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Masarykova univerzita

Filozofická fakulta
Ústav románských jazyků a literatur

Magisterská diplomová práce

2011 Gottvaldová Zuzana


Masarykova univerzita

Filozofická fakulta
Ústav románských jazyků a literatur
Portugalský jazyk a literatura
Gottvaldová Zuzana


Aquisição da língua materna: um estudo não interventivo

Magisterská diplomová práce

Vedoucí práce: Mgr. Iva Svobodová, Ph.D.
2011

Prohlašuji, že jsem diplomovou práci vypracovala

samostatně s využitím uvedených pramenů a literatury.

...............................................................

Tímto bych chtěla poděkovat vedoucí magisterské diplomové práce,

Mgr. Ivě Svobodové, Ph.D., za pomoc, trpělivost a veškerý čas, který mi věnovala.

Não se estuda gramática para se saber mais gramática: estuda-se gramática para se saber mais sobre uma língua.”

José Teixeira

Índice


Índice 6

1. Introdução 9

2. Definição de infância e a relevância da educação pré-escolar 12

2.1 O conceito de infância 13

2.2 Sistema educativo pré-escolar português actual e o contexto legislativo 15

2.3 Pré-requisitos para o ensino da língua materna 16

3. Metodologia de pesquisa 18

3.1 Fase preparatória 19

3.1.1 Pesquisa bibliográfica 19

3.1.2 Instituição acolhedora 19

3.2 Fase constructiva 20

3.2.1 Local e tempo de realização 20

3.2.2 Amostra 21

3.2.3 Instrumentos de colecta dos dados 22



3.3 Fase redacional 23

4. Comunicação 23

4.1 Comunicação 24

4.2 Linguagem, língua e discurso 28

4.3 Língua materna 29

5. Aquisição da linguagem 31

5.1 Psicolinguística 31

5.2 Teoria de Piaget 35

6. Aquisição lexical 39

6.1 Aquisição lexical 40

6.2 Frequência das palavras 41

6.3 Preferência das palavras 42

6.4 Sobregeneralização 43

7. Aquisição fonológica 46

7.1 Introdução à aquisição fonológica 47

7.2 Desenvolvimento fonológico 50

7.3 Reflexão sobre a pronunciação das crianças 52

8. Aquisição morfológica 56

8.1 Classes de morfema 58

8.1.1 Morfemas flexionais 58

8.1.2 Vogal temática 59

8.1.3 Morfemas derivacionais 60



8.2 Reflexão sobre o vocabulário das crianças 62

8.2.1 Substantivos 63

8.2.2 Artigos 67

8.2.3 Adjectivos 68

8.2.4 Pronomes 69

8.2.5 Numerais 72

8.2.6 Verbos 73

8.2.7 Interjeições 76



9. Aquisição sintáctica 77

9.1 Período holofrástico e período telegráfico 79

9.2 Componentes essenciais das orações 81

9.2.1 Sujeito 82

9.2.2 Predicado 83

9.2.3 Complemento nominal 85

9.2.4 Complemento verbal 86

9.2.5 Adjunto adnominal 87

9.2.6 Adjunto adverbial 88

9.3. Reflexão sobre os discursos das crianças 89

9.4 Prosodia 92

10. Interpretação infantil do mundo: português, línguas diferentes 93

11. Conclusão 97

Bibliografia 102

Fontes virtuais 109

Abreviaturas 113

Siglas 114

Anexos 115

A. Jardim Infantil de Serviço de Acção Social de Universidade de Coimbra 116

Espaço 116

Regime do dia 117

Alimentação 118

Programa dos grupos 118

Educação física, música 119

B. Desenvolvimento físico e psíquico até aos 6 anos de idade 121

Período pré-natal e o nascimento 123

Primeira infância 124

Desenvolvimento físico no período da segunda infância 125

Problemas psicológicos no período da segunda infância 127

A relevância dos jogos 130

C. Distúrbios da fala 131

Distúrbios da fala 133

Perturbações da voz 134

Perturbações da audição 135

D. O que sei sobre mim 136



1. Introdução

O epígrafo que vai ao encontro do tema deste trabalho – aquisição da língua materna – é uma das frases proferidas a mim por uma criança, de 4 anos de idade: «Fala como deve ser!»

Neste caso, a criança referiu-se ao sotaque e a forma de falar de uma pessoa cuja língua materna não é o português. Mas como uma criança é capaz de se expressar? Realmente fala como deve ser? Figuradamente, consegue falar português ou tem dificuldades de exprimir as suas ideias?

Desde que nascemos, cada um de nós faz parte de uma sociedade que exerce sobre nós a sua influência cultural e constitui-se num dos principais factores responsáveis pelas transformações no nosso desenvolvimento, pois «pela interacção social, aprendemos e nos desenvolvemos, criamos novas formas de agir no mundo, ampliando nossas ferramentas de actuação neste contexto cultural complexo, que nos recebeu, durante todo o ciclo vital.»1

Portanto, embora haja discussões sobre a relevância da maturação biológica e psicológica, podemos dizer que a interacção social exerce uma significativa influência no nosso desenvolvimento, ao longo da nossa vida não adoptamos somente as regras e normas sociais, como também, desde pequenos enquadramo-nos nesta sociedade adquirindo um sistema, o qual denominamos “língua” o qual nos permite comunicar com outros seres humanos.

