Natureza comunicacional da fotografia



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Natureza Comunicacional da Fotografia
Luciana Pereira dos. Santos lunacsc@directnet.com.br

ls_photographer@yahoo.com.br

Universidade Metodista de São Paulo/UMESP


2003.


Resumo


O trabalho aqui apresentado baseia-se nos dados recolhidos do projeto de dissertação de mestrado: O ENSINO DA FOTOGRAFIA NOS CURSOS DE JORNALISMO - Estudo Exploratório das Universidades Paulistas que consistiu em um estudo de análise comparativa e exploratória entre os conhecimentos sugeridos nas grades curriculares dos cursos de Comunicação Social – de graduação em Jornalismo – e, a bibliografia utilizada pelos professores de Fotografia Jornalística. Este trabalho consistiu inicialmente na apresentação e contextualização histórica da fotografia mundial e sua evolução na graduação em Comunicação Social em Jornalismo no Brasil. A partir dessa abordagem averiguou-se sobre a Fotografia como sendo um produto híbrido da arte e da técnica; a fotografia como meio; a fotografia como suporte midiático; a fotografia como suporte ao jornalismo e a Fotografia como “gênero”1 jornalístico.
Palavras-Chave: Análise - Graduação em Jornalismo – História da Fotografia - Fotografia Jornalística.

Fotografia: produto híbrido da arte e da técnica


Há quase 165 anos a Academia de Ciências da França anunciava oficialmente o nascimento da fotografia. A palavra fotografia encontra em sua genealogia duas origens. A primeira vem da Grécia, dos vocábulos gregos photos, que quer dizer luz, e de ghraphos que significa gravação. Fotografia quer dizer então: gravação pela luz. Mas existe uma segunda forma que “é de origem oriental. No Japão, que se diz sha-shin, que quer dizer reflexo da realidade” (LIMA, 1988, p.17), embora se possa notar que as duas noções não sejam excludentes.

O desejo de retratar a natureza e perpetuar a sua imagem através dos séculos, já fervilhava na mente humana desde um passado muito remoto. Com a fotografia, tornou-se possível recriar e preservar cada momento que passa. A fotografia impregnou a vida humana, de tal maneira que hoje as pessoas quase não se dão conta de sua presença.

Dir-se-á que o princípio da câmara escura já era conhecido por muito tempo. A luz que entra por um orifício minúsculo, dentro de uma caixa hermeticamente fechada e obscura, forma na parede oposta uma imagem invertida à do exterior.

A história propriamente dita da fotografia tem início somente em 1727, devido a uma descoberta no campo da fotoquímica que ainda em nossos dias continua sendo o elemento básico para a realização da fotografia. Trata-se do sal de prata.

A primeira tentativa no sentido de fazer um registro da imagem na câmara, utilizando-se da ação da luz foi de Thomaz Wedgood, que iniciou seus ensaios fotográficos um pouco antes de 1800, sensibilizando o papel exposto com nitrato de prata. Em seguida, assentava transparências de pinturas e objetos planos, deixando-os sob a ação da luz. Porém, Thomaz Wedgood não conseguiu encontrar uma maneira de extinguir a sensibilidade do papel sobre a superfície não exposta.

Já em 1822, Josepf-Nicéphore Niepce encontrou uma substância utilizada pelos gravadores para cobrir as placas de cobre antes de desenhar nestas, que servia como base para a proteção da placa, quando as linhas marcadas pelo desenhista eram corroídas pela ação de um ácido. Essa substância era chamada de betume da Judéia. Sua utilização na fotografia deu-se da seguinte forma: Niépce cobria uma placa de estanho com betume da Judéia expondo-a por várias horas, em contato direto com a luz, para em seguida limpá-la, sendo que a placa era limpa com óleo de lavanda nas porções de sombra que não haviam sido escurecidas pela luz conseguindo assim a primeira foto permanente.

O daguerrótipo foi criado por um pintor, Louis-Jacques-Mandé Daguerre, em Paris. Em uma placa de cobre, recoberta de prata, polida em um lado – prateado da placa – até que ficasse brilhante como um espelho, e quimicamente limpa Daguerre sensibilizava a placa, colocava-a invertida sobre uma caixa que continha partículas de iodo, cujos gases se combinavam com a prata, formando assim na superfície um iodeto de prata, sensível à luz.

