Marau/RS, 07 de julho de 2008 anais nº 024/2008



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MARAU/RS, 07 DE JULHO DE 2008

ANAIS Nº 024/2008
Aos sete dias do mês de julho do ano de dois mil e oito, às vinte horas, reuniu-se a Câmara Municipal de Vereadores de Marau, na sede do CTG Sentinelas do Pago, sito à Avenida Barão do Rio Branco, número um, na cidade de Marau, estado do Rio Grande do Sul, com a presença dos seguintes vereadores: Presidente: Jair Poletto Lopes da Bancada do PT; Vice-presidente: Naura Bordignon da Bancada do PMDB; Primeiro Secretário: Lencaster Foresti da Bancada do PP; juntamente com os demais vereadores: Anderson Rodigheri, Marciano Aguirre e Valdir Sozo da Bancada do PP; Ademir Durante, Antonio Borella De Conto e Enio Romani da Bancada do PMDB. O Mestre de Cerimônias designado pela Casa, senhor Julio César Borella Borges deu início à Sessão Solene Comemorativa a XX Festa Italiana com entrega da Distinção Honorífica Medalha Índio Marau. Fizeram parte da mesa de honra as seguintes autoridades: Vereador Jair Poletto Lopes, presidente da Câmara Municipal; Senhor Vilmar Perin Zanchin, prefeito municipal; Senhora Elohy Lurdes Bertoldo Alessandri, Agente Consular Italiana; Senhorita Aline Degrandis, Rainha da XX Festa Italiana; Vereador Ademir Durante, Representante dos partidos PMDB e PT; Vereador Valdir Sozo, Representante da Bancada do PP e também os homenageados com a Medalha Índio Marau: Senhor Ademar Pedro Câmera; Senhor Antonio Soares da Silva; senhor José Salvador Maculan e Senhor Luiz Antonio Longo. O Mestre de Cerimônia convidou o Coral Alegria Franciscana para cantar o Hino da Itália e o Hino de Marau. Em seguida o presidente, senhor Jair Poletto Lopes fez a abertura da sessão. O Mestre de Cerimônia fez a leitura do currículo do senhor Ademar Pedro Câmera, primeiro homenageado da noite. Em seguida convidou o vereador Valdir Sozo, autor da proposição que homenageia o agraciado, a fazer uso da palavra. O agraciado foi convidado a se dirigir ao centro do plenário e recebeu do vereador Lencaster Foresti, a Medalha Índio Marau e do vereador Marciano Aguirre recebeu o diploma e o decreto que lhe concedem a homenagem. O agraciado se dirigiu à tribuna para fazer uso da palavra. O Mestre de Cerimônia fez a leitura do currículo do senhor Antonio Soares da Silva, segundo homenageado da noite. Em seguida convidou o vereador Enio Romani, autor da proposição que homenageia o agraciado, a fazer uso da palavra. O agraciado foi convidado a se dirigir ao centro do plenário e recebeu da vereadora Naura Bordignon, a Medalha Índio Marau e do vereador Antonio Borella De Conto recebeu o diploma e o decreto que lhe concedem a homenagem. O senhor Benhur Soares se dirigiu à tribuna e fez uso da palavra representando o agraciado. O Mestre de Cerimônia fez a leitura do currículo do senhor José Salvador Maculan, terceiro homenageado da noite. Em seguida convidou o vereador Jair Poletto Lopes, autor da proposição que homenageia o agraciado, a fazer uso da palavra. O agraciado foi convidado a se dirigir ao centro do plenário e recebeu do vereador Enio Romani, a Medalha Índio Marau e do vereador Jair Poletto Lopes recebeu o diploma e o decreto que lhe concedem a homenagem. O agraciado se dirigiu à tribuna para fazer uso da palavra. O Mestre de Cerimônia fez a leitura do currículo do senhor Luiz Antonio Longo, quarto homenageado da noite. Em seguida convidou o vereador Lencaster Foresti, autor da proposição que homenageia o agraciado, a fazer uso da palavra. O agraciado foi convidado a se dirigir ao centro do plenário e recebeu do vereador Anderson Rodigheri, a Medalha Índio Marau e do vereador Marciano Aguirre recebeu o diploma e o decreto que lhe concedem a homenagem. O agraciado se dirigiu à tribuna para fazer uso da palavra. O Mestre de Cerimônia convidou o Coral Alegria Franciscana para fazer uma homenagem ao senhor Ademar Pedro Câmera. O vereador Ademir Durante fez uso da palavra representando as Bancadas do PMDB e PT, para falar sobre a XX Festa Italiana de Marau. O vereador Valdir Sozo fez uso da palavra representando a Bancada do PP, para falar sobre a XX Festa Italiana de Marau. Fez uso da palavra a Rainha da XX Festa Italiana de Marau, senhorita Aline Degrandis. Em seguida fez uso da palavra a Agente Consular Italiana, senhora Elohy Lurdes Alessandri. O prefeito municipal, senhor Vilmar Perin Zanchin também fez uso da palavra. Para finalizar o presidente Jair Poletto Lopes fez seu pronunciamento e considerações finais e convidou o Coral Alegria Franciscana a cantar o Hino de Marau. PRONUNCIAMENTOS OCORRIDOS NA SESSÃO SOLENE REALIZADA EM SETE DE JULHO DE DOIS MIL E OITO. Com a palavra o presidente Jair Poletto Lopes. Declaro aberta a terceira sessão solene de dois mil e oito. O povo de Marau pela sua representação neste Poder Legislativo faz uma saudação ao senhor Vilmar Perin Zanchin, digno prefeito municipal; Ademir Durante, Valdir Sozo; a nossa Rainha Aline Degrandis; a senhora Elohy, que ora integram a mesa, bem como os demais parlamentares. Os nossos homenageados da noite, Ademar Pedro Câmera; Antonio Soares da Silva; José Salvador Maculan; Luiz Antonio Longo, familiares e amigos, é com orgulho que este poder faz esta justa homenagem nesta noite solene. Servidores da Casa, imprensa escrita e falada, demais autoridades presentes, senhoras e senhores. Os oradores definidos pelas bancadas, logo a seguir farão a devida homenagem aos descendentes italianos como o reconhecimento da presença italiana em nosso meio pois é inegável a contribuição que foi dada, seja na cultura, na ciência, na gastronomia e também no desenvolvimento da nossa região e do nosso país. Também nesta sessão que integra as festividades da XX Festa Italiana de Marau, esta Casa Legislativa, representação da soberania popular colhe a oportunidade para homenagear cidadãos com a honraria denominada Índio Marau, cumprindo assim com mais uma das atribuições desta Casa do povo, que é reconhecer e homenagear quem presta serviços de relevância social. Sejam todos bem-vindos e que possamos fazer deste um grande momento para todos nós. O Mestre de Cerimônia fez a leitura do currículo do senhor Ademar Pedro Câmera. Fez uso da palavra o vereador Valdir Sozo. Senhor presidente desta Casa, vereador Jair Poletto Lopes; prefeito municipal Vilmar Perin Zanchin; Agente Consular da República da Itália, a Elohy Lurdes Bertoldo Alessandri; vereadores; ex-vereadores; secretário de Esporte e Cultura e em teu nome saudar todos os secretários; ex-vice-prefeitos aqui presentes; a Rainha Aline Degrandis da XX Festa Italiana; a Comissão da XX Festa Italiana; Coral Alegria Franciscana; e aqui eu quero abrir um parênteses porque aqui está sendo homenageada duas pessoas de grande importância criadas dentro do Coral Alegria Franciscana, e foram os fundadores e a terceira pessoa que fala em nome da Câmara, em nome do Coral Alegria Franciscana, Luiz Antonio Longo, Ademar Pedro Câmera e Valdir Sozo, como vereador. Presidente dos partidos aqui presentes; homenageados Ademar Pedro Câmera, Antonio Soares da Silva, José Salvador Maculan, Luiz Antonio Longo e seus familiares; Leonardo Segatt, presidente da Associação Comercial e Industrial de Marau; a imprensa escrita, falada; demais pessoas aqui presentes já mencionadas; CTG Sentinelas do Pago aonde nos honra com essa bela paisagem, essa bela decoração, a Câmara de Vereadores aos homenageados e aos presentes. Me permite, senhor presidente, colegas vereadores, a pedido do homenageado e também agradeço aos meus colegas vereadores, o Lencaster, o Rodigheri e o Marciano que me deram para mim também esta missão para falar em nome da bancada ao homenageado. E o homenageado também me pediu que eu fizesse a homenagem no dialeto italiano na maneira que nós conversamos. E eu achei que é muito fácil falar de pessoas como o Ademar que está sendo homenageado neste momento. (Falando no dialeto vêneto, que foi assim traduzido). E então restou a mim falar de Ademar Pedro Câmera, filho de Olívio e Augusta Possa Câmera, nascido lá em Nossa Senhora do Carmo. Meu companheiro de mais de vinte anos de coral. Um grande homem que leva adiante a cultura italiana não só na cidade de Marau, mas também de toda a região. Com seu reconhecimento e seu trabalho e com o programa Alegria e Tradição Italiana na rádio Alvorada, de todos os sábados junto com a Lurdinha. E eu quero aqui que cada um de vocês pense um pouco, vinte anos, todos os sábados Ademar Câmera e também a Lurdinha lá na rádio. Quem de nós teria a paciência e a boa vontade de fazer um programa? Por isso Ademar que você é reconhecido não só em Marau, mas também na região. Ademar, a tua história não é só com a cultura italiana. Um homem exemplo do comércio, um pai