Manual de Redação – Revista Lupa



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Manual de redação da Revista Lupa – Facom/UFBA.

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Manual de Redação – Revista Lupa
Índice
Parte I - Projeto editorial
Parte II - Estrutura editorial da Lupa
Rotinas Produtivas,

Funções na Redação,


Editor Chefe 4

Editor de Arte 4

Editores 5

Editor de Fotografia 5

Diagramador 6

Repórteres 6

Revisor de Texto 7

Distribuidor 7

Ombudsman 8
Reuniões de produção da Lupa.
Reunião de Pauta 9

Reunião de Repórteres 9

Reunião de Editores 10

Mesa 10


Fechamento 10
Parte III - O que são as avaliações
Avaliação do Produto 11

Avaliação da Rotina 11

Palestras e Teorias 11

Resenhas 11


Bibliografia Recomendada 12
Anexos

Projeto editorial pagina a pagina, Lupa 3.

Projeto gráfico Lupa 3

Padronização e Estilo Lupa: a pauta, a lauda.

Os créditos em fotos, ilustrações e infográficos. Legendas em fotos, ilustrações e infográficos. Título de fotos, ilustrações e infográficos.

As chamadas de primeira página, as chamadas no índice.

Títulos de página. Entretítulos. Cartolas, linhas finas, linhas de apóio.

As aberturas. Aberturas em entrevistas, em reportagens.

Matérias curtas. Título, Chapéu.

As mais importantes: uso das aspas; abreviaturas; maiúsculas e minúsculas. Negritas, itálicas. Colchetes. Retrancas. Ver projeto gráfico do jornal a tarde e Manual da Redação da Folha de São Paulo.


Parte I - Projeto editorial
Editores responsáveis: Prof. Giovandro Marcus Ferreira (Diretor da Faculdade de Comunicação); Prof. Graciela Natansohn. (Prof. da Oficina de Jornalismo Impresso I).
Apresentação

A publicação de uma Revista-Laboratório da Faculdade de Comunicação/Facom/UFBA vem a consolidar um desejo antigo da instituição de participar ativamente no âmbito de circulação das publicações jornalísticas da cidade, registrando a vida cultural e social de Salvador, assim como de divulgar as ações do nosso corpo discente, disponibilizando de forma ampla e irrestrita à comunidade soteropolitana em geral. Trata-se de uma publicação trimestral que abordará assuntos diversos relativos à educação, à cultura e a temas que fazem à atualidade, tratados do ponto de vista de quem produz a revista: estudantes universitários de uma instituição federal, engajados num espaço acadêmico público e, portanto, comprometidos com a promoção da cidadania em tudo aquilo sobre o qual o jornalismo tem a dizer.

A Revista-Laboratório vem cumprir duas missões. Por uma parte, atende o objetivo acadêmico de vincular teoria e prática do jornalismo, dando a possibilidade aos alunos de conhecer e participar dos processos típicos do jornalismo impresso, desde o planejamento, a produção, edição e distribuição no seu âmbito de influência. Isto implica a necessidade de apropriação das linguagens típicas dos meios impressos e a reflexão crítica permanente sobre o fazer profissional, indispensáveis na formação do jornalista. A segunda missão tem a ver com a especificidade do produto: em se tratando de uma publicação periódica não lucrativa, pretende ser um espaço de difusão, reflexão e crítica do espaço social que lhe dá inserção, estabelecendo elos entre a Universidade Federal e a cidade, entre a Faculdade e a população jovem da Grande Salvador, e cujo norte é a responsabilidade social. Observe-se que as muitas revistas para jovens que estão em circulação no mercado editorial sustentam as marcas de uma cultura mercantilizada que estimula o consumo não reflexivo e que, por seu caráter comercial e privado, divulgam valores e ideologias que respondem apenas aos interesses dos grupos editores.

Todavia, justifica a existência desta Revista-Laboratório o fato de não haver, na recente história da instituição, uma publicação de tal porte, havendo-se concentrado, tradicionalmente, todos os esforços institucionais na publicação do jornal-laboratório. Assim, a disciplina Oficina de Jornalismo Impresso I abre o leque de ofertas pedagógicas para seu corpo discente, possibilitando o aprendizado de mais um tipo de meio de comunicação, a revista impressa.


Objetivos:

  • Publicar uma Revista-Laboratório, trimestral, vinculada à disciplina Oficina de Jornalismo Impresso I, da grade curricular do Curso de Jornalismo/Facom-UFBA


Objetivos específicos:

  • Divulgar a produção dos alunos do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social/UFBA;

  • Estimular a produção de textos dos alunos do curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social/UFBA;

  • Criar um elo entre a teoria e a prática do jornalismo, através de um produto laboratorial;

  • Colocar em circulação um produto editorial não comercial dirigido à juventude universitária.


Público-alvo:

  • Jovens universitários residentes em Salvador e Região Metropolitana (Grande Salvador).


Periodicidade: semestral

Linha editorial:
A Revista-Laboratório estabelece como premissa de sua linha editorial a busca por um jornalismo crítico, apartidário e pluralista; didático, mas não entendiante. Que sirva de canal de comunicação com o entorno universitário. Que combine entretenimento com um texto inteligente. Embora se trate de um produto institucional, propicia a autonomia do processo de produção e distribuição. Tratando-se de um produto laboratorial, privilegia a experimentação e estimula a criatividade, dentro do horizonte dos formatos tradicionais da mídia impressa. O gênero revista e a periodicidade trimestral, propicia um jornalismo investigativo, que fuja das simplificações, que jogue com as múltiplas possibilidades de linguagens (textos, gêneros e elementos visuais), que supere a inevitável superficialidade e a fragmentação do jornalismo diário. A freqüência trimestral implica a preparação de dois números por semestre, o que pode ser considerado ótimo para experimentar a rotina produtiva de um meio impresso, por parte de um grupo de alunos.
O público ao qual está dirigida a revista não pode ser caracterizado como homogêneo, apesar da faixa etária que o compõe (jovens de 18 a 25 anos). Privilegia-se o diálogo com todos os jovens que cursam carreiras universitárias, sejam desta instituição ou de outras. A transformação dos modelos de negócio da educação privada fez crescer em proporções enormes a quantidade de jovens que acessam ao ensino superior. A categoria “universitário” implica uma série díspar de interesses, de classe social, de tribos e idades, de ideologias e cultura, mas com interesses transversais no que se refere a certos temas: a análise da situação educativa, política, social e cultural; a informação sobre lazer e entretenimento, análise da mídia, da arte, da cultura e da moda.
O leitor “modelo” pensado pela Revista-Laboratório, a priori, é um jovem interessado nas questões de atualidade e nas questões sociais; na cultura e na sociedade onde vive. More na periferia ou no centro da cidade, pretende tirar máximo proveito da sua condição de estudante e sente curiosidade por aprender. Gosta de assistir TV mas não dispensa uma boa leitura. Conscientes da fragmentação da cultura juvenil em tribos diferenciadas por vestuário, gostos musicais, ideologias, pretende-se atingir um campo amplo, mas unificado pelos motes temáticos “educação”, “cultura” e “sociedade” e que reflita a diversidade da cultura juvenil.
Esses temas serão abordados nas editorias respectivas, respeitando-se as diferenças, também, ao interior do processo produtivo, considerando a diversidade dos alunos de jornalismo que compõem a turma. De alguma forma, essa diversidade na produção dos alunos, na medida em que possa ser orientada e polida numa plataforma de consensos no que se refere ao projeto editorial, também vai refletir a diversidade do público leitor.
A captação de recursos via patrocínios e publicidade será estimulada, prestando atenção para a linha editorial da revista, e na medida em que não vão de encontro com esta. Para isto, reservam-se apenas as contracapas e capas internas como espaços exclusivamente publicitários, independentes das páginas com conteúdo jornalístico.
A revista será distribuída gratuitamente em locais-chaves em Salvador e na Região Metropolitana. A abrangência geográfica da distribuição da revista (Salvador e Região Metropolitana) tem a ver com a linha editorial. Salvador não acaba na Av. Paralela, nem acontece apenas nos shopping centers, locais privilegiados de consumo desse grupo etário. A juventude de Salvador e da RMS circula por toda a cidade; estuda, trabalha e se diverte em Salvador e na RMS, mas também cria espaços próprios, longe do “centro” da cidade: bares e botecos, clubes, atividades culturais e esportivas, locais de lazer e empreendimentos culturais diversos acontecem em toda a cidade e nem sempre são noticiados na grande mídia. O conteúdo da revista pretende dar conta dessa variedade de circuitos.
A UFBA e seus estudantes têm obrigações cidadãs a respeito da população, especialmente, da população de baixa renda que paga os impostos que sustentam o funcionamento da Universidade Pública. Chamados de “excluídos” pela terminologia sociológica, são sujeitos de direito também no que se refere ao direito de se expressar e de se fazer ouvir. O público alvo desta Revista-Laboratório não deverá ser óbice para dar voz e visibilidade a estes sujeitos, suas histórias, sua vida e sua cultura, que são parte do ambiente social e cultural da Grande Salvador, com todas suas tensões e contradições. Evitando qualquer tom paternalista, a Lupa deverá dar espaço para se expressarem.

Conselho editorial:

Projeto gráfico:
Tiragem: 4.000 unidades.

Miolo da Revista:

40 páginas
Papel: A4 , Couchê Fosco 110g.
Cor: 1x1
Folha solta

Capa da Revista:


4 páginas
Papel: A4, Couche Fosco 180g.
Cor: 4x4
Parte II

Estrutura editorial da Lupa
Geral
Editor Chefe (Professores das disciplinas Jornalismo Digital e Temas Especiais em Jornalismo)

Ombudsman

Ambos servem tanto à revista impressa quanto à digital.


Funções na redação (impresso e digital?)
Editor-chefe

Editores


- Editorias

-Fotografia

Repórteres

Fotógrafos

Revisores

-Texto


- Gráficos

Diagramadores

Distribuidores
Rotinas produtivas da Lupa
Funções na redação
Editor Chefe (Profs. das disciplinas Temas Especiais em Jornalismo e Jornalismo Digital)
São atribuições dos editores da revista Lupa Impressa e Digital:
-Coordenar todas as etapas da produção e edição, da discussão e preparação da pauta,

até o fechamento, trabalhando diretamente com os editores e o secretário de redação;

-Ler todos os textos e mandar fazer as revisões;

-Pensar o jornal, seu contexto e expressão final;

-Dar as linhas da edição do jornal de acordo com o projeto editorial;

-Escrever a carta ou editorial;

- Escrever o índice e expediente;

- Avaliar o trabalho da equipe.

- Planeja a distribuição do jornal (quem entrega o que e aonde);

-Disponibilizar a revista na Web.



Editor de Arte
São atribuições do editor de arte da Revista Lupa Impressa e Digital:
-Participar das reuniões de editores;

-Integrar e organizar a equipe de diagramação;

-Conferir ao produto final uma identidade com o projeto gráfico;

-Promover a convergência das diversas linguagens que compõem o produto (fotos, textos,

ilustrações, infográficos, tabelas, etc);

-Viabilizar a concepção hierárquica da notícia, feita por cada editor, pela utilização dos

recursos da programação visual;

-Fechar o jornal, gravar o CD e levar para a gráfica;



Editores
Há um editor para cada uma das editorias previstas no projeto editorial, a saber:
Impressões (ensaio fotográfico);

