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térmica naquela embalagem, deve exibir rótulo de risco subsidiário de EXPLOSIVO.

Esse peróxido orgânico pode ser embalado em quantidades de até 25kg, exceto se a quantidade

máxima tiver de ser reduzida para evitar detonação ou deflagração rápida na embalagem

(definida como PERÓXIDO ORGÂNICO, TIPO B, bloco de saída B, na Figura 2.2);

c) Qualquer formulação de peróxido orgânico com propriedades explosivas pode ser transportada

sem rótulo de risco subsidiário de EXPLOSIVO quando a substância, embalada se fosse para

transporte (máximo de 50kg), não puder detonar ou deflagrar rapidamente, nem sofrer explosão

térmica (definida como PERÓXIDO ORGÂNICO, TIPO C, bloco de saída C, na Figura 2.2);

d) Qualquer formulação de peróxido orgânico que, em ensaios de laboratório:

(i) detone parcialmente, não deflagre rapidamente e não apresente efeito violento quando

aquecida sob confinamento; ou

(ii) não detone, deflagre lentamente e não apresente efeito violento quando aquecida sob

confinamento; ou

(iii) não detone nem deflagre e apresente efeito de médias proporções quando aquecida sob

confinamento;

pode ser aceita para transporte em embalagens de até 50kg de massa líquida (definida como

PERÓXIDO ORGÂNICO, TIPO D, bloco de saída D, na Figura 2.2);

e) Qualquer formulação de peróxido orgânico que, em ensaios de laboratório, não detone nem

deflagre e apresente pequeno ou nenhum efeito quando aquecida sob confinamento, pode ser

aceita para transporte em embalagens de até 400kg/450 litros (definida como PERÓXIDO

ORGÂNICO, TIPO E, bloco de saída E, na Figura 2.2);

f) Qualquer formulação de peróxido orgânico que, em ensaios de laboratório, não detone em estado

de cavitação, nem deflagre, e apresente pequeno ou nenhum efeito quando aquecida sob

confinamento e baixo ou nenhum poder explosivo, pode ser aceita para transporte em IBCs

ou tanques (definida como PERÓXIDO ORGÂNICO, TIPO F, bloco de saída F, na Figura

2.2); exigências adicionais constam em 4.1.7 e 4.2.1.12;

g) Qualquer formulação de peróxido orgânico que, em ensaios de laboratório, não detone em estado

de cavitação, nem deflagre, nem apresente efeito algum quando aquecida sob confinamento, nem

apresente poder explosivo, estará isenta das exigências da Subclasse 5.2, desde que seja termicamente

estável (a temperatura de decomposição auto-acelerável seja igual ou superior a 60°C,

para embalagem de 50kg), e que, em formulações líquidas, seja utilizado diluente tipo A para insensibilizá-

la (definido como PERÓXIDO ORGÂNICO, TIPO G, bloco de saída G, na Figura

2.2). Se a formulação não for termicamente estável, ou for usado outro diluente que não do tipoA

para insensibilizá-la, deverá ser definida como PERÓXIDO ORGÂNICO, TIPO F.

Figura 2.2(a) FLUXOGRAMA PARA CLASSIFICAÇÃO DE PERIÓXIDOS ORGÂNICOS

Figura 2.2(b) FLUXOGRAMA PARA CLASSIFICAÇÃO DE PERÓXIDOS ORGÂNICOS

2.5.3.4 Exigências de controle de temperatura

2.5.3.4.1 Estão sujeitos a controle de temperatura, durante o transporte, os seguintes peróxidos orgânicos:

a) Peróxidos orgânicos tipos B e C com temperatura de decomposição auto-acelerável (TDAA)

≤50ºC;


b) Peróxidos orgânicos tipo D que apresentem efeito médio quando aquecidos sob confinamento(*),

com uma TDAA ≤50ºC, ou que apresentem baixo ou nenhum efeito quando aquecidos

sob confinamento, com uma TDAA ≤45ºC; e

c) Peróxidos orgânicos tipos E e F comuma TDAA ≤45ºC.

(*) Determinado segundo a série de ensaios E, prescrita no Manual de Ensaios e Critérios, Parte II.

