Ministério dos transportes



Baixar 0.81 Mb.
Página6/8
Encontro29.11.2017
Tamanho0.81 Mb.
1   2   3   4   5   6   7   8

ANEXO I

TERMO DE REFERÊNCIA


PROJETO BÁSICO E EXECUTIVO DE ENGENHARIA PARA IMPLANTAÇÃO E PAVIMENTAÇÃO DA RODOVIA BR-432/RR, SUBTRECHO: ENTRONC. BR-174/210 – VILA FÉLIX PINTO

Este Termo de Referência - TR têm como objetivo determinar a abrangência, os procedimentos e os critérios para a elaboração do Projeto Executivo de Engenharia para a Implantação e Pavimentação do Subtrecho Entr. BR-174/210(km 0,00) x Vila Felix Pinto (km 119,20).

1 - O segmento rodoviário objeto dos serviços, tem a seguinte caracterização:

• Jurisdição: SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO DNIT NOS ESTADOS DO AMAZONAS/RORAIMA;

• Rodovia: BR-432/RR;

• Trecho: Entr. BR-174/210 (Novo Paraíso) – Vila Félix Pinto;

• Subtrecho: Novo Paraíso – Vila Félix Pinto;

• Segmento: km 0,0 – km 119,2;

• Extensão: 119,2 km;

• Código do PNV: 432BRR0005 - 432BRR0040

2 – DEFINIÇÕES

2.1 – Legal

Observar, no que couber, as definições estabelecidas no Art. 6º da Lei nº 8.666 de 1993, modificada pela Lei 8.883 de 1994. Deverão ser obedecidas, também, as prescrições da IS DG/DNIT nº 015/2006, publicada no Boletim Administrativo nº 051,de 18 a 22/02/2006.

Os trabalhos serão desenvolvidos com base nos seguintes escopos básico das Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos rodoviários – Escopos Básicos / Instruções de Serviços, DNIT – IPR-727:

EB-102: Projeto Básico de Engenharia para Construção de Rodovias Rurais;

EB-103: Projeto Executivo de Engenharia para Construção de Rodovias Rurais.

Os estudos e projetos devem levar em consideração as prescrições contidas nas Normas da ABNT e do DNIT e, em particular, as dos seguintes documentos:

Especificações de Serviço do DNER, quando não houver a do DNIT;

Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários;

Escopos Básicos e Instruções de Serviço, ed. 2006, Publ. IPR 726;

Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários;

Instruções para Apresentação de Relatórios, ed. 2006, Publ. IPR 727;

Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários

- Instruções para Acompanhamento e Análise, ed. 2010, Publ. IPR 739;

DNIT 012/2004-PRO - Requisitos para a qualidade em projetos rodoviários;

Manuais de Projeto do DNIT/IPR;

IS DG/DNIT nº 15, publicada no BA nº 051/2006;

IS DG/DNIT nº 07, de 27/12/2007;

IS DG/DNIT Nº 22, de 28/12/2010;

IS DG/DNIT Nº 03, de 04/02/2011;

Normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, com destaque para:

• NBR 14.653-1 Avaliação de bens - Parte 1: Procedimentos Gerais;

• NBR 14.653-2 Avaliação de bens - Parte 2: Imóveis urbanos;

• NBR 14.653-3 Avaliação de bens - Parte 3: Imóveis rurais;

• NBR 14.653-4 Avaliação de bens - Parte 4: Empreendimentos;

• NBR 14.653-5 Avaliações de Máquinas, Equipamentos, Instalações e Bens Industriais;

• NBR 14.653-6 Avaliações de Recursos Naturais e Ambientais;

• NBR 14653-7 Patrimônios Históricos;

• NBR 12.721: Avaliação de custos unitários e preparo de orçamento de construção para incorporação de edifícios em condomínio - Procedimento;

Resolução do CONMETRO nº 12, de 12 de Out 1988 – Quadro Geral e Unidades de Medidas;

Leis Federais nº 6766/79 e 9785/99, que dispõe sobre o parcelamento do solo urbano;

Outras normas, instruções e recomendações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

2.2 – Estudos e Projetos Básico e Executivo

Para fins do presente Termo de Referência, denominam-se Estudos e Projetos Básico e Executivo de Engenharia o conjunto de estudos e projetos a elaborar, necessários e suficientes à execução do complexo das obras de engenharia, de acordo com as normas pertinentes do DNIT e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O conjunto dos elementos técnicos deverá definir um elenco de soluções que permita implantar e pavimentar a rodovia, para uma vida útil de 10 (dez) anos, dotando-a de melhores condições operacionais de segurança e conforto do usuário, preservando as condições ambientais, tudo em conformidade com as definições e orientações constantes do EB-103: Projeto Executivo de Engenharia para Construção de Rodovias Rurais, das “Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários (Escopos Básicos / Instruções de Serviço)” adotados pelo DNIT (IPR-726).

Os serviços serão desenvolvidos visando o diagnóstico do trecho, envolvendo a definição do problema existente, quanto às condições de sua implantação, segurança de operação, obras de arte correntes / especiais, estabilidade de cortes/aterros (taludes), drenagem e condições ambientais, propondo soluções que venham possibilitar a correção das deficiências encontradas.

3 – ESCOPO DO PROJETO DE ENGENHARIA

O projeto executivo de engenharia para Implantação e pavimentação assim como todos os serviços previstos serão desenvolvidos obedecendo aos EB-102 e EB-103 das “Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários (Escopos Básicos/Instruções de Serviço)” adotados pelo DNIT (IPR-726, Edição 2006), sequencialmente, dentro das seguintes fases:

a) Fase Preliminar;

b) Fase de Projeto Básico; e

c) Fase de Projeto Executivo.

3.1 – FASE PRELIMINAR

Etapa caracterizada pela coleta e análise de dados, coletados e existentes, com finalidade de estudar soluções a serem propostas contendo descrições, cadastros, plantas dos estudos efetuados e do plano de trabalho para prosseguimento do projeto, em conformidade com as Instruções de Serviço - IS, aplicáveis em cada caso.

Ao final da Fase de Estudos Preliminares, todos os levantamentos de campo necessários à proposição das diversas alternativas de solução que poderão constar do Projeto Básico, deverão estar concluídos.

