Normas Para a Formatação das Dissertações de Mestrado e Teses de Doutoramento



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Manual para o uso da Norma portuguesa de descrição bibliográfica (NP 405) para a apresentação de Referências Bibliográficas e citações1



Introdução

A maior parte dos campos científicos possuem normas específicas para a apresentação de referências bibliográficas e, mesmo dentro de uma mesma área ou disciplina, é vulgar encontrarmos instituições académicas e publicações periódicas que exigem diferentes estilos de apresentação de bibliografias e citações aos investigadores e autores que nelas desejem publicar. A nível geral, existe uma Norma Internacional (ISO 690)2, publicada pela International Organization for Standardization, aplicável às referências bibliográficas a documentos impressos e a material não livro, tendo recentemente sido elaborada uma norma específica para as publicações eletrónicas (ISO 690-2)3. Esta Norma Internacional encontra correspondência na harmonização feita pelos diversos países, sendo normal a criação de Normas nacionais, que são adotadas por várias instituições académicas, bibliotecas e publicações periódicas nacionais. Em Portugal, vigora a Norma Portuguesa sobre referências bibliográficas (NP 405), mas a sua utilização não é obrigatória, existindo muitas Universidades e áreas científicas que optam pelo uso de normas específicas. A NP 405 encontra-se dividida em quatro partes:

- NP 405-1 – aplicável a documentos impressos publicados, tais como monografias (livros) e publicações periódicas (jornais e revistas);

- NP 405-2 – aplicável a materiais não-livro, tais como documentos icónicos, visuais, sonoros e audiovisuais, bem como objetos;

- NP 405-3 – aplicável a documentos não publicados, tais como teses, regulamentos, trabalhos académicos, relatórios, etc.;

- NP 405-4 – Aplicável a documentos eletrónicos.




  1. Orientações gerais:

    1. Numa referência bibliográfica, os elementos primários são normalmente os mesmos, para todos os tipos de documentação e para todos os estilos de citação, embora a ordem pela qual são apresentados e a pontuação entre eles possa variar conforme o estilo adotado. Estes elementos incluem:

      1. nome do autor,

      2. data da publicação,

      3. título,

      4. nº da edição,

      5. editora,

      6. local da publicação,

      7. volume,

      8. páginas da obra ou páginas relativas à publicação referenciada.




    1. Em qualquer referência bibliográfica, o nome do autor deve vir indicado em forma invertida (APELIDO, Nome), sendo o apelido escrito em maiúsculas (último apelido, na generalidade dos casos; primeiro apelido e seguintes quando se trate de autores de língua espanhola, caso especial em que o apelido principal, da linha paterna, é o primeiro);

    2. Quando a autoria for da responsabilidade de até três autores, todos serão referenciados no cabeçalho da referência;

    3. Quando a autoria for da responsabilidade de quatro ou mais autores, indica-se apenas o nome do primeiro, seguido da abreviatura et al. (et alli, e outros) entre parêntesis retos [et al.];

    4. No caso de obras coletivas com indicação do nome do editor literário, compilador, organizador ou diretor, deve indicar-se o nome do editor ou compilador, seguido da expressão adequada: ed. ou eds, org., ou dir., conforme o caso. Tratando-se de mais de três responsáveis intelectuais pelo conjunto da obra, aplica-se o caso referido na alínea anterior;

    5. As responsabilidades secundárias (prefaciador, ilustrador, etc.) só são incluídas quando a sua menção se revestir de particular importância;

    6. No caso de obras traduzidas, e quando a figura do tradutor se afigurar de particular importância (nos casos em que a tradução se apresenta como uma recriação), aplica-se a mesma regra das alíneas b) e c). O tradutor deve ser indicado a seguir ao título da obra;

    7. A menção de edição só é obrigatória a partir da 1.ª edição (2.ª, 3.ª, etc.);

    8. O título da obra deve ser sempre destacado, preferencialmente em itálico. No caso de capítulos de monografias, comunicações a conferências ou artigos de publicações periódicas, o título a destacar é o da publicação-fonte (monografia, ata, revista ou jornal), e não o do capítulo, texto ou artigo em si;

