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Indicadores em estudos de nutrição de ruminantes – Markers in ruminant nutrition research

Resumo

A determinação do consumo e da digestibilidade dos alimentos é alvo dos estudos em nutrição ruminantes e o seu conhecimento determinante para o sucesso da produção animal. Neste sentido, o uso de indicadores tem sido alternativa importante no suporte a estas pesquisas, haja visto que o método da coleta total de fezes é trabalhoso e oneroso, principalmente em sistemas de pastejo. Não existe um indicador ideal, porém alguns podem ser usados com confiabilidade. A maioria dos indicadores disponíveis apresenta índices de recuperação fecal dependentes das condições experimentais. A escolha de um indicador deve ser baseada na sua taxa de recuperação fecal, facilidade de aplicação ou fornecimento, baixo custo e facilidade na análise química.

Palavras chave: coleta total, indicador, recuperação fecal, taxa de passagem.

Abstract

The determination of consumption and digestibility of foods is the subject of studies in ruminant nutrition and knowledge crucial to the success of animal production. In this sence, the use of markers have been important alternative supporting this research, given the fact that the method of feces total collect is labor intensive and costly, especially in grazing systems. There isn’t an ideal marker, but some can be used reliably. Most of the available markers shows fecal recovery rates dependents of experimental conditions. The selection of an marker should be based on their fecal recovery rate, ease of application or supply, low cost and easy in chemical analysis.

Key words: total colect, markers, fecal recovery, passage rate.

Introdução

A crescente demanda de produtos de origem animal desencadeou novas perspectivas e diversos avanços relacionados à nutrição de ruminantes. A complexidade do sistema digestivo de ruminantes evidenciou a necessidade em intensificar estudos relacionados aos efeitos da digestibilidade de nutrientes, taxa de passagem e eficiência energética. Para estimação desses valores, faz-se necessário avaliar o consumo e a excreção fecal de nutrientes pelos animais.

A despeito de ser considerado o método padrão, a determinação destes parâmetros pela coleta total de fezes requer rigoroso controle da ingestão e excreção, o que o torna por demais trabalhoso e oneroso, principalmente quando se trata de ruminantes criados em sistema de pastejo.

Neste sentido, a busca por métodos alternativos a este procedimento padrão levou ao emprego de substâncias denominadas “indicadores”, que permitem a estimativa da produção fecal dos animais a partir de amostras de fezes obtidas seguindo protocolos pré-estabelecidos de coletas.

A utilização destes indicadores pode permitir a obtenção de uma série de informações importantes para a nutrição de ruminantes, tais como: taxa de passagem da digesta nos diversos compartimentos do trato gastrintestinal; trânsito de líquidos e sólidos; consumo e produção fecal (Berchielli et al., 2006). Muitos indicadores já foram avaliados em experimentos de nutrição de ruminantes e são recomendados para estimar a excreção fecal de animais. Apesar de ainda não serem completamente aceitos , muitos destes indicadores apresentaram comportamento adequado para serem utilizados em ensaios de digestibilidade (Rodriguez et al., 2006).

Deste modo, diversos estudos têm sido realizados na busca de indicadores para a estimativa da excreção fecal, com características capazes de apresentar respostas mais próximas daquelas atribuídas a um ensaio de coleta total.


Neste contexto, o objetivo desse trabalho é revisar os principais indicadores de estimativa da produção fecal em ruminantes, bem como as variáveis relacionadas à sua utilização, apresentando o potencial efeito sobre os resultados obtidos.

Indicadores: Conceito e Classificação

Indicadores são compostos de referência para monitorar aspectos químicos (hidrólise e síntese) e físicos (fluxo) da digestão, e podem ser utilizados para estimar o fluxo da digesta e a produção fecal em ruminantes. Para ser utilizada como indicador uma substância deve possuir algumas características intrínsecas, tais como: ser inerte e atóxico; totalmente indigerível e inabsorvível; não apresentar função fisiológica; possibilidade de ser processado com o alimento; misturar-se bem ao alimento e permanecer uniformemente distribuído na digesta; ser preferencialmente de ocorrência natural no alimento; não influenciar ou ser influenciada por secreções intestinais, absorção, motilidade e a população microbiana intestinal; possuir método específico e sensível de determinação.

