tempo, um colega mais moço que tem acompanhado com interesse meu trabalho sobre o narcisismo estudou as relações entre as gerações em nosso campo e, falando para a geração de analistas que está surgindo, sugeriu que, se o grupo mais antigo está ansioso, isso não se deve tanto a “que nós tenhamos crescidos, mas a que tenhamos saído diferentes” (Terman, 1972).
Pareceu-me que a implicação evidente dessa declaração incisiva era de que a geração mais antiga estava menos preocupada com o perigo do desejo edipiano de matar do que com a privação no território narcísico – e senti-me fortemente inclinado a concordar com essa opinião. Mas comecei a ficar preocupado. Serei eu o flautista de Hamlin que conduz jovens para fora do terreno firme dos aspectos libidinais-objetais do complexo de Édipo? Será que os fatores pré-edípicos e narcísicos não serão precursores e filigramas? E será que a preocupação com esses fatores não se tornará um foco para as velhas resistências contra a plena aceitação da realidade emocional das paixões do drama edipiano? Por trás do medo pré-consciente de que a geração mais nova seja “diferente”, não estará o medo mais profundo e mais poderoso do desejo de matar, sendo a preocupação narcísica apenas um disfarce para encobri-lo?
Não tentarei discutir essa questão diretamente. Suponho que isso não será respondido na forma como o vemos agora, mas que algum dia será superado por uma reformulação do inter-relacionamento dos fatores causais no início da vida (acho que o trabalho de Gedo e Goldberg [1973], por exemplo, constitui importante passo nessa direção). Nesse meio tempo, devemos, sem preconceitos, estudar todos os dados analíticos – edípicos e pré-edípicos, instintivos-objetais e narcísicos – e determinar sua importância genética e evolutiva. Vamos, portanto evitar estabelecer uma escolha entre posições teóricas opostas em relação à questão da importância genética das experiência da criança pequena no território narcísico e no território instintivo objetal. Entretanto, um estudo de ambos os assuntos há de esclarecer a influência relativa que esses dois conjuntos de experiências primitivas exercem na infância mais tardia e na vida adulta. O primeiro tópico refere-se à importância da fase fundamental de desenvolvimento na qual o núcleo de um self coeso se cristaliza; o segundo trata do interjogo da patologia do self (patologia narcísica) com a patologia do conflito estrutural (patologia edipiana).
 

1.1.5. A importância prototípica do período de formação do “self”

A propósito do primeiro dos dois assuntos, é preciso insistir em que, assim como a influência persistente das vicissitudes do complexo de Édipo, as vicissitudes da formação inicial do self determinam a forma e o curso dos acontecimentos psicológicos ulteriores que são análogos aos da fase decisiva inicial. Exatamente da mesma maneira pela qual o período de expansão instintiva da puberdade, por exemplo, ou o momento em que se escolhe um cônjuge constitui situação emocional em que um complexo de Édipo adormecido tende a ser reativado, assim também determinados períodos de transição que exigem de nós um rearranjo do self, sua modificação e sua reconstrução constituem situações emocionais que reativam o período de formação do self.


A substituição de uma representação antiga do self por uma nova põe em perigo o self cujo estabelecimento nuclear inicial tenha sido defeituoso; e as vicissitudes da patologia inicial são experimentadas como sendo repetidas na nova situação.

Por exemplo, é preciso conseguir realizar extensas modificações no self nas transições da infância para a latência, da latência para a puberdade e da adolescência para a idade adulta. Mas esses processos de desenvolvimento psicobiologicamente preestabelecidos não são os únicos que nos impõem uma drástica modificação do self; temos de considerar também as variações externas, como a mudança de uma cultura para outra, da vida privada para o Exército, da cidade pequena para a cidade grande, bem como a modificação de self que é exigida quando o papel social de uma pessoa sofre uma mudança radical – seja para melhor ou para pior; por exemplo, o repentino sucesso financeiro ou a ruína súbita.

 

Os eventos psicopatológicos do final da adolescência descritos por Erikson (1956) – eu os chamaria de vicissitudes da coesão do self no período transicional entre a adolescência e a idade adulta -, portanto, não deveriam ser considerados como ocupando posição singularmente importante no desenvolvimento, nem deveriam ser explicados primariamente como devidos às exigências desse período em particular (essas tensões constituem apenas as circunstâncias externas precipitadoras). Mas a experiência da desagregação do self de um adolescente deveria ser pesquisada em profundidade em cada caso individual – não menos que nos casos igualmente freqüentes e importantes de fragmentação do self que ocorrem durante outros períodos de transição que sobrecarregam a solidez e a elasticidade do núcleo do self.


Por que razão o self deste adolescente específico desmorona? De que maneira ocorre essa fragmentação? De que maneira é experimentada a tarefa de construção de um novo self – o self de um jovem adulto? Como é que a situação presente repete a antiga? Que interjogo traumático entre pais e filhos (quando a criança começa a construir um self grandioso-exibicionista e um selfobjeto onipotente) está sendo repetido agora para o paciente e – da máxima importância – de que modo é revivido numa das formas específicas da transferência narcísica?
Repetindo: da mesma maneira pela qual as experiências instintivas objetais do período edípico se tornam o protótipo de nossos envolvimentos instintivos objetais ulteriores e formam a base para nossas fraquezas e fortalezas específicas nessa área, assim também as experiências do período de formação do self 1 tornam-se o protótipo das formas específicas de nossa vulnerabilidade e de nossa segurança no terreno narcísico na vida ulterior: os altos e baixos da nossa auto-estima; a maior ou menor necessidade de louvor, de fusão com figuras idealizadas e de outras formas de amparo narcísico; e a maior ou menor coesão de nosso self durante os períodos de transição, seja na transição para a latência, no início ou no final da adolescência, na maturidade ou na velhice.
           



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