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diluente compatível, com ponto de ebulição abaixo de 150ºC, deve ser definida como

LÍQUIDO ou SÓLIDO AUTO-REAGENTE, TIPO F.

FIGURA 2.1(a); FLUXOGRAMA PARA CLASSIFICAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS

AUTO-REAGENTES

12 ISSN 1676-2339 Nº 103, segunda-feira, 31 de maio de 2004 Diário Oficial da União – Suplemento – Seção 1

Substância auto-reagente Concentração(%) Método

de embalagem

Temperatura de

controle°C

Temperatura de

emergência°C

Número ONU (designação

genérica)

Observações

SULFO-HIDRAZIDA DE BENZENO 100 OP7 3226

TETRAFLUORBORATO DE

2,5-DIETOXI-4-MORFOLINO-BENZENODIAZÔNIO

100 OP7 +30 +35 3236

TETRAFLUORBORATO DE 3-METIL-4-(PIRROLIDIN-1-IL) –

BENZENODIAZÔNIO

95 OP6 +45 +50 3234

Observações relativas à relação das substâncias auto-reagentes já classificadas

(1) Formulações de azodicarbonamida que atendem aos critérios especificados em 2.4.2.3.3.2(b). As temperaturas de controle e de emergência devem ser determinadas de acordo com o procedimento previsto em 7.2.2.4.2.5

a 7.2.2.4.2.7.3.

(2) Exigido rótulo de risco subsidiário de EXPLOSIVO.

(3) Formulações de azodicarbonamida que atendem aos critérios especificados em 2.4.2.3.3.2(c)

(4) Formulações de azodicarbonamida que atendem aos critérios especificados em 2.4.2.3.3.2(c). As temperaturas de controle e de emergência devem ser determinadas de acordo com o procedimento previsto em 7.2.2.4.2.5

a 7.2.2.4.2.7.3.

(5) Formulações de azodicarbonamida que atendem aos critérios especificados em 2.4.2.3.3.2(d).

(6) Formulações de azodicarbonamida que atendem aos critérios especificados em 2.4.2.3.3.2(d). As temperaturas de controle e de emergência devem ser determinadas de acordo com o procedimento previsto em 7.2.2.4.2.5

a 7.2.2.4.2.7.3.

(7) Com um diluente compatível, com ponto de ebulição não-inferior a 150ºC.

(8) Ver item 2.4.2.3.2.4(b)

Diário Oficial da União – Suplemento – Seção 1

Figura 2.1(b) FLUXOGRAMA PARA CLASSIFICAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS

AUTO-REAGENTES

2.4.2.3.4 Exigências de controle de temperatura

As substâncias auto-reagentes estão sujeitas a controle de temperatura durante o transporte caso a

sua temperatura de decomposição auto-acelerável (TDAA) for igual ou inferior a 55ºC. Métodos de ensaio

de determinação da TDAA são apresentados no Manual de Ensaios e Critérios, Parte II, seção 28. O ensaio

selecionado deve ser conduzido de maneira que seja representativo da embalagem a ser transportada, tanto

em termos de dimensões como de materiais.

2.4.2.3.5 Insensibilização de substâncias auto-reagentes

2.4.2.3.5.1 Para garantir segurança durante o transporte, as substâncias auto-reagentes podem ser

insensibilizadas com o uso de diluentes. Quando empregados diluentes, a substância auto-reagente deve ser

ensaiada com o diluente presente, na concentração e na forma adotadas no transporte.

2.4.2.3.5.2 Não se devem empregar diluentes que, em caso de vazamentos, permitam concentrações

em proporções perigosas da substância auto-reagente.

2.4.2.3.5.3 O diluente deve ser compatível com a substância auto-reagente. São considerados diluentes

compatíveis aqueles sólidos ou líquidos que não tenham influência prejudicial sobre a estabilidade térmica

nem sobre o tipo de risco da substância auto-reagente.

2.4.2.3.5.4 Diluentes líquidos em formulações líquidas que exijam controle de temperatura devem

ter ponto de ebulição não-inferior a 60ºC e ponto de fulgor não-inferior a 5ºC. O ponto de ebulição deve ser

de, no mínimo, 50ºC acima da temperatura de controle da substância auto-reagente (ver 7.2.2.4.2.7.1).

