Licenciado em letras – LÍngua portuguesa licenciado em letras – LÍngua estrangeira 6



Baixar 1.2 Mb.
Página3/17
Encontro20.12.2017
Tamanho1.2 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   17

3. ANÁLISE DE NOSSA REALIDADE


Após o desenho do perfil dos profissionais em Letras, é necessário analisar a realidade vivenciada atualmente para identificar os problemas enfrentados e sugerir-lhes soluções para que o novo projeto pedagógico possa atingir seus objetivos.

3.1. O ALUNO


O aluno, ao ingressar no Curso de Letras, apresenta, via de regra, em seu desempenho acadêmico, lacunas oriundas de sua formação no Ensino Fundamental e Médio. Ademais, nos últimos anos, os classificados em Letras por meio de processo seletivo têm apresentado resultados bem abaixo da média dos outros cursos da UFPA. É necessário, portanto, oferecer condições para que os alunos com mais dificuldades alcancem rapidamente o nível desejado para ter um melhor aproveitamento no curso escolhido. Para isso, recomenda-se que se firme um convênio entre o Colegiado de Letras e o Curso Livre da UFPA ou que se crie um núcleo de aceleração da aprendizagem7, por meio do qual cada aluno, de acordo com seu ritmo, possa desenvolver as competências e habilidades necessárias para um bom desempenho em sala de aula.

3.2 O PROFESSOR


Atualmente o Curso de Letras conta com a seguinte distribuição de docentes em seus dois departamentos - Departamento de Língua e Literaturas Vernáculas (DELIVER) e Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras (DLLE):



Titulação

DELIVER

DLLE

Total

Graduados

-

6

6

Especialistas

4

3

7

Mestres

14

12

26

Doutores

17

7

24

Total

35

28

63

Neste projeto do novo currículo dos Cursos de Letras, prevê-se, seguindo orientações do Conselho Nacional de Educação8, a formação continuada dos professores dos cursos de graduação por meio de seminários, palestras, encontros etc. Os professores de Letras, enquanto “formadores”, deverão tentar articular de forma equilibrada “teoria e prática”, evitando os dois extremos: “conteudismo” e “pedagogismo”.

Para discutir a adequação de sua metodologia às atividades aqui propostas, os professores poderão promover seminários, mesas redondas, palestras etc. Sugere-se dedicar um período da semana — uma manhã ou tarde livre — para a realização dessas atividades. Outra possibilidade, não excluindo a primeira, é a de se promoverem esses eventos durante o recesso universitário.

3.3 A INFRA-ESTRUTURA


O Curso de Letras conta, atualmente, com 16 salas de aula para atender alunos nos turnos matutino e vespertino-noturno, localizadas nos pavilhões G, H, I, J, L, e 12 salas no prédio do Centro de Letras e Artes para atender alunos de língua estrangeira. Conta, também, com 2 laboratórios de informática – um do DLLV e outro do DLLE – com 10 computadores cada um. A falta de assistência técnica sistemática, no entanto, impede a utilização dos laboratórios em toda a sua capacidade. O departamento de línguas estrangeiras conta, ainda, com uma Sala de Leitura cujo acesso é permitido aos alunos para consulta e empréstimo de livros.

Recentemente foi instalado um laboratório para ensino de línguas com 48 cabines, com possibilidade de uso simultâneo para duas turmas, que poderá ser utilizado também para a prática de transcrição fonética. Com a criação de uma sala multimeios em um dos pavilhões do Campus Básico I, espera-se resolver as dificuldades de algumas disciplinas, cujos professores se ressentem da falta de espaço para o desenvolvimento de atividades, tais como prática de transcrição fonética, uso de vídeos, datashow. A ampliação do laboratório de informática do DLLV será mais um passo para a oferta de melhores condições de trabalho a alunos e professores.

As salas de aula localizadas nos pavilhões G, H, I, J, L estão passando por reformas para solucionar problemas de acesso, tendo em vista atender aos portadores de necessidades especiais, bem como solucionar problemas de iluminação, ventilação e mobiliário.

Entretanto, o espaço físico destinado ao Curso de Letras é o mesmo de 1971, ano em que o curso foi transferido para o então Núcleo Pioneiro do Guamá e contava com um número muito menor de alunos. Com a implantação do novo currículo, que prevê entrada diferenciada para as quatro habilitações e turmas com não mais do que 30 alunos em determinadas atividades, o curso precisará certamente de mais espaço para seu funcionamento. Problema que poderá ser sanado com a execução do projeto de ampliação do espaço físico destinado ao curso de Letras.

O curso também tem enfrentado problemas em relação ao acervo bibliográfico da Biblioteca Central. Os alunos de Letras dependem muitas vezes das bibliotecas particulares de seus professores, que se dispõem a fazer fotocópias de seus livros (prática que, além de ilegal, é danosa à vida útil dos livros). O acervo da Biblioteca Central precisa ser, urgentemente, ampliado e atualizado. Espera-se que, com a alocação das verbas de que se têm notícias, isso venha a acontecer e resolver, pelo menos em parte, essa deficiência do curso.



1   2   3   4   5   6   7   8   9   ...   17


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal