O comportamento na casa de Deus



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Testemunhos para a igreja, vol. 5, pp. 491-500 (“O comportamento na casa de Deus”)

Capítulo 55 — O comportamento na casa de Deus

Para a alma crente e humilde, a casa de Deus na Terra é como que a porta do Céu. Os cânticos de louvor, a oração, a palavra ministrada pelos embaixadores do Senhor são os meios que Deus proveu para preparar um povo para a assembleia lá do alto, para aquela reunião sublime à qual coisa nenhuma que contamine poderá ser admitida. {T5 491.1}

Da santidade atribuída ao santuário terrestre, os cristãos devem aprender como considerar o lugar onde o Senhor deseja encontrar-Se com Seu povo. Houve uma grande mudança, não para melhor mas para pior, nos hábitos e costumes do povo com relação ao culto religioso. As coisas sagradas e preciosas, destinadas a ligar-nos a Deus, estão quase perdendo sua influência sobre nossa mente e coração, sendo rebaixadas ao nível das coisas comuns. A reverência que o povo antigamente revelava para com o santuário onde se encontrava com Deus, em santa adoração, quase deixou de existir. Entretanto, Deus mesmo deu as instruções para Seu culto, elevando-o acima de tudo quanto é terreno. {T5 491.2}

A casa é o santuário da família; e o aposento particular ou o bosque o lugar mais recôndito para o culto individual; mas a igreja é o santuário da congregação. Devem existir aí regulamentos quanto ao tempo, lugar e maneira de adorar. Nada do que é sagrado, nada do que está ligado à adoração a Deus, deve ser tratado com negligência ou indiferença. Para que os homens possam verdadeiramente glorificar a Deus, importa que em suas relações pessoais façam distinção entre o que é sagrado e o que é profano. Os que têm ideias amplas, nobres pensamentos e aspirações, são os que têm relações que fortalecem todos os pensamentos sobre as coisas divinas. Felizes os que possuem um santuário, seja ele luxuoso ou modesto, no meio de uma cidade ou entre as cavernas das montanhas, no humilde aposento particular ou em algum deserto. Se for esse o melhor lugar que lhes é dado arranjar para esse fim, Deus o santificará pela Sua presença e será santo ao Senhor dos exércitos. {T5 491.3}

Quando os adoradores entram na igreja devem guardar a devida compostura e tomar silenciosamente seu lugar. Se houver no recinto um aquecedor, não convém agrupar-se em torno dele em atitude indolente e preguiçosa. Conversas vulgares, cochichos e risos não devem ser permitidos na igreja, nem antes nem depois das reuniões. Ardente e profunda piedade deve caracterizar os adoradores. {T5 492.1}

Se faltam alguns minutos para o começo do culto, devem eles entregar-se à devoção e meditação silenciosa, elevando a alma em oração a Deus a fim de que a adoração se torne para eles uma bênção especial e produza convicção e conversões de outras pessoas. Devem lembrar-se de que estão presentes ali mensageiros do Céu. Perdemos geralmente muito da suave comunhão com Deus pela nossa inquietação, por não promovermos momentos de reflexão e oração. O estado espiritual da alma necessita muitas vezes ser passado em revista, e a mente e o coração serem elevados ao Sol da Justiça. Se ao entrarem na casa de adoração, o povo o fizesse com a devida reverência, lembrando-se de que se acha ali na presença do Senhor, seu silêncio redundaria em testemunho eloquente. Os cochichos, risos e conversas, que se poderiam admitir em qualquer outro lugar, não devem ser permitidos na casa em que Deus é adorado. A mente deve estar preparada para ouvir a Palavra de Deus, a fim de que esta possa exercer a devida influência e impressionar adequadamente o coração. {T5 492.2}

O pastor deve entrar na casa de oração com uma compostura digna e solene. Chegado ao púlpito, deve inclinar-se em silenciosa oração e pedir fervorosamente o auxílio de Deus. Que impressão fará isso! Uma profunda solenidade se apodera de todos, e os anjos de Deus são trazidos para bem perto. Cada um dos congregados deve também, de cabeça inclinada, unir-se ao pregador em silenciosa oração, e suplicar a Deus que abençoe a reunião com Sua presença, imprimindo poder à palavra ministrada por lábios humanos. Ao ser aberta a reunião com oração, todos devem ajoelhar-se na presença do Altíssimo e elevar o coração a Deus em silenciosa devoção. As orações dos fiéis adoradores serão ouvidas e o ministério da palavra provar-se-á eficaz. A atitude sem vida dos adoradores na casa de Deus é uma das grandes razões por que o ministério não produz maior bem. Todo o culto deve ser efetuado com solenidade e reverência, como se fora feito na visível presença do próprio Deus. {T5 492.3}

Quando a Palavra é exposta, vocês devem lembrar-se de que é a voz de Deus que lhes está falando por meio de Seu servo. Escutem com atenção. Não dormitem nessa hora; porque assim fazendo é possível que lhes escapem nesse momento justamente as palavras de que mais necessitam ouvir — palavras que, atendidas, os livrariam de enveredar por algum caminho errado. Satanás e seus anjos estão ativos, criando uma espécie de paralisia dos sentidos, de modo a não serem ouvidas as admoestações, advertências e repreensões; ou, se ouvidas, não terem efeito sobre o coração, transformando a vida. Às vezes é uma criança que desvia de tal modo a atenção dos ouvintes, que a semente preciosa não cai em terreno fértil para produzir fruto. Outras, são moços e moças que revelam tão pouco respeito pela adoração e pela casa de Deus, que se entretêm a conversar durante a pregação. Se pudessem perceber os anjos que os estão observando e anotando seu procedimento, corariam de vergonha com aversão de si mesmos. Deus quer ouvintes atentos. Foi enquanto os homens dormiam que Satanás aproveitou para semear o joio. {T5 493.1}

Ao ser pronunciada a bênção final, todos devem conservar-se quietos, como temendo ficar privados da paz de Cristo. Saiam então todos sem se atropelar e evitando falar em voz alta, sentindo que estão na presença de Deus, Seus olhos repousam sobre todos e que devem agir como se estivessem em Sua visível presença. Ninguém deve deter-se nos corredores para encontros e tagarelice, impedindo a passagem aos outros que buscam a saída. Os arredores imediatos da igreja devem caracterizar-se por uma sagrada reverência, evitando os crentes fazer deles lugar de encontro com os amigos, a fim de trocarem frases banais ou tratarem de negócios. Tais coisas não convêm na igreja. Deus e os anjos têm sido desonrados em algumas igrejas pelas risadas barulhentas e irreverentes e o ruído de pés. {T5 493.2}