Cada atividade acima deverá ser desenvolvida conforme as Instruções de Serviço relacionadas no item 3.2 – Fase Preliminar da EB-103 das Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários.

Nesta fase preliminar serão desenvolvidas as atividades seguintes:

Coleta e análise dos dados existentes;

Estudos de Tráfego;

Estudos de Segurança de Trânsito;

Estudos de Capacidade da Rodovia;

Estudos Geológicos;

Estudos Geotécnicos;

Estudos Hidrológicos;

Estudos Topográficos (Poligonais e Cadastro da Faixa de Domínio);

Estudos de Traçado;

Componente Ambiental do projeto.

Serão Utilizadas, onde couber, as Instruções de Serviço: IS-201; IS-202; IS-203; IS-204; IS-207; IS-214; IS-226; IS-246.

As Diretrizes das Alternativas de Engenharia deverão considerar os termos constantes do Relatório de Avaliação Econômica do Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica e Ambiental do Projeto de Implantação e Pavimentação da rodovia BR-432/RR, que faz parte integrante deste Termo de Referência.

3.1.1 Estudos de Tráfego


Deverão ser realizadas, no caso geral, as tarefas a seguir relacionadas, em conformidade com as IS-201 e IS-230 – Instruções de Serviços para Estudos de Tráfego em Rodovias e Áreas Urbanas, adaptadas às peculiaridades do lote conforme proposição geral do Licitante em seu Plano de Trabalho, abrangendo:

  1. Contagens direcionais classificatórias, durante período representativo de 3 (três) dias consecutivos (terça, quarta e quinta feira), e com duração entre 16 (dezesseis) e 24 (vinte e quatro) horas, a serem definidos de comum acordo com a SR/DNIT (análise do atual tráfego em vicinais existentes e que atendem a região) e/ou quanto ao potencial de contribuição da BR- 174;




  1. Pesquisas de origem/destino;




  1. Entrevistas com condutores de veículos de carga para detecção de fluxos preferenciais;




  1. Elaboração de fluxogramas de tráfego e gráficos representativos, para a situação atual e para as situações futuras com e sem o projeto, para a rodovia e as interseções, indicando os fluxos médios diários e horários, classificados por tipo de veículo, bem como o fator K (relação entre os volumes horários de pico matutino ou vespertino e o VMD) e a hora do dia em que ocorreu, além de aspectos sazonais. Esclarecer as datas, dias da semana e horários contados, considerando um horizonte de projeto de 20 anos;




  1. Avaliação da capacidade e dos níveis de serviço, considerando a metodologia recomendada Highway Capacity Manual – HCM,




  1. Cálculo dos Números N necessários ao Projeto de Pavimentação, segundo os critérios da AASHTO e do USACE.




  1. Proposição de recomendações para o Anteprojeto Geométrico.

A apresentação dos estudos de tráfego constará de:




  • Apresentação com descrição sucinta do trabalho realizado;

  • Mapa de localização dos postos;

  • Metodologia adotada;

  • Ficha de identificação dos postos de pesquisa;

  • Identificação dos postos de pesquisa;

  • Identificação dos veículos para configuração de eixos;

  • Resumo do VDM obtido;

  • Dados das contagens volumétricas classificatórias;

  • Dados da pesquisa origem/destino;

  • Resumo da contagem volumétrica classificatória;

  • Matriz origem/destino;

  • Histogramas de tráfego;

  • Projeção do VDM e do Número N;

  • Estudos de capacidade e de Nível de Serviço;

  • Conclusões e recomendações com suas justificativas.

3.1.2. Estudos Geológicos
Deverá ser observado o disposto na IS-202 e os seguintes requisitos:

  • Identificação e delimitação, por segmento e com grau de precisão compatível, dos locais geologicamente críticos em termos de sensibilidade de maciços em geral e de inadequação para aterros.

  • Listagem de providências a serem tomadas no campo, segmento a segmento, para identificar, confirmar e melhor delimitar estes locais geologicamente críticos, a partir da avaliação e histórico de acidentes geotécnicos anteriores, sondagens, escavações, análise da cobertura vegetal, etc.

  • Identificação dos prováveis locais de ocorrência de materiais adequados à execução das obras.

  • Recomendações sobre aspectos a serem privilegiados e a serem evitados no desenvolvimento do projeto.

As informações requeridas serão assinaladas sobre as bases cartográficas disponíveis amarrando-as à quilometragem da rodovia.

3.1.3. Estudos Geotécnicos
Deverá ser observado o disposto na IS-206.

Todos os furos de sondagem deverão estar amarrados aos eixos locados ou calculados e/ou a marcos quilométricos ou elementos fixos, tais como OAE, bueiros, postes, construções adjacentes, etc.

Basicamente serão realizadas as seguintes atividades:


  • Estudo do subleito, com granulometria por sedimentação do solo de jazidas a serem utilizadas, para caracterizar sua classe.

  • Estudo de empréstimos para corpo de aterro;

  • Estudos de soluções alternativas para aterros sobre solos moles e sua avaliação técnico-econômica.

Serão realizados os seguintes tipos de ensaios nas amostras coletadas,

  • Granulometria por Peneiramento;

  • Granulometria por Sedimentação;

  • Limite de Liquidez;

  • Limite de Plasticidade;

  • Compactação e ISC na Energia Normal, Intermediária ou Modificada;

Com relação aos solos moles, as áreas de sua ocorrência deverão estar o mais próximo possível delimitadas incluindo, a apresentação do perfil geológico/geotécnico das mesmas.

Serão realizados estudos preliminares para subsidiar as definições do Estudo de Traçado e a 1ª Etapa do Projeto Geométrico.

No que se refere às ocorrências de materiais, fica expressamente reiterado que são indispensáveis os seguintes estudos:


  • Preliminarmente, sondagens pioneiras nos locais de possíveis pedreiras.

  • Série de 5 (cinco) prospecções, ao menos, com sondas rotativas Ax, distribuídas de forma a cobrir a área prevista para a exploração da ocorrência.

  • Sondagens a pá e picareta, afastadas entre si no máximo de 30 m, em malha quadrada, da camada estéril.