Entre estas, as características que mais limitam a utilização de indicadores é a recuperação incompleta e a variação diurna na excreção (Lopes, 2007). De acordo com Zeoula et al. (2002), não há nenhum indicador que pode ser considerado ideal e que consiga atender a todas essas premissas, ou definir qual componente químico se assemelha melhor com aquelas desejadas. No entanto, alguns indicadores apresentam características que podem ser consideradas adequadas para fornecer resultados confiáveis, embora sua acurácia varie de acordo com a variável avaliada. Todavia, na escolha de um indicador em detrimento de outro é importante que se avalieos objetivos específicos do trabalho a ser desenvolvido, bem como o conhecimento sobre o potencial de resposta dos produtos (Lopes, 2007).

Segundo Rodriguez et al. (2006), os indicadores podem ser classificados em dois grupos: 1) Indicadores internos: estão presentes naturalmente no alimento ou na dieta (exemplos: MSi – matéria seca indigestível, FDNi - fibra em detergente neutro indigestível e FDAi - fibra em detergente ácido indigestível), e 2) Indicadores externos: precisam ser fornecidos ou administrados aos animais (exemplos: LIPE®, dióxido de titânio, óxido crômico).

É essencial que o indicador seja quantitativamente recuperado nas fezes e distribuído uniformemente, de modo a permitir concentração constante e quantificável na digesta, atingindo o chamado estado de equilíbrio (“steady-state”) o mais rapidamente possível. Umas das maiores limitações dos indicadores é quando estes não se comportam como as partículas do alimento, promovendo alterações nas características químicas e físicas da porção fibrosa, como a gravidade específica (Rodriguez et al., 2006). Uma possível razão para o indicador apresentar taxa de passagem mais rápida que o alimento é ser constituído de partículas finamente moídas, normalmente bem menores do que as demais partículas presentes no rúmen, além da alta densidade (Marais, 2000).


Resultados de recuperação fecal diferentes de 100% podem ser atribuídos à absorção parcial do indicador no trato digestivo ou à sua transformação em outros compostos, causando super-estimativa da produção fecal (Berchielli et al., 2006).

Diversas variáveis podem provocar efeito sobre os resultados de estimativa da produção fecal em ruminantes, tais como: tipo e dose de indicadores; grupamento genético, idade e sexo do animal; plano de alimentação; extensão do período de adaptação; número de dias e horário das coletas de fezes; entre outras.

O óxido crômico (Cr2O3) tem sido o indicador mais amplamente empregado para determinação da excreção fecal (Paziani et al., 2001). No entanto, existem limitações à sua utilização (Silva et al., 2006). Por este motivo, diversos indicadores têm sido sugeridos como alternativa, porém, muitos deles apresentam resultados de recuperação incompleta nas fezes, além de prescindirem de informações mais complexas para seu uso.

Método dos indicadores

A utilização de indicadores surge como alternativa ao método de coleta total de fezes, por permitir estimativas da digestibilidade aparente da dieta menos laboriosas (Rodrigues et al., 2010). Os indicadores têm se mostrado úteis e eficientes na estimativa da produção fecal, proporcionando resultados semelhantes aos obtidos pelo método de coleta total (Mendes et al., 2005).

O cálculo da produção fecal (PF) utilizando indicadores externos e internos baseia-se na razão entre a quantidade fornecida ou consumida do indicador por sua concentração nas fezes (Berchielli et al., 2006).

Indicadores Internos

Os indicadores internos estão presentes naturalmente no alimento, não devem ser absorvidos nem digeridos e devem ser quantitativamente recuperáveis nas fezes (Lopes, 2007).

Estes Indicadores possuem como principais vantagens: não necessitarem do fornecimento ao animal; serem de baixo custo; permanecerem uniformemente distribuídos na digesta durante o processo de digestão e excreção; apresentarem facilidade de avaliação em diversas espécies (Berchielli et al., 2000).

No entanto, podem existir restrições à utilização dos indicadores internos, ocasionadas por alterações no processo digestivo, que podem interferir na recuperação fecal. Os principais problemas encontrados no emprego dos indicadores internos são: incompletas e variadas taxas de recuperação fecal; maior sensibilidade a erros nas estimativas de digestibilidade e/ou de produção fecal; interação do indicador com a dieta; variação na excreção do indicador ao longo do dia; baixa concentração do indicador na dieta; falta de padronização das técnicas laboratoriais para sua determinação; processamento inadequado e falta de representatividade das amostras de forragens, fezes e sobras (Lopes, 2007).

