O cemitério de praga traduçÃo de joana Angélica d Avila Melo



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desprovido da sua ambientação original. Ninguém quererá lê-lo, terei desperdiçado minha vida para produzir um testemunho sem objetivo. Ou talvez seja assim que as

ideias dos meus


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rabinos afinal, eram sempre os meus rabinos se difundirão pelo mundo e acompanharão a solução final.


Eu havia lido em algum lugar que na avenue de Flandre existe, no fundo de um velho pátio, um cemitério dos judeus portugueses. Desde o final do século XVII erguia-se

no local um albergue de um certo Camot, que permitira aos judeus, na sua maioria alemães, que sepultassem ali seus mortos, a 50 francos por adulto e 20 francos por

criança. Mais tarde, o albergue passara a um tal Matard, esfolador de animais, que começara a enterrar ao lado dos judeus os despojos dos cavalos e bois que esfolava;

os judeus protestaram, e seus correligionários portugueses adquiriram um terreno vizinho para sepultar seus mortos, enquanto os judeus dos países do norte encontravam

outro terreno em Montrouge.

O cemitério foi fechado no início deste século, mas ainda se pode entrar lá. São umas vinte pedras funerárias, algumas escritas em hebraico e outras em francês.

Vi uma curiosa, que dizia: O Deus supremo me chamou no 23° ano da minha vida. Prefiro minha situação à escravidão. Aqui repousa o beato Samuel Fernandes Patto, morto

em 28 de prairial do segundo ano da república francesa una e indivisível. Justamente: republicanos, ateus e judeus.

O lugar é degradado, mas me serviu para imaginar o cemitério de Praga, do qual vi apenas imagens. Fui um bom narrador, poderia ter me tornado um artista: a partir

de poucos traços, construí um espaço mágico, o centro escuro e lunar do complô universal. Por que deixei escapar a minha criação? Eu poderia ter feito acontecerem

ali muitas outras coisas...
Rachkovsky voltou. Disse que ainda precisava de mim. Eu me irritei:
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- O senhor não está cumprindo o acordo. Achei que estávamos empatados - reagi. - Eu lhe dei material inédito e o senhor silenciou sobre minha cloaca. Aliás, sou

eu quem ainda espera alguma coisa. Não creia que um material tão precioso seja gratuito.

- Quem não está cumprindo o acordo é o senhor. Os documentos pagavam o meu silêncio. Agora, também quer dinheiro? Bem, não discuto; o dinheiro pagará os documentos.

Portanto, o senhor ainda me deve algo pelo silêncio quanto à cloaca. E, também, Simonini, não estamos negociando; não lhe convém indispor- se comigo. Eu lhe disse

que para a França é essencial que o borde- reau seja considerado autêntico, mas para a Rússia não o é. Não me custaria nada entregar seu nome à voracidade da imprensa.

O senhor passaria o resto da vida nas salas dos tribunais. Ah, eu ia esquecendo... Para reconstituir seu passado, conversei com aquele padre Bergamaschi e com o

senhor Hébuterne, e eles me disseram que o senhor lhes apresentara um abade Dalla Piccola que montara aquela história de Taxil. Tentei localizar esse abade, mas

parece que ele se dissolveu no ar, como todos aqueles que colaboraram para a história de Taxil em uma casa de Auteuil, menos o próprio Taxil, que perambula por Paris

procurando, também ele, esse abade desaparecido. Eu poderia incriminar o senhor pelo assassinato de Dalla Piccola.

- Não existe corpo.

- Mas há outros quatro aqui embaixo. Quem descartou em uma cloaca quatro cadáveres pode muito bem haver descartado outro, sabe-se lá onde.

Eu estava nas mãos daquele miserável.

- Está bem - cedi -, o que o senhor quer?

- No material que o senhor deu a Golovinsky, há um trecho que me impressionou muito: o projeto de usar os metropolitanos para minar as grandes cidades. Porém, para

que o assunto seja crível, seria preciso que de fato alguma bomba explodisse sob a terra.

- Onde? Em Londres? Aqui, o metropolitano ainda não existe.

- Mas foram iniciadas as escavações e já existem perfurações ao longo do Sena: eu não preciso explodir Paris inteira. Basta que

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desabem duas ou três vigas de sustentação e, melhor ainda, que um trecho da pavimentação da rua afunde. Uma explosãozinha boba, mas que soará como uma ameaça e uma



confirmação.