2.5.3.4.2 Métodos de ensaio para a determinação da TDAA são apresentados no Manual de Ensaios

e Critérios, Parte II, Seção 28. O ensaio escolhido deve ser realizado de maneira tal que seja representativo,

em termos de dimensões e materiais, do volume a ser transportado.

2.5.3.4.3 Métodos de ensaio para determinação de inflamabilidade são apresentados na Parte III,

subseção 32.4, do Manual de Ensaios e Critérios. Recomenda-se que a determinação do ponto de fulgor seja

feita com amostras pequenas, como descrito na ISO 3679, ou por método comparável reconhecido internacionalmente

ou por autoridade nacional competente pois os peróxidos orgânicos podem reagir vigorosamente

quando aquecidos.

2.5.3.5 Insensibilização de peróxidos orgânicos

2.5.3.5.1 Para garantir segurança durante o transporte, os peróxidos orgânicos são, em muitos casos,

insensibilizados por líquidos ou sólidos orgânicos, sólidos inorgânicos ou água. Quando houver especificação

de percentagem de uma substância, esta se refere à percentagem em massa, arredondada para o número

inteiro mais próximo. De modo geral, a insensibilização deve ser feita de maneira tal que, em caso de

derramamento ou fogo, não haja concentração de peróxido orgânico em níveis perigosos.

2.5.3.5.2 Exceto se indicado diferentemente para uma formulação específica, aplicam-se as seguintes

definições aos diluentes utilizados para insensibilizar peróxidos orgânicos:

a) Diluentes tipo A são líquidos orgânicos compatíveis com peróxido orgânico e cujo ponto de

ebulição não é inferior a 150°C. Diluentes tipo A podem ser utilizados para insensibilizar qualquer

peróxido orgânico;

b) Diluentes tipo B são líquidos orgânicos compatíveis com peróxido orgânico e cujo ponto de

ebulição é inferior a 150°C, mas não-inferior a 60°C, e ponto de fulgor não-inferior a 5°C. Os

diluentes tipo B podem ser utilizados para insensibilizar qualquer peróxido orgânico, desde

que o ponto de ebulição seja, no mínimo, 60ºC superior à temperatura de decomposição auto-

acelerável (TDAA) numa embalagem de 50kg.

2.5.3.5.3 Diluentes diferentes dos tipos A e B podem ser adicionados a formulações de peróxidos

orgânicos listadas em 2.5.3.2.4, desde que sejam compatíveis. Entretanto, a substituição, no todo ou em parte,

de um diluente tipo A ou tipo B por outro diluente com propriedades diferentes exige que a formulação

seja reavaliada de acordo com os procedimentos normais de classificação da Subclasse 5.2.

2.5.3.5.4 A água só pode ser usada como dessensibilizante dos peróxidos orgânicos que estão indicados

na tabela 2.5.3.2.4 como sendo uma dispersão estável em água ou quando indicado na declaração de

aprovação prevista em 2.5.3.2.5.

2.5.3.5.5 Sólidos orgânicos e inorgânicos podem ser empregados como dessensibilizantes de peróxidos

orgânicos, desde que compatíveis.

2.5.3.5.6 Líquidos e sólidos compatíveis são os que não exercem influência nociva sobre a estabilidade

térmica nem sobre o tipo de risco da formulação de peróxido orgânico.

Nº 103, segunda-feira 31 de maio de 2004 ISSN 1676-2339 19

CAPÍTULO 2.6

CLASSE 6 – SUBSTÂNCIAS TÓXICAS E SUBSTÂNCIAS INFECTANTES

Notas Introdutórias

Nota 1: Organismos e microorganismos geneticamente modificados que não se enquadrem na definição de

substância infectante devem ser considerados para classificação na Classe 9 e alocação no NºONU3245.

Nota 2: Toxinas de origem vegetal, animal ou bacteriana que não contenham substâncias infectantes, ou toxinas

contidas em substâncias não-infectantes, devem ser consideradas para classificação na Subclasse 6.1

e alocação no Nº ONU 3172.