2.4.2.4 Subclasse 4.1 – Explosivos sólidos insensibilizados

2.4.2.4.1 Definição

Explosivos sólidos insensibilizados são substâncias que são umedecidas com água, ou álcoois, ou

diluídas com outras substâncias, formando uma mistura sólida homogênea, para suprimir suas propriedades

explosivas (ver 2.1.3.5.3). Os explosivos sólidos insensibilizados incluídos na Relação de Produtos Perigosos

são: números ONU: 1310, 1320, 1321, 1322, 1336, 1337, 1344, 1347, 1348, 1349, 1354, 1355, 1356,

1357, 1517, 1571, 2555, 2556, 2557, 2852, 2907, 3317, 3319, 3344, 3364, 3365, 3366,3367, 3368, 3369,

3370 e 3376.

2.4.2.4.2 Substâncias que:

a) tenham sido incluídas provisoriamente na Classe 1 pelas Séries de Ensaios 1 e 2, mas isentadas

dessa classe pela Série de Ensaios 6;

b) não sejam substâncias auto-reagentes da Subclasse 4.1;

c) não sejam substâncias da Classe 5;

são também alocadas à Subclasse 4.1. Constituem tais designações os números ONU: 2956, 3241, 3242 e

3251.

2.4.3 Subclasse 4.2 – Substâncias sujeitas à combustão espontânea



2.4.3.1 Definições e propriedades

2.4.3.1.1 A Subclasse 4.2 abrange:

a) Substâncias pirofóricas – substâncias, incluindo misturas e soluções (líquidas ou sólidas) que,

mesmo em pequenas quantidades, inflamam-se dentro de cinco minutos após contato com o ar.

Estas são as substâncias da Subclasse 4.2 mais sujeitas a combustão espontânea;

b) Substâncias sujeitas a auto-aquecimento – são substâncias (pirofóricas exclusive) que, em

contato com o ar, sem fornecimento de energia, podem se auto-aquecer. Essas substâncias somente

se inflamam quando em grandes quantidades (quilogramas) e após longos períodos (horas

ou dias).

2.4.3.1.2 O auto-aquecimento de substâncias, capaz de provocar combustão espontânea, é causado

pela reação da substância com oxigênio (do ar), e o calor gerado não é dispersado com suficiente rapidez.

Ocorre combustão espontânea quando a taxa de produção de calor excede a taxa de perda e a temperatura de

auto-ignição é atingida.

2.4.3.2 Classificação na Subclasse 4.2

2.4.3.2.1 São considerados sólidos pirofóricos, que devem ser classificados na Subclasse 4.2, aqueles

que, em ensaios realizados de acordo com o método de ensaio do Manual de Ensaios e Critérios, Parte

III, subseção 33.3.1.4, a amostra se inflamar em um dos ensaios.

2.4.3.2.2 São considerados líquidos pirofóricos que devem ser classificados na Subclasse 4.2, aqueles

que, em ensaios realizados de acordo com o método de ensaio do Manual de Ensaios e Critérios, Parte

III, subseção 33.3.1.5, se inflamarem na primeira parte do ensaio, ou se ocorrer ignição ou carbonização do

papel de filtro.

2.4.3.2.3 Substâncias sujeitas a auto-aquecimento

2.4.3.2.3.1 Deve ser classificada como substância sujeita a auto-aquecimento da Subclasse 4.2

aquela que, em ensaios realizados de acordo com o método de ensaio do Manual de Ensaios e Critérios, Parte

III, subseção 33.3.1.6:

a) der resultado positivo no ensaio com a amostra no cubo de 25mm, a 140ºC;

b) der resultado positivo no ensaio com amostra no cubo de 100mm, a 140ºC, der resultado negativo

no ensaio com amostra no cubo de 100mm, a 120ºC, e a substância for transportada em volumes

de mais de 3m3 ;

c) der resultado positivo no ensaio com amostra no cubo de 100mm, a 140ºC, resultado negativo

no ensaio com amostra no cubo de 100mm, a 100ºC, e a substância for transportada em volumes

de mais de 450 litros;

d) der resultado positivo no ensaio com amostra no cubo de 100mm, a 140ºC, e resultado positivo

com amostra no cubo de 100mm, a 100ºC.