  • Realização de ensaios tecnológicos de caracterização da rocha, Abrasão Los Angeles, Sanidade, Adesividade pelo método RRL modificado, Massas Específicas Aparente e Real dos Grãos, Índice de Forma (se houver agregados já britados).

  • Análise petrográfica e descrição mineralógica da rocha.

A estes estudos deve-se acrescentar um relatório completo de vistoria do local, registrando a ocorrência ou inexistência de benfeitorias, disponibilidade de energia elétrica, proximidade de rodovias e habitações, tipo de vegetações dominante, nome e endereço do proprietário, localização e acesso ao trecho, e demais elementos relevantes.

3.1.4. Estudos Topográficos


Deverá ser observado o disposto na IS-204 e IS-205 e ainda os requisitos a seguir.

A Proposta Técnica esclarecerá sobre os procedimentos que se pretende seguir, itens e quantidades de serviços previstos.

Serão executados os seguintes serviços:


  1. Serviços iniciais em áreas isoladas para subsidiar a elaboração do Estudo de Traçado, de precisões inerentes à aerofotogrametria em áreas com relevo acidentado e/ou cobertura vegetal densa, seja para assegurar a confiabilidade das soluções propostas em locais críticos, compreendendo, conforme necessário, o lançamento de poligonais de apoio, levantamentos por irradiação polar, nivelamentos, seccionamentos, etc;




  1. Locação no campo, nivelamento, seccionamento e amarrações do eixo do alinhamento definido na Etapa de Estudo de Traçado, suficientes para permitir a elaboração de base cartográfica planialtimétrica reambulada na escala de 1:1.000, com largura tal que abranja todos os elementos construtivos, porém não inferior à da faixa de domínio. Deverão ser abrangidas as testadas de construções situadas até 15 m do limite da faixa de domínio.




  1. Levantamentos planialtimétricos e batimétricos específicos dos locais de interseções, travessias urbanas, acessos, erosões, pontes, bueiros e dispositivos de drenagem, locais que apresentam ou apresentaram alagamento ou represamento das águas, em escala 1:1.000 ou maior, conforme necessário.

d) Levantamentos planialtimétricos, em escala adequada, de locais de areais e pedreiras não comerciais, empréstimos, locais de bota-fora, intervenções para prevenção ou mitigação do impacto sobre o meio-ambiente.


Estes levantamentos suplementares serão amarrados às poligonais e/ou eixos locados ou calculado;
Amarração planialtimétrica dos locais de sondagens;


  1. Levantamentos planialtimétricos e cadastrais suplementares, adequados e suficientes aos projetos de desapropriação;




  1. Materialização de suficientes elementos que sirvam de base à locação no campo dos elementos de projeto por ocasião da execução das obras.

Deverão ser obedecidos os seguintes requisitos:



  1. Deverão ser apresentados esquemas que permitam a inequívoca localização dos marcos, estacas e outros elementos materializados no campo e esclareçam sua vinculação à(s) poligonal(ais) e ao(s) eixo(s) locado(s) e/ou projetado(s).




  1. Deverão ser elaborados textos, quadros, tabelas e croquis sumarizando informações sobre os serviços executados e sobre poligonais, marcos, pontos, igualdades de estaqueamento e outros elementos adicionais.




  1. Deverão ser entregues a SR/DNIT os desenhos originais ou cópias nítidas reproduzíveis dos levantamentos e das cadernetas de campo.

3.1.5. Estudos Hidrológicos


Deverá ser observado o disposto na IS-203 e ainda os requisitos a seguir. Ressalta-se que os parâmetros dos postos pluviográficos deverão ser ajustados para refletir, conforme possível estimar, as diferenças microclimáticas do regime pluvial entre os locais dos postos e os segmentos de projeto.

Serão efetuadas as seguintes atividades:



  • Determinação das vazões afluentes aos diversos cursos d’água a serem transpostos, bem como aos diversos dispositivos de drenagem superficial.

  • Cálculos da vazão de descarga dos dispositivos projetados.

  • Adoção dos seguintes tempos de recorrência:




OBRA

TR (em anos)

Drenagem sub-superficial

1

Drenagem superficial

10

Bueiro Tubular como Canal

15

Bueiro Tubular como Orifício

25

Bueiro Celular como Canal

25

Bueiro Celular como Orifício

50

Pontilhão

50

Ponte

100




  • Determinação das vazões afluentes aos bueiros e dispositivos de drenagem existentes e cálculo de suas vazões de descarga.

  • Avaliação da suficiência dos bueiros e dispositivos mediante a realização das seguintes tarefas:

  • Comparação entre as vazões afluentes calculadas e as de descarga dos dispositivos existentes;

  • Histórico sobre desempenho inadequado, obtido por pesquisa junto a moradores e a funcionários da SR/DNIT;

  • Vistoria no campo da condição dos dispositivos e bueiros quanto a danos, obstruções e outros aspectos que influenciem o desempenho;

  • Inspeção no campo, obrigatoriamente em dias suficientemente chuvosos, detectando aspectos de desempenho negativo, tais como, grotas, vias ou trilhas transversais ou ainda declividades inadequadas de sarjetas e valetas que conduzam água à pista.

A forma de apresentação destes estudos deve seguir as instruções de serviço do DNIT, o Manual de Hidrologia Básica para Estruturas de Drenagem (publicação IPR-715), o Manual de Drenagem de Rodovias (publicação IPR-724) e, o Manual de Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários / Instruções para Acompanhamento e Análise (publicação IPR-739).


3.1.6 Estudos Ambientais
Deverá ser elaborado de acordo com as exigências do órgão ambiental competente para proceder ao licenciamento e da IS-246 das Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários do DNIT.

É importante destacar alguns aspectos relevantes para o levantamento do passivo ambiental, indicados no Manual acima citado, conforme se segue:

• O cadastramento das áreas degradadas ocorrentes no interior da faixa de domínio.

• A avaliação dos impactos decorrentes das obras previstas no projeto.