de família, que todos o querem bem. Por estas coisas e outras tantas que merece esta homenagem da Câmara de Vereadores. Não podemos nos esquecer que você é filho do Olívio e da Augusta que criaram uma grande família, de Ademar, Valdir, Ivone, Sadi, Helena, Vilmar, Naide e Valmor. Todas pessoas como você, sérias, trabalhadoras e boa gente. E você, Ademar, você é o capitão dessa família aqui. Ademar é o comandante, junto com seu pai e sua mãe, luta na condução de uma família que serve de modelo e de exemplo, não só pra nós aqui em Marau, mas pra toda a região. Família assim, precisaria vir uma por semana aqui no Brasil, porque da maneira que está não sei aonde vamos. Ademar, você é o que você é, mas precisa dividir o mérito da família, dos teus pais, da tua mãe, dos teus irmãos, das tuas irmãs, dos teus cunhados, das tuas cunhadas, teu sogro, tua sogra, desta homenagem que a Câmara está te fazendo aqui. E a tua mulher Adriana que é um exemplo, que ela te acompanha sempre, com paciência, conversando. E não podemos esquecer da tua filha, a Mariana, que ela está aqui também ela, que ela fala italiano, que ela te incentiva. Ademar, eu quero que Deus te dê saúde e paz e muitos anos de vida porque depois de fazer tanto pela nossa cultura de Marau e agora te digo, um abraço e obrigado a todos. O agraciado foi convidado a se dirigir ao centro do plenário para receber a medalha, o diploma e o decreto que lhe concedem a homenagem. Com a palavra o senhor Ademar Pedro Câmera: (Falando no dialeto vêneto que foi assim traduzido) Boa noite a todos, uma saudação e um abraço. A emoção é grande e então como devo seguir o protocolo, peço permissão ao presidente, vou falar em italiano porque esta é a minha maneira de ser e de falar. Quero saudar o presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Marau Jair Poletto Lopes e no seu nome saúdo a todos os vereadores desta Casa. Saúdo a Agente Consular da República Italiana, Elohy Lurdes Bertoldo Alessandri. Saudar também a Rainha da XX Festa Italiana de Marau, Aline Degrandis, gente da minha terra onde nasci, Nossa Senhora do Carmo. Saudar o representante dos partidos PMDB e PT, Vereador Ademir Durante. Saudar o representante do PP, vereador Valdir Sozo, do qual recebo esta menção. Saúdo também o Coral Alegria Franciscana de Marau em nome da presidente Oneide de Col e da regente Maura De Carli. Saúdo também os homenageados, senhor Antonio Soares da Silva, José Salvador Maculan, Luiz Antonio Longo, Gim, que não o conhece, um dos primeiros participantes do grupo de coro do frei Adelar que cantamos por muitos anos juntos. Agradeço a Deus por eu estar aqui esta noite e neste momento a todas as pessoas que fazem parte da minha vida, ajudando-me a chegar nesta hora de receber esta menção de honra cultural. Agradeço a minha família, ao meu pai, a minha mãe que estão ali. Com dificuldades minha mãe veio aqui, sou muito contente. Agradeço aos meus irmãos, as minhas irmãs que sempre todos juntos, sempre convivemos em nossos costumes italianos. Agradeço também a minha mulher, a Adriana, a minha filha Mariana por sempre terem me incentivado a levar adiante a cultura italiana. Agradeço ao Coral Alegria Franciscana outra vez, em nome da nossa presidente Oneida De Col, a nossa regente, Maura, patrimônio do coral e posso dizer o seguinte, que o coral é a minha segunda família. Acreditem nisso, é verdade. Há vinte e seis anos, todas as quartas à noite fizemos o nosso ensaio de canto e porque não dizer um filó. Agradeço ao Grupo Alegria aqui presente, o Grupo Cinco Amigos representando os grupos da comunidade cantante da colônia, que há quatorze anos fizemos a nossa festa todos juntos, preservando os nossos cantos, folclore italiano trazido para cá pelos nossos bisavôs há mais de cento e trinta anos atrás. Agradeço também á direção da rádio Alvorada de Marau AM por eu e a Lurdinha ter a oportunidade de apresentar todos os sábados o programa em dialeto, Marau e sua tradição italiana que agora no dia vinte e um de agosto completará vinte anos de apresentação pelas ondas sonoras da rádio Alvorada de Marau como dizia o frei Adelar Primo Rigo, idealizador deste programa. Quero agradecer também à Lurdes Gema Coldebella, que não a conhece, a popular Lurdinha, pelos vinte anos de trabalho juntos, por essa bela coisa que é cantar e falar italiano. Um agradecimento também ao doutor Evaldo Franco, não sei se está aqui ou não, um dos diretores desta emissora no ano de mil novecentos e oitenta e oito quando começava o nosso programa italiano, considerado ele o nosso padrinho, nós começamos em mil novecentos e oitenta e oito. Agradecer ao vereador Valdir Sozo pela indicação desta menção de honra a minha pessoa, Valdir, feita aqui esta noite. Quero dizer o seguinte, sou muito contente por receber esta honra e dizer que há tantos anos sempre cantamos um ao lado do outro e sempre com tantos compromissos nem sempre a gente pode participar. Só te faço um pedido , Valdir, a tua voz é de grande importância para o coral e a companhia como se canta um ao lado do outro, dizer-te o seguinte, que não tenho palavras para agradecer e digo o seguinte, que Deus sempre esteja ao teu lado e que você sempre faça essas coisas belas que são de grande importância. Como dizia, vinte e seis anos do coral, o coral, o grupo que está aqui na cidade de Marau, vinte anos de participação na Comissão Organizadora da Semana Italiana e agora Festa Italiana, quatorze anos de festivais e encontros cantantes da colônia na cidade de Marau, Vila Maria, Gentil, Tapejara e São Domingos, sempre com a ajuda do Jatir Bolis que está aqui esta noite também. Dizia primeiro, que na vida da gente com todos esses anos de participação e destes acontecimentos, se vai aprendendo tanta coisa também, por tanto trabalho para não deixar morrer ou serem esquecidas as nossas origens. Cada vez mais sinto a responsabilidade de levar adiante essa bela missão, não pensando em receber pagamento ou receber títulos, mas sim divulgando com amor e simplicidade os nossos valores e as nossas tradições italianas. E esta menção de honra, quero reparti-la com todas as pessoas que sempre compartilharam desta caminhada tanto nas horas de alegria como nas horas de dificuldade. Gostaria que cada vez mais as pessoas conhecessem o valor e a cultura do povo italiano e que nem os avós e nem os jovens deixassem morrer esta bela tradição. Deixo aqui um pedido as nossas autoridades, que sempre apóiem a iniciativa que tenha a finalidade de divulgar e preservar a cultura do nosso país. E digo outra coisa, não tenham vergonha de falar italiano, porque quem fala italiano fala mais de uma língua. Dizer o seguinte, que com esta Festa Italiana estamos chegando aos vinte anos, vinte edições porque temos gente que trabalha em prol da nossa cultura italiana. Poder público, desde o primeiro prefeito até hoje, apoiando, ajudando para fazer esta bela festa. Podemos ver a cada evento que sucede, desde a primeira, reunir oitocentas, novecentas pessoas em companhia fazendo encontro. Assim se vive em sociedade, se vive no amor. Não olhar-se torto, sem se dizer nem bom dia, nem boa tarde. Não é assim. Italianos que eu disse, é preciso ter a palavra de fazer coisas justas. Outra coisa queria dizer, de dois anos pra cá tive um pouco de dificuldade com a minha saúde, mas quero dizer o seguinte, que Deus me deu a permissão de estar aqui esta noite para receber esta menção de honra. Classifico Deus, em primeiro lugar, a minha família, minha mãe, meu pai, irmãos, irmãs, cunhados, cunhas, minha esposa, minha filha, Deus, a família e amigos e oração dos amigos. Gente, se eu vivesse cem anos não teria como retribuir a corrente de oração que estão fazendo. Ontem até recebia duas ligações de Viaduto, sabendo como estava a saúde e dizendo-me o seguinte, estamos rezando para melhoras. Também recebi outra ligação de São Domingos, dizendo que essa noite se encontraremos e faremos uma oração. Então, quero agradecer a Deus, obrigado Valdir, obrigado ao poder público de Marau, aos vereadores da Câmara de Marau que todos estão unânimes para eu receber esta menção. Obrigado e que Deus me dê saúde e igualmente a todos e que sempre tenhamos festa italiana até que possamos defender a cultura italiana. Obrigado. O Mestre de Cerimônia fez a leitura do currículo do senhor Antonio Soares da Silva. Fez uso da palavra o vereador Enio Romani. Boa noite a todos. Saúdo vossa excelência senhor Jair Poletto Lopes, mui digno presidente desta Casa Legislativa; vereadora Naura e demais vereadores aqui presentes. Saúdo vossa excelência, senhor Vilmar Perin Zanchin, mui digno prefeito de Marau. Saúdo a senhora Elohy Lurdes Bertoldo Alessandri, Agente Consular da República da Itália; a Rainha da XX Festa Italiana, senhorita Aline