Laband, P. (1838-1918)



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Laband, P. (1838-1918) Jurista alemão que, na sequência de Albrecht, e lado a lado com Gerbert, defende a ideia da pessoa jurídica do Estado. Um dos teórico da Staatsrechtslehre, juntamente com Jellinek.
Laboulaye, Édouard René de (1811-1883) Jurista. Professor no Collège de France.

Histoire Politique des États Unis, 1855-1856.


Lacan, Jacques (1901-1981) Psicamnalista francês.
Languedoc Região francesa que foi dominada pelos condes de Toulouse, até ser integrada na coroa francesa em 1271.
LaPalombara, Joseph Politólogo norte-americano. Adopta o comparativismo e o desenvolvimentismo. Ao contrário do institucionalismo, parte das funções em vez de começar pelas estruturas. Aproxima-se de Gabriel Almond, ucian Pye e Sidney Verba.

1962

Bureaucracy and Political Development




Princeton, Princeton University Press, 1962. Trad. Cast. Burocracia y Desarrolo Politico, Buenos Aires, Paidos, 1973.

1964

Interest Groups in Italian Politics




Princeton, Princeton University Press, 1964.

1966

Political Parties and Political Development




Princeton, Princeton University Press, 1966 [com estudos de Giovanni Sartori, «European Political Parties. The Case of Polarized Pluralism», e de Otto Kirchheimer, «The Transformations of Western European Party Systems»]. Com Myron Weiner (eds.)

1974

Politics within Nations




Englewood Cliffs, Prentice-Hall, 1974 [trad. port. A Política no Interior das Nações, Brasília, Editora da Universidade de Brasília, 1982].


Labour Party Depois da formação de Independent Labour Party em 1893 que falhou estrondosamente as eleições de 1895, surge em 1900, com o apoio dos fabianos e do TUC um Labour Representation Committee que consegue eleger dois deputados em 1903. O líder Ramsay MacDonald faz então um acordo com os liberais, aumentando a representação dos trabalhistas para 29 deputados em 1906, ano em que o partido passa a assumir-se como Labour Party.
Labriola, Antonio (1843-1904) Professor de história e filosofia em Roma. Discípulo de Bertrando Spaventa, hegeliano italiano, com quem estuda em Nápoles, e mestre de Croce e Gramsci. Considerado o primeiro marxista hegeliano, por contrariar a interpretação determinista e materialista do modelo de Engels, é também influenciado por Espinosa e Vico, acentuando o papel da consciência e da praxis. Se defende o gradualismo marxista, opõe-se, contudo, ao revisionismo de Bernstein, ao mesmo tempo que também se distancia das teses voluntaristas de Sorel. Considera que as leis do mundo natural não se aplicam ao mundo humano, dado que este é um meio artificial, onde a estrutura económica só em última análise determina as instituições e a consciência. Propõe a criação de uma associação que não produzisse mercadorias e que por isso já não é o Estado, mas sim o seu oposto, ou seja, o sustentáculo técnico e pedagógico da convivência humana, o “self government” do trabalho... a sociedade dirigida como Estado foi sempre a de uma maioria entregue à tutela de uma minoria, dado que o Estado é... sistema de forças que mantém o equilíbrio ou o impõe pela violência ou pela repressão, dado que Estado cresceu ou diminuiu de poderes mas nunca desapareceu... o Estado é uma real ordenação de defesas para garantir e perpetuar um método de convivência.

In memoria del manifesto dei comunisti

1895. Primeiro ensaio de Labriola, editado em Itália pelo seu discípulo B. Croce.

Saggi intorno alla concezione materialistica della Storia

1896. Trad. fr. de 1897, Essais sur la Concéption Matérialiste de l’Histoire, Paris, , Giard & Brière, com prefácio de Georges Sorel.

Delucidazione preliminare

1896.

Discorrendo di Socialismo e di Filosofia



1898. Trad. fr. De 1899, Socialisme et Philosophie, Paris, Giard & Brière, com o subtítulo Lettres à G. Sorel.

Scritti vari di Filosofia e Politica

1906.

Morale e religione della libertà morale


Praxis
Labriola, Arturo Líder do movimento soreliano italiano. Defensor do sindicalismo revolucionário, dirige em 1902 a revista semanal Avanguardia Socialista, que mobiliza a colaboração do futuro teórico mussoliniano Sergio Panunzio. Chega a colaborar com o nascente fascismo nos primeiros tempos da euforia doutrinári, mas logo entra em ruptura com a respectiva aplicação.
Lacerda'>Lacerda, José Joaquim de Almeida e Araújo Correia de Pai do clérigo José Maria (1803-1875) e do jurista José Joaquim (1793-1856). Ministro do reino de 15 de Janeiro de 1825 a 1 de Agosto de 1826. Maçon.

