MilitãO, Albigenor Rose



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EMILITÃO, Albigenor Rose. S.O.S dinâmica de grupo. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1999.
S.O.S. Dinâmica de Grupo

Mais de 90 técnicas de Apresentação, Integração & Conhecimento, Recreação, Aprendizagem e Estórias & Fábulas, que ajudarão você a conduzir, de forma mais eficaz, palestras, workshops, grupos de estudo, reuniões e outros encontros grupais.


Dedicamos e agradecemos pela realização deste trabalho aos nossos maiores incentivadores, seres especiais que têm estado conosco na nossa caminhada:
Deus, nosso impulsor maior;

Joaquim Brito e a Turma de Maceió, primeiros companheiros de grupos;


Juventude de Monte Castelo, Grupos dos Encontros

de Casais, Jovens e Amigos — Fortaleza,

Natal, São Luís e Belém;
Edilson Padilha, Eleazar Ribeiro, Lydia Brito,

Rita de Cássia e Zé Carlos, parceiros de

aprendizado no começo em Fortaleza;
Companheiros do Curso de Formação de Facilitadores

em Processos Grupais ( 1º Turma 96/97),

exemplos de experiência e crescimento;

Empresas, Instituições e amigos que nos oportunizaram

o crescimento contínuo, especialmente SEBRAE-CE/MA,

CDL-Fortaleza e SENAC-Regional Ceará.


Carinhosamente, com afeto, fazemos menção honrosa

a duas pessoinhas a quem amamos de paixão (e como

é vazia a nossa casa sem elas!): Daniele e Diogo.
Nós “cinco”: certamente, somos uma equipe.
Com carinho, de nós dois... Albi & Rose.

Fortaleza, setembro/97.


(página sem numeração)

