Meu Quintal



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Encontro13.01.2018
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Meu Quintal
Por | By Ná Ozzetti

O CD Meu Quintal nasceu da idéia de celebrar meus trinta anos de carreira. Foram seis discos gravados com o Grupo Rumo, nove outros de minha carreira solo, participação em inúmeros discos de outros artistas e diversos projetos. E a estrada de shows no Brasil e exterior. Me orgulho de todo caminho percorrido até aqui.

Em 2008 montamos um grupo especial de músicos para elaborar o CD Balangandãs: Dante Ozzetti, Mário Manga, Sérgio Reze e Zé Alexandre Carvalho. O processo de elaboração daquele CD se repete agora, com uma criação coletiva onde todos contribuem na construção a partir de pré-arranjos elaborados por Dante e Manga. Nos ensaios, o grupo lapida cada uma das músicas até sua concepção final.


Balangandãs trouxe um repertório de sambas e marchas gravadas nas décadas de 1930 e 1940, obras de importantes compositores brasileiros como Ari Barroso, Assis Valente, Dorival Caymmi e Synval Silva, entre outros.
Agora, em Meu Quintal, trago minhas próprias composições. São doze canções inéditas. Três já trabalhadas anteriormente em shows, mas não gravadas. As outras nove, concebidas para o presente projeto.

Componho sempre em parcerias. Penso e desenvolvo as ideias musicais, melodias, harmonias e as levadas rítmicas. Meus parceiros criam as letras.


Em breves palavras, os apresento:



Alice Ruiz. Itamar Assumpção dizia para Alice e para mim que deveríamos compor canções em parceria muito antes de nos tornarmos amigas. Quando a poeta se mudou para São Paulo, em 2001, ficamos próximas e prometemos a nós mesmas levar adiante o conselho do Itamar. A amizade e muitos encontros vieram antes da esperada parceria, que só se concretizou na ocasião da gravação de Meu Quintal, literalmente, pois foram todas concebidas no meu próprio quintal. Baú de Guardados e Acordo de Amor, esta em parceria com o Neco Prates, letras que foram musicadas, ou seja, melodias criadas a partir das letras. Ser Estar fizemos juntas, letra e música ao mesmo tempo.

Arthur Nestrovski. Arthur me presenteou com a letra Tupi, inspirada em meu querido cão, na época em que nos conhecemos. Compus a música logo em seguida, mas só agora a canção passou a existir em forma de uma balada gostosa levada pelas mãos do Manga e da banda.

Carol Ribeiro. Essa artista reúne incríveis talentos. A poesia é um deles. Mostrou-me Chuva, poema lindo, que logo virou canção.

Luiz Tatit. Nossa história deve ser celebrada com os meus trinta anos de carreira. Temos esse tempo de amizade e parcerias constantes. Compusemos quatro canções para este disco:  Entre o amor e o mar, Equilíbrio, Língua Afiada e Meu Quintal, que deu nome ao CD. Com o Luiz, faço primeiramente a música e ele coloca a letra depois.

Makely Ka. Onde a vista alcança, uma parceria fruto de um desejo de longa data de admiração. Contei pra ele, enviei a música e a canção nasceu.

Neco Prates. O parceiro! Acordo de Amor, letra criada com Alice Ruiz, comentada acima. O poema nasceu quando os dois observaram que a sombra de uma árvore atrapalhava a frutificação de uma mangueira do nosso quintal.

Zélia Duncan. Sobrenatural, letra criada pela colega querida a partir da música que lhe mostrei. Em meus shows a tocamos algumas vezes – e os músicos exigiram que fizesse parte do novo CD.

Finalmente, e ainda bem, A velha fiando, parceria de Dante Ozzetti com Luiz Tatit. Surgiu maravilhosa quando já tínhamos praticamente definido o repertório do CD. Um presente!

Em Meu Quintal convidei o Mário Manga para produzir. Todo o trabalho de pré-produção, gravação, mixagem, masterização, foi planejado e conduzido por ele, que indicou o Homero Lotito para refinar ainda mais a sonoridade final.

A capa, identidade visual e seus desdobramentos são de André Salerno, da TAO Criativo, que também criou a capa de Balangandãs.