Exame dos artigos historicos políticos que se contêm na collecção periodica intitulada Correio Braziliense ou Armazem Litterario” no que pertence somente ao reino de Portugal

Lisboa, Impressão Régia, 1810
Lacerda, José Maria de Almeida Araújo de Portugal Correia de (1803-1875) Filho de José Joaquim de Lacerda. Agostinho. Deão da Sé de Lisboa. Tesoureiro-mor da sé da Guarda. Traduziu Tácito em 1846. Sucessivamente cartista, anti-setembrista e cabralista, vai, depois, assumir-se contra a lei da rolhas de 1851. Reitor do liceu de Lisboa em 1854 e autor de um dicionário de língua portuguesa.

A. B. da Costa Cabral. Apontamentos Históricos

Lisboa, 1844-1845, em dois volumes.

Da Forma dos Governos, com respeito à prosperidade dos povos, e das cousas políticas de Portugal

Lisboa, 1854.

Um Papel Político. Ontem, Hoje e Amanhã

1ª ed., anónima, Lisboa, 1842; 2ª ed., Lisboa, 1990.
Lachièze-Rey, Pierre (1885-1958). Autor francês do movimento personalista. Autor de Le Moi, Le Monde et Dieu, 1950.


Lacordaire, Henri-Dominique (1802-1861) Antigo advogado, ordenado padre em 1827. Dominicano desde 1839, restabelece a ordem em França. Companheiro de Lamennais e Mamtalembert na fundação de L'Avenir em Outubro de 1830. Um dos militantes do liberalismo católico, líder da respectiva ala esquerda. Critica o individualismo. Célebre pelas conferências proferidas em Paris na igreja de Notre Dame. Eleito deputado em 1848. Considera-se um liberal impenitente e um peregrino de Deus e da liberdade.
Lacoste, Yves Autor francês que faz uma análise ecológica de inspiração geográfica. Considera que se mantêm bastiões de esquerda e de direita, exprimindo-se, por regiões, várias e contraditórias maneiras de ser-se de esquerda ou de direita.

La Géographie. Ça Sert d’Abord, à Faire la Guerre

Paris, Éditions La Découverte, 1976

Géopolitique des Régions Françaises

(dir.), 3 vols., Paris, Fayard, 1986.
Lacroix, Jean (1900-1986) Professor francês do ensino secundário, em Lyon, de 1937 a 1968. Um dos fundadores da revista Esprit. Responsável pelas crónicas filosóficas do jornal Le Monde, entre 1951 e 1980.
–Personalismo e direito natural,136,949–Poder e autoridade,55,352–Política, realização da filosofia entre homens,17,122–Política, retorno da violência sobre si mesma,17,125
Jean Lacroix, a autoridade, como indica a etimologia, é o que aumenta do interior a sociedade humana, a aprofunda, e lhe permite realizar-se. Ter autoridade é ser autor. Podemos contestar os poderes, mas não podemos recusar toda a autoridade. De facto, não devemos identificar o poder com a autoridade, porque é verdade que o poder é sempre constituído e a autoridade apenas constituinte
"a política ,na sua essência,é a vontade de realizar,tanto quanto possível,a filosofia entre os homens",isto é,"a mediação concreta que permite ao homem pôr se como ser racional".
Jean Lacroix, o problema está em que o homem não se torna racional senão quando treme diante da razão, que lhe aparece inicialmente sob a forma de coacção exterior. É obedecendo à lei que se torna concretamente racional, onde o direito é uma anti-razão ao serviço da razão e onde a política constitui uma espécie de retorno da violência sobre si mesma
"o fim do político é a realização do universo concreto nos e pelos Estados particulares hoje, talvez no e pelo Estado mundial amanhã".
"o homem é um lobo que se torna Deus pela instituição simultaneamente racional e artificial do Estado".
"o pensamento de Rousseau é incrivelmente desconhecido" ,acentua que há nele um kantismo antecipado bem como uma visão cristão da sociedade:"a vontade geral quer dizer vontade do geral,é a vontade da razão,a vontade universal".
numa aproximação ao personalismo,"o direito natural é o reconhecimento de uma espécie de direito geral de ter direitos",é a "racionalidade própria da ordem jurídica,constituindo simultaneamente a sua norma imanente e o seu princípio de julgamento".