    9. O elemento “data” deve ser sempre indicado, mesmo nos casos em que a publicação não apresenta uma data de edição clara. No caso das obras sem data expressa, deve indicar-se a data mais aproximada: por ex. 199-, para uma obra que sabemos ter sido editada na década de 90 do século XX, embora sem conhecermos o ano exato;

    10. Nos casos em que não vem expressa a data de publicação, mas aparece uma outra data, como a de copyright, Depósito Legal (D.L.), ou impressão deve ser indicada a data que vier expressa, pela ordem citada (i.é., preferindo-se o copyright em primeiro lugar, e só depois o D.L. e a impressão), no caso de aparecerem as três informações; nestes casos, a data deve ser precedida da especificação adequada (cop., D.L., imp.);

    11. A designação da editora não precisa de ser precedida pelo qualificativo (por ex., Presença, em vez de Editorial Presença). Quando o nome da editora for seguido da designação comercial (S.A., Lda., etc.), esta tão pouco deve ser incluída;

    12. Nos casos em que o local de edição e/ou a editora não vierem mencionados na publicação, utilizam-se as seguintes expressões, colocadas no local apropriado:

      1. [s.l.] – sem local de edição;

      2. [s.n.] – sem nome de editor.

    13. De acordo com a NP 405, deve-se indicar, sempre que possível, no final da referência, o ISBN (International Standard Bibliographic Number), para as monografias, ou o ISSN (International Standard Serial Number), para as publicações periódicas; quando este número não aparece no documento (caso de quase todas as obras publicadas antes de 1990), não é necessário fazer qualquer referência.

2. Orientações específicas
2.1. MONOGRAFIAS (LIVROS)
Ordem dos elementos e pontuação:
Autor - Título: complemento de título. Responsabilidade secundária. Edição.

Local: editor, data. ISBN.


Exemplos:
Com um autor:
CHARTIER, Roger – A ordem dos livros. Trad. Leonor Graça. 2ª ed. Lisboa: Veja, 1997. ISBN 972-699-537-X.
Com dois autores:

ACCART, Jean-Philippe ; RÉTHY, Marie-Pierre – Le métier de documentaliste. Paris: Electre – Éditions du Cercle de la Librairie, 1999. ISBN 2-7654-0744-4.


Com quatro ou mais autores:
REIS, Elisabeth [et al.] – Estatística aplicada. 4ª ed. revista. Lisboa: Sílabo,

2001. ISBN 972-618-256-5.


Obra sem autor identificado:
MY BOOK of english exercises. Londres: Bowker, 1989. ISBN 982-3322-222-2.
Autor/instituição:
PORTUGAL. Direcção-Geral da Saúde - Plano nacional de luta contra a dor.

Lisboa: DGS, 2002.


PORTUGAL. Instituto Nacional do Ambiente - Regulamento geral sobre o

ruído. Lisboa: Instituto Nacional do Ambiente, 1988.
Dicionário ou enciclopédia sem autor expresso:
DICIONÁRIO de inglês-português. 3.ª ed. Porto: Porto Editora, 2003. ISBN 972-

0-05020-9.




Dicionário ou enciclopédia com autor expresso:
GISPERT, Carlos, dir. – Enciclopédia da psicologia. Lisboa: Liarte, 1999.
MARTÍNEZ ALMOYNA, Júlio - Dicionário de espanhol-português. Porto:

Porto Editora, 2001.



Lembrete: quando se trate de autores espanhóis, a entrada faz-se logo a partir do primeiro apelido, entrando todos os outros em seguida.
Obras em volumes (se consultámos apenas um volume):
GISPERT, Carlos, dir. - Enciclopédia da Psicologia. 2ª ed. Lisboa: Liarte,

1999. Vol. 3.


Conferências/Congressos/Jornadas
ENCONTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS DA DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO, 2, Vila do Conde, 27 Abr. 2006 – Informação: acesso e preservação. Vila do Conde: ESEIG, 2006.
JORNADAS DE HISTÓRIA LOCAL, Aveiro, 28 Set. 2007 – Património documental: o acesso às fontes na era digital. Aveiro: Câmara Municipal; ADERAV, 2007.
JORNADAS DE PSIQUIATRIA S. JOÃO DE DEUS, 2, Lisboa, 4-6 de Março de

1982 - Comunicações. Lisboa: Hospitalidade, 1982.


