Manual para apresentaçÃo de trabalhos de conclusão de mestrado organizadoras



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1. 2 Mestrado profissional

Os mestrados profissionais, embora tenham iniciado a menos de 20 anos no Brasil, têm se constituído em um enorme desafio não só para a comunidade científica e para as instituições de ensino, mas também para a sociedade que absorve esses pesquisadores-profissionais.

Recentemente, a revista Science publicou uma matéria sobre o mestrado profissional nos Estados Unidos. Embora estejamos fazendo considerações sobre o desenvolvimento desses estudos no Brasil é possível afirmar que o mestrado profissional é um fenômeno mundial e para o caso brasileiro, é “Política de Estado”, conforme afirmou Jorge A. Guimarães, em entrevista dada para diversos veículos de comunicação do país. A afirmação de Guimarães pode ser respaldada pelas palavras de Fernando Haddad (Ministro da Educação), que diz: "Vamos transformar o mestrado profissional em política de Estado, fazer um modelo diferente". Jorge Guimarães reforça as palavras do Ministro Haddad ao dizer “(...) Batemos o martelo: vamos transformar o mestrado profissional em modelo de indução1”.

De acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o "mestrado profissional" é a designação que enfatiza estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho de um alto nível de qualificação profissional. Essa ênfase é a única diferença em relação ao mestrado acadêmico. Confere, pois, idêntico grau (de mestre) e prerrogativas, inclusive para o exercício da docência e, como todo programa de pós-graduação stricto sensu tem a validade nacional do diploma condicionada ao reconhecimento prévio do curso. Desta forma, o principal objetivo deste tipo de curso é responder a uma necessidade socialmente definida de capacitação profissional, com um enfoque diferenciado daquela possibilitada pelo mestrado acadêmico2 (Grifo Nosso).

Jorge Guimarães, em sua entrevista, afirma que o “mestrado profissional é uma modalidade de curso ainda pouco presente no mundo acadêmico brasileiro, mas que possui uma importância significativa e responde a um perfil de formação de pessoal que era apenas atendido até pouco tempo pelos conhecidos cursos de especialização ou MBAs3” (Grifo Nosso).

Outro fator importante é que o mestrado profissional é avaliado pela CAPES - órgão responsável pelo reconhecimento e avaliação de cursos de pós-graduação stricto sensu), sendo que já dispomos de mais de 110 mestrados profissionais reconhecidos no país.

O mestrado profissional, como estabelecido pela própria CAPES, tem o mesmo efeito legal do mestrado acadêmico, possibilitando aos portadores do título atuar como docentes em instituições de ensino superior. (...) “Enquanto no mestrado acadêmico queremos que o aluno fique estudando o tempo todo, no mestrado profissional eu quero que ele continue trabalhando para trazer as suas preocupações, descobertas, o seu aprendizado prático para dentro da sala de aula. Então, é uma dinâmica completamente diferente, mas eu gero mestres ao final do processo", explica Paulo Antônio Zawislak4 (Grifo Nosso).

De acordo com a matéria publicada na Universia5, “(...) para atender de forma personalizada as necessidades dos profissionais que buscam formação nos mestrados profissionais, foi necessário adequar o formato, a dinâmica e os programas a estas necessidades”.

Então estamos diante de um fato. Os mestrados profissionais já fazem parte do cenário de nossas instituições de ensino, especialmente as públicas. Essa modalidade de ensino se constitui em espaço singular para capacitar profissionais qualificados para o mercado profissional, amparados pelo rigor acadêmico e nos fundamentos científicos. Esses egressos estão habilitados como mestres e podem, a qualquer tempo, desenvolver suas atividades profissionais em instituições de ensino, além de dar prosseguimento em sua formação acadêmica.

Outras informações sobre essa modalidade de ensino pode ser conhecida na Portaria Normativa nº 7, de 22 de junho de 2009, que dispõe sobre o mestrado profissional no âmbito da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), anexo.