Para este autor "dele não podemos extrair nenhum direito positivo particular mas,no entanto,obriga nos a admitir uma lei positiva e a corrigi la constantemente.Utilizado por uns como conservador, por outros como revolucionário,o direito natural é,como toda a ideia reguladora,uma e outra coisa".

Em Lacroix há,assim,um retomar do justicialismo jurídico,num retorno ao direito natural que não passa pelo regresso ao direito divino ou à razão iluminista,mas antes a uma justiça existencial.Como ele diz,"o direito natural age através da crença" e "admitir o direito natural é admitir a pessoa,ou,antes,reconhecë la;negá lo é negá la".
Numa aproximação ao personalismo considera que o direito natural é o reconhecimento de uma espécie de direito geral de ter direitos, é a racionalidade própria da ordem jurídica, constituindo simultaneamente a sua norma imanente e o seu princípio de julgamento. Assim, dele não podemos extrair nenhum direito positivo particular mas, no entanto, obriga nos a admitir uma lei positiva e a corrigi la constantemente. Utilizado por uns como conservador, por outros como revolucionário, o direito natural é, como toda a ideia reguladora, uma e outra coisa.

Le Sens du Dialogue

Neuchâtel, La Baconnière, 1944.

Marxisme, Existentialisme et Personnalisme

Paris, Presses Universitaires de France, 1946. Ver a trad. port. Marxismo, Existencialismo, Personalismo, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1972.

Le Sentiment et la Vie Morale

Paris, Presses Universitaires de France, 1952.

La Sociologie d'Auguste Comte

Paris, PUF, 1956.

Histoire et Mystère

1962. Cfr. trad. port. de Paulo Eduardo Arantes, São Paulo, Livraria Duas Cidades, 1967. Obra dividida em quatro partes: a crise do progresso; a filosofia kantiana da história; economia, moral e po·lítica; mistério e razão.

Panorama de la Philosophie Française Contemporaine

Paris, Presses Universitaires de France, 1966.

Philosophie de la Culpabilité

Paris, Presses Universitaires de France, 1977.

Le Personnalisme

1981. Cfr. trad. port. de Olga Magalhães, O Personalismo como Anti-Ideologia, Porto, Rés Editora, 1977.
Lafargue, Paul (1841-1911) Socialista francês. Médico por Londres. Participa na Comuna de 1871. Colabora com Marx e Engels em 1872.
Lafer, Celso (n. 1941) Filósofo brasileiro. Doutorado em Cornell (1970), onde estuda com Hannah Arendt. Professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde é titular de Filosofia do Direito desde 1988. Desempenhou as funções de ministro das relações exteriores do Brasil.

O Sistema Político Brasileiro. Estrutura e Processo

São Paulo, Perspectiva, 1975.

Hannah Arendt. Pensamento, Persuasão e Poder

Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1979.

Ensaios sobre a Liberdade

1980.

Hobbes, o Direito e o Estado Moderno



1980.

A Reconstrução dos Direitos Humanos. Diálogo com o Pensamento de Hannah Arendt

São Paulo, Schwarcz, 1988.

Desafios: Ética e Política

São Paulo, Siciliano, 1995
Lafitte, Pierre (1825-1903) Positivista, amigo e discípulo de Comte. Depois da morte deste, assume a ala ortodoxa do positivismo, dirigindo seita como sumo sacerdote da religião da humanidade, de 1857 a 1879.

Les Grans Types de l’Humanité

2 vols, Paris, 1875-1876.

De la Morale Positive

Havre, 1879.

Cours de Philosophie Première

Paris, 1889-1895.

Lafões, 2º Duque de (1719-1806) D. João Carlos de Bragança Sousa Ligne Tavares Mascarenhas e Silva. Maçon. Irmão do 1º duque de Lafões. Opositor do marquês de Pombal, retira-se para Londres. Voluntário na Guerra dos Sete Anos (1756-1763) nos exércitos austríacos. Regressa a Portugal em 1777. Apoia o abade Correia da Serra na fundação da Academia das Ciências (1779) de que foi presidente (1779-1806). Mordomo mor e ministro assistente ao despacho, acumulando a pasta da guerra de D. João VI, de 6 de Janeiro 1801 a 1804. Morre em 1806.
Lafões, 2º Duque de – Governo do (1801-1804)