Pais, exaltem o padrão do cristianismo na mente de seus filhos, ajudando-os a entretecer a pessoa de Jesus em sua experiência, ensinando-os a ter o maior respeito pela casa de Deus e a compreender que quando entram ali devem fazê-lo com o coração comovido, ocupando-se com pensamentos como estes: “Deus está aqui; esta é a Sua casa. Devo alimentar pensamentos puros e guiar-me pelos mais santos propósitos. Não devo conservar em meu coração orgulho, inveja, ciúme, suspeitas, ódio ou engano, porque estou na presença de Deus. Este é o lugar onde Deus vem encontrar-Se com Seu povo e o abençoa. O Altíssimo e Santo, que habita na eternidade, me vê, esquadrinha meu coração, e lê meus mais secretos pensamentos e atos de minha vida.” {T5 494.1}

Irmãos, não seria bom meditarem um pouco sobre esse assunto, reparando na maneira como se conduzem na casa de Deus e nos esforços que estão fazendo por preceito e exemplo, a fim de cultivar em seus filhos a reverência? Vocês atribuem vastas obrigações ao pregador, responsabilizando-o pela salvação de seus filhos, mas vocês mesmos estão esquecidos do próprio dever como pais e instrutores de, como Abraão, ordenar sua casa, após si, para que guardem o caminho do Senhor. Seus filhos e filhas se corrompem pelo seu próprio exemplo e sua frouxa disciplina, e, apesar dessa grave falha na educação doméstica, entendem que o pastor deve poder combater sua influência e realizar o prodígio de educar o coração de seus filhos na piedade e virtude. Depois de o pastor haver feito pela igreja tudo quanto pôde, admoestando-a fielmente e com bondade, procurando encaminhá-la com paciência e fazendo ardentes preces pelo resgate e salvação de cada um, e não terem seus esforços alcançado o desejado êxito, os pais não raro o censuram por não verem convertidos os filhos, quando a causa está na sua própria negligência. A responsabilidade pesa sobre os pais; quererão eles aceitar a missão de que Deus os incumbiu e desempenhar-se dela com fidelidade? Quererão ir adiante e esforçar-se num espírito humilde, paciente e perseverante, para atingir o elevado padrão, levando consigo os filhos? Não admira que nossas igrejas estejam fracas e não reine nelas a reverência profunda que as deveria caracterizar. Nossos atuais hábitos e costumes, que desonram a Deus e tornam banais as coisas divinas, nos são contrários. Somos depositários de uma verdade sagrada, difícil e santificadora; e se nossos hábitos e práticas não corresponderem a essa verdade, pecamos contra uma grande luz e nossa culpa será correspondente. Mais tolerável do que para nós há de ser para os gentios a justiça retributiva de Deus no dia do juízo. {T5 494.2}

Muito mais do que estamos atualmente fazendo, poderia ser feito a fim de irradiar a luz da verdade. Deus espera que demos muito fruto. Deseja ver maior zelo e fidelidade, e esforços mais diligentes e caritativos da parte dos membros da igreja a favor dos vizinhos e dos que estão sem Cristo. Os pais devem começar seu trabalho de acordo com um plano elevado. Todos os que mencionam o nome de Cristo devem vestir-se da armadura de Deus e admoestar e advertir, esforçando-se por salvar almas do pecado. Levem todos os que puderem a ouvir a verdade na casa de Deus. Devemos desenvolver maior diligência no que fazemos, a fim de arrancar pessoas do fogo. {T5 495.1}


É um facto deplorável que a reverência pela casa de Deus esteja quase extinta. As coisas e lugares sagrados quase já não são discernidos; o que é santo e elevado não é apreciado. Não haverá uma causa para essa falta de legítima piedade nas famílias? Não será por que a elevada norma da religião esteja abatida até ao pó? Deus deu a Seu povo na antiguidade procedimentos precisos e exatos. Porventura Seu caráter foi mudado? Não é mais o Altíssimo e Todo-poderoso que domina sobre o Universo? Não conviria lermos com frequência as instruções que Deus mesmo Se dignou dar aos antigos hebreus para que nós, que temos a verdade gloriosa irradiando sobre nós, os imitemos em sua reverência para com a casa de Deus? Temos motivos de sobra para alimentar espírito de fervor e devoção na adoração a Deus. Temos até motivos para ser mais ponderados e reverentes em nosso culto do que os judeus. Mas um inimigo tem estado a trabalhar, a fim de destruir nossa fé na santidade da adoração cristã. {T5 496.1}

A casa dedicada a Deus não deveria servir também para negócios. Se as crianças se reúnem para o culto numa sala em que durante a semana funciona uma escola ou loja, é natural que sua atenção seja desviada por lembranças dos estudos ou de factos ocorridos nessa mesma sala em dias precedentes. Os jovens devem ser educados a elevar em seu conceito o caráter do que é sagrado e a praticar a verdadeira devoção na casa de Deus. Muitos dos que professam ser filhos do celeste Rei não apreciam devidamente a santidade das coisas eternas. Quase todos precisam ser ensinados como se portar na casa de Deus. Os pais devem não só ensinar, como exortar os filhos a entrarem no santuário divino com seriedade e reverência. {T5 496.2}

O sentimento moral dos que adoram a Deus no Seu santuário tem de ser elevado, apurado e santificado. Esse assunto tem sido deploravelmente negligenciado. Sua importância tem sido passada por alto e como resultado, desordem e irreverência passaram a imperar e Deus é desonrado. Se os líderes das igrejas, pastores e povo, pais e mães, não têm ideias elevadas a esse respeito, que poderão esperar de crianças inexperientes? Estas são muitas vezes encontradas em grupos, afastadas dos pais que deviam tomar conta delas; e embora se encontrem na presença de Deus, cujos olhos sobre elas repousam, são levianas e frívolas, põem-se a cochichar e a rir, portando-se inconvenientemente, e mostrando-se desrespeitosas e desatentas. Raras vezes são instruídas que os pastores são embaixadores de Deus, que a mensagem que pregam é o meio por Ele determinado para a salvação e que para todos os que têm o privilégio de ouvir constitui um cheiro de vida para vida ou de morte para morte. {T5 496.3}

