João Rural Pesquisador da Cultura Caipira



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PROJETO DE LEI Nº 1588, DE 2015
Dá denominação de "João Rural - Pesquisador da Cultura Caipira" a passarela localizada no km 29, da Rodovia dos Tamoios.



A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:
Artigo 1º - Passa a denominar-se “João Rural – Pesquisador da Cultura Caipira” à passarela localizada no km 29, da Rodovia dos Tamoios, no município de Paraibuna.
Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.



JUSTIFICATIVA


“João Evangelista de Faria, (João Rural) foi um pesquisador que enalteceu o caipira do Vale do Paraíba, dando orgulho a todos que moram nesta belíssima região”, disse o vice prefeito Vitão, ao solicitar esta homenagem.

1951-Nasce no dia 3 de junho, tendo como pais, Francisco Cândido de Faria e Malvina Borges de Faria, no Bairro do Mata Onça, próximo ao Bairro do Minhoqueiro, em Paraibuna.

1951-1957 -Cresce morando nos bairros do Campo Redondo e Itapeva, onde seu pai trabalhava num Posto do Leite Vigor.

1958- Muda-se com a família para a cidade, mais precisamente na Vila Camargo, onde existia uma antiga fazenda do café. Começa os estudos no Grupo Escolar da cidade. Passa a ajudar seu pai na produção de hortaliças que eram vendidas na cidade e em São José dos Campos.

1962- Com o irmão, vai pra estrada vender queijos e o primeiro doce de banana de Paraibuna, que sua mãe fazia em casa.

1963- Devido a problemas de doença, sendo operado duas vezes, atrasa os estudos, entrando somente em 1966 no Curso Ginasial, concluindo somente em 1969. Neste tempo, como não podia ir pra roça, ficava em casa ajudando a mãe a preparar a comida, ganhando assim o gosto pela culinária.

1965-Vende empadas na rua e na seqüência trabalha fazendo o primeiro pastel de feira da cidade, numa barraca no Largo do Mercado.

1966-1968 - Trabalha de ajudante no cinema da cidade e, inclusive, ajudando na construção do novo cinema. No salão do cinema, realiza bailinhos pra juventude local.

1967- Perde o pai e com a mãe e nove irmãos continua a tocar a vida. Vai trabalhar na Geo Topo, empresa que fazia as medições da construção da represa.

1969-1970 - Trabalha com venda de jornais e revistas na Rodoviária de Paraibuna, para o Seu Déia.

1970- Junto com colegas do Curso Ginasial, organiza a primeira excursão da cidade para o Rio de Janeiro. Lá adquire uma máquina fotográfica Rio 400 e descobre a magia da imagem, fazendo suas primeiras fotos.

1970- Inicia o estudo do Colegial, em São José dos Campos. Continua fotografando, com máquinas emprestadas dos amigos.

1971 -1973- Juntamente com seu amigo Toninho Reis, torna-se proprietário da Distribuidora de Revistas e Jornais da cidade, incluindo também, pela primeira vez na cidade, a venda de Loteria Esportiva e de Discos.

1971-1973- Junto com os amigos Dimas, José Niuton, Ângela e outros, participa da produção de teatro, no Grupo Mapel, que existia no Instituto Sto Antonio.

1972 - Adquire sua primeira câmera fotográfica profissional, uma Pentax SP-1, comprada de um profissional da Editôra Abril.

1974- Vende seus negócios em Paraibuna e vai para São Paulo, com os amigos Dimas Soares, José Niuton e Marinho, para estudar.

1974-Estuda no SENAC, São Paulo, onde faz três cursos de fotografia profissional. No mesmo local faz Curso de Guia de Turismo e Gastronomia.

1975- Faz curso de fotografia artística no Museu de Arte de São Paulo, MASP, onde participa da Exposição Grande São Paulo 76, comandada pela fotógrafa Claudia Andujar. Doze fotos participam da exposição, uma delas é adquirida para o acervo artístico do Museu e duas são publicadas pelo MASP no portfólio de resumo da exposição. Faz outros cursos rápidos de cinema e fotografia artística.

