Ministério da Educação Universidade Federal do Recôncavo da Bahia ufrb



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Ministério da Educação

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

Pró-Reitoria de Graduação – PROGRAD

Coordenadoria de Ensino e Integração Acadêmica

Núcleo Didático-Pedagógico




APRESENTAÇÃO







Formulário

Nº 01






A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB

A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) criada pela Lei 11.151 de 29 de julho de 2005, por desmembramento da Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia, com sede e foro na Cidade de Cruz das Almas e unidades instaladas em outros Municípios do Estado da Bahia, é uma Autarquia com autonomia administrativa, patrimonial, financeira e didático-pedagógica.

A criação da UFRB ocorreu a partir de um longo processo de diálogo e mobilização das comunidades de algumas cidades do Recôncavo da Bahia e da própria comunidade acadêmica ligada à Escola de Agronomia da UFBA, recebendo posterior apoio do Plano de Expansão do Ensino Superior do Ministério da Educação e de vários setores do Congresso Nacional. A UFRB atualmente oferece 14 cursos de graduação, em uma estrutura multi-campi e um curso de pós-graduação, mestrado e doutorado, em ciências agrárias. Sua missão maior é exercer de forma integrada e com qualidade as atividades de ensino, pesquisa e extensão, buscando promover o desenvolvimento das ciências, letras e artes e a formação de cidadãos com visão técnica, científica e humanística, propiciando valorizar as referências das culturas locais e dos aspectos específicos e essenciais do ambiente físico e antrópico.
O Recôncavo Baiano

A região do Recôncavo é constituída por uma sociedade multirracial, pluricultural e rica também na sua diversidade de recursos naturais. Por muito tempo seu ordenador primário foi formado por um sistema senhorial escravista, cuja grande característica foi a permanente tentativa de imposição dos valores lusitanos, contraposta com múltiplas formas de resistência, rebeliões, fugas e negociações exercitadas pelos povos e segmentos sociais dominados.

Entretanto, essa realidade social, própria da sociedade açucareira, marcada por riqueza e ostentação esvaeceu a partir do momento da descoberta e exportação do petróleo, marco de ruptura dos antigos padrões de comportamento prestígio, poder e relações na sociedade baiana. Porém, as limitações dos espaços onde se produz petróleo e onde foram construídas refinarias e outras estruturas ligadas a sua exploração, transformação e armazenamento definiram desequilíbrios socioeconômicos, pois nem todos os municípios do Recôncavo se beneficiaram dessas atividades econômicas. Assim, podemos identificar uma gama bastante diversificada de atividades econômicas e de inserções no mercado: municípios que vivem basicamente do turismo, outros de pesca, uns que se beneficiam dos royalties do petróleo, mais alguns que se constituem em centros produtores agrícolas de açúcar, tabaco, dendê, mandioca e alimentos, núcleos de pecuária, centros com vocação comercial, e alguns com incursões em termos industriais. Neste cenário regional tão densamente povoado, rico em tradições culturais, bens patrimoniais inestimáveis e que busca renovar-se e reencontrar seu antigo poder, brilho e prestigio é que nasce a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
A estrutura Multicampi

A UFRB foi concebida numa estrutura multicampi nas cidades de Cruz das Almas, Amargosa, Cachoeira e Santo Antonio de Jesus. Esta estrutura tem uma relação direta com a região do Recôncavo que constitui-se num território cuja construção histórica, social, econômica e cultural data do início da colonização brasileira, tendo uma delimitação regional bem definida. Os subespaços sócio-ambientais desta região apresentam importantes especificidades. Por exemplo, neste território, na área denominada do Recôncavo Sul, numa extensão não superior a 2.000 km2 e distâncias não superiores a 150 km, encontram-se núcleos significativos em termos históricos e culturais como Cachoeira, São Félix, Santo Amaro, Nazaré das Farinhas e São Franscisco do Conde; e, múltiplos ambientes como o vale do rio Paraguaçu e o lago artificial de Pedra do Cavalo (186,2 km2), a área dos ecossistemas costeiros de Maragojipe, Nazaré, Jaguaripe e Valença, a área norte do Corredor Ecológico Central da Mata Atlântica, a Serra da Jibóia na região de Amargosa, a Baía de Todos os Santos e suas ilhas e o ambiente semi-árido. Todo esse território apresenta uma excelente infra-estrutura urbana, de transportes e comunicações.

