O desaparecimento do Universo



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O

Desaparecimento


do

Universo



____________________________________
UMA CONVERSA FRANCA SOBRE

ILUSÕES, VIDAS PASSADAS,

RELIGIÃO, SEXO, POLÍTICA E

OS MILAGRES DO PERDÃO



____________________________________

Gary R. Renard



SUMÁRIO



Prefácio pelo D Patrick Miller 03

Nota do Autor e Agradecimentos 06

Sobre o Autor 07

PARTE I: Um Sussurro em Seu Sonho


1 – Arten e Pursah Aparecem 10

2 – O J Oculto 21

3 – O Milagre 65

4 – Os Segredos da Existência 86

5 – O Plano do Ego 107

PARTE II: Despertar


6 – A Alternativa do Espírito Santo 141

7 – A Lei do Perdão 155

8 – Iluminação 177

9 – Experiências de Quase-Vida 187

10 – Curando os Doentes 204

11 – Uma História Muito Breve do Tempo 214

12 – Assistindo às Notícias 226

13 – Oração verdadeira e Abundância 234

14 – Melhor do que Sexo 240

15 – Olhando para o Futuro 247

16 – Notas sobre Ressuscitar os Mortos 256

17 – O Desaparecimento do Universo 264



Prefácio

Quando Gary Renard me contatou querendo uma avaliação profissional sobre o manuscrito que se tornaria esse livro, minha resposta inicial foi perfeitamente sensata. Em primeiro lugar, quando Gary me disse que seu manuscrito tinha por volta de 150.000 palavras, eu disse a ele que nenhum editor em seu juízo perfeito iria editar um livro desses em um único volume. Ou ele teria que dividi-lo em dois livros, ou, melhor ainda, teria que editá-lo até chegar a um projeto manejável de menos de 100.000 palavras. Isso eu disse a ele antes mesmo de ver o manuscrito.

Gary disse que não achava que nenhuma das duas abordagens seria possível em relação ao que ele havia escrito, mas que iria pensar sobre isso. Nesse meio tempo, será que eu poderia dar uma olhada nesse projeto, que incluía basicamente uma série de conversas prolongadas com dois “mestres ascensionados”?

Foi então que eu tive minha segunda resposta sensata, que não compartilhei com Gary: Ah, não, eu pensei, outro manifesto cansativo de conversa oca espiritual escrito por algum pobre tolo que pensa que as vozes em sua cabeça são manifestações de algo divino. Em quase duas décadas trabalhando como jornalista, revisor, redator e editor no campo da espiritualidade alternativa, eu tinha visto uma quantidade maior desse tipo de bobagem do que eu podia me lembrar. Não pude deixar de recordar uma citação de São João da Cruz, reclamando sobre escribas iludidos em sua própria época: “Isso acontece com muita freqüência, e muitas pessoas são bastante iludidas por isso, pensando que atingiram um alto grau de oração, e estão recebendo comunicações de Deus. Por esse motivo, eles o escrevem ou fazem com que seja escrito, e isso se transforma em nada, não tem a substância de nenhuma virtude, e serve apenas para encorajar a vaidade neles”.

Mas esse cara Renard estava querendo pagar por uma crítica completa do seu trabalho; isso me fazia vê-lo com bons olhos. Eu havia aprendido, depois de escrever notas sobre avaliação literária, que sempre era possível encontrar algo útil para se escrever sobre o trabalho de um escritor, algum tipo de “crítica construtiva” que iria fazer mais do que encorajar a vaidade de um autor aspirante. Então, eu disse que sim, ele poderia me mandar seu livro e eu faria um exame cortês e completo.

Eu ainda não tinha lido muito desse manuscrito antes de me sentir feliz por não ter compartilhado minha segunda resposta, privada, com Gary, porque isso significaria que eu teria que engolir minhas palavras. Embora superficialmente essa história parecesse estranha, ela, entretanto, era surpreendentemente uma leitura agradável, até mesmo cativante. As conversas que Gary gravou com seus instrutores espirituais inesperados e acima de tudo incomuns, Arten e Pursah, eram tão inteligentes, engraças e livres de fervor religioso pseudo-profundo que eu passei a esperar o chamado material canalizado. Além disso, o trabalho não parecia fazer muito para encorajar a vaidade de Gary. Na verdade, esses companheiros sobrenaturais caçoaram dele sem piedade dizendo que ele era preguiçoso e sabichão, embora também dessem a ele um encorajamento cuidadoso sobre a disciplina espiritual que eles o estavam persuadindo a seguir.