2.6.1 Definições

A Classe 6 é dividida nas duas subclasses seguintes:

a) Subclasse 6.1 – Substâncias tóxicas

São substâncias capazes de provocar morte, lesões graves ou danos à saúde humana, se ingeridas

ou inaladas, ou se entrarem em contato com a pele.

b) Subclasse 6.2 – Substâncias infectantes

São substâncias que contenham patógenos ou estejam sob suspeita razoável. Patógenos são microorganismos

(incluindo bactérias, vírus, rickéttsias, parasitas, fungos) ou microorganismos

recombinantes (híbridos ou mutantes) que possam ou estejam sob suspeita razoável de poderem

provocar doenças infecciosas em seres humanos ou em animais.

2.6.2 Subclasse 6.1 – Substâncias tóxicas

2.6.2.1 Definições

Para fins deste Regulamento:

2.6.2.1.1 DL50 para toxicidade oral aguda é a dose de substância ministrada oralmente que tenha a

maior probabilidade de causar, num prazo de quatorze dias, a morte da metade de um grupo de ratos albinos

adultos jovens, tanto machos quanto fêmeas. O número de animais testados deve ser suficiente para fornecer

resultado estatisticamente significativo e estar de acordo com a boa prática farmacológica. O resultado é expresso

em miligramas por quilograma de massa corporal.

2.6.2.1.2 DL50 para toxicidade dérmica aguda é a dose de substância que, ministrada por contato

contínuo com a pele nua de coelhos albinos, por vinte e quatro horas, tenha a maior probabilidade de causar,

num prazo de quatorze dias, a morte de metade dos animais testados. O número de animais testados deve ser

suficiente para fornecer resultado estatisticamente significativo e estar de acordo com a boa prática farmacológica.

O resultado é expresso em miligramas por quilograma de massa corporal.

2.6.2.1.3 CL50 para toxicidade aguda por inalação é a concentração de vapor, neblina ou pó que,

ministrada por inalação contínua, durante uma hora, a ratos albinos adultos jovens, machos e fêmeas, tenha a

maior probabilidade de provocar, num prazo de quatorze dias, a morte de metade dos animais testados. Uma

substância sólida deve ser testada se no mínimo 10% (em massa) de sua massa total tiver probabilidade de

ser pó respirável, ou seja, o diâmetro aerodinâmico da fração particulada for de 10 micra ou menos. Uma

substância líquida deve ser testada se houver probabilidade de geração de neblina em caso de vazamento da

embalagem de transporte. As amostras de substâncias sólidas ou líquidas preparadas para ensaio de toxicidade

por inalação devem ter mais de 90% da massa na faixa respirável, conforme definido acima. O resultado é

expresso em miligramas por litro de ar para pós e neblinas, ou em mililitros por metro cúbico de ar (partes

por milhão) para vapores.

2.6.2.2 Alocação a grupos de embalagem

2.6.2.2.1 Os produtos da Subclasse 6.1, pesticidas inclusive, são alocados a um dos três seguintes

grupos de embalagem, conforme o seu nível de risco durante o transporte:

a) Grupo de Embalagem I: substâncias e preparações que apresentem risco de toxicidade muito

elevado;

b) Grupo de Embalagem II: substâncias e preparações que apresentem grave risco de toxicidade;

c) Grupo de Embalagem III: substâncias e preparações que apresentem risco de toxicidade relativamente

baixo.


2.6.2.2.2 Na classificação de um produto, devem ser levadas em conta os efeitos observados, em casos

de envenenamento acidental, em seres humanos, bem como quaisquer propriedades especiais de um produto,

tais como estado líquido, alta volatilidade, probabilidade especial de penetração e efeitos biológicos especiais.

2.6.2.2.3 Na ausência de informações dos efeitos sobre seres humanos, a classificação deve ser baseada

em dados obtidos em experimentos com animais. Devem ser examinadas três possíveis vias de administração

das substâncias tóxicas. Essas vias são exposição por meio de:

a) Ingestão oral;

b) Contato dérmico;

c) Inalação de pós, neblinas ou vapores.

2.6.2.2.3.1 Experimentos com animais, apropriados para as diversas vias de administração, são descritos

em 2.6.2.1. Quando uma substância exibir níveis diferentes de toxicidade em duas ou mais dessas vias

de administração, deve ser-lhe atribuído o maior nível de risco indicado pelos experimentos.

2.6.2.2.4 Os critérios de classificação de uma substância de acordo com a toxidade que apresenta

em cada uma das vias de administração são apresentados nos parágrafos a seguir.

