Mpo, a partir dos eventos próprios do século XX



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Notas sobre a escrita da História em suporte digital1

Camila Guimarães Dantas2



“A matriz do receptor é um enorme prédio que contém todos os fatos desde a criação do mundo (...) e está ligado a tudo quanto é receptor do país inteiro – e tudo o que você queira saber, ver ou ouvir, é só apertar a tecla e lá está”

(Murray Leinster,1946)

Se o ficcionista norteamericano nos surpreende ao descrever uma sociedade interligada por máquinas, este trecho do conto de Leinster está longe de ser profético. Um lugar que contenha todos os fatos do mundo, embora tenha sido freqüentemente imaginado na literatura, não parece nada condizente com as experiências contemporâneas de escrita da história em suporte digital. A epígrafe nos serve na medida em que aponta para aquilo que não possuímos na contemporaneidade: uma única matriz concreta e a possibilidade de um saber total sobre o passado. A fragmentação dos discursos na pós-modernidade e a emergência do texto eletrônico são alguns dos aspectos que devem considerados em qualquer reflexão que pretenda articular História e Tecnologia. O real mediado por códigos binários tornou-se um objeto importante de pesquisas acadêmicas. A historiografia não é uma exceção. Este artigo é uma reflexão sobre as intersecções entre as tecnologias informacionais e o ofício do historiador. Trata-se de buscar o enfrentamento de uma questão que está na ordem do dia, e, por isso mesmo percorre o terreno instável das mudanças em curso.Ainda assim, parece-nos relevante apontar alguns nós do debate sobre as possibilidades de uma historiografia em suporte digital.

Utopias pessimistas ou otimistas permearam durante algumas décadas as discussões sobre as tecnologias da informação. De um lado aqueles que acreditavam na concretização de um ideal democrático através da rede mundial de computadores; do outro lado, aqueles que creditavam aos computadores a emergência de um sistema totalitário de vigilância permanente dos indivíduos. Obras fundamentais como as de Manuel Castells (2001)e Pierre Levy (1993) romperam com tais perspectivas simplistas e trouxeram as complexidades próprias de uma “sociedade em rede” ou de uma nova “ecologia cognitiva”, para utilizar os termos dos autores mencionados. No campo historiográfico, a obra de Roger Chartier sobre a história da leitura e a revolução do texto eletrônico é fundamental para a compreensão não apenas da mudanças em curso , mas também das continuidades entre as diversos modos de ler e escrever. Ao procurarmos neste artigo, numa tentativa inicial de mapear algumas coordenadas, investigar a relação da mídia digital com a escrita historiográfica, estamos nos remetendo diretamente às discussões iniciadas por estes autores. Nestas breves linhas que se seguem não se encontrará um discurso otimista sobre as novas tecnologias, nem tampouco um pessimismo tradicionalista. Move-nos a intenção de propor relações, distinguir continuidades e mudanças e abrir caminhos para novas discussões.


    1. Conexões: historiadores, dados e telas

Pode-se dizer que vencidas as resistências iniciais, o computador foi adotado em larga escala como um instrumento capaz de acelerar processos já familiares aos historiadores. Armazenamento de dados, quantificação, composição de gráficos e, não poderia deixar de mencionar, a ampla utilização dos processadores de texto em lugar das máquinas de escrever. A rede mundial de computadores, por sua vez, passou a ser usada principalmente para troca de e-mails e buscas em catálogos de arquivos e bibliotecas. Até o início da década de 1990, houve uma maior utilização da informática pelos historiadores que trabalhavam com longas séries de dados, como a história demográfica (REIFF,1991). Na medida em que houve uma popularização dos computadores pessoais todas as áreas passaram a utilizá-los, sobretudo como um instrumento de pesquisa. O computador constituía-se, então, em mais uma ferramenta que possibilitava uma maior eficácia em procedimentos de pesquisa já tradicionais dos historiadores.