1976-1979 -Estuda Turismo na Faculdade Morumbi/Anhembi, onde atua no Diretório Acadêmico por dois anos.

1977- Com um ensaio de fotos sobre pau-de-sebo, realizada na Festa do Peão de Barretos, é um dos ganhadores do Concurso Cena Brasil, promovido pela Livraria Brasiliense e Fotóptica. Neste mesmo ano toma contato com o mundo dos tropeiros, iniciando suas pesquisas sobre o assunto.

1977- 1979- Mesmo estudando em São Paulo, alterna seu tempo livre em Paraibuna, onde começa a filmar e fotografar a cultura local. Produz 8 documentários em Super 8, e 16 mm de festas e da cultura local. Começa a trabalhar com fotografias de casamentos e festas de aniversário. Entra na Prefeitura Municipal como fotógrafo profissional e logo assume o cargo de diretor de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de Paraibuna.

1977-Junto com uma Comissão Municipal de Turismo (Déia, Gilberto Raimundo, Rui Jorge Cesar, Rubens Navajas e o prefeito Joaquim Rico) idealiza uma feira de animais na Festa de São Sebastião. Idealiza também, junto com Seu Geraldo e D. Maria Alvarenga, o início da Festa do Milho, que aconteceu no centro da cidade, ao lado da atual casa dos Calazans. Participa também da recuperação das festas religiosas da cidade.

1977- Idealiza a FAPAP, Feira Agropecuária do Alto Paraíba e a Festa do Milho, como trabalho de formatura da faculdade. O projeto é aprovado pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Juntamente com Gilberto Raimundo, Roberto Camargo, Rui Jorge Cesar, Déia, Rubens Navajas e o prefeito Joaquim Rico, realizam o primeiro evento em janeiro de 1978. Faz um trabalho de recuperção das festas religiosas e populares do município. Começa a escrever como repórter e fotógafo correspondente dos jornais “O Estado de São Paulo” e “Folha de São Paulo”.

1978-Idealiza o Mutirão da Viola, com 24 horas de música caipira, incluindo a participação de Inezita Barroso. Seria a primeira virada cultural da região.

1978-Idealiza os bailes “Arrasta-pé no Casarão”, introduzindo os bailes caipiras em pleno centro da cidade.

1978-Traz para Paraibuna shows de musica típica, com Grupo Raízes, Machado Nordestino e o Grupo Paranga, que realiza seu primeiro show fora de São Luiz O Paraitinga.

1979- Volta a residir em Paraibuna, onde continua a icentivar as atividades culturais e folclóricas da cidade.

1980- Em junho, juntamente com Beth Krisan lança o livro “Paraibuna”, enfocando a história e as festas da cidade.

1980- Em novembro, junto com Mauro Campos e João C. Braga, lança o jornal Folha da Serra, que circula até 1983.

1981- Junto com Dimas Soares e Mauro Campos, edita o livro “Caderno de Minhas Recordações de Parahybuna”, com poemas e desenhos de Benedicto Siqueira e Silva

1982- Junto com Dimas Soares e Tadeu Nogueira, lança o Guia Grandes Lagos, com roteiros turísticos de Paraibuna, Natividade da Serra, Redenção da Serra e Santa Branca.Seria o primeiro guia turístico da região. Em sua residência, na Vila de Fátima, onde se reúne a moçada cultural da cidade, nasce o Grupo Rio Acima. Produz o primeiro show do grupo

1982-Lança o livro “Retrato de Um Povo de Um Lugar”, com fotos antigas de Paraibuna.

1983-Toma contato com a primeira câmera de vídeo, adquirida pelo irmão José Vicente começando a fazer gravações de casamentos e festas da cidade.

1983 -Começa a fazer trabalhos para a Fapija- Feira Agropecuária e Industrial de Jacareí. Permanece até hoje como Assessor de Comunicação e de Cultura do evento.

1982- Começa a escrever e fotografar como correspondente para o Jornal ValeParaibano.

1983- Lança a Revista Vale Rural, que circula até início de 1987.

1983-1985- Dirige em Paraibuna, juntamente com seu amigo Luiz Vergani, o Caipira Restaurante Bar, que se torna um ponto da boa gastronomia e atividades culturais do município.

