Memorial descritivo de obra



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DEN – DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA
MEMORIAL DESCRITIVO / ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇOS


REVESTIMENTO ASFÁLTICO SOBRE PAVIMENTO EXISTENTE – DRENAGEM – SINALIZAÇÃO - URBANIZAÇÃO.


OBRA: Revestimento Asfáltico Sobre Pedras Irregulares

LOCAL: Marginal Ipê

BAIRRO: Santa Fé – Parque Industrial – Centro- John Kennedy

ÁREA TOTAL: 38.849,69 m²
MEMORIAL DESCRITIVO

1. GENERALIDADES
O presente projeto é compreendido pela execução de revestimento asfáltico com concreto betuminoso usinado a quente – CBUQ (Faixa “C” – DER-PR) sobre pavimento de pedras irregulares, sinalização, drenagem e urbanização na Marginal Ipê, da cidade de Quedas do Iguaçu – PR.

A distância média das usinas mais próximas a obra é de aproximadamente 67,00Km Laranjeiras do Sul, 120,00 Km (Cascavel ,Francisco Beltrão), 100km Chopinzinho.




2 - ESPECIFICAÇÃO PARA GALERIAS DE ÁGUAS PLUVIAIS




2.1 - OBJETO
O presente memorial descritivo refere-se à construção de canalização para captação de águas pluviais na Marginal Ipê – Bairro John Kennedy.
Todos os serviços deverão ser executados de acordo com as normas técnicas aplicando-se materiais de primeira qualidade, sendo que a aceitação de qualquer material /ou serviço ficará a critério da fiscalização, podendo, inclusive, a fiscalização solicitar ensaios específicos para serviço e ou materiais.
2.2 - NORMAS GERAIS


  1. O procedimento de execução da obra ditado pelos projetos e especificações subseqüentes sob orientação da fiscalização da obra, sendo que os serviços não executados corretamente deverão ser demolidos e reconstruídos e os materiais que não obedecerem as especificações, deverão ser substituídos, sem ônus adicional ao contratante.

  2. Para todos os materiais a seguir especificados, somente serão aceitos produtos rigorosamente equivalente em qualidade e preço.

  3. Todos os projetos, especificações e orçamentos deverão ser confrontados para elaboração da proposta.

  4. A firma empreiteira será responsável pela guarda e vigilância dos materiais e equipamentos da obra.

  5. A firma empreiteira deverá manter o pessoal da obra dimensionado para atender o Cronograma de Execução e tecnicamente qualificado para a execução dos serviços. Caso a fiscalização ache necessária a admissão e/ou afastamento de qualquer funcionário para melhorar o desempenho do andamento da obra, a firma empreiteira deverá atender tal solicitação prontamente.

  6. Os turnos de trabalho anormais, em domingos, feriados ou períodos noturnos, deverão ser comunicados em antecedência mínima de 24 horas, para que a fiscalização de obras acompanhe os serviços nestes períodos, sem ônus ao Município.

G- Dimensões de valas descritos no projeto de galerias pluviais .

2.3 - CONSIDERAÇÕES:
Os serviços foram planejados visando o menor impacto possível, com maior conforto possível aos usuários das vias e eliminando ao máximo o movimento de terra (corte/aterros),com isso diminuindo custos e causando o menor impacto ambiental com áreas de empréstimo ou bota fora.

Na elaboração deste projeto seguiram-se as Normas Técnicas Brasileiras,tendo como guia básico as Normas da ABNT, EB Brasileira, Tabelas de Composições e Planilhas de Orçamento do DER/PR, TCPO (Pini) e SEOP/DECON. Cabe ainda salientar que os itens não mencionados no presente memorial descritivo, tais como granulometria, ensaios, aceitação de serviços, etc, estão todos descritos nas Normas relacionadas acima, em caso de qualquer dúvida prevalecerá a consulta ao Projetista e a Fiscalização.

Deverá ser afixada na obra a placa de obra de acordo com os padrões.

Entende-se por dispositivo de drenagem superficial urbana o conjunto de mecanismos que visam a coleta e remoção de águas pluviais precipitadas nas áreas urbanizadas, dispondo-os em local adequado, de modo a evitar erosões, inundações, desbarrancamentos ou outros danos.

Quando houver necessidade de rebaixo de lençol freático, esgotamento de água da vala ou escoramento da mesma, estes trabalhos ficarão ao encargo dos empreiteiros sem ônus a Prefeitura Municipal. O material de escavação não deverá ser depositado próximo as bordas das valas, principalmente para evitar acidentes com desmoronamentos. No manuseio e empilhamento dos tubos de concreto deverão ser tomadas as medidas preventivas de segurança nas obras.

Com relação aos materiais utilizados os mesmos deverão satisfazer as especificações do DER/PR, sendo estes.

- Cimento: Recebimento e Aceitação de Cimento Portland Comum.

- Agregado Miúdo: Agregado Miúdo para Concreto de Cimento

- Agregado Graúdo: Agregado Graúdo para Concreto de Cimento

- Água Potável: Água para Concreto.

- Concreto: Concreto e Argamassa.

- Aço: Armaduras para Concreto Armado.

- Forma: Formas e Cimbres.

O Concreto deve ser dosado experimentalmente para uma resistência mínima característica à compressão simples (fck), aos 28 dias, conforme indicações do projeto estrutural e planilha de orçamento.

- Boca de Lobo Simples:

Escavação das Caixas:

A escavação devera ser manual nas dimensões de projeto, apenas suficiente para construção da caixa, evitando danos ao pavimento.

A caixa deverá ficar perfeitamente esquadrejada, paralelamente ao meio fio;

Nivelamento e Compactação:

O fundo da cava devera ser devidamente compactado e nivelado.

Concretagem do Fundo da Caixa:

O fundo da caixa de captação de águas pluviais será concretado no traço 1:2:4 – cimento(l), areia(2) e brita(4) na espessura 0,10m

a. Alvenaria: A alvenaria será de tijolo maciço de uma vez, assentados com argamassa de cimento e areia no traço 1:6. cimento areia..

b. Revestimento Interno e Topo das Caixas:

As caixas serão revestidas internamente e no topo com argamassa de cimento e areia no traço 1:3 cimento areia.

c. Da Grade: A grade será de 1,00 m x 0,80 m, em ferro mecânico de 1” (polegada), com requadro em cantoneira de l l/4” por 3/16” e a cantoneira de fixação de 1 ½” por 1/8”. Colocar duas chapas reforço central, no sentido longitudinal, de 3” por 5/16”.

d. Fixação de Grade: conforme detalhe em projeto.

- OBS: Devera ser incluído no preço deste serviço o custo de aquisição, fornecimento e transporte de todos os materiais necessários, com exceção dos tubos de concreto. Vide observação abaixo:


Rede Pluvial, diâmetro 400mm:

a. Abertura de Valas:

Será aberta mecanicamente, obedecendo à largura e profundidade de L= diâmetro externo do tubo mais 20 cm para dada lado. P= diâmetro externo do tubo mais 1 vez e meia diâmetro do tubo.
b. Nivelamento de Fundo de Vala:

O fundo da vala devera ser nivelado e apiloado antes do assentamento da rede; se necessário deverá ser executado berço em concreto e a compactação será manual ou mecânica.

c. Do Assentamento:

Os tubos deverão ser alinhados longitudinalmente e nas cotas de projetos, assentados sobre lastro de brita de 10cm.


d. A recomposição do pavimento será feito através da compactação do reaterro de vala, execução de pavimentação poliédrica compactada ou base de brita graduada imprimada.
SERVIÇOS DE SUB-BASE / BASE
Remoção de pavimentação danificada com retirada de pavimentação danificada, remoção de material de base sem suporte, material a ser depositado em local próximo a ser definido pela fiscalização.

Preenchimento de base com 30cm de macadame seco (rachão+bica corrida) compactado.


Temos por definição macadame seco - camada granular composta por agregados graúdos, naturais ou britados, preenchidos a seco por agregados miúdos, cuja estabilidade é obtida pela ação mecânica enérgica da compactação.
Para executar este serviço observar a diretrizes contidas na Especificação de Serviços Rodoviários – DER-PR ES-P 03/05.
Após execução de base em macadame seco conforme espessura de projeto (30cm compactado) executar a camada de brita graduada na espessura de 10cm compactada, estabilizada com pintura de imprimação RR-1C.
Execução de tapa-buraco com aplicação de CBUQ sobre defeito na pista existente, para aplicação do CBUQ primeiramente executar a limpeza do defeito, pintar com emulsão e posterior aplicação da camada regularizadora.
Localização e tamanho dos locais de intervenção constante no projeto gráfico. Para marcação de locais ou mudança das dimensões somente será liberada a execução a partir de prévia vistoria da fiscalização.

3 . SERVIÇOS DE RECAPEAMENTO


3.1. LIMPEZA E LAVAGEM DA PISTA
A pista a ser recapeada deverá ser muita bem limpa, através de varredura mecânica ou manual, retirando desta forma todos os materiais que possam impedir uma boa aderência entre o pavimento existente com o revestimento a ser implantado. Quando julgado necessário pela fiscalização a pista deverá ser lavada com a utilização de carro tanque distribuidor de água.
3.2. PINTURA DE LIGAÇÃO
Após a limpeza da pista, será aplicada uma pintura de ligação, com material betuminoso sobre o pavimento existente, através de caminhão espargidor, objetivando promover a aderência entre o revestimento e a camada adjacente, da mesma forma acontece entre o a imprimação e a camada de rolamento.

3.3. PRIMEIRA CAMADA - CAPA
Após a limpeza do pavimento existente e pintura de ligação, será aplicada uma camada de CBUQ (Faixa “C” – DER-PR) com a finalidade de regularizar o pavimento sendo esta camada com a função de capa, o espalhamento será com vibroacabadora na espessura de 3,00cm sobre o pavimento existente, totalizando uma área de 38.849,69m², em seguida é feita a compactação mecânica com rolo compactador pneumático, sempre no sentido da borda para o eixo da pista cobrindo a metade da passada anterior do rolo. Está camada será medida com base nas toneladas aplicadas bem como na metragem e espessura definida em projeto e planilhas.
ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇOS

1. DISPOSIÇÕES GERAIS
A execução dos serviços obedecerá criteriosamente os projetos e especificações fornecidos pelo Município, dentro das normas gerais do DNER - Departamento Nacional de Estradas de Rodagem.
A mão-de-obra deverá ser realizada por operários especializados bem como os equipamentos deverão ser apropriados aos serviços de pavimentação. Ficando a critério de a fiscalização impugnar qualquer unidade construtiva que não obedeça às condições impostas, bem como, intervir a qualquer momento na execução dos serviços que julgue estarem sendo executados de maneira inconveniente com o projeto e com as normas de segurança.