Nota 1: Substâncias auto-reagentes, exceto as do tipo G, que apresentem resultado positivo com esse método

de ensaio, não devem ser classificadas na Subclasse 4.2, mas na Subclasse 4.1 (ver 2.4.2.3.1.1).

2.4.3.2.3.2 Uma substância não deve ser enquadrada na Subclasse 4.2 se:

a) der resultado negativo no ensaio com a amostra no cubo de 100mm, a 140ºC;

b) der resultado positivo no ensaio com a amostra no cubo de 100mm, a 140ºC, e resultado negativo

no ensaio com a amostra no cubo de 25mm, a 140ºC; der resultado negativo com a amostra

no cubo de 100mm, a 120ºC e a substância for transportada em volumes de até 3m3;

c) der resultado positivo no ensaio com a amostra no cubo de 100mm, a 140ºC, e resultado negativo

com a amostra no cubo de 25mm, a 140ºC; der resultado negativo com a amostra no cubo de

100mm, a 100ºC e a substância for transportada em volumes de até 450 litros.

2.4.3.3 Alocação de grupos de embalagem

2.4.3.3.1 O Grupo de Embalagem I deve ser atribuído a todos os líquidos e sólidos pirofóricos.

2.4.3.3.2 O Grupo de Embalagem II deve ser atribuído a substâncias sujeitas a auto-aquecimento

que apresentem resultado positivo no ensaio com a amostra no cubo de 25mm, a 140ºC.

2.4.3.3.3 O Grupo de Embalagem III deve ser atribuído a substâncias sujeitas a auto-aquecimento,

caso:


a) dêem resultado positivo num ensaio com amostra no cubo de 100mm, a 140ºC, e resultado negativo

num ensaio com amostra no cubo de 25mm, a 140ºC, e a substância for transportada em

volumes com mais de 3m3 ;

b) dêem resultado positivo num ensaio com amostra no cubo de 100mm, a 140ºC, e resultado negativo

num ensaio com amostra no cubo de 25mm, a 140ºC; dêem resultado positivo num ensaio

com amostra no cubo de 100mm, a 120ºC, e a substância for transportada em volumes com

mais de 450 litros;

c) dêem resultado positivo num ensaio com amostra no cubo de 100mm, a 140ºC, e resultado negativo

num ensaio com amostra no cubo de 25mm, a 140ºC, e dêem resultado positivo num ensaio

com amostra no cubo de 100 mm, a 100ºC.

2.4.4 Subclasse 4.3 – Substâncias que emitem gases inflamáveis quando em contato com água

2.4.4.1 Definições e propriedades

2.4.4.1.1 Algumas substâncias, quando em contato com água, desprendem gases inflamáveis que

podem formar misturas explosivas com o ar. Tais misturas são facilmente inflamadas por qualquer fonte de

ignição comum (p. ex., lâmpadas nuas ou centelhas de ferramentas manuais). A onda de explosão e chamas

resultante pode trazer riscos para as pessoas e o meio ambiente. O método de ensaio, referido em 2.4.4.2,

presta-se a determinar se a reação de certa substância em contato com água leva à formação de quantidade

perigosa de gases inflamáveis. Esse método de ensaio não deve ser aplicado a substâncias pirofóricas.

2.4.4.2 Classificação na Subclasse 4.3

Substâncias que, em contato com ar, emitem gases inflamáveis devem ser classificadas na Subclasse

4.3 se, em ensaios realizados de acordo com o método de ensaio do Manual de Ensaios e Critérios, Parte

III, subseção 33.4.1:

a) Ocorrer ignição espontânea em qualquer etapa do procedimento de ensaio; ou

b) Houver desprendimento de gás inflamável a uma taxa superior a 1 litro por quilograma da substância

por hora.

2.4.4.3 Alocação a grupos de embalagem

2.4.4.3.1 O Grupo de Embalagem I deve ser atribuído a qualquer substância que reaja vigorosamente

com água, a temperaturas ambientes, e desprenda gás que demonstre tendência de inflamar-se espontaneamente

ou que reaja prontamente com água a temperaturas ambientes e cuja taxa de desprendimento de gás inflamável

seja igual ou superior a 10 litros por quilograma de substância em qualquer período de um minuto.