Os principais indicadores internos atualmente recomendados para estimar a excreção fecal em ruminantes são: fibra em detergente neutro indigestível (FDNi); fibra em detergente ácido indigestível (FDAi); n-alcanos; entre outros (Lopes, 2007).

Matéria seca indigestível (MSi), Fibra em detergente neutro indigestível (FDNi) e Fibra em detergente ácido indigestível (FDAi)

A FDNi e FDAi estão entre os mais promissores indicadores internos para estimativa da produção fecal de ruminantes (Watanabe et al., 2010). Estes indicadores consistem em frações indigeríveis do alimento que podem ser utilizadas para estimativa da produção fecal, por meio da relação entre sua concentração no alimento e nas fezes.

A matéria seca residual após incubação in situ também pode ser utilizada como indicador interno (MSi). No entanto, pode ser menos precisa para detectar diferenças na digestibilidade de alimentos impostas pelos tratamentos em um experimento (Kozloski et al., 2006). A MSi, FDAi e FDNi estão entre as melhores alternativas para a determinação indireta da digestibilidade da dieta e do consumo da matéria seca (Berchielli et al., 2005).

A determinação da concentração destes indicadores internos nos alimentos, sobras e fezes pode ser realizada pela sua incubação, in vitro ou in situ, no rúmen (Freitas et al., 2002). Em muitos estudos é utilizado período de incubação de 144 horas (Rodriguez et al., 2006). Soares et al. (2009) avaliaram a digestibilidade da matéria seca estimada com o uso dos indicadores internos MSi, FDNi e FDAi, incubados durante 144 e 288 horas, em bubalinos alimentados com capim camerom. Estes autores concluíram que os diferentes tempos de incubação não diferiram do estimado pela coleta total. Entretanto, Casali et al. (2008) obtiveram estimativas mais exatas das frações indigestíveis com tempos de incubação de 240 horas para MS e FDN, e 264 horas para FDA.

Diversos trabalhos demonstraram que o método de utilização do indicador FDNi pode ser considerado eficiente para determinar a excreção fecal e/ou fluxo duodenal (Berchielli et al., 2000; Zeoula et al., 2002; Berchielli et al., 2005; Mendes et al., 2005; Pina et al., 2006; Marcondes et al., 2006a; Detmann et al., 2007; Peter et al., 2007; Ferreira et al., 2009). Da mesma forma, em outros estudos foi relatado que o FDAi apresentou resultados promissores na estimativa da produção fecal (Berchielli et al., 2000; Freitas et al., 2002; Pereira et al., 2004; Berchielli et al., 2005; Pina et al., 2006).

Entretanto, alguns autores questionaram a utilização da FDNi e/ou FDAi, por terem apresentado inadequadas estimativas de produção fecal (Freitas et al., 2002; Zeoula et al., 2002; Oliveira Jr. et al., 2004; Silva et al., 2009; Ferreira et al., 2009) Conforme relataram Zeoula et al. (2002), recuperações inadequadas destes indicadores podem estar relacionadas a problemas na filtragem durante as análises, ou mesmo àqueles inerentes à digestão in situ no rúmen, onde em função do tamanho de partículas incubadas, podem ocorrer perdas de amostras nas fezes, não digeridas devido ao menor tamanho do poro da bolsa de náilon utilizada. Conforme relataram Berchielli et al. (2006), erros associados às metodologias de análises destes indicadores continuam sendo os maiores problemas na aplicação da técnica. De acordo com a variabilidade dos resultados observados, é possível a existência de um indicador adequado para cada volumoso utilizado.

Silva et. al (2008) avaliaram a excreção fecal e digestibilidade utilizando os indicadores internos FDNi e FDAi em 16 novilhas ¾ Holandês x ¼ Zebu, alimentadas com silagem de capim elefante suplementada com bagaço de mandioca e concentrado. Os autores concluíram que os dois indicadores apresentaram resultados diferentes daqueles obtidos pelo método de coleta total, sendo que a FDNi subestimou a produção fecal e superestimou a digestibilidade, enquanto que a FDAi superestimou a excreção fecal e subestimou a digestibilidade da matéria seca.