Os leitores vão descobrir logo que essa disciplina é aquela conhecida por milhões de pessoas pelo mundo todo, através de um guia espiritual moderno chamado Um Curso em Milagres (UCEM). Sem dúvida, Gary entrou em contato comigo por causa do trabalho que publiquei com relação ao Curso, incluindo História Completa do Curso em Milagres, uma visão geral jornalística da história desse ensinamento, principais professores e seguidores, assim como suas críticas e as poucas controvérsias que provocou. Também era possível que Gary tivesse entrado em contato comigo porque tivesse um reconhecimento inconsciente das nossas similaridades psicológicas. Embora eu não seja de modo algum preguiçoso como o sr. Renard, certamente tenho minha parte de tendências de sabichão.

Como um guia de ensinamentos suplementares dos princípios do Curso, o manuscrito de Gary tem outra característica extraordinária: é absolutamente inflexível em seu compromisso com a filosofia espiritual do UCEM de “puro não-dualismo” e sua crença interior ativa em relação a perdoar, perdoar, e então perdoar novamente, até que o perdão se torne um hábito mental diário e contínuo. Embora existam muitos livros de muito sucesso sobre os princípios do Curso em relação ao seu apelo primário, os mais populares também têm sido os mais diluídos, e muitas vezes misturados com noções mais palatáveis das variedades da Nova Era e da auto-ajuda. Eu estava impressionado em ver que o manuscrito de Gary permanecia verdadeiro tanto em relação ao núcleo metafísico quanto ao exato treinamento mental do Curso, geralmente em termos nada incertos. Fossem o que fossem e de onde tivessem vindo, Arten e Pursah claramente não eram um produto de um insípido workshop sobre ilumine-se-em-um-fim-de-semana.

Portanto, conforme eu li o manuscrito pela primeira vez, comecei a sentir que ele merecia ser publicado afinal – mas havia esquisitices ainda maiores sobre ele do que eu havia pensado a princípio. Ele realmente era longo demais, estava escrito em um formato de uma conversa a três que seria inaceitável aos olhos dos editores mais famosos, e, finalmente, ele afirmava fontes metafísicas que iriam relegá-lo ao reino da Nova Era, enquanto o texto era rígido demais para algumas pessoas.

Conforme minha preocupação mudou de fazer uma avaliação do manuscrito de Gary, para ajudá-lo a encontrar um editor, percebi que não conseguia pensar em uma única editora, grande ou pequena, que fosse levar em frente seu projeto e resistir à urgência prática de dividi-lo, picotá-lo, e “transformá-lo em algo mais de acordo com as tendências atuais”. As mensagens de Gary deixaram claro que ele deveria procurar um editor que preservasse esse trabalho em sua totalidade, mantendo tanto seu formato quanto sua consistência temática. Eu estava inclinado a pensar que qualquer editor que aceitasse publicar um manuscrito desses, de um autor completamente desconhecido, realmente deveria ter sua cabeça examinada.

Foi então que eu percebi que eu iria publicá-lo.

Existe mais do que um pouco de ironia nessa decisão, porque eu nem mesmo acredito em mestres ascensionados, principalmente porque nenhum deles apareceu de repente em meu reconhecidamente estreito campo de visão. Apesar do grande bem que Um Curso em Milagres trouxe à minha vida, eu sempre me senti ambivalente sobre sua alegada autoria espiritual. Embora isso parecesse chocante para outros estudantes do UCEM, eu nunca tinha me preocupado muito sobre se Jesus Cristo tinha algo a ver com ele. A autenticidade do Curso tinha sido confirmada para mim porque ele funciona, criando mudanças positivas e dramáticas em minha vida e nas vidas de muitos outros que eu conheci e entrevistei – mas não porque ele afirma ter uma fonte divina. Com esse ponto de vista, eu realmente me harmonizo com Arten e Pursah, que lembraram a Gary repetidamente nesse livro que é sempre a verdade inata da mensagem que conta, não algo de especial com os mensageiros.

De maneira muito estranha, a mensagem desse livro chegou até mim precisamente na época certa para revigorar meus próprios estudos sobre o Curso. Conforme eu lia o manuscrito de Gary fiquei pensando, Ah, é isso que quer dizer e Eu tinha esquecido disso, e Perdão – Eu me pergunto se isso realmente funciona.