2. PINTURA DE LIGAÇÃO
2.1. GENERALIDADES
A pintura de ligação consiste na aplicação de uma camada de material betuminoso sobre a superfície de uma base ou de um pavimento, antes da execução de um revestimento e a camada subjacente.
2.2. MATERIAIS
Todos os materiais devem satisfazer às especificações aprovadas pelo DNER, podendo ser empregados os seguintes materiais betuminosos:
a) Cimento asfáltico de penetração 150/200;
b) Asfaltos diluídos tipo CR-2 a CR-4 e CM-2 a CM-4;
c) Alcatrão tipo AP-4 a AP-12;
d) Emulsões asfálticas tipo RR-1, RR-2, RR-1K e RR-2K.
A taxa de aplicação será em função do tipo do material betuminoso a ser empregado, devendo situar-se em torno de 0,5 l/m2.

2.3. EQUIPAMENTOS


Todo equipamento, antes do início da execução da obra, deverá ser examinado pela Fiscalização, devendo estar de acordo com esta especificação, sem o que não será dada a ordem para o início do serviço.
Para varredura da superfície a receber a pintura de ligação, usar, de preferência, vassouras mecânicas rotativas, podendo, entretanto, ser manual esta operação, Poderá também ser usado jato de ar comprimido e ou caminhão pipa.
A distribuição do ligante deve ser feita por veículos equipados com bomba reguladora de pressão e sistema completo de aquecimento, que permitam a aplicação do material betuminoso em quantidade uniforme. As barras de distribuição devem ser do tipo de circulação plena, com dispositivo que permita ajustamentos verticais e larguras variáveis de espalhamento do ligante.

2.4. EXECUÇÃO


Depois da perfeita conformação geométrica da camada que irá receber a pintura de ligação, procede-se a varredura da superfície, de modo a eliminar o pó e o material existente.

Aplica-se a seguir, o material betuminoso adequado, na temperatura compatível com o seu tipo, na quantidade certa e de maneira uniforme. O material betuminoso não deve ser distribuído quando a temperatura ambiente estiver abaixo de 10º C, em dias de chuva, ou quando esta estiver eminente. A temperatura de aplicação do material betuminoso deve ser fixada para cada tipo, em função da relação temperatura-viscosidade. Deve ser escolhida a temperatura que proporcione a melhor viscosidade para o espalhamento. As faixas de viscosidade recomendadas para o espalhamento são as seguintes:


a) Cimento asfáltico e asfalto diluído: 20 a 60 segundos, Saybolt-Furol;
b) Alcatrão: 6 a 20 graus, Egler;
c) Emulsões asfálticas: 25 a 100 segundos, Saybolt-Furol.
Deve-se executar a pintura de ligação na pista inteira, em mesmo turno de trabalho, e deixá-la fechada ao trânsito. Quando isto não for possível, deve-se trabalhar em meia pista, fazendo-se a pintura de ligação da adjacente, logo que a pintura permita sua abertura ao trânsito.
A fim de evitar a superposição ou excesso de material nos pontos inicial e final das aplicações, devem-se colocar faixas de papel, transversalmente, na pista de modo que o material betuminoso comece e cesse de sair da barra de distribuição sobre essas faixas, as quais, a seguir, são retiradas. Qualquer falha de aplicação do material betuminoso deve ser logo corrigida.

2.5. CONTROLE DE QUALIDADE


O material betuminoso deverá ser examinado em laboratório, obedecendo à metodologia indicada pelo DNER e de acordo com as especificações em vigor.

3. CONCRETO BETUMINOSO USINADO A QUENTE – CBUQ – FAIXA “C” – DER-PR
3.1. GENERALIDADES
O CBUQ é uma mistura asfáltica executada em uma usina apropriada, composta de agregados minerais e cimento asfáltico de petróleo, espalhada e comprimida a quente.
De acordo com a posição relativa e a função na estrutura, classifica-se em:
a) Capa asfáltica (camada de rolamento): camada superior da estrutura;
b) Binder (camada de ligação): recebe diretamente a ação do tráfego;
c) Reperfilagem (camada de nivelamento): camada posicionada imediatamente abaixo da capa.
3.2. MATERIAIS
Todos os materiais devem satisfazer às especificações aprovadas pelo DNER. É recomendado o emprego dos seguintes materiais:
a) Material asfáltico: cimento asfáltico de petróleo, tipo CAP-20 e CAP-55 (EB-78 da ABNT);
b) Agregado graúdo: pedra britada, seixo rolado britado;
c) Agregado miúdo: areia, pó de pedra;
d) Filler (material de enchimento): cimento portland, cal extinta, pó calcário, cinzas volantes.
É vedado o emprego de areia proveniente de depósito em barrancas de rios. A granulometria do material de enchimento (filler) deverá obedecer aos seguintes limites:


PENEIRA

% PASSANDO, EM PESO

ASTM

Mm




nº 40

0,42

100

nº 80

0,177

95-100

nº 200

0,074

65-100

A necessidade do emprego de melhorador de adesividade deverá ser avaliada através de ensaio de adesividade.