Em seguida, colocava a placa em uma câmara. A luz que formava a imagem ótica reduzia o iodeto de prata, re-convertendo-o em prata, conforme a intensidade da luz. Mais tarde Daguerre colocava a placa exposta, na que não havia imagem visível, sobre uma caixa que continha mercúrio aquecido. Seus gases então formavam uma amálgama com a prata, e a imagem se fazia visível. Então a placa era banhada em uma solução concentrada de sal comum, o que provocava no iodeto de prata, na parte exposta, uma relativa insensibilidade a uma futura exposição à luz.

Com o surgimento do daguerrótipo, a busca impaciente pela perfeição representativa se tornou uma busca inflexível. De acordo com Machado (1984, p. 27):
(...) do daguerrótipo passamos ao calótipo e à impressão direta em papel branco; da emulsão ortocromática (sensível apenas às radiações do azul e do violeta) passamos à emulsão pancromática (sensível a todo o espectro visível); da película preta e branca às viragens e depois à representação em cores (tricotomia): da foto plana à estereoscopia e ao holograma; da foto fixa ao cinema e, depois, do cinema mudo ao sistema sonoro, do cinema plano ao cinema em três dimensões, da tela quadrada à tela aberta em “Cinemascope”, “Amplavision” e em 180 graus.
Em princípio, a fotografia é o resultado da união de dois fenômenos: um de ordem física (a câmara escura) e outro de ordem química (a característica fotossensível dos sais de prata), mas a utilização da mesma variou desde a sua descoberta.

No ano de 1841 houve um aprimoramento das chapas, que se tornaram mais sensíveis, objetivas mais luminosas, e um processamento químico mais aprimorado, tornando assim possível à fotografia o retrato. Mas permaneciam determinadas marcas: “É inevitável que os recursos e limitações da técnica deixem suas marcas na obra, independentemente da vontade dos artistas”.(Kubrusly, 1991, p. 40).

Isso ocorria devido ao longo tempo necessário a que o modelo permanecesse estático. Uma imobilidade de sacrifícios, sustentada com a ajuda de cadeiras especiais dotadas de pinças que serviam para segurar a cabeça dos modelos durante o tempo necessário de exposição.

Faltava então, somente um detalhe, importantíssimo, a ser desenvolvido: o tempo de exposição ser reduzido o suficiente para que o modelo pudesse ser fotografado em um instante de segundo, não tendo que sustentar uma pose tão artificial. A superação desse problema ocorreu em meados de 1941 com a descoberta de substâncias aceleradoras. Graças a essas novas substâncias químicas, foi diminuído o tempo de exposição da chapa e dos modelos.

Mas a utilização do termo photographia iniciou-se anteriormente à solução desse problema de tempo de exposição e sensibilidade das chapas. O termo photographia foi empregado no Brasil pela primeira vez por Florence, um francês natural de Nice. Antoine Hercule Romualdo Florence chegou ao Brasil em 1824 e foi o pioneiro nos estudos sobre a sensibilidade de determinadas substâncias químicas à luz.

Em 1830 Hercules Florence desenvolveu um processo de impressão ao qual denominou de Poligraphie. Esses estudos foram realizados por Florence no então vilarejo de São Carlos (atual cidade de Campinas) que se localizava no interior da Província de São Paulo. Mas foi em 1833, que Florence realizou a sua primeira experiência fotoquímica, baseando-se em informações de Joaquim Corrêa de Mello acerca das propriedades do nitrato de prata. Com a sua dedicação, Florence buscou e alcançou o aprimoramento da técnica fotográfica. Isso foi realizado por meio de um método simples e funcional de impressão, apropriado para um ambiente desprovido dos mínimos recursos tecnológicos como era o Brasil àquele momento.

Florence, de acordo com estudos realizados por Boris Kossoy, foi a primeira pessoa a utilizar o termo fotografia entre 1830 e 1833. A honraria da utilização do termo, até então era atribuída a Sir John Herschel, a quem a história se referiu como tendo sido o primeiro empregar a palavra, em 1839. Além de conseguir comprovar com seus estudos, que Hercules Florence utilizou o termo fotografia anos antes de Sir J. Herschel, no entendimento do autor Kossoy (1980, p. 70): “Fica, portanto, provado – a menos que se descubra que algum outro pioneiro a tivesse empregado anteriormente -, que Hercules Florence foi o primeiro a usar o termo com uma antecipação de pelo menos cinco anos em relação a Sir John Herschel”.

A evolução da fotografia e de sua técnica foi gradativa e constante no Brasil. Por volta de 1860, já existiam cerca de trinta estabelecimentos comerciais no Rio de Janeiro dedicados à fotografia.

Por volta de 1900, existiu um importante personagem na fotografia brasileira: o fotógrafo ambulante, aclamado como “lambe-lambe” que se instalou em todos os locais. Após esse movimento ambulante, que decaiu em decorrência da criação de pequenos estúdios, apareceu um outro movimento importante que teve sua origem na passagem do século: os fotoclubes2.

Entre 1840-45, todo explorador levava consigo nas viagens um profissional ou amador em fotografia, com o objetivo de registrar os resultados das explorações e descobertas. Outros percorriam regiões distantes e fotografavam tudo o que pudesse interessar às pessoas que, do outro lado do mundo, estavam ávidas por novos conhecimentos e imagens. Os esforços desses fotógrafos valiam a pena, pois quando retornavam vendiam às dúzias as suas fotografias em formato de álbuns. As mesmas eram ampliadas em grandes tamanhos e que para o público continham milhares de novidades e sonhos.

Por este pequeno levantamento, nota-se que a fotografia realmente foi, e ainda é, um produto híbrido da arte e das técnicas que foram desenvolvidas por pesquisadores e cientistas de distintas áreas do conhecimento. Desde seu aparecimento, a fotografia tem revolucionado, mostrando em suas imagens fixadas em papel, cenas profissionais ou coloquiais do ambiente urbano, das pessoas, de diferentes paisagens e culturas por meio de documentários.
A fotografia como meio

Qualificar algo como um meio de comunicação é classificá-lo como um veículo para a transmissão de uma determinada mensagem. Esse veículo na comunicação social pode ser definido como um meio de comunicação. De acordo com BERLO (1999, p. 66): “Nós, mais tipicamente, olhamos para os meios públicos de comunicação como veículos de mensagens: rádio, telefone, telégrafo, jornais, filmes, revistas, o palco, as tribunas públicas, etc.”.

Nas pesquisas desenvolvidas, comumente estudam-se os meios públicos de comunicação. Baseado nessas pesquisas pode-se afirmar que a fotografia é um meio de comunicação público, pois se trata de um veículo transmissor de mensagens habitualmente utilizado.

O estudo desses veículos, enquanto meios de comunicação, tornam-se parte integrante das análises e pesquisas efetuadas com relação aos sistemas de comunicação atuais. Esses estudos caracterizam-se por um nome propício: midiologia. Sendo assim, a midiologia pode ser descrita como um estudo das mediações pelas quais uma idéia, uma mensagem, se torna uma força material3, possuindo assim uma significação própria.

Essa força material envolve-se de características próprias, sendo necessário assim o desígnio de como são caracterizados a mensagem e o canal – veículo transmissor. Segundo BERLO (1999, p. 65):


Suponhamos que nós dois queiramos conversar. Para fazê-lo, precisamos dispor ambos de aparelhos codificador e decodificador que nos permitam traduzir impulsos elétricos (nervosos) internos em alguma mensagem física externa. Eu preciso ser capaz de falar; você precisa ser capaz de ouvir.
Ou seja, para que uma fotografia funcione como um canal/veículo, esta precisa necessariamente dispor das analogias citadas. A mensagem produzida pelo codificador necessita chegar até ao decodificador através de algum meio/veículo, seja este visual, sonoro ou olfativo.

A fotografia como meio/veículo envolve três etapas para sua distinção. São elas:

1ª - As maneiras de codificar e decodificar mensagens, que com relação à fotografia: seriam as imagens visuais utilizadas para compor a mesma com o auxílio da luz e da reação química;

2ª - O meio/veículo da mensagem: a fotografia em questão revelada quimicamente e,

3ª - O transportador do veículo: o papel fotográfico.