Degrandis; os integrantes do Coral Alegria Franciscana; aos agraciados, senhores: Ademar Câmera, Luiz Antonio Longo, José Salvador Maculan e em especial o nosso homenageado senhor Antonio Soares da Silva; demais autoridades já nominadas; senhoras e senhores. Inicialmente queremos dizer que nos sentimos honrados em representar a Bancada do PMDB nesta sublime missão de homenagear pessoas que de uma forma ou de outra contribuíram para o crescimento sócio-econômico e político através de seus ideais e empreendimentos, fazendo parte da bela história deste pujante município. Entre esses homenageados, também merecedores, destacamos em especial o nosso homenageado, senhor Antonio Soares da Silva, reconhecido e homenageado com a medalha Índio Marau em função de sua destacada atuação na comunidade marauense. Muito além de uma grande responsabilidade, a qual muito nos honra, não resta dúvidas após termos o privilégio de acompanhar seu histórico, referirmo-nos a uma pessoa tão nobre, cuja caminhada até este momento é marcada por fatos e atos, trilhando suas jornadas com a retidão do seu exemplar caráter e postura influenciando familiares e sociedade a enfrentar as adversidades e os triunfos que os desafios constantes do dia a dia impõem na vida de cada um de nós. A simplicidade e o caráter são virtudes que dignificam o homem, fazendo de sua trajetória um exemplo para os que o acompanham. Homem simples, criado no campo, detentor de uma inteligência extraordinária e o dom de desenhar os mais variados projetos e o um apaixonado esportista e um seguidor assíduo da fé cristã. Parafraseando Nelson Mandela, grande líder africano, “bravo não é quem sente medo, mas é quem vence este medo”. Assim podemos comparar o seu Antônio pela sua ousadia de criar, alçar vôos e edificar, vivendo numa época cuja centralização política amordaçava impedindo a liberdade nas suas mais diversas formas de expressão, tentando de todas as maneiras tirar o direito de seguir seus dogmas e convicções. Mas a força desse grande homem, hoje laureado com a medalha Índio Marau, superou qualquer adversidade e sua índole incorruptível sempre prevaleceu, exemplo repassado e seguido por seus descendentes, transmitindo ensinamentos éticos e morais e um profundo respeito à pessoa humana, bases sólidas para um mundo mais justo e fraterno. Hoje vivemos numa sociedade fragmentada nas suas estruturas, jovens e adolescentes desvirtuam-se procurando prazeres e caminhos nebulosos nas esferas políticas e econômicas e nas diversas instituições ouve-se diariamente escândalos e desvio de dinheiro público e o povo fica a mercê, quase acreditando que o anormal nesse país é ser correto. A ciranda na troca de partidos políticos, indo de acordo com interesses exclusos sem o mínimo de respeito com o povo. Então nos voltamos a esse ilustre homem tentando usar as palavras para dignificar suas ações. Seu olhar impregnado de sabedoria, sua calma interior e exterior, o amor pela família, a sensibilidade artística, suas palavras sábias, suas convicções, até seu silêncio por discordar mesmo sentindo na pele as misérias humanas jamais abalaram sua imagem meiga, segura e carinhosa diante dos relacionamentos cotidianos. A vida é uma obra de arte e cada um nasce para ser artista, palavra de Stievens. E a sua, em especial, senhor Antonio foi e é lapidada com o brilho da sabedoria, talvez a maior de todas, porque acontece em cada gesto seu, a cada lição de pai, na militância política, em vários empreendimentos experimentados e na simplicidade do seu dia a dia. Jamais importou-se com a promoção pessoal, preferindo sempre a satisfação interior e isso sim é uma glória que somente encontramos em pessoas nobres como a sua pessoa. Sabemos que os sábios da história caracterizaram-se pela humildade e generosidade, no entanto, apaixonados por suas criações deixaram seu legado para as criações futuras. Senhor Antonio, quando olhares para trás perceberá que a sua história está sendo continuada pelos seus dez filhos, vinte e dois netos e cinco bisnetos. Certamente seguirão seus ensinamentos, com toda a certeza, são o melhor presente que a vida lhe deu e irão dar continuidade a sua bela obra. Nós como membros do Poder Legislativo nos sentimos honrados e a certeza do dever cumprido por oportunidades como esta de laurear tão ilustres cidadãos marauenses. Finalizando, deixando que as palavras do compositor Toquinho estejam sempre presentes em sua vida, a cada início e fim de um novo dia: “Nasça sempre com as manhãs, deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar; fé na vida, fé no homem, fé no que virá, nós podemos muito, vamos lá, o que será”. Agradeço a todos, muito obrigado pela oportunidade. O agraciado foi convidado a se dirigir ao centro do plenário para receber a medalha, o diploma e o decreto que lhe concedem a homenagem. Com a palavra o senhor Benhur Soares, para falar em nome do homenageado. Na pessoa do senhor Jair Poletto Lopes homenageio as demais pessoas aqui presentes; prefeito Vilmar Zanchin; na pessoa do meu pai Antonio Soares homenageio também os demais homenageados desta mesa; senhores convidados; autoridades aqui presentes. Quando nos deparamos com situações como esta, vimos que a nossa vida é feita de momentos. Momentos e decisões. Basta que a gente veja e se reporte um pouco ao tempo passado, a um tempo em que meu pai e minha mãe se encontraram e decidiram se deslocar de onde residiam para vir para cá se edificar numa cidade, promíscua naquela época e edificaram muito mais do que uma simples residência e sim um constructo do que hoje se encontra uma cidade hoje chamada Marau. A nossa vida, muitas vezes, ela é feita de empecilhos, por dificuldades e por situações que, às vezes, jamais conseguiremos medir e o que será. Vivemos num mundo aonde as pessoas podem de uma hora pra outra, construírem automóveis que andam a velocidade de duzentos quilômetros por hora, naves espaciais e de repente o ser humano não consegue sequer apagar um incêndio de uma floresta. Talvez muitos daqui jamais conseguirão imaginar o que seria morar numa cidade ou começar uma cidade aonde os cavalos eram ferrados à base de ferraduras, aonde as carroças eram feitas com rodas de madeira e hoje a gente se desloca com automóvel de um lado pro outro, abastece, as distâncias são curtas, o dinheiro compra tudo e as coisas não são difíceis. Como seria naquele tempo acreditar num mundo diferente, pensar que um dia a cidade poderia ser promissora, que existiriam prédios e não simplesmente residências feitas de pau à pique. Hoje construímos famílias com no máximo dois, três filhos e você olha pra pessoa que tem dez filhos e alguns dias atrás eu disse pra minha mãe: mãe, como é que vocês conseguiram criar dez e hoje nós não conseguimos criar dois. Ela disse: hoje é fácil, tem fogão à lenha, tem microondas, tem fogão à gás, tem chuveiro elétrico, tem água encanada. Jamais algumas pessoas que estão aqui saberão o que é dificuldade. Momentos como esses serão eternos, talvez para algumas pessoas não, para outras jamais serão esquecidas. Eu venho aqui agradecer em nome do meu pai a homenagem, acho que muito merecida. Em nome da minha família eu vim parabenizar esta Casa porque lembrar de pessoas como meu pai e demais homenageados depois de mortos para colocar em nome de rua, eu acho que seria um demérito. Parabéns por esta iniciativa, parabéns aos demais homenageados. Pai, parabéns pela pessoa, pela ética, pelos valores, pelos princípios e pela educação passada a mim e aos demais irmãos. Se Deus quer queira um dia, a gente possa talvez conseguir fazer o que o senhor e a mãe conseguiram fazer por nós. Muito obrigado. O Mestre de Cerimônia fez a leitura do currículo do senhor José Salvador Maculan. Fez uso da palavra o vereador Jair Poletto Lopes. Renovando a saudação a todas as autoridades e pessoas denominadas no protocolo, incumbe-me dizer algumas palavras até para justificar os motivos pelos quais me levaram a escolher dentre tantos que também mereciam estar aqui, José Salvador Maculan para receber a distinção deste parlamento. É que existem pessoas que se destacam nas suas iniciativas, nas quais objetivam fortalecer seus negócios, gerando por reflexos benefícios para quem depende de emprego ou de oportunidade. Estas pessoas buscam em primeiro plano, o lucro e não há demérito que assim o falam, pois afinal vivemos num sistema capitalista. Mas existem pessoas que mesmo assim colhem as oportunidades para prestarem um serviço de relevante valor social. Nisso que cabe a homenagem a José Salvador Maculan, ao conjunto de sua obra. Precisamos relembrar que o serviço de radiodifusão é uma concessão pública, ou seja, pertence ao povo. Por isso os meios de comunicação possuem caráter social. Diz o artigo duzentos e vinte