Zeoula et al. (2002) compararam a eficiência de quatro indicadores internos: FDNi, FDAi, cinza insolúvel em ácido (CIA), e cinza insolúvel em detergente ácido (CIDA), em ovinos alimentados com quatro níveis de substituição do fubá de milho por farinha de varredura. A FDNi e a CIA apresentaram resultados de recuperação fecal que não diferiram de 100%. Por outro lado, a FDAi e a CIDA apresentaram valores que diferiram daqueles obtidos por meio da coleta total de fezes. Resultados diferentes foram encontrados por Oliveira Jr. et al. (2004), que compararam a FDNi com a lignina em detergente ácido e o óxido crômico, em seis novilhas Nelore alimentadas com dietas à base de bagaço de cana-de-açúcar in natura e concentrado. A FDNi apresentou resultados de menor precisão que os demais indicadores e subestimou a digestibilidade em todas as dietas avaliadas.

As diferenças nos resultados da literatura com respeito à utilização da FDNi como indicador interno para estimativa da produção fecal podem ser parcialmente atribuídas às variações existentes na recuperação de indicadores indigestíveis, falta de padronização no método de determinação, além daquelas relacionadas aos métodos de determinação in situ ou in vitro (Oliveira Jr. et al., 2004).

Para avaliar a digestibilidade dos nutrientes, Ferreira et. al. (2009) trabalharam com vacas em lactação alimentadas com silagem de milho e 4 kg/dia de concentrado. Estes autores encontraram resultados superestimados de digestibilidade para FDNi em relação à coleta total. Neste mesmo ensaio, a FDAi, bem como os indicadores externos óxido crômico, dióxido de titânio e LIPE®, apresentaram resultados satisfatórios e semelhantes aos obtidos por meio da coleta total.

Estes mesmos autores, em outro experimento, comparando os mesmos indicadores utilizando novilhas mestiças alimentadas com cana de açúcar com 1% de ureia/sulfato de amônio e concentrado (1% do peso vivo), concluíram que a FDAi foi o único entre os indicadores avaliados que apresentou resultados diferentes (P<0,05) daqueles obtidos por coleta total. Portanto, quando o volumoso utilizado foi a cana de açúcar, o pior resultado foi verificado com a utilização da FDAi, mas quando utilizou-se a silagem de milho como volumoso, o indicador menos preciso foi a FDNi. Possíveis razões para essas variações podem estar relacionadas à constituição da fibra de cada volumoso e à seletividade da dieta pelos animais. Ressalta-se que o resíduo da sobra do cocho é rico em material indigestível, e este, precisa ser devidamente contabilizado (Ferreira et al., 2009).

A Tabela 1 apresenta os valores de digestibilidade comparando a FDNi, a FDAi e outros indicadores em dois experimentos, utilizando novilhas e vacas em lactação.

Tabela 1 - Coeficientes de digestibilidade aparente da matéria seca (%) determinados utilizando indicadores internos e externos em ensaios com novilhas alimentadas com cana-de-açúcar e vacas em lactação recebendo silagem de milho como base da dieta


Método

Novilhas

Vacas em Lactação

Coleta total

76,41 A

62,84 A

LIPE®

76,48 A

61,06 A

Cr2O3

73,58 A

63,46 A

TiO2

76,60 A

62,60 A

FDAi

69,49 B

61,99 A

FDNi

75,86 A

67,39 B

CV (%)

1,87

4,67

Médias seguidas de letras iguais nas colunas não diferem (P>0,05) entre si.

Adaptado de Ferreira et al. (2009).

Freitas et. al (2002), compararam os indicadores FDNi e FDAi, obtidos dos resíduos de incubações in vitro (IV) e in situ (IS) em novilhos Holandês x Zebu confinados, alimentados à base de silagem de milho, raspa e casca de mandioca e cana de açúcar ensilada com polpa cítrica peletizada. Os autores verificaram que a FDAiv, FDAis, FDNiv, FDNis mostraram–se adequados para estimar o fluxo duodenal de matéria seca e orgânica. No entanto, a FDNiv e a FDNis subestimaram e superestimaram a produção fecal, respectivamente. Tanto a FDAis como a FDAiv apresentaram resultados mais precisos na avaliação da produção fecal. Sendo assim, foi recomendada a utilização da FDAiv, por ser técnica mais simples e não prescindir do uso de animais fistulados.