Com relação à mensagem produzida pela fotografia, esta se torna uma força material, pois utiliza a analogia entre o codificador e decodificador, sendo que a grande maioria das pessoas é possuidora de tal mecanismo: o visual.

Nota-se que enquanto o público-alvo visualiza a fotografia, a luz penetra em seus olhos e excita os nervos ópticos responsáveis pela visão. Ao tirar uma fotografia, a luz entra pelo orifício do maquinário fotográfico – denominado diafragma – e imprime formas na camada química da prata que reveste o filme. De certa forma, resumidamente, os olhos e a câmara trabalham de maneira semelhante, mas deve-se tornar claro que existe uma grande diferença entre visualizar o objeto e tirar uma fotografia do mesmo.

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Caputto, Robert. Lions. National Geographic.
ma pessoa é capaz de observar o mesmo que outra (sem distinções de credo, cor, sexo, etc.) em uma fotografia. A visão necessita de claridade (iluminação ambiente ou artificial) e de algo que projete uma imagem (algo fotografado e revelado em químicos), para que ocorra a visualização da mesma4.

Finalmente, caracteriza-se como veículo: a fotografia como um todo. Pois esta é possuidora de todas as etapas acima citadas e também de analogias entre o codificador e o decodificador.

Sendo essa questão da relação fotografia, meios e as mensagens clara e objetiva, classificam-se então as fotografias, em si, como formas de expressão informativa, sejam elas coloquiais ou de outras formas, como as utilizadas em mídias informativas.

Há nessas fotografias acima citadas algo mais que simples reproduções. As fotografias tornam-se meio, pois:


As câmeras são aparelhos que constroem suas próprias configurações simbólicas, de outra forma bem diferenciada dos objetos e seres que povoam o mundo; mais exatamente, elas fabricam “simulacros”, figuras autônomas que significam as coisas mais que as reproduzem. (Machado, 1984, p. 11).
Sendo assim, as câmaras reproduzem não somente aquilo que é fotografado, mas identidades, impressões que estabelecem representações, uma construção nada indiferente perante a formação de bases de significação. Essa base de significação, de acordo com o autor MACHADO (1984, p.11) seria:

(...) uma vez que a imagem processada tecnicamente se impõe como entidade ‘objetiva’ e ‘transparente’, ela parece dispensar o receptor do esforço da decodificação e do deciframento, fazendo passar por ‘natural’ e ‘universal’ o que não passa de uma construção particular e convencional.


Essas construções particulares e convencionais passam-se por universais, pois são caracterizadas como mensagens que possuem um meio próprio para alardear-se. As fotografias tornam-se uma mensagem de fácil interpretação, pois o veículo aqui caracterizado seria a própria fotografia (a imagem processada tecnicamente) e a mensagem: a imagem fixada (de acordo com figura acima).

Segundo FLUSSER (1985, p. 28-29) “A diferença fundamental entre os instrumentos e aparelhos é que, enquanto os primeiros trabalham, os segundos não trabalham”. Ou seja, os fotógrafos utilizam-se das máquinas fotográficas (corpo5, lentes e objetivas) com a função de criar, produzir símbolos e significações para o meio/veículo fotografia.

Essa é uma transfiguração muito utilizada por fotógrafos publicitários que se utilizam dessa técnica de modificar e alterar o objeto fotografado para acentuar-lhe o relevo e assim por diante, no intuito de transfigurá-lo e aumentar assim o poder de convicção de sua imagem.

As leituras e interpretações dessas imagens tecnicamente processadas, ou seja, desses signos devem ser levadas em consideração com muita cautela devido à importância e utilização como meio e principalmente, devido aos desígnios que estas têm com relação ao entendimento de uma mensagem/imagem.

Para GUTIÉRREZ ESPADA (1980, p. 33): “La imagen es, ante todo, un signo, entendiendo signo, en su concepto más amplio, como todo elemento que representa a la cosa.”

Sendo a fotografia um veículo impregnado de signos, esta tem uma importância fundamental como canal/veículo, pois nada mais é que um signo – uma imagem processada tecnicamente – que pode ser interpretado e visualizado por milhões de pessoas. Essas identificações, análises efetuadas, só apresentam com maior acepção a importância que a fotografia midiática tem em nossa cultura.