1.3 Breve resgate da missão da UNESP
Diante da descrição acima vale relembrar o histórico (breve) de nossa Instituição, onde poderá ser observada sua preocupação com a formação nos âmbitos do ensino, mas também a prioridade dada ao desenvolvimento de pesquisas. Desse modo, ressalta-se que:
A UNESP foi fundada em 1976 e se distingue das outras entidades de ensino superior gratuitas do Brasil por estar presente em 23 cidades, das quais 21 estão localizadas no interior, uma na capital e a outra na região de São Vicente, onde foi criado o primeiro campus de uma universidade pública no litoral de São Paulo. O ensino oferecido, considerado um dos melhores do país, atinge mais de 46 mil alunos de praticamente todo o território paulista. Também á nossa Instituição é considerada uma das melhores Universidades do país e do mundo. Segundo o respeitado Institute of Higher Education, da Universidade de Xangai, a UNESP é uma das instituições com maior índice de produção científica do Brasil em todas as áreas do conhecimento. Ela contribui decisivamente para que o país seja visto com respeito tanto no cenário acadêmico nacional quanto no internacional. Segundo o Censo de 2006 do Diretório dos Grupos de Pesquisa do Brasil, realizado pelo CNPq, a UNESP conta com um dos maiores contingentes de pesquisadores do país e é responsável por uma importante produção de artigos indexados em revistas científicas. Dados desse mesmo ano mostram que o número de publicações brasileiras contabilizou 16.872 trabalhos, o equivalente a cerca de dois por cento de toda a produção mundial. Não é exagero dizer que uma parte expressiva desse desempenho corresponde ao que é produzido pela Universidade6.

Os aspectos apontados acima demonstram não só o perfil da UNESP para a pesquisa, mas o estímulo e a disseminação de conhecimento constantemente incitado pela entidade. Um dos patamares que reforçam essa crescente atuação da UNESP está no comprometimento da instituição com seus alunos desde o início da graduação.


Cada um deles é estimulado a participar de projetos de pesquisa por meio de um conceituado programa de Iniciação Científica no qual podem auxiliar os professores ou desenvolver iniciativas de própria autoria. No total, são aproximadamente cinco mil pesquisas em desenvolvimento em mais de 1,9 mil laboratórios espalhados pelos 23 campi da UNESP. (...) Existem apenas cinco Universidades brasileiras entre as 500 melhores do mundo e a UNESP está entre elas7.
Mantida pelo Governo do Estado de São Paulo, é uma das três universidades públicas de ensino gratuito, ao lado da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Um dos grandes desafios da UNESP tem sido a diversidade. Podemos demonstrar que esse reflexo pode ser observado no número de campi espalhados por todo o Estado de São Paulo e também na ampla oferta de cursos, com 168 opções – 52 na área de Exatas, 71 na de Humanidades e 45 de biológicas. “Consciente da necessidade de fornecer um caminho consistente para a aquisição de conhecimento a longo prazo, a Universidade ainda dá acesso a 109 programas que oferecem 105 mestrados acadêmicos, quatro mestrados profissionalizantes e 83 doutorados acadêmicos, beneficiando assim mais de 12 mil alunos em cursos de pós-graduação lato e stricto sensu” (Grifo Nosso).

A UNESP defende um compromisso com a sociedade e isso está refletido no processo de formação de seus alunos, através de apoios e investimentos em projetos de extensão universitária “que possibilitam um rico intercâmbio da Universidade, que presta serviços à comunidade, com a Sociedade, que fornece dados valiosos para o aprimoramento das atividades relacionadas ao ensino e à pesquisa. Além de iniciativas como atendimentos diversos para a comunidade (médico, odontológico, jurídico, psicopedagógico, projetos em parcerias com empresas e prefeituras) incluem nesse mote a formação de importantes grupos de pesquisa, nas diversas áreas do conhecimento, como os registrados nos espaços do CNPq e outros estimulados pela instituição, atuantes em seus campi (Grifo Nosso).