Esta primeira abordagem da tecnologia no campo da historiografia foi aos poucos abrindo espaço para discussões consistentes sobre as possíveis mudanças nas práticas próprias da pesquisa acadêmica. Isto aconteceu paralelamente à própria emergência de estudos sobre a história social da mídia e pesquisas sobre a informática e suas relações com a sociedade. Rolando Minuti foi um dos pioneiros a pensar sobre estas questões no campo da historiografia. Minuti, cujo período de especialização é a era moderna, lançou, em 1995, um periódico eletrônico chamado Cromohs (Cyber Review of Modern Historiography)3 que se tornou um experimento acadêmico reconhecido internacionalmente. Para o historiador italiano, o tema das novas tecnologias da informação é central nas discussões da historiografia contemporânea. Em suas palavras:

“O que está em jogo são os hábitos e as formas do trabalho historiográfico, sua escrita, sua organização argumentativa e seu estilo. (...) É compreensível que a hipertextualidade aplicada à comunicação na Web provoque perplexidade entre os historiadores, na medida em que ela põe em xeque as formas clássicas da escrita e da comunicação do discurso histórico, e o faz ao mesmo tempo em que inaugura perspectivas inéditas para a historiografia tradicional.”(MINUTI,2002:101)
De fato não se pode negar que a historiografia tradicional está amalgamada a uma cultura escrita onde as notas, as citações e as referências bibliográficas são elementos constitutivos. A operação histórica, para utilizar a expressão de Michel de Certeau, envolve um conjunto de procedimentos metodológicos que propiciam a construção de um discurso específico sobre o passado. E, certamente, esse desenvolvimento da disciplina histórica que ocorreu ao longo do tempo não deve ser desprezado. Autores como Minuti não propõem tal mudança e advertem que o fato de se poder utilizar o hipertexto não significa uma adesão a uma perspectiva relativista de que qualquer percurso informacional seja válido. Ao contrário, procura-se mostrar a necessidade de se refletir sobre as tecnologias e experimentá-las criativamente.
1.2 Experimentos na vasta rede: “história digital”, ciência da informação histórica e visualizações
A “história digital” norteamericana, praticada por Daniel C. Cohen e Roy Rosenzweig , da George Mason University, é uma perspectiva que deve ser abordada, por tratar-se de um pólo importante neste campo. O projeto dos historiadores norte-americanos é promover pesquisas, assegurando a criação de fontes na web, assim como narrativas historiográficas em suporte digital. O livro/website “Digital History –gathering, preserving and presenting the past on the web” apresenta os principais projetos realizados pelo Centro de História e Novas Mídias4. Mais do que discutir as relações entre as novas tecnologias e a disciplina histórica, Digital History é um manual básico para divulgar este novo campo de produções. É um manual que tem como premissa a defesa, sem ponderações, do uso das novas tecnologias no fazer historiográfico. Daí que questões de ordem técnica são temas de alguns capítulos que procuram ensinar como desenvolver um projeto de história digital.

Mais interessante, que este passo-a-passo na construção de um site, é o panomara empreendido pelos autores dos tipos de projetos disponíveis. Além de fornecer uma série de links para os principais projetos da web norteamericana, os autores afirmam que os sites de amadores estão entre os mais consultados. Quem chegou primeiro na web foram os amadores , depois alguns centros universitários e as instituições de memória como museus, bibliotecas e associações profissionais. Não se pode negar o mérito de selecionar este amplo inventário com todos os sites listados em notas que funcionam como hyperlinks, mas a obra deixa um pouco a desejar no aprofundamento da análise deste material. Ou melhor, a defesa quase militante do uso das novas tecnologias leva a um discurso esvaziado de ambigüidades ou problemas5. Talvez o exagero esteja no fato de haver poucas menções aos novos problemas, apresentando-se as tecnologias sempre positivamente. Como não é possível pensar sobre estes imbricamentos contemporâneos sem discutir um rol maior de questões, deixamos a nossa ressalva a esta obra neste ponto. É justo porém lembrar que os projetos desenvolvidos pelo Centro de História e Novas Mídias constituem um rico material e foram fundamentais para a elaboração destas notas. Talvez a ênfase, que ora nos parece exagerada, possa ser compreendida a partir deste momento histórico de busca por espaços acadêmicos e sociais. Mas, vale dizer que este discurso não é exclusividade dos historiadores norteamericanos.

Em 1990, quando o computador ainda era um objeto restrito aos meios acadêmicos, e mais comuns nos departamentos das ciências exatas, os pesquisadores holandeses Onno Boonstra, Leen Breure e Peter Doorn fizeram a seguinte afirmação: The historian who refuses to use a computer as being unnecessary, ignores vast areas of historical research and will not be taken serious anymore’ (1990:01). É uma afirmação exagerada e polêmica até para os dias atuais, mas nos dá a dimensão da importância que estes artefatos passariam a ter no cotidiano de pesquisas e as disputas que se desenrolariam em torno da utilização dos mesmos.