2.6.2.2.4.1 Os critérios de classificação relativos às vias oral e dérmica, bem como à inalação de pós

e neblinas, são apresentados no quadro seguinte.

Quadro 2.6.2.2.4.1 Critérios de classificação por ingestão oral, contato dérmico e inalação de pós e neblinas

Grupo de embalagem Toxicidade oral DL50

(mg/kg)

Toxicidade dérmica DL50



(mg/kg)

Toxicidade por inalaçãode

pós e neblinas CL50

(mg/litro)

I ≤ 5 ≤ 40 ≤ 0,5

II > 5 – 50 > 40 – 200 > 0,5 – 2

III (a) Sólidos: > 50 – 200 > 200 – 1000 > 2 – 10

Líquidos: > 50 – 500

(a) Substâncias lacrimogêneas gasosas devem ser incluídas no Grupo de Embalagem II, mesmo que seus

dados toxicológicos correspondam a valores do Grupo de Embalagem III.

Nota: Substâncias não tem nada para corrigir que se enquadrem nos critérios da Classe 8 e que apresentem

toxicidade à inalação de pós e neblinas (CL50) correspondente ao Grupo de Embalagem I só devem ser aceitas

para alocação à Subclasse 6.1 se a toxicidade à ingestão oral ou ao contato dérmico situar-se, pelo menos,

na faixa dos Grupos de Embalagem I ou II. Caso contrário, deve-se alocar à Classe 8, se apropriado

(ver nota de rodapé 1, no Capítulo 2.8).

2.6.2.2.4.2 Os critérios de determinação da toxicidade por inalação de pós e neblinas, constantes em

2.6.2.2.4.1, baseiam-se em dados de CL50 relativos a uma hora de exposição, e tal informação deve ser usada

quando disponível. Entretanto, quando só se dispuser de dados relativos a quatro horas de exposição a pós e

neblinas, tais valores podem ser multiplicados por quatro, substituindo-se os dados do quadro pelo produto

obtido, ou seja, CL50 (4 horas) x 4 é considerada equivalente a CL50 (1 hora).

2.6.2.2.4.3 Líquidos que desprendam vapores tóxicos devem ser classificados num dos grupos seguintes;

onde “V” é a concentração de vapor saturado, em mililitros por metro cúbico de ar, a 20°C e à pressão

atmosférica normal:

a) Grupo de Embalagem I: se V ≥ 10 CL50e CL50 ≤ 1.000m /m3;

b) Grupo de Embalagem II: seV≥ CL50eCL50 ≤ 3.000m /m3 e não forem atendidos os critérios

do Grupo de Embalagem I;

c) Grupo de Embalagem III(*):se V ≥ 1/5 CL50e CL50 ≤ 5.000m /m3 e não forem atendidos os critérios

dos Grupos de Embalagem I e II.

(*) Gases lacrimogêneos são incluídos no Grupo de Embalagem II mesmo que seus dados toxicológicos correspondam

a valores do Grupo de Embalagem III.

2.6.2.2.4.4 A Figura 2.3 apresenta, sob a forma de gráfico, os critérios descritos em 2.6.2.2.4.3, para facilitar

a classificação. Entretanto, em razão das aproximações inerentes ao uso de gráficos, substâncias situadas

nos limites ou perto dos limites de um grupo de embalagem devem ser verificadas pelos critérios numéricos.

2.6.2.2.4.5 Os critérios de determinação de toxicidade por inalação de vapores, constantes em

2.6.2.2.4.3, baseiam-se em dados de CL50 relativos a uma hora de exposição e, sempre que disponível, tal informação

deve ser utilizada. Entretanto, quando essa informação não estiver disponível, podem-se substituir

os valores indicados no critério acima pelos valores relativos a quatro horas de exposição multiplicados por

dois, ou seja, CL50 (4 horas) x 2 é considerada equivalente a CL50 (1 hora).

2.6.2.2.4.6 Misturas de líquidos que são tóxicos à inalação devem ser alocadas a umgrupo de embalagem

de acordo com 2.6.2.2.4.7 ou 2.6.2.2.4.8.

