Livros e Documentos Esotéricos Samael Aun Weor



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Livros e Documentos Esotéricos
Samael Aun Weor
Olhando o Mistério

PREFÁCIO DE:


GARHGA CUICHINES
Olhando o Mistério é uma obra simples e interessante que escreveu o Mestre Samael Aun Weor para chegar às massas que desejosas buscam o caminho da Redenção para os seus múltiplos problemas, aqui encontrará o leitor simples, um material especial que o levará paulatinamente ao despertar de sua consciência, ou seja o tesouro maravilhoso que todo o ser humano tem armazenado como conhecimento vivido dentro de seu próprio ser, que não pode conhecer porque o conhecimento que recebe dos sistemas actuais só lhe serve para se comunicar com os de seu próprio Idioma e ganhar a vida para sobreviver.
Se as pessoas sentem grande perigo para se aconselhar com pessoas desconhecidas, se as mães sentem temor de entregar as suas filhas a pessoas que desconhecem, como não será o facto de receber conselhos de desencarnados que não estão vendo, sobre tudo por desconhecimento absoluto do mais além.
O Mediunismo constitui um grande perigo para as pessoas que o praticam, mais de 40 anos de observação nos permitem chegar à conclusão de que é perigoso para a maioria das pessoas que o praticam, há muitos sistemas para recorrer aos defuntos para os chamar e buscar muitas vezes a sua direcção e serviço.
Dispomos de cinco sentidos para nos pôr-mos em contacto com tudo o que sucede dentro e fora de nós, os nossos sentidos são da mesma qualidade moral da pessoa que os leva, se somos mentirosos, se mentimos permanentemente como um costume, os sentidos também serão mentirosos e nos informam mal.
Que despropósito, as pessoas querem que se lhes diga a verdade e eles mentindo, buscam Deus que é pura verdade e eles mentindo, são dois pólos opostos que não se podem juntar jamais. Para melhorar os nossos sentidos devemos acabar com os defeitos porque eles pioram a qualidade moral e espiritual da nossa personalidade.
Muitas pessoas desprevenidamente se afiliam a escolas espiritistas com nomes pomposos, quando fazem certas práticas, caiem em transe mediúnicos, sendo esses transes deprimentes para a pessoa humana, porque se revolvem, deitam espuma pela boca e coisas similares, logo ao despertar não trazem a recordação do acontecido, e seus superiores festejam o acontecimento, não sabendo que são nesses instantes perfeitos possessos de entidades perigosas, outros dizem que falam línguas porque são possuídos por velhas entidades que pululam em nossa atmosfera, e seus chefes lhes asseguram que receberam o Espírito Santo, quanto despropósito, um fornicário, um ser que perde sua semente voluntária ou involuntariamente imaginar que pode receber o Espírito Santo, não sabem que o que fornica peca contra o Espírito Santo que é fonte de vida. Existe em muitos lares o costume de utilizar tábuas numéricas que numa forma de Jogo utilizam para chamar amigos desencarnados e lhes perguntar tontices, logo se convertem em possessos de entidades perversas e o resultado é a loucura, a idiotice ou coisas similares, mais tarde vão passar a manicómios ou casas de repouso sem resultado satisfatório para os familiares destes. Grandes revistas publicam esses despropósitos para danificar as pessoas, sem embargo a Sabedoria Gnóstica que dispõe de métodos superiores para fazer homens superiores, uma raça superior da que não se nos permite falar porque isso desperta as massas e isso não convém aos Hierarcas das trevas que vivem entre nós.

Se você leitor alguma vez chega até ao conhecimento Gnóstico, não cometa o erro de estar fazendo limpezas a pessoas que acudam a você para se favorecerem, o correcto é que ditas pessoas aprendam a se limpar a si mesmos como aprenderam a limpar seu corpo físico e a se banhar para deixar limpo o seu corpo.