A fotografia como suporte midiático


Dentre os campos técnicos e de estudo, os que mais utilizaram o relacionamento que se institui entre a imagem e a linguagem que a fotografia é capaz de transmitir foram os meios de comunicação de massa6.

As fotografias são utilizadas como suporte midiático nos meios de comunicação de massa de diversas formas e são apresentadas ao público de diferentes maneiras, como ornamentos, ilustrações, cartazes, fotografias em jornais, fotografias publicitárias, montagens, fotonovelas, além do cinema.


O jovem deve avaliar, com sua própria prática, a fotografia tal qual é usada em quantidades astronômicas nos Meios de Comunicação Sociais tais como imprensa, revistas, fotonovelas, publicidade, documentos sociais, etc. (Gutiérrez pérez, 1978, p. 87).
Percebe-se pela frase acima a dimensão e a importância da fotografia como suporte na mídia, ou seja, sua grande utilização nos meios de comunicação de massa em decorrência da fácil identificação desse signo e sua mensagem.

A fotografia pode ser considerada um suporte para o meio de comunicação visual, utilizada por vários meios de comunicação de massa, sendo estes impressos e/ou audiovisuais.

A aplicação da fotografia tornou-se parte integrante nas publicações, como ilustração dos mais diferentes assuntos/temas, inclusive faz-se notar a sua utilização nos primeiros “reclames” publicitários.

De acordo com o autor KOSSOY (1980b, p. 99):


Aspectos da vida rural, o início do processo de industrialização e as transformações das cidades, os “destaques” da vida social, os acontecimentos esportivos: o football, como se escrevia então, e os torneios de regata, os picnics dominicais, as visitas de políticos de outros paises, os retratos cuidadosamente retocados dos políticos locais, os retratos das jovens donzelas da “melhor sociedade da época”, seriam dentre muitos outros temas fotografados e intensamente inseridos nas primeiras revistas ilustradas que surgiam em número crescente, com a: Revista da Semana (1900), Ilustração Brasileira (1901), Kosmos (1904), entre outros.
Após o período de aperfeiçoamento das técnicas, a fotografia tornou-se um suporte muito utilizado em revistas e jornais para a identificação e desvendamento de mensagens, além de exercer um tipo de motivação para a compreensão das mensagens. A partir disso, tornou-se parte fundamental das publicações e, na atualidade, está presente em todos os modernos meios de comunicação, como a internet, o jornal, a propaganda impressa, cinema, além de auxílio na realização de pesquisas, documentação social, documentação científica, entre outros.

Dentre as mídias citadas, os estudos sobre a fotografia midiática caracterizaram-se principalmente com relação à fotografia utilizada como signos icônicos no jornalismo, no cinema, na videografia e na propaganda impressa.

A interpretação ou “leitura” desses signos é necessária para o entendimento da mensagem, a fotografia utilizada como suporte facilita a interpretação dos mesmos. As fotografias são detentoras de significados, ou seja, tornam-se mensageiras de identidades ideológicas e auxiliam na construção das mensagens nas quais aparecem.

Uma mensagem deve conter um código lingüístico capaz de ser compreendido por todos os indivíduos do grupo social ao qual é destinado. A linguagem fotográfica – icônica – utilizada nos meios de comunicação de massa em questão (jornalismo, cinema, videografia e propaganda impressa) em nossa sociedade atual deve ser considerada privilegiada, pois se caracteriza de tal forma permitindo que os indivíduos de um grupo social comuniquem-se por meio de seus respectivos códigos lingüísticos. Logo as mensagens utilizadas pelos meios de comunicação de massa devem ser dispostas de tal forma que o conteúdo da mensagem possa ser recebido por uma maior quantidade de indivíduos.