A faixa granulométrica a ser utilizada para a composição da mistura, deverá ser selecionada em função da utilização prevista para o concreto asfáltico, de acordo com o quadro a seguir apresentado:


PENEIRAS

% PASSANDO EM PESO

ASTM

Mm

I

II

III

IV

V

2”

50,8

100

-

-

-

-

1 ½”

38,1

95-100

100

-

-

-

1”

25,4

75-100

95-100

-

-

-

¾”

19,1

60-90

80-100

100

-

-

5/8”

15,9

-

-

-

100

-

½”

12,7

-

-

80-100

88-100

-

3/8”

9,5

35-60

45-80

70-90

75-94

100

nº 4

4,8

25-50

28-60

50-70

52-72

75-100

nº 10

2,0

20-40

20-45

33-48

33-48

50-90

nº 40

4,2

10-30

10-32

15-25

15-25

20-50

nº 80

0,18

5-20

8-20

8-17

8-17

7-28

nº 200

0,074

1-8

3-8

4-10

4-10

3-10

UTILIZAÇÃO COMO

LIGAÇÃO

LIGAÇÃO OU ROLAMENTO

ROLAMENTO

ROLAMENTO

REPERFILAGEM

Deve-se observar também, as seguintes condições:
a) O diâmetro máximo do agregado deverá ser igual ou inferior a 2/3 da espessura da camada;
b) A fração retida entre duas peneiras consecutivas, executadas as duas de maior malha de cada faixa, não deverá ser inferior a 4% do total;
c) A granulometria do agregado miúdo ( 2,0 mm) deverá ser obtidas por via lavada;
d) As condições obtidas no ensaio Marshall para a estabilidade, fluência da mistura e análise Densidade x Vazios, deverão atender os seguintes limites:


ITEM

TRÁFEGO




LEVE/MÉDIO

PESADO

Nº de golpes/face

50

75

Estabilidade (kgf)

400 a 1000

500 a 1000

Fluência (0,01’)

8 a 18

8 a 16

% de vazios totais







- reperfilagem

3

5

- binder

4

7

- capa

3

5

Relação betume-vazios (%)







- reperfilagem

75

82

- binder

65

72

- capa

75

82

Nos casos de utilização de misturas asfálticas para camada de rolamento (Faixa “C” – DER-PR), os vazios do agregado mineral (%VAM) deverão atender aos seguintes valores mínimos, definidos em função do diâmetro máximo do agregado empregado, conforme abaixo:




DIÂMETRO MÁXIMO

% VAM, MÍNIMO

ASTM

mm




1 ½”

38,1

13

1”

25,4

14

¾”

19,1

15

5/8”

15,9

15

3.3. EQUIPAMENTOS


Todo equipamento, antes do início da execução da obra, deverá ser examinado pela Fiscalização, devendo estar de acordo com esta especificação, sem o que não será dada a ordem para o início do serviço.
Para o início dos serviços, o canteiro de obras deverá conter, quando da necessidade da obra, no mínimo, os seguintes itens:
a) Depósito para material betuminoso capaz de aquecer o material às temperaturas fixadas nesta especificação. O aquecimento deverá ser feito por meio de serpentinas a vapor, eletricidade ou outros meios, de modo a não haver contato de chamas com o interior do depósito. Deverá ser instalado um sistema de circulação para o ligante betuminoso de modo a garantir a circulação desembaraçada e contínua, do depósito ao misturador, durante todo o período de operação.
b) Depósito para agregados e “filler” divididos em silos de modo a separar e estocar adequadamente as frações apropriadas dos materiais. Cada compartimento deverá possuir dispositivos adequados de dosagem e descarga.
c) Usina para mistura equipada com unidade classificadora de agregados, secador, misturador tipo Pugmill com duplo eixo conjugado provido de palhetas reversíveis e removíveis, ou outro tipo capaz de produzir uma mistura uniforme, dispositivo de descarga com fundo ajustável, controlador de mistura e termômetros.
d) Acabadora automotriz para espalhamento e acabamento de modo a conformar a mistura no alinhamento, cotas e abaulamento requeridos, equipada com alisadores e dispositivos para aquecimento dos mesmos, dispositivos rápidos e eficientes de direção, e marchas para frente e para trás.
e) Equipamentos para compressão constituído por rolo pneumático autopropulsor dotado de pneus que permitam a calibragem de 35 a 120 libras por polegada quadrada, e rolo metálico liso, tipo tandem, com carga de 8 a 12 toneladas.
f) Caminhões tipo basculante, para transporte do concreto betuminoso, dotados de caçambas metálicas robustas, lisas e limpas, ligeiramente lubrificadas com soluções apropriadas de modo a evitar a aderência da mistura às chapas.
3.4. EXECUÇÃO
Recomenda-se a aplicação dos seguintes procedimentos na aplicação da camada de CBUQ:
a) Limpar a superfície que irá receber a camada de concreto asfáltico;
b) Reparar eventuais defeitos existentes na superfície previamente ä aplicação da mistura;
c) A pintura de ligação deverá apresentar película homogênea e promover adequadas condições de aderência;
d) No caso de desdobramento de espessura total de concreto asfáltico em duas camadas, a pintura de ligação estas poderá ser dispensada, se a execução da Segunda camada ocorrer logo após a execução da primeira;
e) Durante o transporte da massa asfáltica, as caçambas dos veículos deverão ser cobertas com lonas impermeáveis;

f) A distribuição do concreto asfáltico somente será permitida quando a temperatura ambiente se encontrar acima de 10º C, e com tempo não chuvoso;

g) A temperatura, no momento da distribuição, não deverá ser inferior a 120º C;

h) Anteriormente ao início dos serviços, aquecer a mesa alisadora da acabadora à temperatura compatível com a da massa a ser distribuída;

i) Irregularidades que ocorram com a superfície acabada deverão ser corrigidas de imediato pela adição manual de massa;

j) Iniciar a compressão da mistura asfáltica imediatamente após a distribuição da mesma e à temperatura mais elevada que esta possa suportar;

k) A compressão será executada em faixas longitudinais, iniciando pelo ponto mais baixo da seção transversal;

l) Em cada passada, o equipamento deverá recobrir, no mínimo, a metade da largura rolada na passada anterior;

m) O Processo de execução das juntas transversais e longitudinais deverá assegurar adequadas condições de acabamento;

n) A camada de concreto asfáltico recém-acabada somente será liberada ao tráfego após seu completo resfriamento.