e um da nossa constituição federal que a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: Um: preferência e finalidades educativas, artísticas e culturais e informativas; Dois: promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação; Terceiro: regionalização da produção cultural, artística e jornalística conforme percentuais estabelecidos em lei; Quarto: respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família. Neste já longo tempo de comunicador, Zé Maculan poderia ter realizado sua programação normal que estaria cumprindo os limites da exigência de seu empregador. Porém, servindo-se da liberdade e por evidente do apoio da direção da rádio Alvorada e seus colegas de trabalho, sempre ousa em editar ou criar espaços para o atendimento do preceito constitucional. Como já referido anteriormente, os principais projetos desenvolvidos unindo a região: Festival de Calouros, Festival de Talentos, Cantinho da Vovó, Vida em Família, Redação no Rádio e Rádio Comunidade. Estão presentes as finalidades educativas, artísticas, culturais, informativas, a regionalização e acima de tudo respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família. Bem poderia, meu bom José, fazer como tantos outros e limitar-se a cumprir seu ofício pensando apenas na retribuição pecuniária no fim do mês. Isso é mais cômodo, mas não. Sempre ousas no sentido de promover o bem comum. E por isso és digno dessa homenagem. Gibran, na sua inesquecível obra “O Profeta” referia que: há os que dão pouco do muito que possuem e fazem-no para serem elogiados e seu desejo secreto desvaloriza as suas dádivas; e há os que pouco tem e dão-no inteiramente e esses confiam na vida e na generosidade da vida e seus cofres nunca se esvaziam. E há os que dão com alegria e esta alegria é a sua recompensa. E há os que dão sem sentir pena, nem buscar alegria e sem pensar na virtude. Dão, como no vale, o mirto espalha sua fragrância no espaço. Pelas mãos de tais pessoas, Maculan, Deus fala; e através de seus olhos ele sorri para o mundo. Essa homenagem, repito, meu bom José, tem muito deste recado do profeta que diz assim: é belo dar quando solicitado, mais belo ainda é dar sem ser solicitado por haver apenas compreendido. Este parlamento compreendeu e por isso faz esse reconhecimento. Eu faço porque temos em mente a mensagem de Charles Chaplin, não sei se é essa a correta pronúncia, mas é esse importante homem que no seu último discurso dizia: todos nós desejamos ajudar uns aos outros, os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próprio, não para o seu infortúnio. Porque haveremos de odiar e desprezar uns aos outros? Nesse mundo há espaço para todos. A terra que é boa e rica pode prover a todas as nossas necessidades. Tomara que a rádio Alvorada continue seguindo à risca e por isso ela também é homenageada, como dito, pelo conjunto da obra. Eis que não bastaria a vontade de um comunicador se não houvesse a permissão e o apoio. E que esta singela homenagem sirva de estímulo para ti, Maculan, porque precisar, quando estiver solitariamente na frente de um microfone, lembrar mais uma vez ao saudoso Chaplin. Ele disse: a aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza destas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora, milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir, eu digo, não desespereis. A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder do povo que arrebataram há de retornar ao povo. E assim, Maculan, enquanto morrer homens, a liberdade nunca perecerá. Nossa Câmara de Vereadores, com certeza, está orgulhosa em destacar a tua obra, meu bom José. Obrigado. . O agraciado foi convidado a se dirigir ao centro do plenário para receber a medalha, o diploma e o decreto que lhe concedem a homenagem. Com a palavra o senhor José Maculan. Vereador e presidente desta Casa, Jair Poletto Lopes; demais autoridades já mencionadas neste protocolo; colegas homenageados nesta noite; senhoras e senhores. Com a educação que recebi, moldei meu caráter. Herança de meus pais, reforço com meus professores, com as pessoas de bem com quem convivi, minhas crenças e meus valores. Do caráter veio a confiança, ganhei respeito, trilhei novos caminhos, caminhos com seus aclives e declives, pedras de várias formas e de vários tamanhos. Das pedras, imaginem vocês, tirei muitas riquezas, com jeito e sem pressa, apenas ousando, perseverando e acreditando, fui lapidando cada uma delas. Foi ali que encontrei o ouro da amizade, da simplicidade, da humildade e principalmente o diamante da honestidade. Para chegar mais longe, o meu conhecimento, busquei na leitura o saber mais técnico, já que a vida por si só já é um grande aprendizado. Confesso a vocês que a leitura é uma das minhas grandes paixões, tanto é que ela me envolve de tal maneira que, às vezes, nem percebo que já é madrugada. Quantos livros, quantos títulos, quantos autores famosos. Fazer o bem vale a pena. Ainda me lembro bem de um deles, mas em especial que gravei muito bem falava que o mal não existe. Puxa vida, logo pensei, isso só pode ser utopia. Mas é preciso saber interpretar o que cada autor quer dizer em suas entrelinhas. A explicação logo veio nas páginas seguintes onde esclarecia a sua mensagem. Dizia ele que o mal só passa a existir quando deixamos de praticar o bem. aí, pensei, continuo pensando, com tantas injustiças, com tantas maldades e mais maldades acontecendo ao nosso redor, imaginem vocês, quanta gente com isso, está deixando de praticar o bem. quando aprendi a rezar, o primeiro pedido que fiz a Deus foi este, meu senhor e meu Deus, quando eu crescer que eu seja um homem de bem para fazer o bem. embora nesta idade não sabia exatamente qual o significado que existia entre fazer o bem e fazer o mal. Ser o bem não basta, é preciso praticar o bem. Amigos, Deus se alegra com as nossas ações. Por isso como resposta, como gratidão, como pequenas criaturas que somos ao criador devemos fazer bem sempre o que fazemos. Sou feliz com o que tenho porque recebi mais, muito mais do que pedi. Bagé, fronteira gaúcha, mi novecentos e oitenta e dois, ali descobri minha vocação e paixão pelo rádio, pela comunicação, pelo mundo das comunicações. No começo, como em qualquer área de trabalho, surgem as primeiras dificuldades, no meu caso, foi a carteira assinada que nunca chegava. As quinze horas por dia que por vezes cansei de fazer. Os colegas mais antigos que tinham medo de perder seus lugares com a chegada de novos integrantes. O refrão era quase que diário: o que faz aqui um jovem aprendiz achando que pode fazer mais, que pode inovar, que pode fazer diferente, se nós com trinta anos de casa e de experiência já sabemos tudo? Cabeça baixa, pensava comigo: que pena, que pena que eles pararam no tempo. Confesso a vocês que por várias vezes pensei em desistir, mas dentro de mim uma voz falava: agora chegou a tua vez e este é o teu caminho. Por isso que hoje entendo melhor quando os grandes poetas, escritores famosos e até mesmo as pessoas velhinhas com suas experiências de vida, dizem: escute sempre a voz do coração. Em resumo, mais tarde, eles tentaram compreender que meus desejos e anseios não era ser melhor do que eles, mas sim que juntos pudéssemos aproveitar melhor o grande poder que tínhamos em nossas mãos e como ferramenta o rádio, como grande emissor de nossa mensagem, uma vez que o rádio sempre foi e continua sendo o maior veículo de massa. Fazer mais pelo social, fazer mais pelas pessoas, não dar as coisas de graça, mas buscar mecanismos para buscar o acesso as suas necessidades. O rádio, como tantos outros veículos de comunicação, como bem frisou o presidente Jair Poletto Lopes, são concessões renováveis através do Ministério das Comunicações, com isso os meios de comunicação têm como grande finalidade a prestação de serviços ao bem comum e não como tantos que se utilizam dos mesmos para imagem pessoal, política e até os grandes monopólios que nem sempre abrem espaço para o social. Sendo considerado o quarto poder em nosso país, os meios de comunicação tem elegido e deposto presidentes, condenado muitos cidadãos inocentes como se fossem donos da verdade. Já diziam seus inventores, o gaúcho padre Lângaro de Moura e mais tarde o italiano Marconi que todo o instrumento mau utilizado se torna um veneno para as pessoas, um veneno para a comunidade. Alberto Santos Dumont, o pai da aviação, preferiu dar fim a sua própria vida do que continuar vendo sua grande invenção ser utilizada para guerra, matando e destruindo, manchando o branco da paz, colocando em conflito um mundo que ainda temos coragem de chamar globalizado. E eu pergunto, se fosse realmente globalizado não teríamos mais força para lutar em defesa da paz? Como homem da comunicação eu precisava