Em estudo recente os autores traçaram um panorama da utilização do computador pelos historiadores e apresentaram um diagnóstico por eles classificado de “decepcionante”.Muito embora já exista uma gama de estudos enquadrados no campo denominado history and computing, os autores do estudo defendem a criação de uma nova área transdisciplinar denominada historical information science . Postula-se a necessidade de uma abordagem específica para criação de design, ferramentas e softwares para utilização historiográfica; ou seja, uma ciência da informação histórica.Não cabe aqui discutir a viabilidade, ou mesmo a necessidade, desta ciência da informação, mas importa perceber algumas dimensões desta proposta. De fato, projetos de acervos digitais ou de criação de narrativas historiográficas multimídias demandam um arsenal de técnicas que muitas vezes não fazem parte da formação tradicional do historiador. E, muito embora, ao longo dos últimos anos os softwares para a criação de websites tenham se tornado de uso mais simplificado, não se pode afirmar que estes conhecimentos são acessíveis a toda comunidade de historiadores. E, mais que isso, não se trata apenas de saber utilizar uma determinada ferramenta, mas saber conduzir esteticamente um determinado projeto. Se no campo da escrita historiográfica há um amplo debate sobre estilos e termos utilizados, como esta sofisticação poderia migrar para este novo campo onde o aspecto visual é tão relevante? Como os historiadores, profissionais do texto por excelência, poderiam trilhar este novo território?

A proposta de David Staley, em seu polêmico livro Computers, vizualization and History – how new technology will transform our understanding of the past (2003), é que o historiador deve trabalhar em equipe e desempenhar o papel de conceber uma determinada proposta de narração historiográfica digital. Explicando melhor, Staley compara o historiador ao arquiteto e ao diretor de cinema; ou seja, o seu papel não seria o de construir os edifícios ou fazer os cenários, mas sim conceber as linhas mestras dos projetos. A proposta é bastante tentadora, mas o problema é que no caso de apresentações visuais na web não se pode esquecer que o conteúdo está também na concepção estética. Por isso fica difícil imaginar que o historiador ao se lançar neste novo campo possa prescindir de uma formação básica de leitura e produção de imagens.

Mais do que apontar a viabilidade desta proposta, interessa-nos pensar sobre uma idéia que perpassa a argumentação de Staley: a defesa de que a expressão imagética pode revolucionar as práticas disciplinares da História. Para o autor, as imagens não constituem elementos ilustrativos que tornam mais atraentes livros, ensaios e páginas na internet. As vizualizações são recursos que podem até ser mais eficazes do que a prosa historiográfica. A riqueza de propostas de visualizações presentes em seu estudo, de gráficos até complexos ambientes tridimensionais, tornam relevante a voz de Staley neste debate. Experimentos contemporâneos, como por exemplo a utilização do Google Earth pelo Museu do Holocausto para mapeamento dos recentes conflitos em Dafur, e a composição de uma narrativa testemunhais sobre essas histórias traumáticas online, nos mostram a plausibilidade da análise de Staley6.

Se a imagem está em foco em alguns experimentos, o som é o elemento principal em um interessante experimento historiográfico realizado por Alessandro Portelli e Charles Hardy. O ensaio sonoro (“essay-in-sound”) proposto pelos pesquisadores foi pensado como experimento a ser publicado em meio digital, o Journal for Multimedia History, sobre as pesquisas com a cultura oral da pequena comunidade de Harlam County, em Kentuchy (EUA). O experimento foi desenvolvido a partir de um esforço conjunto que reuniu conhecimentos distintos dos pesquisadores7. Cada parte do ensaio compõe-se dos seguintes elementos: músicas,entrevistas, ruídos e comentários dos autores. Numa reflexão sobre este empreendimento, Portelli afirma que trata-se de um texto onde os documentos estão incluídos ao mesmo tempo em que “uma interpretação é oferecida e não imposta (...) buscando uma nova forma de apresentação acadêmica além dos limites da mídia impressa” (Porteli, http://www.albany.edu/jmmh).