- Compreendo. Mas e eu com isso?

- O senhor já trabalhou com explosivos e, pelo que sei, tem à mão alguns especialistas. Considere as coisas pelo ângulo correto. Na minha opinião, tudo deveria ocorrer

sem incidentes, porque durante a noite essas primeiras escavações não são vigiadas. Todavia, admitamos que, por um infelicíssimo acaso, o autor do atentado seja

descoberto. Se for um francês, arrisca-se a alguns anos de prisão; se for um russo, explode uma guerra franco-russa. Portanto, não pode ser um dos meus homens.

Estive prestes a reagir de modo violento; não poderia embarcar em uma ação insensata como aquela, sou um homem tranquilo e de idade. Depois, contive-me. A que se

devia a sensação de vazio que eu sentia havia semanas, se não ao sentimento de não ser mais um protagonista?

Aceitando aquele encargo, eu retornava ao primeiro plano. Colaborava para dar crédito ao meu cemitério de Praga, para fazê-lo tornar-se mais verossímil e, portanto,

mais verdadeiro do que já fora. Mais uma vez, sozinho, eu derrotava uma raça.

- Preciso falar com a pessoa certa - respondi -, e em alguns dias lhe direi como estamos.


Fui procurar Gaviali. Ele ainda trabalha como trapeiro, mas, graças à minha ajuda, tem documentos limpos e algum dinheiro guardado. Infelizmente, em menos de cinco

anos envelheceu pavorosamente - Caiena deixa suas marcas. Suas mãos tremem e ele mal consegue levantar o copo, que generosamente lhe enchi várias vezes. Move-se

com dificuldade, quase não consegue se inclinar e pergunto-me como faz para recolher os trapos.

Reage com entusiasmo à minha proposta:


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- Não é mais como antigamente, quando não se podiam usar certos explosivos porque eles não davam tempo para a pessoa se afastar. Hoje, faz-se tudo com uma boa bomba-relógio.

- Como funciona?

- Simples. Pega-se um despertadorzinho qualquer e regula-se na hora desejada. Chegada essa hora, um indicador dispara e, se houver sido ligado de maneira correta,

em vez de ativar a campainha aciona um detonador. O detonador aciona a carga e bum! Quando a pessoa já está a quilômetros de distância.

No dia seguinte, ele veio à minha casa trazendo uma engenhoca aterrorizante na sua simplicidade: como era imaginável que aquele delgado emaranhado de fios e aquele

cebolão de preboste provocassem uma explosão? No entanto, acontece, dizia Gaviali com orgulho.

Dois dias depois, fui explorar as escavações em curso, com ar de curioso, fazendo até algumas perguntas aos operários. Identifiquei uma onde era fácil descer da

rua ao nível imediatamente inferior, na saída de uma galeria sustentada por vigas. Não quero saber aonde leva a galeria ou se leva a algum lugar: bastaria colocar

a bomba na entrada e pronto.

Enfrentei Gaviali com decisão:

- Tenho a máxima admiração pelo seu saber, mas suas mãos tremem e suas pernas falham, o senhor não conseguiria descer à escavação, e não sei o que faria com as conexões

sobre as quais está falando.

Os olhos dele se umedeceram:

- É verdade, sou um homem acabado.

- Quem poderia fazer o trabalho no seu lugar?

- Não conheço mais ninguém; não esqueça que meus melhores companheiros ainda estão em Caiena e que foi o senhor quem os mandou para lá. Portanto, assuma suas responsabilidades.

Quer explodir a galeria? Então vá instalar a bomba.

- Bobagem, não sou especialista.

- Não é preciso ser especialista quando se é instruído por um especialista. Observe bem o que eu coloquei sobre essa mesa: é o


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indispensável para fazer funcionar uma boa bomba-relógio. Um despertador qualquer, como esse, desde que se conheça o mecanismo interno que faz disparar a campainha

no momento desejado. Depois, uma bateria que, ativada pelo despertador, aciona o detonador. Sou um homem à antiga, e usaria esta pilha chamada Da- niell Cell. Nesse

tipo de bateria, à diferença da voltaica, usam-se sobretudo elementos líquidos. Trata-se de encher um pequeno recipiente, metade com sulfato de cobre e metade com

sulfato de zinco. Na camada de cobre, é inserida uma plaquinha de cobre, e, na de zinco, uma plaquinha de zinco. Os extremos das duas plaquinhas representam obviamente

os dois polos da pilha. Claro?