Nº 103, segunda-feira 31 de maio de 2004 ISSN 1676-2339 13

2.4.4.3.2 O Grupo de Embalagem II deve ser atribuído a qualquer substância que reaja prontamente

com água, a temperaturas ambientes, com taxa de desprendimento de gás inflamável igual ou superior a 20

litros por quilograma de substância por hora, e que não se enquadre nos critérios do Grupo de Embalagem I.

2.4.4.3.3 O Grupo de Embalagem III deve ser atribuído a qualquer substância que reaja lentamente

com água, a temperaturas ambientes, com taxa de desprendimento de gás inflamável igual ou superior a 1 litro

por quilograma de substância por hora, e que não se enquadre nos critérios dos Grupos de Embalagem I

ou II


CAPÍTULO 2.5

CLASSE 5 – SUBSTÂNCIAS OXIDANTES E PERÓXIDOS ORGÂNICOS

Nota Introdutória

Nota: Dada a variedade de propriedades dos produtos das Subclasses 5.1 e 5.2, é impraticável o estabelecimento

de critério único de classificação. Este Capítulo trata dos ensaios e dos critérios de classificação nas

duas Subclasses da Classe 5.

2.5.1 Definições e disposições gerais

a) Subclasse 5.1 – Substâncias oxidantes

Substâncias que, embora não sendo necessariamente combustíveis, podem, em geral por liberação

de oxigênio, causar a combustão de outros materiais ou contribuir para isso. Tais substâncias

podem estar contidas em um artigo.

b) Subclasse 5.2 – Peróxidos orgânicos

Substâncias orgânicas que contêm a estrutura bivalente OO e podem ser consideradas derivadas

do peróxido de hidrogênio, em que um ou ambos os átomos de hidrogênio foram substituídos

por radicais orgânicos. Peróxidos orgânicos são substâncias termicamente instáveis que

podem sofrer decomposição exotérmica auto-acelerável. Além disso, podem apresentar uma

ou mais das seguintes propriedades:

(i) ser sujeitos à decomposição explosiva;

(ii) queimar rapidamente;

(iii) ser sensíveis a choque ou atrito;

(iv) reagir perigosamente com outras substâncias;

(v) causar danos aos olhos.

2.5.2 Subclasse 5.1 – Substâncias oxidantes

2.5.2.1 Classificação na Subclasse 5.1

2.5.2.1.1 Substâncias oxidantes são enquadradas na Subclasse 5.1 de acordo com métodos de ensaio,

procedimentos e critérios descritos em 2.5.2.2, 2.5.2.3 e no Manual de Ensaios e Critérios, Parte III, Seção

34. Caso haja divergência entre os resultados dos ensaios e a classificação baseada na experiência, esta

tem precedência sobre os resultados dos ensaios.

Nota: As substâncias desta Subclasse incluídas na Relação de Produtos Perigosos (Capítulo 3.2) só devem

ser reclassificadas de acordo com estes critérios quando necessário para garantir segurança.

2.5.2.1.2 Substâncias que apresentem outros riscos (p. ex., toxicidade ou corrosividade) devem

atender às exigências do Capítulo 2.0.

2.5.2.2 Sólidos oxidantes

2.5.2.2.1 Critérios de classificação na Subclasse 5.1

2.5.2.2.1.1 Ensaios são realizados para medir o potencial da substância sólida de aumentar a taxa de

queima ou a intensidade de queima de uma substância combustível quando as duas são completamente misturadas.

O procedimento é apresentado na Subseção 34.4.1, da Parte III, do Manual de Ensaios e Critérios. Os

ensaios são efetuados com a substância a ser avaliada, misturada com celulose fibrosa seca à razão de 1:1 e 4:1,

em massa, da amostra para a celulose. As características de queima das misturas são comparadas com a mistura

padrão de bromato de potássio e celulose, à razão de 3:7, em massa. Se o tempo de queima for igual ou inferior

ao da mistura padrão, os tempos de queima devem ser comparados aos padrões de referência dos Grupos de

Embalagem I e II, respectivamente, à razão de 3:2 e 2:3, em massa, de bromato de potássio e celulose.

2.5.2.2.1.2 Os resultados dos ensaios de classificação são avaliados com base:

a) Na comparação do tempo de queima médio com os das misturas de referência;

b) Na ocorrência de ignição e queima da mistura da substância e celulose.