1985- Em junho lança a reedição do “Almanach de Parahybuna”, que foi editado em 1909, por F. Campos.

1985-1992 - Assume a editoria da Revista Cooperando, da Cooper de São José dos Campos e Jornal Comevap, da Cooperativa de Laticínios de Taubaté, escrevendo, editando e fotografando.

1987- Edita o livro “Stilosos”, um time irreverente de Paraibuna.

1987-1994-Reside para São José dos Campos, onde assume o cargo de editor do Suplemento Rural do Jornal ValeParaibano, onde fica até 1994. Neste período, junto com o jornalista João Carlos Faria, cria no jornal ValeParaibano os Suplementos Montanha, Esporte, Escola, Ecologia, Saúde, Educação e Guia Litoral Norte. A partir daí assume o nome artístico de João Rural, dado pelos coleguinhas de redação. Trabalhando para o jornal, faz viagens por todo o Vale do Paraíba e Sul de Minas, fotografando a vida rural e ampliando a paixão pelos sabores típicos. Produz seis cursos em vídeos sobre cavalos, em parceria com o Centran Toledo, de Tremembé.

1987-1993- Faz assessoria de comunicação para a Pupio Leilões, de São José dos Campos, divulgando leilões de animais. Além disso presta assessoria para os eventos : Expoguará, de Guaratinguetá, Expo-Lorena, de Lorena, Expo-Pinda, de Pindamonhangaba.

1990-Lança com o irmão José Vicente ë outros amigos a “TV Caipira”, em Paraibuna, que circulava através de fitas em locadoras.

1993-Volta a residir em Paraibuna e relança o jornal Folha da Serra, com o irmão José Vicente e o sobrinho Rogério Faria.

1993-1995 - Assume o cargo de Assessor de Comunicação e Conselho Municipal de Turismo de Paraibuna. Idealiza o Projeto “Trilhas das Nascentes”, criando os eventos “Prova de Canoagem”, “Copa de Vela” e o “Trip-Trail Represa de Paraibuna”. Eventos realizados pelo Departamento de Esportes da Prefeitura. Volta a dinamizar a cultura e o turismo local, com uma campanha maciça nos meios de comunicação regional. Volta a participar da organização da Fapap, voltando às suas origens.

1994- Idealiza a Cozinha Caipira “Manezinho Stábile”, que é construída pela Prefeitura Municipal. Realiza um trabalho para que as festas típicas da cidade voltem para o Largo do Mercado.

1995-1998-Vai para TV Band Vale, onde dirige e poduz o programa Vale Rural.

1996-1998- Faz assessoria e participa de projetos para a Fundação Nacional do Tropeirismo, em Caçapava.

1998-1999- Muda-se para Silveiras, com o objetivo de pesquisar o tropeirismo, a história da região e sua comida típica. Assume o cargo de Assessor de Comunicação e Turismo da cidade de Silveiras. Faz campanha de divulgação da cidade nos meios de comunicação. Planeja e executa a divulgação do artesanato em madeira da cidade, provocando um aumento de vendas e criando novos empregos. Como interventor, recupera para o poder público

o prédio do Casarão, que estava privatizado, para a instalação da sede da Fundação Nacional do Tropeirismo.

1999- Lança em Silveiras, a primeira edição do livro “Sabores do Tempo dos Tropeiros”. Pesquisa ainda o tema tropeirismo para seu livro “ O Último Tropeiro” (ainda inédito) e incia as pesquisas para a um romance ambientado no século XIX, na região do café.

2000- Volta para Paraibuna e com o irmão José Vicente e o sobrinho Rogério Faria lança a Revista Vida Rural, que circula até 2001. Lança ainda a Revista Nascentes, que circula até 2005.

Volta a reativar a Festa do Milho, agora como Pamonhada D. Maria, juntamente com Seu Geraldo Alvarenga e D. Maria. Dentro de um objetivo de apoiar as entidades assistenciais da cidade, no ano seguinte incluem o Lar Vicentino da cidade para comandar a organização do evento, passando a se chamar Pamonhada Paraibuna.