Índice
- De nós dois... pra você, XI

- Introdução, XV

- Dicas Importantes, XIX


S.O.S. UM

Dinâmicas de Apresentação


- As primeiras Impressões, 3

1. Entrevista, 5

2. Memorização de nomes, 6

3.O salto,7

4. Entregando o crachá, 8

5. Eu sou você, 9

6.Cartaz, 11

7. Minha outra metade está em você, 12

8. Abrindo janelas, 13

9. Gravuras, 16

10. Caminhando e cantando, 18

11. Minha característica maior, 19

12. As cores dos sentimentos, 21

13. Expectativas e metas, 22

14.O boneco,23
S.O.S. DOIS

Dinâmicas de Integração E Conhecimento

- Quem conhece, ama 29

1. Autógrafos, 31

2. Ataque & defesa, 33

VIII


3. Rompendo o cerco, 35

4. Posso entrar?, 37

5. O presente da alegria, 38

6. Despertando o conhecimento, 40

7. Descoberta do outro, 41

8. Abrigo subterrâneo, 43

9. Círculo & beijo, 45

10. Espelho, 46

11. Relâmpago, 47

12. Costa com costa, 49

13. Cabecinha no ombro, 50

14. Esquentando os motores, 52

15. O melhor de mim, 53

16. Revirando minha bolsa, 55

17. Em busca do olhar; 56

18. Beijos & carícias, 57

19. O pêndulo, 59

20. Encontro com o mar, 60

21. Papel amassado, 62
S.OS. TRÊS

Dinâmicas de Recreação

- Lazer é, também, Integração, 67

1. Terra, céu e mar, 69

2. Estourando balões, 70

3. Balões no ar; 71

4. As três garrafas, 72

5. A dança da laranja, 73

6.O quartel, 74

7. O feitiço caiu em mim, 75

8. O viúvo, 76

9. Retirando as cadeiras, 77

10. O trem, 78

11. O presente, 79

12. Caixinha de surpresas, 80

13. Laranja no pé, 81

14. Tudo com a mesma letra, 81

15. Você me ama?, 82

16. Briga de galo, 83

17. Encontrando os sapatos, 83

18. Zorba, 84

VIII
S.O.S. QUATRO

Dinâmicas de Aprendizagem

- Brincando e Aprendendo: não dá pra dormir, 89

1. Vou pra Ilha,91

2. Zero a cem, 92

3. Cruzada ou descruzada, 92

4. Nove pontos, 93

5.O repolho, 94

6. Formando grupos, 95

7. Mural, 97

8. Brainstorming, 98

9. Pichação, 99

10. Telegrama, 100

11.O avestruz, 101

12. Azares de uma festa de aniversário, 103

13. Exercício da Nasa, 105

14. O jogo dos quadrados, 109

15. A corrida de carros, 110

16. Comida, 112


S.O.S. CINCO

Estórias & Fábulas

- Aprendendo e ensinando através de parábolas, 117

1.O feixe de lenha, 119

2. Os lenhadores, 121

3.O buraco, o sapo e o sapinho sapeca, 123

4.O passarinho, 125

5. A bicicleta, 127

6. Mapa-múndi, 128

7. Os sons da floresta, 129

8.O gole d’água, 131

9. Os três filtros, 133

10. A frigideira, 134

11.O elefante e os cegos, 135

12.O maior talento, 137

13. Águia ou galinha?, 138

14. A rebelião contra o estômago, 140

15. Alface ou mangueira?, 142

16. A menina e os monges, 144

17.A caneca de chá, 145

IX
18. Almoços grátis, 148

19. Perseverar... sim!, 149

S.O.S. SEIS

O que dizer sobre isto?

- Mudar... e crescer, 155

1. Frases & previsões que deram errado, 157

2. Frases que aquecem o coração e deliciam a alma, 159

3.O presidente que não desistiu, 162

4. Começaria tudo outra vez... se eu pudesse!, 164

5. Eu me conheço?, 165

6 Dez dicas para fazer o coração parar, 166

7. Não andeis ansiosos, 167

8.O bebê enjeitado, 168

9. Permita-nos um minutinho do seu tempo, 169

10. Páscoa é... Renovação, Libertação, Comunhão, Vida!, 172

11. A oração de Jesus, 173

Bibliografia, 175

X

De nós dois... pra você!



Há muito que estamos numa caminhada junto a pessoas. Os caminhos percorridos e os lugares por onde passamos nos proporcionaram magníficas experiências. Foram caminhos de terra batida, poeirentos, chuvosos e cheios de lama, pedregosos, túneis escuros e úmidos... todos atravessados. Mas, também, estradas com lindas paisagens, verdes e floridas, riachos perenes e brisas suaves, fontes de água cristalina, cheiro de terra batida pela chuva caída, pedras e montanhas, muros e portas. Vitórias alcançadas e desafios vencidos.

TEM sido um aprendizado constante. E, como disse o poeta: “cada pessoa sente as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas”.

ESSA caminhada, estamos nela bem antes de nos encontrarmos, os dois. O encontro mesmo do nosso “grupo de dois” foi em Paripueira (uma das praias mais bonitas de Alagoas), por ocasião de um congraçamento de jovens. Ali começou tudo: a paixão, o amor, a vontade de estar juntos. Ali começaram a surgir os primeiros amigos comuns a nós dois. Os amigos de um passavam a ser, agora, dos dois e, cada vez mais, essas pessoas foram somadas a tantas outras, que estão hoje, que passaram e que marcaram nossas vidas nos lugares onde estivemos.

NAS atividades com pessoas sempre surgia a necessidade de algo para aquecer ou motivar, naquele momento, o grupo. Aí... usávamos uma Dinâmica de Grupo. Sempre, para cada momento, a estratégia para atingir melhor os objetivos, era dosar com uma Dinâmica de Grupo. Palestras, reuniões, treinamento e desenvolvimento junto às empresas, lazer, têm nos oportunizado utilizar, como recurso imprescindível, a Dinâmica de Grupo.

XI

VÁRIOS livros e revistas sobre o assunto, com exercícios e técnicas as mais variadas, foram pesquisados e utilizados por nós. Algumas copiadas na sua íntegra, outras adaptadas, outras criadas da nossa própria experiência, mas sempre partindo de quem mais nos motivou: as pessoas com as quais convivemos.



A propósito de muitas dessas pessoas, vale ressaltar (e destaca-las) que a inspiração para o S.O.S. Dinâmica de Grupo — a partir do título — veio delas:

“Oi, bicho! Tô numa fria. Fui convidada para um chá-de-panela de uma amiga minha e me disseram que eu vou ter que fazer algumas brincadeiras lá, pra aquecer o ambiente. Pensei em você prá me dá algumas dinâmicas. Te ligo daqui a trinta minutos, tá legal?”