CAPÍTULOS DE LIVROS (termo técnico: contribuições em monografias)
Ordem dos elementos e pontuação:

Autor do cap. - Título do cap. In: autor do livro. Título do livro. Local: editora,

data. ISBN. Páginas (localização dentro da monografia).
Exemplo:
RUMBO ARCA, Begoña – Apoio familiar e institucional à pessoa idosa. In: REQUEJO OSORIO, Agustín; PINTO, Fernando Cabral, coord. As pessoas idosas: contexto social e intervenção educativa. Lisboa: Instituto Piaget, D.L. 2007. ISBN 972-771-782-9. p. 269-280.
ARTIGOS DE PUBLICAÇÕES EM SÉRIE (Jornais, revistas, etc.)
Ordem dos elementos e pontuação:
Autor - Título do artigo. Título da publicação em série. ISSN. Vol., n.º (data),

páginas.



Exemplos:
SIMÕES, Antero – Os poveiros de Leonardo. Póvoa de Varzim: Boletim Cultural. ISSN 0870-4589. Vol. 41 (2007), p. 67-82.
GOMES, José António – Luísa Dacosta: o amor à palavra. Solta palavra: Boletim do CRILIJ. N.º 11/12 (2007), p. 17-19.
KEIRSTEAD, Carol – Lowell looks for answers. Photogr. James Higgins and

Joan Ross. Equity and Choice. Boston: Institute for Responsive Education.

ISSN 0882-2863. Vol. 3, n.º2 (1987), p. 28-33.
COELHO, Eduardo Prado - O ponto de vista: a invasão dos pedagogos.

Expresso. (14 Fev. 1987), p. 8-9.
COMUNICAÇÕES APRESENTADAS EM CONGRESSOS
Ordem dos elementos e pontuação:
Autor - Título da comunicação. In: Congresso, n.º do congresso, local. Título

do congresso. Local de edição: editora, data. ISBN. Pág.


Exemplo:
FIOLHAIS, Carlos – Depósito Legal nas bibliotecas portuguesas. In: CONFERÊNCIA Bibliotecas para a vida: literacia, conhecimento, cidadania. Évora: Colibri; CIDEHUS-EU; Biblioteca Pública de Évora, 2005. ISBN 978-972-772-699-8. p. 115-118.

TESES, DISSERTAÇÕES E OUTRAS PROVAS ACADÉMICAS
Ordem dos elementos e pontuação:
Autor – Título da tese ou dissertação. Local de edição: nome do editor, data. Nota sobre a natureza específica do documento.
Exemplos:

PEREIRA, Pedro Daniel Gonçalves Lima Nunes – A educação para a cidadania no primeiro ano do ensino básico. Porto: Universidade Portucalense, 2007. Dissertação de Mestrado.


PEREIRA, Maria Teresa Ribeiro – Metodologia multicritério para avaliação e selecção de sistemas informáticos ao nível industrial. Braga: Universidade do Minho, 2003. Tese de Doutoramento.


DOCUMENTOS LEGISLATIVOS E JUDICIAIS
Ordem dos elementos e pontuação:
Planos, Códigos, etc.: Autor – Título. Nome do editor: local de edição, data.

Nota: o cabeçalho de autor para os documentos legislativos como Códigos Civis, Penais, etc., é PORTUGAL. Tratando-se de um documento anotado ou comentado, a entrada pode fazer-se pelo autor das anotações e comentários. Tratando-se de Planos, projetos, etc. sem autor identificado, a entrada faz-se pelo título.
Leis, despachos, portarias, resoluções, etc., publicadas em Diário da República: Título. Publicação. N.º (ano-mês-dia) págs.

Exemplos:
PORTUGAL – Código de Processo Penal. Coimbra: Almedina, 2001.
ARAÚJO, Laurentino da Silva, anot. – Código de Processo Penal: actualizado e anotado. Coimbra: Coimbra Editora, 1960.
II PLANO de Fomento (1959-1964): proposta de lei e projecto do II Plano. Lisboa: Imprensa Nacional, 1959, vol. 1.
RESOLUÇÃO do Conselho de Ministros n.º 1/2005. “D.R. I Série-B”. 1 (05-01-03) 2.
DESPACHO n.º 25/2005. “D.R. II Série”. 1 (05-01-03) 16-25.
DECRETO regulamentador regional n.º 21/2004/A. “D.R. I Série B”. 153 (04-07-01) 4020-4026.