- Até agora, sim.

- Bem, o único problema é que, com uma Daniell Cell, é preciso transportá-la com atenção, mas, enquanto ela não estiver ligada ao detonador e à carga, qualquer coisa

que aconteça não acontece nada, e, quando estiver ligada, terá sido colocada sobre uma superfície plana, espero, do contrário o operador seria um imbecil. Para o

detonador, qualquer pequena carga é suficiente. Agora, vamos à carga propriamente dita. Nos velhos tempos, o senhor deve se lembrar, eu ainda elogiava a pólvora

negra. Mas, uns dez anos atrás, foi descoberta a balistite, 10 por cento de cânfora, mais nitroglicerina e colódio em partes iguais. No começo, ela apresentava

o problema da fácil evaporabilidade da cânfora e da consequente instabilidade do produto. No entanto, desde quando os italianos passaram a produzi-la em Avigliana,

parece que se tornou confiável. Ainda não sei se deveria usar a cordite, descoberta pelos ingleses, em que a cânfora foi substituída por vaselina a 50 por cento

e, para o restante, usa-se 58 por cento de nitroglicerina e 37 por cento de algodão-pólvora dissolvido em acetona, sendo o conjunto trefilado como uns espaguetes

duros. Verei o que escolher, mas as diferenças são pequenas. Portanto, antes de mais nada deve-se colocar os ponteiros no horário desejado, depois liga-se o despertador

à pilha e esta ao detonador, conecta-se o detonador à carga, e finalmente se dá corda no despertador. Porém, cuidado; nunca se deve inverter a ordem das operações;

claro que se a pessoa primeiro liga,
... Não quero saber aonde leva a galeria ou se leva a algum lugar: bastaria colocar a bomba na entrada e pronto ... p. 468
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depois dá corda e, então, gira os ponteiros... Bum! Entendeu? Feito isso, vai-se para casa, ao teatro ou ao restaurante: a bomba faz tudo sozinha. Claro?

- Claro.

- Capitão, não ouso dizer que até um menino poderia fazê-la funcionar, mas certamente um antigo capitão dos garibaldinos conseguirá. O senhor tem mão firme e olho

seguro; deve apenas fazer as pequenas operações que lhe descrevo. Basta que as execute na ordem certa.
Aceitei. Se conseguir, voltarei de repente a ser jovem, capaz de curvar aos meus pés todos os Mordechai desse mundo. E a putinha do gueto de Turim. Gagnu, hein?

Pois eu vou lhe mostrar.

Preciso tirar de mim o odor de Diana no cio, que, nas noites de verão, persegue-me há um ano e meio. Percebo haver existido somente para derrotar aquela raça maldita.

Rachkovsky está certo, apenas o ódio aquece o coração.

Devo cumprir meu dever em trajes de gala. Vesti o fraque e coloquei a barba dos serões na casa de Juliette Adam. Quase por acaso, ainda descobri, no fundo de um

dos meus armários, uma pequena reserva daquela cocaína Parke-Davis que forneci ao doutor Fro íde. Nem sei como permaneceu ali. Nunca a experimentei, mas, se ele

tinha razão, ela deverá me dar um certo ímpeto. Acrescentei- lhe três copinhos de conhaque. Agora, sinto-me um leão.

Gaviali gostaria de ir comigo, mas não permitirei, com seus movimentos tão vagarosos ele poderia me atrapalhar.

Compreendi muitíssimo bem como funciona a coisa. Prepararei uma bomba que marcará época.

Gaviali me faz as últimas advertências:

- Preste atenção nisto aqui, e preste atenção naquilo ali.

Que diabo, ainda não estou caduco.

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INÚTEIS ESCLARECIMENTOS ERUDITOS


Histórico:
O único personagem inventado nesta história é o protagonista, Simonino Simonini - ao passo que não é inventado o capitão Simonini, seu avô, embora a História só

o conheça como o misterioso autor de uma carta ao abade Barruel.