(Lucineide/ da casa de alguma noiva, janeiro/97).

“Vou dirigir toda aparte social da nossa noite de Ano Novo e tô precisando de umas dicas prá animar o pessoal.”

(Nelbe/Igreja Presbiteriana Nova Jerusalém – Fortaleza, dezembro/94).

“Quero fazer um evento que reúna todos os funcionários do SEBRAE. Algo assim, que seja bem dinâmico e que reacenda a motivação de todos”

(Dr. Antônio Albuquerque/Superintendente do SEBRAE-CE, agosto/96, quando elaborávamos o esboço da 1ª Convenção do SEBRAE).

Inventei um provão aqui na escola e convoquei todos os alunos e professores para estarem aqui no sábado. Só que é uma desculpa para a inauguração da quadra. Me dá umas idéias para aplicar algumas dinâmicas, no início no final... Te ligo daqui prá’manhã.”

(Falone/Diretor da Escola Santa Amélia-AL, maio/97)

“Albi, aceitei o desafio de dirigir o acampamento dos jovens da minha igreja, no período do carnaval Agora, tô precisando de um favorzão: prepara algumas dinâmicas bem legais prá eu utilizar lá! Me avisa quando estiverem prontas e eu vou pegar.”

(Anne Mary/Igreja Presbiteriana Nova Jerusalém, Carnaval/97)

“É um projeto e tanto! O presidente já aprovou e quer que aconteça no Banco todo, antecedendo o processo de reestruturação das agências. Agora, eu preciso de você prá gente estruturar toda a seqüência de vivências e dinâmicas, para a etapa de sensibilização!”

(Magui, no embrião do Programa de Humanização Dinâmica/BANCO DO NORDESTE, maio/1995)

“Roseane, tá um tédio aqui! Nem parece que é um jantar de Natal. Preciso fazer jus ao meu aprendizado no Curso de Facilitadores. Te Ligo daqui a cinco minutos.., é urgente mesmo. Faz com Albigenor algumas sugestões prá eu levantar o astral do pessoal aqui!”

(Cidinha/participante do CURSO DE FORMAÇÃO DE FACILITADORES EM PROCESSOS GRUPAIS, jantar de Natal/1996)

XII


“Albi, me deu um branco agora, bem na hora de começar a vivência da tesoura. Lembrei de você. Me passa, por telefone mesmo, as etapas bem direitinho, ok?”

(Zé Carlos, em Teresina, conduzindo o PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES, 1995)

“Eu e Angelino estamos com uma missão: elaborar todo o conteúdo e realizar o segmento de integração de um seminário para os representantes de vendas do Norte-Nordeste. Precisamos de ajuda.”

(Ana Glória/Analista de RH – FINOBRASA-Fortaleza, abril/97)

“Eu preciso fazer uma sacudida em toda a equipe gerencial aqui, a começar pelos Diretores. O que você me diz? Sugira e vamos marcar a data.”

(Portela/Gestor da Área de Informação - SEBRAE-MA, na preparação do I Encontro de Gestores Operacionais do SEBRAE/MA, agosto/96)

“Vou ter quinze minutos para minha apresentação e quero fazer alguma coisa bem diferente do convencional. Qual é a sugestão que você me dá?”

(Souza Filho/Gerente-Geral da CAJUÍNA SÃO GERALDO - Fortaleza, preparando material para apresentação durante almoço com empresários da FIEC - Federação das Indústrias do Estado do Ceará, maio/97)

“Rose, estamos idealizando um grande encontro para todos os professores do colégio, do primeiro grau menor ao pré-vestibular, e uma das coisas que eu gostaria que fosse incluída é um curso relâmpago de Dinâmica de Grupo para os professores.”

(Prof. Adelmir Jucá/Coordenador de Desenvolvimento e Pesquisa - COLÉGIO SETE DE SETEMBRO - Fortaleza, no inicio do planejamento do I Educador – Simpósio de Desenvolvimento Educacional, novembro/96)

ÚTIL e gratificante: é o nosso desejo que seja este livro pra você!

Albigenor & Rose Militão

Setembro, 1997.

XIII


Introdução
- “Como trabalhar bem com os outros?

- Como entender os outros e fazer-se entender por eles?