Tais aspectos permitiram a estruturação de uma universidade multicampi, baseada nas especificidades desses subespaços, com centros de estudos nas diversas áreas do conhecimento, que exploram as culturas locais, os aspectos específicos e essenciais da sua organização social e do meio ambiente.

A UFRB tem atribuições de articulação entre saber científico e a complexa realidade do Recôncavo. A sua instalação neste território visa somar à instituição, necessariamente, contornos sócio-espaciais pela incorporação do contexto econômico, político, cultural, social, ambiental e histórico do seu entorno, nas funções que exerce. Neste aspecto, sem perder a noção de universalidade, o Recôncavo está sendo concebido como “região de aprendizagem”, buscando-se ações sinérgicas entre a universidade e o referido território, de modo a contribuir para a constituição de competências regionais. Isto acontecerá via uma desafiadora e contínua dinamização das atividades de ensino, pesquisa e extensão, pretendendo-se que o processo de aprendizagem se espraie e seja praticado em todos os setores da sociedade regional. Deste modo, a universidade estará buscando elementos que a introduza, regionalmente, como uma relevante fonte de saber que ligará o Recôncavo aos processos socioeconômicos e culturais em curso em todo o mundo.

Os Centros de Ciências

A UFRB tem sua estrutura definida por Centros de Ciências, nucleando-se as áreas temáticas, reconhecidas pela comunidade acadêmica. Esses Centros foram criados com base numa visão administrativa sempre integrativa, multifuncional e multidisciplinar, as quais desenvolvem as atividades de ensino, pesquisa e extensão, tendo como princípios: a) a organicidade das ações; b) o cultivo das áreas temáticas fundamentais dos conhecimentos humanos, estudados em si mesmos ou em função de ulteriores aplicações c) a integração temática entre os Centros; e d) o enfoque em estudos que abordam, preferencialmente, o Recôncavo como região de aprendizagem.

Os Centros de Ciências para o desenvolvimento das suas atividades-fins são estruturados em colegiados e núcleos de pesquisa e extensão.

A estrutura da UFRB conta com os seguintes Centros: Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas; Centro de Artes, Humanidades e Letras; Centro de Formação de Professores; Centro de Ciências Tecnológicas e Exatas; Centro de Ciências da Saúde.


Campus de Cruz das Almas (Sede)

O município de Cruz das Almas, criado em 29/07/1897, está implantado no planalto pré-litorâneo, abrangendo uma superfície de 173,9 km2 , com uma população de 53.049 habitantes e densidade demográfica de 305,05 habitantes/km2. Está situado às margens da BR 101 e distancia 145 km de Salvador.

A economia do município é basicamente agrícola, destacando-se as culturas do fumo, laranja e mandioca. É bem servida no setor educacional e além de abrigar a Escola de Agronomia (hoje Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas) desde 1943, é sede da Embrapa Mandioca e Fruticultura e a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA). Por isso, o economista Rômulo Almeida sempre fez questão de chamar Cruz das Almas de Capital do Pensamento Agrário da Bahia.

Sob a influência da revolução científico-tecnológica na agropecuária que transcorria no mundo no século XIX, surgiu, na Província da Bahia, em São Francisco do Conde, a primeira instituição (stricto sensu) de pesquisa agropecuária no Brasil: o Imperial Instituto Baiano de Agricultura (IIBA) com data de criação em primeiro de novembro de 1859 e de quem o Centro de Ciências Agrárias e Ambientais da UFBA é sucessor.

A criação do IIBA foi uma iniciativa conjunta da corte imperial e da aristocracia açucareira, que associavam a decadência da lavoura de cana-de-açúcar à falta de créditos e de políticas protecionistas, mas também à ausência de técnicos que instruíssem os fazendeiros, seus empregados e seus escravos.

Em 1929, já com o nome de Escola Agrícola da Bahia, a instituição foi transferida para Salvador. Em 1943, com o nome de Escola Agronômica da Bahia, é transferida para o município de Cruz das Almas, vinculando-se, a partir de 1967, à Universidade Federal da Bahia, passando a denominar-se Escola de Agronomia da UFBA.

Em 2005, a Escola de Agronomia passa a denominar-se de Centro de Ciências Agrárias e Ambientais da UFBA. Com a criação da UFRB e o oferecimento do curso de Graduação em Ciências Biológicas, este Centro passa a denominar-se Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas.