Todos os outros personagens exceto alguma figura menor, de ambientação, como o tabelião Rebaudengo ou Ninuzzo existiram realmente, e fizeram e disseram as coisas

que fazem e dizem neste romance. Isso não vale apenas para os personagens que aparecem com seu nome verdadeiro e, ainda que a muitos possa parecer inverossímil,

existiu realmente um personagem como Léo Taxil , mas também para figuras que aparecem com nome fictício, somente porque, por economia narrativa, fiz uma única pessoa

inventada dizer e fazer aquilo que, na verdade, foi dito ou feito por duas historicamente reais .

Porém, pensando bem, até Simonino Simonini, embora seja o efeito de uma colagem, pela qual lhe foram atribuídas coisas feitas na realidade por pessoas diferentes,

existiu de algum modo. Ou melhor, em uma palavra, ele ainda está entre nós.

A história e o enredo

O Narrador se dá conta que, no enredo bastante caótico dos diários aqui reproduzidos com tantos avanços e recuos, ou seja, aquilo que os cineastas chamam flashback

, o leitor poderia não conseguir situar-se no desenvolvimento linear dos fatos, desde o nascimento de Simonino até o fim dos seus diários. E a fatal
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discrasia entre slory r > <, como dizem os anglo-saxões, ou, pior, como diziam os formalistas russos todos judeus , entre fabulação e sju et ou enredo. O Narrador,

para falar a verdade, muitas vezes teve dificuldade em juntar os pedaços, mas considera que um leitor competente poderia dispensar essas sutilezas e desfrutar igualmente

a história. No caso, porém, de um leitor excessivamente fiscal, ou de não fulminante perspicácia, aqui está uma tabela que esclarece as relações entre os dois níveis

comuns, na realidade, a todo romance - como se dizia antigamente - bem-feito .

Na coluna Enredo está registrada a sequência das páginas de diário, correspondentes aos capítulos, assim como o leitor as lê. Na coluna História , em contraposição,

reconstitui-se a real sucessão dos eventos, os quais, em momentos diferentes, Simonini ou Dalla Piccola evocam e reconstituem.
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CAPÍTULO


ENREDO

HISTÓRIA


1. O PASSANTE QUE NAQUELA MANHÃ CINZENTA

O narrador começa a acompanhar o diário de Simonini


2. QUEM SOU?

Diário de 24 de março de 1897


3. CHEZ MAGNY

Diário de 25 de março de 1897 (Evocação dos almoços no Magny em 1885-1886)


4. OS TEMPOS DO MEU AVÔ

Diário de 26 de março de 1897

1830-1855 Infância e adolescência até a morte do avô

5. SIMONINO CARBONÁRIO

Diário de 27 de março de 1897

1855-1859 Trabalho com o tabelião Rebaudengo e primeiros contatos com os serviços

6. A SERVIÇO DOS SERVIÇOS

Diário de 28 de março de 1897

1860 Conversa com os chefes dos serviços piemonteses
7. COM OS MIL

Diário de 29 de março de 1897

1860 No Emma com Dumas Chegada a Palermo Encontro com Nievo Primeiro retorno a Turim

8. O ERCOLE

Diários de 30 de março - 1° de abril de 1897

1861 Desaparecimento de Nievo Segundo retorno a Turim e exílio em Paris

9. PARIS

Diário de 2 de abril de 1897

1861... Primeiros anos em Paris

10. DALLAPICCOLA PERPLEXO

Diário de 3 de abril de 1897
11. JOLY

Diário de 3 de abril de 1897, noite 1865 Na prisão para espiar Joly Armadilha para os carbonários

12. UMA NOITE EM PRAGA

Diário de 4 de abril de 1897

1865-1866

Primeira versão da cena no cemitério de Praga Encontros com Brafmann e Gougenot

13. DALLAPICCOLA DIZ QUE NÃO É DALI,A PICCOLA

Diário de 5 de abril de 1897


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CAPÍTULO

ENREDO


HISTÓRIA

14. BIARRITZ

Diário de 5 de abril de 1897, final da manhã

1867-1868 Encontro em Munique com Goedsche Assassinato de Dalla Piccola

15. DALLAPICCOLA REDIVIVO

Diários de 6 e 7 de abril de 1897

1869 Lagrange fala sobre Boullan

16. BOULLAN

Diário de 8 de abril de 1897

1869 Dalla Piccola visita Boullan

17. OS DIAS DA COMUNA

Diário de 9 de abril de 1897

1870 Os dias da Comuna

18. PROTOCOLOS

Diário de 10 e 11 de abril de 1897

1871-1879 Retorno do padre Bergamaschi Enriquecimentos na cena do cemitério de Praga Assassinato de Joly