A produção e coordenação do projeto de gravação do CD foram de Luana Mendonça, que merece o crédito por tudo ter dado certo.

Trabalho novo e uma nova parceria com a Borandá, que me encantou pelo capricho e dedicação com que tratam seus projetos e artistas.



Agora é espalhar as sementes deste Meu Quintal mundo afora, fazê-las brotar, crescer, florir, frutificar e alimentar corações com música.
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The CD Meu Quintal was born from the idea of celebrating thirty years of my musical career. It comes after six albums recorded with the Grupo Rumo, nine others of my solo career, participations in numerous recordings of other artists and different projects. And a long road of concerts in Brazil and abroad. I am proud of every path taken so far.

In 2008 we set up a special group of musicians to produce the CD Balangandãs: Dante Ozzetti, Mário Manga, Sérgio Reze and Zé Alexandre Carvalho. The process of making this CD now repeats itself with a collective creation in which all contribute to the final sound construction from pre-arrangements made by Dante and Mário. In the rehearsals the whole band has polished each song until its final design.

Balangandãs brought a repertoire of sambas and marches recorded in the 1930s and the 1940s, important works by Brazilian composers like Ary Barroso, Assis Valente, Dorival Caymmi and Synval Silva, among others.


Now, in Meu Quintal, I present my own compositions. There are twelve new songs. Three of them have been already presented in some shows, but not recorded. The other nine were exclusively designed for this project.

I always compose in partnerships. I think and develop some musical ideas, melodies, harmonies and rhythmic patterns. My partners create the lyrics.


Let me briefly present them:


Alice Ruiz. Itamar Assumpção used to say to Alice and I that we should write songs together – and this a long time before we became friends. When the poet moved to São Paulo in 2001 we became closer and promised ourselves to lead ahead Itamar’s advice. The friendship and many meetings came before the expected partnership, which only happened literally when already recording Meu Quintal, once the songs were all composed in my own backyard. Baú de Guardados and Acordo de amor – this last one a partnership with Neco Prates –, are lyrics that won melodies later, or melodies created from the lyrics. Ser Estar was created together, music and lyrics composed simultaneously.

Arthur Nestrovski. Arthur gave me the lyrics Tupi, inspired on my beloved dog, by the time we met each other. I wrote the song shortly after, but only now the song came to exist in a delicious ballad form created by Manga and the band.

Carol Ribeiro. This artist combines incredible talents. Poetry is one of them. She showed me Chuva, a beautiful poem that was quickly turned into a song.

Luiz Tatit. Our history should be celebrated together with the thirty years of my career. Our friendship and constant partnership are this long. We created four songs for this album, Entre o Amor e o Mar, Equilíbrio, Língua Afiada and Meu Quintal, which gave name to the CD. With Luiz I always create the music first and he creates the lyrics on it.

Makely Ka. Onde a Vista Alcança, a partnership resulting from a long standing admiration desire. I told him about it, sent the music and the song was born.

Neco Prates. The partner! Acordo de Amor, lyrics created with Alice Ruiz, as commented above. The poem was born when the two of them observed that the shadow of a tree was frustrating the flourish of a mango tree in our backyard.

Zélia Duncan. Supernatural, lyrics written by my dear colleague for the music I showed to her. We already performed it a few times in my concerts and the band demanded that it should be part of the new CD.

Last, but not least, A velha fiando. A partnership between Dante Ozzetti and Luiz Tatit that came up wonderfully when we had practically defined the CD’s repertoire. A true gift!

I invited Mário Manga to produce Meu Quintal. All the work of pre-production, recording, mixing, mastering, was planned and conducted by him, who indicated Homero Lotito to further refine the final sound.



The cover, visual identity and its developments are signed by André Salerno, from TAO Criativo, who also created the graphic design of Balangandãs.

The executive production and coordination of the whole project were led by Luana Mendonça, who deserves the credit for having everything done so right.

A new work and a new partnership with Borandá, that enchanted me for the carefulness and dedication with all their projects and artists.


What is left now is to spread the seeds of Meu Quintal all over the world, to make them grow, flourish, fructify and cherish the hearts with music.

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