Considerando que os meios de comunicação de massa criam um determinado ambiente, no qual o indivíduo tende a se sentir pertencente a uma cultura, os meios também, contribuem para colocar o indivíduo em seu papel na sociedade. Os meios utilizam-se da despersonalização de uma mensagem para efetuar uma uniformização da mesma, procurando tornar uma mensagem possível de ser destinada a uma enorme quantidade de “alvos”.7

Assim, determinados códigos sociais, como determinadas formas de arte, modos de expressão, são codificadas e imobilizadas pelos meios de comunicação de massas, pois são configurados de uma maneira relativamente rápida para que haja uma veloz aceitação pelos aclamados “alvos” e assim funciona também com as fotografias utilizadas pelos mesmos.

Pode-se afirmar que a fotografia utilizada nos meios de comunicação de massas também é um suporte, pois ela é considerada analógica ao seu objeto real, já que não se utiliza a fotografia de um objeto para transparecer algum outro. Mas também não é um retrato fiel da aparência do real por completo, pois não se veicula apenas uma mensagem referencial. Em sua preparação há uma carga muito grande de conotações, sendo estas múltiplas e complexas.

A imagem do objeto não é o objeto em si, não pode ser e não deve ser confundida com o próprio, pois a fotografia de algo real se constitui em um outro algo. Essa transformação do objeto em um outro vem sendo muito empregado. Os meios de comunicação de massas utilizam-se dessas grandes quantidades de cargas conotativas para obter um maior sustentáculo para as mensagens veiculadas.

Uma das principais utilizações da fotografia como suporte e complementação encontra-se na imprensa – nos jornais e em algumas mensagens publicitárias. O texto se faz acompanhar de algumas imagens e vice-versa. As fotografias se tornam acompanhantes de “caixas” de textos na tentativa de tornar a notícia ou a peça publicitária mais provocativa, explicativa, ou mesmo aparecem como pura ilustração.

Na verdade, neste caso, texto e imagem não são excludentes, são mistas. A quantidade de fotos no Jornalismo impresso atual que acompanham os textos não possuem informações suficientes para torna-los excludentes, apenas complementam-se.

A fotografia como suporte ao jornalismo

Ao final do século XIX estava claro para os pioneiros cientistas sociais, que os chamados novos veículos de comunicação de massa – livros, jornais e revistas – estavam trazendo grandes e importantes mudanças para a condição social e humana da sociedade. Após tantos movimentos e modificações, surge a massificação da imagem fotográfica por via impressa.

A primeira indústria de jornais ilustrada detém uma grande difusão no período entre guerras. Conforme GUTIÉRREZ ESPADA (1980, p.73) “evidentemente, la fotografía a través de la prensa adquiría una nueva dimensión, pues abandona la difusión limitada y particularizada para ser recepcionada por un amplio público”. A aceitação da imprensa de massa no cotidiano da sociedade, o ritmo da comunicação humana tornou-se cada vez mais intenso. Tornando-se assim, o primeiro e um importante veículo de comunicação a utilizar-se da fotografia de informação social, que está muito vinculada, até as datas atuais, ao fotojornalismo.

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Fórmula 1
Barrichello vence GP da Europa.
ma dimensão da utilização da fotografia no jornalismo iniciou-se com a arrasadora utilização de desenhos, ilustrações e fotos pela aclamada “imprensa amarela” ou “jornalismo amarelo”.8 Estes utilizavam diversos artifícios para chamar a atenção do público leitor, abusando de ilustrações, sensacionalismo, desenhos e todos os tipos de estratagemas para seduzir o leitor. Dentre esses artifícios estava a fotografia, que a partir desse período tornava-se parte constituinte e fundamental da imprensa.

Nota-se assim que o jornalismo utiliza-se do suporte dado pela fotografia visando a compreensão e a ilustração de textos desde do advento da fotografia na mídia jornal.

O jornalismo fotográfico abriu uma nova era na comunicação humana, com a utilização da fotografia em reproduções massivas, com a possibilidade de familiarizar rostos e personagens. De acordo com SCHMITT (2000, p.209):
A partir daí surgirão outras tecnologias ligadas à câmara – cinema, televisão, vídeo – e nossos olhos, que vêem diariamente uma infinidade de imagens criadas pela câmara obscura, irão lentamente se acostumando a esse padrão “realista e objetivo” de imagem.
A fotografia evoluiu de seu papel primitivo, apenas de ilustração dos jornais a um dos principais suportes de mensagens utilizadas pela imprensa. Uma de suas principais características é a de possibilitar clareza ao texto, auxiliando no entendimento do assunto publicado, com características predominantemente informativas.