Sem dúvida que o atual sistema de Pós-Graduação Stricto Sensu tem produzido excelentes frutos, mas carece de adequações de forma que possamos estimular a modalidade do mestrado profissional, assegurando níveis de qualidade comparáveis ao atual sistema vigente da pós-graduação no país.

O desenho dos cursos de pós-graduação no país regularizado pelo Parecer no 977/65 do Conselho Federal de Educação (CFE) definiu que o mestrado:


[...] se constituía como etapa preliminar na obtenção do grau de doutor ou como grau terminal. [...] O caráter de terminalidade foi considerado relevante para aqueles que, desejando aprofundar a formação cientifica ou profissional recebida nos cursos de Graduação, não almejavam ou não podiam dedicar-se a carreira científica. [...] Destacou o Parecer a importância de um programa eficiente de estudos pós-graduados para:
1. Formar profissionais criadores, capazes de desenvolver novas técnicas e processos tendo em vista a expansão da indústria brasileira e as necessidades do desenvolvimento nacional em todos os setores; 2. Transformar a universidade em centro criador; 3. Formar professores qualificados para a expansão quantitativa do ensino superior.
O desenvolvimento da Pós-Graduação no Brasil deu origem a cursos de mestrado que, com raras exceções, se caracterizam predominantemente como o primeiro degrau para a qualificação acadêmico-científica necessária a carreira universitária. A justificativa para essa ênfase acadêmica, com a exclusão da vertente profissional, era de que a mesma seria suficiente para assegurar também a formação de pessoal de alta qualificação para atuar nas arcas profissionais, nos institutos tecnológicos e nos laboratórios industriais8 (Grifo Nosso).
Estamos diante de uma nova realidade, resultado das rápidas mudanças tecnológicas e das transformações nos âmbitos econômico e social, gerando uma abertura significativa do mercado. Isso tem demandado das empresas nível expressivo de competitividade. Para atender essa pendência as corporações buscam profissionais com formação diferenciada, preferencialmente com níveis de pós-graduação, capazes de se adequarem as necessidades e aos desafios da sociedade contemporânea.

O reflexo disso é sentido nos mestrados que exigem não somente profissionais qualificados, mas ajustamento das diferentes demandas sociais quer nas orientações dos currículos, na adequação do corpo docente e discente, mas e também nas formas de fomento das agências financiadoras. Isso tem exigido diversas ações no âmbito da formação de nossos estudantes, permeadas por novos desafios que possam atender as necessidades descortinadas nesses novos cenários9. As opções únicas (acadêmicas) oferecidas pelos programas de pós-graduação já não atendem os clamor da sociedade.


Tal situação, dominante até os anos setenta, não se mantém diante da intensidade, urgência e variedade das demandas que a sociedade hoje faz ao sistema universitário. A rápida evolução do conhecimento tem exigido dos graduados formação avançada e atualizada; em paralelo, as organizações governamentais e não governamentais tem exigido constante elevação da qualidade e produtividade dos seus serviços. Em complemento, a abertura de mercado tem demandado das empresas um nível de competitividade que as leva a buscar profissionais com formação pós-graduada, de preferência mestrado. A evolução do conhecimento, a melhoria do padrão de desempenho e a abertura do mercado induzem a busca de recursos humanos que permitam uma transferência mais rápida dos conhecimentos gerados na Universidade para a sociedade. Buscam-se em todo o mundo formas mais direta de vinculação da Universidade com empresas, agências não governamentais e governo. Estas formas envolvem, por exemplo, na área de Engenharia, até mesmo a realização de teses de doutorado em que o estudante trabalha sob a supervisão de um orientador acadêmico e de um mentor industrial10.
O quadro acima desenhado reforça, ainda que de forma breve, a importância da produção acadêmica no âmbito dos mestrados profissionais, evidenciando a qualidade da formação e a aplicabilidade dos resultados obtidos durante os estudos.