NORMAS
Ordem dos elementos e pontuação:
Sigla e n.º da norma. Ano, Área – Título. Local da publicação: editor.
Exemplos:
NP 405 1. 1994, Informação e Documentação – Norma Portuguesa para referências bibliográficas: Documentos impressos. Lisboa: IPQ.
NP 21, 1989, Papel e cartão – Colheita de amostras para ensaios. Lisboa: IPQ.


DOCUMENTOS NÃO PUBLICADOS
Ordem dos elementos e pontuação:
Autor – Título. Data. Acessibilidade.

Nota: no caso de dos documentos não publicados deve ser indicado o local

onde podem ser consultados (Acessibilidade).


Exemplos:
MATERNIDADE ALFREDO DA COSTA. Centro de Documentação e

Informação - Guia prático da biblioteca. 1990. Acessível na Faculdade de

Medicina de Coimbra.
Circulares:
PORTUGAL. Direcção-Geral da Saúde - Circular normativa nº 2 DGCG. Diagnóstico, tratamento e controlo da hipertensão arterial. 31/03/2004.

Acessível na biblioteca da Escola Superior de Enfermagem de Leiria.


Manuscritos:
CAMINHA, Pero de Andrade – [Carta] 1586 Dez. 6, Vila Viçosa, [a] Duarte Nunes de Leão [Manuscrito]. 1586. Autogr. Acessível na Biblioteca Nacional, Lisboa, Portugal, COD. 242/3.
INQUISIÇÃO. Goa. – Regimento do Santo Ofício da Inquisição de Goa ordenado…no anno de 1778 [Manuscrito]. 1778. Acessível na Biblioteca Nacional, Lisboa, Portugal, COD. 204.

MATERIAL NÃO LIVRO
REGISTO VÍDEO (cassete, DVD)
Ordem dos elementos e pontuação:
Autor - Título. Local: distribuidor, data. Descrição física.
Nota: este tipo de documento é normalmente produto de um trabalho colectivo (produtor, realizador, argumentista, intérpretes…) e raramente tem um responsável único que possa ser considerado autor principal. Assim, o primeiro elemento da referência é quase sempre o título. No caso de filmes em que se considere importante a indicação do realizador, ou de quaisquer outros autores, esta menção é feita a seguir ao título.

Exemplos:
O RIO encantado. Lisboa: Lusomundo, 1991. 1 cassete vídeo (VHS) (140 min.).
A COR púrpura. Realização de Steven Spielberg. Roteiro: Menno Meyjes, 2003. 2 DVD (90 + 90 min.).
REGISTOS SONOROS (música, entrevistas, outros documentos sonoros)
Ordem dos elementos e pontuação:
Autor – Título. Local: editor/distribuidor, data. Descrição física.
Exemplos:
KRAVITZ, Lenny. Greatest hits. Guarulhos, SP: EMI Music, cop. 2000. 1 CD.
BRITO, Alex Rodrigues de. Alex Rodrigues de Brito: depoimento.

Entrevistador: Wagner Dias da Silva. São Paulo: WDS, 2003. 1 cassete sonora.



DOCUMENTOS ELECTRÓNICOS
Ordem dos elementos e pontuação:
Autor – Título [tipo de suporte]. Edição/versão. Local: editor, data, data de actualização. [Data de consulta]. .


Exemplos
Documento completo (e-books, bases de dados, programas):
Alexander, Janet; Tate, Marsha Ann – Evaluating Web resources [em linha]. [s.l.]: Wolfgram Memorial Library, 2001, act. 25 Jul. 2005. [Consult. 30 Dez. 2006]. Disponível na Internet: .
Carroll, Lewis – Alice’s adventures in wonderland [em linha]. Urbana, Il.: Project Gutenberg, 1997. [Consult: 12 Jan. 2006]. Disponível na Internet: .
RODRIGUES, Eloy – Implementação de um sistema integrado de gestão de

bibliotecas: a experiência da Universidade do Minho [em linha]. Braga: Universidade do Minho, 2004. [Consult. 15 Abr. 2008]. Disponível na Internet: .


