Nosso Deus é Maravilhoso!



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WILLIAM MACDONALD

JOSSO DEUS E MARAVILHOSO!

NOSSO DEUS É MARAVILHOSO!

WILLIAM MACDONALD



NOSSO DEUS E MARAVILHOSO!

WILLIAM MACDONALD

ArílIÁI Coixa Postal 1688 AL A 90001 -970 • Porto Alegre/RS • BRASIL / (V I VI \U Fone:(5113241.5050«Fax:(5113249.7385 EDIÇÕE S www.chamodo.com.br • pedidos@chamada.com.br

Traduzido do original em inglês:



"Our God is Wonderfitl!"

Gospel Folio Press Grand Rapids, MI - USA. -ISBN 1 882701 25 9 -

Tradução: Cleide Camargo Revisão: Sérgio Homeni, Ione Haake, Célia Korzanowski, Arthur Reinke Edição: Arthur Reinke Capa e Layout: Roberto Reinke, Raquel Lima

Passagens da Escritura segundo a versão Almeida Revisada e Atualizada - SBB (ARA), exceto quando indicado em contrário: Nova Versão Internacional (NVI), Almeida Corrigida e Revisada Fiel (ACF), ou Almeida Revista e Corrigida (ARC).

Todos os direitos reservados para os países de língua portuguesa.

Copyright © 2011 Actual

R. Erechim, 978 - B. Nonoai 90830-000 - PORTO ALEGRE - RS/Brasil Fone (51) 3241-5050-Fax: (51) 3249-7385



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Composto e impresso em oficinas próprias

DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO DA PUBLICAÇÃO (CIP) M135n MacDonald, William Nosso Deus é maravilhoso! / William MacDonald ; tradução, Cleide Camargo. - Porto Alegre : Actual Edições, c2011. 160 p.; 13,5 x 19,5 cm.

Tradução de: Our God is wonderful! ISBN 978-85-7720-058-0

l.Deus. 2. Universo. I. Camargo, Cleide. II. Título.

CDU 231.5 CDD 231.5

(Bibliotecária responsável: Nádia Tanaka - CRB 10/855)

ÍNDICE


A MARAVILHOSA CRIAÇÃO DE DEUS 7 A MARAVILHOSA PROVIDÊNCIA DE DEUS 57 A MARAVILHOSA REDENÇÃO DE DEUS 105

NOTAS 151



A MARAVILHOSA CRIAÇÃO DE DEUS

A natureza é uma tela fina demais; A glória do Deus onipotente explode por todos os lados. (Ralph Waldo Emerson)



A MARAVILHOSA CRIAÇÃO DE DEUS

"Quão grandes, SENHOR, são as tuas obras! Os teus pen­samentos, que profundos!" (SI 92.5).

"Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas " (SI 104.24).

"Quem faz grandes coisas, que se não podem esquadri­nhar, e maravilhas tais, que se não podem contar" (Jó 9.10).

"Ah! SENHOR Deus, eis que fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; coisa alguma te é demasiadamente maravilhosa " (Jr 32.17).

"Eu fiz a terra e criei nela o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens" (Is 45.12).

"Em sua jornada pela vida, reserve tempo para parar e sentir o perfume das rosas". Este conselho dado pelo jogador de golfe Walter Hagen é bom, mas não vai fundo o suficien­te. Devemos reservar tempo para nos deleitarmos em toda a criação de Deus. Tudo o que Ele fez é tão maravilhoso que não se consegue descrever. Todo mundo deve permitir-se ficar atemorizado pelas dimensões do Universo, pelo número das estrelas e pela precisão com que se movem. Ninguém deveria deixar de perceber o mundo de possibilidades que há em uma célula viva. Que tragédia seria passar a vida afagando o lugar comum e deixando de perceber o belo, enfocando o mundano e deixando despercebido o majestoso.

Assim, vamos parar um pouco para sentir o perfume das rosas e para admirar as obras de Deus no Universo, nos céus fulgurantes, no corpo humano, o cérebro, a vida animal, a ve­getação e uma amostra da obra prima do Criador em algumas áreas da ciência. Comecemos com o Universo.

O Universo

Deus já existia antes do Universo. Ele o criou. Embora Ele seja totalmente separado do mundo, Ele está em todas as partes do mundo porque está presente em todas as coisas ao mesmo tempo.



Seu tamanho

Quão grande é o Universo? Na verdade ninguém sabe. Os astrónomos ainda estão tentando encontrar a resposta a essa pergunta. Sem a visão telescópica, podemos ver cerca de

2.000 estrelas. Até recentemente, nos anos 1920, pensávamos que nossa galáxia, a Via Láctea, representava o limite do cos­mos. Mas, com a introdução de telescópios mais poderosos, verificamos que ele era muito mais imenso que isso. Eins­tein estimou que a circunferência do espaço poderia ser de

210.000.000.000.000.000.000.000 anos luz.

O Telescópio Espacial Hubble alargou essa visão, mas ainda não nos deu uma resposta final. Com ele, podemos ver estrelas que estão bilhões de anos luz distantes da terra. Mas ainda há mais além delas. Na última contagem, há cerca de 50 bilhões de galáxias, cada qual com centenas de bilhões de estrelas, o que faz com que a contagem das estrelas seja bi­lhões de bilhões. Mesmo que houvesse apenas a metade desse número, não faria muita diferença para nós se estivéssemos usando a definição americana de bilhão (mil milhões) ou a definição britânica de bilhão (um milhão de milhões). As es­tatísticas são tão grandiosas que perdem seu significado para todos, exceto para os astrónomos.

Tendo dito isto, devemos nos lembrar que as numerosís­simas estrelas ocupam apenas uma pequena fração do espa­

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ço. À medida que telescópios novos e mais poderosos estão em órbita no espaço, os números mudam e milhões de livros se tornam desatualizados.



Quando o Universo começou?

Quantos anos tem o Universo? Os cientistas atualmente estimam que esse tempo varie entre 10 e 20 bilhões de anos, e dão preferência pelo número mais baixo da variação. Como isso se enquadra com a visão bíblica? Primeiramente, deve ficar bem claro que Génesis 1.1 não traz uma data: ''No prin­cípio, criou Deus os céus e a terra ". Não é mencionado ne­nhum tempo específico.

Os cristãos que se apegam a uma visão de uma Terra jo­vem da cosmologia objetam quanto a uma Terra de um bilhão de anos. Eles diriam que Deus poderia ter criado a Terra com características de idade. Ele poderia ter criado a Terra com uma aparência interna de idade. Ele poderia ter criado as es­trelas de forma que parecessem estar a milhões de anos luz de distância. Isso, logicamente, é possível. Ele criou Adão como um homem adulto e não como um bebé.

Existe algum desacordo entre os cristãos quanto à idade da Terra desabitada. Mas, quanto à idade dos seres humanos na Terra, bom, essa é uma outra história. As genealogias do Antigo Testamento não dão margem a bilhões, nem ao menos a milhões de anos. Até com as lacunas nas genealogias, a idade do homem na terra dificilmente poderia beirar 10.000 anos.



Universo em expansão?

Será que o Universo está se expandindo? Está claro que os corpos celestes estão se movendo para longe de nós a uma velocidade enorme. A coisa espantosa é que os pla­netas e as estrelas não se espalham precipitadamente e em confusão. Embora as posições das estrelas mudem com re­lação às estações, elas não mudam com relação uma à outra.

Como suas posições são incrivelmente previsíveis, pode-se confiar nelas para a navegação.

Por que tantas estrelas?

Sempre me pergunto por que Deus pendurou tantas es­trelas no céu; eu certamente ficaria satisfeito com muito me­nos que isso. Mesmo sem a visão telescópica, o espetáculo da noite é tremendo!

Mas agora, como mencionado acima, sabendo que há bi­lhões de galáxias, cada um delas abrigando bilhões de estre­las, perguntamo-nos a nós mesmos "Por quê?"

Uma primeira tentativa de resposta é que elas são um testemunho da grandeza de Deus. Elas são um tributo a Seu eterno poder e divindade (Rm 1.20). O Projetista é maior que Seu projeto. O Criador é maior que Sua cria­ção. Se Ele pode fazer cintilar o espaço com tantos corpos celestes e chamá-los pelo nome (SI 147.4), Ele deve ser indescritivelmente grandioso.

No livro de Apocalipse, os 24 anciãos dizem:

"Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por cau­sa da tua vontade vieram a existir eforam criadas" (Ap 4.11).

Logo, essa é uma outra razão para a existência de nu­merosas estrelas. Elas foram criadas para o prazer de Deus. Isso faz sentido! Quando Ele as fez, no quarto dia, por acaso nos surpreende que Ele tenha visto que tudo era bom? Por que Ele não deveria ficar satisfeito com as obras de Suas mãos nos céus estelares?

Agora chegamos a um outro motivo. Desta vez não é baseado na Bíblia, mas na física e na astronomia. Os físicos de hoje nos dizem que os aproximadamente 100 bilhões de trilhões de estrelas nos céus, não mais nem menos, são necessários para que a vida na terra seja pos­sível. "Evidentemente que Deus teve tanto cuidado com as criaturas viventes que construiu 100 bilhões de trilhões

- A MARAVILHOSA CRIAÇÃO DE DEUS

de estrelas e cuidadosamente as burilou ao longo de todo

o tempo do Universo para que, nesse breve momento na história do cosmos, os humanos pudessem existir e ter um lugar agradável onde morar".1

Não nos surpreende que um cientista não cristão te­nha reconhecido que um ser superinteligente tenha fei­to traquinagens com a física.2 Um outro, disse que "as leis [da física] parecem elas mesmas ser o produto de um projeto extraordinariamente engenhoso".3 O astrofísico George Greenstein, da Faculdade de Amherst, concluiu


  1. o seguinte: "À medida que investigamos todas as evidên­cias, surge insistentemente o pensamento de que alguma agência sobrenatural - ou melhor, Agência - deve estar envolvida nisso. Será possível que, subitamente, sem ter­mos a intenção, tenhamos nos deparado com provas cien­tíficas da existência de um Ser Supremo? Será que foi Deus que interveio e que tão providencialmente elaborou

  2. o cosmos para nosso benefício?"4

Estou satisfeito. As estrelas existem simplesmente na quantidade certa, nem mais, nem menos.



História nos céus

Onde estão as estrelas agora? Algo fascinante a respeito das estrelas é que nós não as vemos onde elas estão agora. Nós as vemos como elas eram quando a luz que agora entra em nossos telescópios as deixou. Portanto, as estrelas são história em vez de eventos atuais.

Quanto ao número das estrelas, Sir James Jeans, o físico, astrónomo e autor inglês, escreveu o que segue:

Poucas estrelas são conhecidas que sejam pouco maiores que a Terra, mas a maioria é tão grande que centenas de milhares de Terras poderiam ser empacota­das dentro de cada uma delas e ainda sobraria espaço; vez por outra nos deparamos com uma estrela gigante que é grande o suficiente para conter milhões e milhões de Terras. O número total de estrelas no Universo é pro­vavelmente algo como o número total dos grãos de areia em todas as praias do mundo. Tal é a pequenez de nosso lar no espaço, quando medido em relação à substância total do Universo.5

Deveríamos nos encher de espanto!

O Sol

No centro do Sol ocorre a fusão nuclear, descarregando explosivamente a radiação gama, que é igual a 100 bilhões de bombas de hidrogénio de um megaton por segundo.

A quantidade de energia que o Sol dispensa à Terra é de apro­ximadamente 15.000 vezes o consumo por ano atual de energia da população do mundo. A Terra recebe 10 vezes mais energia solar a cada ano do que aquela que existe em reservas fósseis (carvão, petróleo, etc.) somadas às reservas de urânio. Contudo, apenas dois bilionésimos da energia solar afeta a terra.

O Sol é do tamanho de 1.300.000 Terras. Mas, compa­rado à estrela Antarus, ele não é tão grande. Se Antarus fos­se oca, dentro dela caberiam 64 milhões de sóis. Epsilon, a maior estrela conhecida, poderia conter 27 bilhões de sóis em seu interior. Nossa mente não consegue compreender isso.

Um único dia sem o Sol significaria o esquecimento da vida na terra. Em sua proporção atual, o Sol se consumiria a si mesmo em cinco bilhões de anos. Ao contemplarmos os corpos celestes, temos que concor­dar com o poeta Joseph Addison:

Aos ouvidos da Razão elas se regozijam, E proferem em gloriosa Voz, Cantando para sempre enquanto brilham, "A Mão que nos fez é divina".



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O planeta Terra

"O SENHOR fez a terra pelo seu poder; estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com a sua inteligência estendeu os céus" (Jr 10.12).

"A Terra em si é uma obra prima, um organismo bem harmonizado girando pelo espaço. Desde os mundos subaquáticos escondidos brotando rapidamente com exóticas formas de vida até o poder destrutivo de um vulcão em erupção, a natureza é sempre extremamen­te impressionante".6

A Terra é uma partícula de poeira no Universo, e, como disse alguém: "O homem é uma partícula sobre outra partícu­la, chamada Terra, controlada por uma partícula - o Sol - em uma partícula, nossa galáxia".

Stephen Hawking descreveu a Terra como "um planeta de tamanho médio orbitando em volta de uma estrela mediana nos subúrbios exteriores de uma galáxia espiral comum, que é ela mesma apenas uma entre cerca de milhões de milhões de galáxias no Universo observável".7

A esfera giratória na qual nós vivemos é uma obra prima de criatividade. À medida que ela rodopia pelo espaço, sua direção é bem regulada e previsível. A despeito de sua movi­mentação ininterrupta, podemos viver nela confortavelmen­te sem nenhum sinal de tontura.

A terra gira a aproximadamente 1.040 milhas [mais de

1.600 km] por hora na linha do equador. Ela se move em re­dor do sol em uma velocidade média de 18,5 milhas [cerca de 30 km] por segundo. O sol se move em torno da Via Láctea a uma velocidade de 150 a 155 milhas [cerca de 240 a 250 km] por segundo. Nossa Via Láctea se move dentro de um aglomerado de galáxias a cerca de 75 milhas [120 km] por segundo. Gostando ou não, estamos na rodovia de alta velo­cidade do Universo.

O Planeta Terra é uma obra prima de beleza, seja quando fitamos as majestosas montanhas arroxeadas ou os picos co­bertos de neve. Há os oceanos esbranquiçados pela espuma das ondas, incessantemente batendo contra as praias e dando forma às fotogênicas dunas de areia. Ou os lagos plácidos ace­nando para nós em um convite para chegarmos com nossas linhas, anzóis e iscas. Os recém casados ficam em silêncio, observando as espantosas quedas do Niágara. Os turistas, car­regados com suas câmeras, tripés e filmes, tentam, em vão, captar uma vista completa do Grand Canyon, as escarpas mais profundas da terra. O panorama é ornamentado com flores que excedem a beleza das vestimentas reais de Salomão, e as matas e florestas dão à Terra o nome de Planeta Verde. Não podemos nos esquecer dos recifes de coral fervilhando de organismos vivos, da beleza ímpar dos desertos ou dos arco-íris que nos fazem emudecer. As quatro estações nos proporcionam varie­dades. À medida que o dia termina no ocidente, o horizonte cor de carmesim brilha por entre as pinceladas das nuvens.

Deus deve amar a beleza, Ele fez tantas coisas com ela.

Nosso meio-ambiente ideal

É maravilhoso observar quão adequado o Planeta Terra é para a sustentação da vida. Tanto quanto sabemos, é o único planeta que tem essa característica. Pegue, por exemplo, o ar que respiramos. Ele tem exatamente a combinação certa de nitrogénio, oxigénio, argônio e dióxido de carbono. O ho­mem expira dióxido de carbono, que é venenoso. As plantas expiram oxigénio. As plantas vivem do dióxido de carbono, enquanto que o homem precisa do oxigénio.

A distância entre a Terra e o Sol nos guarda de assarmos ou de congelarmos. Uma mudança de 2% na média da tempe­ratura anual seria desastrosa.

A velocidade da Terra ao redor do Sol é excelente para nos impedir de ficar perto demais do calor ou de nos afastar­mos para longe demais dele.

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- A MARAVILHOSA CRIAÇÃO DE DEUS -



Você aprecia as quatro estações? Bem, isso é porque o eixo de rotação da terra está ajustado à inclinação adequada de 23° em vez de ser a 90° ou a algum outro ângulo.

A velocidade da rotação da Terra sobre seu eixo resulta em um dia de 24 horas, que não poderia ser mais bem plane­jado para as formas de vida.

Se a Lua estivesse mais perto da Terra, marés imensas inundariam a maior parte desta. Estudos recentes mostram que é a Lua que mantém a inclinação que sustenta a vida na Terra.

A proporção exata de terra e água cobre o planeta. Os 70% de água estabilizam tanto as alterações de tem­peratura do dia e da noite quanto a temperatura da su­perfície dos oceanos, depois proporciona a quantidade correta de precipitação de chuvas. Contudo, se as mon­tanhas fossem aplainadas, nosso planeta ficaria coberto de água. Incidentalmente, acredita-se que nosso planeta é o único no sistema solar que possui água em forma líquida. Que coincidência!

Como a maioria das substâncias, a água contrai quando é gelada, mas diferentemente de todas as outras substâncias, essa contração pára aos 4 graus centígrados. Então, a água dá uma meia-volta e se expande até congelar. O resultado é que as ligações entre as moléculas no gelo são tecidas com menor tensão. Em outras palavras, o gelo é menos denso que a água; consequentemente, ele flutua em vez de afundar em direção ao fundo dos oceanos e dos lagos. A camada de gelo em cima de um lago ajuda a manter uma temperatu­ra mais aquecida na água abaixo. Se o gelo afundasse, os oceanos e lagos ficariam sólidos de tão gelados, matando os peixes e as plantas aquáticas. Temos que apreciar a In­teligência criativa que faz com que a água líquida e o gelo se comportem dessa maneira tão peculiar. Se o ar se com­portasse assim sobre a superfície da Terra, a temperatura seria quente demais para os seres humanos, os animais e a vegetação sobreviverem.

A gravidade é a força na medida exata. Se ela fosse mais forte, as estrelas teriam se queimado muito mais rapidamente e com mais calor, e o sol há muito já haveria consumido seu hidrogénio. Se a gravidade fosse mais fraca, todas as estrelas seriam acanhados pontinhos vermelhos.

Como as condições na Terra são tão bem sintonizadas, temos os ventos que impedem as plantas e outras formas de vida de assarem. Os ventos levam a poluição para longe, e levam o oxigénio onde ele é necessário. Temos água, o sol­vente universal sem o qual não haveria nenhum ser vivo. O Sol aquece o oceano, fazendo com que a água evapore, suba ao céu, se condense em gotas que se formam em partículas para se tornarem nuvens. As nuvens levam a água por toda a face da Terra, depois a deixam cair em forma de chuva, neve, ou granizo.

Como a densidade da atmosfera é correta, a maioria dos meteoros se queima antes de se chocarem contra a Terra.

A maior parte da superfície da terra seca é coberta por solo arável, fervilhando de vida e de sementes, e produ­zindo vegetação.

As correntes oceânicas mantêm a maior parte da água em forma líquida. Em seu livro denominado Earth, the Place for Life [Terra,

o Planeta para a Vida], o astrofísico Hugh Ross especifica 33 maneiras nas quais o Planeta Terra foi criado e posicionado a fim de sustentar a vida humana.

Finamente sintonizada é uma descrição apropriada da criação. Apenas uma Mente Inteligente poderia tê-la executa­do. Pensar que ela é aleatória e não direcionada, sem planeja­mento nem propósito, é de uma ingenuidade sem limite.

Um artigo intitulado "Aquele Espantoso Criador -a Natureza" apareceu em Our Amazing World of Nature [Nosso Espantoso Mundo da Natureza], uma publicação de Readers Digest [ou Seleções]. É uma insensatez total atribuir à "natureza" o poder e a sabedoria que apenas Deus possui.

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- A MARAVILHOSA CRIAÇÃO DE DEUS ­



O corpo humano

O corpo humano começa quando o esperma e o óvulo se unem para formar uma única célula viva. Essa célula contém um espiral de blocos de construção conhecido como DNA,

o qual carrega um código que determina como será a pessoa em formação.

A célula original se multiplica até que milhões de células formem o corpo. Mas não pense nessas células como se fos­sem gotas de gelatina inerte. Cada uma delas é uma entidade viva com vastas possibilidades. Cada célula sabe qual é a sua função e a que parte do corpo ela pertence. Embora seja mi­croscopicamente pequena, ela abriga atividades comparáveis às de uma cidade moderna.

Poucos escritores conseguem escrever com tanto entu­siasmo sobre a célula como Lewis Thomas. Falando sobre a maravilha de uma simples célula crescendo para se tornar um cérebro humano, ele escreveu o seguinte:

A mera existência daquela célula deveria ser uma das coisas mais estupendas da Terra. As pessoas deveriam an-dar para lá e para cá o dia todo, chamando outros com uma admiração imensa e interminável durante essas horas de caminhada, falando exclusivamente sobre aquela célula. É algo inacreditável, e, mesmo assim, ali está ela, entrando ni­tidamente em seu lugar em meio às células emaranhadas de cada um dos vários bilhões de embriões humanos em todo o planeta, como se isso fosse a coisa mais fácil desse mundo.

Uma célula é ligada para se tornar o aparato mássico com­pleto de trilhões de células para pensar e imaginar e, portanto, ficar surpreso. Todas as informações necessárias para apren­der a ler e a escrever, tocar piano, argumentar diante de sub­comitês de senadores, caminhar nas ruas em meio ao tráfego, ou o maravilhoso ato de erguer um braço e se recostar em uma árvore, tudo está contido naquela primeira célula. Toda a gramática, toda a sintaxe, toda a aritmética, toda a música.

Ninguém tem a menor ideia sobre como isso funciona, e nada mais na vida pode ser tão intrigante. Se alguém realmen­te conseguir explicar isso tudo, eu fretarei um avião daqueles que escrevem no céu, ou talvez uma frota toda deles, e os en­viarei às alturas para escrever um ponto de exclamação após o outro, em todo o céu até que meu dinheiro se acabe.8

Em OurAmazing World ofNature [Nosso Espantoso Mun­do da Natureza], Rutherford Platt, escritor de ciências, diz:

O núcleo de cada célula possui um espiral enrolado das moléculas raras, parecidas com uma fita, do DNA que con­tém em si o código da vida da mesma maneira que uma fita magnética contém em si uma música.

Quando futuras gerações olharem para o passado, para nossa idade espacial, elas poderão muito bem considerar a exploração do espaço interior - as profundezas da célula viva - como algo muito mais importante para a humanidade do que as espetaculares realizações dos astronautas.9

No livro The Incredible Machine [A Máquina Incrível], publicado pela Sociedade Geográfica Nacional, encontramos uma espantosa explosão semelhante:

Os eventos ...que levam a vida por todo o caminho des-de uma célula primitiva solitária até as circunvoluções de um cérebro humano e da auto-consciência da mente huma­na deveriam nos deixar tremendamente maravilhados.10

O cérebro

O cérebro é "o objeto mais complexo do universo conhecido". Os doutores Don De Young e Richard Bliss escrevem o seguinte:

No cérebro permanece uma fronteira da ciência; nós, de fato, sabemos muito pouco sobre ele, mas o que é conheci­

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- A MARAVILHOSA CRIAÇÃO DE DEUS ­

do é estupendo. Além disso, cada uma das células nervosas dentro do cérebro contém um trilhão de átomos. Isso é como um universo microscópico, completo em ordem, com propó­sito e interdependência de seus componentes.11

Um artigo da revista Time admitiu que o modo em que "os milhões de células do cérebro humano funcionam em conjunto para criar a consciência é o maior problema não resolvido da biologia".12

A mente humana teoriza, filosofa, raciocina, julga, mo­raliza, teologiza. Ela chega a conclusões, forma convicções, inventa ideias, e as diferencia entre verdade e erro, boas e ruins. Ela lembra, compara e contrasta.13

Ela contém imaginação, moralidade, sensualidade, ma­temática, memória, humor, julgamento, religião, bem como um catálogo incrível de fatos e de teoria» e o senso comum para dar a estes toda a prioridade e significado.14

A coordenação da mente e dos músculos é fantástica. Veja o caso de um conhecido meu que é organista da igreja. Existem cinco teclados no órgão dele, com 61 teclas em cada um - num total de 305 teclas. Além disso, há 150 chaves e 32 pedais. A medida que ele lê as notas, o cérebro envia a mensagem para as mãos e os pés dele para tocar as teclas e os pedais simultaneamente e para apertar as chaves sempre que necessário. Como resultado, o prédio da igreja fica re­pleto de uma linda harmonia. Logicamente, ele precisa pra­ticar horas e horas para treinar seus dedos e seus pés, mas sua mente nunca vai para a posição neutra. Ele deve pensar constantemente sobre o próximo acorde que vai tocar e so­bre como produzi-lo.

O cérebro possui a distinção de ser a única parte do corpo que não é regenerada a cada 7 anos.

Roscoe Drummond, em um de seus momentos de humor, disse: "A mente é uma coisa maravilhosa. Ela começa a traba­

lhar no momento em que a gente nasce e nunca mais pára até

o momento em que a gente se levanta para falar em público".

É uma tortura para o senso comum pensar que tenha acon­tecido sem um Projeto Inteligente.



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