fazer a minha parte, assumir a minha responsabilidade e colocar em prática a minha criatividade. Comecei pela desigualdade no atendimento às pessoas carentes na área de saúde, mais tarde pelas crianças sem família, pelos velhinhos abandonados em ruas e calçadas e em seus asilos. Pelas pessoas que sofriam algum tipo de preconceito. E assim, amigos, assim segui a minha caminhada. Da fronteira gaúcha para o planalto médio neste retorno aqui com suas peculiaridades bem acentuadas tive que mudar o foco na linha dos meus projetos, mas nunca fugindo da minha filosofia de trabalho que era o bem comum. Por onde passei e onde estou, sempre tive e tenho o aval da direção, superintendência e colegas de trabalho. Nosso jeito de fazer rádio é pensar no bem estar, na valorização criando e apoiando ações para uma vida bem melhor. Projetos que visem atender as necessidades da nossa região, as pessoas que nela se incluem, suas histórias, suas etnias, sentir-se cidadão de verdade, seus valores e principalmente a sua dignidade. Obrigado à família capuchinha que entre rádio e seminário nós somamos vinte e oito anos de uma convivência muito harmoniosa. Obrigado por terem acreditado em meu trabalho, dando-me liberdade para desenvolver a minha capacidade profissional. Minha felicidade não é pela execução e sucesso dos projetos, mas por não terem ficado trancados nas gavetas de nossos armários. Mesmo que no erro o alvo seja a lua, você tem a chance de acertar uma estrela e para quem não tinha nada, uma estrela também brilha, e muito. Por isso divido esta homenagem também com a família Alvorada e Rede Mais Nova, hoje tendo como gerente geral Eugenio Dupont e frei Edílio Soliman na superintendência. Ser vereador, acredito, não é somente criar leis e aprovar projetos. Ser vereador é acompanhar, fazer acontecer e sentir o pulsar da vida, vida que faz uma sociedade livre, forte e promissora para as futuras gerações. E para ver e para sentir tudo isso é preciso ter o dom da sensibilidade. Só quem tem o dom da sensibilidade pode ver ao seu redor tudo aquilo que alguém com amor, carinho, dedicação, fez e continua fazendo em prol das pessoas e de sua comunidade. Os dons são reais dádivas que ganhamos de presente do criador do universo, mas tudo é preciso ser colocado em prática. Amigo vereador Jair Poletto Lopes permita-me revelar sua grande paixão também pelo rádio. Quem não lembra do famoso programa “Saudade Sertaneja” apresentado nas manhãs de domingo na rádio Alvorada. Sua história que foi de mil novecentos e noventa e dois a dois mil e dois, portanto dez anos registrando e resgatando a história da nossa música brasileira. Vereador Lencaster Foresti, nos seus inesquecíveis comentários esportivos também revelam sua grande paixão pelo rádio. Vereador Valdir Sozo, defensor da nossa cultura italiana. Vereador Antonio Borella De Conto, voltado ao resgate da história de Marau, seu povo, sua gente. Marciano Aguirre, defensor da classe dos professores; a educação acima de tudo. Vereador Anderson Rodigheri, com seu trabalho voltado ao jovem marauense. Quem não conhece, quem não sabe da JUFRA, a importância no meio da sociedade marauense? Vereador Enio Romani, defensor do esporte, segurança pública e também envolvido com as nossas entidades tradicionalistas. Vereadora Naura Bordignon, defensora das causas sociais e comunitárias, além do apoio especial à classe feminina, à mulher marauense. E por último, o vereador Ademir Durante, defensor da nossa classe muitas vezes sofrida, o nosso agricultor. Mas Jair, obrigado de coração por sua indicação, obrigado vereadores do nosso Poder Legislativo, obrigado pela aprovação em cem por cento. Parabéns pela iniciativa de criarem a medalha Índio Marau e demais condecorações desta Casa. vocês nem imaginam quantos corações batem mais forte ao serem tocados pela sensibilidade de outras pessoas. Caros vereadores, prefeito Vilmar Perin Zanchin, pelos seus atos e ações, quantas pessoas assim como eu, passam a perceber que a vida tem mais sentido que vale a pena sim continuar fazendo o bem. Em nome dos demais agraciados, obrigado por esta homenagem. E pra concluir, mais do que razão e emoção, prefiro, pelo menos hoje, dar sentido às necessidades da alma e citar agora as palavras do Salmo oitenta e seis: Caminhe segundo a verdade e conserve a paz em seu interior. Agradeça o que obtiver de todo o coração, pois é grande o amor e a obra de Deus para você. Deus sempre realiza um sinal de bondade prestando socorro e consolação. Para conquistarmos novos horizontes precisamos em primeiro lugar agradecer àquilo que já possuímos pois o mais nos será dado de acréscimo. E por fim dizer muito obrigado por vocês fazerem parte da minha vida. Boa noite. O Mestre de Cerimônia fez a leitura do currículo do senhor Luiz Antonio Longo. Fez uso da palavra o vereador Lencaster Foresti. Excelentíssimo senhor presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Jair Poletto Lopes, em seu nome cumprimento os demais vereadores desta Casa, ex-vereadores que vejo aqui presentes. Quero agradecer aos vereadores da minha bancada, vereador Anderson, vereador Marciano e vereador Valdir que me deram a oportunidade de fazer este pronunciamento. Excelentíssimo senhor prefeito municipal Vilmar Perin Zanchin, em seu nome saúdo os secretários, ex-prefeito, ex-vices-prefeitos que estão aqui presentes. Senhora Elohy; senhorita Aline; homenageados Ademar Pedro Câmera, Antonio Soares da Silva, amigo José Salvador Maculan, Luiz Antonio Longo. Esta semana, senhor Luiz Antonio Longo começa com festa. No dia de hoje recebendo a justa homenagem da medalha Índio Marau e no sábado com familiares e amigos estará completando, em uma festividade, oitenta anos de vida. Nós temos uma relação muito estreita com a família Longo, a família do seu Gim. Conhecemos todos os sete filhos, Volmir, Odolir, em memória; Senair, em memória; Nelci, Neusa, Jandir e Nilce. Tive uma relação mais estreita com o Volmir, colega vereador por vários anos com que convivi mais tempo como colega e partidário. Quem conhece o Volmir como eu conheço sabe de sua generosidade, lealdade e amizade que tem com as pessoas próximas. Com certeza, reflexo da criação do seu Luiz Longo e dona Maria, em memória, a eles e seus irmãos. Hoje seu Gim Longo é casado com a senhora Amélia Argenta. Coube a mim, vereadores, fazer um pronunciamento de um dos baluartes do desenvolvimento de Marau, e pensava eu quando preparava este discurso, será que vou falar do ex-vereador? Será que vou relatar fatos do seu Gim Longo como vice-prefeito na administração do meu tio Jatyr Francisco Foresti? Será que vou relatar os tempos de secretário de obras como disse bem aqui no seu curriculum quando Marau ainda tinha Vila Maria, Camargo, Gentil e Nicolau Vergueiro? Será que devo relatar isso? E aí me deparei com um currículo que eu achei extraordinário. Me deparei com informações que me dão e me mostraram que deveria não olhar este lado político partidário, este lado da sua participação na construção de Marau. Como nós convivemos e vivemos a vigésima Semana Italiana, eu achei melhor relatar aquilo que passa ou que passou um cidadão italiano lá nos outros tempos, como dizia o Benhur aqui, que eram diferentes. E é uma história linda de vida e eu gostaria de compartilhar com os senhores. Seu Gim Longo nasceu em Marau na mesma casa do moinho de Santo Longo, seu avô, posteriormente conhecido como moinho do Fachini, às margens do rio Marau, hoje loteamento Fachini, na vila Santa Isabel. Aos seis anos iniciou seus estudos na escola Charruas, pelo espaço de dois anos. Nesta época, o pai Cirilo João Longo vendeu o referido moinho e adquiriu um moinho na localidade de Santo Antonio dos Trichez. A mudança para aquela localidade foi feita com carroça puxada por uma junta de vacas, único meio de transporte na oportunidade. Estando próximo da localidade de Gramadinho, começou a freqüentar a escola municipal daquela localidade, onde a professora era a senhora Iolanda Segatt Magrini. Ficou nesta escola até os doze anos. Com esta idade começou a trabalhar no moinho do pai. Também junto com o pai fez a primeira lavoura de arroz na várzea dos Trichez. Em mil novecentos e trinta e seis o pai vendeu o moinho e comprou uma colônia de terras em São Caetano, para onde a família foi morar. Aos dezesseis anos foi trabalhar na serraria do Pedro Lótici, derrubava e serrava pinheiros juntamente com o Pedro Mangoni, que no futuro se transformaria numa figura folclórica na região. Quando não havia mais serviço ou emprego na serraria do Lótici foi trabalhar na roça até o casamento com Maria Nadin Longo, até o casamento em onze de dezembro de mil novecentos e quarenta e oito. Depois do casamento o pai Cirilo vendeu a terra e veio trabalhar no moinho