Lidiane peixoto dos reis



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8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALKMIM, Tânia M. sociolinguística In MUSSALIN, F & BENTES, A.C (orgs). Vol. 1 Introdução à linguística. Domínios e Fronteiras. 4ª ed. São Paulo, Cortez, 2004.

ANDRADE, Carlos Drummond de.(1974) Procura de Poesia. In: _______. Reunião: 10 livros de poesia. Rio de Janeiro. Editora José Olympio.

BAGNO, Marcos. A Norma Oculta, Língua e poder na sociedade brasileira. São Paulo: Parábola editorial, 2003.

______________. Preconceito Linguístico, o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 2006.

______________. Não é errado falar assim! Em defesa do português brasileiro. São Paulo: Parábola editorial, 2009.

BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna. A sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola editorial, 2004.

_______________. Nós cheguemu na escola, e agora? 2. ed. São Paulo: Parábola, 2006.

BRASIL, Censo da educação básica: 2012 – resumo técnico. – Brasília : Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2013.

BRASIL, Cristiane Costa. História da Alfabetização de Adultos: de 1960 até os dias de hoje. Disponível em: http://www.ucb.br/sites/100/103/TCC/12005/CristianeCostaBrasil.pdf . Acesso em: 22/09/2013.

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CALVET, Louis – Jean. Sociolinguística, uma introdução crítica. São Paulo: Parábola editorial, 2002.

CATARINO, Dilson. Variação Linguística. Disponível em: http://www.gramaticaonline.com.br/texto/1045/Variação_Linguística . Acesso em: 22/09/2013.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 12ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

____________. Pedagogia do Oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GADOTTI, Moacir, ROMÃO, José E. Educação de jovens e adultos: teoria, prática e proposta – 6. Ed.- São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2003.

LAURINDO, Eliane. Reflexão do Texto: Para Entender a Mudança Política. Disponível em: http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Reflex%C3%A3o-Sobre-o-Texto-Para-Entender/24198.html. Acesso em: 13/01/2014.

LOBATO, Monteiro. Emília no País da Gramática. São Paulo, 1934

LOPES, Selva Paraguassu. SOUZA, Luzia Silva. EJA. Uma educação possível ou mera utopia? Disponível em: http://www.cereja.org.br/pdf/revista_v/Revista_SelvaPLopes.pdf Acesso em: 18/09/2013.

LUDKE, M.; André, M. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

MENDONÇA, Jéssica Teixeira de. O ensino de língua portuguesa e a sua relação com a inclusão/exclusão social. Disponível em: http://www.ileel.ufu.br/anaisdosielp/pt/arquivos/sielp2012/578.pdf. Acesso em: 31/05/2013.

MUSSALIM, Fernanda, BENTES, Anna Christina (orgs). Introdução à linguística. Domínios e fronteiras. S.Paulo: Cortez, 2006.

OLIVEIRA, Inês Barbosa de, PAIVA, Jane (orgs). Educação de Jovens e Adultos. Rio de Janeiro: DP&A editora, 2004.

POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas: Mercado de Letras: ABL, 1998.

SECAD, Sala de aula como espaço de vivência e aprendizagem, Brasília, 2006.

SOARES, Leôncio. Aprendendo com a diferença – estudos e pesquisas em educação de jovens e adultos. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

SOARES, Magda. Linguagem e Escola. Uma perspectiva social. São Paulo: Editora ética, 2008.

ZUNTI, Maria Lúcia Grossi Corrêa. A Educação de Jovens e Adultos promovida pelo MOBRAL e a Fundação Educar no Espírito Santo, de 1970 a 1990: uma análise dos caminhos percorridos entre o legal e o real. Vitória, 2000.



9. ANEXOS

ANEXO 01


“Emília no País da Gramática” (Monteiro Lobato, 1934)
“Numa conversa com as crianças do Sítio do Pica-pau Amarelo, a velha Dona Etimologia lhes diz (pp. 100-101)

[...] Uma língua não pára nunca. Evolui sempre, isto é, muda sempre. Há certos gramáticos que querem fazer a língua parar num certo ponto, e acham que é erro dizermos de modo diferente do que diziam os clássicos.

- Quem vem a ser clássicos? – perguntou a menina [Narizinho].