• O passivo ambiental existente deverá ser objeto de levantamento expedito com identificação, dimensão aproximada e localização, incluindo:

a.1) Descrição dos problemas ambientais decorrentes da existência da rodovia a ser pavimentada (erosões, assoreamentos, inundações, deslizamentos, etc.), que interfiram ou que tenham potencial para interferir, não só no corpo estradal, mas também em áreas e/ou comunidades lindeiras à faixa de domínio;

a.2) Descrição dos problemas ambientais decorrentes de atividades de terceiros (lavouras, indústrias, loteamentos, etc.) que interfiram ou que tenham possibilidades de interferir no corpo estradal e/ou faixa de domínio da rodovia.

a.3) Descrição das antigas áreas de uso (acampamentos, usinas, pedreiras, jazidas, etc.) que não tenham possibilidade de uso e que possam ou não interferir na rodovia e /ou áreas lindeiras.



3.2. Projeto Básico
Fase em que, com o estudo de concepção do projeto e os dados dos estudos preliminares define-se o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado para caracterizar a implantação e pavimentação do segmento rodoviário, assegurando a viabilidade técnica, o adequado tratamento do impacto ambiental possibilitando assim a avaliação do custo do empreendimento e a definição dos métodos e prazos de execução.

Todos os serviços previstos no Projeto Básico estarão de acordo com as Especificações Gerais para Obras Rodoviárias adotadas pelo DNIT.

Os trabalhos deverão ser elaborados de acordo com as Instruções para Apresentação de Relatórios e Projetos de Engenharia para Rodovias Federais, adotados pelo DNIT.
Serão utilizadas as seguintes Instruções de Serviço, dentre outras:

IS-204 Estudos Topográficos para Projetos Básicos de Engenharia

IS-206 Estudos Geotécnicos

IS-208 Projeto Geométrico

IS-209 Projeto de Terraplenagem

IS-210 Projeto de Drenagem

IS-211 Projeto de Pavimentos Flexíveis

IS-213 Projeto de Interseções, Retornos e Acessos

IS-214 Projeto de Obras de Arte Especiais

IS-215 Projeto de Sinalização

IS-216 Projeto de Paisagismo

IS-217 Projeto de Dispositivos e Proteção (Defensas e Barreiras)

IS-218 Projeto de Cercas

IS-219 Projeto de Desapropriação

IS-220 Orçamento da Obra

IS-222 Apresentação de Plano de Execução da Obra

IS-223 Avaliação e Redimensionamento de Obra de Arte Existente

IS-224 Projeto de Sinalização da Rodovia Durante a Execução de Obra e Serviço

IS-235 Projeto de Iluminação de Vias Urbanas

IS-246 Componente Ambiental dos Projetos de Engenharia Rodoviária


As instruções abaixo estabelecem critérios e diretrizes complementares aos existentes nos EB-102; EB-103; EB-106; EB-109; EB-107; EB-110 e EB-112 das “Diretrizes Básicas para a Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários”.

3.2.1 - Estudos Topográficos (IS 204 e IS-205)

Elaborados conforme preconizado nas IS-204 e 205, das Diretrizes Básicas.

Os estudos topográficos, pelo processo Eletrônico-Digital, serão realizados com a utilização de equipamentos GPS (Global Positioning System) e de Estação Total.

Serão executadas as seguintes tarefas principais:

a) Fase do Projeto Básico:

• Locação e nivelamento/contranivelamento do eixo de referência

(anteprojeto geométrico);

• Levantamento de seções transversais, com detalhamento da,plataforma atual;

• Levantamentos especiais (interferências, OAE);

• Levantamento de locais de ocorrências de materiais;

• Levantamento de passivo ambiental; e

• Elaboração de planta topográfica.
a.1 - Implantação de Marcos Planialtimétricos com Utilização de Equipamentos GPS.

Para controle dos Estudos Topográficos deverá ser implantada uma rede de marcos planialtimétricos, com coordenadas e cotas verdadeiras no segmento. Para cada observação, deverá ser implantado dois marcos de concreto intervisíveis dotados de pinos metálicos, afastados entre si em aproximadamente 300 m. O segundo marco em cada observação tem como finalidade possibilitar o fechamento angular e a determinação do azimute.

As determinações poderão ser feitas a partir de marcos do IBGE/IGA ou marcos de referência com leitura de GPS.
a.2 - Locação, nivelamento e contranivelamento do Eixo de Referência. O eixo locado deverá ser estaqueado de 20 m em 20 m, em tangentes e de 10 m em 10 m em curvas (para curvas com raio ≤ 300 m).

A materialização dos pontos locados será feita por meio de piquetes de madeira. Os pontos materializados serão assinalados com tinta apropriada.

A locação do eixo poderá ser realizada com a utilização de trena de aço. Os pontos da locação deverão ser levantados por Estação Total, quando da ocasião do levantamento da faixa de domínio.

O eixo locado deverá ser nivelado e contranivelado, geometricamente e controlado por RNs a serem implantadas a cada 500 m, conforme estabelecido na IS–204, item 2.2.2 e ABNT - NBR-13.133/94.


a.3 - Levantamento Cadastral da Faixa de Domínio

O levantamento cadastral da faixa de domínio será executado por processo de irradiação de pontos, com utilização de Estação Total, devendo ser levantados todos os pontos de interesse do projeto, tais como, bordos e off-sets da estrada existente, benfeitorias existentes, interseções, acessos a postos de abastecimento, obras de arte especiais, obras de arte corrente, dispositivos de drenagem superficial, placas de sinalização vertical, obras complementares, obras de contenção, redes de serviços públicos (água potável, água pluvial, esgoto, redes elétricas e de telefonia).


a.4 - Levantamento das Seções Transversais, com detalhamento da pista existente.

O levantamento das seções transversais deverá ser realizado também com a utilização de Estação Total. Serão levantadas seções transversais em todos os pontos locados, abrangendo largura adequada aos serviços.


a.5 - Levantamentos Especiais

Os levantamentos especiais serão executados por meio de processo de irradiação de pontos, com utilização de Estação Total e têm como finalidade fornecer base topográfica para elaboração de projetos de obras de arte especiais, obras de arte corrente, interseções, obras de contenção, pontos de parada de ônibus, áreas degradadas para o desenvolvimento do PRAD, etc.