do Celestrino Pilatti e Luiz foi trabalhar no moinho Zonta em São Caetano, onde ficou sócio por cinco anos. Em São Caetano foi fabriqueiro da capela em duas oportunidades e trabalhava como carroceiro para transportar farinha para a cidade de Marau. A carroça era tracionada e puxada por duas mulas. Depois o Jair Zonta comprou um caminhão para substituir a carroça e ele mesmo trabalhava. Enquanto trabalhava no moinho também trabalhou junto com outro sócio na lavoura de arroz de Valentin Degrandis e João Hemerich. Em mil novecentos e cinqüenta e oito vendeu sua cota no moinho Zonta e comprou uma loja, ou armazém, ou bodega, em São Pedro do Jacuí fazendo a mudança para lá em onze de janeiro de cinqüenta e oito. iniciou vendendo cachaça, tecido em metro, tripas para salame, soda caustica para salame, sardinha, salame, etc. Para abastecer o armazém possuía uma carroça com duas mulas classificadas como fora de série. Comprava suínos, banha, galinha, salame, queijo e ovos. Transportava e vendia em Passo Fundo e na volta transportava a mercadoria necessária para vender no armazém. Trabalhou com carroça até agosto de mil novecentos e cinqüenta e oito. Naquele mês de agosto se encontravam no armazém o senhor Honorato Zanatta e o senhor João Santin, ambos criadores de suínos e bem financeiramente. Contou o Longo, o Zanatta me chamou num canto do armazém e disse: é hora de comprar um caminhão. O amigo Zanatta via o movimento da loja e da bodega e tudo era feito com a junta de mulas e então respondeu: sim, precisa, mas não tenho dinheiro. E o Zanatta respondeu: vai a Passo Fundo e veja se tem um caminhão novo para vender. Quando voltou de Passo Fundo com a informação do caminhão, preço e condições o Zanatta disse: venda a junta de mulas e o resto do dinheiro para a entrada eu empresto. E assim seu Longo fez. Na época, o Tagliari em Passo Fundo que seria a concessionária de hoje, tinha um caminhão Chevrolet Brasil, novo, mil novecentos e cinqüenta e oito. Comprou o caminhão, vendeu a carroça com as mulas e começou a trabalhar. Continuava a comprar os produtos da colônia, levava para Passo Fundo e Marau e trocava por mercadorias para a loja. Depois no mesmo caminhão, colocou carroceria de ônibus e fez a linha de São Pedro do Jacuí – Marau; Marau – São Pedro do Jacuí – Passo Fundo, por mais de um ano. Desfez a linha de ônibus e comprou uma Kombi para puxar passageiros e o caminhão continuou viajando puxando porco para Passo Fundo e Serafina Correa e mudanças para Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Em mil novecentos e sessenta e seis fez sociedade com Luiz Serafin, montando uma empresa de revenda de adubo e agrotóxicos. O início foi no porão do senhor Fioravante Bassani tendo como razão social Agroform Ltda. Foi adquirido o imóvel que hoje é o fundo da Xôk’s, da família Antunes, já continuado com o nome de Copema e foi montado o primeiro supermercado da cidade. Posteriormente a Copema foi transferida para a RS trezentos e vinte e quatro com o mesmo ramo e mais fábrica de calcário, cerâmica e britagem de pedra. Por problemas econômicos da época encerrou as atividades e o imóvel foi vendido para a Carbo Húmus, onde hoje funciona a GSI Agromarau. Foi plantador de soja na década de setenta, cultivava aproximadamente quatrocentos hectares entre terra própria e terra arrendada. Com experiência de lavoureiro, em mil novecentos e setenta e três e setenta e quatro foi colher arroz em Rio Brilhante no Mato Grosso do Sul. As empresas familiares, no entanto, sempre continuaram a trabalhar nos seus ramos de atividade, estando hoje com madeireira através da Madelongo e a terraplenagem através da Planície. Em mil novecentos e sessenta e dois concorreu a vereador pelo antigo PL, Partido Libertador. Fez na época cento e cinqüenta e dois votos, ficou como segundo suplente e assumiu por seis meses a cadeira na Câmara de Vereadores. Em setenta e dois foi eleito vice-prefeito na chapa de Jatyr Francisco Foresti, pela ARENA. Em setenta e seis foi candidato a prefeito numa sublegenda juntamente com José João Santin e Alberto Perin. Foi secretário de obras em duas oportunidades. Sempre atuou no diretório de seu partido participando de todas as campanhas eleitorais. Sempre fez política respeitando os adversários e valorizando os companheiros, aliás, o que faz até hoje. Luiz Antonio Longo para estar aqui hoje saiu do hospital depois de uma internação de três dias e esta é aquilo que nós vimos sempre, história de antepassados, das dificuldades que passavam. Essa é a história de um baluarte do município de Marau, chamado Luiz Antonio Longo. Obrigado. O agraciado foi convidado a se dirigir ao centro do plenário para receber a medalha, o diploma e o decreto que lhe concedem a homenagem. Com a palavra o senhor Luiz Antonio Longo. Boa noite a todos. Aqui é o Luiz Antonio Longo, o Gim Longo. Quero cumprimentar, em primeiro lugar, o prefeito e em segundo lugar, o seu Bordin, meu sobrinho, quero que todo mundo saiba que ele é meu sobrinho; e o resto dos companheiros que aqui se encontram. Aqui eu acho que não tem tanto o que falar porque já disseram tudo. Fiz muito mais coisinhas pequenas do que ele disse aí, mas disse aí as grandes, mas fiz coisinhas mais pequenas. Cheguei a roubar porco do Vilson Bianchi, mas é mentira. Então o meu serviço sempre foi assim, foi honesto. Na política sempre, de fato, fui do PL na época e depois então vim pro meu partido sempre respeitando os outros. Trabalhando pro meu partido de verdade, mas sem perder um amigo. Se alguém me olha atravessado por causa de política, mas não sei porquê. Eu, graças a Deus, hoje também tenho um partido, é aquele que eu sempre tive e vou continuar. Vou fazer uns aninhos essa semana, mas vinte, trinta anos nós vamos tocando pra frente. Muito obrigado pra todo mundo viu, muito obrigado. O Mestre de Cerimônia convidou o Coral Alegria Franciscana para fazer uma homenagem ao senhor Ademar Pedro Câmera. O vereador Ademir Durante fez uso da palavra representando as Bancadas do PMDB e PT para falar sobre a XX Festa Italiana. (Falando no dialeto vêneto que foi assim traduzido). Boa noite a todos. Quero fazer o meu pronunciamento em dialeto como eu aprendi um pouco com a minha família. Quero saudar o presidente da Câmara, Jair Poletto Lopes, a todos os nossos vereadores, a vereadora Naura Bordignon; a agente consular da Itália, a Elohy Lurdes Bertoldo Alessandri; a rainha da Semana Italiana Aline Degrandis; aos funcionários da nossa Casa; ao coral Alegria Franciscana; e aos homenageados desta noite Ademar Câmera, José Maculan, Luiz Antonio Longo e Antonio Soares; a imprensa e o público que se faz presente aqui. Falar da Semana Italiana, da XX Festa Italiana de Marau é como falar de um filho. Um filho é pequeno e cresce e fica velho e assim é a nossa Semana Italiana, que faz vinte anos de existência aqui no nosso município, nosso país. Primeiro falava que a Semana Italiana, a primeira era uma semana, hoje é bem mais de um mês aonde se faz e se dá a oportunidade a tantas comunidades do interior aonde mais de treze lugares fizeram e imitaram as tradições italianas dos nossos avôs, dos nossos pais e dos nossos bisavôs. Aqui em Marau podemos dizer que com Semana Italiana de mais de um mês, com o programa do Ademar e do Bolis que fazem no rádio e levam adiante as nossas tradições e aonde se vê todas as comemorações que se faz no interior se vê que os nossos colonos que residem lá fora e tentam cada vez mais fazer como era antigamente no começo dos nossos italianos que vieram pra cá pro nosso país, pro nosso município a desbravar e começar as famílias que fizeram esse município aqui. Outra vez, não quero ir muito distante, muito longo o meu pronunciamento, porque esta noite esta Casa aqui viveu, podemos dizer, uma grande emoção com aqueles que estão homenageados e com aqueles que estão fazendo uma bela comemoração da Semana Italiana. Muito obrigado e até uma próxima oportunidade. O vereador Valdir Sozo fez uso da palavra em nome da Bancada do PP para falar sobre a XX Festa Italiana. (Falando no dialeto vêneto que foi assim traduzido). Quero saudar a todos outra vez, sem fazer o nome, como eu saudei no início e aqui quero agradecer aos vereadores Aguirre, Rodigheri e Foresti que me deram a oportunidade de representar a nossa bancada, o nosso partido nesta noite, falando italiano. Aqui quero de novo agradecer os ex-prefeitos que estão aqui, João Antonio Bordin, Antonio De Conto e o atual Zanchin que levaram adiante as nossas tradições através da semana e da Festa Italiana. E aqui quero recordar a época de uma pessoa que era o vice-prefeito Neri Trentin que era o mentor da idéia e juntamente com o coral e o frei Adelar iniciaram a Semana Italiana. Quero fazer uma saudação especial a nossa rainha, Aline Degrandis, uma das rainhas que mais fala italiano de todas as festas italianas de Marau, uma bela moça, com uma simplicidade de italianos próprios. Eu vi ela jogando cartas lá na comunidade de São Francisco, eu a vi jogando bocha, eu a vi e a ouvi cantando italiano, eu a vi andando na cozinha, mexendo nas panelas aonde a comunidade fazia a comunidade, a rainha da nossa Semana Italiana. Aline, a ti, teu pai, tua mãe, a comunidade de Nossa Senhora do Carmo e em especial ao teu avô, Valentim Degrandis, um dos grandes cantores italianos que estão aqui em Marau, e aqui eu vejo muita gente que cantou com ele e não quero fazer o nome. E então Aline, a vocês a minha saudação e o meu abraço. Eu poderia falar aqui como uma vez se falava dos imigrantes que vieram da Itália, dos imigrantes, prefeito, que hoje em dia vem pra cá pensando que o salame está cortado. Mas não. Eu queria falar então com aqueles italianos da Itália que mandaram os nossos imigrantes aqui pra América sem dinheiro, sem um tostão nos bolsos e diziam: vá e não volte mais. Se eles viessem pra cá eu gostaria de dizer o seguinte: comam e bebam, cantem e riam, que bom é viver, eu tenho vontade também. Isso ali era preciso cantar, porque agora eu vou dizer que o sucesso da nossa Festa Italiana e começamos a vigésima Festa Italiana ou semana como se dizia, começou com o filó no Gramadinho. Um filó de exemplo em comida, na alegria, a comunidade faceira com aquele carinho de receber a todos. A noite da massa na vila Constante Fuga, um sucesso lá também naquela comunidade. A noite italiana na comunidade de São Caetano, mil pessoas lá prestigiando a noite italiana da nossa Festa Italiana. Festival de corais na igreja matriz, um show de corais, um show de corais quando se apresentaram três corais aqui de Marau. Encontro de canção italiana, com grupo de cantos liderados por Ademar e Bolis na comunidade da Vila Borges. Um espetáculo a parte de gente que cresceu com a canção italiana que levam adiante as nossas tradições. Esses precisariam ir à Itália e mostrar aos italianos que nos preservamos a tradição italiana. Mais de setecentas pessoas na noite da vila Borges. A noite da polenta na comunidade de Laranjeira, um espetáculo à parte, comida boa, bem servida, tem que dar os parabéns àquela turma lá da Laranjeira que acomodaram todos, tinha comida à vontade. E na comunidade de São Francisco, domingo passado, jogo de baralho, de mora, de bocha, de quatrilho e ouros jogos envolvendo todos. e aqui estão os campeões da mora, o Honorino Benedetti e Valdir Dalberto e os campeões da bocha de Nossa Senhora do Carmo, Tonico Franciscon e Alberto Perin. Este é o resultado da nossa Semana Italiana. E eu aqui quero fazer um pedido, Vilmar Perin Zanchin e seu candidato a vice Ivanir Roncato; Josué da Silva Longo e a sua candidata à vice, Tânia; os dois prefeitos e os dois vices candidatos a prefeito no ano que vem, continuemos com a nossa Semana, a nossa Festa Italiana e mantenhamos o nosso Coral Alegria Franciscana e espero que a nossa Semana Italiana de Marau, a Festa Italiana não sirva pra promoção política, porque senão se estraga tudo. É preciso que ela sirva de exemplo pra levar adiante as nossas raízes. Eu desejo um grande abraço, uma saudação e até o ano que vem se Deus quiser. Fez uso da palavra a Rainha da XX Festa Italiana, senhorita Aline Degrandis. Saúdo o excelentíssimo senhor Jair Poletto Lopes presidente do Legislativo e saudando-o saúdo os demais vereadores; saúdo o excelentíssimo senhor prefeito Vilmar Perin Zanchin; saúdo o senhor Jair Lombardi, secretário de Esporte, Cultura e Lazer; saúdo também a senhora Elohy Lurdes Bertoldo Alessandri, digna agente consular da Itália para a cidade de Passo Fundo; saúdo os demais secretários e funcionários do Executivo e Legislativo marauense; autoridades civis; imprensa; senhoras e senhores aqui presentes. (Falando no dialeto vêneto que foi assim traduzido). Eu estou muito contente por ter sido escolhida a rainha da XX Festa Italiana da cidade de Marau. Eu sempre estive em contato com a cultura italiana porque desde pequena eu aprendi com meu avô a cantar e levar adiante a cultura dos nossos antepassados. Quando eu ia nas festas italianas e via a rainha, eu sempre pensava que um dia eu queria ser a rainha porque a rainha representa a importância e a beleza da mulher italiana. Nesta oportunidade quero saudar a estas pessoas, senhor Ademar Pedro Câmera, senhor Antonio Soares da Silva, senhor José Salvador Maculan e também senhor Luiz Antonio Longo. Estas pessoas que colaboraram com o nosso município de Marau, obrigada. Nesta oportunidade convido a todos para os dias oito, nove, dez e onze para participar do café colonial no CTG Felipe Portinho às sete da manhã e às seis da tarde e convido a todos para sábado, para aqui no CTG Sentinelas do Pago, participar da janta das etnias. Obrigada a todos. Com a palavra a Agente Consular Italiana, senhora Elohy Lurdes Bertoldo Alessandri. Excelentíssimo senhor presidente da Câmara de Vereadores de Marau, senhor Jair Poletto Lopes; excelentíssimo senhor prefeito Vilmar Perin Zanchin; excelentíssimos vereadores; autoridades presentes; excelentíssimo senhor proponente, senhor Antonio Borella De Conto; senhoras e senhores. É com grande orgulho e satisfação que participo desta Semana Italiana pois é pela vigésima vez que eu faço. Sempre estive presente desde o ano de mil novecentos e setenta e cinco, quando meu esposo, cavalheiro Aldo Alessandri exercia o cargo de agente consular italiano. Lembro-me que no ano mil novecentos e cinqüenta e quatro, eu e o Aldo vínhamos de Passo Fundo aos domingos para apreciar os almoços no Hotel De Conto onde o cardápio era a comida italiana dos imigrantes italianos. A estrada ainda não era asfaltada. Agradeço a todas as autoridades civis, religiosas, educacionais, representantes políticos, os quais sempre me apoiaram nos eventos, não somente da etnia italiana como também de outras etnias enquanto estive exercendo a função de agente consular italiana. É com orgulho que digo que passou pelas minhas mãos todos os passaportes italianos das pessoas que têm dupla cidadania residentes aqui em Marau. Faço um agradecimento especial à imprensa falada, escrita e televisionada pois esses órgãos de comunicação são os responsáveis pela divulgação da história, dos costumes de todas as etnias em especial aos eventos sociais ligados à agência consular. Por indicação do consulado geral da Itália no ano de dois mil assumi a função de agente consular italiano, cargo exercido desde mil novecentos e setenta e cinco pelo meu esposo, cavalheiro Aldo Alessandri e por determinação da legislação italiana deixo de exerce-la pois a função de agente consular pode ser exercida até a idade máxima de setenta anos. Deixo o cargo de agente consular italiano, mas tenham todos a certeza de que sempre estarei à disposição enquanto cidadã ítalo-brasileira. Podem contar sempre comigo, pois estarei sempre presente aqui na cidade de Marau como amiga da cidade de Marau. Todos estão no meu coração. Obrigada. Com a palavra o prefeito municipal, senhor Vilmar Perin Zanchin. Eu prometo ser breve. Mas eu quero cumprimentar o caro presidente da Câmara de Vereadores, vereador Jair Poletto Lopes e em seu nome eu saúdo toda a mesa diretora desta Casa; cumprimento a agente consular da República da Itália para a região de Passo Fundo, senhora Elohy Lurdes Bertoldo Alessandri e seu esposo, delegado da Câmara de Comércio de Passo Fundo – Itália, senhor Aldo Alessandri; fazer uma saudação à rainha da XX Festa Italiana de Marau, senhorita Aline Degrandis; cumprimento ao nosso presidente da ACIM, empresário Leonardo Segatt; cumprimento a patroa do CTG Sentinelas do Pago, senhora Claci Cansi; cumprimento o representante do CTG Felipe Portinho, senhor Alcides Mariussi juntamente com demais integrantes do CTG Felipe Portinho que aqui estão; representante da EMATER, Helio Rissardo; primeira prenda juvenil da sétima região senhorita Beatriz Albuquerque; cumprimento a toda a comissão organizadora da XX Festa Italiana do nosso município; diretor da rádio Alvorada representando aqui toda a imprensa, Eugenio Dupont; demais autoridades que já foram mencionadas pelo protocolo e em especial os homenageados desta noite: senhor Ademar Câmera, Antonio Soares da Silva, José Maculan e Luiz Antonio Longo. Esta sessão solene está dividida em duas partes, uma as homenagens a esses valorosos marauenses e a outra, a festa italiana de Marau. Falando sobre a festa italiana do nosso município, eu quero dizer aqui, vereador Valdir Sozo que eu assumo o compromisso do apoio à semana italiana de Marau, como tenho certeza de que quem participa desse pleito tem esta mesma posição porque não podemos fazer diferente