- Por que os outros não conseguem ver o QUE eu vejo,

COMO eu vejo... por que não percebem a clareza

das minhas intenções e ações?

- Por que os outros interpretam erroneamente meus atos

e palavras, e complicam tudo?

- Por que não podemos ser objetivos no trabalho

e deixar problemas pessoais de fora?

- Por que não ser práticos e deixar as emoções

e os sentimentos de lado?”
É natural que todos nós passemos ou tenhamos passado por momentos de questionamentos como esses. Geralmente, ficamos tateando no escuro e temos dificuldades em achar respostas ou soluções para problemas de RELACIONAMENTO. Estamos, então, sempre condenados a sofrer com os outros? Podemos ter esperanças de alcançarmos uma convivência harmoniosa, satisfatória e produtiva no dia-a-dia com os outros?

FOI pensando em questões assim que Charles Fourier, Émile Durkheim, Kurt Lewin e outros se preocuparam em dar atenção especial ao ESTUDO DE GRUPOS. Bem mais na nossa época, Carl Rogers foi o primeiro a utilizar técnicas de trabalho com grupos, em seu livro “Grupos de Encontro”.

XV

Dinâmica de Grupo: Surgimento, definição e objetivos



A expressão Dinâmica de Grupo surgiu pela primeira vez num artigo publicado por Kurt Lewin, em 1944, onde tratava da relação entre teoria e prática em Psicologia Social.

O que é Dinâmica de Grupo?

Dynamis é uma palavra grega que significa força, energia, ação. Quando Kurt Lewin utilizou essa expressão e começou a pesquisar os grupos, seu objetivo era o de ensinar às pessoas comportamentos novos através da DINÂMICA DE GRUPO, ou seja, através da discussão e de decisão em grupo, em substituição ao método tradicional de transmissão sistemática de conhecimentos.
O que se espera alcançar de resultados, com a utilização da Dinâmica de Grupo? Vejamos, portanto, alguns objetivos bem gerais:

a) Desinibir a capacidade criadora dos participantes, levando- os a se tornarem bastantes desenvoltos;

b) Aumentar as transformações no grupo, alterando a sua produtividade;

c) Aumentar a coesão do grupo;

d) Proporcionar um aperfeiçoamento do trabalho coletivo, procurando atingir, através dos grupos, metas socialmente desejáveis, podendo, também, aumentar sua eficiência, fundamentando-a num firme conhecimento das leis que governam a vida do grupo;

e) Transformar o potencial do grupo, fazendo-o crescer em igualdade harmônica de relacionamento interpessoal.

Na Dinâmica de Grupo o comportamento e as atitudes individuais serão mudados num trabalho de grupo, isto, porque, os participantes se sentirão profundamente sensibilizados por aquilo que acontecerá, por sentirem e por observarem processos que eles aprenderão a conceituar.

TOMAMOS a liberdade de classificar as dinâmicas apresentadas neste livro em cinco grandes grupos:

1. Dinâmicas de Apresentação: para apresentação e conhecimento imediato das pessoas do grupo;

2. Dinâmicas de Integração e Conhecimento: voltadas para grupos já iniciados, objetivando um maior entrosamento, “quebra-gelo” e aprofundamento do conhecimento inicial;

XVI

3. Dinâmicas de Recreação: podem ser utilizadas em intervalos de grandes eventos, jantares, almoços, aniversários, encontros sociais de qualquer natureza, puramente para descontração;


4. Dinâmicas de Aprendizagem: neste capítulo apresentaremos “dicas” rápidas, pequenas técnicas para estimular o raciocínio e exercitar a percepção;

5. Estórias & Fábulas: para abertura e fechamento de eventos (reuniões, palestras, cursos, congressos) ou para ilustrações, visando enriquecer algum tema que está sendo abordado.

PARA cada capítulo, selecionamos em média 15 (quinze) dinâmicas, que poderão ser aplicadas na sua forma apresentada ou adaptada/recriada pelo próprio facilitador, de acordo com seu contexto ou conveniência.

Toque & Afeto: a saúde começa por aí... também.

Abraçar é... segurar, envolver alguém com os braços, especialmente de modo afetuoso, manter próximo.
É uma forma de carinho, de apoio e compreensão.