Todas as áreas de empréstimos e ocorrências de materiais serão amarradas por coordenadas geográficas, determinadas por GPS, e discriminados todos os segmentos, ao longo do eixo locado, de existência de solos moles.
a.6 - Levantamento dos Locais de Ocorrências de Materiais

Os locais de ocorrências de materiais para pavimentação (pedreiras, materiais granulares, areais e empréstimos) serão levantados por processo irradiação de pontos, com utilização de Estação Total.


a.7 - Elaboração de Plantas Topográficas

Os estudos topográficos serão representados em plantas desenhadas na escala 1:2.000, contendo toda a planimetria da faixa, com as curvas de nível equidistantes de 1,0 m.

O perfil será elaborado nas escalas H = 1:2.000 e V = 1:200.

3.2.2 - Projeto Básico de Terraplenagem (IS-209)

Deve ser apresentado projeto de terraplenagem com detalhamento suficiente para se proceder a licitação, caso seja de interesse da administração pública. Desta forma o mínimo a se apresentar são os itens a seguir:

a) Definição da melhor opção de greide, considerando todas as compensações possíveis entre corte e aterro, bem como condicionantes ligados aos cortes em material de 3ª categoria, solos moles, encostas íngremes e alagamentos.

b) Os taludes de corte e aterro devem estar acordantes com as especificações do DNIT.

c) Devem ser elaboradas as Folhas de Cubação do Movimento de terra, com classificação dos materiais escavados.

d) Apresentar Quadro de Orientação (fluxograma) de Terraplenagem com indicação dos volumes de origem dos materiais escavados nos cortes e empréstimos e destino para os aterros ou bota-foras com as respectivas DMTs. Este quadro de distribuição de massas deve contemplar a maximização do aproveitamento do material proveniente dos cortes para a execução dos aterros, inclusive com a previsão, caso necessário, de depósitos temporários de material.

e) O Quadro Resumo de Terraplenagem com as faixas de DMT totalizados e compatibilizados com os volumes do Quadro de Orientação de Terraplenagem e, indicação dos volumes de compactação a 95% PN e 100% PN com o fator de compactação, além do volume de compactação do botafora.

OBS: A execução do corpo dos aterros será a 95% do PN e, das camadas finais a 100% do PN.

f) Devem ser apresentados ensaios de densidade in situ, de forma a validar o fator de compactação/empolamento utilizado em projeto.

g) Se for o caso, apresentar Nota de Serviço de rebaixos de corte em rocha e aterros em solo com altura < 0,60 m cujos resultados geotécnicos de subleito estejam abaixo dos estabelecidos no ISCproj.ISC (proj).

OBS: As Notas de Serviço deverão apresentar além da regularização e nivelamento, os dados referentes à superlargura.

h) Devem ser apresentadas ainda: as Notas de Serviço de terraplenagem, as Seções Transversais Tipo para corte e aterro (com indicação da plataforma e detalhamento das soluções para as inclinações dos taludes, alargamento de cortes e fundações de aterros).

i) Na hipótese de existência de volume considerável de material de 3ª categoria, deve ser apresentado estudo técnico e econômico visando reaproveitamento na obra, seja na pavimentação (no revestimento, em misturas para material de base, etc), ou na drenagem (drenos, colchão drenante, etc). Só não se procederá o reaproveitamento do material, caso este não apresente características técnicas suficientes para qualquer uso ou este aproveitamento gere custo não compatível com a economicidade do projeto.

j) Na hipótese de execução de aterros elevados e/ou dependendo das características de material usado para sua execução, deve ser realizada análise de estabilidade de taludes.

k) Com base nos ensaios SPT realizados na fase de estudos preliminares deve ser detalhada a solução para tratamento dos solos moles/orgânicos existentes. Neste sentido, após realização de avaliação técnica e econômica para a definição da solução, esta deve apresentar grau de detalhamento mínimo assim definido:

Para Solução de Substituição de Materiais:

• Apresentar todos os ensaios SPT efetuados;

• Usar como material de substituição o mais viável do ponto de vista técnico e economico; avaliando diferentes possibilidades de material.

Assim, a solução não deve se restringir apenas a materiais drenantes (areia e brita) caso não sejam aplicáveis para a realidade do trecho.

• Apresentar quadro demonstrativo em que constem pelo menos as seguintes informações:

Estaca (inicio e fim)

Extensão (km)

Largura (m)

Espessura (m)

Área (m²)

Volume a remover (m³)

Espessura a substituir (m)

Volume a substituir (m³)

Material para Substituição (tipo e localização)

Local de deposição de material removido

• Apresentar plano de execução de serviços, a ser determinado de forma a impedir escorregamentos consideráveis de solo mole no local de substituição considerado em projeto.

Para Solução de Reforço com Geossintético:

• Apresentar todos os ensaios SPT efetuados.

• Apresentar todos os ensaios especiais de caracterização da camada mole estipulados na norma DNIT PRO-381/98.

• Definir o geossintético a ser usado com base nas informações técnicas do fornecedor e, considerando os aspectos da técnica e da economicidade.

• Apresentar análise de adensamento completa.

• Apresentar análise de estabilidade de fundação dos aterros.

• Apresentar Plano de Execução de Construção, detalhando cada etapa a ser efetuada, seus respectivos prazos e recalques medidos.

• Apresentar projeto de instrumentação e plano de monitoramento de recalque.

OBS: Fica a critério do corpo técnico do DNIT solicitar quaisquer outros detalhamentos que julgar necessários para bem embasar as soluções determinadas. Tais detalhamentos seguirão as normas técnicas em vigor e a boa técnica de projeto definida pela Engenharia Geotécnica.

l) A forma de apresentação do projeto e demais informações complementares deve seguir o estipulado no Manual de Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários / Instruções para Acompanhamento e Análise (publicação IPR-739).

m) Fica a critério dos técnicos do DNIT lotados na CGDESP a solicitação para a inclusão de outros detalhamentos a serem apresentados no Projeto Básico e/ou Executivo.

3.2.3 - Projeto Básico de Drenagem (IS-210)


O Projeto de Drenagem deverá ser elaborado considerando a IS-210 e os aspectos a seguir elencados:

a) Todos os levantamentos e cadastros realizados na fase preliminar devem constar no corpo do projeto.

b) Devem ser apresentadas todas as memórias de cálculo e considerações efetuadas (devidamente justificadas tecnicamente) para o dimensionamento do sistema de drenagem superficial, subterrânea e das obras de artes correntes.

c) Deve ser definida a classe dos tubos (CA-1, CA-2, CA-3 ou CA-4) a serem utilizados nos bueiros - com base no disposto no álbum de projetos tipo de dispositivos de drenagem (publicação IPR-725/2006).

d) A forma de apresentação do projeto e demais informações complementares deve seguir o estipulado no Manual de Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários / Instruções para Acompanhamento e Análise (publicação IPR-739).

e) Fica a critério dos técnicos do DNIT lotados na CGDESP a solicitação para a inclusão de outros detalhamentos a serem apresentados no Projeto Básico e/ou Executivo.