Além dos cursos de graduação, o Centro de Ciências Agrárias Ambientais e Biológicas (CCAAB) da UFRB tem forte atuação na pós-graduação, com um curso de Mestrado em Ciências Agrárias com três áreas de concentração, Fitotecnia, Solos e Água e um Doutorado em Ciências Agrárias com área de concentração em Fitotecnia, que receberam conceito 4 na última avaliação da CAPES.

Na cidade de Cruz das Almas funciona também o Centro de Ciências Tecnológicas e Exatas (CETEC) que oferece o Curso de Engenharia Sanitária e Ambiental, ambos criados no segundo semestre de 2006, juntamente com a criação da Instituição. O CETEC dá suporte aos outros cinco cursos do campus de Cruz das Almas, que são a Agronomia, Ciências Biológicas, Engenharia Florestal, Engenharia de Pesca e Zootecnia, pois oferta disciplinas ao Centro de Ciências Agrárias, Ambientais e Biológicas (CCAAB).
Campus de Santo Antônio de Jesus

A cidade de Santo Antônio de Jesus, também denominada de Cidade das Palmeiras, devido as suas palmeiras seculares, é uma das mais importantes cidades do Recôncavo Baiano. Foi emancipada politicamente no dia 29 de maio de 1880, possui aproximadamente 83.000 habitantes e uma extensão territorial de 252 km2. Está situada à margem da BR 101 e distancia de Salvador, 187 km (por via terrestre).

No século XX, Santo Antônio de Jesus é marcada pelo desenvolvimento da cidade em todos os sentidos: na parte administrativa, cultural, industrial e, finalmente, comercial, o qual viria, anos mais tarde, a se notabilizar. Ainda na década de 30, um ilustre santantoniense, Dr. Landulfo Alves de Almeida, foi nomeado o Interventor Federal no Estado e realizou grandes obras na Bahia, destacando-se a Escola Agrícola da Bahia, em Cruz das Almas. Atualmente, Santo Antônio de Jesus é um centro regional de serviços e o seu setor comercial é bastante ativo.
Campus de Cachoeira

As sedes dos municípios de Cachoeira e São Félix formam um lindo complexo urbano separados pelo Rio Paraguaçu. A ligação ocorre pela histórica e bela ponte D. Pedro II inaugurada no século XIX.

Cachoeira teve origem numa fazenda criada por Diogo Álvares Correia, o Caramuru, no final do século XVI. Em 1674, foi criada a freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira que, em 1693, foi elevada a vila e conselho. Foi elevada a cidade em 13 de março de 1837, com o título de Heróica Cidade de Cachoeira. Sua população era estimada em 31.071 habitantes e seu território compreende 398 km². Graças a seu rico patrimônio arquitetônico e paisagístico dos mais importantes da América Latina, converteu-se em Monumento Nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Nacional(IPHAN), conforme o Decreto n.° 68.045, de janeiro de 1971.
Cursos de graduação do Campus de Cachoeira – São Félix (implantação)


Centros de Ciência

Cursos de Graduação

Centro de Artes, Humanidades e Letras.

Comunicação

História

Museologia


Campus de Amargosa

Localizado na porção mais sudoeste do Recôncavo, o município de Amargosa possui uma variação de paisagens naturais digna de nota, constituindo-se num verdadeiro laboratório natural para estudos de ecologia. Na região deste município encontram-se os principais remanescentes de Mata Atlântica do Recôncavo Baiano. Com uma área de 437,6 km2 e a 400 metros acima do nível do mar, Amargosa está a cerca de 270 Km distante de Salvador. Sua população estimada é de de 35.689 habitantes. Sua localização entre o Recôncavo e o sertão foi o principal motivo para o seu desenvolvimento.

A pecuária extensiva é a marca do médio e grande produtor, sendo que a pecuária de leite intensiva, inserida no contexto nos anos 70, tinha se mostrado como alternativa, mas agora tem passado por grandes dificuldades devido ao custo dos insumos. Atualmente, a maioria da população ativa em Amargosa está inserida no setor primário, produzindo na agricultura as culturas de subsistência, tendo a mandioca como a mais importante, com ênfase para banana, milho, feijão, fumo e amendoim, que são o sustentáculo da pequena produção. No cacau, café e a cana encontram-se a alternativa da pequena e da média produção.

Amargosa tem uma boa estrutura no comércio. Na área de saúde, existem a Santa Casa de Misericórdia, clínicas particulares, centros de saúde da rede pública e o Hospital Geral de Amargosa.





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