A língua que aprendemos difere mediante as circunstâncias do local ou país onde a aprendemos, por esta razão o seu aprendizado depende do contexto e sociedade a qual nos enquadramos e embora sejam repletas de peculiaridade individuais, todas as línguas são regidas por regras e normas, as quais nos permite não só determinar suas singularidades como estudá-las de maneira mais prática e fácil.

Pode-se dizer que de posse das regras que regem esta língua é possível estabelecer um padrão de comunicação correcto e reprodutível para muitos indivíduos que assim podem se entender comunicar de maneira clara e correcta «linguisticamente correcto» e que é característico daquela comunidade, ou seja, «aquilo que é exigido pela comunidade linguística a que se pertence.»2

Da mesma forma que a criança descobre passo a passo o mundo que a rodeia, esta adquire a língua materna, que lhe facilita formalizar os seus desejos e reclamações, palavra por palavra, Nesse contexto, é evidente que os primeiros anos da vida são estratégicos para os desenvolvimentos tanto fisiológico, psíquico quanto o linguístico. Nesta época desenvolve-se a capacidade de articulação correcta que, na forma que se segue, resulta na capacidade de ortoepia. Designadamente trata-se da pronunciação dos fonemas particulares e a conexão entre eles, colocação do acento, fraseologia e assim por diante.

Nos primeiros meses e até mesmo anos, a criança adopta o sistema gramatical e léxico que lhe transferem os pais e os demais membros da família, em primeiro lugar. Com o decorrer dos anos o número das pessoas que influenciam este processo aumenta. Para muitos dos pais o passo importante na vida das suas crianças é o início das suas actividades escolares e é precisamente no jardim de infância (JI), onde as crianças aprendem as bases da vida social e das boas maneiras. Segundo o escritor americano, Robert Fulghum, «All I Really Need to Know I Learned in Kindergarten»3

Graças à frequência do programa diário do jardim de infância desenvolvem-se as competências linguísticas das crianças, assim como, o contingente lexical. Na escola a criança desenvolve as suas habilidades e capacidades de comunicação. Uma vez submetidas as novas experiências e ao contacto com outras crianças, a criança desenvolve a comunicação de maneira mais complexa. Como ressultado, ela atinge um nível superior de comunicação em relação ao disponível no ambiente familiar.

Por esta razão o estudo da aquisição da língua materna na fase de aprendizado no JI é de fundamental inetresse, como dito no princípio, este trabalho dedica-se à: aquisição da língua materna e compreensão do sistema da aquisição da linguagem. Portanto, este estudo baseia-se na investigação efectuada no Jardim Infantil de Serviço de Acção Social de Universidade de Coimbra (SASUC).

O objecto deste trabalho é compreender a pleno os fenómenos que contribuem para aquisição da língua materna. Investigaremos se os fenómenos gramaticais, tais como fonética, morfologia e sintaxe na língua das crianças entre três e cinco anos de idade, já podem ser considerados como um instrumento “independente” na comunicação, ou seja, se as crianças já são capazes de expressar-se correctamente. Portanto, o trabalho enfoca tanto no sistema de aquisição quanto nos vícios de linguagem que ocorrem vulgarmente.

Para uma melhor compreensão apresentaremos o trabalho enfocando nas duas vertentes. A primeira abordará o tema do ponto de vista teórico e a segunda, do ponto de vista prático. Portanto, na parte dedicada a teoria será explicado o conceito de infância e a relevância da educação pré-escolar, já que o estudo foi realizado com as crianças do JI, também, vamos abordar a questão dos pré-requisitos para o ensino da língua materna nestas instituições.

Considerando que o trabalho é enfocado na linguística, nos capítulos dedicados à “teoria linguística”, vamos falar sobre a teoria da comunicação, já que a criança adquire ao mesmo tempo vários tipos de comunicação, p. e. linguagem verbal e linguagem gestual.

Sendo que a linguagem pode ser entendida como o meio de trasmissão dos nossos pensamentos e, por esta razão, vamos dedicar o capítulo seguinte a uma introdução aos estudos de linguagem e assim apresentar as principais correntes teóricas junto com os seus representantes.

Além da teoria da aquisição da linguagem, vamos enfocar na aquisição da língua materna (portuguesa). Portanto, dedicaremos o último capítulo a esta problemática já de maneira mais concreta, consideraremos o período de sobregeneralização e discutiremos se este se refere a fase de criação dos erros ou não.

A segunda vertente vai tratar o tema do ponto de vista prático. Os capítulos seguintes destinam-se aos fenómenos gramaticais. Na parte da fonética estudar-se-á a consciência fonológica das crianças. Uma vasta parte abordará a morfologia, que começará pela formação das palavras e continuará pelas classes gramaticais enfocando-se, na maioria dos casos, nos substantivos, pronomes e verbos. Como penúltimo capítulo apresentaremos a sintaxe uma vez que o processo da aquisição da linguagem ocorre simultaneamente a qual também pode ser considerada como o resultado da aquisição morfológica. Neste capítulo abordaremos sobretudo, a construção da oração e os seus componentes esscenciais.

Muitas vezes chama-nos a atenção o discurso das crianças e a sua relação com a realidade, por isso, no último capítulo, cujo conteúdo é a interpretação infantil do mundo, apresentaremos as frases que somente uma criança, com a sua visão de mundo, pode proferir.





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