Os dispositivos de drenagem existentes serão cadastrados e vistoriados, verificando-se a suficiência de vazão e o estado de conservação. Os dispositivos identificados como problemáticos serão objeto de estudos específicos, com o objetivo de proceder ao reparo ou substituição daqueles que se encontrem danificados.
3.2.4 - Projeto Básico de Pavimentação (IS-211)
As recomendações apresentadas a seguir referem-se aos pavimentos da pista, terceiras faixas, interseções e acessos a construir.

Nessa fase de Projeto Básico, deverão ser desenvolvidas as concepções para a estrutura dos pavimentos, exigindo-se que se desenvolvam no lote indicado nestes Termos de Referência, alternativa em pavimento flexível.

Deverá ser adotado o procedimento oficial do DNIT, constante no Manual de Pavimentação – Versão–2006, considerando a metodologia que leva em conta a resiliência, pavimentos flexíveis.

Ao final da fase de Projeto Básico, deverão ser apresentadas as seções transversais tipo para a alternativa de pavimento proposta e os respectivos lineares de dimensionamento, bem como a indicação dos materiais a serem utilizados e as respectivas fontes de obtenção.

Deverá complementar o Projeto Básico, texto justificativo das soluções propostas.

O Projeto de Pavimentação deverá ser elaborado considerando a IS-211 e os aspectos a seguir:

a) Poderá ser utilizado o método mecanístico para o dimensionamento do pavimento. Este deve ser bem embasado tecnicamente, inclusive no que se refere aos parâmetros de entrada e condições de contorno. Será necessária a apresentação de ensaios geotécnicos para a comprovação dos parâmetros de entrada dos materiais constituintes das camadas do pavimento.

b) Todas as soluções técnicas previstas no projeto de pavimentação devem estar bem embasadas nos Resultados dos Estudos Geotécnicos desenvolvidos.

c) A forma de apresentação do projeto e demais informações complementares deve seguir o estipulado no Manual de Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários / Instruções para Acompanhamento e Análise (publicação IPR-739).

d) Fica a critério dos técnicos do DNIT a solicitação para a inclusão de outros detalhamentos a serem apresentados no Projeto Básico e/ou Executivo.


3.2.5 - Projeto Básico de Interseções, Retornos e Acessos (IS-213)
Para a elaboração dos projetos de interseções, retornos e acessos deverão ser considerados a IS – 213 e o Manual de Projeto de Interseções – Publicação IPR – 718. A concepção das interseções deverá estar embasada nos estudos de capacidade e avaliação dos níveis de serviço, realizados conforme item de Estudos de Tráfego.
3.2.6 - Projeto Básico de Obras de Arte Especiais (IS-214)
Deverão ser executadas intervenções para Construção, Restauração e/ou Adequação ao Trem Tipo e às normas do DNIT, nas travessias de cursos d’água com Obras de Arte Especiais.

O Projeto Básico de Pontes será desenvolvido de acordo com o previsto na IS-214 das Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários, ed. 2006, no Manual de Projeto de Obras-de-Arte Especiais, ed. 1996, Manual de Construção de Obras-de-Arte Especiais, ed. 1995 todos do extinto DNER, com os ajustes estabelecidos nestes Termos de Referência e com as Normas da ABNT.

Os projetos básicos de Obras-de-Arte Especiais deverão ser elaborados levando-se em conta os dados e informações dos estudos hidrológicos e do anteprojeto geométrico e de terraplenagem para as novas obras. Para as obras existentes, além destes aspectos, deverão, ainda, serem consideradas as conclusões obtidas a partir da vistoria das obras.

Deverão, portanto, ser apresentadas as concepções das obras necessárias, considerando desde as obras novas a implantar, bem como a necessidade das obras existentes (alargamento, reforço ou até mesmo substituição).

Na concepção das obras deverá ser apresentada uma vistoria lateral de cada obra, com as suas dimensões horizontais e verticais já definidas, uma planta de fôrma e a seção transversal, além da solução prevista para a fundação.

a) O projeto básico de uma obra de arte especial deverá conter, no mínimo, os seguintes elementos:

Memória de cálculo estrutural da solução adotada definindo as principais seções e elementos de relevância na estrutura, constando as verificações de resistência e quantidade aproximada de armadura;

Indicação da resistência característica do concreto (fck), em todos os desenhos e memórias que descrevam o projeto tecnicamente e as outras especificações previstas no item 5.1 da NBR 12.655/1996;

Indicação da resistência característica do aço duro e do aço doce;

Adotar as classes de resistência do concreto do Grupo I, de acordo com a NBR 8.953/1992, ou seja, até C50 (fck ≤ 50 MPa);

Adotar um único fck para a superestrutura (lajes, vigas e transversinas).

b) Elaboração de desenhos contendo, no mínimo, os dados relacionados nos seguintes itens:

Elementos topográficos:

• Mapa de situação da região de influência da obra;

• Planta e perfil do local de implantação da obra, contendo a estrutura, os acessos, greides, estaqueamento e ocorrências, com respectivos gabaritos e cotas;

• Local da obra, com curvas de nível espaçadas de forma a permitir a perfeita caracterização dos taludes dos cortes, aterros;

• Interseção da saia de aterro com o terreno natural;

• Seções transversais pelos apoios, mostrando a implantação das fundações.

Elementos geotécnicos:

• Perfil longitudinal do terreno, constando os dados da sondagem no exato local de cada apoio, perfil provável do subsolo, indicando a taxa de resistência encontrada no cálculo, tipo e dimensões das fundações com as cargas máximas permitidas;

• Sondagens Definitivas: conhecidas as posições dos pilares, as sondagens serão complementadas de modo que haja, sempre, um furo para cada fundação (item 3.2.3 do Manual de Projeto de Obras-de-Arte Especiais) e item 3.2.5 da IS- 206: Estudos Geotécnicos.

