Memorial descritivo especificaçÕes técnicas



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MEMORIAL DESCRITIVO
1. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
As especificações a seguir têm por objetivo estabelecer normas e preceitos que devem ser obedecidas pela EMPREITEIRA, nos trabalhos de pavimentação asfáltica do Estacionamento do Velório Municipal.

A não observância destas especificações implicará em suspensão temporária dos serviços e respectivos pagamentos até que ela seja observada, ou suspensão definitiva da Empreiteira, com as penalidades cabíveis.


1.1 Generalidades

A localização, construção, operação e manutenção do canteiro de obras serão submetidas à aprovação prévia da FISCALIZAÇÃO, bem como os métodos de trabalho a serem adotados nos serviços preliminares.



2. DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS
O presente projeto compreende a pavimentação asfáltica do Estacionamento do Velório Municipal, com área estimada em 1.600 m².


    1. Serviços preliminares



2.1.1 Placa de Obra
A placa de obra em chapa galvanizada deverá ser afixada em local visível nas dimensões e modelos conforme manual de identidade visual do Governo de Minas.
2.2 Demolições e Remoções

O revestimento asfáltico existente não deverá ser removido.


2.3 Urbanização e Obras Complementares
2.3.1 Remoção e reassentamento de meio fio

Os meios-fios de concreto pré-moldado existente não deverão ser removidos.



2.3.2 Passeio

Deverá ser mantido o passeio existente.


2.3.3 Fornecimento e Lançamento de Brita

O lançamento da brita no pátio deverá ser executado através de caminhões basculantes sendo o espalhamento feito manualmente.


2.4 Obras Viárias
2.4.1 Base de Brita

Será feita uma base de lastro de brita 2 ou 3 com espessura média de 15 cm, incluindo fornecimento de brita, carga, descarga, espalhamento e compactação do material onde houver necessidade, ou seja, na existência de buracos, exclusive transporte do material.


2.4.2 Imprimação

Sobre a base de lastro de brita já regularizada, será aplicada a imprimação para permitir a perfeita aderência do pavimento asfáltico a ser aplicado na base existente.

Será aplicada com caminhão equipado com bomba aspersora, dotado de sistema de aquecimento para manter o ligante (emulsão asfáltica CM - 30 a uma taxa de 1,2 L/m²) em perfeitas condições de uso.
2.4.3 Pintura de Ligação
Sobre a base imprimada e sobre o asfalto existente, será aplicada a pintura de ligação para permitir a perfeita aderência do pavimento asfáltico a ser aplicado.

Será aplicada com caminhão equipado com bomba aspersora, dotado de sistema de aquecimento para manter o ligante (emulsão asfáltica RR - 1C ou RM – 01C a uma taxa de 1,0 L/m²) em perfeitas condições de uso.



2.4.4 Pavimentação em CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente)
2.4.4.1 Generalidades

Concreto betuminoso é o revestimento flexível, resultante da mistura a frio, em usina apropriada, de agregado mineral graduado, material de enchimento (Fíler) e material betuminoso, espalhada e comprimida a quente.


2.4.4.2 Materiais
2.4.4.2.1 Material Betuminoso
Podem ser empregados os seguintes materiais betuminosos:

  • Cimentos asfálticos, de penetração 50/60, 85/100 e 100/120

  • Alcatrão tipo ap-12.


2.4.4.2.2 Agregados
2.4.4.2.2.1 Agregado graúdo

O agregado graúdo pode ser pedra britada, escória britada, seixo rolado, britado ou não, ou outro material indicado nas especificações complementares e previamente aprovado pela fiscalização.

O agregado graúdo deve ser constituído de fragmentos sãos, duráveis, livres de torrões de argila e substancias nocivas. O valor máximo tolerado no ensaio de Abrasão Los Angeles, é de 50%. Deverá apresentar boa adesividade quando submetido ao ensaio de durabilidade, com sulfato de sódio, sendo que a perda não poderá ser superior a 12%, em 5 ciclos e o índice não deve ser inferior a 0,5.
2.4.4.2.2 .2 Agregado miúdo
O agregado miúdo pode ser areia, pó-de-pedra ou mistura de ambos, suas partículas individuais deverão ser resistentes, apresentar moderada angulosidade, livres de torrões de argila e de substancias nocivas e deverá apresentar um equivalente de areia igual ou superior a 55%.
2.4.4.2.3 Material de enchimento (Fíler)
Deve ser constituído por materiais minerais finamente divididos, inertes em relação aos demais componentes da mistura, não plásticos, tais como cimento portland, cal extinta, pós calcários etc., e que atendam a seguinte granulometria:


PENEIRA__PORCENTAGEM_MÍNIMA,_PASSANDO'>PENEIRA

PORCENTAGEM MÍNIMA, PASSANDO

Nº 40


100

Nº 80

95

Nº 200

65

Quando da aplicação, deverá estar seco e isento de grumos.