A delicada e impressionável mente dos jovens avalia o trabalho dos servos de Deus pela maneira como seus pais tratam o assunto. Muitos chefes de família têm por costume criticar em casa o culto, aprovando urnas poucas coisas e condenando outras. Desse modo a mensagem de Deus aos homens é criticada, posta em dúvida e tratada levianamente. Só os livros do Céu poderão revelar que impressões são produzidas por essas observações imponderadas e irreverentes. Os filhos veem e compreendem essas coisas muito mais facilmente do que imaginam os pais. Ao seu senso moral é assim dada uma orientação errada que o tempo nunca conseguirá retificar de todo. Os pais muitas vezes se queixam da dureza de coração dos filhos e da dificuldade que têm em convencê-los de seu dever de atender às exigências divinas. Os livros do Céu registam, entretanto, com toda a precisão a legítima causa. Os pais não estavam convertidos. Não estavam em harmonia com o Céu nem com a obra do Céu. Suas ideias estreitas e mesquinhas acerca da santidade do ministério e do santuário de Deus foram entretecidas na educação dos filhos. É de duvidar que alguém que viveu sob a atmosfera corrupta de tal educação, consiga desenvolver a verdadeira reverência e respeito pelo ministério de Deus e pelos agentes por Ele destinados para a salvação de pecadores. Acerca dessas coisas se deve falar com respeito, em linguagem conveniente e com muito escrúpulo, a fim de mostrar às pessoas que nos ouvem que consideramos a mensagem dos servos do Senhor como a nós enviada pelo próprio Deus. {T5 497.1}

Pais, vejam que exemplo e ideias dão a seus filhos! Sua mente é plástica e as impressões ali são gravadas com a maior facilidade. Se, durante o culto de adoração no santuário, o pregador comete algum erro, evitem referir-se a ele. Falem apenas das coisas boas que fez, das excelentes ideias que apresentou, e que devem aceitar como vindas de um servo de Deus. Pode-se compreender facilmente por que as crianças são tão pouco impressionadas pelo ministério da palavra e por que manifestam tão pouca reverência pela casa de Deus. Sua educação a esse respeito tem sido defeituosa. Os pais carecem da comunhão diária com Deus. Suas próprias ideias necessitam ser elevadas e enobrecidas; seus lábios precisam ser tocados com a brasa viva do altar; então seus hábitos e práticas em casa hão de produzir boa impressão sobre o espírito e caráter dos filhos. A norma religiosa será grandemente elevada. Nestas condições, os pais farão uma grande obra para Deus. Verão desaparecer cada vez mais de seu lar o mundanismo e a sensualidade, e a pureza e a fidelidade aumentarão. Sua vida se revestirá de uma solenidade que mal poderão conceber. Nada do que se refere à adoração a Deus será considerado comum. {T5 498.1}

Sinto-me muitas vezes penalizada quando entro na casa em que Deus é adorado e noto ali homens e mulheres em trajes desordenados. Se o coração e o caráter se revelassem pelo exterior, nada de divino deveria haver nessas pessoas. Não têm exata compreensão da ordem, da decência e do decoro que Deus exige dos que se chegam à Sua presença a fim de adorá-Lo. Que impressões isso há de fazer sobre os incrédulos e os jovens que têm discernimento perspicaz e estão prontos a tirar suas conclusões? {T5 498.2}

No entender de muitos não há maior santidade na casa de Deus do que em qualquer outro local dos mais comuns. Muitos penetram na casa de Deus sem tirar o chapéu, e com a roupa suja e em desalinho. Essas pessoas não reconhecem que aí vão encontrar-se com Deus e os santos anjos. Uma reforma radical a esse respeito é necessária em todas as nossas igrejas. Os próprios pastores precisam ter ideias mais elevadas e revelar maior sensibilidade nesse sentido. É um aspecto da obra que tem sido muito negligenciado. Por causa de sua irreverência na atitude, no traje, postura, e sua falta de verdadeiro espírito de adoração, Deus muitas vezes tem afastado Seu rosto dos que se acham reunidos para adorar. {T5 498.3}

Todos devem ser ensinados a trajar-se com asseio e decência, sem, porém, se esmerarem no adorno exterior que é impróprio para o santuário. Não deve haver ostentação de vestuário, pois isso provoca irreverência. Não raro a atenção das pessoas é dirigida sobre uma ou outra peça de roupa e desse modo são sugeridos pensamentos que não deveriam ocorrer na mente dos adoradores. Deus deve ser a razão exclusiva de nossos pensamentos e de nossa adoração; qualquer coisa tendente a desviar a mente de Seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele. A exibição de enfeites, como laços, fitas e penachos, bem como ouro ou prata, é uma espécie de idolatria que não deve estar associada ao culto sagrado de Deus, onde os olhos de cada adorador só devem ter em vista a Sua glória. Deve-se cuidar estritamente de toda a questão do vestuário, seguindo à risca as prescrições bíblicas; a moda é uma deusa que impera no mundo, e não raro se insinua também na igreja. A igreja deve também a este respeito fazer da Bíblia sua norma de vida, e os pais fariam bem em meditar seriamente neste assunto. Se virem os filhos inclinando-se para a moda, devem, como Abraão, ordenar resolutamente a sua casa de acordo com seus princípios. Em vez de vincular os filhos ao mundo, devem uni-los a Deus. Que ninguém desonre a casa de Deus com enfeites ostensivos. Deus e os anjos estão ali presentes. O Santo de Israel assim Se manifestou por meio de Seu apóstolo: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de joias de ouro, na compostura de vestidos; mas o homem encoberto no coração; no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.” 1 Pedro 3:3, 4. {T5 499.1}


Quando for edificada uma igreja e deixada na ignorância acerca desses pontos, o pastor negligenciou seu dever, e terá de prestar contas a Deus pelas impressões que deixou prevalecer. A menos que aos crentes sejam inculcadas ideias precisas acerca da verdadeira adoração e da verdadeira reverência, prevalecerá entre eles uma crescente tendência para nivelar o que é sagrado e eterno ao que é comum. E os que professam a verdade serão uma ofensa a Deus e uma lástima para a religião. Com suas ideias destituídas de cultivo jamais poderão apreciar um Céu puro e santo, e estar preparados para se associarem aos adoradores de Deus nas cortes celestiais, onde tudo é pureza e perfeição, e onde toda criatura demonstra absoluta reverência a Deus e Sua santidade. {T5 500.1}

O apóstolo Paulo descreve a obra dos embaixadores de Deus como tendo a finalidade de apresentar todo homem perfeito em Cristo Jesus. Os que abraçam a verdade de origem divina devem ser educados, enobrecidos e santificados por meio dela. Um escrupuloso esforço será requerido a fim de atingir a estatura de pessoas perfeitas em Cristo. As pedras rudes, crivadas de arestas que se tiram das pedreiras, têm de ser cinzeladas e polidas a fim de fazer desaparecer-lhes as asperezas. Estamos numa época que se distingue pela superficialidade do trabalho, facilidade dos métodos, ostentação de uma santidade diversa daquela que se afere pelo padrão de caráter que Deus estabeleceu. Todos os atalhos, todo encurtamento do caminho, toda doutrina que não estabelecer a lei divina como padrão de caráter cristão, é falsa. O aperfeiçoamento do caráter requer trabalho vitalício, sendo inatingível por parte dos que não estiverem dispostos a prosseguir para ele a passos lentos e penosos, da maneira determinada por Deus. Não devemos permitir-nos nenhum passo errado nesse sentido, mas temos de crescer dia a dia nAquele que é nossa cabeça — Cristo. {T5 500.2}


Evangelismo, pp. 496-512 (“Evangelismo do canto”).

Capítulo 15 — Evangelismo do canto
Ministério do canto
Uma instrumentalidade no ganhar almas — A melodia do canto, derramando-se dos corações num tom de voz claro e distinto, representa um dos instrumentos divinos na conversão de almas. — Testemunhos Seletos 2:195 (1889). {Ev 496.1}

O poder do canto — Assim como os filhos de Israel, jornadeando pelo deserto, suavizavam pela música de cânticos sagrados a sua viagem, Deus ordena a Seus filhos hoje que alegrem a sua vida peregrina. Poucos meios há mais eficientes para fixar Suas palavras na memória do que repeti-las em cântico. E tal cântico tem maravilhoso poder. Tem poder para subjugar as naturezas rudes e incultas; poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia, para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço. {Ev 496.2}

É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes à alma oprimida duramente e pronta a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus — as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância — e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras almas! — Educação, 167 (1903). {Ev 496.3}



Um sermão contínuo — Estas palavras [cântico de Moisés] foram repetidas a todo o Israel, e formaram um cântico que era frequentemente cantado, derramado em sublimes acentos de melodia. Isto foi a sabedoria de Moisés, apresentar-lhes a verdade em cântico para que, em acentos melodiosos, eles se familiarizassem com ela, e ficasse gravada na mente de toda a nação, velhos e moços. Era importante as crianças aprenderem o canto; pois isto lhes falaria para advertir, restringir, reprovar e animar. Era um sermão contínuo. — Manuscrito 71, 1897. {Ev 496.4}

Vasta influência — O serviço do cântico tornou-se uma parte regular do culto religioso; e Davi compôs salmos, não somente para o uso dos sacerdotes no serviço do santuário, mas também para serem cantados pelo povo em suas jornadas ao altar nacional nas festas anuais. A influência assim exercida era de grande alcance, e teve como resultado libertar da idolatria a nação. Muitos dos povos circunvizinhos, vendo a prosperidade de Israel, eram levados a pensar favoravelmente acerca do Deus de Israel, que havia feito tão grandes coisas por Seu povo. — Patriarcas e Profetas, 711 (1890). {Ev 497.1}

Atrair à verdade — Algumas noites atrás, meu espírito ficou perturbado, pensando o que poderíamos fazer para levar a verdade ao povo nessas grandes cidades. Estamos certos de que, se tão-somente ouvissem a mensagem, alguns receberiam a verdade, comunicando-a por sua vez a outros. {Ev 497.2}

Os ministros advertem sua congregação, dizendo ser perigosa a doutrina apresentada, e que se eles forem ouvir, serão enganados e iludidos por essa estranha doutrina. Os preconceitos seriam removidos se nos fosse possível atrair o povo a ouvir. Estamos orando sobre este assunto, e cremos que o Senhor providenciará um lugar para as mensagens de advertência e instrução chegarem ao povo nestes últimos dias. {Ev 497.3}

Uma noite parecia-me estar em uma reunião de conselho, onde se discutiam os assuntos. E um homem muito sério e cheio de dignidade, disse: “Estais orando para que o Senhor suscite homens e mulheres de talento que se dediquem à obra. Tendes em vosso meio talentos que precisam ser reconhecidos.” Fizeram-se várias propostas sábias, e depois foram, em substância, ditas palavras como eu as escrevo. Ele disse: “Chamo vossa atenção para o talento do canto, que deve ser cultivado; pois a voz humana no canto é um dos talentos dados por Deus para ser empregado para Sua glória. O inimigo da justiça faz muito caso desse talento em seu serviço. E aquilo que é um dom de Deus, para ser uma bênção às almas, é pervertido, mal aplicado, e serve ao desígnio de Satanás. Este talento da voz é uma bênção, uma vez que seja consagrado ao Senhor para servir em Sua causa. _____ tem talento, mas não é apreciado. Sua posição deve ser considerada e seu talento atrairá o povo, e eles ouvirão a mensagem da verdade.” — Carta 62, 1893. {Ev 497.4}

Um elo de ligação com Deus — Deve haver uma viva ligação com Deus em oração, uma viva ligação com Deus em cânticos de louvor e ações de graças. — Carta 96, 1898. {Ev 498.1}

Resistir ao inimigo — Quando Cristo era criança como estas aqui, era tentado a pecar, porém não cedia à tentação. Ao ter mais idade, era tentado, mas os cânticos que Sua mãe Lhe ensinara vinham-Lhe à mente, e Ele erguia a voz em louvor. E antes de os companheiros se aperceberem, estavam cantando com Ele. Deus quer que nos sirvamos de toda facilidade que o Céu tem providenciado para resistir ao inimigo. — Manuscrito 65, 1901. {Ev 498.2}