Quando terminei de ler o manuscrito, percebi que ele estava funcionando para mim da maneira que os professores de Gary pretendiam que funcionasse para ele e para os futuros leitores: como um percurso de recapitulação extraordinário para a espiritualidade do futuro. Falo dessa maneira, porque, apesar do crescimento rápido do seu público desde sua publicação em 1976, Um Curso em Milagres ainda tem um número comparativamente pequeno de seguidores e eu acho que deve continuar dessa maneira por gerações. Sua metafísica é diferente demais do que a maioria do mundo acredita e sua disciplina transformadora é exigente demais para que ele se torne a base de um movimento espiritual de massa ainda durante muito tempo. Embora, como os professores de Gary predisseram, eu sinto que esse tempo finalmente vai chegar.

Embora o Curso possa parecer absolutista e inflexível, um de seus grandes méritos é que ele afirma ser apenas um tipo de “currículo universal”, geralmente apoiando os outros caminhos espirituais e psicológicos por sua sabedoria inata. Entretanto, ele realmente declara que o estudante sério vai progredir por esse caminho de maneira mais rápida do que com qualquer outro método. Como um espiritualista pragmático, aprecio essa estratégia de venda.

De fato, o Curso periodicamente escreve algumas linhas sobre a sugestão autoritária de que reconhecer e cumprir nossas tarefas sobre o perdão economiza “milhares de anos” no processo do desenvolvimento espiritual. Já que eu nunca acreditei muito em reencarnação, eu quase não sei o que fazer com isso. Tenho a sensação fantástica de ter economizado muito sofrimento futuro através de decisões que eu tomei sob a influência do UCEM – decisões que envolviam a liberação de ressentimentos habituais, raiva debilitante, e medos auto-limitadores.

Antes de encontrar o Curso, eu definitivamente não estava em um caminho em direção a uma sabedoria tão sublime e ativa. Eu corria para aquele peculiar livro azul quando mais precisava dele, e fico feliz em dizer que não fui o único a se beneficiar do acaso aparente de encontrar um ensinamento milagroso. Estou certo de que não teria atingido a milhares de leitores de maneira útil com meus próprios livros, se não tivesse me comprometido com a disciplina do Curso.

De fato, eu senti uma influência inconfundível do Curso sobre minha decisão de publicar a primeira edição desse livro, e não demorou a ficar claro para mim que todos os riscos que o manuscrito continha valiam à pena. O livro rapidamente encontrou um público devotado entre os milhares de estudantes do Curso, assim como entre os buscadores espirituais que ainda não estavam familiarizados com o UCEM. Depois de um ano após ter sido publicado pela Fearless Books, esse projeto chegou a Hay House, a maior editora independente com credenciais insuperáveis sobre espiritualidade contemporânea – e com o entusiasmo e os meios de levar esse livro ao seu próximo passo de distribuição pelo mundo. Gary e eu estamos gratos pela generosidade do seu novo editor, que concordou imediatamente que esse livro deveria continuar com o mesmo formato da edição original, sem mudanças no conteúdo, estilo, ou impacto dos ensinamentos provocantes que ele traz.

Esse livro não é um substituto para Um curso em Milagres, mas estou confiante de que ele vai servir bem como uma apresentação estimulante ou uma revisão radical dos princípios fundamentais de ensinamento. E os leitores que não se importam com o Curso, ainda podem encontrar muito aqui para rir, contra o que argumentar, ou com o que se maravilhar. Se você for parecido comigo, vai descobrir que esse livro não é o que você espera – mas realmente é uma viagem e tanto. Como Arten e Pursah poderiam ter dito: Divirta-se!
D. Patrick Miller

Fearless Books

Setembro de 2004


Nota do Autor e

Agradecimentos

Enquanto vivi em uma área rural do Maine, fui testemunha de uma série de aparições em carne e osso de dois mestres ascensionados chamados Pursah e Arten, que, finalmente, identificaram uma de suas encarnações anteriores como São Tomé e São Tadeu. (Apesar do mito popular, aquelas vidas dos dois discípulos não foram as últimas).

Meus visitantes não vieram para repetir alguns chavões espirituais nos quais muitas pessoas talvez ainda acreditem. Ao invés disso, eles revelaram nada menos do que os segredos do universo, discutiram o verdadeiro propósito da vida, falaram em detalhes sobre o Evangelho de Tomé, e esclareceram objetivamente os princípios de um documento espiritual espantoso que está se espalhando através do mundo para introduzir uma nova maneira de pensamento que vai se tornar mais predominante no novo milênio.

Não é essencial que você acredite que essas aparições aconteceram para receber os benefícios da informação nesse livro. Entretanto, eu posso testemunhar a extrema improbabilidade de esse livro ter sido escrito por um leigo inculto como eu, sem ter a inspiração desses mestres. De qualquer forma, deixo para os leitores pensarem o que quiserem sobre as origens do livro.