3.5. CONTROLE DE QUALIDADE


Serão procedidos os seguintes controles para os materiais:


MATERIAL

CONTROLE

ENSAIO

Cimento asfáltico

Para todo carregamento que chegar à obra

  • Viscosidade Saybolt-Furol

  • Ponto de fulgor

  • Aquecimento do ligante a 175º C para observar se há formação de espuma

Para os 3 primeiros carregamentos e, posteriormente, a cada 10 carregamentos

  • Viscosidade Saybolt-Furol a várias temperaturas para o traçado da curva “viscosidade-temperatura”

Para cada conjunto de 20 carregamentos

  • Coletar uma amostra para execução de ensaios completos, previstos nas especificações da ABNT

Agregados e “Filler”

Com o agregado da pedreira em explosão




Diariamente

  • 2 ensaios de granulometria de cada agregado empregado

  • 2 ensaios de equivalente de areia, para o agregado miúdo




Para cada dia de trabalho

  • Equivalente de areia para o agregado miúdo




A cada 3 dias de trabalho

  • Granulometria do “Filler”




Por dia de trabalho, para amostras coletadas nos silos quentes

  • 2 ensaios de granulometria por “via lavada”

Melhorador de adesividade

No início da obra e na constatação de mudanças no agregado

  • 3 ensaios de adesividade


Durante a aplicação do concreto asfáltico deve-se efetuar os seguintes controles:





CONTROLE

DETERMINAÇÕES

Temperatura da massa asfáltica

  • Leitura de cada caminhão que chega à pista (nunca inferior a 120º C)

  • Leitura no momento do espalhamento e início da compressão

Para cada 200 t de massa, e no mínimo, uma vez por dia de trabalho, coletar amostra logo após a passagem da acabadora

  • Extração de betume ou ensaio de extração por refluxo “Soxhier” de 1000 ml

  • Análise granulométrica da mistura de agregados resultante das extrações, com amostras representativas de, no mínimo, 1000 g

Para cada 400 t de massa e, no mínimo, uma vez por dia de trabalho, coletar uma amostra logo após a passagem da acabadora

  • Moldar 3 corpos de prova Marshall com a energia de compactação especificada

  • Romper os corpos de prova na prensa Marshall determinando-se a estabilidade e a fluência

A cada 100 t de massa compactada

  • Obter uma amostra indeformada extraída com sonda rotativa em local correspondente à trilha de roda externa. Um destes pontos deverá coincidir com o ponto de coleta de amostras para extração de betume e moldagem de corpos de prova Marshall

Grau de compactação

  • Comparação dos valores obtidos para as massas específicas aparentes dos corpos de prova extraídos com sonda rotativa e a massa específica da sondagem

% de vazios totais

% de vazios do agregado mineral (VAM)



  • Calculados para cada amostra com sonda rotativa



Para o controle geométrico e de acabamento, serão procedidos os seguintes controles:


CONTROLE

INSPEÇÃO

Espessura

Largura da plataforma

  • Medidas à trena executadas a cada 20 m, pelo menos

Acabamento da superfície

  • Apreciadas pela fiscalização em bases visuais

3.6. ACEITAÇÃO DOS SERVIÇOS


Os serviços serão aceitos desde que atendam as condições descritas abaixo:
a) O cimento asfáltico recebido no canteiro deverá atender às seguintes condições:
- os valores de viscosidade e ponto de fulgor deverão estar de acordo com os valores especificados pela ABNT;
- o material não deverá produzir espuma quando aquecido a 175º C;

- para cada conjunto de 20 carregamentos, os resultados dos ensaios de controle de qualidade do CAP, previstos na especificação da ABNT, deverão ser julgados satisfatórios.

b) O agregado graúdo e o agregado miúdo utilizado deverão atender as seguintes condições:



MATERIAL

ENSAIO

LIMITES

Agregado graúdo

Abrasão Los Angeles

  • A percentagem de desgaste não deverá ser superior a 45% para o agregado retido na peneira nº 10







Durabilidade

  • Perda inferior a 12%




Lameralidade

  • A porcentagem de grãos de forma defeituosa não poderá ultrapassar a 25%

Agregado miúdo

Equivalente de areia

  • Igual ou superior a 55%




Durabilidade

  • Perda inferior a 15%

- o “Filler” deverá apresentar-se seco, sem grumos, e enquadrado na granulometria especificada;


- o melhorador de adesividade, quando utilizado, deverá produzir adesividade satisfatória.
c) A massa asfáltica chegada à pista será aceita, sob o ponto de vista de temperatura, se:
- a temperatura média no caminhão não for menor do que o limite inferior da faixa de temperatura prevista para a mistura na usina, menos 15º C, e nunca inferior a 120º C;
- a temperatura da massa, no decorrer da rolagem, propicie adequadas condições de compressão, tendo em vista o equipamento utilizado e o grau de compactação objetivado.
d) A quantidade de cimento asfáltico obtida pelo ensaio de extração por refluxo “SOXHLET”, em amostras individuais, não deverá variar, em relação ao teor de projeto, de mais do que 0,3%, para mais ou menos. A média aritmética obtida, para conjunto de 9 valores individuais, não deverá, no entanto, ser inferior ao teor de projeto;
e) Durante a produção, a granulometria da mistura poderá sofrer variações em relação à curva de projeto, respeitadas as seguintes tolerâncias e os limites da faixa granulométrica adotada:


PENEIRA

% PASANDO, EM PESO

ASTM

Mm




3/8” a 1 ½”

9,5 a 38,1

 7

nº 40 a nº 4

0,42 a 4,0

 5

nº 80

0,18

 3

nº 200

0,074

 2

f) Os valores de % de vazios, vazios do agregado mineral, relação betume-vazios, estabilidade e fluência de Marshall, deverão atender ao prescrito nesta especificação.


g) Os valores do grau de compactação, calculados estatisticamente, deverão ser iguais ou superior a 97%.
h) A espessura média da camada determinada estatisticamente deverá situar-se no intervalo de  5% em relação à espessura de projeto. Não serão tolerados valores individuais de espessura fora do intervalo de  10%, em relação à espessura de projeto.
i) Eventuais regiões em que se constate deficiência de espessura serão objetos de amostragem complementares, através de novas extrações de corpos de prova com sonda rotativa. As áreas deficientes deverão ser reforçadas, às expensas do executante.
j) As juntas executadas deverão apresentar-se homogêneas, em relação ao conjunto da mistura, isentas de desníveis e saliências.
k) A superfície deverá apresentar-se desempenada, não ocorrendo marcas indesejáveis do equipamento de compressão decorrentes de variações na carga da vibroacabadora.

ENSAIOS E LAUDOS A SEREM APRESENTADOS
1 – Determinação da espessura do revestimento com a extração de corpos de prova com a utilização de sonda rotativa (medir a altura do corpo-de-prova com paquímetro, em quatro posições equidistantes, e adotar como altura o valor da média aritmética das quatro leituras) – mínimo 1 ensaio a cada 700m2 de pista.
2 – Percentagem de Betume – Norma DNER-ME 053/94 – mínimo 1 ensaio a cada 700m2 de pista.
3 – Determinação da Densidade aparente – Norma DNER-ME 117/94 – mínimo 1 ensaio a cada 700m2 de pista.
4- Grau de Compactação (razão entre a densidade aparente da massa asfáltica compactada na pista e a densidade máxima indicada em laboratório para a mistura - Ensaio Marshall) – mínimo 1 ensaio a cada 700 m2 de pista.

5 – Ensaio de Granulometria do Agregado – DNER-ME 083/98

6 – Ensaio de Massa Específica - in-Situ – DNER-ME 092/94 – Compactação do sub-leito – sub-base e Base
OBS.: Solicitamos que os Laudos Técnicos de Controle Tecnológico e o resultado dos ensaios realizados em cada etapa dos serviços, conforme exigências normativas do DNIT, e também os romaneios de pesagem do CBUQ da usina deverão ser entregues a contratante na ocasião da finalização dos serviços, estando os valores referentes a estes ensaios embutidos nos valores da pavimentação.
Durante a execução dos serviços será feito o controle de pesagem de todas cargas de CBUQ – Faixa “C” – DER-PR a serem aplicadas na pista em balança designada pela contratante neste município com acompanhamento de um servidor da contratante.

4 - ESPECIFICAÇÃO PARA SINALIZAÇÃO HORIZONTAL

4.1. DEFINIÇÃO

É o conjunto de linhas, marcas, símbolos legendas, e objetos aplicados sobre o pavimento da via destinada à circulação de veículos e pessoas, com a função de guiar/disciplinar o trânsito.

Sinalização à base de resina acrílica, refletiva: é o conjunto de marcas viárias, símbolos legendas e linhas aplicadas nas vias de tráfego em locais diversos, com VDM entre 2000 e 5000 Veículos dia com durabilidade útil mínima de 12 meses, atendendo a função acima destinada.

4.2. CONDIÇÕES GERAIS

A aplicação será autorizada mediante apresentação pelo proponente de laudos oficiais por órgãos credenciados (DNIT/PR, DER/PR, IPT, Instituto Mauá, TECPAR e Instituto FALCAO BAUER) das análises dos ensaios estabelecidos por norma que ateste a boa qualidade da tinta, microesferas e esferas de vidro. Fica estabelecido que cada laudo tem validade por 1 (um) ano.

• O pavimento não poderá estar úmido, ou outro fator que implique em aderência adequada.

• temperatura entre 5ºC e 40ºC;

• umidade relativa do ar até 85%.

• Quando a temperatura do pavimento equivaler no mínimo a ponto de orvalho mais 3ºc.



4.3. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

A tinta aplicada deverá recobrir perfeitamente o pavimento do tipo betuminoso ou em concreto de cimento Portland, e apresentar, após a secagem, aspecto uniforme, acabamento fosco, características antiderrapantes (tipo casca de ovo), sem apresentar fissuras, gretas ou descascamento durante o período de vida útil. Deve, ainda, manter integralmente a sua coesão e cor após sua aplicação ao pavimento.

Todos os recipientes das tintas deverão ser rotulados, e conter as seguintes especificações:

• Nome do produto: tinta para sinalização viária;

• Nome comercial;

• Cor da tinta;

• Referência quanto à natureza química da resina;

• Data de fabricação;

• Prazo de validade;

• Identificação da partida de fabricação;

• Nome e endereço do fabricante;

• Quantidade contida no recipiente, em litro.