2.4.4.2.4 Composição de Mistura
A composição de concreto betuminoso deve satisfazer os requisitos do quadro seguinte. A faixa a ser usada deve ser aquela, cujo diâmetro máximo seja igual ou inferior a 2/3 da espessura da camada de revestimento.


PENEIRA

PORCENTAGEM EM PESO

mm

A

B

C

2”

50,8

100

-

-

1 1/2”

38,1

95-100

100

-

1”

25,4

75-100

95-100

-

3/4”

19,1

60-90

80-100

100

1/2”

12,7

-

-

85-100

3/8”

9,5

35-65

45-80

75-100

Nº 4

4,8

25-50

28-60

50-85

Nº 10

2,0

20-40

20-45

30-75

Nº 40

0,42

10-30

10-32

15-40

Nº 80

0,18

5-20

8-20

8-30

Nº 200

0,074

1-8

3-8

5-10



Betume solúvel no CS2 (+) %

4,0 a 7,0

Camada de Ligação

(Binder)


4,5 a 7,5

Camada de Ligação e Rolamento



4,5 a 9,0

Camadas de Rolamento



As porcentagens de betume se referem à mistura dos agregados, considerada como 100%. Para todos os tipos, a fração retida entre duas peneiras consecutivas não deverá ser inferior a 4% do total.

A curva granulométrica, indicada no projeto, poderá apresentar as seguintes tolerâncias máximas:


PENEIRAS

mm

% PASSANDO, EM PESO

3-8”- 1 1/2”

9,5 - 38,0

+ 7

Nº 40 - Nº 4

0,42 - 4,8

+ 5

Nº 80

0,18

+ 3

Nº 200

0,074

+ 2

Deverá ser adotado o Método Marshall para a verificação das condições de vazios, estabilidade e fluência da mistura betuminosa, segundo os valores seguintes:



CAMADA DE ROLAMENTO


CAMADA DE LIGAÇÃO (Binder)

Porcentagem de vazios

3 a 5

4 a 6

Relação betume/vazios

75 - 82

65 - 72

Estabilidade, mínima

350 Kg (75 golpes)

250 Kg (50 golpes)



350 Kg (75 golpes)

250 Kg (50 golpes)



Fluência, 1/100”

8 - 18

8 - 18

Ficará a cargo da EMPREITEIRA:

Um número suficiente de equipamentos para execução dos trabalhos dentro dos prazos previstos no cronograma da execução.

Equipamentos de reserva suficientes para substituir máquinas em reparo ou deficientes. A relação do equipamento principal deverá ser aprovada previamente no início da obra pela FISCALIZAÇÃO, sendo exigida a permanência na obra do equipamento mínimo a ser apresentado pela EMPREITEIRA vencedora da licitação. O transporte do equipamento à obra, bem como sua remoção para eventuais consertos ou sua remoção definitiva da obra, correrá por conta da EMPREITEIRA.


2.5 Transportes
2.5.1 Transporte de CBUQ

O CBUQ deverá ser transportado da usina ao ponto de aplicação, em veículos basculantes apropriados. A distância máxima de transporte será de 120 km.

Os caminhões, tipo basculante, para o transporte do concreto betuminoso, deverão ter caçambas metálicas robustas, limpas e lisas, ligeiramente lubrificadas com água e sabão, óleo cru fino, óleo parafínico, ou solução de cal, de modo a evitar a aderência da mistura às chapas. A tampa traseira da caçamba deverá ser perfeitamente vedada, de modo a evitar o derramamento de emulsão sobre a pista.
2.5.2 Transporte de Agregados

O transporte do agregado será feito a uma DMT máxima 10 km.



João Monlevade, 14 de Fevereiro de 2014.


Eng. Civil Natália Cotta Miorini

CREA-MG 158302/D

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