2.6.2.2.4.7 Se forem disponíveis os dados de CL50 de cada substância tóxica componente de uma

mistura, o grupo de embalagem pode ser determinado da seguinte maneira:

a) Estimar a CL50 da mistura pela aplicação da fórmula:

CL50 (mistura) =

1

50

1



fi

CL i


i

n

 



 

= ∑


onde: fi = fração molar do componente i do líquido;

CL50 i = concentração letal média do componente i em m /m3;

b) Estimar a volatilidade de cada substância componente pela fórmula:

m /m3


onde: Pi = pressão parcial da substância componente i em kPa, a 20ºC e 1atm;

c) Determinar a razão volatilidade/CL50 pela fórmula:

R = ( ) Vi

CL i


i

n

50



1 = ∑

;

d) Com os valores calculados de CL50 (mistura) e R, o grupo de embalagem da mistura é determinado



como segue:

(i) Grupo de Embalagem I: R ≥ 10 e CL50 (mistura) ≤ 1.000m /m3;

(ii) Grupo de Embalagem II: R ≥ 1 e CL50 (mistura) ≤ 3.000m /m3 e não forem atendidos os

critérios do Grupo de Embalagem I;

(iii) Grupo de Embalagem III: R 1/5eCL50 (mistura) 5.000m /m3 e não forem atendidos os

critérios dos Grupos de Embalagem I ou II. FIGURA 2.3

FIGURA 2.3

TOXICIDADE À INALAÇÃO DE VAPORES: LIMITES DOS GRUPOS DE EMBALAGEM

2.6.2.2.4.8 Na ausência de informações referentes às CL50 das substâncias tóxicas componentes,

pode-se atribuir à mistura um grupo de embalagem com base nos seguintes ensaios simplificados de determinação

dos limites de toxicidade. Quando empregados tais ensaios, o grupo de embalagem mais restritivo

deve ser utilizado no transporte da mistura.

a) Deve-se alocar determinada mistura ao Grupo de Embalagem I somente se atender aos dois critérios

a seguir:

Nº 103, segunda-feira, 31 de maio de 2004 Diário Oficial da União – Suplemento – Seção 1 20 ISSN 1676-2339

 


 


=



101,3

10 P


V

6

x i



i

Di·rio Oficial da Uni„o ñ Suplemento ñ SeÁ„o 1

ou mais animais morrerem no período de observação, presume-se que a CL50 da mistura

seja igual ou inferior a 1.000ml/m3;

(ii) Diluir uma amostra do vapor em equilíbrio com a mistura líquida, a 20ºC, em nove volumes

iguais de ar, formando a atmosfera de ensaio. Expor dez ratos albinos (cinco machos e

cinco fêmeas) à atmosfera de ensaio por uma hora e observá-los por quatorze dias. Se cinco

ou mais animais morrerem no período de observação, presume-se que a mistura apresente

uma volatilidade igual ou superior a dez vezes a CL50 da mistura;

b) Deve-se alocar uma mistura ao Grupo de Embalagem II somente se ela atender aos dois critérios

a seguir, mas não atender aos critérios do Grupo de Embalagem I:

(i) Vaporizar uma amostra da mistura líquida e diluí-la em ar para criar uma atmosfera de ensaio

de 3.000ml/m3 de mistura vaporizada em ar. Expor dez ratos albinos (cinco machos e

cinco fêmeas) à atmosfera de ensaio por uma hora e observá-los por quatorze dias. Se cinco

ou mais animais morrerem no período de observação, presume-se que a CL50 da mistura

seja igual ou inferior a 3.000ml/m3;

(ii) Uma amostra do vapor em equilíbrio com a mistura líquida, a 20ºC, é utilizada para formar

uma atmosfera de ensaio. Expor dez ratos albinos (cinco machos e cinco fêmeas) à atmosfera

de ensaio por uma hora e observá-los por quatorze dias. Se cinco ou mais animais

morrerem no período de observação, presume-se que a volatilidade da mistura seja igual

ou superior à CL50 da mistura;

c) Deve-se alocar uma mistura ao Grupo de Embalagem III somente se ela atender aos dois critérios

a seguir, mas não atender aos critérios dos Grupos de Embalagem I e II:

(i) Vaporizar uma amostra da mistura líquida e diluí-la em ar para criar uma atmosfera de ensaio

de 5.000ml/m3 de mistura vaporizada em ar. Expor dez ratos albinos (cinco machos e

cinco fêmeas) à atmosfera de ensaio por uma hora e observá-los por quatorze dias. Se cinco

ou mais animais morrerem no período de observação, presume-se que a CL50 da mistura

seja igual ou inferior a 5.000ml/m3;

(ii) Medir a pressão de vapor da mistura líquida; e se a concentração de vapor for igual ou maior

que 1.000ml/m3, presume-se que a volatilidade da mistura seja igual ou superior a um

quinto da CL50 da mistura.