Levar a alegria celeste — O alvorecer encontrava-O muitas vezes em algum lugar retirado, meditando, examinando as Escrituras, ou em oração. Com cânticos saudava a luz matinal. Com hinos de gratidão alegrava Suas horas de labor, e levava a alegria celeste ao cansado e ao abatido. — A Ciência do Bom Viver, 52 (1905). {Ev 498.3}

O canto de louvor — Exprimia frequentemente o contentamento que Lhe ia no coração, cantando salmos e hinos celestiais. Muitas vezes ouviam os moradores de Nazaré Sua voz erguer-se em louvor e ações de graças a Deus. Entretinha em cânticos comunhão com o Céu; e quando os companheiros se queixavam da fadiga do trabalho, eram animados pela doce melodia de Seus lábios. Dir-se-ia que Seu louvor banisse os anjos maus, e, como incenso, enchesse de fragrância o lugar em que Se achava. O espírito dos ouvintes era afastado de seu terreno exílio, para o lar celestial. — O Desejado de Todas as Nações, 73. {Ev 499.1}

Uma arma contra o desânimo — Caso houvesse muito mais louvor ao Senhor, e muito menos repetição de desânimos, muito mais vitórias seriam obtidas. — Carta 53, 1896. {Ev 499.2}

Que o louvor e ações de graças sejam expressos em cânticos. Quando tentados, em lugar de dar expressão a nossos sentimentos, ergamos pela fé um hino de graças a Deus. {Ev 499.3}

O canto é uma arma que podemos empregar sempre contra o desânimo. Ao abrirmos assim o coração à luz da presença do Salvador, teremos saúde e Sua bênção. — A Ciência do Bom Viver, 254 (1905). {Ev 499.4}

Conservar a experiência cristã — À noitinha e pela manhã uni-vos aos vossos filhos no culto de Deus, lendo Sua Palavra e cantando Seu louvor. Ensinai-os a repetir a lei de Deus. Os israelitas eram ensinados acerca dos mandamentos: “E as intimarás [as palavras] aos teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” Conseguintemente, Moisés dirigiu os israelitas a porem as palavras da lei em música. Enquanto os filhos mais velhos tocavam instrumentos, os mais novos marchavam cantando em concerto o canto dos mandamentos de Deus. Em anos posteriores eles conservavam na memória as palavras da lei que haviam aprendido durante a infância. {Ev 499.5}

Se era essencial que Moisés incorporasse os mandamentos em canto sagrado, de modo que, enquanto caminhavam pelo deserto, os filhos aprendessem a cantar a lei verso por verso, quão essencial é, no tempo atual, ensinar a nossos filhos a Palavra de Deus! Vamos nós em socorro do Senhor, instruindo nossos filhos a observarem os mandamentos ao pé da letra. Façamos tudo quanto nos é possível para fazer música em nosso lar, para que Deus possa aí entrar. — The Review and Herald, 8 de Setembro de 1904. {Ev 500.1}



Todo o céu ecoa a nota da alegria — Precisamos ter em mente a grande alegria manifestada pelo Pastor ao reaver a [ovelha] perdida. Convoca os seus amigos: “Regozijai-vos comigo, porque já achei a Minha ovelha perdida.” E o Céu inteiro ecoa a nota da alegria. O próprio Pai, com cânticos, regozija-Se pela salva. Que santo êxtase de júbilo é expresso nesta parábola! E dessa alegria tendes o privilégio de partilhar. — Testemunhos Seletos 2:408 (1900). {Ev 500.2}
A música no evangelismo
Para gravar a verdade espiritual — O canto é um dos meios mais eficazes para gravar a verdade espiritual no coração. Muitas vezes se têm descerrado pelas palavras do canto sagrado, as fontes do arrependimento e da fé. — The Review and Herald, 6 de Junho de 1912. {Ev 500.3}

Instrumentos de música — Seja o talento do canto introduzido na obra. O emprego de instrumentos de música não é absolutamente objetável. Eles eram usados nos serviços religiosos dos tempos antigos. Os adoradores louvavam a Deus com a harpa e o címbalo, e a música deve ter seu lugar em nossos cultos. Isto acrescerá o interesse. — Carta 132, 1898. {Ev 500.4}

Um serviço de canto não é um concerto — O que me foi apresentado é que, se o Pastor _____ desse ouvidos ao conselho de seus irmãos, e não corresse da maneira por que o faz no esforço de obter grandes congregações, exerceria mais influência para o bem, e sua obra teria efeito mais benéfico. Ele deve cortar de suas reuniões tudo quanto tenha semelhança com exibições teatrais; pois tais aparências exteriores não dão nenhuma força à mensagem que ele anuncia. Quando o Senhor puder cooperar com ele, sua obra não precisará ser feita de modo tão dispendioso. Ele não necessitará então fazer tantas despesas em anúncios de suas reuniões. Não porá tanta confiança no programa musical. Esta parte de seu serviço é realizada mais à maneira de um concerto teatral, do que de um serviço de canto em uma reunião religiosa. — Carta 49, 1902. {Ev 501.1}

Anelando a palavra — O coração de muitos no mundo, da mesma maneira que o de muitos membros da igreja, está faminto do pão da vida e sedento das águas da salvação. Acham-se interessados no serviço de canto, mas não estão anelando isso, nem mesmo a oração. Querem conhecer as Escrituras. Que me diz a Palavra de Deus? O Espírito Santo está operando na mente e no coração, atraindo-os ao pão da vida. Veem tudo se mudando em torno deles. Os sentimentos humanos, as ideias do que constitui a religião, tudo muda. Eles vão para ouvir a Palavra tal como é. — Manuscrito 11, 1899. {Ev 501.2}
O tema de todo canto — A ciência da salvação deve ser o âmago de todo sermão, o tema de todo canto. Seja essa ciência vazada em toda súplica. — Manuscrito 107, 1898. {Ev 502.1}