Marcondes et. al. (2006a) trabalharam com novilhas mestiças, alimentadas com cana de açúcar com 1% de ureia/sulfato de amônio na base da matéria natural, suplementada com 1% do peso vivo em concentrado. Estes autores encontraram resultados satisfatórios para utilização da FDNi na estimativa da produção fecal. Dias et al. (2006) encontraram resultados acurados, tanto para a FDAi como para a FDNi, na estimativa de parâmetros de digestibilidade parcial na coleta de digesta omasal. Estes autores destacaram ainda a importância da utilização dessas fibras indigestíveis como indicadores internos de estimativa da produção fecal, pela simplicidade do método, bem como por ser menos oneroso em relação à coleta total de fezes.

Trabalhando com ovinos, Detmann et al. (2007) encontraram valores de recuperação completa da FDNi, demonstrando que tal indicador apresentou comportamento ideal para determinar a digestibilidade em ruminantes. Os autores relataram que a FDAi nesta mesma condição experimental, apresentou-se mais sensível a erros, provavelmente, como decorrência da sua menor concentração nos alimentos.

Berchielli et al. (2000) avaliaram os indicadores internos FDAi, FDNi, lignina e CIA na estimativa da digestibilidade de nutrientes em bovinos Holandês x Zebu alimentados à base de silagem de milho suplementada com concentrado. Estes autores verificaram que os indicadores FDNi, FDAi e lignina apresentaram resultados precisos nas estimativas.



Indicadores Externos

É considerada toda substância adicionada à dieta com finalidade de estimar a produção fecal dos animais. Conceitualmente, o indicador externo não deve ser absorvido pelas paredes do trato digestivo, sendo assim, indigestível e completamente recuperável nas fezes. Sua utilização pode ter duas finalidades: estimar a produção fecal para determinar a digestibilidade e verificar o fluxo digestivo (Berchielli et al., 2006; Lopes, 2007). Estes indicadores podem ser administrados aos animais por via oral, por meio de fístula ruminal ou ainda, por cápsulas de liberação lenta. Os indicadores externos óxido crômico ou sesquióxido de cromo (Cr2O3), dióxido de titânio (TIO2) e LIPE® estão entre os mais utilizados em estudos de digestão de ruminantes (Ferreira et al., 2009).



Óxido crômico

É um dos indicadores mais utilizados em ensaios de digestibilidade. Além de estimar a produção de MS fecal, tem sido utilizado para avaliar o fluxo de MS e MO no trato digestivo, bem como estudar a partição da digestão dos nutrientes na dieta (Berchielli et al., 2006). Pode ser administrado por meio de impregnação em papel, em cápsulas de gelatina, na forma de péletes ou misturado na dieta. Sua determinação pode ser realizada por colorimetria via espectrofotometria de absorção atômica ou por espectroscopia de emissão (EAA), sendo este último o método mais preciso, porém de maior complexidade e custo (Maraes, 2000).

Para o óxido crômico faz-se necessário período de adaptação de cerca de 5 a 7 dias, visando manter seu fluxo constante. São normalmente utilizados protocolos de uma ou duas doses diárias. No entanto, o maior número de administrações do indicador por dia está associado à menor variabilidade de sua recuperação nas fezes. Em contrapartida, tal procedimento é limitado pelo trabalho requerido e dificuldades práticas inerentes ao manejo e à contenção dos animais. Dessa forma, duas dosagens ao dia têm sido utilizadas em diversos trabalhos e podem apresentar resultados satisfatórios (Lopes, 2007).

Apesar do óxido crômico ser amplamente estudado e apresentar muitas vantagens e resultados satisfatórios, existem algumas limitações como: recuperação fecal variável de acordo com a constituição da dieta; variação na consistência das fezes; possibilidade de alterar a digestibilidade de alguns minerais da dieta; influência negativa sobre o consumo e potencial manifestação de propriedades carcinogênicas (Rodriguez et al., 2006).

A utilização do óxido crômico nas pesquisas tem apresentado resultados variados. Muitos autores têm relatado índices de recuperação fecal satisfatórios (Oliveira jr. et al., 2004; Myers et al., 2006; Marcondes et al., 2006a; Moraes et al., 2007; Ferreira et al., 2009), enquanto outros não obtiveram resultados acurados com o emprego deste indicador (Titgemeyer et al., 2001; Freitas et al., 2002; Silva et al., 2006; Moraes et al., 2007; Silva et al., 2010).