Circo Urbano (comportamento)

Prova dos Nove (educação),

Passepartout (arte) e

Cubo Mágico (literatura, ensaio)
São atribuições dos editores de Lupa impressa e digital:
-Distribuir as pautas;

-Acompanhar o desenvolvimento da pautas;

-Manter contato com repórteres e editor-chefe;

-Derrubar uma pauta ou matéria e, se for o caso, sugerir outra, com o aval do editor-chefe;

-Fechar as páginas com o diagramador;

-Avaliar o trabalho da própria equipe;


Editor de Fotografia (lupa digital tem fotografo separado?)
São atribuições do editor de fotografia da Lupa Impressa e digital a quem se subordinam os fotógrafos:
-Coordenar o trabalho dos fotógrafos;

-Levar pautas para a reunião dos fotógrafos;

-Identificar as fotos para o arquivo e acompanhar a sua utilização durante a diagramação;

-Scannear as fotos para o impresso e para o on-line;

-Tratar as imagens e salvar no formato próprio para a impressão;

-Definir as fotos que entram em cada matéria junto com o editor;

-Representar a equipe de fotografia em todas as reuniões;

-Avaliar o trabalho da equipe em relatórios escritos, que devem ser entregues no final de

cada edição.

- Supervisar os créditos das fotos;

- Supervisa e planeja o uso das máquinas, filmes e cds.

Diagramador
Normalmente são grupos de três ou quatro alunos ou um par de monitores contratados. Suas atribuições:
-Criar formas interessantes e criativas para dispor os textos, fotos, ilustrações, títulos,

sutiãs, legendas, etc, nas páginas do jornal, de acordo com o projeto gráfico;

-Trabalhar com InDesign, Fotoshop, Illustrator.
Repórteres
São atribuições dos repórteres da Lupa Impressa e Digital:
-Sugerir pautas para si e para o conjunto da redação;

-Apurar e redigir as matérias de acordo com os critérios acordados;

-Fazer correções solicitadas pelo revisor ou editor;

-Acompanhar a edição da matéria fazendo títulos, legendas, olhos, etc;

-Fazer revisão de textos;

-Planejar e/ou produzir fotos e imagens, em comum acordo com fotógrafos, ilustradores e editores;

-Participar das reuniões de pauta, repórteres, das mesas e avaliações;

- Assinar suas matérias.



Repórter Fotográfico (pode ser o próprio repórter)
São atribuições dos repórteres fotográficos da Lupa impressa e digital:
-Participar da reunião de pauta de fotografia, que ocorre após a reunião de pauta geral;

-Discutir com repórteres sobre as fotos que podem ser produzidas;

-Fotografar, de preferência junto com o repórter. Fotos de pautas já apuradas só em último caso;

-Participar da edição das fotos;

-Sugerir pautas;

- Registrar os créditos das fotos;

- Responsabilizar-se pelas máquinas, filmes e cds.

Revisor de Texto
Suas atribuições:
-Fazer a revisão morfológica e sintática com o apoio de dicionários e manuais de redação;

-Observar a concordância e regência nominal e verbal;

-Assinar cada revisão.

Distribuidor
Todos os alunos são distribuidores, independentemente da função que exercerem

durante a edição.


-De acordo coma lista de distribuição feita pelo Editor Chefe, os alunos distribuem em locais estratégicos.

Ombudsman
É a voz do leitor, defende o público alvo, avalia o produto e motiva, ou não, os que fazem o

jornal.


Rotinas produtivas da Lupa
Reunião de Pauta
Uma vez conhecido o projeto editorial e gráfico da Lupa, se realiza a primeira reunião de pauta. Todos os integrantes da revista (alunos, professores e monitores) devem estar presentes. É imprescindível que todos compareçam com alguma sugestão de pauta em mente, para que se possa escolher as melhores, evitando dessa maneira colocar pautas pouco interessantes só para preencher espaços ou cumprir com a tarefa.
Por isso, permanentemente os repórteres e editores precisam estar com os ouvidos apurados em todas as rodas de conversa e atentos nas leituras de jornais, livros, boletins, documentos e outros. Só assim irão surgir boas pautas. É imprescindível, também, cultivar

boas fontes de informações em outras unidades da UFBA, além da Faculdade de Comunicação.


