O banquete do Cordeiro



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O Banquete do Cordeiro
Queridos

Acabei de ler esse livro , cujo autor é Scott Hann, um ex protestante que descobriu que a chave para entender a missa é o livro do Apocalípse,e mais, que a missa é o único meio para o cristão descobrir o sentido do livro do Apocalípse.

Tenho no meu coração um esboço para esse tópico , mas ainda não sei como ele se desenvolverá...o tempo dirá!

Proponho aos que leram o livro que ajude ,cada vez que eu colocar um resumo de cada capítulo...e os que não leram que bebam desta fonte maravilhosa!!!e que participem!!!

Para mim foi como um tesouro que tive nas maõs...a partir dai tenho buscado celebrar dignamente esse Santo Mistério!!

Desejo que possamos crescer e aprender juntos , e que Deus derrame sobre nõs sua graça e sabedoria para que aprendendo , possamos ajudar outros.

No amor do Senhor . Ana
No céu agora mesmo! Cap.I
Ao estudar os escritos dos primeiros cristãos, Scott, encontra inúmeras referencias à "liturgia", à "Eucaristia", ao "sacrifício".

Foi então a santa missa (logicamente incognito, visto que era um ministro protestante, calvinista), como um execício academico.

Como calvinista, foi instruido para acreditar que a missa era o maior sacrilégio que alguém poderia cometer. Pois para eles a missa era um ritual com o propósito de " sacrificar Jesus Cristo outra vez".

Entretando a medida que a missa prosseguia, alguma coisa o toca.

A Bíblia estava diante dele!nas palavras da missa!!..Isaías, Salmo, Paulo...Não obstante , manteve sua posição de espectador, à parte, até que ouve o sacerdote pronunciar as palavras da consagração:" Isto é o meu corpo...Este é o cálice do meu sangue".

Então sentiu todas as suas dúvidas se esvairem. Qdo viu o sacerdote elevar a hóstia, percebeu que uma prece subia do seu coração em um sussurro: Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!"

Qdo não foi maior sua emoção ao ouvir toda a igreja orar:"Cordeiro de Deus..Cordeiro de Deus...Cordeiro de Deus" e o sacerdote dizer: "Eis o Cordeiro de Deus..", enquanto elevava a hóstia.

Em menos de 1 min.a frase "Cordeiro de Deus ressoou 4 vezes. Graças a longos anos de estudo bíblicos, percebeu imediatamente onde estava.Estava no livro do Apocalípse, no qual Jesus é chamado de Cordeiro nada menos que 28 vezes em 22 capítulos.

Estava na festa de núpcias que João descreve no final do último livro da Bíblia.

Estava diante do trono do céu, onde Jesus é saudado para sempre como o Cordeiro.

Entretanto, não estava preparado para isso - Ele estava na MISSA!
Fumaça Santa! cap.I
Scott volta a missa por 2 semanas, e a cada dia "descobria" mais passagens das Escrituras consumadas diante de seus olhos.

Contudo, naquela capela , nenhum livro lhe era tão visível qto o da revelação de Jesus Cristo, o Apocalípse, que descreve a adoração dos anjos e santos de céu.

Como no livro, ele vê naquela capela, sacerdotes paramentados, um altar,uma assembléia que entoava:"Santo,Santo ,Santo".Viu a fumaça do incenso, ouviu a invocação de anjos e santos...ele mesmo entoava os aleluias, porque se sentia cada vez mais atraído a essa adoração.

A cada dia se desconcertava mais , e não sabia se voltava para o livro ou para a ação no altar, que pareciam cada vez mais ser exatamente a mesma!

Mergulhou nos estudos do cristianismo antigo e descobriu que os 1ºs bispos, os Padres da igreja, tinham feito a mesma descoberta que ele fazia a cada manhã.

Eles consideravam o livro de Apocalípse a chave da liturgia e a liturgia a chave do livro do apocalípse.

Scott começa descobrir que o livro que ele mais achava desconcertante , agora elucidava as idéias mais fundamentais de sua fé:A idéia da aliança como elo sagrado da família de Deus.

Além disso, a ação que considerava a maior das blasfemias - a missa - agora se revela o acontecimento que ratificou a aliança de Deus: "Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna alinça".

Scott estava aturdido, pois durante anos tentou compreender esse livro como uma esépécie de mensagem codificada a respeito do fim do mundo, a respeito do culto no céu distante, algo que os cristãos não poderiam experimentar aqui na terra!

Agora , queria gritar a todos dentro daquela capela durante a liturgia:"Ei , pessoal.Quero lhes mostrar onde vcs estão no livro do Apcalípse! Consultem o cap.4, vers.8.

Isso mesmo! AGORA mesmo vcs estão no céu!!!
"Passaram -me para trás!! cap.I
No céu agora mesmo!!

Os padres da igreja mostraram que essa descoberta nao era de Scott!!.

Pregaram a respeito há mais de mil anos.

Scott, no entanto , estava convencido de que merecia o crédito pela redescoberta da relação entre missa e o livro do apocalípse!

Então, para sua surpresa, descobre que o Concílio Vaticano II o tinha passado para trás!

Reflitam nestas palavras da Constituição sobre a Sagrada Liturgia:

Na liturgia terrena, antegozando, participamos da liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalem, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos.

Lá, Cristo está sentado `a direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda milícia do exército celestial entoamos um hino de glória ao Senhor e , venerando a memória dos santos, esperamos fazer parte da sociedade deles;suspiramos pelo Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo. até que ele, nossa vida se manifeste, e nós apareçamos com Ele na glória.

Espere um pouco.Isso é céu.Não, isso é missa. Não, é o livro do apocalípse.

Espere um pouco: Isso é tudo o que está acima!

Scott, se acalma, para não ir rápido demais, para evitar os perigos aos quais os convertidos são susceptíveis!

Pois, ele estava rapidamente se convertendo `a fé católica!!

Contudo , essa descoberta não era produto de uma imaginação superexcitada; era o ensinamento solene de uma "concílio da igreja católica".

Com o tempo , Scott descobre que essa era tbem a conclusão inevitável dos estudiosos protestantes mais rigorosos e honestos.

Um deles, Leonard Thompson, escreveu que "até mesmo uma leitura superficial do livro de apocalípse mostra a presença da linguagem liturgica disposta em forma de culto..".

Basta as imagens da liturgia para tornar esse extraordinário livro compreensível.

As figuras litúrgicas são essenciais para sua mensagem, escreve Thompson, e revelam "algo mais que visões de 'coisas que estão por vir'".
Atrações futuras cap.I
O livro do Apocalípse tratava de Alguém que estava por vir.

Tratava de Jesus Cristo e sua "segunda vinda", a forma como, em geral,os cristãos traduziram a palavra grega parousia .

Depois de passar horas e horas naquela capela, Scott aprende que aquele Alguém era o mesmo Jesus Cristo que o sacerdote católico erguia na hóstia.

Se os cristãos primitivos estavam certos, ele sabia que, naquele exato momento, o céu tocava a terra.

"Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!"

Ainda assim, restavam muitas perguntas sérias na mente e no coração de Scott: Qto à natureza do sacrifício.


Qto aos fundamentos bíblicos da missa.
Qto a continuidade da tradição da tradição católica.
Qto a muitos dos pequenos detalhes do culto litúrgico.

Essas perguntas definiram suas investigações nos meses que levaram a sua admissão na Igreja Católica.

Em certo sentido, elas continuam a definir seu trabalho de hoje.

"Porem agora ele não faz mais perguntas como acusador ou curioso, mas como filho que se aproxima do pai, pedindo o impossível, pedindo para segurar na palma da mão uma estrela luminosa e distante."

Scott não crê que Nosso Pai nos recuse , a sabedoria que buscamos a respeito de sua missa.

Ela é afinal de contas, o acontecimento no qual ele confirma sua aliança conosco e nos faz seus filhos.

Este livro é mais ou menos o que Scott descobriu enquanto investigava as riquezas de " nossa tradição católica".

Nossa herança inclui toda a Bíblia, o testemunho ininterrúpto da missa, os constantes ensinamentos dos santos, a pesquisa dos estudiosos, os métodos de oração contemplativa e o cuidado dos papas e bispos.

Na missa , voce e eu temos o céu na terra.

As provas são prodigiosas.

A experiencia é uma revelação!
A história do sacrifício capII
A frase da missa que venceu Scott foi "Cordeiro de Deus", porque ele sabia que esse Cordeiro era o próprio Jesus Cristo.

Recitamos esse Cordeiro de Deus na missa, exatamente o mesmo número de vezes que vimos o sacerdote elevar a hóstia e proclamar: "Eis o cordeiro de Deus...

O Cordeiro é Jesus!

Isso não é novidade; e é o tipo de fato que escondemos: afinal de contas Jesus é muitas coisas:é Senhor,Deus,Salvador,Messias, Rei, Sacerdote, Profeta ...e Cordeiro!

O último título não é como os outros.Os sete 1ºs são títulos com os quais nos dirigimos tranquilamente a um Deus-Homem.

São títulos com dignidade, que sujerem sabedoria,poder e posição social.

Mas Cordeiro?

Scott nos pede para nos desfazermos de dois mil anos de sentido simbólico acumulado.Que finjamos por um momento que jamais entoamos o "Cordeiro de Deus!!


A respeito do cordeiro capII
Esse título parece quase cômico de tão inadequado.

Em geral, cordeiros não ocupam 0s primeiros lugares das listas de animais mais admirados.

Não são particularmente fortes, nem espertos, sagazes ou graciosos.

E outros animais parecem mais merecedores.

Por exemplo: É fácil imaginarmos Jesus como o Leão de Judá (Ap5,5).

Os leões são magestosos, forteis e ageis, ninguem mexe com o rei dos animais.

Mas o Leão de Judá desempenha papel efêmero no livro do apocalípse.

Ao mesmo tempo , o Cordeiro prevalece e a parece nada menos que vinte e oito vezes.

O Cordeiro governa e ocupa o trono de céu (Ap 22,3).

É o Cordeiro quem lidera um exército de centenas de milhares de homens e anjos, e acende o medo nos corações dos ímpios (Ap 6, 15-16).

Esta última imagem, do Cordeiro feroz e assustador, é quase absurda demais para imaginar-mos sem sorrir!

No entanto,para João, esse assunto do Cordeiro é sério!

Os títulos "Cordeiro" e "Cordeiro de Deus" aplicam-se a Jesus quase exclusivamente nos livros do novo testamento atribuídos a João: o quarto evangelho e o apocalípse.

Embora outros livros neotestamentários (Ap8,32-35; IPd 1,19) digam que Jesus é "como" um cordeiro em certos aspectos,só João ousa "chamar" Jesus " o Cordeiro" (Jo 1,36 e Ap todo).

Sabemos que o cordeiro é fundamental para a missa e tbem para o livro do Apocalípse.

E sabemos "quem " o Cordeiro é.

Entretanto, se queremos experimentar a missa como o céu na terra, precisamos saber mais.

Precisamos saber o "que" o Cordeiro é e "por que" o chamamos "Cordeiro".

Para descobrir, temos de voltar no tempo, quase até o início....
Pão Salutar capII
Para o antigo Israel, o cordeiro identificava-se com o sacrifício,que era uma das formas mais primitivas de adoração.

Já na 2ª geração descrita no Gn,encontramos na história de Caim e Abel, o 1º exemplo registrado de uma oferenda sacrifical:"Caim trouxe ao Senhor uma oferenda de frutos da terra; tbem Abel trouxe primícias dos seus animais e a gordura deles" (Gn 4,3-4).

No devido tempo, encontramos holocaustos semelhantes oferecidos:

Por Noé (Gn 8,20-21)


Abraão (Gn 15,8-10; 22,13)
Jacó (Gn 46,1)e outros.

No genesis, os patriarcas estavam sempre construindo altares ,e estes serviam primordialmente para sacrifícios.

Entre os sacrifícios do Gn.dois merecem nossa atenção:
- Melquizedec (Malki-Sédeq,Gn 14,18-20)
- e o de Abraão e Isaac (Gn 22).

Melquizedec surge como o 1º sacerdote mencionado na Bíblia e muitos cristãos(Hb 7,1-17) o consideram precursor de Jesus Cristo.

Melquisedec era sacerdote e rei, combinação estranha no AT, mas que , mais tarde, foi aplicada a Jesus.

Ele é descrito como rei de Shalem, terra que depois seria "Jeru-salém". que significa "Cidade da Paz"(Sl 76,2).

Um dia Jesus surgiria como rei da Jerusalém celeste e novamente como Melquizedec, "Príncipe da Paz".

Em conclusão, o sacrifício de melquisedec foi extraordinário por "não envolver animal algum".

Ele ofereceu "Pão e Vinho",como Jesus fez na Última Ceia, qdo institui a Eucaristia.

O sacrifício de Melquisedec terminou com uma benção sobre Abraão.


O alcance de Moriá cap II
O próprio Abraão revisitou Shalem, alguns anos mais tarde, qdo Deus o chamou para fazer um sacrifício definitivo.

Em Gn 22, Deus diz a Abraão:"Toma o teu filho, o teu único, Isaac, que amas.Parte para terra de Moriá e lá oferecerás em holocausto sobre uma das montanhas que eu te indicar"(v2).

A tradição israelita, registrada em 2Cr 3,1, identifica Moriá com o local do futuro Templo de Jerusalem.

Para lá, Abraão viajou com Isaac, que carregou nos ombros a lenha para o sacrifício (Gn22,6).

Qdo Isaac perguntou onde estava a vítima, Abraão respondeu:Deus providenciará Ele mesmo uma ovelha para o holocausto, meu filho"(v8).

No fim , o anjo Deus impediu que a mão de Abraão sacrificasse seu filho e forneceu um carneiro para ser sacrificado.

Nessa história, Israel discerniu o juramento da aliança de Deus para fazer dos descendentes de Abraão uma nação poderosa:"juro-o por mim mesmo...Por..não teres poupado seu filho..comprometo-me..a fazer proliferar tua descendencia tanto qto as estrelas do céu...é nela que se abençoarão todas as nações da terra"(Gn22,16-17).

Esse foi o reconhecimento de dívida que Deus deu a Abraão; tbem seria a apólice de seguro de vida de Israel.

No deserto do Sinai, qdo o povo escolhido mereceu a morte por adorar o bezerro de ouro, Moisés invocou o juramento de Deus a Abraão, a fim de salvar o povo da cólera divina (Ex32,13-14).

Mais tarde os cristãos consideraram a narrativa de Abraão e Isaac uma profnda alegoria do sacrifício de Jesus na cruz.

As samelhanças eram muitas:
1º-Jesus, como Isaac,era o filho único querido de uma pai fiel.
2º-Tbem como Isaac, Jesus carregou morro acima a madeira para seu sacrifício, que foi consumado em uma colina de Jerusalém.

De fato, o local onde Jesus morreu, o calvário, era um dos morros da cadeia de Moriá.

Alem disso, o primeiro versículo do NT identifica Jesus como Isaac,ao dizer que Ele é "filho de Abraão"(Mt1,1).
Para os leitores cristãos, até as palavras de Abraão se mostraram proféticas.Lembre-se de que não havia pontuação no original hebraico e pense em uma interpretação alternativa de Gn22,8:"Deus se dá a si mesmo, o Cordeiro , para o holocausto".

O Cordeiro pronunciado era, Jesus Cristo, o próprio Deus-"para que a benção de Abraão alcance os pagãos em Jesus Cristo"(Gll3,14 veja tbem Gn 22,16-18).


Magnetismo animal cap II
No tempo da escravidão de Israel no Egito, está claro que o sacrifício ocupa uma parte essencial e fundamental da religião de Israel.

Os capatazes do faraó escarnecem dos frequentes sacrifícios dos israelitas, afirmando serem apenas uma desculpa para evitar o trabalho (Ex 5,17).

Mais tarde qdo Moisés faz um apelo a Faraó, sua exigencia principal é o direito dos israelitas oferecerem sacrifícios a Deus (Ex 10,25).

O que significam todas essas oferendas? O sacrifício animal significava muitas coisas para os antigos israelitas:

-Era o "reconhecimento da soberania"de Deus sobre a criação:"Ao Senhor, a terra e sua riquezas" (Sl 24,1).Assim o sacrifício louvava a Deus, de quem fluem todas as bençãos.

-O sacrifício era um ato de "agradecimento". A criação foi dada ao homem como dádiva.

-Às vezes, o sacrifício servia para "ratificar solenemente uma acordo ou juramento, uma aliança diante de Deus" (Gn 21,22-23).

-O sacrifício tbem era "ato de renúncia e tristeza pelos pecados".O que oferecia o sacrifício reconhecia que seus pecados faziam-no merecer a morte;em lugar de sua vida, oferecia a do animal.




A contagem das ovelhas cap II
Mas, na história de Israel, o sacrifício principal foi a "Páscoa", que apressou a fuga dos Israelitas do Egito.

Foi na Páscoa que Deus instuiu toda família israelita a tomar um " animal sem defeito, sem ossos quebrados, degolá-lo e passar seu sangue na ombreira da porta".

Os israelitas deveriam comer o cordeiro naquela noite.

Se o fizessem, seus primogênitos seriam poupados.

Se não o fizessem, seus primogênitos morreriam durante a noite, juntamente com todos os primogênitos de seus rebanhos (Ex 12,1-23).

O cordeiro sacrifical morreu como expiação, em lugar do primogênito da casa.



A Páscoa entao, foi uma ato de redenção, um "resgate".

Contudo, Deus não apenas resgatou os primog~enitos de Israel;tbem os consagrou como um "reino de sacerdotes e uma nação santa"(Ex 19,6) - uma nação que Ele chamou seu "filho primogênito" (Ex 4,22).

O Senhor pediu, então, aos Israelitas para comemorarem a Páscoa todos os anos e até deu as palavras que deveriam usar para explicar o ritual às gerações futuras: "Qdo vossos filhos vos perguntarem: 'Que rito é esse que estais celebrando?', direis:

'É o sacrifício da Páscoa para o Senhor, que passou diante das casas dos filhos de Israel no Egito, qdo golpeou o Egito e libertou nossas casas'"(Ex 12, 26-27).

Na terra prometida, os israelitas continuaram os sacrifícios cotidianos a Deus, agora guiados pelos muitos preceitos da Lei, enumerados em Levítico, Números e Deusteronômio (Lv 7-9;Nm 28; Dt 16).
Dentro e fora cap II
Era todo esse sacrifício apenas um ritual vazio? Não, embora, obviamente, o holocausto, por si só, não fosse suficiente.

Deus exigia tbem um sacrifício "interior".

O salmista declarou que "o sacrifício que Deus quer é um espírito contrito" (Sl51,19).

O profeta Oséias falou por Deus e disse:" Pois é o amor que me agrada, não o sacrifício;e o conhecimento de Deus, eu o prefiro aos holocaustos" (Os 6,6).

Contudo, a obrigação de oferecer sacrifícios foi mantida.

Sabemos que Jesus cumpria as leis judaicas referentes ao sacrifício.

Ele celebrava a Páscoa todos os anos em jerusalem e é de se presumir que comesse o cordeiro sacrificado, primeiro com a família e mais tarde com os apóstolos.

Afinal de contas, "isso não era facultatico".Consumir o cordeiro era o único jeito de o judeu fiel "renovar a aliança com Deus ", e Jesus era um judeu fiel.

mas a importancia da Páscoa na vida de Jesus foi mais que ritual, foi"fundamental para sua missão", um momento definitivo.

Jesus éo Cordeiro.

Qdo Jesus estava diante de Pilatos, João observa que "era o dia da preparação da Páscoa, por volta da sexta hora" (Jo 19,14).

João sabia que era na sexta hora que os sacerdotes começavam a imolar os cordeiros pascais.Esse, então, é o momento do sacrifício do Cordeiro de Deus.

Em seguida, João relata que nenhum dos ossos de Jesus foi quebrado na cruz, "para que se cimprisse a Escritura" (Jo 19,36).

Que Escritura era essa? Êxodo 12, 46, que estipula que os ossos do Cordeiro da Páscoa não sejam quebrados.

Vemos, então, que o Cordeiro de Deus, como o cordeiro da Páscoa, é oferenda condígna, realização perfeita.

Na mesma passagem, João relata que fixaram uma esponja embebida em vinagre na ponta de um ramo de hissopo e a serviram a Jesus (Jo 19,29;Ex12,22).

Hissopo era o ramo preceituado pela lei para borrifar o sangue do cordeiro na Páscoa.

Assim, essa ação simples marcou a realização da nova e perfeita redenção.

E Jesus disse: "Tudo está consumado".

Por fim, ao falar das vestes de Jesus na hora da crucifixão, João usa os termos exatos para os paramentos que o sumo sacerdote usava qdo oferecia sacrifícios como cordeiro da Páscoa.


Ritos da vítima cap II
O que concluimos disso? João nos deixa claro que no novo e definitivo sacrifício da Páscoa, Jesus é sacerdote e tbem vítima".

Isso se confirma nos relatos da Última Ceia contidos nos tres evangelhos, onde Jesus usa claramente a linguagem sacerdotal de sacrifício e libação, até qdo descreve a si mesmo como a vítima.

"Isto é o meu corpo dado por vós...Esta taça é a nova Aliança em meu sangue derramado por vós" (Lc 22, 19-20).

O sacrifício de Jesus realizou o que todo o sangue de milhões de ovelhas e touros e bodes jamais conseguiu.

"Pois é impossível que o sg de um quarto de milhão de cordeiros salvaria a nação de Israel, muito menos o mundo.

Para expiar as ofensas contra um Deus que é bom, infinito e eterno, a humanidade precisava de um sacrifício perfeiro:um sacrifício tão bom, puro e infinito qto o próprio Deus. E esse era Jesus, o único que podia "abolir o pecado com seu próprio sacrifício" (Hb 9,26).

"Eis o Cordeiro de Deus" (Jo 1,36).

Por que Jesus tinha de ser um cordeiro e não um garanhão, um tigre ou um touro?

Por que o apocalípse retrata Jesus como "um cordeiro que parecia imolado"(Ap5,6)?

Por que a missa precisa proclamá-lo como "Cordeiro de Deus"?.

POrque só um cordeiro sacrifical se encaixa no padrão divino de nossa salvação.

Jesus era sacerdote além de vítima e como sacerdote fazia o que nenhum outro sacerdote fazia, pois este entrava "todos os anos no santuário com sg estranho"(Hb 9,25) e mesmo então,só ficava pouco tempo antes que sua indignidade o obrigasse a sair.

Mas Jesus entrou no Santo dos santos - o céu - de uma vez por todas, para oferecer-se como nosso sacrifício.

Alem disso, pela nova Páscoa de Jesus, nós tbem nos tornamos um reino de sacerdotes e a Igreja do primogênito (Ap 1,6;Hb 12,23 e compare com Ex4,22;19,6).

E com Ele entramos no santuário do céu toda vez que vamos a missa.
Não ignore esta festa cap II
Mas o que isso significa para nós hoje?

Como devemos "celebrar" nossa Páscoa?

São paulo nos dá uma resposta: "Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Celebremos pois a festa...com pães sem fermento: na pureza e na verdade" (ICor 5,7-8).

Nosso cordeiro pascal é, então, pão sem fermento. Nossa festa é a MISSA! (ICor 10,15-21;11,23-32).

À luz clara da nova aliança, os sacrifícios da antiga aliança fazem sentido como preparação para o sacrifício único de Jesus Cristo, nosso sumo sacerdote régio no santuário celeste.

E é esse sacrifício único que, na missa, oferemos com Jesus.

À essa luz, vemos as orações da missa com clareza:

Nós vos oferecemos o seu Corpo e Sangue, sacrifício do vosso agrado e salvação do mundo inteiro. Olhai com bondade o sacrifício que destes à vossa Igreja.....(Oração eucarística IV).

...Vos oferecemos , ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeiro e santo.

...Recebei, ó Pai, esta oferenda, como recebeste a oferta de Abel, o sacrifício da Abraão e os dons de Melquisedec. Nós vos suplicamos que ela seja levada à vossa presença...(Oração eucarística I).

Não basta Cristo ter derramado seu sangue e morrido por nós.

Agora tbem temos nosso papel a desempenhar.

Como aconteceu com a antiga aliança, acontece com a nova.

Quem quer expressar a aliança com Deus, ratificar a aliança com Deus, renovar a aliança com Deus 'tem de comer o Cordeiro - o cordeiro pascal que é nosso pão sem fermento.

Começa a soar familiar. "Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna"(Jo6,54).


Retorno de Investimento Cap II
A necessidade primordial que o homem tem de adorar a Deus sempre se expressa no sacrifício:A adoração é simultaneamente ato de louvor, expiação, dádiva de si mesmo, aliança e ação de graças (em grego,eucharistia).

As várias formas de sacrifício tem um sentido positivo comum: A vida é entregue a fim de ser transformada e compartilhada.

Assim, qdo falou de sua vida como sacrifício, Jesus tocou em uma corrente que corria no fundo das almas dos apóstolos -que corria no fundo das almas dos israelitas - que corre no fundo da alma de todo ser humano.

No sec XX, Ghandi, que era hindu, chamou o "culto sem sacrifício" de absurdo da época moderna.

Mas , para nós católicos, a adoração não é isso.

Nosso ato supremo de culto é ato supremo de sacrifício, o banquete do Cordeiro, a MISSA!!!

O sacrifício é uma necessidade do coração humano.

Mas, até Jesus, nenhum sacrifício era adequado.

Lembre-se do SL 116,12:"Como retribuir ao Senhor todo o bem que me fez?".

Na verdade, como?

Deus sabia o tempo todo qual seria nossa resposta;"Erguerei a taça da vitória e chamarei o Senhor pelo seu nome" (SL 116,13).



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