Resultados divergentes podem ocorrer, principalmente, devido à instabilidade no fluxo digestivo e à variação diurna de sua excreção nas fezes. Alguns trabalhos mostraram que o óxido crômico possui passagem mais rápida pelo rúmen que o material fibroso, havendo ainda a possibilidade deste composto se acumular em alguma parte do trato digestivo (Rodriguez et al., 2006).

Silva et al. (2006) utilizaram o indicador óxido crômico para estimar a produção fecal de novilhas leiteiras em dois sistemas de pastejo (monocultura de Brachiaria decumbens e em sistema silvipastoril). O óxido crômico produziu resultados com baixa precisão e sensibilidade. A produção fecal estimada pelo óxido crômico não diferiu (P>0,05) entre os sistemas. Moraes (2007) avaliaram a digestibilidade e o consumo em caprinos alimentados com feno de tifton-85 suplementado com diferentes níveis de subprodutos da agroindústria (resíduos de semente de urucum, bagaço de caju desidratado e farelo da castanha de caju). Os resultados de excreção fecal estimados com o óxido crômico não diferiram daqueles obtidos por meio da coleta total de fezes para as dietas com inclusão de resíduos de semente de urucum e bagaço de caju desidratado. Na dieta suplementada com farelo de castanha de caju o óxido crômico superestimou a digestibilidade.

Oliveira Jr. et al. (2004) trabalharam com novilhos Nelore alimentados com dietas contendo 20% de bagaço de cana de açúcar in natura como volumoso e 80% de concentrado. Estes autores encontraram valores de digestibilidade da matéria seca, utilizando óxido crômico na estimativa da produção fecal, semelhantes aos obtidos pelo método da coleta total de fezes. Resultado semelhante foi relatado por Ferreira et al. (2009), que compararam diferentes indicadores em ensaios de digestibilidade em novilhas mestiças, alimentadas com cana de açúcar com 1% de ureia/sulfato de amônio e concentrado (1% do peso vivo).

De acordo com Marcondes et al. (2006a), o óxido crômico apresentou valores confiáveis para estimar o consumo individual de concentrado. Também pode ser recomendado para avaliar o fluxo duodenal em ovelhas alimentadas com diferentes níveis de forragem na dieta (Myers et al., 2006).

Dióxido de Titânio (TIO2)

O TiO2 é um pó branco, seco e finamente pulverizado, de constituição inorgânica, quimicamente inerte e termicamente estável, inodoro e insolúvel em água. Possui baixo custo, tem foto-estabilidade e estabilidade química em uma ampla faixa de pH. É muito utilizado na indústria de cosméticos, de alimentos e biotecnologia, mas principalmente na indústria de tintas, pois tem grande capacidade de branquear e possui alto poder de refletância, contribuindo para a resistência ao calor e baixo índice de descoloração por raios ultravioleta (Ferreira e Daniel, 2004).

O dióxido de titânio (TIO2) é uma substância com comportamento semelhante ao observado com óxido crômico e possui potencial para ser utilizado como indicador externo em ensaios de digestibilidade. Poucos trabalhos foram realizados com este indicador. No entanto, alguns autores afirmaram que o dióxido de titânio apresentou bons resultados de recuperação fecal (Myers et al., 2006; Marcondes et al., 2006a; Marcondes et al., 2006b; Ferreira et al., 2009).

À medida que novos estudos forem sendo realizados, o dióxido de titânio pode surgir como alternativa ao óxido crômico, visto que em algumas situações o Cr2O3 não tem apresentado índices de recuperação fecal iguais a 100% (Titgemeyer et al., 2001).

Marcondes et al. (2006b) conduziram estudo avaliando o consumo de concentrado em bovinos Nelore, e concluíram que o dióxido de titânio apresentou resultados confiáveis como indicador. Nessas mesmas condições, porém trabalhando com novilhas mestiças, Marcondes et al. (2006a) também encontraram valores satisfatórios com a utilização de TiO2 para estimar o consumo de concentrado.