Um recurso que pode nos fazer entender melhor a especificidade do formato experimentado é a utilização de dois canais de som. Pesquisas recentes comprovam que o sentido da audição permite a escuta e compreensão de dois canais de áudio simultaneamente. Os autores fizeram uso deste recurso em várias situações. Em alguns momentos, apenas para compor um cenário, colocando em outro canal um pano de fundo musical ou de ruídos locais (chuva, animais...). Outras vezes, o recurso é utilizado para possibilitar a citação de outros trechos das entrevistas que estão sendo mencionados. E, ainda, há um terceiro modo, quando os autores entremeiam as vozes dos entrevistados com suas reflexões teórico-metodológicas sobre aquele momento da entrevista. A possibilidade de disponibilizar em um canal de som uma conclusão dos autores e num outro canal as entrevistas torna este ensaio realmente diferente de um texto acadêmico igualmente baseado em fontes orais. Em um artigo tradicional, o máximo que é disponibilizado para o leitor são transcrições das entrevistas. Podem ficar de fora, neste caso, uma série de possibilidades interpretativas.O experimento historiográfico, em suporte digital, realizado por Portelli e Hardy nos colocam diante das possibilidades abertas pelas novas tecnologias.

***

Este sobrevôo rasante e veloz sob um território pouco mapeado nos oferece uma visão parcial da complexidade das questões em pauta. As novas tecnologias deixaram de ser apenas um tema dos livros de ficção científica e foram incorporadas ao cotidiano, porém ainda podem trazer dimensões recônditas. As imbricações aqui abordadas apontam justamente a necessidade de investigar as possíveis configurações de uma historiografia em bits. Colocou-se em foco nestas linhas alguns pontos de mudança através dos experimentos ou obras mencionados,mas cabe-nos nesta finalização lembrar das continuidades presentes numa extensa produção historiográfica em código binário. Selecionamos aqui alguns experimentos que distinguem-se pelo uso criativo da tecnologia da informação, mas circula na rede mundial de computadores uma produção historiográfica apenas transposta para mídia digital, cuja constituição básica pauta-se na era do texto. E isto, vale dizer que não é necessariamente mau ou bom. Como já se disse, a tecnologia por si só não traz qualidade historiográfica ou enriquecimento nas produções intelectuais. Pensamos, porém, ser interessante pensarmos nas possibilidades que a tecnologia oferece não apenas para acelerar procedimentos do fazer historiográfico, mas para fazer emergir outros procedimentos deste mesmo fazer. Eis o que parece ser uma vereda para reflexões e fazeres no século XXI.



Referências Bibliográficas
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1 Estas notas são desdobramentos da dissertação de mestrado, O passado em bits (2008), orientada pela Prof. Dra. Vera Dodebei e pela Prof. Dra. Marieta de Moraes Ferreira no PPGMS/ UNIRIO, e financiada pelo CNPq.

2 Doutoranda do PPGMS/UNIRIO, bolsista da Capes.

3 Cromohs é indexado pelo Historical Abstracts. Ver: http://www.cromohs.unifi.it/index.html (acessado em agosto de 2007).

4Desde 1994 o Centro para for History and New Media, da George Mason University, utiliza a mídia digital em projetos de história. http://chnm.gmu.edu/digitalhistory/ ( acessado em abril de 2009).

5 A seguinte citação esclarece o ponto a que estamos nos referindo“we hope that our larger message—that all historians can use the web to make the past more richly documented, more accessible, more diverse, more responsive to future researchers, and above all more democratic—has risen above the occasional technical details. The ubiquity of digital media in our lives—a pervasiveness that will only grow in coming years—makes this message all the more important”(COHEN e ROSENZWEIG,2005: na secção intitulada Final Thoughts do website http://chnm.gmu.edu/digitalhistory/ ( acessado em abril de 2009)

6 Disponível em: http://www.ushmm.org/maps/ (acessado em 25 de abril de 2009)

7 O projeto também teve o apoio estratégico do Departamento de História Oral da Universidade de Columbia. Sobre o desenvolvimento do projeto, ver no website o link Field Notes from Harlan County, Kentucky de Alessandro Portelli. Disponível em: http://www.albany.edu/jmmh/ (acessado em 10 de abril de de 2009). Uma secção deste estudo está incluída no anexo.


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