- Os entendidos chamam clássicos aos escritores antigos, como padre Antônio Vieira, Frei Luís de Sousa, o padre Manuel Bernardes e outros. Para os carranças, quem não escreve como eles está errado. Mas isso é curteza de vistas. Esses homens foram bons escritores no seu tempo. Se aparecessem agora seriam os primeiros a mudar, ou a adotar a língua de hoje, para serem entendidos. A língua variou muito e sobretudo aqui na cidade nova [o Brasil]. Inúmeras palavras que na cidade velha [Portugal] querem dizer uma coisa, aqui dizem outra. [...] Também no modo de pronunciar as palavras existem muitas variações. Aqui, todos dizem PEITO; lá, todos dizem PAITO, embora escrevam a palavra da mesma maneira. Aqui, se diz TENHO e lá se diz TANHO. Aqui se diz VERÃO e lá se diz V’RÃO.

- Também eles dizem por lá VATATA, VACALHAU, BACA, VESOURO – lembrou Pedrinho.

- Sim, o povo de lá troca o V pelo B e vice-versa.

- Nesse caso, aqui nesta cidade se fala mais direito do que na cidade velha – Concluiu Narizinho.

- Por quê? Ambas têm direito de falar como quiserem, e portanto ambas estão certas. O que sucede é que uma língua, sempre que muda de terra, começa a variar muito mais depressa do que se não tivesse mudado. Os costumes são outros, a natureza é outra – as necessidades de expressão tornam-se outras. Tudo junto força a língua que emigra a adaptar-se à sua nova pátria.

A língua desta cidade [Brasil] está ficando um dialeto da língua velha. Com o correr dos séculos é bem capaz de ficar tão diferente da língua velha como esta ficou diferente do latim. Vocês vão ver.”

ANEXO 02
Eu venho de campos, subúrbios e vilas,

Sonhando e cantando, chorando nas filas

Seguindo a corrente sem participar

Me falta a semente do ler e contar

Eu sou brasileiro anseio um lugar

Suplico que parem pra ouvir meu cantar:

Você também é responsável, então me ensine a escrever

Eu tenho a minha mão domável, eu sinto a sede do saber
Do saber, do saber
Eu venho de campos, tão ricos, tão lindos

Cantando e chamando. São todos bem-vindos

A nação merece maior direção. Marchemos pra luta

De lápis na mão;

Eu sou brasileiro, anseio um lugar, suplico que parem pra ouvir meu cantar:

Você também é responsável

Então me ensine a escrever

Eu tenho a minha mao domável, eu sinto a sede do saber


Do saber, do saber

Do saber, do saber


Você também é responsável – Dom e Ravel -

ANEXO 3



ANEXO 4
Entrevista com a professora.


- Como iniciou seu interesse em trabalhar com alfabetização de jovens e adultos?

“Começou depois que me aposentei. Pensei em ser explicadora, mas não quis ter muitas cobranças, queria trabalhar com adultos, que para mim é muito melhor.”

- Há quanto tempo você leciona aqui?

Trabalho aqui há 10 anos.”

- Que dificuldades os estudantes encontram para concluir seus estudos?

São muitas!! O primeiro deles é o cansaço. Muitos desistem por trabalharem o dia inteiro e não encontram forças físicas para estar na escola. Normalmente as mulheres desistem com mais facilidade por ainda terem que desempenharem o papel de dona de casa, além de trabalhar, então vir para a escola fica muito difícil. Um outro motivo que eles têm dificuldade é pagar a passagem de ônibus para vir. Nem todos têm “cartão do idoso” ou “rio card”, então pagar passagem fica muito difícil.”

- Com os alunos que têm dificuldade, como é feito esse trabalho paralelamente aos que já têm domínio da leitura e escrita?



“Eu costumo dividir a turma. Quando tinha dois quadros aqui na sala, eu trabalhava com exercícios diferentes, um quadro era pra quem ainda estava no começo e no outro quadro os que já tinham mais domínio. Hoje, como temos somente um quadro branco, como ele é muito pequeno, preciso escolher, não tem jeito. Trabalho uma atividade com um grupo com mais dificuldade e os que já têm o domínio da leitura, coloco-os para ler um texto, normalmente livros.”

- Como você lida com as diferentes formas de falar dos alunos?



“Os deixo bem à vontade. Aqui cada um fala de um jeito, e eu respeito.”

- Se algum aluno fala “errado”, como você o aborda na sala de aula?



“Não corrijo. Como disse, deixo-os bem à vontade. Às vezes tento consertar, tenho até um exemplo de uma ex-aluna, que ela vivia falando “surrasco” ao invés de “churrasco”. Eu vivia alertando - Fulana, é churrasco e não “surrasco”. Quando vi, eu estava falando “surrasco” igual a ela! (risos).

Eu penso dessa forma: Ela aprendeu a falar assim, não importa como e onde. Ela sempre vai falar “surrasco”, e de tanto eu corrigir, eu que acabei aprendendo a falar errado. Se eu ficar corrigindo, talvez ela fique até com vergonha de falar.”




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