19. OSMANBEY

Diário de 11 de abril de 1897

1881 Encontro com Osman Bey

20. RUSSOS?

Diários de 12 de abril de 1897
21. TAXIL

Diário de 13 de abril de 1897

1884 Simonini encontra Taxil

22. O DIABO NO SÉCULO XIX

Diário de 14 de abril de 1897

1884-1896 A história de Taxil antimaçônico

23. DOZE ANOS BEM VIVIDOS

Diário de 15 e 16 de abril de 1897

1884-1896 Os mesmos anos, vistos por Simonini (nesses anos, Simonini encontra os psiquiatras no Magny, como narrado no capítulo 3)

24. UMA NOITE NA MISSA

Diário de 17 de abril de 1897 (que se conclui ao amanhecer de 18 de abril)

1896-1897 Derrocada do empreendimento Taxil 21 de março de 1897: Missa negra

25. ESCLARECER AS IDEIAS

Diário de 18 e 19 de abril de 1897

1897 Simonini compreende e liquida Dalla Piccola

26. A SOLUÇÃO FINAL

Diário de 10 de novembro de 1898

1898 A solução final

27. DIÁRIO INTERROMPIDO

Diário de 20 de dezembro de 1898

1898 Preparação do atentado

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Primeira edição dos Protocolos dos Sábios de Sião, que apareceu no volume O grandioso no ínfimo, de Sergei Nilus.


DATA FATOS PÓSTUMOS

1905 Aparece na Rússia o volume O grandioso no ínfimo, de Sergei Nilus, em que se publica um texto apresentando-o assim: "Foi- me dado, por um amigo pessoal hoje

falecido, um manuscrito que, com precisão e clareza extraordinárias, descreve o plano e o desenvolvimento de uma sinistra conspiração mundial... Esse documento chegou

às minhas mãos cerca de quatro anos atrás, junto com a absoluta garantia de que é a tradução veraz de documentos (originais) roubados por uma mulher a um dos chefes

mais poderosos e mais altamente iniciados da Maçonaria ... O furto foi realizado ao término de uma assembleia secreta dos Iniciados na França - país que é o ninho

da conspiração maçónica judaica'. Aqueles que desejarem ver e ouvir, ouso revelar este manuscrito sob o título de Protocolos dos anciãos de Sião." Os Protocolos

foram imediatamente traduzidos para muitíssimas línguas.

1921 O London Times descobre as relações com o livro de Joly e denuncia os Protocolos como uma falsificação. Desde então, os Protocolos são continuamente republicados

como autênticos.

1925 Hitler, Mein Kampf, 11): "Como a existência desse povo se baseia em uma mentira contínua fica claro pelos famosos Protocolos dos sábios de Sião. Eles se baseiam

em uma falsificação, choraminga a cada semana a Frankfurter Zeitung'. e nisso está a melhor prova de que são verdadeiros ... Quando esse livro se tornar patrimônio

comum de todo o povo, o perigo judaico poderá ser considerado eliminado."

1939 Henri Rollin, L'Apocalypse de notre temps: "Podemos considerá-los a obra mais difundida no mundo depois da Bíblia."

REFERÊNCIAS ICONOGRÁFICAS

p. 138: Vittoria a Calatafimi, 1860 (c) Mary Evans Picture Library / Arquivos Alinari.

p. 179: Honoré Daumier, Un giorno in cui non si paga... (Il pubblico al Salon, 10, para Le Charivari), 1852 (c) BnE

p. 378: Honoré Daumier, E dire che ci sono persone che bevono assenzio in un paese che produce buon vino come questo! ( Croquis parisiens para Le Journal amusani),

1864 (c) BnF.

p. 403: Le Petit Journal, 13 de janeiro de 1895 (c) Arquivos Alinari.

Todas as outras ilustrações foram retiradas do arquivo iconográfico do autor.



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FIM
23:39 8/12/2011 quinta-feira

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