O objetivo da reunião de pauta é discutir e decidir quais as matérias estarão presente na próxima edição da Lupa. Nela decide-se qual repórter cobrirão as matérias pautadas e a abordagem inicialmente prevista para cada uma delas. Nessa ocasião acontecerá a troca de função entre os integrantes da redação, pois sempre haverá um rodízio de atividades, fazendo com que todos conheçam um pouco de cada trabalho.
Vale lembrar que a reunião de pauta não se esgota ao seu final. Quem sugeriu a pauta deve

redigi-la no computador, contendo o máximo de informações possíveis, para ficar à disposição do Editor Chefe, editores e dos próprios repórteres. Detalhar a pauta é especialmente importante, se a sua apuração for ser feita por outra pessoa.


Além disso, os repórteres, editores e demais integrantes devem estar atentos às pautas que estão sendo apuradas. Qualquer informação nova pode mudar a abordagem e o viés das matérias e é importante também para que assuntos não sejam repetidos. Chamamos de pré pauta à proposta inicial e pauta consolidada à pauta já exaustivamente elaborada.
A pauta da Lupa deverá ter:
1. tema/editoria; 2. evento vinculado; 3. enfoque/contexto n(informação exaustiva); 4. exigências para a cobertura (credenciais, traje, etc); 5. contatos para confirmação ou detalhamento da tarefa; 6. recursos e equipamentos (se com fotografia ou sem, por exemplo). 7. Textos de apóio (didáticos ou explictivos, de outros meios ou não)
Na hora da reunião de pauta, os repórteres e editores já estão sabendo quantas matérias cabem em cada editoria e mais ou menos o tamanho de cada uma.
Reunião de Repórteres (posterior a reunião de pauta e com os mesmos integrantes)
Participam dessa reunião os repórteres e seus respectivos editores. Nessa reunião o repórter deve explicar como está andando a apuração, relatando como anda a matéria, o que já foi feito, com quem falou e o que falta para concluir. A partir dessa reunião o repórter e editor podem decidir que rumo a matéria vai tomar. Nesta reunião, os editores decidem quais matérias merecem mais espaço e mais destaque. Nessa reunião é que se desenha o primeiro esboço da revista (o que entra em cada página, se tem foto ou ilustração, qual espaço).

Discute-se, também, quais as matérias que cairão e a tendência da revista que está sendo produzida, em termos de linha editorial.



Mesa de edição
Devem estar presentes na Mesa: o editor-chefe, o editor, o editor de fotografia, o editor de arte, o diagramador e os repórteres.

Na Mesa se decide a hierarquia das matérias, a distribuição espacial de texto e imagem, em base com o projeto editorial e o projeto gráfico. A Mesa serve para que seja observado o padrão gráfico e é a hora de ver no papel tudo o que foi produzido no computador. Aqui serão conferidos títulos e legendas. Geralmente são realizadas duas mesas. Daqui, as matérias em papel partem para a revisão.


Fechamento
No jornal impresso esse é o momento de preparação para a gráfica e, no on-line, é o

momento de organizar o banco de dados. O fechamento é coordenado pelo editor de arte acompanhado pelo diagramador. Preparar o material para gráfica significa salvar com todas as especificações da gráfica onde será rodado o material. Conferir o tamanho das fotos e as especificações para a impressão. Também é nesse momento que o material deve ser salvo nas especificações para que esteja disponível na web.



Avaliações Permanentes
Avaliação Do Produto

Todos participam.