Evitai o emocionalismo — Outros ainda vão ao extremo oposto, pondo mais força nas emoções religiosas, e manifestando intenso zelo nas ocasiões especiais. Sua religião parece ser mais da natureza de um estimulante do que uma permanente fé em Cristo. {Ev 502.2}

Os verdadeiros ministros conhecem o valor da obra interior do Espírito Santo sobre o coração humano. Satisfazem-se com a simplicidade nos serviços religiosos. Em vez de dar valor ao canto popular, volvem sua atenção principalmente para o estudo da Palavra, e dão de coração louvor a Deus. Acima do adorno exterior, consideram o interior, o ornamento de um espírito manso e quieto. Na sua boca não se acha engano. — Manuscrito 21, 1891. {Ev 502.3}



O ministério do canto no lar — Alunos, ide aos caminhos e valados. Esforçai-vos por alcançar as classes elevadas assim como as mais humildes. Entrai no lar do rico e do pobre e, à medida que tiverdes oportunidade, perguntai: “Gostaríeis de que cantássemos? Teríamos prazer em cantar alguns hinos para ouvirdes.” Depois, ao estarem os corações abrandados, talvez se abra o caminho para fazerdes uma breve oração pedindo a bênção de Deus. Não haverá muitas pessoas que o recusem. — The Review and Herald, 27 de Agosto de 1903. {Ev 502.4}

No ministério de casa em casa — Aprendei a cantar os hinos mais simples. Estes vos ajudarão no trabalho de casa em casa, e corações serão tocados pela influência do Espírito Santo. .. Aprendemos na Palavra que há alegria entre os anjos por causa de um pecador que se arrepende, e que o próprio Senhor Se regozija por causa de Sua igreja, com cânticos. — The Review and Herald, 11 de Novembro de 1902. {Ev 502.5}

Pedir decisões por meio do canto — A noite passada, em sonhos, eu estava falando a um grupo de rapazes. Pedia-lhes que cantassem “Quase Induzido”. Algumas pessoas presentes ficaram profundamente comovidas. Eu sabia que elas estavam quase induzidas, mas que se não fizessem decididos esforços para se volverem a Cristo, desapareceria delas a convicção de sua pecaminosidade. Fizestes algumas confissões, e eu vos perguntei: “Não quereis de agora em diante colocar-vos ao lado de Cristo?” Se receberdes a Jesus, Ele vos receberá. — Carta 137, 1904. {Ev 503.1}

Experiência com um serviço de canto nos vagões — Tivemos no sábado um serviço de canto. O irmão Lawrence, que é musicista, dirigiu o canto. Todos os passageiros no vagão pareciam deleitar-se grandemente com essa prática, e muitos deles se uniram ao canto. {Ev 503.2}

No domingo tivemos outro serviço de canto, depois do qual o Pastor Corliss fez breve palestra tomando como texto as palavras: “Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus.” Os passageiros escutaram atentamente, parecendo gostar do que foi dito. Na segunda tivemos mais canto, e todos nós parecíamos estar sendo mais unidos. — Carta 135, 1905. {Ev 503.3}



A música na nova terra — Aqueles que, a despeito de tudo mais, se põem nas mãos de Deus, para ser e fazer tudo quanto Ele queira que façam, verão o Rei em Sua formosura. Verão Seus incomparáveis encantos e, tocando suas harpas de ouro, encherão todo o Céu com preciosa música e com os cantos do Cordeiro. {Ev 503.4}

Alegro-me de ouvir os instrumentos de música que tendes aqui. Deus quer que os tenhamos. Quer que O louvemos, de alma e coração e com a nossa voz, engrandecendo Seu nome perante o mundo. — The Review and Herald, 15 de Junho de 1905. {Ev 503.5}


O evangelista cantor
O preparo para o evangelismo do canto — Deve haver muito mais interesse na cultura da voz do que é agora em geral manifestado. Os alunos que têm aprendido a cantar os suaves hinos do evangelho com melodia e clareza, podem fazer muito bem como cantores-evangelistas. Eles encontrarão muito ensejo de empregar o talento que Deus lhes deu, levando melodia e claridade a muito lugar solitário entenebrecido pelo pecado, dor e aflição, cantando para aqueles que raramente têm os privilégios da igreja. — The Review and Herald, 27 de Agosto de 1903. {Ev 504.1}

Um poder para ganhar almas — Há muita emoção e música na voz humana, e se o aluno fizer decididos esforços, adquirirá hábitos de falar e cantar que lhes serão uma força no ganhar almas para Cristo. — Manuscrito 22, 1886. {Ev 504.2}

Anunciar uma mensagem especial em canto — Há pessoas que têm especial dom para cantar, e ocasiões há em que uma mensagem especial é anunciada por um solo ou por um canto feito por vários. Mas raramente deve o canto ser feito por uns poucos. A aptidão de cantar é um talento que exerce influência, a qual Deus deseja que todos cultivem e empreguem para glória de Seu nome. — Testimonies for the Church 7:115, 116 (1902). {Ev 504.3}

Entonações claras — dicção distinta — Palavra alguma pode exprimir devidamente a profunda bênção do verdadeiro culto. Quando os seres humanos cantam com o espírito e o entendimento, os músicos celestiais tomam o tom e unem-se ao cântico de ações de graças. Aquele que nos outorgou todos os dons que nos habilitam a ser cooperadores de Deus, espera que Seus servos cultivem a voz, de modo a poderem falar e cantar de maneira que todos entendam. Não é o canto alto que é necessário, porém entonações claras, a pronúncia correta, a dicção distinta. Tomem todos tempo para cultivar a voz, de maneira que o louvor de Deus seja entoado em tons claros, suaves, sem asperezas e estridências que ofendam ao ouvido. A aptidão de cantar é dom de Deus; seja ele usado para glória Sua. — Testimonies for the Church 9:143, 144 (1909). {Ev 504.4}

Fatores na eficácia da música — A música pode ser um grande poder para o bem; contudo não tiramos o máximo proveito desta parte do culto. O cântico é geralmente originado do impulso ou para atender casos especiais, e em outras vezes os que cantam o fazem mal, e a música perde o devido efeito sobre a mente dos presentes. A música deve possuir beleza, poder e faculdade de comover. Ergam-se as vozes em cânticos de louvor e adoração. Que haja auxílio, se possível, de instrumentos musicais, e a gloriosa harmonia suba a Deus em oferta aceitável. {Ev 505.1}