O


Reuters, Agência. World Trade Center.

Folha On Line
jornalismo não utiliza uma simples foto, esta deve conter um sujeito, uma circunstância e um ambiente, para que o leitor possa visualizar de tal forma as características do assunto tratado, podendo o leitor – público-alvo – ter uma mentalização pormenorizada de local, cidade, país e tempo no sentido de época-situação social, política e cultural na mensagem disposta. Ou seja, é necessário que a fotografia jornalística traduza em sua linguagem o ocorrido de forma clara e indiscutível, localizando assim o fato, o evento ou o episódio dentro do seu espaço e da sua época.

No caso do jornalismo, o texto e a fotografia – imagem – não são excludentes. Para que a fotografia jornalística seja excludente do texto em uma publicação é necessário que a fotografia esteja muito bem definida em sua linguagem e enquadramento (conforme se verifica na figura ao lado). A definição, quer sejam dos locais, época, pessoas e ambientes, teria que ser perfeita e com um aperfeiçoamento ainda não disponível. Ou seja, absolutamente tudo o que compõe a fotografia publicada necessitaria mesclar uma grande quantidade de informações – com a mais absoluta clareza – para que o leitor possa “vivenciar” e entender toda a notícia.

Com relação à fotografia jornalística utilizada na imprensa atual, sua mensagem e técnica não são tão complexamente aperfeiçoadas para que isso possa ser realizado. Sendo assim, coerentemente: texto e fotos não podem ser excludentes.

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Reuters, Agência.

Míssil Tomahawk.



Folha On Line
ara a imprensa, a única maneira de um jornal tornar-se tão atraente quanto a televisão, é abusar do uso de imagens, pois a passagem de uma informação para seu público ficará mais objetiva e intensa, se além da utilização da quantidade de texto, se fizer uso de uma imagem, desenho ou uma fotografia. Para LIMA (1998, p.129) “a imprensa generalizou a escrita como a forma mais corrente de comunicação e expressão; o seu desenvolvimento incorporou sucessivamente o desenho, a gravura e a fotografia”.

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Míssil Tomahawk é lançado do navio USS Philippine Sea contra o Afeganistão no dia 7 de outubro, iniciando a campanha militar contra o terrorismo.
a imprensa, as fotografias que são utilizadas encontram-se em complementação com os textos, pois qualquer notícia portadora de uma fotografia ou ilustração caracteriza-se como mais atrativa do que um simples texto sem imagem. Existem também, fotos jornalísticas que mantém uma relação fotografia-texto, que são complementares, suas informações unem-se e completam-se: a fotografia como “gênero”9.
Fotografia como “gênero”10 jornalístico

Determinadas fotografias jornalísticas são particularmente privilegiadas porque se fixam na imaginação do público leitor, com um enorme poder de persuasão. São consideradas fotografias que induzem o leitor a viver a notícia.

Um dos estudos efetuados pelo autor Marques de Melo (1972, p.143), afirma a importância do estudo da fotografia como gênero ao jornalismo:


Considerando a importância da imagem nas revistas semanais, julgamos significativo um estudo especial das fotografias que ilustram as mensagens de informação jornalística. Trata-se, portanto, de uma análise de conteúdo de fotografias como recursos fundamentais do jornalismo interpretativo.
O autor utiliza-se do termo interpretativo, pois certamente em alguns momentos, determinadas fotografias são utilizadas como recursos de retenção e interpretação de mensagens, empregadas pela imprensa até a década atual.

No caso do “gênero” jornalístico, a fotografia pode aparecer e variar conforme a ênfase atribuída a um texto ou a imagem em questão. Há alguns casos, em que a fotografia utilizada nesses meios de comunicação aparece como simples ornamento ou ilustração, para iluminar ou autenticar a notícia, fazendo com que o público leitor possa verificar a autenticidade dos fatos relatados.