Governo do duque de Lafões

Desde 6 de Janeiro de 1801 e 1803


Duque de Lafões assume a função de ministro assistente ao despacho

Visconde da Anadia na marinha e ultramar

Luís Pinto de Sousa Coutinho no reino

D. João de Almeida de Melo e Castro (Lavradio), nos estrangeiros

D. Rodrigo de Sousa Coutinho na fazenda
D. Diogo de Noronha, conde de Vila Verde assume a pasta do reino

António de Araújo e Azevedo nos estrangeiros. Viragem no sentido da aproximação aos franceses

D. Diogo de Noronha, conde de Vila Verde no reino, substituindo Luís Pinto de Sousa

Luís de Vasconcelos na fazenda, substituindo D. Rodrigo de Sousa Coutinho

António de Araújo e Azevedo passa a acumular os estrangeiros e o reino, assumindo as funções de ministro assistente ao despacho

Lafont, Robert

La Révolution Régionaliste

Paris, Éditions Gallimard, 1967.

Décoloniser en France. Les Régions face à l’Europe

Paris, Éditions Gallimard, 1970.

Introduction à l’Analyse Textuel

Paris, Larousse, 1976.

Lettres de Vienne à un Ami Européen

Avinhão, Aubanel, 1989.

La Nation, l’État , les Régions. Reflexions pour un Fin de Siècle et un Commencement d’Europe

Paris, Berg International Éditeurs, 1993

Nous, Peuple Européen. Petite Histoire de la Maison Commune à l’Usage de ses Anciens et Nouveaux Habitants

Paris, Éditions Kimé, 1991 [ed. catalã Nosaltres, el Poble Europeu, Barcelona, Ediciones 62, 1991].
Lagarde, Georges de Estuda as raízes medievais do laicism, considerando que a Reforma lançou as raízes do individualismo, numa senda depois retomada pelo Iluminismo. Estat, abstracção que precede o Estado,80,531 chama a atenção para existência de um estat,de um estatuto pela qual é definida a condição jurídica de uma colectividade, de uma associação, ou mais frequentemente de uma cidade.Trata se do do estatuto jurídico de uma comunidade, constituindo uma abstracção.-Revolução francesa como o ramo masculino da Reforma,108,750. considera que enquanto a Revolução francesa constitui "o ramo masculino da Reforma",já o liberalismo é o seu "ramo feminino".Para este autor "no domínio filosófico, a Reforma lançou os germes dos individualismo...Como sementeira caída em solo mal preparado,foi lhe impossível desenvolver se logo.Só dois séculos mais tarde, o Aufklãrung fez germinar as esperanças do protestantismo"..

La Naissance de l'Esprit Laique au Déclin du Moyen Age



6 vols., Paris e Viena, 1934 a 1946.
Lage,76,511
Laicismo Etimologicamente vem do grego laikos, ou popular. A expressão portuguesa tem como intermediário o francês laicisme, sendo introduzida na nossa língua apenas no século XIX. De origem directa latina, apenas nos ficou a expressão eclesiástica leigo. Diz-se da doutrina que defende a independência da sociedade e do Estado face à influência religiosa ou eclesiástica, sendo marcante no início do século XX, principalmente a partir da experiência da III República Francesa, depois do affaire Dreyfus. Equivale ao movimento britânico do secularismo. Tem as suas origens na reacção contra a doutrina das duas espadas assumida pelo papa Bonifácio VII na bula Unam Sanctam de 1302, luta assumida por autores como Marsílio de Pádua e Guilherme de Ockham. Desenvolve-se com o Renascimento, desde as novas concepções políticas de Maquiavel às perspectivas de ciência assumidas por Galileu. Estado Laico,caracterizado pela morte de Deus e que, no plano político, considera que a César pertence tudo. Esta última variante, marcada pelas teses de Saint-Simon e Comte, tem tendência para substituir a religião tradicional por uma nova religião da humanidade, marcada pela confiança na razão. O modelo foi particularmente assumido pelo republicanismo brasileiro, tendo algumas influências na I República portuguesa, integrando a categoria do gnosticismo, inventariada por Voegelin. Com efeito, em Portugal e no Brasil a força deste laicismo positivista acaba por substituir o próprio marxismo. Curiosamente, alguns dos ex-comunistas, depois de repudiarem o marxismo-leninismo, o sovietismo e o PCP, passaram a desenvolver doutrinarismos laicistas e estatistas, herdeiros do mais desabrido anticlericalismo, à maneira de Afonso Costa e das sebentas de direito dos cultos da I República. Da mesma maneira, uma das medidas simbólicas do partido da extrema-esquerda em 2000 foi a proposta de revisão da Concordata. Diga-se, aliás, que o comunismo soviético também se assumiu como um sucedâneo de religião, constituindo uma espécie de Islão do século XX.


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