COMO se transmite o VIH? Lisboa: Comissão Nacional de Luta Contra a

SIDA, 2004. [Consult. 10 Jan. 2008]. Disponível na Internet: .


Artigo de uma revista em linha:
BAILAC, Assumpta – La biblioteca pública desde la perspectiva de una administració local: la Diputació de Barcelona. BiD: Textos Universitarios de Biblioteconomia i Documentació [em linha]. 4 (2004). [Consult. 12 Maio 2008]. Disponível na Internet: .
Partes de monografias:
Carrión Gútiez, Alejandro – Las tecnologías de la información y las comunicaciones en las bibliotecas públicas españolas: nuevos usuarios y nuevos servicios. In Las bibliotecas públicas en España. Una realidad abierta [em linha]. [s.l.]: Fundación Germán Sánchez Ruipérez, 2001 [Consult: 23 Mar. 2008]. Disponível na Internet: , p. 243-79.

CD-ROM / DVD
COMISSÃO DE ACESSO AOS DOCUMENTOS ADMINISTRATIVOS –

Relatório de actividades: 2002 [CD-ROM]. Lisboa: CADA, 2003.

3. CITAÇÕES
3.1 Relações entre as referências bibliográficas e as citações.

De acordo com a NP 405, “A citação permite identificar a publicação onde foram obtidos a ideia, o excerto, etc., e indicar a sua localização exata na fonte.”

A NP 405 permite utilizar três tipos de citação; as mais comuns são:



    1. Citação em nota;

    2. Citação autor-data-localização (página), inserida entre parênteses no corpo do texto. Neste caso, nas referências bibliográficas, a data de publicação é também colocada entre parêntesis logo a seguir ao nome do autor.


EXEMPLOS


  1. Citação em nota de rodapé ou de fim:

A primeira citação deve incluir, no mínimo, o(s) nome(s) do(s) autor(es) e o título completo (sem complemento do título), tais como são dados na referência bibliográfica, seguidos, caso seja necessário, das páginas citadas. A partir da segunda citação, basta apenas indicar o autor e a página, utilizando a abreviatura “op. cit.”


Ex. 1:
Texto
“Segundo Goldstein1, como moduladores da fluidez lipídica, em particular, agentes anestésicos gerais e locais2, benzodiazepinas3, indutores da diferenciação celular4…”

Citações (em nota de rodapé ou de fim):
1. GOLDSTEIN, D. B. – The effects of drugs on membrane fluidity, p. 28.

2. SEEMAN, P. – The membrane actions of anesthetics and tranquilizers, p. 585.

3. MENNINI, T. [et. al.] – Diazepam increases membrane fluidity of rat hippocampus synaptosomes.

4. GOLDSTEIN, op. cit., p. 22.



Ex. 2:
Texto:

“Segundo Marta1, “o saque não atingiu todas as localidades do concelho” (…)”.


Nota de rodapé:
1. MARTA, Ilídio da Silva – Pinhel Falcão, p. 83

Bibliografia (Referência bibliográfica):
MARTA, Ilídio da Silva – Pinhel Falcão. 2.ª ed. Pinhel: ed. do autor, 1996.



  1. Citação autor-data-localização:




  • Autor citado, mas cujo nome não é integrado no texto:


Ex.:
Texto:
“Apesar da violência dos ataques, “o saque não atingiu todas as localidades do Concelho” (Marta, 1996, p. 26).
Bibliografia (Referência bibliográfica):
MARTA, Ilídio da Silva (1996) – Pinhel Falcão. 2.ª ed. Pinhel: ed. do autor, 1996.



  • Autor integrado no texto:

Se o nome do autor for parte integrante do texto apenas devem ser colocados entre parênteses o ano e os números das páginas.


Ex.:
Texto:
“Segundo Marta (1996, 83), o saque não atingiu todas as localidades do concelho (…)”
Bibliografia (Referência bibliográfica):
MARTA, Ilídio da Silva (1996) – Pinhel Falcão. 2.ª ed. Pinhel: ed. do autor, 1996.
3.2 Citações de obras com mais de um autor:

A citação dos elementos com mais de um autor pode abreviar-se e referir-se apenas o nome do primeiro autor seguido de “et.al.”, desde que a forma abreviada não implique uma correspondência inadequada entre a citação e a lista das referências bibliográficas.


Exemplos:

Texto:

“Relativamente aos ritmos dessa “monumentalização”, a cronologia das inscrições analisadas parece apontar para um processo relativamente tardio em algumas áreas do interior, desenrolando-se possivelmente a partir dos Flávios ou mesmo durante o reinado de Trajano” (Fernandes et.al., 2006, p. 182).”


Bibliografia (Referência bibliográfica):
FERNANDES, L. da S. [et al.] (2006) – Vicus e Castellum na Província Lusitânia: notas epigráficas e arqueológicas. Conimbriga. 45 (2006) 155-188.


3.3 Documentos do mesmo autor, com a mesma data

Se as citações e respetiva lista de referências bibliográficas contiverem vários

documentos do mesmo autor publicados no mesmo ano acrescenta-se ao de publicação uma letra (a, b, c, … etc.) na citação e na referência bibliográfica, para assegurar a correspondência entre a citação e a referência.
Ex.: Texto e Citações:
“A epigrafia conhecida mostra que “os proprietários das villae eram de origem indígena” (Perestrelo, 2003a, p. 179), o que, aliado aos vestígios de pinturas e gravuras rupestres nas áreas circundantes, permite pensar numa continuidade da ocupação daquela região desde tempos pré-históricos (Perestrelo, 2003b, p. 12).
Bibliografia (Referências bibliográficas):
PERESTRELO, M. S. G.(2003a) – A romanização na bacia do Rio Côa. Lisboa:

Ministério da Cultura – Parque Arqueológico do Vale do Côa, 2003a.

PERESTRELO, M. S. G. (2003b) – O sítio pré-histórico da Ladeira (Barracão,

Guarda). Praça Velha: 14, Guarda: Câmara Municipal da Guarda, 2003b

p. 10-20.
3.4. Citação de obras não consultadas pelo autor
Sempre que o extrato ou a obra citados não foram vistos pelo autor e a citação é feita indiretamente, por intermédio de outra fonte, devem fazer-se anteceder as citações de Apud (segundo, conforme) ou Cit. por (citado por):


Exemplo:
Texto
“Bob Usherhood é um dos autores que defende a impossibilidade da neutralidade na investigação científica1, opinião defendida por outros que, como Campbell, asseguram que “o investigador é um homem no seu tempo, e as suas opções condicionam a orientação e as aplicações dos resultados da investigação científica”2.
Referência em nota:

(1) Apud RIVIERE, J. C. – Metodología de la documentación científica, p. 16.

(2) Cit. por FROMM, Erich – Conceito marxista do homem, p. 96.


Bibliografia (Referências bibliográficas):
FROMM, Erich – Conceito marxista do homem. Lisboa: Dom Quixote, 1977.

RIVIERE, J. C. – Metodología de la documentación científica. Madrid: Alfaguara, 2001.


NORMAS A CONSULTAR:
NP 405-1. 1994, Informação e Documentação. Referências bibliográficas: documentos impressos. Lisboa: IPQ.
NP 405-2. 1998, Informação e Documentação. Referências bibliográficas: material não livro. Lisboa: IPQ.
NP 405-3. 2000, Informação e Documentação. Referências bibliográficas: documentos não publicados. Lisboa: IPQ.
NP 405-4. 2002, Informação e Documentação. Referências bibliográficas: documentos electrónicos. Lisboa: IPQ.
NP 3680. 1989, Documentação. Descrição e referências bibliográficas: abreviatura de palavras típicas. Lisboa: IPQ.
NOTA: A consulta deste guia não dispensa a consulta das Normas acima citadas, nas quais é possível encontrar mais informação, e mais detalhada.
ANEXO 3

MANUAL PARA A ELABORAÇÃO DE CITAÇÕES E REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

NORMAS DA APA (AMERICAN PSYCOLOGICAL ASSOCIATION), 6.ª edição (2010)4



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