O
McCurry, Steve. A life revealed. National Geographic
fotojornalismo não pode ser definido apenas como “objeto de apoio”. Pois a mesma fotografia destinada à publicação nos meios de comunicação impressos, principalmente nos jornais, partilham de uma comunhão com os vários fatores fotográficos. Ou seja, há uma interligação entre os vários fatores fotográficos e o jornalismo como o retrato, a paisagem, fotografia histórica, fotografia artística, e a factual, sendo que esses fatores devem estar em comum acordo com os valores estéticos e interpretativos contidos em uma fotonotícia. Todos esses valores devem estar presentes para poder informar com facilidade e precisão.

Mas existem determinadas e importantes fotografias jornalísticas que vão além da simples ornamentação ou complementação. Estas exploram de tal forma as imagens que são detentoras, fazendo-se passar por uma fonte primária de informação11, utilizando-se do texto somente para a “chamada”, o convite à leitura12.

Para PAUL ALMASY (apud LIMA, 1988, p.17-18) a explicação de tamanha utilização da fotografia no jornalismo é a seguinte:
A explicação espacial da cultura, da política, das relações sociais pode ser percebida. E isso é uma coisa que a fotografia capta mais e melhor do que qualquer outra fonte de informação. Dessa forma as informações que podem sair da fotografia são ilimitadas.
Nota-se nesse caso que existe além de uma complementação ou apoio, a utilização da fotografia que chega a subordinar o texto em questão.

Assim, verifica-se que existem casos em que o texto simplesmente se subordina à fotografia, dando à notícia/matéria uma explicação que sem a utilização da fotografia, talvez não fosse veiculada com tal clareza.

Os meios de comunicação de massa, principalmente aos jornais, utilizaram-se no passado da fotografia como simples ornamento, passaram para a ilustração e hoje, a fotografia é utilizada pelo jornalismo como um produto universal de linguagem simbólica. Ou seja, na atualidade, a fotografia passou a ser utilizada pela grande maioria dos jornais como um produto de signos visuais, com uma finalidade utilitária: tendo como destino o consumo pelas “massas”.


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1 A utilização da palavra “gênero” tem grandes proporções significativas, tomando nota desses significados, a autora não utiliza a palavra como: maneira, modo, estilo ou tipo, mas refere-se a “gênero” como: qualquer agrupamento de indivíduos, objetos, fatos, idéias, que tenham caracteres comuns (mensagens interpretativas); espécie, classe, casta, variedade, ordem, qualidade e uma classe ou natureza do assunto abordado por um artista.

2 Com o fotoclubismo nasce a fotografia artística que consistia no seguinte: cada foto possuía uma característica própria, sem a necessidade de uma representação da realidade.


3 Grifo da autora.

4 Geralmente nesses casos, utiliza-se o papel fotográfico para transportar tal imagem, nesse exemplo cita-se a figura das “Leoas - Caputto, Robert. Lions. National Geographic” - a qual pode ser visualizada ao lado do texto.

5 Grifo da autora, pois a palavra em questão refere-se ao maquinário sem as lentes e objetivas específicas para seu funcionamento, não cabendo citar nomes de marcas específicos de tais instrumentos.

6 Não desconsiderando nessa forma de estudo, com relação aos meios de comunicação de massa, sua condição de sistema organizado com dinâmica e características próprias.


7 Entendendo-se por “alvo” o destinatário coletivo, pensado e definido segundo certos critérios.

8 O nome “jornalismo amarelo” apresenta-se devido à utilização de um desenho primitivo chamado de “Garoto Amarelo” em um desses jornais da década de 1890, de onde derivou o nome “jornalismo amarelo” para a imprensa da época.

9 Faz-se notar ao lado do texto, na figura do “Míssil Tomahawk”, este “gênero”.

10 A utilização da palavra “gênero” tem grandes proporções significativas, tomando nota desses significados, a autora não utiliza a palavra como: maneira, modo, estilo ou tipo, mas refere-se a “gênero” como: qualquer agrupamento de indivíduos, objetos, fatos, idéias, que tenham caracteres comuns (mensagens interpretativas); espécie, classe, casta, variedade, ordem, qualidade e uma classe ou natureza do assunto abordado por um artista.

11 Analisando as demais figuras apresentadas, a mesma que se apresenta ao lado do texto pode ser considerada uma fonte primária de informações.

12 Grifo da autora.







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