Assim, objetivamos nesta publicação esclarecer como deverão ser desenvolvidos os Trabalhos de Conclusão junto ao Programa de Pós-Graduação em TV Digital: Informação e Conhecimento (FAAC- UNESP-Bauru). Reforçamos que as normas abaixo definidas estão de acordo com as normas Brasileiras (NBR's/ABNT) vigentes para a área de documentação, objetivando qualidade dos produtos acadêmico-científicos gerados nesse âmbito.


1.4 Tipos de trabalhos
A Portaria Normativa no- 7, de 22 de junho de 2009, que dispõe sobre o mestrado profissional no âmbito da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES, em seu artigo IX - prevê a exigência de apresentação de trabalho de conclusão final do curso.

O §3 define que o trabalho de conclusão do curso poderá ser apresentado em diferentes formatos, tais como: dissertação, revisão sistemática e aprofundada da literatura, artigo, patente, registros de propriedade intelectual, projetos técnicos, publicações tecnológicas; desenvolvimento de aplicativos, de materiais didáticos e instrucionais e de produtos, processos e técnicas; produção de programas de mídia, editoria, composições, concertos, relatórios finais de pesquisa, softwares, estudos de caso, relatório técnico com regras de sigilo, manual de operação técnica, protocolo experimental ou de aplicação em serviços, proposta de intervenção em procedimentos clínicos ou de serviço pertinente, projeto de aplicação ou adequação tecnológica, protótipos para desenvolvimento ou produção de instrumentos, equipamentos e kits, projetos de inovação tecnológica, produção artística; sem prejuízo de outros formatos, de acordo com a natureza da área e a finalidade do curso, desde que previamente propostos e aprovados pela CAPES.

Assim, o trabalho final que será defendido junto ao Programa de Pós-Graduação em TV Digital: Informação e Conhecimento (FAAC- UNESP-Bauru) para obtenção do título de Mestre, na área de concentração e na linha de pesquisa da qual pertence o aluno poderá ser apresentando em duas modalidades:


  1. Dissertação de Mestrado  para aqueles que optarem por essa modalidade;

  2. Relatório Técnico-Científico  para todos os outros tipos de trabalho de conclusão listados acima.

A aquisição de conhecimentos não ocorre de imediato ou em curto prazo e sim por meio da pesquisa constante e intensa nas áreas específicas da formação acadêmica. Com as novas descobertas, o homem introduz a renovação na ciência. Cada área específica da ciência possibilita, dentro do mais elevado objetivo, libertar o ser humano do imprevisível e do incontrolável. Conseqüentemente, a ciência deve apresentar novas descobertas, soluções, a fim de minimizar necessidades presentes e futuras. Isso se traduz na comunicação científica, representada por meio de trabalhos acadêmicos e científicos, os quais devem obedecer alguns princípios básicos em sua elaboração e apresentação, a fim de se adequar à tipologia de natureza vária e em conformidade às necessidades dos públicos de interesse.

Para subsidiar aqueles que estão envolvidos nesse processo de comunicação científica é que se apresentam aspectos teórico-práticos a seguir, na forma de orientações conceituais e em normas recomendadas.



Ressalte-se que a expressão “trabalho científico” tem sido utilizada como sinônimo de algo definido e individual. Entretanto, segundo Mattar Neto (2002) existem diversos tipos de trabalhos dessa natureza:

  • Trabalhos de sínteses (sinopses, resumos).

  • Resenhas críticas.

  • Trabalhos de divulgação científica (notas ou comunicações científicas apresentadas oralmente em simpósios, congressos ou outros eventos científicos; artigos em publicações periódicas)

  • Relatórios e informes científicos.

  • Trabalhos monográficos e/ou acadêmicos (trabalho de disciplinas de graduação, trabalho de conclusão de curso - TCC, monografia, ensaio, dissertação de mestrado ou tese de doutorado)

  • Paper (texto escrito a partir de uma comunicação oral - palestra, conferência, mesa-redonda etc.)

Considerando-se essa tipologia, este manual é apresentado em cinco capítulos distintos:

      • Capítulo 1 – Preliminares.