Logo após a abertura do recipiente, não deve apresentar sedimentos ou grumos que não possam ser facilmente dispersos através de ação manual.

Não deve apresentar coágulos, nata, crostas ou separações de cor.

A tinta deverá apresentar boa estabilidade de armazenamento não deve modificar suas características ou se deteriorar quando estocada adequadamente por no mínimo (6 meses) contados a partir da entrega do material.

Deve satisfazer a NBR 11862, atendendo no mínimo aos requisitos qualitativos e quantitativos conforme tabelas 1 e 2.

As cores de tinta a serem empregadas devem obedecer às indicações de projeto, sendo selecionadas em função de padronização de cores definidas no Código de trânsito Brasileiro e seus anexos, conforme segue:

Cor Amarela: utilizada na regulação de fluxos de sentidos opostos, na delimitação de espaços proibidos e ou restritos para estacionamento e/ou parada e na marcação de obstáculos.

Cor Vermelha: utilizada para proporcionar contraste, quando necessário, entre a marca viária e o pavimento das ciclo-faixas e/ou ciclovias, na parte interna destas, associada à linha de divisão de fluxo de mesmo sentido e nos símbolos de hospitais e farmácias (cruz).

Cor Branca: utilizada na regulação de fluxos de mesmo sentido, na delimitação de trechos de vias, destinados ao estacionamento regulamentado de veículos em condições especiais, na marcação de faixas de travessia de pedestres, símbolos e legendas.

Cor Azul: utilizada nas pinturas de símbolos de pessoas portadoras de deficiência física, em áreas especiais de estacionamento ou de parada para embarque e desembarque.

Cor Preta: utilizada para proporcionar contraste entre o pavimento e a pintura, para pequenos reparos, cobrir marcas antigas ou conflitantes.

Sob ação da luz solar após aplicação, não deverá apresentar mudança de tonalidade, apresentar boa retenção de micro-esferas de vidro (DROP-ON), conforme especificado na norma EB-2162 da ABNT.

4.4. MICROESFERAS E ESFERAS DE VIDRO

Devem ser fornecidas em saco de papel ou juta, devendo ter internamente um saco de polietileno, cuja embalagem externa deve ser identificada com as informações a seguir:

- microesferas ou esferas de vidro, tipo (classificação)

- especificações a que Satisfaz;

- nome e endereço do fabricante;

- número do lote de fabricação;

- data de fabricação;

- quantidade de microesferas ou esferas de vidro em quilogramas;

- característica do revestimento químico, quando for o caso.

São adicionadas à tinta de demarcação viária a fim de produzir retrorrefletorização da luz incidente proveniente dos faróis de veículos, devendo atender a NBR 6831.

As microesferas de vidro tipo I-B devem ser incorporadas à tinta momentos antes da sua aplicação, de modo a permanecerem internas à película, permitindo a retrorrefletorização somente após desgaste da superfície da película, quando se tornam expostas.

As microesferas de vidro tipo II-A, II-B, II-C podem ser aplicadas por aspersão ou gravidade no momento da aplicação da tinta, sendo que se diferencia uma da outra pelo tamanho médio das partículas.

As microesferas de vidro tipo II-C podem ser utilizadas em aplicação seqüencial e concomitante com as microesferas tipo II-A ou II-B, escolhidas por critério técnico e em proporções adequadas para maximizar a retrorrefletividade. Tipicamente os espargidores de microesferas ficam afastados 20 cm um do outro, ficando o primeiro distante de 20 a 25 cm do espargidor de tinta, devendo estas distâncias ser ajustadas conforme situação exigir, de modo a maximizar a retrorrefletividade. Aplicam-se primeiramente as esferas tipo II-C por ser a mais graúda e a seguir as do tipo II-A e II-B, conforme escolha técnica. As proporções usuais são de 40% tipo II-A e 60% tipo II-C, podendo ser utilizado outras proporções desde que previamente aprovado pelo Setor Competente da Prefeitura Municipal de Quedas do Iguaçu-PR.

Quando houver necessidade de aplicação de microesferas por gravidade, em dizeres, símbolos ou marcas transversais ao pavimento, deve-se sempre utilizar o carrinho aplicador a ar comprimido para se conseguir uma distribuição mais homogênea. Neste caso executar a aplicação de microesferas tipo I-A, II-B ou II-C, isoladamente.

No caso de adição de microesferas de vidro tipo I-B, incorporadas à tinta antes de sua aplicação, para adquirir a viscosidade adequada para aplicação por máquina de pintura, pode ser adicionado, no máximo, 5% de solvente em volume sobre a tinta. O solvente deve ser compatível com a natureza da tinta.

A espessura da película úmida de tinta deve ser igual ou superior a 0.6mm e maior que 0.3mm para a espessura da película seca, sem adição de microesferas de vidro aplicadas por aspersão.

A taxa de aplicação de microesferas de vidro incorporadas à tinta antes de sua aplicação, deve se situar no intervalo de 200 a 250 g/l de tinta.

A taxa de aplicação de microesferas de vidro aplicada por aspersão deve se situar no intervalo de 250 a 300 g/m2.

O padrão de retrorrefletância inicial, avaliado pela NBR 14723, deve ser igual ou superior a 250 mcd/lux/m2 para demarcação na cor branca e igual ou maior que 200 mcd/lux/m2 para demarcação na cor amarela.* Será Tolerada aproximadamente 10% para menos em função das características especiais de solo.

4.5. EXECUÇÃO

As pré-marcações, marcas anteriores a serem recobertas e as demarcações deverão ser precedidas de rigorosa limpeza e secagem das superfícies a serem sinalizadas. Não serão aceitos serviços de demarcação executados sobre superfícies que não estejam perfeitamente limpas, secas e livres pó, óleos ou resíduos que não os apropriados para receber a citada pintura/marca.

Os serviços referentes à pré-marcação serão executados pela empresa contratada sem ônus complementares para o contratante.

Os serviços de demarcação e aplicação de tinta somente serão aceitos se a tinta utilizada estiver apta a ser aplicada nas seguintes condições:

O tempo de secagem das demarcações que permitam a abertura do tráfego deverá ser inferior a 30(trinta) minutos após sua aplicação.

O material deve ser coletado durante a aplicação, junto à saída do equipamento aplicador, em chapa de folha de flandres ou similar, em intervalos a serem determinados. As medidas devem ser realizadas sem aspersão de microesferas de vidro.

Deve ser medida a umidade relativa do ar, no mínimo duas vezes por dia trabalhado, por meio de higrômetro portátil aferido.

A medida de retrorrefletância inicial ou padrão de referencia, deve ser feita por faixa sinalizada, conforme NBR 14723: sinalização Horizontal Viária – Avaliação de retrorrefletividade.



4.6. CONTROLE EXTERNO DE QUALIDADE

Compete à Prefeitura de Quedas do Iguaçu-PR a realização aleatória de testes e ensaios que comprovem os resultados obtidos pela executante, bem como, formar juízo quanto à aceitação ou rejeição do serviço executado/apresentado.

O controle externo de qualidade é executado através de coleta de amostras, por ensaios e determinações previstas, cuja qualidade mínima corresponde pelo menos a 10% dos ensaios e determinações realizadas pelo executante no mesmo período.

Compete exclusivamente à Prefeitura Municipal de Quedas do Iguaçu o controle geométrico que consiste na realização de medidas para verificação de larguras, espaçamentos e comprimentos das pinturas executadas.



4.7. CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO

Os serviços serão aceitos se cumprir na integra esta especificação.

Quando a avaliação da retrorrefletividade inicial for igual ou superior a 250 mcd/lux/m2 para demarcação na cor branca e 200 mcd/lux/m2 para demarcação na cor amarela.

* Será Tolerada aproximadamente 10% para menos em função das características especiais de solo.

Nas dimensões das faixas, marcas, símbolos, serão toleradas variações máximas de 5% para mais ou para menos em suas larguras e/ou comprimento.

4.8. REJEIÇÃO

A rejeição será ocasionada se não cumprir na integra todas as especificações, os serviços rejeitados poderão ser refeitos desde que sua natureza assim o permita.



4.9. MEDIÇÃO

A quantificação dos serviços executados e recebidos na forma descrita é única e de exclusiva competência da Secretaria Municipal de Serviços e Obras Públicas do Município de Quedas do Iguaçu - PR ou a quem este venha nomear por escrito, o qual deve medir as extensões, larguras e obtenção das áreas efetivamente executadas.

Para linhas continuas

A ser executada no centro da pista de rolamento na cor amarela.

A ser executada nas laterais da pista de rolamento na cor branca.

Conta-se o número de linhas cheias (N), conferindo-se os comprimentos (C) e as larguras (L).

Área : S=NxCxL

5 - ESPECIFICAÇÃO PARA CALÇADAS EM CONCRETO , RAMPAS PARA DEFICIENTES FÍSICOS

5.1- CONDIÇÕES GERAIS
_ Construção de calçadas em concreto desempenado com espessura de 5,00cm nos passeios de pedestres e 7,00cm nas entradas de carros com FCK 15MPA nos locais e dimensões constantes no projeto de urbanização, executando o nivelamento do terreno com a colocação de terra e compactação, base de brita com espessura de 3,00cm e executar a calçada com um caimento de 2,0% do alinhamento predial para o sentido da pavimentação. Executar a junta de dilatação a cada 3,00m de comprimento da calçada sendo esta junta cortada.
_ Construção de rampas para deficientes em concreto desempenado espessura de 7,00cm com fck 15MPA, com piso tátil conforme detalhes no projeto de urbanização com pintura de demarcação conforme detalhe específico.
OBS.: Somente será feito o pagamento referente às calçadas após conclusão das rampas de acordo com dimensões e detalhes em projeto e aprovadas junto ao departamento de engenharia da PMQI.
_ Conforme locais especificados em projeto será executado calçada com CBUQ espessura de 3,00cm sobre pintura de ligação RR-1C, compactado e posterior pintura de demarcação com faixas de pedestres. Para especificação do CBUQ seguir as da pavimentação bem como a da sinalização horizontal.
6 -ACEITAÇÃO DOS SERVIÇOS

As condições para aceitação dos serviços, levarão em consideração os seguintes itens:

1 - Serão avaliados os alinhamentos, declividades, cotas, usando os métodos topográficos correntes.

2 - As características geométricas previstas.

3 - A fiscalização procederá a inspeção visual às condições de acabamento.

7 – SERVIÇOS FINAIS:
Após inspeção e aceitação da Fiscalização, as obras serão entregues totalmente limpas e sem entulhos com plenas condições de operacionalidade.

Quedas do Iguaçu, Outubro de 2017.





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