Mas às vezes é mais difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma ordeira, do que desenvolver hábitos de oração e exortação. Muitos querem fazer as coisas à sua maneira. Não concordam com deliberações, e são impacientes sob a liderança de alguém. No serviço de Deus se requerem planos bem amadurecidos. O bom senso é coisa excelente no culto do Senhor. — Gospel Workers, 325 (1892). {Ev 505.2}



O diretor do canto celestial — Foi-me mostrada a ordem, a perfeita ordem do Céu, e senti-me arrebatada ao escutar a música perfeita que ali há. Depois de sair da visão, o canto aqui me soou muito áspero e dissonante. Vi grupos de anjos que se achavam dispostos em quadrado, tendo cada um uma harpa de ouro. ... Há um anjo que dirige sempre, o qual toca primeiro a harpa a fim de dar o tom, depois todos se ajuntam na majestosa e perfeita música do Céu. Ela é indescritível. É melodia celestial, divina, enquanto cada semblante reflete a imagem de Jesus, irradiando glória indizível. — Testemunhos Seletos 1:45 (1857). {Ev 505.3}

Um bem dirigido programa de canto — Um ministro não deve designar hinos para serem cantados, enquanto não estiver certificado de que os mesmos são familiares aos que cantam. Uma pessoa capaz deve ser indicada para dirigir esse serviço, sendo seu dever verificar que se escolham hinos que possam ser entoados com o espírito e com o entendimento também. {Ev 506.1}

O canto é uma parte do culto de Deus, porém na maneira estropiada por que é muitas vezes conduzido, não é nenhum crédito para a verdade, nenhuma honra para Deus. Deve haver sistema e ordem nisto, da mesma maneira que em qualquer outra parte da obra do Senhor. Organizai um grupo dos melhores cantores, cuja voz possa guiar a congregação, e depois todos quantos queiram se unam com eles. Os que cantam devem esforçar-se para cantar em harmonia; devem dedicar algum tempo a ensaiar, de modo a empregarem esse talento para glória de Deus. {Ev 506.2}

Não se deve deixar, porém, que o canto distraia a mente das horas de devoção. Se alguma coisa deve ser negligenciada, seja então o canto. — The Review and Herald, 24 de Julho de 1883. {Ev 506.3}

A atratividade da voz humana — A voz humana que entoa a música de Deus vinda de um coração cheio de reconhecimento e ações de graças, é incomparavelmente mais aprazível a Ele do que a melodia de todos os instrumentos de música já inventados pelas mãos humanas. — Carta 2c, 1892. {Ev 506.4}
Advertências — Fui dirigida a alguns de vossos ensaios, e fui levada a ler os sentimentos que existiam no grupo, sendo vós a pessoa preeminente. Havia mesquinhos ciúmes e invejas, ruins suspeitas e maledicências. ... O culto de coração é o que Deus requer; as formas e o culto de lábios são como o metal que soa e o címbalo que tine. Vosso canto visa a exibição, não louvar a Deus com o espírito e o entendimento. O estado do coração revela a qualidade da religião do que professa piedade. — Carta 1a, 1890. {Ev 507.1}
Pôr ênfase no canto pela congregação
Coro e canto congregacional — Nas reuniões realizadas, escolham-se alguns para tomar parte no serviço de canto. E seja este acompanhado de instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso da música instrumental em nossa obra. Esta parte do serviço deve ser cuidadosamente dirigida; pois é o louvor de Deus em canto. {Ev 507.2}

O canto não deve ser sempre feito por uns poucos. O mais frequentemente possível, una-se toda a congregação. — Testimonies for the Church 9:144 (1909). {Ev 507.3}



O serviço de canto — O canto não deve ser feito apenas por uns poucos. Todos os presentes devem ser estimulados a tomar parte no serviço de canto. — Carta 157, 1902. {Ev 507.4}

Aproximar-se da harmonia do coro celeste — A música forma uma parte do culto de Deus nas cortes do alto. Devemos esforçar-nos em nossos cânticos de louvor, por aproximar-nos o máximo possível da harmonia dos coros celestes. Tenho ficado muitas vezes penalizada ao ouvir vozes não educadas, elevadas ao máximo diapasão, guinchando positivamente as palavras sagradas de algum hino de louvor. Quão impróprias essas vozes agudas, estridentes, para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos, ou fugir do lugar, e regozijo-me ao findar o penoso exercício. {Ev 507.5}

Os que fazem do canto uma parte do culto divino, devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres, e todavia solenes. A voz pode e deve ser modulada, suavizada e dominada. — The Signs of the Times, 22 de Junho de 1882. {Ev 508.1}



De coração e entendimento — Vi que todos devem cantar com o espírito e com o entendimento também. Deus não Se agrada de algaravia e dissonância. O correto é sempre mais agradável a Ele que o errado. E quanto mais perto o povo de Deus se puder aproximar do canto correto, harmonioso, tanto mais é Ele glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos favoravelmente impressionados. — Testimonies for the Church 1:146 (1857). {Ev 508.2}

Sem espírito nem entendimento — Muitos cantam belos hinos nas reuniões, hinos do que eles querem fazer, e pretendem fazer; mas alguns não fazem estas coisas; não cantam com o espírito e o entendimento também. Assim, na leitura da Palavra de Deus, alguns não são beneficiados porque não a põem em sua própria vida, não a praticam. — The Review and Herald, 27 de Setembro de 1892. {Ev 508.3}
Os membros do corpo musical
Aqueles cujo coração está no esforço — Em seus esforços para alcançar o povo, os mensageiros do Senhor não devem seguir as maneiras do mundo. Nas reuniões realizadas, não devem depender de cantores do mundo nem de exibições teatrais para despertar o interesse. Como se pode esperar que aqueles que não têm nenhum interesse na Palavra de Deus, que nunca leram Sua Palavra com sincero desejo de lhe compreender as verdades, cantem com o espírito e entendimento? Como pode seu coração estar em harmonia com as palavras do canto sagrado? Como se pode o coro celeste unir a uma música, que é meramente uma forma? — Testimonies for the Church 9:143 (1909). {Ev 508.4}