Trabalhando com o TiO2, Ferreira et al. (2009) encontraram valores de recuperação fecal semelhantes aos obtidos com a coleta total de fezes em novilhas mestiças alimentadas à base de cana de açúcar e concentrado. No entanto, Titgemeyer et al. (2001) conduziram três experimentos com novilhos, avaliando a acurácia dos indicadores Cr2O3 e TiO2, e observaram que a recuperação fecal variou em função das características de cada ensaio. No primeiro experimento, os animais foram alimentados com dietas à base de feno e concentrado e nos demais com dietas baseadas em silagem de milho. Segundo os autores, somente no primeiro experimento o TiO2 estimou valores de produção fecal semelhantes ao da coleta total. Nos demais, foi observado a subestimativa da excreção fecal.



Lignina Purificada e Enriquecida (LIPE®)Em diversos estudos realizados por pesquisadores da Escola de Veterinária da UFMG (Belo Horizonte, MG), a lignina foi enriquecida com grupamentos fenólicos, dando origem a um hidroxifenilpropano modificado e enriquecido, denominado LIPE®, para ser utilizado em pesquisas como indicador externo para avaliar o consumo e digestibilidade (Rodriguez et al., 2006). A LIPE® tem sido avaliada e considerada um indicador com características relevantes, apresentando resultados acurados em estudos de digestibilidade (Moraes, 2007; Silva et al., 2006; Marcondes et al., 2006a; Silva et al., 2008; Ferreira et al., 2009).

A principal vantagem da LIPE® é apresentar maior estabilidade durante a passagem pelo trato gastrintestinal do animal, sendo que sua concentração e seu trajeto pouco variam. Ademais, mostra-se totalmente recuperável nas fezes. Outras principais vantagens do emprego deste indicador são: baixo custo; curto período de adaptação (aproximadamente, 48 h) e facilidade de análise, pois pode ser analisada por espectroscopia no infravermelho (Lopes, 2007). Sua utilização tem sido considerada promissora em diversas espécies como coelhos, ovinos equinos, suínos, aves e bovinos (Rodriguez et al., 2006).

Marcondes et al. (2006a) realizaram experimento com novilhas mestiças alimentadas à base de cana de açúcar e concentrado, e utilizaram a LIPE® como indicador. Estes autores encontraram resultados de excreção fecal semelhantes aos obtidos com o método de coleta total de fezes. Em condições experimentais similares, Ferreira et al. (2009) também encontraram resultados satisfatórios com o emprego da LIPE®. Em outro experimento para avaliação da LIPE®, com vacas em lactação alimentadas com silagem de milho e 4 kg/dia de concentrado, Ferreira et al. (2009) encontraram valores de produção fecal semelhantes aos obtidos com a coleta total de fezes.

Silva et al. (2006) trabalharam com novilhas leiteiras em dois sistemas de pastejo e consideraram a LIPE® mais precisa para estimar a produção fecal, quando comparada ao óxido crômico.

Moraes (2007) avaliaram o consumo e a digestibilidade de nutrientes em caprinos alimentados com dietas à base de subprodutos da agroindústria (semente de urucum, bagaço de caju desidratado e farelo da castanha de caju). Em todos os ensaios a LIPE® apresentou estimativas de produção fecal semelhantes às obtidas a partir do método de coleta total de fezes. Segundo este autor, a utilização do óxido crômico foi associada à superestimação dos valores de digestibilidade da dieta suplementada com farelo de castanha de caju. Silva et al. (2008) trabalharam com borregos castrados recebendo níveis crescentes de torta de babaçu na dieta e concluíram que a LIPE® pode ser recomendada para estimativa da produção fecal. Além disso, relataram que sua concentração nas fezes não variou durante o dia.

Considerações Finais

Apesar dos crescentes avanços nos estudos com indicadores, não existe um indicador ideal. A confiabilidade depende muito das condições e condução das pesquisas.

O óxido crômico é o indicador mais amplamente utilizado. No entanto, o dióxido de titânio tem apresentado resultados muito semelhantes, podendo ser importante alternativa a este.

Os indicadores internos FDNi e FDAi também podem ser alternativas para estimativa da produção fecal.

A LIPE apresentou excelentes resultados e maior estabilidade na passagem pelo fluxo gastrointestinal do animal.

A escolha de um indicador deve ser baseada na sua taxa de recuperação fecal, fácil aplicação ou fornecimento, menor custo e facilidade na análise química. Desta forma, aumenta-se a confiabilidade das estimativas desejadas, fornecendo resultados mais acurados nos estudos de avaliação de alimentos.



Agradecimentos

Os autores do trabalho agradecem aos órgãos de fomento CNPq, FAPEMIG e CAPES.



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