Nós somos defensores de que as relações entre as pessoas devem ser as mais cordiais, espontâneas e afetivas. Um cheiro, um cumprimento mais caloroso, um abraço, um sorriso, um toqué de “conta comigo!”, um telefonema só prá dizer “ai! “, um cartão com uma palavra de agradecimento ou incentivo, tudo isso são formas de expressar para o outro que ele é importante.

POR conta disso, não poderiam deixar de constar no nosso S.O.S. Dinâmica de Grupo algumas considerações sobre esse gesto aconchegante e terapêutico: o abraço.

- Algumas verdades terapêuticas sobre o abraço:

- É uma forma de dizer: “conte comigo!”

- Fala uma linguagem universal.

- A linguagem do abraço alimenta o espírito.

- Cria um círculo de cooperação que promove o crescimento e a cura.

- Abraçados... nós nos ajudamos uns aos outros.

- A tecnologia ergue barreiras, um abraço as derruba.

- Deixe que um abraço fale por você, quando as palavras parecerem inoportunas ou saírem com dificuldade.

- Um abraço nunca diz: “A culpa é sua!”

- Um abraço terapêutico nunca tem conotação sexual.

XVII


- Um abraço diz. “Eu quero a sua amizade!”

- A linguagem do abraço é a tradução da linguagem do coração.

- É comemoração, é celebração.

- Significa apreço, afeição, reconhecimento.

- “Você é maravilhoso, valoroso, simpático, inteligente. Além disso,
merece um abraço!”

- Significa confiança, empatia, segurança.

- Abrace sempre. Abrace muito. Abrace.

- PARA SOBREVIVER, são necessários quatro abraços por dia.

- PARA SOBREVIVER COM SAÚDE, são necessários oito abraços por dia.

- PARA MANTER-SE GENTE, GOSTAR MAIS DE SI, RELACIONAR-SE MELHOR, ESTAR DE BEM COM A VIDA E UM POUCO MAIS FELIZ, são necessários doze abraços por dia.

XVIII

Dicas importantes



SER convidado para proferir uma palestra, dirigir uma reunião, conduzir um grupo de estudo ou ministrar um treinamento é, naturalmente, motivo para preocupação, ficar atento para as providências (logísticas e de conteúdo) que deverão ser tomadas.
COMO facilitador, é imprescindível que haja um prévio planejamento, objetivando segurança e tranqüilidade no processo de condução do grupo — seja uma sala com poucos participantes ou um auditório a partir de cinqüenta pessoas.

CONSIDERANDO a nossa própria experiência vivenciada, achamos providente listar alguns aspectos que, certamente, ajudarão você ANTES de qualquer trabalho com grupos. São “dicas” que têm sido úteis para nós e que você, como facilitador, poderá adequá-las à sua realidade:

1. Visitar, preferencialmente, o local do evento, com antecedência, para checagem de equipamentos — conforme a necessidade:

a) TV/Vídeo ou projetor de vídeo (telão).

b) Projetos multimídia, com computador e vídeo/DVD.

c) Retroprojetor (verificar foco, lâmpadas e ventilador interno).

d) Flip-chart (cavalete com papel 40kg).

e) Equipamento de som (microfones, tape-deck, CD, etc.).

f) Mesa de apoio para material didático-instrucional.

g) Tribuna (para o caso de apresentação tipo discurso).

h) Mesa com cadeiras para prováveis apresentações do tipo “formação

de mesa”.

XIX
i) Carteiras ou cadeiras — fixas ou não.

j) Luminosidade (onde acende as luzes), ventilação, cortinas.

k) Tamanho compatível com a quantidade de pessoas e para o tipo de atividade que irá ser desenvolvida.

2. Elaborar, previamente, o roteiro/seqüência do conteúdo que irá trabalhar com o grupo (vivências, músicas, intervalos, etc.).

3. Chegar ao local com, pelo menos, uma hora de antecedência, para ‘energizar” a saia, conforme a sua crença e metodologia (respirar, reiaxai deixar música tocando suave).

4. Revisar roteiro elaborado e fazer checagem final dos equipamentos e material que será utilizado.

5. Manter sempre consigo um kit de “Primeiros Socorros do Facilitador”, contendo: pincéis (quadro branco e papel), tesouras, canetas, barbante, cola, filmes de vídeo/DVD, fitas de áudio e/ou CD’s, vendas/máscaras, etc.) - tudo de acordo com o estilo e necessidades mais comuns.