-Discussão e análise do material que foi produzido;

-O objetivo dessa avaliação é localizar todos os erros da edição para ser discutido e mostrado;

-Avaliar os assuntos escolhidos, a coerência do texto, a relação das imagens como

conteúdo das matérias;

-Nessa avaliação é importante não ter vergonha de criticar e nem medo de ser criticado.
Avaliação Da Rotina

Devem participar dessa reunião o secretário de redação, os editores e o Editor de arte.


Palestras e Teorias
Durante o semestre serão ministradas por professores e profissionais atuantes em áreas

diversas da Comunicação. As palestras têm a importância de trazer ao aluno informações

de aspectos do jornalismo com os quais ele ainda não teve contato.
O estabelecimento de debates gera discussões importantes, engendrando questionamentos

acerca dos papéis exercidos pelo jornalista e profissionais de Comunicação, em geral. A

teoria se une à prática em um exercício de análise do trabalho da imprensa e outros meios

de Comunicação.


Projeto editorial, página a página.


  1. editorias: Circo Urbano (comportamento); Prova dos Nove (educação) Passepartout (arte); Meio e Mensagem (mídia + coluna de professor da casa) ; Cubo Mágico (literatura); pixels (pequeníssimas notas); Impressões (ensaio fotografico)

  2. seções fixas: editorial; índice,

p.01 - Capa Policromia. Tema: obra de arte plástica de muita cor, que reflita criação local ou regional (Salvador-Bahia). Imagem sangrada. Chamadas: entre 2 e 3, breves, que remetam às matérias principais de qualquer das editorias Circo Urbano, Prova dos Nove, Passepartout e Meio e Mensagem.


p.02 – Publicidade. Caso não haja, colocaremos o segundo vencedor do ensaio fotográfico ou ensaio fotográfico de aluno. Foto sangrada com texto de até 500 caracteres (com espaços)
p. 03 – Editorial. Texto de até 2.700 caracteres (c/e). Frase de alguém. Imagem:
p. 04 Indice.
p.05 Píxels (5-6 pequenos comentários)
p. 06,07,08,09,10,11, 12. Meio e Mensagem. 3 matérias (uma entrevista, uma coluna, uma reportagem)
p. 13, 14,15,16,17 2 matérias. Prova dos nove
p. 18 e 19 - Impressões
p. 20,21,22,23,24 ,25,26,27 Circo Urbano. 4 -5 matérias (uma entrevista)
p. 28, 29, 30,31, 32, 33 Passepartout . 2-3 matérias com muita imagem.
p.34 Cubo mágico 1-2 ensaios literários
p. 35 Publicidade
p. 36 Publicidade
Um checklist para você imprimir e colocar em sua mesa de trabalho:

1) Nós verificamos mais de uma vez todos os nomes, idades, funções, cargos, números e lugares mencionados na reportagem?

2) Todas as citações entre aspas são precisas, corretas e atribuídas adequadamente a fontes? Nós conseguimos entender exatamente o que a pessoa quis dizer?

3) Se há números de telefone ou endereços eletrônicos, e-mails ou sites, nós tentamos contatá-los para verificar se procedem e se estão corretos?

4) O material de pesquisa incluído está completo?

5) O lead tem consistência suficiente?

6) A história é justa?

a) Todos os envolvidos foram identificados, contatados e lhes foi dada a chance de falar?

b) Quem ficará aborrecido ou irritado com a reportagem? Por quê? Estamos confortáveis com isso?

c) Nós tomamos algum partido? Fizemos julgamentos de valor que nos pareçam necessários? Algumas pessoas gostarão dessa reportagem mais do que deveriam?

7) O que está faltando na matéria?