Elementos hidrológicos:

• Nível normal e de máxima enchente e seção de vazão calculada;

• Indicar a batimetria.

Elementos geométricos:

• Declividade transversal e longitudinal;

• Elementos de curvas verticais e horizontais;

• Valor e posição de gabaritos mínimos da passagem superior ou inferior;

• Coordenadas dos eixos dos pilares.

Drenagem superficial:

• Esquema de drenagem pluvial sobre o tabuleiro e acessos.

Desenhos de estrutura:

• Desenho de fôrma, com elevações, plantas, cortes longitudinais e transversais, detalhes estruturais tipos;

• Posicionamento e dimensões dos aparelhos de apoio, detalhes arquitetônicos;

• Locação da obra em planta e perfil, incluindo fundações.

Indicar, ainda, no desenho principal, as especificações de materiais, cargas móveis ou eventuais sobrecargas adotadas, incluindo as decorrentes do processo executivo previsto.


3.2.7 - Projeto Básico de Sinalização (IS-215)
O Projeto de Sinalização da rodovia será elaborado conforme preconiza a IS-215.

Também deverá ser elaborado projeto de sinalização da rodovia durante a execução das obras, que deverá seguir a IS-224.

Os projetos deverão ser elaborados observando o preconizado nos seguintes documentos técnicos:

IS-215: Projeto de Sinalização;

IS-224: Projeto de Sinalização de Rodovias durante a Execução de Obras e Serviços;

Manual de Sinalização Rodoviária (Publicação IPR – 743-2010);

Manual de Sinalização de Obras e Emergências em Rodovias (Publicação IPR- 738);

Manuais do CONTRAN.

a) A forma de apresentação do projeto e demais informações complementares deve seguir o estipulado no Manual de Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários/Instruções para Acompanhamento e Análise (publicação IPR-739).

b) Fica a critério dos técnicos do DNIT lotados na CGDESP a solicitação para a inclusão de outros detalhamentos a serem apresentados no Projeto Básico e/ou Executivo.1.2.7.



Projeto de Obras Complementares


Será obedecido o dispostos nas IS-216 e IS-218.

Estas obras compreendem serviços acessórios, a saber:



  • Dispositivos especiais de isolamento do corpo estradal, onde necessário, para impedir a travessia de animais ou a invasão de áreas ambientalmente protegidas;

  • Refúgios e belvederes;

  • Paradas de ônibus, com e sem abrigo;

  • Cercas e alambrados;

  • Remanejamento de redes de serviços públicos;

  • Outras obras acessórias.

3.2.8 - Componente Ambiental (IS-246)
Deverá ser elaborado de acordo com as exigências do órgão ambiental competente para proceder ao licenciamento e da IS-246 das Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários (IPR-726/2006).

a) Relatório Ambiental

Será elaborado conforme preconizado na IS-246 das Diretrizes Básicas e objetiva a elaboração de documentos necessários e suficientes para implantar medidas corretivas recomendadas pelos estudos ambientais, por intermédio do seu detalhamento e quantificação.

Acrescenta-se a essas atividades:


a.1 - Elaboração de especificações complementares e/ou particulares que garantam, através de penalidades financeiras razoáveis, a execução das obras de proteção programadas e da recuperação de áreas degradadas pelo uso como acampamentos, usinas, etc. e pela exploração de materiais de construção em empréstimos, areais, pedreiras, etc.
a.2 - Elaboração de relatório de avaliação ambiental, seguindo o modelo do Escopo Básico a ser apresentado junto com a Minuta do Projeto Executivo de Engenharia, no qual deverão ser descritos, todas as obras, serviços e medidas corretivas.

Esses relatórios deverão ser apresentados, com a inclusão de mapas, esquemas, croquis ou diagrama unifilar em escala adequada, com representação esquemática dos problemas ambientais levantados e captações de água para consumo humano que sejam passíveis de contaminação.

3.2.9 - Projeto Básico de Desapropriação (IS-219)
Definidas as necessidades de recomposição da faixa de domínio e procedido o levantamento topográfico será elaborado o Projeto de Desapropriação cumprindo o estabelecido na IS-219.

Complementarmente aos previstos na IS-219 serão realizados os seguintes serviços:

Cadastro documental dos proprietários/posseiros e respectivos Imóveis.

Em paralelo ao cadastro físico dos imóveis atingidos, equipe técnica realizará a pesquisa documental visando identificar a titularidade das propriedades bem como os casos em que se configure a posse. Para isso realizará pesquisa junto aos proprietários/posseiros, cartórios de registro de imóveis que possuem jurisdição sobre as áreas atingidas e junto à Justiça Federal do Amazonas. Serão coletados os documentos necessários à instrução dos processos administrativos de desapropriação, tanto dos proprietários/posseiros quanto das propriedades.

Caso sejam constatadas situações em que famílias se declarem detentoras da propriedade, porém sem disporem de escritura registrada, a equipe de apoio deverá apresentar todos os documentos possíveis, inclusive certidão negativa do cartório competente. Será observada atentamente a titulação irregular, incompleta ou especial, no que diz respeito aos itens seguintes:

• Posse (meios para regularização);

• Títulos aquisitivos não transcritos, títulos de direito não registrados ou construções não averbadas no Registro Imobiliário;

• Casos de divergência entre a área levantada no campo e a metragem constante do título aquisitivo;

• Divergência entre a metragem e confrontações, constantes do título aquisitivo e o transcrito no Registro Imobiliário;

• Superposição de títulos referentes à mesma área;

• Terras públicas, terras devolutas, terrenos da marinha e seus acrescidos e imóveis sujeitos à enfiteuse.