Já fizemos nos começos estas incursões e todavia nos horroriza o resultado para nós, afectado com excesso de peso na cabeça, náuseas, comoções raras no organismo e muitos mal-estares que não se conseguem localizar que nos atormentavam, depois vimos o que acontece aos sacerdotes que apenas recebem dos fiéis os pecados cometidos para eles os perdoar, de maneira que os fiéis pecando e os sacerdotes perdoando-os e jamais puderam alcançar dita tarefa.
Geralmente a mulher boa atribui à bruxaria, o facto de perder o esposo quando outra mulher o retira. O homem é como o marraninho (porquinho): quando alguém lhe coça a barriga ali fica e não se vai nem a pontapés.
Tal parece que ao obter o esposo por meio de um sistema religioso se, se sentirem donas daquele varão, geralmente o mortificam a tal extremo que ao surgir outra mulher que o retira esta quer retê-lo e lhe dá o trato que todo esposo desejaria: afecto, carinho, amor, mimos, etc. Observa caro leitor em teu lar que a menina se apega ao pai porque o vê forte e vigoroso, devido a que a mulher quer protecção, amparo, porque ela por natureza produz amor e o menino se apega mais à mãe porque esta lhe brinda o que ele todavia não produz, o amor que produz a mulher por condição inata. Mais tarde quando os sistemas existentes e a cultura actual corrompem os sentidos da mulher, então manifesta que se “encontro um varão que me queira e me ame, me casarei com ele" quando é ela a que sabe amar e o varão tem vontade e tem força para a defender. A ti se és varão e tens mulher boa, não tenhas ciúmes porque o homem que tem ciúmes da sua esposa, não sabe com que conta, chega a velho sem saber se teve uma jóia por esposa por haver ter tido ciúmes durante toda a sua vida. À mulher há que a cuidar como um vaso frágil e dar a vida por ela chegado o caso, se foi uma companheira para nós, não uma esposa madrasta... para nos mortificar.
A única coisa que nos tira da dor e da amargura é a castidade científica, para a qual há que estudar e pôr em prática o ensinamento que dá o Mestre Samael Aun Weor no livro intitulado “O MATRIMÓNIO PERFEITO” do qual se poderá formar uma raça de superhomens.

JULIO MEDINA V.


Sumum Supremum Santuário
Serra Nevada de Santa Marta.

Capítulo Um


A MORTE
1. - Faz muitos anos quando morreu o meu pai estávamos a velando-o outras pessoas e eu. Ditas pessoas estavam a acompanhar-me quando fiquei adormecida por um momento e de repente vi que meu pai entrou no quarto onde estávamos a velá-lo, levava as suas mãos metidas nas bolsas de suas calças e me perguntou quem tinha morrido, quem era aquele que estava deitado, e eu pensei que era meu pai que acabava de morrer e estava a falar-me. ¿PODERIA DIZER-ME A QUE SE DEVEU ESTE FENÓMENO?
R.- É indispensável compreender que as pessoas jamais na vida se preocupam por despertar Consciência; realmente todas as pessoas do conglomerado social têm a Consciência profundamente adormecida. é obvio que depois da morte; o animal intelectual equivocadamente chamado homem, continua com a sua vida sonhadora; se a algum desencarnado se lhe dissesse que está morto obviamente não acreditaria.
É ostensivo que os desencarnados pensam sempre que estão vivos, pois nada extranho encontram ao morrer. Eles vêem sempre o mesmo sol, as mesmas nuvens, as mesmas aves ensaiando o voo desde os tupidos sauces do jardim.
Os chamados mortos, depois do grande passo, deambulam pelas ruas da cidade ou pelos distintos sectores do subúrbio onde faleceram. Normalmente continuam com seu trabalho quotidiano, e se sentam à mesa em sua casa e até se dão ao luxo de se deitar em seu leito, jamais pensariam que passaram ao Mais Além. Eles se sentem vivendo aqui e agora.
Nestas condições ao ver seu corpo no ataúde, supõem que se trata de outra pessoa, nem remotamente suspeitam que se trata de seu próprio veículo falecido; essa é a crua realidade dos factos; por isso não se estranhe de modo algum de haver tido essa experiência íntima.
2. - ¿A que se deve o temor que sentia minha irmã mais pequena de entrar na habitação onde foi velado meu avô?
R.- Dito temor tem muito de ancestral. Comummente se transmite de pais a filhos; não há ninguém na vida que não o tenha sentido; o mesmo sucede quando penetramos numa caverna tenebrosa ou quando nos encontramos em presença de um fantasma real. A causa Causorum de tudo isto situa-se na psique subjectiva, melhor diríamos na Consciência adormecida.
Quando se desperta Consciência é ostensivo que tais temores desaparecem radicalmente.
3. - ¿Por quê as crianças podem ver um desencarnado e os adultos não? Meu filho mais pequeno viu meu pai recém desencarnado e falava com ele.
R.- Em nome da verdade devemos ser claros e enfatizar certas ideias. Não está de mais dizer que todas os crianças são clarividentes. Disseram-nos que antes de se fechar a fontanela frontal dos recém nascidos, isso que chamam “mollera”, têm as humanas criaturas o poder de ver o supra sensível, aquilo que não pertence ao mundo físico, isso que é invisível para os adultos.
4

Se os seres humanos reconquistassem a inocência na mente e no coração é inquestionável que recuperariam a divina Clarividência, o poder de ver o oculto, o misterioso, o desconhecido.


4. - ¿Quando morremos, não temos o perigo de nos perdermos? ¿Ou alguém nos espera?
R.- ¿Que é isso de nos perdermos distinta dama? ¿Que é isso de nos perdermos
cavalheiros? ¿Até quando vão ter medo? ¿Se perde alguém por acaso em seu casa? Já falei claro e demasiado, já disse que durante os primeiros dias continuamos vivendo na mesma casa onde falecemos e disso há muitos testemunhos.
Ao morrer encontramos aqueles defuntos queridos que se adiantaram, é dizer, nossos parentes e amigos.
5. - ¿Podemos reconhecer esses parentes e amigos que encontramos ao desencarnar?
R.- Tu podes reconhecer tua mãe falecida, teu pai, a teus amigos e parentes; ¿supões que pode alguém desconhecer seus seres queridos?
Tua pergunta é bastante estranha, é obvio que nenhum filho poderia desconhecer a autora de seus dias, é ostensivo que todos temos a capacidade para reconhecer o que conhecemos.
6. - ¿Quando morremos, não sofremos de solidão?
R.- Cada qual é cada qual; o egoísta, aquele que se auto-encerra, o misantropo, aquele que não ama ninguém, é obvio que já aqui mesmo terá que passar pela amargura da solidão;
Depois da morte resulta patético, claro e definido seu doloroso estado solitário na região dos mortos.
7. - De acordo com isso que chamam Destino ¿é certo que temos os dias e as horas contadas?
R.- Distinto cavalheiro, com o maior prazer responderei a sua pergunta. Quando você sai de viagem é inquestionável que leva determinada quantidade de dinheiro para os diversos sistemas de transporte. Obviamente você deve saber gastar seu dinheiro, porque se o mal gasta sua viagem haverá de ser interrompida.
Quero que compreenda que ao vir ao mundo os Anjos do Destino depositam em nossos três cérebros determinado capital de valores vitais. é claro que se os mal gastamos, se acabamos com dita fortuna, a viagem pelo caminho da existência será interrompida prontamente; mas se os poupamos, nossa viagem poderá fazer-se longa e assim chegaremos até a ancianidade.
8. - Me surpreende você com isso dos três cérebros, eu sempre ouvi que temos um cérebro, ¿poderia dizer-me quais são esses outros dois?
R.- Com que então lhe surpreende a você o dos três cérebros... Compreenda-me: entre a caixa craniana temos o cérebro intelectual; na parte superior da espinha dorsal temos o cérebro motor, o centro capital dos movimentos; no plexo solar e demais centros simpáticos está o cérebro de emoções. ¿Me entendeu agora?
9. - ¿Por que sentimos medo ao pensar na morte e por que nos apegamos à vida?
R.- O desejo de viver é muito grande; todos os seres humanos querem viver, estãoapegados à vida sensual. É obvio que a adesão, o apego, o desejo de existência material
nos têm fascinados; nestas condições de nenhuma maneira queremos morrer, temos medo à morte, não queremos deixar de existir.
Se as pessoas baseando-se em compreensão perdessem o desejo de vida material, então o temor à morte desapareceria. Uma pessoa chega a perder tal temor quando compreende a ilusão da existência, quando vê que nada neste mundo é permanente. Passam as ideias, as coisas e as pessoas.
10. - ¿Quando uma pessoa desencarna, Que faz a Alma? ¿Aonde se encontra para voltar a encarnar?
R.- Há que falar claro e compreender; as pessoas têm a mente demasiado dogmatizada; existe deterioração intelectual; já as pessoas não são capazes de se abrir ao novo, de ver o natural, sempre pensam no artificioso e o consideram como patrão de todas as medidas.
Em outros tempos os sentidos humanos não se tinham degenerado todavia. Nas arcaicas épocas de nosso mundo, as pessoas podiam ver os desencarnados, ouvi-los, palpá-los, etc.
Na Lemuria, por exemplo, quando alguém ia desencarnar, cavava sua própria fossa e se deitava nela com a cabeça virada para o Oriente; feliz se despedia de seus parentes e estes sorriam alegres. Quem passava ao Mais Além não ficava invisível para seus parentes; bem podia seguir convivendo com os seus deliciosamente; o ar parecia transparente; na atmosfera se via claramente os espíritos, as almas, as criaturas inocentes da Natureza.
Mas sabemos que na atmosfera, debaixo dessas zonas que pertencem ao tridimensional, ao físico, existem regiões metafísicas, a modo de mundos ou espaços, onde as almas dos mortos vivem antes de voltar a tomar novo corpo.
11. - ¿Por que sempre que sonho com meus parentes defuntos, falo com eles e me afirmam que não morreram e que estão em perfeito estado de saúde?
R.- Distinto cavalheiro, me praz sua pergunta e com o maior gosto lhe respondo. Ante tudoquero que você entenda o que é o processo do sonho. É inquestionável que o sonho é uma
morte pequena, como diz o dito vulgar. Durante as horas em que nosso corpo jaz adormecido no leito, a Alma deambula fora dele, vai a distintos lugares, se põe em contacto com os que faleceram e até se dá ao luxo de falar com eles.
É claro que os mortos jamais crêem que estão mortos porque em sua vida jamais se preocuparam por despertar Consciência; eles sempre pensam de si mesmos que estão vivos; agora se explicará você o motivo pelo qual as almas de seus mortos queridos lhe fazem tais asseverações.
12. - ¿Por quê os espiritualistas têm especial predilecção por chamar ou invocar os defuntos?

R.- Bem, assim o aprenderam eles de seus mestres, Allan Kardec, León Denis, e muitos outros; o grave é que tais autores não investigaram a fundo o osso medular desta questão.


Ante tudo quero, meu estimável cavalheiro, que você saiba que todos os seres humanos têm dentro um “eu”, um Ego, o mim mesmo, o si mesmo.
Por favor não pense que o tal “eu” é o melhor; estude você o “Livro dos Mortos” dos antigos egípcios e compreenderá o que lhe estou dizendo.
¿Você leu o Fausto de Goethe? ¡Ah! Se você conhecera o que é esse Mefistófeles me daria a razão; é inquestionável o carácter tenebroso de Mefistófeles, o Ego, o “eu” o mim mesmo.
Quem se mete no corpo do médium espiritualista é o “eu” do defunto, Ahrimán,
Mefistófeles. É indubitável que tal “eu” personifica todos os nossos defeitos psicológicos, todos os nossos erros.
O Ser do defunto jamais vem a nenhuma sessão de espíritos; distinga você entre o Ser e o “eu”; Quem acode a tais sessões é Satã, o mim mesmo. Quero que você compreenda o que é a Lei de Acção e Consequência; as pessoas que prestam seu corpo, sua matéria aos “eus” dos mortos, a Mefistófeles, a Satã, em seu futuro nascimento terão que padecer muito pela epilepsia.
13. - ¿Poderia você dizer-me que é o Ser?
R.- O Ser é o Ser e a razão de ser do Ser é o próprio Ser; o Ser é O Divinal, a Chispa imortal de todo o ser humano, sem princípio nem fim, terrivelmente divino.
Todavia os seres humanos não possuem essa Chispa dentro de seus corpos, mas se nos santificamos e eliminamos o “eu pecador”, o Mefistófeles, é claro que um dia a Chispa poderá entrar em nossos corpos. Agora o convido a você a compreender o que é o Ser.
14. - Depois da morte ¿Recordamos toda a vida que acaba de passar?
R.- Saiba você senhorita, que depois de haver abandonado o corpo físico todo o defunto revive de forma retrospectiva a vida que acaba de passar.
O desencarnado começará revivendo aqueles instantes que precederam a sua morte; por tal motivo durante os primeiros dias, como já dissemos, viverá entre os seus, em sua casa, em sua aldeia, em seu povo, em sua oficina, em seu trabalho; depois, continuando, viverá em todos aqueles lugares muito anteriores; em cada faceta de sua existência passada repetirá os mesmos dramas, as mesmas palavras, as mesmas cenas, etc. A última parte retrospectiva corresponde aos processos da infância; terminada a retrospecção temos que nos apresentar ante os Tribunais da Justiça Divina; os Anjos da Lei nos julgarão por nossos actos, por nossas obras.
Três caminhos se abrem ante o desencarnado: Primeiro, umas férias nas regiões luminosas do espaço infinito antes de voltar a tomar corpo. Segundo, voltar a uma nova matriz de forma imediata ou depois de algum tempo. Terceiro: entrar nos mundos infernos dentro do interior do planeta em que vivemos.