      • Capítulo 2 - Qualificação de Mestrado: desenvolvimento e apresentação;

      • Capítulo 3 - Trabalho de Conclusão de Mestrado: desenvolvimento e apresentação;

      • Capítulo 4 - Apresentação Gráfica do Trabalho de Conclusão de Mestrado;

      • Capítulo 5 - Comentários e sugestão de leitura complementar.


CAPÍTULO 2

QUALIFICAÇÃO DE MESTRADO:

DESENVOLVIMENTO E APRESENTAÇÃO

2 EXAME DE QUALIFICAÇÃO
De acordo com o Título IX, Artigo 28 do Regulamento do Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital: Informação e Conhecimento, o aluno, depois de “completados os créditos em disciplinas deverá submeter-se ao Exame Geral de Qualificação, que constará de apresentação oral, versando sobre o trabalho da dissertação ou trabalho equivalente. Entende-se por trabalho equivalente a apresentação de protótipo, criação de produto de interesse comercial ou científico ou criação de software, acompanhado do relatório técnico-científico”.

2.1 Objetivos


  • Avaliar o nível de formação e amadurecimento científico-técnico do candidato, tomando como referência o conjunto de suas atividades no decorrer do curso de pós-graduação;

  • Debater idéias e apresentar possíveis sugestões de redefinição teórico-metodológica-prática ao candidato, tomando como referência sua proposta de investigação científica e/ou o produto final proposto;

  • Avaliar o grau de preparo do candidato para a elaboração de sua dissertação de mestrado ou trabalho equivalente, tomando como referência a reflexão apresentada, o plano de trabalho e a redação propostos no relatório.


2.2 Condições para a realização do exame:


  • O candidato deverá ter integralizado os créditos referentes às disciplinas e estar participando regularmente de colóquios com o orientador;

  • Todos os discentes deverão submeter-se ao Exame de Geral de Qualificação em um prazo de 18 (dezoito) meses, após o início do curso;

  • O Exame Geral de Qualificação deverá ser solicitado pelo Orientador, após o aluno ser considerado apto;

  • Constará de apresentação oral, versando sobre o trabalho da dissertação ou trabalho equivalente;

  • A Banca Examinadora será composta por três docentes com titulação mínima de Doutor, indicados pelo Conselho do Programa, ouvido o orientador, sendo o orientador membro nato e presidente, que deverão avaliar o aluno, bem como o trabalho de pesquisa em andamento, sugerindo modificações, se for o caso;

  • O Exame de Qualificação tem como resultado o conceito APROVADO ou NÃO APROVADO, que será atribuído por cada um dos membros da banca e o resultado final estabelecido por maioria simples;

  • O aluno aprovado no exame de qualificação deverá respeitar um período mínimo de 30 (trinta) dias entre a data da aprovação no exame e a data da defesa da sua dissertação;

  • Caso o mestrando não tenha prestado o exame no prazo estabelecido ou tenha sido reprovado em sua primeira tentativa, o aluno poderá submeter-se novamente ao exame, desde que não tenha ultrapassado o prazo máximo de vinte e dois meses, a contar do início oficial no Programa; além disso, prazo não inferior a 1 (um) mês e não superior a 3 (três) meses, a contar do prazo final do primeiro exame. Essa oportunidade de exame somente poderá ser realizada após anuência do professor-orientador. Se na segunda tentativa o aluno for novamente reprovado ou não realizar o exame, o mesmo será desligado do Curso automaticamente;

  • O candidato deverá apresentar relatório para o Exame de Qualificação de acordo com as normas estabelecidas neste manual e em 05 (cinco) vias;

  • O relatório deverá ser encaminhado pelo aluno acompanhado, em formulário próprio, da indicação de 03 titulares (um dos quais, necessariamente, o orientador) e de dois suplentes para a composição da banca;