6. Manter na “cartola”, sempre, uma ou duas vivências/dinâmicas para eventuais imprevistos ou mudanças de planos com o grupo.

7. Evitar confiança plena na memória: anotar, portanto, a seqüência da(s) dinâmica(s) que vai usar ou aquilo que vai dizer.

8. Procurar não se comprometer, no início dos trabalhos, em passar crenças pessoais, ou polemizar com alguém que está ali contra a vontade ou que já chega discordando. Seja prudente, relaxe e deixe que o próprio grupo (que é sempre sábio) estabeleça e componha o clima do encontro.

9. Evitar “forçar a barra” para algum membro do grupo participar, falar ou opinar sobre alguma coisa, se esse não estiver a fim.

10. Trabalhar em DUPLA, preferenciaimente (proporciona maior segurança na condução de qualquer grupo, no processo de acompanhamento, divisão de “quem faz o quê’, inclusive anotações).

11. Ter cuidado com a aparência (roupa, higiene, postura, etc.) — Lembre-se: você é aquilo que diz e faz e, no momento com o grupo, você estará sendo exemplo.

12. Utilizar músicas para momentos de relaxamento, escolhendo-as criteriosamente: instrumentais, que não tenham sido temas de

XX

novelas ou filmes conhecidos, nem tocadas exaustivamente em FM’s, enfim, não é aconselhá-vel músicas instrumentais populares. Às vezes, algumas músicas com letra são importantes para algum “fechamento”.



13. Habituar-se a trabalhar proativamente, fazendo, sempre de véspera, um “check-list das tarefas/providências que envolvem você e as demais pessoas ligadas ao evento.

Toque em frente e... sucesso!

Ver, também,
“Jogos, binamicas & Vivências Grupais” -
Capítulos 5 e 6, Qualitymark Editora,
dos mesmos autores.

XXI


S.O.S. UM – DINÂMICAS DE APRESENTAÇÃO

“Abrir-se para o amor pode ser o começo de


uma relação de companheirismo, ou pode
ser uma iluminação momentânea daquilo
que é possível, quando pessoas se encontram
de coração aberto”.

Kathleen Keating

1
As primeiras impressões

O contato inicial entre pessoas gera o que denominamos primeira impressão. Essa primeira impressão está relacionada a inúmeros fatores psicológicos da experiência anterior de cada pessoa, suas expectativas, medos, ansiedades e motivação no momento do encontro.

AS primeiras impressões já modificam, por exemplo, o que cada um pensava de um determinado ambiente: como é o local? É sala, auditório, tem cadeiras ou carteiras, tem almofadas, ar-condicionado ou ventilador, quem serão as pessoas que estarão lá? Será que elas são antipáticas? Eu conseguirei me entrosar com elas? E é exatamente no momento do encontro das pessoas que toda pré-concepção é alterada ou confirmada.

EXISTE o que consideramos primeiras impressões positivas ou negativas. Quando positivas de ambos os lados, a tendência é que haja relações de simpatia e aproximação que facilitarão o relacionamento interpessoal e as atividades em comum. É o processo da empatia. Quando o impacto do encontro é positivo apenas de um lado, o relacionamento tende a ser difícil, tenso, exigindo que ambas as partes se esforeem bem mais para um conhecimento maior que possa modificar aquela impressão.

NÃO há unilateralidade na interação humana; tudo o que acontece no relacionamento interpessoal decorre de duas fontes: Eu e o(s) outro(s). Dizem os filósofos do dia-a-dia que a “a primeira impressão é a que fica”, entretanto poderia ser assim: a primeira impressão é a que realmente fica, mas não é a que necessariamente deve permanecer.

3

DIFICILMENTE, alguém terá uma SEGUNDA OPORTUNIDADE para causar uma PRIMEIRA IMPRESSÃO.



PARA este capítulo, selecionamos 14 (quatorze) dinâmicas que tratam justamente do encontro de pessoas. Pessoas que se conhecem superficialmente, pessoas que nunca se viram antes, pessoas que convivem bastante mas não trabalham em grupo, realizando alguma tarefa específica.

ENFIM, são dinâmicas que, com muita praticidade e competência


do facilitador, substituirão o tradicional: “Foi um prazer conhecer você!”.

4

1 ENTREVISTA



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