Eu pessoalmente acredito que O Desaparecimento do Universo pode ser uma leitura útil, que economiza tempo, para qualquer pessoa receptiva que esteja no caminho espiritual. Depois que você experimentar essa mensagem, pode ser impossível para você – como foi para mim – sequer olhar para sua vida ou pensar sobre o universo da mesma maneira outra vez.

O texto se refere a eventos que aconteceram de Dezembro de 1992 a Dezembro de 2001. Ele é apresentado na forma de um diálogo com três participantes: Gary (eu), e Arten e Pursah, dois mestres ascensionados que apareceram para mim pessoalmente. Minha narração não é qualificada a menos que interrompa o diálogo, e nesse caso está simplesmente rotulada como “NOTA”. As muitas palavras em itálico que você vai ver, indicam um ênfase da parte da pessoa que está falando. Por favor, saiba que eu não mudei substancialmente esse diálogo, ainda que tenha sido difícil para mim revisar esse material e tolerar algumas das coisas imaturas e julgadoras que eu disse durante todo o tempo em que essa história aconteceu. Olhando para trás, percebi que foi apenas nos últimos capítulos que eu realmente pratiquei o perdão.

Embora existam afirmações feitas pelos mestres, nessas páginas, que possam parecer ásperas ou críticas em forma impressa, posso testemunhar que a atitude deles sempre incluiu gentileza, humor, humildade e amor. Como uma analogia, um bom pai/mãe muitas vezes sabe que é necessário que os filhos sejam firmemente corrigidos de uma maneira que possam entender, mas a motivação por trás da correção é de natureza positiva. Então, se as conversas parecerem um pouco ásperas, deve ser lembrado que, para meu benefício, Arten e Pursah falaram comigo deliberadamente de uma maneira que eu pudesse compreender, com o propósito de me levar gradualmente ao objetivo dos seus ensinamentos. Pursah me disse que o estilo deles foi designado para me fazer prestar atenção. Talvez isso diga tudo.

Fiz todos os esforços para tornar esse livro correto, mas não sou perfeito e, portanto, esse livro também não é. Mas, se existirem quaisquer erros de fato nesses capítulos, você pode estar certo de que são meus erros, e não foram cometidos pelos meus visitantes. Também, para ser totalmente franco, devo dizer ainda que aumentei algumas dessas conversas com diálogos de que me recordei depois. Isso foi feito com as bênçãos e o encorajamento de Arten e Pursah, e algumas de suas instruções para mim estão incluídas nessas conversas. Portanto, esse livro deveria ser considerado um projeto pessoal que foi iniciado e consistentemente orientado por eles, até mesmo nas passagens onde não existe uma transcrição literal dos nossos encontros.

As referências a Um Curso em Milagres, incluindo a citação introdutória de cada capítulo, estão anotadas e listadas no índice no final. Sou infinitamente grato à Voz do Curso, cuja verdadeira identidade é discutida nesse material.
[As idéias aqui apresentadas são a interpretação e a compreensão pessoal do autor, e não são necessariamente apoiadas pelos que têm os direitos autorais de Um Curso em Milagres]
Gary R. Renard


Sobre o Autor

Gary R. Renard nasceu no Litoral histórico do Norte de Massachusetts, onde acabou se tornando um guitarrista profissional bem sucedido. Durante a Convergência Harmônica de 1987, ele ouviu um Chamado e começou a levar sua vida para uma direção diferente. No início dos anos noventa, ele se mudou para o Maine, onde passou por um poderoso despertar espiritual.

Como foi instruído a fazer, ele escreveu de maneira lenta e cuidadosa O Desaparecimento do Universo durante um período de nove anos. Hoje em dia, ele é um investidor particular que escreve, viaja e discute princípios metafísicos com outros buscadores espirituais.

Há aqueles que alcançaram Deus diretamente, sem reter


nenhum traço dos limites mundanos e lembrando perfeitamente

sua própria Identidade. Estes podem ser chamados de Professores

dos professores porque, embora já não sejam visíveis, a sua imagem

pode ainda ser invocada. E eles aparecerão em todos os momentos e

em todos os lugares em que for útil fazê-lo. Às pessoas a quem tais

aparições assustariam, eles dão as suas idéias. Ninguém pode invocá-los

em vão. Nem existe pessoa alguma da qual não estejam cientes.

(UCEM - MP – pág. 66)




  • UM CURSO EM MILAGRES




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