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LINK RESUMO

Resumo

O Resumo alcança maior visibilidade e distribuição do que o artigo em si, por isto deve conter as informações essenciais do artigo. Nos CSP a extensão do Resumo é restrita a 1.700 caracteres (incluindo espaços), o que torna a sua elaboração um desafio.

O Resumo é escrito depois do artigo pronto, mas não é corte e cola de frases soltas. É um sumário do que tem de mais importante, e deve atrair o leitor para o artigo completo. Frequentemente é a única parte do artigo que é lida. CSP não adota resumo estruturado, pois é grande a variedade de tipos de artigos recebidos. Em geral, o Resumo deve conter o objetivo, o método, os principais resultados e conclusão.

Na conclusão evite jargões do tipo “mais pesquisas são necessárias sobre o tema”, “os resultados devem ser considerados com cautela” ou “os resultados deste estudo podem ser úteis para a elaboração de estratégias de prevenção”. No final do Resumo descreva em uma frase sua conclusão sobre em que termos seus resultados ajudaram a responder aos objetivos do estudo. Procure indicar a contribuição dos resultados desse estudo para o conhecimento acerca do tema pesquisado.


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LINK 3 REVISÃO
Revisão:

Revisão crítica da literatura sobre temas pertinentes à Saúde Coletiva (máximo de 8.000 palavras e 5 ilustrações).


As revisões sistemáticas devem seguir um delineamento metodológico próprio, partindo de uma pergunta específica, definindo uma estratégia de busca bibliográfica adequada e que possa ser replicada, estabelecendo critérios de inclusão e exclusão de estudos relevantes, avaliando o risco de viés dos estudos incluídos na revisão e, finalmente, promovendo uma síntese das evidências encontradas, incluindo suas implicações e limitações, de modo a apontar para caminhos futuros de condutas profissionais, políticas públicas e/ou de investigação. Recomendamos enfaticamente que as revisões sistemáticas sigam as diretrizes delineadas pelo checklist do PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses, http://www.prisma-statement.org/).

A seleção das bases de dados a serem pesquisadas deve ser compatível com o objeto da revisão sistemática. Por exemplo, para buscas sobre temas gerais de medicina esperamos a inclusão, ao menos, das bases MEDLINE e EMBASE. As revisões sobre temas relacionados à enfermagem, psicologia/psiquiatria e medicina complementar deveriam examinar também as bases CINAHL, PsycINFO e AMED, respectivamente. Mais detalhes sobre a seleção de bases de dados, bem como outros aspectos metodológicos para o bom desenvolvimento de revisões sistemáticas, podem ser encontrados em http://www.york.ac.uk/inst/crd/pdf/Systematic_Reviews.pdf e http://handbook.cochrane.org/.

A avaliação da qualidade/risco de viés dos estudos incluídos nas revisões sistemáticas representa um passo muito importante para este tipo de revisão. Para a avaliação dessa dimensão de ensaios clínicos recomendamos o instrumento desenvolvido pela Cochrane Collaboration. Já para a avaliação da qualidade/risco de viés de estudos observacionais incluídos nas revisões sistemáticas recomendamos um dos seguintes instrumentos: a) Effective Public Health Practice Project Quality Assessment Tool for Quantitative Studies; ou b) Research Triangle Institute item Bank (http://www.effectivehealthcare.ahrq.gov/ehc/products/414/1612/RTI-item-bank-bias-precision-130805.pdf).

Temos especial interesse em revisões que abordem intervenções em Saúde Pública, incluindo o cuidado de saúde. Reconhecemos que esse campo está em processo de desenvolvimento e que ainda há diversas questões relativas à melhor forma de conduzir tais estudos que requerem amadurecimento. Esse fato será levado em consideração durante a avaliação desse tipo de revisão que desejamos fomentar. Sugerimos ainda como possíveis referências para autores interessados nesse tipo de investigação o capítulo 3 do livro “Systematic Reviews: CRD’s guidance for undertaking review in health care” http://www.york.ac.uk/inst/crd/pdf/Systematic_Reviews.pdf> e o material “Finding What Works in Health Care: Standards for Systematic Reviews” do Institute of Medicine.

Por outro lado, também temos interesse em outras formas de revisão – narrativas e integrativas – as quais devem promover uma visão abrangente sobre um tópico ligado ao campo da Saúde Pública. Espera-se que essas revisões construam sínteses sobre os desenvolvimentos recentes, estado-da-arte, os dilemas e as lacunas de conhecimento associados ao tema abordado.