daquilo que todos os prefeitos de Marau fizeram, Turra, Maneco, Brocco, Romanini do PP, De Conto, Zanchin do PMDB, o Bordin que foi prefeito do PT e de quem for o próximo prefeito de Marau. Por isso tenho certeza absoluta e está aqui o coral Alegria Franciscana, Ademar Câmera, que no próximo ano Marau continuará tendo a festa italiana, a semana italiana, fazendo com que esta comunidade que tanto se dedica para o crescimento desta terra que todos nós amamos, aproveita uma semana, um mês, um pouco mais, um pouco menos pra festejar a nossa história, os imigrantes, os antepassados, mas principalmente, eu vejo na semana italiana o grande compromisso que reafirmamos em seguir adiante valorizando a cultura dos nossos antepassados. Por isso fica aqui o nosso agradecimento à comissão organizadora dessa festa italiana dando provas de que este não é um evento promovido pelo prefeito e pelo secretário da cultura, mas sim é um evento de responsabilidade da comunidade como um todo e é ela a responsável pela organização de toda a promoção e que é vasta neste ano, da festa italiana do povo marauense. Também quero aproveitar nesse momento para dizer aos nossos homenageados que recebem no dia de hoje, o diploma, a medalha, de que esta homenagem é justa e merecedora a todos os senhores. O senhor Luiz Antonio Longo, o nosso Gim Longo conhecido em todo o município com um currículo que orgulha a todos nós pelo exemplo de vida, de constituição da sua família. Um homem que lá nos primórdios do município foi um empreendedor. Como homem público, um exemplo de homem público. E junto com sua esposa, dona Maria que não está mais entre nós constituiu essa bela família, família Longo que está com nós aqui em Marau. Seu Gim, muito obrigado por toda a sua contribuição para com o nosso município. O senhor, na sua atividade particular ou na sua vida pública fez aquilo que o senhor disse aqui na tribuna há pouco, sempre desempenhou as suas atividades, sempre viveu fazendo amigos. E eu posso dizer que não conheço ou nunca ouvi um marauense sequer dizer que tem qualquer desavença com o seu Luiz Antonio Longo, o seu Gim Longo. Prova disso é o que ele acabou de falar aqui, ao longo de sua vida sempre fez amigos, sempre ajudou a construir e que belo exemplo, o senhor chegando aos oitenta anos, deixa para nós, os jovens, de que é por aí o caminho, fazer aquilo que é nossa missão nessa terra, construindo e fazendo amigos. José Salvador Maculan, o Zé Maculan, o homem de muitas fãs, o Zé Maculan, eu não vou falar muito aqui do Zé porque dá a impressão que ele está indo pro fim da carreira no rádio e ele está no auge da carreira. Eu tive o prazer de trabalhar por pouco tempo com o Maculan. E se eu pudesse definir o Maculan aqui com poucas palavras, eu diria que o Zé Maculan é um homem que bota a alma naquilo que faz e a sua vida é o rádio. Que sorte tem a congregação dos capuchinhos, a rádio Alvorada, a equipe que trabalha na rádio em ter o José Maculan integrando o seu quadro de colaboradores, no caso a Alvorada, porque ele se dedica, ele vai além, Jair, como você falou, da sua obrigação e eu acho, Maculan que estes teus vinte e oito anos trabalhando na rádio, esta tua doação tem o reconhecimento não apenas do Poder Legislativo de Marau, mas de quem todo dia liga o rádio e fica, quem sabe, tendo talvez alguém a única companhia, a voz amiga do Zé Maculan. Por isso, Maculan, muito obrigado também a ti pela contribuição que diariamente tu dá para o crescimento do nosso município e esta homenagem que o Legislativo te presta portanto é merecida e é justa. Antonio Soares da Silva, o Antonio Soares, o homem talvez com a maior experiência entre nós aqui presentes. Constituiu uma família que é um exemplo de família como foi dito aqui. Estava correndo os olhos na sua biografia e realmente é uma história linda de vida, com todas as dificuldades, com todos os pr

oblemas, soube superar todas essas dificuldades e encaminhou toda a sua família e está aqui provado que é um autodidata. Por certo gostaria de ter freqüentado um banco escolar, um curso superior, mas não teve a oportunidade. E buscou dentro de si toda a vontade necessária pra aprender por conta própria. E eu acho que esse é um grande exemplo pra todos nós. Hoje, neste mundo contemporâneo com todas as oportunidades, com tudo o que está posto ao nosso alcance, às vezes, falta aquilo que sobrou pro seu Antonio Soares que é a vontade interior, garra, a determinação, a ponto de ser reconhecido por uma instituição representativa de uma classe, a qual ele não detinha o título, mas tinha a prática e tanto é que foi reconhecido engenheiro, arquiteto Antonio Soares. Muito obrigado pela tua contribuição com a história do nosso município. tenho certeza absoluta que esse orgulho que a tua família tem hoje, é o mesmo orgulho que todos nós aqui presentes e quem o conhece têm neste oportunidade. Por isso parabéns senhores vereadores pela iniciativa de homenagear em vida um grande homem como o seu Antonio Soares que a exemplo do seu Gim e isso está aqui no currículo, tenho orgulho também de dizer que a par de sua vida particular, militaram política sempre num lado ou no outro, desde o começo até os dias atuais. Homens de caráter, de personalidade, homens que não por serem de partidos, quem sabe, opostos, têm o seu valor diminuído. Muito pelo contrário, cada vez que eu ouço o Gim dizendo aqui na tribuna que sempre teve um partido lá atrás e ainda hoje tem e vai continuar no partido, o senhor aumenta o meu respeito, seu Gim Longo. Ademar Pedro Câmera, cumprimento sua família que está aqui e em especial sua esposa Mariana e a sua filha Adriana, me perdoe, a sua esposa Adriana e a filha Mariana, tenho certeza que o amor e a intensidade é o mesmo, os seus pais que estão aqui também. E o Ademar junto com os demais homenageados têm uma história linda colocada num currículo que, tenho certeza, Ademar, orgulha toda a tua família. você que desde mil novecentos e oitenta e quatro participa do canto, coral Alegria Francisca, foi presidente do Alegria Franciscana, tenha certeza Ademar que a sua contribuição pra cultura italiana do nosso município, é muito pouca essa homenagem que estamos prestando hoje. O Ademar, quando você falou aqui na tribuna e embargou a voz, eu tenho certeza que quem estava aqui te ouvindo sabe o que você quis dizer. O Ademar quando teve há pouco tempo um grande desafio na sua vida pra enfrentar, ocorreu exatamente isso que você falou aqui e digo porque nós, e eu sou testemunha, inúmeras pessoas que diziam estou formando uma corrente de oração e estou orando pelo Ademar. E isso, Ademar, é a prova de que tudo o que você fez ao longo de sua vida e que continua fazendo, o que você plantou você está colhendo que é a solidariedade de todos esses amigos, de todas essas pessoas. Eu desejo sorte na tua vida como empresário marauense, como incentivador e um dos responsáveis pela cultura italiana aqui no nosso município. E tenho certeza que a família Câmera de Nossa Senhora do Carmo contará com sempre o nosso reconhecimento pela participação na cultura do nosso município e você, em especial, tenho certeza que você não está só, nós estamos contigo, todos aqueles que não te conhecem estão contigo e temos também a convicção de que você estará aqui sempre enaltecendo a nossa cultura italiana, com certeza, comemorando os outros vinte e cinco, trinta anos o programa de rádio e o nosso coral Alegria Franciscana. Por isso, muito obrigado e parabéns por esta homenagem. Encerrando, eu quero apenas dizer aos senhores vereadores e a quem está acompanhando hoje encaminhei para o Legislativo o comunicado do meu afastamento por um período de três meses a frente do Executivo. A partir de quinta-feira estará respondendo pelo município de Marau, pelo Executivo, o vice-prefeito rui Gouvêa e, portanto, este é o último ato que estou participando na qualidade de prefeito. Quero agradecer ao Legislativo, ao presidente Jair, a todos os vereadores e presidentes que colaboraram sempre com a administração quando da apreciação dos projetos que por aqui tramitaram. Agradecer à nossa rainha da Festa Italiana, a Aline; agradecer também e cumprimentar os homenageados, à imprensa e a cada um dos senhores. No mais, renovar aqui o convite para que participemos todos da programação restante da XX Festa Italiana de Marau. Muito obrigado. O Coral Alegria Franciscana cantou o Hino de Marau para finalizar a sessão. Conforme as normas regimentais o senhor presidente JAIR POLETTO LOPES declarou encerrados os trabalhos da Sessão Solene, dos quais lavrou-se a presente ATA que conforme lida e achada irá assinada.
Ver. Lencaster Foresti Ver. Jair Poletto Lopes

Primeiro Secretário Presidente






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