Deverão ser coletados e apresentados e ordenados por número de cadastro, os seguintes documentos:

Documentos de Pessoas Físicas, cópias:

• Carteira de Identidade e CPF (do casal, se for o caso);

• Certidão de casamento (se for o caso);

• Comprovante de conta bancária (contendo código do banco, da agência e nº da conta corrente) em nome do expropriado (pagamento por escritura pública/administrativo);

• Comprovante de residência (conta de água, energia ou telefone);

• Escritura de compra e venda do imóvel;

• Certidão de inteiro teor da matrícula do registro de imóveis atualizada com negativa de ônus;

Pessoas Jurídicas, cópias:

• Contrato social com a última alteração;

• CNPJ atualizado;

• Carteira de Identidade e CPF do(s) representante(s) legal(ais) da empresa;

• Comprovante de conta bancária (contendo código do banco, da agência e nº da conta corrente) em nome da empresa;

• Escritura de compra e venda do imóvel;

• Certidão de inteiro teor da matrícula do registro de imóveis atualizada com negativa de ônus

Documentos complementares:

• INCRA (imóveis rurais) - CCIR - Certificado de Cadastro de Imóvel Rural;

• ITR – Imposto Territorial Rural (imóveis rurais)

• IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano (imóvel urbano);

• No caso de espólio: petição inicial de abertura de inventário/arrolamento; Alvará Judicial – específico: autorizando ao inventariante a assinar escritura pública de desapropriação em nome do espólio e a receber o valor acordado ou com a determinação para depósito judicial;

A comissão de desapropriação da SR/BA supervisionará a obtenção de documentos por meio de relatório mensal a ser elaborado pela empresa projetista. Tal relatório consiste em planilha na qual se apresente toda a documentação que já foi recolhida, por número de cadastro. As dificuldades encontradas para o recolhimento da documentação devem ser informadas tempestivamente.

Para os casos em que não for possível a obtenção dos documentos previstos, deverão ser apresentados no respectivo número de cadastro, os documentos comprobatórios das tentativas realizadas pela empresa, tais como ofícios ou cartas emitidos aos proprietários/posseiros e cartórios de registro de imóveis.

a) Avaliação dos imóveis

Para a elaboração dos laudos estimativos individuais, deverá ser desenvolvido estudo baseado em pesquisa de preços de mercado, identificando as fontes mais fidedignas e representativas de modo a caracterizar o mercado imobiliário local, tais como: ofertas publicitárias e/ou imobiliárias, transações realizadas, cartórios, opiniões de corretores de imóveis, consultas a órgãos de classe e oficiais como INCRA, EMATER, Bancos, Associações de Produtores, SINAPI, SIDUSCON, PINI, CREA, dentre outros.

Com base no tratamento dos dados obtidos por meio da pesquisa de mercado, deverão ser elaborados modelos simplificados capazes de estimar os valores unitários das terras nuas para cada segmento homogêneo identificado ao longo de todo o trecho. Ressaltamos que as metodologias utilizadas deverão estar de acordo com as normas citadas neste Termo de Referência.

Para a avaliação de benfeitorias, também deverá ser apresentada a metodologia utilizada, sempre privilegiando a adoção de valores de entidades públicas e idôneas sendo obrigatória a apresentação das fontes consultadas assim como a data de referência. Por tratar-se de obra federal recomenda-se, sempre que possível, a adoção do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI e do Sistema de Custos Rodoviários 2 – SICRO 2 do DNIT.

Na vistoria e avaliação das propriedades, deve-se analisar:

Divisas, limites e confrontações de cada propriedade, ou seja, de cada Matricula do registro de imóveis;

Aspectos orográficos;

Serviços públicos existentes tais como: rodovias, ferrovias, transporte coletivo, esgoto sanitário e pluvial, eletricidade, abastecimento d'água, telefônico, e outros;

Aproveitamento econômico da região, indicando as explorações predominantes, no caso de área rural;

Destinação principal da região onde se situa o imóvel (zona comercial, industrial, residencial ou mista), no caso de área urbana;

Descrição completa das benfeitorias, com planta de localização; no caso de edificações deve ser feito croqui das edificações, tudo devidamente georreferenciado, com uma descrição sucinta das benfeitorias atingidas, contendo a principal utilização, as dimensões básicas, o método construtivo, os tipos de materiais utilizados, a idade aparente, a conservação, número de cômodos, entre outros aspectos relevantes.

Indicação das atividades econômicas desenvolvidas na propriedade, registrando dados qualitativos e quantitativos das produções.

Os laudos estimativos individuais deverão ser apresentados conforme modelo especificado na IS-219, inclusive com relatório fotográfico dos terrenos e benfeitorias que serão atingidos.

Para qualquer caso atípico de avaliação, deverão ser consultadas a SR/AM/RR e/ou o Setor de Desapropriação/CGDESP/DPP.
3.2.10 - Orçamento e Plano de Execução da Obra (IS–220, IS-222 e IS DG-DNIT nº 15/2006)
O orçamento e plano de execução da obra deverão ser elaborados considerando a IS-220, IS-222 e o Manual de Custos Rodoviários do DNIT. Deverão ser considerados os seguintes documentos e instruções de serviço:

Instrução de Serviço DG/DNIT nº 15, de 20/12/2006;

IS-220 e IS-222 das Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários/DNIT;

Instrução de serviço DG/DNIT nº 07 de 27 de dezembro de 2007;

Instrução de serviço nº 13 de 17 de novembro de 2008;

Instrução de serviço nº 14 de 28 de dezembro de 2008;

Portaria nº 349, de 6 de março de 2010;

Instrução de serviço nº 22 de 28 de dezembro de 2010; e

Instrução de serviço nº 02 de 18 de janeiro de 2011.

Bem como todas as instruções de serviço do DNIT em vigência na data de elaboração do orçamento.

Deverá ser utilizado o Sistema de Custos Rodoviários do DNIT – SICRO 2 ou outro que o suceda. No caso de serviços em que não conste a respectiva composição de custo no SICRO 2 poderão ser utilizadas composições existentes no SINAPI.

Composições de custos inexistentes nos sistemas de custos citados deverão ser objetos de análise e homologação pela CGCIT, observando os requisitos das instruções de serviço do DNIT referentes à questão.

Assim, de modo a facilitar e agilizar o processo de análise as composições não existentes no SICRO 2 também deverão ser incluídas em volume a parte, juntamente com as especificações de serviço, cotações, memórias de cálculo de produção de equipe e demais itens exigidos pelas instruções de serviço referentes ao assunto.

Deverão ser demonstrados através de memórias de cálculo os custos de mobilização de equipamentos e pessoal, bem como os custos de instalação de canteiros.

Não serão admitidos itens no orçamento expressos em forma de verba



Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal