Nova Perspectiva Sistêmica



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Nova Perspectiva Sistêmica
Números 1, 2, 3, 7, 8 e 9: esgotadas

Número 1


  • Reflexões sobre o ato de perguntar - Gladis Brun e Rosana Rapizo

  • Terapia Familiar: possibilidade de articular diferentes enfoques - Terezinha Feres Carneiro

  • Famílias: sistemas multidimensionais - Dora Fried Schnitman

  • Aprendizagem e Terapia Familiar - Mônica da Silva Lobo e Evelyn Rogozinsky

  • Paradigma: Subjetividade além da técnica - Mirian Schenker e Regina Schoemer Jardim


Número 2


  • Os tempos de formação em Terapia Familiar - Maurizio Andolfi

  • Na natureza dos fluxos entre os âmbitos - André Rego, Carlos Zuma, Helena Monte e Jorge Bergallo

  • Contrato de interação familiar - Eloisa Schimidt

  • Terapia do divórcio - Teresa Cristina Diniz e Gladis Brun

Número 3



  • O cliente é o especialista - Harlene Anderson e Harold Goolishian

  • No arrastão da estética - Nízia Villaça e Maura Sardinha

  • A objetividade e seus parênteses - Rosana Rapizo

  • Algumas notas a respeito do sigilo em Terapia de família - Nira Lopes Acquaviva

  • Modelo integrativo - Ana Pannunzio, Mario Negrão, Gláucio Alves e Silvia Grassano




Número 4


  • Terapia familiar em contextos de pobreza... - Marcelo Pakman

  • Violência conjugal, neutralidade e poder na prática clínica - Roberto Faustino de Paula

  • Por que os casais se separam?Antônio Mourão Cavalcante

  • Incesto: fantasia ou realidade?Marli Kath Sattler

  • Entrevista com Saul FuksRosana Rapizo

  • Consultoria clínica: um desafioAndré Souza Rego, Carlos Eduardo Zuma, Helena Júlia Monte, Jorge Bergallo, Maria Helena Lisboa Bartholo, Teresa Cristina do Valle Chagas Diniz

Número 5


  • Autoreferência e sistema terapêuticoMony Elkaïm

  • Terapia como co-criação de "selves" e mundos possíveis: uma ecologia da virtualidadeDora Fried Schnitman e Saul Fuks

  • Maturana: gregos, troianos, cobras e lagartosEliza Santa Roza

  • A questão de gênero em terapia familiar: a visão de terapeutas familiares de Porto Alegre em 1992Olga Falcetto

  • Entrevista com Harlene Anderson - Helena Braz

  • Supervisão em grupo num curso de abordagem sistêmica da famíliaChristina Sutter

  • Uma perspectiva sistêmica para a terapia familiar na instituição - Tânia de Oliveira Luchi


Número 6



  • A intervenção em rede Elina Nora Dabas

  • Sociodrama familiar sistêmica Maria Rita D´Angelo Seixas

  • A cibernética como base epistemológica da terapia familiar sistêmicaMaria José Esteves de Vasconcellos

  • Entrevista com Edgar MorinDora Fried Schnitman e Saul Fuks

  • Sobre como construir uma pesquisa enquanto se exercita a convivência e se possibilita condições mais criativas para um grupoCarmem Pontual de A. Falcão, Eva Laufer e Liora Coslovsky Berer


Número 7


  • A linguagem não é inocente - Tom Andersen

  • Vendo a equipe interdisciplinar como um sistema - Juliana Gontijo Aun

  • Equipe reflexiva: uma análise do ponto de vista da construção de significado
    Marilene A. Grandesso

  • Entrevista com Dora Fried Schnitman - Nira Lopes Acquaviva e Maria Heloísa Fernandes

  • Da ética da mudança à ética da escolha: o construtivismo e evolução dos modelos em Terapia Familiar - Maria Fátima Olivier Sudcrack

  • Notas acerca da nova configuração familiar - Simone Castiel



Número 8



  • Reconstruindo os irmãos Grimm: novos contos para a vida em famílias reconstituídas
    Anne C. Bernstein

  • Praticante reflexivo: a identidade profissional do terapeuta de família - Rosana Rapizo

  • Utilização de instrumentos reflexivos na formação: “cadernos de viagem” e equipe reflexiva - Vania Curi Yazbek

  • Filhos do divórcio - Omar O. Biscotti

  • Em direção a um construtivismo construtivo na terapia familiar - Jorge Colapinto



Número 10



  • Exercícios para manter sua mente sistêmicaGianfranco Cecchin


RESUMO: O autor defende a idéia de que o pensar de maneira circular-sistêmico não se dá naturalmente, pelo menos na cultura ocidental.

O terapeuta que quiser ver e tratar pacientes a partir de um ponto de vista sistêmico, deve praticar constantemente exercícios, seja em equipe, em grupos de treinamento, em grupos de supervisão, ou sozinho.

O autor apresenta alguns exercícios que são utilizados no Centro de Terapia Familiar de Milão e tenta demonstrar que, sem estes exercícios, é muito fácil voltar a modos de pensar e de agir lineares-causais.

Evidentemente, estes exercícios só são úteis para aqueles terapeutas que não crêem que uma epistemologia linear-causal seja suficiente para explicar a grande variedade de fenômenos observáveis nos sistemas humanos.




  • Dialogando sobre teorias: as metáforas teóricas da terapia familiarMarilene A. Grandesso



RESUMO: Consideradas por Einstein como livres criações do espírito humano, as teorias podem ser entendidas como maneiras de criar sentido, de construir e organizar nosso conhecimento e referendar nossa praxis. Numa concepção pós-moderna da terapia familiar, tanto as teorias como as práticas de terapia têm sido compreendidas como lentes temporais, sujeitas a mudanças evolutivas através dos tempos. Este trabalho propõe-se a refletir sobre as diferentes lentes através das quais se tem construído a história da terapia familiar, com ênfase especial nas metáforas teóricas utilizadas - das metáforas sistêmicas e cibernéticas às hermenêuticas - e na articulação entre a teoria e a prática clínica.


  • O eixo da aliança e o casal homossexualC. A. de Medina


RESUMO: A discussão da luta dos homossexuais na busca de um reconhecimento legal de sua união com todos os direitos do casamento torna visíveis as modificações que a instituição familiar vem passando e para as quais os encaminhamentos existentes são insuficientes ou inadequados. O núcleo de tal discussão está na perda de valor da dimensão biológica do casamento e a valorização dos sentimentos e afetos das pessoas entre si. O reconhecimento da validade de suas relações, a importância dada a uma relação amorosa duradoura para a "felicidade" das pessoas, preserva valores reconhecidos como positivos em uma realidade social muito criticada por suas marcas de exclusão e desamor.


  • Contextualizando o construtivismo no quadro da ciência novo-paradigmáticaMaria José Esteves de Vasconcellos


RESUMO: Dada a recente e ampla disseminação, na área de terapia familiar das idéias e propostas construtivistas, muitas perguntas têm sido colocadas sobre as relações entre as bases sistêmico-cibernéticas dessa terapia e o construtivismo.

Propõe-se, então, um quadro de referência da ciência contemporânea que, explicitando seus pressupostos epistemológicos, permite contextualizar o construtivismo e responder às referidas perguntas.

Evidenciam-se assim as convergências e as possibilidades de integração que caracterizam o novo paradigma da ciência e, portanto, a terapia familiar novo-paradigmática.


  • Ainda dá pra ser feliz? Alcoolismo e adolescência num processo de terapia de família - Maria Dolores Reckziegel Back e Teresinha Eduardes Klafke


RESUMO: Este trabalho discute questões pertinentes ao processo de adolescência, de uma família com filhos adolescentes, e a questão do alcoolismo que perpassa essas relações, ao mesmo tempo em que estas são perpassadas pelo processo adolescente.

Traremos nossa experiência clínica no atendimento a uma família com estas características e as reflexões que esta prática nos possibilitou, acerca da função do sintoma, dos focos trabalhados no processo terapêutico (alcoolismo e adolescência), das observações de aspectos não verbais e do comparecimento às sessões.



Edição comemorativa – 10 anos ITF-RJ



  • Da pergunta ideal à pergunta útilGladis Brun e Anna Maria Hoette


RESUMO: Este é o relato de uma experiência feita no Instituto de Terapia de Família do Rio de Janeiro com um grupo com características diferentes daqueles que freqüentam o curso regular e formação. O grupo em questão é formado dentro de diferentes perspectivas teóricas e nos pediu maiores informações sobre a construção de perguntas, após terem observado por trás do espelho unidirecional, algumas sessões de terapia de família.

Esse interesse tomou forma a partir da observação de nossa utilização de perguntas que foram experimentadas como de grande potência terapêutica. O passo seguinte foi a formulação de um pedido de treinamento específico em perguntas reflexivas.

Frente a esta demanda, nós, como formadoras, levantamos algumas questões que nos ajudaram a pensar sobre este pedido (...)


  • Textos e contextos na anorexia nervosaTeresa Cristina do Valle Chagas Diniz


RESUMO: este trabalho foi apresentado no II Congresso Brasileira de Terapia Familiar (1996). Pretende relatar a complexidade do tratamento de pacientes acometidos de um transtorno alimentar – anorexia nervosa – que, por leva-las (os) a diferentes situações de risco de vida, necessita da assistência de uma equipe multidisciplinar. Esta, por sua vez, precisa de um consultor cuja visão contextual ajude a manter a coesão necessária para permitir que a família transforme seus textos de tal forma que os comportamentos de seus membros (especialmente da(o) paciente) tornem-se mais favorecedores do desenvolvimento individual e grupal.


  • A trama tecida a doisEloísa Vidal Rosas

RESUMO: Nos últimos anos, as relações de casal têm sido alvo de curiosidade, não só por parte dos especialistas, como do público em geral, haja vista a vasta literatura a respeito, assim como peças de teatro e filmes que têm se dedicado a este tema. Isso se deve às inúmeras transformações que a instituição casamento vem sofrendo, a partir de outras mais amplas na cultura ocidental.

As formulações que constituíram o arcabouço da vida afetiva, sexual e social do casal passam pelo filtro do pensamento pós-moderno, apontando para novas alternativas para os papéis tradicionalmente experimentados por homem e mulher.

A psicologia foi buscar no âmbito de outras ciências da comunicação, tais como a lingüística e a literatura, subsídios para construção de possíveis explicações, mais que teorias, para descrições de comportamentos. De um ponto de vista hermenêutico, a vida é um processo de interpretação através e na história. (...)


  • Comunicação em famílias de sobreviventes do holocausto Lia Ganc


RESUMO: Este trabalho é introdutório ao tema que pretendo pesquisar. Trata da comunicação nas famílias dos sobreviventes do holocausto, pretende brevemente aproximar o leitor da questão que me inquieta que é o silêncio nas famílias dos sobreviventes. Inquieta-me pensar que, como terapeuta, entendo que a dor que vai na alma ao passar pela palavra pode trazer alívio ao sofrimento. Mas, como resolver o paradoxo de esperar que os sobreviventes e seus familiares falem sobre o indizível? O horror do Holocausto só pode ser encarado obliquamente. Côo então ajudar essas famílias a ter mais paz no seu silêncio?

Dividir um pouco essa inquietação é tarefa deste trabalho.




  • Relato preliminar sobre um levantamento de dados na clínica social do ITF-RJRosana Rapizo


RESUMO: Este artigo é um relatório inicial do levantamento de dados sobre o funcionamento da clínica social do Instituto de Terapia de Família do Rio de Janeiro. Este levantamento reúne dados de 1989 até 1996. As variáveis consideradas foram: o tipo de família atendida, a posição do membro que motivou a consulta na constelação familiar, a indicação, a queixa principal, a duração do tratamento e o motivo de término. A autora, a partir deste levantamento inicial, lança algumas questões e reflexões a respeito da relação recursiva desse tipo de trabalho com a prática clínica e a formação de terapeutas e que novas direções ele pode apontar nestes terrenos.


  • Divórcio e mediação transformativaTânia Almeida


RESUMO: Neste artigo, a autora convida-nos a pensar a respeito da interação existente entre o processo legal e o processo emocional do divórcio. Discrimina três diferentes identidades – os indivíduos, o par conjugal e o par parental – entrelaçadas no processo.

Na intenção de tornar o divórcio o menos disfuncional possível propõe, para aqueles que trabalham com o tema, uma atuação que auxilie a restringir o divórcio ao casal conjugal.

Sugere a Mediação como espaço de escolha para os divórcios que envolvem litígio e, no propósito de preservar o casal parental atuante, elege a Mediação Transformativa como instrumento ideal.


  • http://www.co-evolução@com.plexidade.com - André Souza Rego, Carlos Eduardo Zuma, Helena Júlia Monte e Jorge Bergallo


RESUMO: Neste artigo os autores levantam alguns conceitos com os quais estiveram envolvidos durante seu curso de formação em Terapia de Família, no ITF-RJ, e os articulam com a idéia de Rede Social. Formulam, a partir daí, considerações sobre o lugar do terapeuta que incorpora a dimensão rede social em sua prática.


Número 11



  • Educação e terapia em fronteiras culturais por práticas sociais críticas nos serviços humanosMarcelo Pakman


RESUMO: Se entendemos as fronteiras existentes entre as culturas como fatos culturais fluidos e abertos à mudança através da reconstrução na interação, as fronteiras culturais em que habitamos se transformam em solo fértil para uma terapia reflexiva. Em tal processo, a habilidade de nos enxergarmos através dos outros incorpora as dimensões intercultural-ético-sociais que nos constituem, não como um mero contexto para uma forma supostamente universal e abstrata de terapia, mas como o texto necessário de uma versão encarnada da terapia, enraizada em cada situação. Uma terapia dessa índole pode desempenhar assim mesmo um papel social decisivo em uma época que nos insta a viver sem pensar nos que vivemos e que tende a reduzir os serviços sociais a formas cegamente ideológicas e burocratizadas da tecnologia de controle social.


  • Metáforas de transformação nos finais do séculoSaul Fuks


RESUMO: Neste artigo são revistos alguns dos impactos que as metáforas emergentes no pensamento pós-moderno tem produzido naqueles contextos nos quais “mudança” e “transformação” são os eixos fundamentais.

Os espaços de transformações sociais têm em comum com o das psicoterapias que a mudança (em suas diferentes metáforas e analogias) é um ingrediente central de sua especificidade e grande parte dos intercâmbios comunicativos que se produzem estão atravessados por estas referências. As conversas sobre mudança incluem o desejado e o indesejado; o controle e o descontrole; o externo e o interno; certezas e incertezas; verdades e erros; saberes e ignorâncias; ordem e desordem; regulações e caos; ilusões e desilusões; esperanças e desesperanças.

Que pode acontecer quando estas maneiras de descrever, ilustrar e explicar são questionadas? Quando se discutem as verdades da ciência, inclusive a capacidade mesma de gerar verdade? Quando as conversas começam a incluir novas metáforas, ícones e modos de descrição diferentes que convivem com as existentes?


  • Vida, paixão e morte: os marcovaldo Juana Gerardi


RESUMO: A autora discorre sobre o evento terapêutico como metáfora de acontecimentos reais, possibilidade de estender limites e ampliar significados; a atualidade do mito, história aberta e disponível para receber novas marcas e significados, num trabalho conjunto de terapeuta e paciente.



RESUMO: Este artigo explora o potencial de escrever com ao invés de para ou sobre os clientes, uma abordagem que pode promover novas respostas para os dilemas dos clientes em face de discriminações institucionais, culturais, étnicas, de classe ou gênero. Uma revisão seletiva da literatura sobre escrever em terapia e vinhetas de meu próprio trabalho em uma clínica comunitária de saúde mental apóia esta reflexão. Algumas implicações para o treinamento de terapeutas também são consideradas.


Número 12



  • Poder, recursividade e desigualdade social: re-lembrando o bem-estar social em relação às mulheres e famílias na pobrezaImelda Colgan McCarthy


RESUMO: Nesta conferência a autora revisita alguma idéias sobre poder no mundo da terapia de família, especialmente aquelas em relação à desigualdade social das mulheres e famílias na pobreza. A autora sustenta que a posição desigual das mulheres é criada, em parte, por certas práticas discursivas no nível da sociedade, das famílias e da terapia de família. Sugere também algumas estratégias, na prática terapêutica, para a resistência às práticas opressivas do poder.


  • Mediação familiar: articulando diferenças, construindo alternativasLiara Lopes Krüger


RESUMO: A autora, neste artigo, faz uma reflexão sobre a necessidade do desenvolvimento de alternativas para trabalhar com o divórcio e suas conseqüências na família, enfatizando as capacidades pessoais. Aponta a Mediação Familiar como um caminho viável para a construção de modelos saudáveis de funcionamento familiar no pós-divórcio.

O artigo apresenta o modelo utilizado pela autora no Foro da Comarca de Porto Alegre - RS, explanando sobre cada uma de suas etapas.




  • A construção da parentalidade de pós-divórcio: uma vivência femininaRosana Rapizo, Carmen Falcão, Maria Beatriz Costamilan, Martha Scodro, Nadia Moritz



RESUMO: Este artigo descreve e discute um trabalho realizado no ITF-RJ com grupos de mulheres separadas com filhos. Estes grupos fazem parte de uma pesquisa sobre a construção da parentalidade pós-divórcio. Destinam-se a criar um espaço de reflexão e suporte terapêutico para mães/mulheres no contexto pós-divórcio. Tendo em mente que o trabalho com grupos pode propiciar a criação e a ampliação da rede social, destacaremos a multiplicação dos recursos gerados nos grupos através do que Lobovitz, D. et al. chamam de Práticas de Circulação.


  • O par parental; o que há de novo?Rogério Lessa Horta


RESUMO: Este artigo apresenta uma abordagem sistêmica e de gênero do estudo da parentalidade, com foco exclusivo na relação pai-mãe. Questões como distribuição de poder, estratégias de sobrevivência e sobrevivência emocional são incluídas e associadas a dados de estudos arqueológicos, antropológicos e sociológicos.


Número 13



  • Desenhando terapias em saúde mental comunitária: poética e micropolítica dentro e além do consultórioMarcelo Pakmam


RESUMO: O autor faz uma reflexão sobre as práticas psiquiátricas, usando como referencial o construtivismo e construcionismo social. Propõe contextos possíveis para desenhar o que chama de terapias construtivas. Ilustra suas reflexões com vinhetas de seu trabalho em uma unidade de estabilização de crise onde trabalha.


  • Subjetividade, epistemologia e psicologia do conhecimento: breve discussão sobre epistemologia cibernética e epistemologia qualitativaMaurício Neubern


RESUMO: As propostas cibernéticas, das quais Bateson é um dos principais autores, contribuíram significativamente para novos desenvolvimentos teóricos e epistemológicos da psicologia. Dentre as principais repercussões nesta área, podem ser destacados o papel do sujeito como observador, a epistemologia como questão psicológica, a ética e a estética na observação e a dimensão ecológica da psicologia. Entretanto, uma série de questionamentos é traçada quanto a tais contribuições que parecem não integrar em seus construtos dimensões importantes da subjetividade, seja no nível prático e teórico, seja no nível epistemológico. O presente artigo consiste em uma breve reflexão sobre tais pontos na ótica da subjetividade da epistemologia qualitativa.


  • Atendimento em equipe de uma família em situação especial: um estudo de caso clínicoJuliana Gontijo Aun, Sônia Vieira Coelho


RESUMO: Este é o relato de um estudo de caso clínico atendido pela equipe terapêutica da EquipSIS. Trata-se de um casal casado há 3 anos, com um filho de 2 anos e 8 meses em que o marido foi encaminhado para terapia de casal como um meio de “preparar a esposa” para receber a notícia de sua bissexualidade. A descrição da queixa pelo terapeuta que encaminhava o caso e o contato telefônico realizado pelo marido criaram uma situação de difícil manejo uma vez que o segredo do marido foi compartilhado com a equipe terapêutica e era ignorado pela esposa. O estudo enfoca o papel da equipe atrás do espelho e do terapeuta “O” (terapeuta de observação) na condução da terapia do casal, especialmente no que se refere ao segredo.


  • Reflexões para um terapeuta de casalGladis Brun


RESUMO: Este artigo explora a importância da narrativa cultural dominante nas nossas construções sobre casal, felicidade, casamento e expectativas de comportamento para cada gênero. Avalia as conseqüências da “invisibilidade” dessa língua maior e o quanto interfere em nossa participação enquanto co-autores tanto no texto quanto no contexto de nossa prática clínica. Nos coloca frente à impossibilidade de uma língua única permeando nossos diálogos e como explorar os diferentes idiomas nas conversas terapêuticas que mantemos com aqueles que nos pedem ajuda.


  • Orientar/instruir X construir na formaçãoMaria Cristina d´Avila de Castro e Telma Pereira Lenzi


RESUMO: Refletir sobre o processo de formação em Terapia Sistêmica dentro de uma visão pós-modernista é o que se propõe a narrar o presente trabalho.

Levantamos algumas perguntas que nos acompanham durante a formação que permanecem sem respostas por entendermos que estamos totalmente absorvidas pela idéia de circularidade e recursividade enquanto formadores e pessoas que somos.

Nosso desejo é compartilhar com vocês os momentos de dúvidas, incertezas, crescimento e prazer que norteiam nosso trabalho.


Número 14



  • Treinamento e consultoria em terapia sistêmica transcultural: uma visão pós-colonialistaGonzalo Bacigalupe


RESUMO: Interações educacionais transculturais e consultorias podem ser enquadradas como formas sutis de colonialismo, nas quais o saber é a principal mercadoria. O autor examina suas experiências e observações anteriores como estagiário de terapia familiar na América do Sul. Hoje, como educador e consultor de terapia familiar, o autor se depara com intercâmbios semelhantes ao consultar e ensinar no exterior. A partir desta segunda perspectiva, o leitor é convidado a explorar uma série de questões que fomentam uma prática reflexiva e que se crê possibilitará o aparecimento de análises adicionais. Segundo a maneira pós-colonialista, esta crítica não se atreve a ter acesso privilegiado à "verdade". No entanto, o autor se compromete com uma postura ética de colaboração e participação nos encontros com aqueles que construímos como o outro.


  • Grupo de familiares do centro de atenção diária: uma tentativa de reconstrução da rede socialCarmen Pontaul de A. Falcão


RESUMO: Este artigo apresenta uma nova leitura no atendimento de grupo de familiares do Centro de Atenção Diária (CAD) do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB).

Descreve uma forma de trabalho com grupo embasado no referencial teórico do construcionismo social e práticas de rede social.




  • Entrevista com Anna Maria Hoette e Rosaura Maria BrazGizele Bakman e Martha Scodro




  • Uma experiência de pesquisa interdisciplinar: antropologia e terapia familiar sistêmica analisando atendimentos de famílias com dependentes de drogas Naíra Morgado, Roberta T. Pereira, José Guilherme C. Magnani, Piero de C. Leirner


RESUMO: Este artigo traz um diálogo possível entre a terapia familiar sistêmica baseada na narrativa e a análise estrutural da Antropologia, a partir dos resultados de uma pesquisa que investigou a contribuição da terapia familiar no tratamento de dependentes de drogas.

Buscamos na análise qualitativa da Antropologia uma parceria que permitisse traduzir a natureza das mudanças observadas tanto pelos terapeutas como pelas famílias, através das narrativas que descrevem a situação inicial e final do tratamento.




Número 15


  • Flashback de estupros: construindo uma nova narrativaPeggy Pen


RESUMO: Este artigo oferece uma abordagem de dissolução de flashbacks de estupros quando o tratamento usual de conversa e apoio de grupo não funcionam. O cliente, com sua família, constrói um novo cenário de estupro a fim de substituir sua história de abuso. Na nova história, o cliente introduz uma figura protetora ao flashback, que tem o efeito de interromper o cenário antigo de modo a que não possa ocorrer novamente da mesma forma. Esta abordagem depende do cliente encontrar uma voz nova ou livre nas conversas do tratamento, de modo que possa contar sua história de modo diferente. A história nova, com os novos personagens, eventualmente tem o efeito de alterar sua memória e renovar sua direção de vida e crença em si mesmo.


  • Visão das relações familiares no filme "Central do Brasil"Carlos Alberto de Medina


RESUMO: Apresentamos as relações familiares mostradas no filme “Central do Brasil”. Estas indicam a marca de uma família nuclear com indicações de ruptura e desagregação. Os personagens principais são pessoas sós, inexistindo traços da família extensiva tão comum no país. Tios, primos, avós, inexistem no contexto familiar dos personagens. Discutimos, também, as imagens de pai e mãe apresentadas e a valorização das relações entre iguais (irmãos).


  • A família na literatura infantilGizele Bakman e Marise Pedalino


RESUMO: A partir do contato, cada vez mais freqüente, com a diversidade de arranjos familiares que encontram em suas práticas clínicas e inserções sociais, as autoras realizaram uma pesquisa da imagem da família na literatura infantil brasileira, no período de 1987 a 1997, com a intenção de verificar se estas mudanças sociais têm sido incluídas no universo da criança, através dos livros, que a ajuda a conhecer o mundo em que vive, a pensar sobre ele e a se sentir pertinente.


  • O teatro de fantoches reflexivoTrude Langseth, Hanne Rieber, Helene Trana


RESUMO: A experiência recolhida pelas autoras com o uso de uma equipe reflexiva em terapia de família as levou à conclusão de que freqüentemente se desconsidera o papel das crianças pequenas. Sua frustração nesse sentido as estimulou a tentar novas maneiras de se aproximar da criança, que permitisse a esta se envolver mais na terapia. Criaram assim um tipo de diálogo que acentua especialmente as modalidades de comunicação da criança. Através de uma reflexão instrumentada com um teatro de fantoches, apresenta-se à família um relato metafórico que contém importantes elementos terapêuticos. O relato metafórico se converte posteriormente em uma nova ferramenta de comunicação para a família.


Número 16


  • Atitudes terapêuticas, ou, os problemas da transição paradigmáticaErcy J. Soar Filho


RESUMO: O paradigma sistêmico tem historicamente privilegiado os aspectos mais propriamente operativos da terapia, em detrimento da compreensão e do manejo dos fenômenos emocionais presentes na interação terapêutica. É necessário que se estabeleça um diálogo com outros modelos teóricos, como a psicanálise, para a construção de um discurso sobre o “eixo afetivo” da relação, que deve estar bem articulado com o “eixo cognitivo” para que a terapia seja efetiva. A reflexão sobre as “atitudes terapêuticas” pode ser um caminho para esse diálogo interdisciplinar.


  • 2 x 5 + 3 = 13 versus 2 (5+3) = 16. Avaliação x (avaliação) - Alan Bronz, M. Cacilda Accardo, M. Catalina Baeza Cárdenas


RESUMO: Os autores deste texto propõem uma reflexão sobre a questão da avaliação dentro de um processo de aprendizagem sistêmica sob a ótica da (objetividade) de H. Maturana. Serão apresentados conceitos como objetividade, realidade, linearidade e representação dentro de uma perspectiva de ensino tradicional e sistêmica.


  • Grupo de reflexão: uma aeróbica da escutaKátia A. Achcar, Tânia M. Martins, Regina Flora de S. Neviani e M. Luiza Teixeira


RESUMO: O trabalho descreve a trajetória de um grupo de reflexão, composto por quatorze profissionais, terapeutas de família, no Instituto de Terapia de Família do Rio de Janeiro (ITF-RJ), durante o ano de 1997.

A proposta foi a de refletir sobre encontros e desencontros do casal e as discussões que ocorreram e suscitaram um aprofundamento nas questões relativas à nova configuração do casal nesta virada do século.

O tema do grupo de estudos, a forma como esse grupo foi constituído, a coordenação e a técnica utilizada para supervisão das questões teórico-clínicas, produziram um material rico e original merecedor de ser divulgado a outros profissionais ligados à clínica e formação em terapia de casal e família.

A validade da experiência tornou-se mais expressiva na medida em que o espaço propiciou, simultaneamente, a reflexão a respeito da singularidade do casal e de cada membro que forma o casal, bem como da singularidade do terapeuta.




  • Adolescentes grávidas: trauma nas famílias ou acontecimento da vida?Alzira C. S. B. Pereira, Eliane Messina, Patrícia Pessoa, Lia Ganc


RESUMO: As autoras apresentam o início de um projeto de 12 terapeutas de família convidadas a acompanhar adolescentes grávidas e seus familiares num Hospital-Escola. A indagação que moveu o grupo foi a questão: gravidez na adolescência é uma situação limite? As autoras, a partir da clínica, entendem que não. Trata-se de um acontecimento para a família e para as adolescentes, mas não é um trauma e não as paralisa.

O artigo discute sexualidade e gravidez na adolescência e como os pais e o social mais abrangente encaram e abordam o tema em questão. Também defende a idéia de que o grupo de conversa extraído das idéias da equipe reflexiva de Tom Andersen se adequa ao trabalho no Ambulatório de Pré-Natal.




  • Entrevista com Gladis BrunGizele Bakman e Martha Scodro


Número 17


  • A preferência estética: superando o erro pragmáticoLawrence R. Allman


RESUMO: Partindo de um dos legados ideológicos centrais de Gregory Bateson - a natureza estética da epistemologia dos sistemas - o autor apresenta sua reflexões sobre a terapia e os terapeutas de família.

Acreditando que os sistemas buscam uma “preferência estética” em sua organização, seus procedimentos terapêuticos são concebidos de modo a facilitar tanto à família quanto ao terapeuta atingirem uma sincronia necessária, abrindo-se a todos a possibilidade de espontaneidade na vida.

A preferência estética na terapia de família manifesta-se na tentativa de ajudar as pessoas a refletirem sobre os significados de suas ações e em criar condições para que adquiram flexibilidade pessoal, desenvolvendo um sentido de liberdade para criar novos sistemas de significados.


RESUMO: Este trabalho se propõe a fazer uma revisão de alguns dos obstáculos que a psicoterapia, como conjunto de práticas sociais, encontrou na sua tentativa de abandonar a simplificação reducionista que arrasta como herança da sua fascinação pelos ideais da ciência moderna. A partir de uma visão pós-moderna, sustentada pelos desenvolvimentos da psicologia crítica, são exploradas as aberturas provenientes da epistemologia da complexidade.


  • Projeto Escola de Pais: reflexões sobre um ano de prática com grupos reflexivos Mônica C. Meyer


RESUMO: O projeto Escola de Pais nasceu na 1a. Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro com o objetivo de promover o fortalecimento dos vínculos afetivos de famílias com crianças e adolescentes em situação de risco social e pessoal. Através de encontros grupais de cunho reflexivo informativo, baseado no modelo teórico clínico do construcionismo social, pretende-se criar contexto propício ao fortalecimento das figuras parentais, estimulando uma atuação sustentadora e acolhedora destes pais para com seus filhos. É também um trabalho que articula redes sociais na medida em que estas famílias têm seus recursos pessoais ampliados através das experiências grupais e são inseridos em programas oficias de apoio social.


  • A co-evolução do sistema terapêutico: uma abordagem sistêmico-construtivista da musicoterapiaLeila Brito Bergold


RESUMO: Este artigo contém o relato clínico de um atendimento de musicoterapia realizado com um portador de deficiência visual com 7 anos de idade e sua mãe. Este relato é o fio condutor que promove reflexões sobre as mudanças que ocorreram com o paciente, a família e o terapeuta, levando-os a uma evolução que permitiu o amadurecimento de cada um e do sistema como um todo.


Número 18


  • A preferência estética: superando o erro pragmático – parte IILawrence R. Allman


RESUMO: Partindo de um dos legados ideológicos centrais de Gregory Bateson – a natureza estética da epistemologia dos sistemas – o autor apresenta suas reflexões sobre a terapia e os terapeutas de família.

Acreditando que os sistemas buscam uma "preferência estética" em sua organização, seus procedimentos terapêuticos são concebidos de modo a facilitar tanto à família quanto ao terapeuta atingirem uma sincronia necessária, abrindo-se a todos a possibilidade de espontaneidade na vida.

A preferência estética na terapia de família manifesta-se na tentativa de ajudar as pessoas a refletirem sobre os significados de suas ações e em criar condições para que adquiram flexibilidade pessoal, desenvolvendo um sentido de liberdade para criar novos sistemas de significados.


  • A noção de rede social e mudanças no pensamento sistêmico contemporâneoTânia de Oliveira Luchi


RESUMO: A noção de rede social vem sendo revitalizada na teoria e na prática da terapia familiar sistêmica, ganhando progressiva visibilidade. Sua utilização como recurso terapêutico, marca dois momentos significativos no desenvolvimento das investigações sobre a saúde mental.

Na década de 60, através da técnica da mediação de rede, respondeu a algumas das questões fundamentais da psiquiatria alternativa, ultrapassando a inclusão do sistema familiar no processo terapêutico, apontou para as possibilidades terapêuticas da rede social. A partir da década de 80, a noção de rede social foi resgatada e revitalizada, sendo recolocada como um recurso alternativo na prática da terapia familiar sistêmica ou enfocada como um referencial que incorpora as variáveis de rede ao esquema conceitual do terapeuta.

A terapia familiar contemporânea, influenciada por um novo paradigma, ampliou a noção de rede social, situando e compreendendo a família dentro do contexto sócio-cultural mais amplo.

Neste artigo se investiga o desenvolvimento da noção de rede social em sua parceria com a terapia familiar sistêmica




  • Abuso sexual infantil – compartilhando dores na esperança de reescrever uma nova história: uma experiência com grupos multifamiliares - Carmen Berwanger, Maria Inês S. Rosa, Martha Narvaz e Rosane Brusius de Moraes


RESUMO: As autoras apresentam a experiência de Grupos Multifamiliares com vítimas de abuso sexual infantil desenvolvida no SAF – Serviço de Atendimento Familiar do Hospital Materno infantil Presidente Vargas de Porto Alegre/RS, desde 1995. Pretendem discutir acerca da valiosa alternativa terapêutica oferecida pelos Grupos Multifamiliares, em especial nos serviços públicos de saúde mental, mesmo em situações complexas como as que envolvem casos de abuso sexual.


  • Perdas e danos são marcas ou acontecimentos da vida?Lia Ganc


RESUMO: O artigo propõe discutir o lugar do diagnóstico do estresse pós-traumático na vida dos clientes e na vida dos profissionais. Se trauma é uma marca eterna com suas seqüelas ou se é um acontecimento que se soma a outros. As famílias ilustram a tese de que via a linguagem e a escuta ampliada, que incorpora os diversos contextos que os humanos circulam, é possível retomar o eixo da vida após um acontecimento nomeado como traumático.


  • Entrevista com familiares de portadores de doença mental, participantes de grupo terapêutico coordenado por Anna Maria Hoette e Rosaura Maria Braz, no ITF-RJGizele Bakman e Martha Scodro


Número 19


  • Algumas idéias centrais no método da Just Therapy – Charles Waldergrave e Kiwi Tamatese


RESUMO Este documento abrange trechos de uma palestra sobre Terapia de Família e Justiça Social proferida na Second Australia and New Zealand Family Therapy Conference (Segunda Conferência de Terapia de Família da Austrália e Nova Zelândia), Melbourne, julho de 1992. Contém a linguagem de três culturas do Centro da Família: Maori, Samoano e Inglês. Os dois profissionais apresentam suas perspectivas, as da condição feminina samoana e da condição masculina Pakeha (branca), ao tratarem do desenvolvimento da Just Therapy.

Este documento é um incomum relato subjetivo dos fatos históricos que mostraram ser cruciais para o desenvolvimento original da terapia no Centro da Família. Por meio da criação da palestra, poesia, prosa e canções, o documento delineia os contextos: cultural, de diferença entre os sexos e sócio-econômico, essenciais ao método da Just Therapy.

“Pertencimento”, “sacralidade” e “libertação” tornaram-se os temas essenciais neste método único de uma terapia anticolonial, antisexista e anticlasse. Para colocar as coisas do modo mais positivo, este documento apresenta uma história de luta com as questões da equidade que consistentemente tentou criar uma terapia que inclua a experiência das mulheres, culturas dominadas e famílias de baixa renda, marginalizadas no mercado.


  • A violência doméstica e os juizados especiais criminaisBárbara Musumeci Soares

RESUMO: Este artigo focaliza os limites e a perspectivas geradas pela atuação dos Juizados Especiais Criminais (JECRIMs) nos casos de violência doméstica, sugerindo a inadequação dos procedimentos resultantes da Lei nº 9.099, a qual desconsiderou a especificidade das situações que tipicamente vitimam as mulheres na esfera privada. Por outro lado, o texto aponta para as novas alternativas que os próprios JECRIMs já vêm adotando através de experiências-piloto que podem se tornar matrizes de uma nova abordagem do problema.


  • Continuando a experiência: os grupos de mulheres e filhos que viveram o divórcio Rosana Rapizo, Maria Beatriz Constamilan, Nádia Moritz e Selma Hinds


RESUMO: Este trabalho apresenta a experiência que temos tido com grupos de mulheres e adolescentes que passaram pelo processo do divórcio. As autoras acreditam que o trabalho com grupos vem auxiliando a reconstrução de redes e identidades, que se transformam em grande escala durante o processo do divórcio. Nosso foco inicial ficou sobre as mulheres, que estamos atendendo desde 1997; desde 1998 temos feito encontros com os adolescentes. Realizamos também um encontro de mulheres e adolescentes em 2000. Percebemos que a abertura de um espaço para compartilhar e conversar sobre temas referentes ao divórcio abre alternativas de ação e de vida, gerando uma multiplicidade narrativa e ao mesmo tempo um clima de cumplicidade e apoio.


  • Entrevista com Fernando AcostaGizele Bakman e Martha Scodro




  • A família como aliada na reforma psiquiátricaAlexandre Lins Keusen


RESUMO: Este texto se propõe analisar o papel da família perante o processo da reforma psiquiátrica, ora em curso em nosso país, através do fechamento de leitos nos hospitais psiquiátricos e a abertura de novos espaços em centros de atenção psicossocial.

A mudança do foco hospital/comunidade confere ao ambiente familiar papel fundamental e central nas ações de saúde, e assim, as redes de serviços alternativas devem ser pensadas como uma rede de suporte a este novo espaço (família/comunidade). Espaço onde de fato centra-se o convívio e assistência nesta nova era.




Número 20


  • Implicações do "pensamento novo paradigmático" para as práticas psicotérapicas: a questão da "terapia sistêmica individual"Maria José Esteves de Vasconcellos


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