15. - ¿É possível que essa retrospecção se faça em vida?
R.- Muitas pessoas que estiveram a ponto de morrer afogados, viram passar a sua vida de forma retrospectiva; isto mesmo lhes sucedeu a pessoas que estiveram perto da morte por tal ou qual motivo.
16. - Certo dia, tramitando assuntos de fossas e criptas para sepultar familiares, falando com o administrador do cemitério, de repente fiquei calado e com os olhos desorbitados durante um bom tempo; ele seguiu falando e ao ver que não lhe fazia caso, me perguntou se, se passava algo comigo; ao me falar forte, despertei de meu ensimesmamento e lhe relatei o que me havia acontecido. Resulta que quando deixei de falar comecei a sentir a presença de alguém e ao me virar vi junto a mim a minha sogra recém desencarnada por quem estava eu arranjando os assuntos do cemitério; depois ela sorriu amavelmente e me convidou a passar fazendo um gesto. Como não podia mover-me se limitou a despedir-se e desaparecer de minha vista. Ao terminar meu relato o homem tinha os pelos em pé e a carne de galinha e nervosamente me dizia que nos anos que levava no panteão nunca tinha tido uma sensação como essa. ¿Poderia você dizer-me a que se deveu este fenómeno?
R.- Com o maior prazer responderei a sua pergunta, distinto cavalheiro. Em modo algum deve você estranhar-se por uma visão supra sensível; nos tempos da Lemuria, já disse, os mortos eram visíveis na atmosfera para todo o mundo; que lástima que agora as pessoas se surpreendam com este tipo de visões.
Nada tem de raro que um falecido possa fazer-se visível de quando em quando na atmosfera e isso lhe consta a você mesmo; é obvio que o pôde verificar com percepção directa; o administrador do panteão não chegou tão longe mas sim pode ter certa sensibilidade psíquica, o suficiente para que seus cabelos se tenham posto de pé e sua pele como couro de galinha.
17. - Sempre que sonho com minha avó materna e a vejo triste, me assinala algo que ao despertar não recordo, mas me dei conta através dos anos que aos oito dias depois de sonhar, alguém da minha família se põe em estado de gravidade. ¿Poderia você dizer-me a que se deve isto?
R.- Distinta senhorita, já disse muito em minhas conferências que, durante as horas do sonho normal comum e corrente, as almas dos vivos escapam do corpo que dorme no leito e então se põem em contacto com as almas dos mortos.
Que se veja você com sua avozinha, isso é normal na Dimensão Desconhecida. Ela visita-a em instantes de angústia ou quando vai adoecer alguma pessoa de sua família, ¡já vê você como os mortos estão tão perto de nós!

Capítulo Dois


OS DUENDES
1. - Num lugar da Cordilheira Central Colombiana, se encontrava uma fazenda de gado à qual se dirigiram dois trabalhadores acompanhados de quatro grandes cães; ao se aproximarem as horas da noite, um deles se dirigiu a trazer água, mas ao sair da casa deu alguns gritos; o companheiro ao ouvi-lo lhe disse que não o fizesse porque era perigoso, já que nessa mesma cordilheira habitava “Patasola” e podia responder-lhe e vir em direcção a eles; o homem não lhe fez caso e se dirigiu para a corrente de água sempre gritando; quando tinha recolhido a água, já de regresso à casa, voltou a parar e começou a gritar, então lhe responderam nas partes altas das cordilheiras.
O companheiro teve de dizer-lhe novamente que não continuasse gritando porque já tinha visto o resultado, já que lhe tinha respondido “Patasola” nas partes altas das cordilheiras; o homem não lhe fez caso e continuou gritando e “Patasola” lhe seguiu respondendo aproximando-se cada vez mais de onde eles se encontravam.
Ao ver que se aproximava a “Patasola”, os dois homens tiveram que se refugiar dentro da casa e fechar bem as portas; em pouco tempo a “Patasola” chegou à casa e então os quatro mastins que os acompanhavam tiveram que enfrentar uma verdadeira batalha com a “Patasola”. Os homens encerrados a única coisa que faziam era sofrer e não há dúvida de que a sua defesa foram os cães, que depois de largas horas de luta, puseram em fuga a “Patasola” quem ao se retirar continuava dando gritos semelhantes a um alarido. Os homens ao compreender que se tinha retirado, saíram da casa e se afastaram de forma rápida sem voltar ali.
¿PODERIA VOCÊ DAR-ME UMA EXPLICAÇÃO SOBRE ESTE RELATO, MESTRE?
R.- As pessoas comuns e correntes vivem neste mundo de três dimensões ignorando a existência de uma Quarta Coordenada, de uma Quarta Dimensão.
É necessário saber que mais além de nosso mundo tridimensional, está a Dimensão Desconhecida, a Região Etérica.
Se cuidadosamente observamos a cor das longínquas montanhas, poderíamos ver um intenso azul, bastante formoso.
É óbvio que dita cor é o éter da Quarta Dimensão; foi-nos dito que num futuro remoto todo o éter será visível de forma plena no mesmo ar que respiramos.
Os científicos modernos negam enfaticamente o éter e dizem que só existe nos campos magnéticos.
As pessoas da Idade Média negavam a redondez da Terra, supondo que esta era plana.
Quando Galileu afirmou que a Terra era redonda e que não estava quieta, esteve a ponto de ser condenado à morte. Quando se lhe exigiu jurar que não era redonda e que não se movia, pondo as mãos sobre a Santa Bíblia, disse: “o juro; mas que se move, se move”.
Assim também, ainda que neguemos a existência do éter, ainda que juremos que não existe, teremos que dizer parodiando a Galileu: “mas que existe, existe”.
Nessa Região Etérica, nessa Quarta dimensão vivem as criaturas Elementais da Natureza, e isto é algo que devemos compreender profundamente. A tais criaturas se lhes dará o nome de Elementais, precisamente porque vivem nos elementos.
Saiba você meu querido amigo, que o fogo está povoado de criaturas Elementais; entenda que o ar está também densamente povoado por essa classe de criaturas e que a água e a terra, estão povoadas por esses mesmos Elementais.
Às criaturas do fogo, desde os tempos mais antigos, se lhes conhecia com o nome de Salamandras; aos Elementais do ar se lhes designa com o nome de Silfos; aos seres da água se lhes chama Ondinas, Nereidas, Sereias, etc., etc.; as criaturas que vivem entre as rochas da terra se lhes baptizou com o nome de Pigmeus, Gnomos, etc. é ostensível que a forma destas criaturas varia muitíssimo.
As criaturas do fogo são delgadas e secas, muito semelhantes ao chapulín ou grilo, ainda que de tamanho muito maior.
As criaturas do ar parecem crianças pequenas muito formosos com rostos rosados como a aurora.
Os Elementais da água têm diversas formas; algumas parecem como damas inefáveis, felizes entre as ondas do imenso mar, outras têm formas de sereias-peixes, com cabeça de mulher, e por último há Ondinas que jogam com as nuvens ou moram nos lagos e rios que se precipitam entre seus leitos de rochas.
Os Gnomos da terra, os Pigmeus, parecem anciãos com sua longa barba branca e continente cerimonioso. Eles vivem normalmente nas minas da terra ou cuidam os tesouros que por aí subjazem escondidos.
Todos estes Elementais da Natureza são úteis na grande criação; alguns animam o fogo; outros impulsionam o ar formando os ventos; aqueles animam as águas; estes outros trabalham na alquimia dos metais dentro das entranhas da terra.


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