In: Curso Abril de Jornalismo. http://cursoabril.abril.com.br/comunidade/materia_77968.shtml
Providências, atitudes e estratégias para fazer uma entrevista impecável

Por Ricardo Setti

http://cursoabril.abril.com.br/comunidade/materia_77972.shtml

PESQUISAR O ASSUNTO Parece óbvio, mas não é. Ficou célebre o caso de uma jovem jornalista que foi convidada a retirar-se pelo general Ernesto Geisel, então presidente da Petrobras, quando começou uma entrevista perguntando a ele qual era a produção brasileira de petróleo. Mergulhar no assunto antes de ir para uma entrevista, além de permitir que o autor fique seguro e à vontade, impressiona bem o entrevistado e contribui para um bom resultado final. Além de tudo o mais, é tarefa elementar, como escovar os dentes depois das refeições.

SER OBJETIVO NAS PERGUNTAS

Fazer pergunta clara, incisiva é uma das regras básicas da boa entrevista. Perguntas "frouxas" dos tipo "Como o senhor vê isso ou aquilo?" podem propiciar respostas dolorosas. Um exemplo histórico foi dado em 1978 pelo general João Figueiredo, então "candidato" à Presidência da República. Certo dia, foi abordado pelos jornalistas, no Rio: "General, por favor, duas palavrinhas para a imprensa". Figueiredo nem hesitou: "Bom dia" - e entrou no seu escritório. À saída, ainda gozou os repórteres: "Mais duas palavrinhas para vocês: até logo". O resultado poderia ter sido outro se o jornalista tivesse feito uma pergunta objetiva e importante, aproveitando aquela oportunidade rara durante o regime militar. Por exemplo: "General, o senhor vai conceder anistia?" É uma dessas perguntas que geram notícia qualquer que seja a resposta. Se ele dissesse "sim", teríamos uma bomba. Se ele dissesse "não", outra bomba. Se ele respondesse: "Vou pensar", todos os jornais do dia seguinte teriam manchete. Mas tudo o que ele precisou fazer foi jogar uma piada em cima do jornalista incompetente.



DAR PREFERÊNCIA A PERGUNTAS QUE OBRIGUEM O ENTREVISTADO A CONTAR HISTÓRIAS E A FALAR DE OUTROS PERSONAGENS

Considero este item tão importante que ele deveria disputar a primazia com a lição de casa e a pergunta objetiva. Uma das pragas dos jornalistas de hoje em dia é que eles ficam muito preocupados em obter opiniões do entrevistado, mesmo quando isso não é o forte dele (caso, por exemplo, dos jogadores de futebol), em vez de obter informações. Outra praga é a insistência em perguntas que darão origem a respostas abstratas, sobre sentimentos, impressões etc. Uma entrevista, porém, é tanto melhor quanto mais o entrevistado conta fatos concretos, histórias significativas e fala de outras pessoas, outros personagens públicos. O jornalista, portanto, precisa induzir o entrevistado a fazer isso, com perguntas, pedidos de exemplos, pedidos de relatos que confirmem o que ele está dizendo etc. Pode reparar: entrevista que não tem histórias e outros personagens é chata.



USAR O SILÊNCIO

Considero fundamental exercitar, com autocontrole e sangue-frio, esta técnica, sugerida num velho manual de dicas de entrevista da PLAYBOY americana. Ela se aplica quando, em resposta a uma pergunta mais difícil, o entrevistado é monossilábico ou não diz nada. Se o repórter ficar em silêncio, olhando tranqüilamente seu interlocutor, a tendência é que a tensão deste o leve a tentar preencher o silêncio.



ADMINISTRAR O TEMPO

Não demonstrar pressa em ir embora ou temor de desagradar o entrevistado por estar tomando tempo dele. Trata-se de outra instrução da PLAYBOY americana. O entrevistado é quem tem que se preocupar com isso. O entrevistador deve preferencialmente comportar-se sem o temor de desagradar o entrevistado, se isso for absolutamente necessário. O cansaço do entrevistado ajuda a extrair dele, no fim da sessão, as respostas às perguntas mais difíceis, que é bom deixar para a parte final da entrevista

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