Apenas canto suave e simples — Como pode Deus ser glorificado quando confiais para o vosso canto em um coro mundano que canta por dinheiro? Meu irmão, quando virdes essas coisas em seu verdadeiro aspecto, só tereis em vossas reuniões apenas o canto suave e simples, e pedireis a toda a congregação que se una a esse canto. Que importa, se entre os presentes há alguns cuja voz não é tão melodiosa como a de outros! Quando o canto é de molde a que os anjos se possam unir com os cantores, pode-se causar no espírito uma impressão que o canto de lábios não santificados não pode produzir. — Carta 190, 1902. {Ev 509.1}

Músicos mundanos — Não contrateis músicos mundanos, se é possível evitá-lo. Reuni cantores que cantem com o espírito e com o entendimento também. A exibição extraordinária que por vezes fazeis, pode acarretar desnecessária despesa, que os irmãos não devem ser solicitados a satisfazer; e verificareis que, depois de algum tempo, os descrentes não quererão dar dinheiro para atender a estes gastos. — Carta 51, 1902. {Ev 509.2}

Aceitar auxílio musical oferecido — Não se deve negligenciar o canto nas reuniões realizadas. Deus pode ser glorificado por esta parte do culto. E quando cantores oferecem seus préstimos, devem ser aceitos. Dinheiro, porém, não deve ser usado para contratar cantores. Muitas vezes o canto de hinos simples pela congregação tem um encanto não possuído pelo canto de um coro, por mais hábil que seja. — Carta 49, 1902. {Ev 509.3}
Música que ofende a Deus — Exibição não é religião nem santificação. Coisa alguma há, mais ofensiva aos olhos de Deus, do que uma exibição de música instrumental, quando os que nela tomam parte não são consagrados, não estão fazendo em seu coração melodia para o Senhor. A mais aprazível oferta aos olhos de Deus, é um coração humilhado pela abnegação, pelo tomar a cruz e seguir a Jesus. {Ev 510.1}

Não temos tempo agora para gastar em buscar as coisas que agradam unicamente aos sentidos. É preciso íntimo esquadrinhar do coração. Necessitamos, com lágrimas e confissão partida de um coração quebrantado, aproximar-nos mais de Deus; e Ele Se aproximará de nós. — The Review and Herald, 14 de Novembro de 1899. {Ev 510.2}



Deus glorificado — Deus é glorificado por hinos de louvor vindos de um coração puro, cheio de amor e devoção para com Ele. — Testimonies for the Church 1:50 (1867). {Ev 510.3}
Admoestações oportunas
As qualidades da boa música — Pode-se fazer grande aperfeiçoamento no canto. Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a música dos pássaros — dominado e melodioso. {Ev 510.4}

Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cânticos de louvor entoados em tom natural. Os cânticos em que cada palavra é pronunciada claramente, em tom harmonioso, eis os que eles se unem a nós em cantar. Eles combinam o coro, entoado de coração, com o espírito e o entendimento. — Manuscrito 91, 1903. {Ev 510.5}


A devida proporção de tempo concedida ao canto — Pode-se melhorar nossa maneira de dirigir reuniões campais, de modo que todos os que a elas assistirem recebam trabalho mais direto. Realizam-se algumas reuniões sociais na tenda grande, onde todos se reúnem para o culto; mas essas são tão grandes, que apenas um pequeno número pode tomar parte, e muitos falam tão baixo que apenas poucos os ouvem. ... Em alguns casos muito tempo se dedicou ao canto. Cantou-se um longo hino antes da oração, e outro longo hino após a oração, e muito canto intercalado através de toda a reunião. Assim, momentos foram empregados imprudentemente, e não se conseguiu metade do bem que se poderia ter alcançado, se esses preciosos períodos houvessem sido dirigidos devidamente. — The Review and Herald, 27 de Novembro de 1883. {Ev 511.1}

Cerimónia e ostentação — A forma e a cerimónia não constituem o reino de Deus. As cerimónias tornam-se numerosas e extravagantes, quando se perdem os princípios vitais do reino de Deus. Mas não é forma e cerimónia o que Cristo requer. Ele almeja receber de Sua vinha frutos de santificação e altruísmo, atos de bondade, misericórdia e verdade. {Ev 511.2}

Aparelhamento faustoso, ótimo canto e música instrumental na igreja não convidam o coro angélico a cantar também. À vista de Deus estas coisas são como os galhos da figueira infrutífera, que só mostrava folhas pretensiosas. Cristo espera fruto, princípios de bondade, simpatia e amor. Estes são os princípios do Céu, e quando se revelam na vida de seres humanos, podemos saber que Cristo, a esperança da glória, está formado em nós. Pode uma congregação ser a mais pobre da Terra, sem música nem ostentação exterior, mas se ela possuir esses princípios, os membros poderão cantar, pois o gozo de Cristo está em sua alma, e esse canto podem eles dedicar como oferenda a Deus. — Manuscrito 123, 1899. {Ev 511.3}



Música aceitável a Deus — As superfluidades que se introduziram no culto em _____, têm de ser vigorosamente evitadas. ... A música só é aceitável a Deus quando o coração é consagrado, e enternecido e santificado por sua docilidade. Muitos, porém, que se deleitam na música não sabem coisa alguma sobre produzir melodia ao Senhor, em seu coração. Este foi “após seus ídolos”. — Carta 198, 1899. {Ev 512.1}
Abuso da música — Quando os professos cristãos alcançarem a alta norma que é seu privilégio alcançar, a simplicidade de Cristo será mantida em todo o seu culto. As formas, cerimónias e realizações musicais não são a força da igreja. No entanto, estas coisas tomaram o lugar que deveria ser dado a Deus, tal como se deu no culto dos judeus. {Ev 512.2}

O Senhor revelou-me que, se o coração está limpo e santificado, e os membros da igreja são participantes da natureza divina, sairá da igreja que crê a verdade um poder que produzirá melodia no coração. Os homens e as mulheres não confiarão então em sua música instrumental, mas no poder e graça de Deus, que proporcionará plenitude de gozo. Há uma obra a fazer: remover o cisco que se tem trazido para dentro da igreja. ... {Ev 512.3}



Esta mensagem não se dirige apenas à igreja de _____, mas a todas as igrejas que lhe seguiram o exemplo. — Manuscrito 157, 1899. {Ev 512.4}

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