2.6.2.3 MÈtodos de determinaÁ„o da toxicidade oral e dÈrmica de misturas

2.6.2.3.1 Na determinação do grupo de embalagem apropriado a misturas da Subclasse 6.1 de

acordo com os critérios de toxicidade oral e dérmica de 2.6.2.2, é necessário determinar a DL50 aguda da

mistura.

2.6.2.3.2 Se uma mistura contiver apenas uma substância ativa, e a DL50 daquele componente for

conhecida, na ausência de dados confiáveis sobre a toxicidade oral e dérmica aguda da mistura a ser transportada,

a DL50 oral ou dérmica pode ser obtida pelo seguinte método:

Valor da DL50 da subst‚ncia ativa X 100

Valor da DL50 do preparado = ________________________________________________________

%, em massa, de subst‚ncia ativa

2.6.2.3.3 Se uma mistura contiver mais de um componente ativo, há três maneiras possíveis de determinar

a DL50 oral ou dérmica da mistura. O método preferível é a obtenção de dados confiáveis sobre a toxicidade

oral e dérmica aguda da própria mistura a ser transportada. Não havendo dados confiáveis, pode-se

usar um dos dois métodos seguintes:

a) Classificar a formulação de acordo com o componente de maior risco, como se esse componente

estivesse presente na mesma concentração que a concentração total de todos os componentes

ativos; ou

b) Aplicar a fórmula:

Ca

Ta



Cb

Tb

Cz



Tz Tm + + + = L 100

onde: C = concentração, em %, dos componentes A, B, ... Z, na mistura;

T = valores da DL50 oral dos componentes A, B, ..., Z;

TM = valor da DL50 oral da mistura.

Nota: Esta fÛrmula pode ser usada, tambÈm para toxicidades dÈrmicas, desde que tal informaÁ„o esteja disponÌvel

em relaÁ„o ‡s mesmas espÈcies para todos os componentes. O uso desta fÛrmula n„o leva em consideraÁ„

o nenhum fenÙmeno de proteÁ„o ou potenciaÁ„o.

2.6.2.4 ClassificaÁ„o de pesticidas

2.6.2.4.1 Todas as substâncias pesticidas ativas e seus preparados, cujos valores de DL50 e/ou CL50

sejam conhecidos e que pertençam à Subclasse 6.1, devem ser classificadas no grupo de embalagem apropriado

segundo os critérios descritos em 2.6.2.2. Substâncias e preparados que apresentem riscos subsidiários

devem ser classificadas de acordo com o quadro de precedência de risco do Capítulo 2.0, item 2.0.3.3 e alocadas

aos grupos de embalagem apropriados.

2.6.2.4.2 Se o valor da DL50 oral ou dérmica de um preparado, pesticida não for conhecido, mas conheça-

se o valor da DL50 de sua(s) substância(s) ativa(s), o valor da DL50 do preparado pode ser obtido mediante

os procedimentos estabelecidos em 2.6.2.3.

Nota: Dados relativos ‡ toxicidade DL50 de certo n˙mero de pesticidas comuns podem ser obtidos na ediÁ„o

mais recente do documento The WHO Recommended Classification of Pesticides by Hazard and Guidelines

to Classification, disponÌvel no Programa Internacional de SeguranÁa QuÌmica, OrganizaÁ„o Mundial de

Sa˙de (OMS), 1211 Genebra, 27, SuÌÁa. Embora tal documento possa ser usado como fonte de dados sobre

a DL50 de pesticidas, seu sistema da classificaÁ„o n„o deve ser empregado na classificaÁ„o para fins de

transporte, nem na determinaÁ„o de grupos de embalagem para pesticidas, o que deve ser feito de acordo

com o que dispıe este Regulamento.

2.6.2.4.3 O nome apropriado para embarque a ser usado no transporte do pesticida deve ser selecionado



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