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LINK 4 ENSAIOS

Ensaios
O Ensaio acadêmico é um texto original que desenvolve um argumento sobre temática bem delimitada, podendo ter até 8000 palavras. Deverá apresentar um título, resumo de 300 caracteres, Introdução, corpo do texto, Conclusões e Bibliografia. O autor poderá defender uma tese sobre a temática escolhida ou responder a uma pergunta. Tanto a tese quanto a pergunta deverão ter sua relevância e originalidade fundamentadas em um diálogo com o estado-da-arte sobre a temática já na Introdução. As seções que compõem o ensaio são livres, porém devem guardar coerência entre si contendo a sequência de argumentos que sustentam a tese ou que subsidiam a resposta à pergunta formulada. A argumentação deverá, preferencialmente, ser apoiada por referenciais teóricos e/ou trabalhos empíricos publicados. Deve haver uma conclusão ou comentários finais conclusivos em relação à pergunta formulada.


LINK 5 QUESTÕES METODOLÓGICAS

Questões Metodológicas

Para esta seção serão considerados artigos completos de pesquisa inédita e também artigos de revisão cujo foco é a análise, comparação ou desenvolvimento metodológico voltados para pesquisa em saúde coletiva.

Um artigo típico seria a proposta de uma nova metodologia para realizar a análise de dados. Deve conter uma boa justificativa para a proposição e descrever comparações com outros métodos disponíveis para o tipo de análise em questão. As comparações podem ser feitas tanto com dados simulados, de preferência como um estudo de validação do método, quanto com dados reais que servirão de exemplos para que os leitores tenham uma ideia de como a metodologia pode ser empregada no mundo real, e também possíveis dificuldades.

Os artigos de revisão devem abordar assuntos atuais e relevantes para a área, preferencialmente abordando algum conjunto de metodologias que possam ser agrupadas e comparadas, apontando qualidades e limitações de cada uma e fazendo recomendações quanto ao uso adequado das mesmas. Exemplos devem ser fornecidos também para que o leitor possa ter ideia dos usos no dia a dia.

Artigos do tipo 'tutorial' também podem ser considerados quando estes tratarem da implementação de metodologias não triviais, de preferência em programas ou linguagens de programação de código aberto.

Outra possível modalidade é uma Comunicação Breve que para esta seção terá o teor de uma nota técnica, abordando algum detalhe metodológico ou implementação breve de alguma ferramenta que seja relevante o suficiente, mas sem conteúdo para um artigo completo. Os artigos que abordam apenas as etapas iniciais da validação de instrumentos de aferição devem ser submetidos nesse formato.

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LINK 2 PESQUISA ETIOLÓGICA
Artigos qualitativos

As metodologias qualitativas representam um conjunto amplo e diversificado de procedimentos interpretativos comprometidos com a análise dos significados das ações sociais e das experiências humanas. Seus métodos atravessam distintos campos disciplinares e, portanto, apresentam diferentes parâmetros para aferir a qualidade e as “boas práticas” de pesquisa.

Traçamos aqui um roteiro básico das informações e critérios científicos que consideramos importantes para um artigo que aporte métodos qualitativos. Antes de enviar seu texto reflita sobre essas indagações. Embora não seja uma listagem de itens universais ou obrigatórios, a maioria refere a questões muito relevantes.
Adequação aos propósitos de análise qualitativa

- O artigo explora os processos sociais a fim de compreender os significados, sentidos das ações e experiências?

- O objeto de pesquisa é claramente contextualizado?

Quadro teórico

- O artigo apresenta diálogo com alguma teoria ou reflexão teórica das Ciências Sociais e Humanas em suas interfaces com a Saúde Coletiva?

- Há perguntas que orientem a busca investigativa?

Metodologia

- O artigo explicita o(s) tipo(s) de método(s) empregado(s), seus princípios e sua adequação ao objeto de estudo?

- Os acervos utilizados em pesquisas qualitativas são muito diversificados (entrevistas, conversas, observações, fotos, músicas, documentos oficiais etc.). Em qualquer caso, a justificativa para a eleição da referida fonte e os critérios de seleção estão definidos?

- Os critérios para escolha do campo de pesquisa e dos sujeitos estão demarcados? Tais critérios são coerentes com os propósitos do estudo?

- As técnicas para a coleta (construção) dos dados são descritas e suas eventuais limitações explicitadas?

- O critério para definir o número de registros tomados para análise (número de entrevistas, de observações ou outros documentos) é descrito?

- As relações, posições e mediações entre pesquisador e os sujeitos do estudo e suas possíveis influências nos resultados são mencionadas (reflexividade)?

- O tratamento do material e os procedimentos de análise são minuciosamente detalhados? 

- As etapas do processo interpretativo são assinaladas? São descritas as categorizações, agrupamentos, comparações etc.?

- As categorias empregadas para análise (caso existam) são apresentadas?



Resultados e Discussão

- Os resultados apresentados são claros e coerentes com os objetivos do estudo?

- Há equilíbrio entre os resultados apresentados e os distintos objetivos listados?

- Os resultados apresentados trazem informações relevantes e contextualizadas?

- São elucidativos para melhor compreender ou “responder” às perguntas do estudo? – Os resultados contribuem para a ampliação do conhecimento ou restringem-se ao nível da confirmação de estudos anteriores?

- As evidências empíricas para as interpretações feitas são apresentadas (citações, trechos de diários de campo, entre outros) de forma adequada e suficiente?

- As interpretações são demarcadas, distinguindo-se do nível descritivo?

- As interpretações apresentadas dialogam com a literatura da área de forma adequada, atualizada e suficiente?

- As conclusões encontram respaldo nos resultados do artigo?

LINK 1 METODOLOGIA QUALITATIVA
Artigos quantitativos
Ex: Estudo etiológico


Resumo

Um resumo deve conter fundamentalmente os objetivos do estudo, uma descrição básica dos métodos empregados, os principais resultados e uma conclusão.

A não ser quando estritamente necessário, evite usar o espaço do resumo para apresentar informações genéricas sobre o estado-da-arte do conhecimento sobre o tema de estudo, estas devem estar inseridas na seção de Introdução do artigo.

Na descrição dos métodos, apresente o desenho de estudo e priorize a descrição de aspectos relacionados à população de estudo, informações básicas sobre aferição das variáveis de interesse central (questionários e instrumentos de aferição utilizados) e técnicas de análise empregadas.

A descrição dos resultados principais deve ser priorizada na elaboração do Resumo. Inclua os principais resultados quantitativos, com intervalos de confiança, mas seja seletivo, apresente apenas aqueles resultados essenciais relacionados diretamente ao objetivo principal do estudo.

Na conclusão evite jargões do tipo “mais pesquisas são necessárias sobre o tema”, “os resultados devem ser considerados com cautela” ou “os resultados deste estudo podem ser úteis para a elaboração de estratégias de prevenção”. No final do Resumo descreva em uma frase sua conclusão sobre em que termos seus resultados ajudaram a responder aos objetivos do estudo. Procure indicar a contribuição dos resultados desse estudo para o conhecimento acerca do tema pesquisado.


Introdução

Na Introdução do artigo o autor deve, de forma clara e concisa, indicar o estado do conhecimento científico sobre o tema em estudo e quais as lacunas ainda existentes que justificam a realização desta investigação. Ou seja, descreva o que já se sabe sobre o assunto e por que essa investigação se justifica. É na Introdução que a pergunta de investigação deve ser claramente enunciada. É com base nessa pergunta que também se explicita o modelo teórico.

Para fundamentar suas afirmações é preciso escolher referências a serem citadas. Essas referências devem ser artigos originais ou revisões que investigaram diretamente o problema em questão. Evite fundamentar suas afirmações citando artigos que não investigaram diretamente o problema, mas que fazem referência a estudos que investigaram o tema empiricamente. Nesse caso, o artigo original que investigou diretamente o problema é que deve ser citado. O artigo não ficará melhor ou mais bem fundamentado com a inclusão de um número grande de referências. O número de referências deve ser apenas o suficiente para que o leitor conclua que são sólidas as bases teóricas que justificam a realização da investigação.

Se for necessário apresentar dados sobre o problema em estudo, escolha aqueles mais atuais, de preferência obtidos diretamente de fontes oficiais. Evite utilizar dados de estudos de caráter local, principalmente quando pretende-se apresentar informações sobre a magnitude do problema. Dê preferência a indicadores relativos (por exemplo, prevalências ou taxas de incidência) em detrimento de dados absolutos.

Não é o tamanho da Introdução que garante a sua adequação. Por sinal, uma seção de Introdução muito longa provavelmente inclui informações pouco relevantes para a compreensão do estado do conhecimento específico sobre o tema. Uma Introdução não deve rever todos os aspectos referentes ao tema em estudo, mas apenas os aspectos específicos que motivaram a realização da investigação. Da mesma forma, não há necessidade de apresentar todas as lacunas do conhecimento sobre o tema, mas apenas aquelas que você pretende abordar por meio de sua investigação.

Ao final da seção de Introdução apresente de forma sucinta e direta os objetivos da investigação. Sempre que possível utilize verbos no infinitivo, por exemplo, “descrever a prevalência”, “avaliar a associação”, “determinar o impacto”.


Métodos

A seção de Métodos deve descrever o que foi planejado e o que foi realizado com detalhes suficientes para permitir que os leitores compreendam os aspectos essenciais do estudo, para julgarem se os métodos foram adequados para fornecer respostas válidas e confiáveis e para avaliarem se eventuais desvios do plano original podem ter afetado a validade do estudo.

Inicie essa seção apresentando em detalhe os principais aspectos e características do desenho de estudo empregado. Por exemplo, se é um estudo de coorte, indique como esta coorte foi concebida e recrutada, características do grupo de pessoas que formam esta coorte, tempo de seguimento e status de exposição. Se o pesquisador realizar um estudo caso-controle, deve descrever a fonte de onde foram selecionados casos e controles, assim como as definições utilizadas para caracterizar indivíduos como casos ou controles. Em um estudo seccional, indique a população de onde a amostra foi obtida e o momento de realização do inquérito. Evite caracterizar o desenho de estudo utilizando apenas os termos “prospectivo” ou “retrospectivo”, pois não são suficientes para se obter uma definição acurada do desenho de estudo empregado.

No início dessa seção indique também se a investigação em questão é derivada de um estudo mais abrangente. Nesse caso, descreva sucintamente as características do estudo e, se existir, faça referência a uma publicação anterior na qual é possível encontrar maiores detalhes sobre o estudo.

Descreva o contexto, locais e datas relevantes, incluindo os períodos de recrutamento, exposição, acompanhamento e coleta de dados. Esses são dados importantes para o leitor avaliar aspectos referentes à generalização dos resultados da investigação. Sugere-se indicar todas as datas relevantes, não apenas o tempo de seguimento. Por exemplo, podem existir datas diferentes para a determinação da exposição, a ocorrência do desfecho, início e fim do recrutamento, e começo e término do seguimento.

Descreva com detalhes aspectos referentes aos participantes do estudo. Em estudos de coorte apresente os critérios de elegibilidade, fontes e métodos de seleção dos participantes. Especifique também os procedimentos utilizados para o seguimento, se foram os mesmos para todos os participantes e quão completa foi a aferição das variáveis. Se for um estudo de coorte pareado, apresente os critérios de pareamento e o número de expostos e não expostos. Em estudos caso-controle apresente os critérios de elegibilidade, as fontes e os critérios utilizados para identificar, selecionar e definir casos e controles. Indique os motivos para a seleção desses tipos de casos e controles. Se for um estudo caso-controle pareado, apresente os critérios de pareamento e o número de controles para cada caso. Em estudos seccionais, apresente os critérios de elegibilidade, as fontes e os métodos de seleção dos participantes.

Defina de forma clara e objetiva todos as variáveis avaliadas no estudo: desfechos, exposições, potencial confundidores e modificadores de efeito. Deixe clara a relação entre modelo teórico e definição das variáveis. Sempre que necessário, apresente os critérios diagnósticos. Para cada variável, forneça a fonte dos dados e os detalhes dos métodos de aferição (mensuração) utilizados. Quando existir mais de um grupo de comparação, descreva se os métodos de aferição foram utilizados igualmente para ambos.

Especifique todas as medidas adotadas para evitar potenciais fontes de vieses. Nesse momento deve-se descrever se os autores implementaram algum tipo de controle de qualidade na coleta de dados, e se avaliaram variabilidade das mensurações obtidas por diferentes entrevistadores/aferidores.

Explique com detalhes como o tamanho amostral for determinado. Se a investigação em questão utiliza dados de um estudo maior, concebido para investigar outras questões, é necessário avaliar a adequação do tamanho da amostra efetivo para avaliar a questão em foco mediante, por exemplo, o cálculo do seu poder estatístico.

Explique como foram tratadas as variáveis quantitativas na análise. Indique se algum tipo de transformação (por exemplo, logarítmica) foi utilizada e por quê. Quando aplicável, descreva os critérios e motivos utilizados para categorizá-las.

Descreva todos os métodos estatísticos empregados, inclusive aqueles usados para controle de confundimento. Descreva minuciosamente as estratégias utilizadas no processo de seleção de variáveis para análise multivariada. Descreva os métodos usados para análise de subgrupos e interações. Se interações foram avaliadas, optou-se por avaliá-las na escala aditiva ou multiplicativa? Por quê? Explique como foram tratados os dados faltantes (“missing data”). Em estudos de coorte indique se houve perdas de seguimento, sua magnitude e como o problema foi abordado. Algum tipo de imputação de dados foi realizado? Em estudos caso-controle pareados informe como o pareamento foi considerado nas análises. Em estudos seccionais, se indicado, descreva como a estratégia de amostragem foi considerada nas análises. Descreva se foi realizado algum tipo de análise de sensibilidade e os procedimentos utilizados.
Resultados

A seção de Resultados deve ser um relato factual do que foi encontrado, devendo estar livre de interpretações e ideias que refletem as opiniões e pontos de vista dos autores. Nessa seção deve-se apresentar aspectos relacionados ao recrutamento dos participantes, uma descrição da população do estudo e os principais resultados das análises realizadas.

Inicie descrevendo o número de participantes em cada etapa do estudo (exemplo: número de participantes potencialmente elegíveis, incluídos no estudo, que terminaram o acompanhamento e efetivamente analisados). A seguir descreva os motivos para as perdas em cada etapa. Apresente essas informações separadamente para os diferentes grupos de comparação. Avalie a pertinência de apresentar um diagrama mostrando o fluxo dos participantes nas diferentes etapas do estudo.

Descreva as características sociodemográficas e clínicas dos participantes e informações sobre exposições e potenciais variáveis confundidoras. Nessas tabelas descritivas não é necessário apresentar resultados de testes estatísticos ou valores de p.

Indique o número de participantes com dados faltantes para cada variável de interesse. Se necessário, use uma tabela para apresentar esses dados.

Em estudos de coorte apresente os tempos total e médio (ou mediano) de seguimento. Também pode-se apresentar os tempos mínimo e máximo, ou os percentis da distribuição. Deve-se especificar o total de pessoas-anos de seguimento. Essas informações devem ser apresentadas separadamente para as diferentes categorias de exposição.

Em relação ao desfecho, apresente o número de eventos observados, assim como medidas de frequência com os respectivos intervalos de confiança (por exemplo, taxas de incidência ou incidências acumuladas em estudos de coorte ou prevalências em estudos seccionais). Em estudos caso-controle, apresente a distribuição de casos e controles em cada categoria de exposição (números absolutos e proporções).

No que tange aos resultados principais da investigação, apresente estimativas não ajustadas e, se aplicável, as estimativas ajustadas por variáveis confundidoras, com os seus respectivos intervalos de confiança. Quando estimativas ajustadas forem apresentadas, indique quais variáveis foram selecionadas para ajuste e quais critérios utilizou para selecioná-las.

Nas situações em que se procedeu a categorização de variáveis contínuas, informe os pontos de corte utilizados e os limites dos intervalos correspondentes a cada categoria. Também pode ser útil apresentar a média ou mediana de cada categoria.

Quando possível, considere apresentar tanto estimativas de risco relativo como diferenças de risco, sempre acompanhadas de seus respectivos intervalos de confiança.

Descreva outras análises que tenham sido realizadas (por exemplo, análises de subgrupos, avaliação de interação, análise de sensibilidade).

Dê preferência a intervalos de confiança em vez de valores de p. De qualquer forma, se valores de p forem apresentados (por exemplo, para avaliar tendências), apresente os valores observados (por exemplo, p = 0,031 e não apenas uma indicação se o valor está acima ou abaixo do ponto crítico utilizado (exemplo, > ou < que 0,05). Lembre-se que valores de p serão sempre acima de zero, portanto, por mais baixo que ele seja, não apresente-o como zero (p = 0,000) e sim como menos do que um certo valor (p < 0,001).

Evite o uso excessivo de casas decimais.
Discussão

A seção de Discussão deve abordar as questões principais referentes à validade do estudo e o significado do estudo em termos de como seus resultados contribuem para uma melhor compreensão do problema em questão.

Inicie sintetizando os principais achados relacionando-os aos objetivos do estudo. Não deve-se reproduzir os dados já apresentados na seção de Resultados, apenas ajudar o leitor a recordar os principais resultados e como eles se relacionam com os objetivos da investigação.

Discuta as limitações do estudo, particularmente as fontes potenciais de viés ou imprecisão, discutindo a direção e magnitude destes potenciais vieses. Apresente argumentos que auxiliem o leitor a julgar até que pontos esses potenciais vieses podem ou não afetar a credibilidade dos resultados do estudo.



O núcleo da seção de Discussão é a interpretação dos resultados do estudo. Interprete cautelosamente os resultados, considerando os objetivos, as limitações, a realização de análises múltiplas e de subgrupos, e as evidências científicas disponíveis. Nesse momento, deve-se confrontar os resultados do estudo com o modelo teórico descrito e com outros estudos similares, indicando como os resultados do estudo afetam o nível de evidência disponível atualmente.

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