2.5.2.2.1.3 Uma substância sólida é classificada na Subclasse 5.1 se a amostra misturada a celulose,

à razão de 4:1 ou 1:1 (em massa), exibir um tempo de queima médio igual ou inferior ao tempo de queima

médio de uma mistura a 3:7 (em massa) de bromato de potássio e celulose.

2.5.2.2.2 Alocação a grupos de embalagem

As substâncias oxidantes sólidas são alocadas a umgrupo de embalagem de acordo com o procedimento

de ensaio do Manual de Ensaios e Critérios, Parte III, Subseção 34.4.1, em conformidade com os seguintes

critérios:

a) Grupo de Embalagem I: qualquer substância que, nas misturas de amostra e celulose a 4:1 ou

1:1 (em massa), apresente tempo de queima médio inferior ao tempo de queima médio da mistura

de bromato de potássio e celulose a 3:2 (em massa);

b) Grupo de Embalagem II: qualquer substância que, nas misturas de amostra e celulose a 4:1 ou

1:1 (em massa), apresente tempo de queima médio igual ou inferior ao tempo de queima médio

da mistura de bromato de potássio e celulose a 2:3 (em massa) e não atenda aos critérios do

Grupo de Embalagem I;

c) Grupo de Embalagem III: qualquer substância que, nas misturas de amostra e celulose a 4:1 ou

1:1 (em massa) apresente tempo de queima médio igual ou inferior ao tempo de queima médio

da mistura de bromato de potássio e celulose a 3:7 (em massa) e não atenda aos critérios dos

Grupos de Embalagem I e II;

d) Não é da Subclasse 5.1: qualquer substância que, nas duas misturas ensaiadas de amostra e celulose,

a 4:1 e 1:1 (em massa), não se inflame e queime ou que apresente tempos de queima médios

superiores ao da mistura de bromato de potássio e celulose a 3:7 (em massa).

2.5.2.3 Líquidos oxidantes

2.5.2.3.1 Critérios de classificação na Subclasse 5.1

2.5.2.3.1.1 Deve ser realizado ensaio para determinar o potencial de uma substância líquida aumentar

a taxa de queima ou a intensidade de queima de uma substância combustível, ou de ocorrer ignição espontânea

quando ambas são completamente misturadas. O procedimento encontra-se na subseção 34.4.2, da

Parte III, do Manual de Ensaios e Critérios. Ele mede o tempo necessário para aumentar a pressão (ver alínea

b do parágrafo seguinte) durante a combustão. A decisão sobre se um líquido é oxidante e, em caso positivo,

se deve ser alocado ao Grupo de Embalagem I, II ou III, é tomada com base em resultados de ensaio

(ver, também, Precedência das Características de Risco, em 2.0.3).

2.5.2.3.1.2 Os resultados do ensaio de classificação são avaliados com base:

a) Na ocorrência de ignição espontânea da mistura de substância e celulose;

b) Na comparação do tempo médio necessário para elevar a pressão manométrica, de 690kPa

para 2070kPa, com os da substância de referência.

2.5.2.3.1.3 Uma substância líquida é classificada na Subclasse 5.1 se a mistura ensaiada de substância

e celulose a 1:1, (em massa), apresentar tempo médio de aumento de pressão igual ou inferior ao tempo

médio de aumento de pressão de uma mistura 1:1, (em massa), de ácido nítrico aquoso a 65% e celulose.

2.5.2.3.2 Alocação a grupos de embalagem

Substâncias oxidantes líquidas são alocadas a umgrupo de embalagem de acordo com o procedimento

de ensaio do Manual de Ensaios e Critérios, Parte III, Subseção 34.4.2, segundo os seguintes critérios:

a) Grupo de Embalagem I: qualquer substância que, na mistura 1:1 (em massa) de substância e celulose

ensaiada, se inflama espontaneamente; ou o tempo médio de elevação da pressão da mistura

1:1 (em massa) de substância e celulose for inferior ao de uma mistura 1:1 (em massa) de

ácido perclórico a 50% e celulose;

b) Grupo de Embalagem II: qualquer substância que, na mistura 1:1 (em massa) de substância e

celulose, apresentar tempo médio de elevação de pressão igual ou inferior ao tempo médio de

elevação de pressão de uma mistura 1:1 (em massa) de solução aquosa de clorato de sódio a