2001- Junto com o irmão José Vicente e o sobrinho Rogério Faria, edita o Guia Valemar, com roteiros turísticos da região. Reedita o livro “Sabores do Tempo dos Tropeiros”. Produz o livro de Vera Pereira, “Receitas da Comadre”, para o Restaurante Fazenda da Comadre. Edita o livro “Quitandas do Tempo do Fazendão”, para o Restaurante Fazendão.

2002-2003- Volta à TV Band Vale para produzir o programa “Fogão do João Rural”, juntamente com o violeiro Julio Neme.

2003- Edita o caderno “Receitas do Tempo do Milharal”. Reedita o Guia ValeMar.

2005- Começa a realizar o projeto Nascentes do Paraíba do Sul, com o patrocínio da Petrobras.

2005 - Reedita, com o patrocínio da TV Vanguarda, o livro “Sabores do Tempo dos Tropeiros”

2006-2009-Realiza o Projeto Nascentes do Paraíba, com patrocínio da Petrobras editando o livro e documentário “O Templo das Águas e das Tradições”, o Guia Nascentes 207 e 2009, a cartilha infantil “Salvando as Águas” e a exposição fotográfica intinerante “O Templo das Águas”, o vídeo infantil “Zóio Bão” com o patrocínio da Petrobras.

2007- Participa do livro “Sabores do Brasil, editado pelo Ministérios das Relações Exteriores, em cinco linguas, para distribuição nas embaixadas do Brasil, no exterior.

2008-2009 - Apresenta o quadro Panela do João Rural, no programa Madrugada Vanguarda, da TV Vanguarda.

2009 - Lança o DVD “Sabores do Tempo dos Tropeiros”.

2009-Realiza o SESC e outras cidades o curso “Conversa ao Pé do Fogão”.

2009-Produz, juntamente com o Instituto Fauser, o guia “Tamoios a Trilha do Sabor”

2010- Lança, via internet, a revista mensal www.nascentesdoparaiba.com.br

2010- Inicia o “Projeto Nascentes do Paraiba-Mantiqueira”, com o patrocínio da Petrobras, produzindo um novo “Guia Nascentes”, um DVD com as “Danças e Ritos das Nascentes”, o livro “Caipiras e Sabores das Nascentes” e um DVD infantil.

2010- Publica o livro RETRATO DE UM POVO DE UM LUGAR- ATO II, com uma seleção de fotos de sua autoria, de 1970 a 2010.

2010-Prepara o livro “Formação da Gastronomia Paulista e Mineira” , que será lançado no final do ano.

2010- Publica o romance “As Quintilhanas”, contando a história do Vale Histórico, no século XIX, tendo como pano de fundo a cafeicultura, o tropeirismo e a cultura da região.

2011- Publica, em parceria com a PETROBRÁS, CAUSOS E SABORES DAS NASCENTES, onde expõe receitas da culinária caipira e diversos causos registrada em suas andanças pelo Vale do Paraiba e o Guia Nascentes do Paraiba do Sul, edição 2011

2012- Publica o caderno “100 Anos de Futebol em Paraibuna”, com fotos de arquivos de Paraibunenses que preservam em imagems os tempos áureos do Futebol da cidade.

2013- Com apoio da PETROBRAS, EDITA O Guia Nascentes edição 2013, ampliando o número de cidades e junto seu último livro com registro de receitas da culinária caipira, “NO FUNDO DO TACHO”

2014- Publica 3 Cadernos Culturais, registrando Histórias do Déia, Contos do Zé Borracha, e Histórias do Déis 2.

2015- Deixou quase finalizado um terceiro Caderno com Histórias do Déia, que o Instituto Chão Caipira “Malvina Borges de Faria” está providenciando sua publicação.

2015- 23 de junho, falece deixando diversos projetos em que estava matutando.

Sua vida foi dedicada a pesquisar a vida do caipira do Vale do Paraiba e mostrar sua cultura e costumes em livros, folhetos, vídeos, palestras e bate papos e milhares de fotos.



Dedicou-se muito na divulgação e projeção do município de Paraibuna com suas festas, tradições, folclore


Sala das Sessões, em 9/12/2015.
a) Hélio Nishimoto - PSDB



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