  • As sugestões de nomes apresentados deverão ser apreciadas pelo Conselho do Programa, quando modificações poderão ser realizadas, considerando-se a identidade dos membros da banca com a temática de pesquisa em desenvolvimento;

  • O pedido de Exame de Qualificação só poderá ser encaminhado para apreciação do Conselho do Programa com a anuência do Professor-Orientador, que se expressa através de formulário próprio fornecido pela Secretaria de Pós-Graduação;

  • O exame deverá ser realizado no tempo máximo de 18 meses, após o ingresso no curso;

  • A base para avaliação do Relatório para Exame de Qualificação por parte da banca examinadora é o cumprimento das exigências explicitadas neste Manual, principalmente no que se refere ao projeto de pesquisa e ao capítulo pré-redigido.

  • É imprescindível para o desenvolvimento do Relatório de Qualificação e da Dissertação ou Relatório Técnico a observação rigorosa às normas da ABNT – explicitadas neste Manual;

  • O relatório para o Exame de Qualificação compreende:

  • Parte 1 - Trajetória Acadêmico-profissional.

  • Parte 2 - Projeto de Dissertação ou Relatório Técnico-Científico Preliminar.

  • Parte 3 - Perspectivas da Pesquisa / Produto Final.

  • Os casos excepcionais serão avaliados pelo Colegiado do PPGTV Digital.


2.3 Critérios para avaliação do exame de qualificação


  • O exame deve ser considerado como uma etapa importante do processo de orientação da pesquisa, tendo em vista as contribuições apresentadas pela banca;

  • A banca deverá considerar para a atribuição do conceito ao exame de qualificação:

  • Depoimento do orientador sobre o nível de envolvimento do aluno com a pesquisa e seu crescimento como pesquisador e progresso profissional desde o início na Pós-Graduação;

  • A qualidade do relatório apresentado;

  • A capacidade do aluno de dialogar com a banca, face às contribuições apresentadas;

  • As potencialidades do aluno para cumprir as etapas a serem desenvolvidas para a conclusão da dissertação ou do produto final proposto.


2.4 Normas para realização do exame de qualificação


  • O orientador deve coordenar os trabalhos do exame de qualificação e poderá considerar as normas abaixo relacionadas:

  • O aluno poderá utilizar até 30 minutos para apresentar suas idéias a propósito da pesquisa em realização;

  • Cada membro da banca poderá ter até 30 minutos para apresentar suas contribuições e o aluno o mesmo tempo para comentá-las;

  • O orientador e o orientando podem utilizar, em conjunto, até 30 minutos para, ao final, fazer uma avaliação do exame realizado.

  • Casos excepcionais, devidamente documentados, serão analisados e deliberados pela Coordenação e encaminhados, se necessário, ao Conselho do Programa.



2.5 Estruturação do relatório de qualificação
O relatório deverá ser encadernado em espiral e estar organizado respeitando os objetivos propostos para o exame de qualificação. O candidato e o orientador têm autonomia para a estruturação de seu relatório, mas poderão elaborá-lo considerando a necessidade de inclusão dos conteúdos abaixo descritos.

De acordo com a ABNT (1989) o relatório deve conter as seguintes partes fundamentais (amplamente detalhados a partir da página 30 do manual): a) pré-texto, b) texto, c) pós-texto. Os elementos que compõem essas três partes são:




2.5.1 Pré-texto


  • Capa (Obrigatório) Deve conter o nome da instituição por extenso, nome do curso, nome (s) do aluno (s), título do trabalho, local (cidade) e ano.


MODELO DE CAPA PARA O EXAME DE QUALIFICAÇÃO

(colocar tudo em negrito)

Papel Sulfite A4


Margens =


Esquerda e superior

3 cm


Direita e inferior

2 cm

Nome da Instituição

Nome do Curso

Nome do Autor



TÍTULO: SUBTÍTULO

Local ( Nome da Cidade)

Ano



Fonte= 14

Letras maiúsculas

Fonte = 12

Normal


Fonte = 12

Letras maiúsculas.

Fonte = 12

Normal



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