40% e celulose e que não se enquadrar nos critérios do Grupo de Embalagem I;

c) Grupo de Embalagem III: qualquer substância que, na mistura 1:1 (em massa) de substância e

celulose, apresentar tempo médio de elevação de pressão igual ou inferior ao tempo médio de

elevação de pressão de uma mistura 1:1 (em massa) de ácido nítrico aquoso a 65% e celulose, e

não se enquadrar nos critérios do Grupos de Embalagem I e II;

d) Não é da Subclasse 5.1: qualquer substância que, na mistura 1:1 (em massa) de substância e celulose,

exibir aumento de pressão inferior a 2070kPa, manométrica; ou apresentar tempo médio

de elevação de pressão superior ao exibido por uma mistura 1:1 (em massa) de ácido nítrico

aquoso a 65% e celulose.

2.5.3 Subclasse 5.2 – Peróxidos orgânicos

2.5.3.1 Propriedades

2.5.3.1.1 Peróxidos orgânicos são passíveis de decomposição exotérmica a temperatura normal ou

a temperaturas elevadas. A decomposição pode ser iniciada por calor, contato com impurezas (p. ex., ácidos,

compostos de metais pesados, aminas), atrito ou impacto. A taxa de decomposição aumenta com a temperatura

e varia com a formulação do peróxido orgânico. A decomposição pode provocar desprendimento de gases

ou vapores nocivos ou inflamáveis. Certos peróxidos orgânicos devem ter a temperatura controlada durante

o transporte. Alguns peróxidos orgânicos podem decompor-se de forma explosiva, particularmente se

confinados. Esta característica pode ser modificada pela adição de diluentes ou pelo uso de embalagens adequadas.

Muitos peróxidos orgânicos queimam vigorosamente.

2.5.3.1.2 Deve ser evitado o contato de peróxidos orgânicos com os olhos. Alguns peróxidos orgânicos

causam graves danos à córnea, mesmo após breve contato, ou são corrosivos para a pele.

2.5.3.2 Classificação de peróxidos orgânicos

2.5.3.2.1 Qualquer peróxido orgânico deve ser considerado para inclusão na Subclasse 5.2, exceto

se sua formulação contiver:

a) Até 1,0% de oxigênio disponível dos peróxidos orgânicos, quando contiver até 1,0% de peróxido

de hidrogênio; ou

b) Até 0,5% de oxigênio disponível dos peróxidos orgânicos, quando contiver mais de 1,0%, mas

não mais de 7,0%, de peróxido de hidrogênio.

Nota: O conteúdo de oxigênio disponível (%) em uma formulação de peróxido orgânico é dado pela fórmula:

16 x ∑ (ni x ci / mi),

ni = número de grupos peroxigênio por molécula do peróxido orgânico i;

ci = concentração (% em massa) de peróxido orgânico i;

mi = massa molecular de peróxido orgânico i.

2.5.3.2.2 Os peróxidos orgânicos são classificados em sete tipos, de acordo com o grau de perigo

que apresentam. Os peróxidos orgânicos vão do tipo A, que não pode ser aceito para transporte na embalagem

em que foi ensaiado, ao tipo G, que não é sujeito às prescrições aplicáveis a peróxidos orgânicos da Subclasse

5.2. A classificação dos tipos B a F está diretamente relacionada com a quantidade máxima admitida

por embalagem.

2.5.3.2.3 Os peróxidos orgânicos de transporte permitido estão relacionados em 2.5.3.2.4. Para

cada substância admitida, o Quadro 2.5.3.2.4 indica a designação genérica apropriada da Relação de Produtos

Perigosos (números ONU 3101 a 3120) e fornece as informações pertinentes. A designação genérica especifica:

a) tipo do peróxido orgânico (B a F);

b) O estado físico (líquido ou sólido);

c) Controle de temperatura, quando exigido (ver 2.5.3.4).

2.5.3.2.3.1 Misturas das formulações listadas podem ser classificadas como do mesmo tipo de peróxido

orgânico do componente mais perigoso e ser transportadas sob as condições prescritas para esse tipo.

Entretanto, como dois componentes estáveis podem formar uma mistura menos estável termicamente, a

temperatura de decomposição auto-acelerável (TDAA) deve ser determinada e, se necessário, deve-se aplicar

controle de temperatura, como exigido em 2.5.3.4.

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