O fogo secreto



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Exercício
Depois de preparar seu oratório, ou lugar de trabalho, imagine que sua espinha é a Coluna Central do Caduceu. Estabeleça esta imagem com firmeza, com uma base arredondada, asas no nível da garganta, disco solar, e um cone de pinheiro ou uma saliência brilhante no topo. Visualize-o na cor branca ou dourada-avermelhada, com a serpente da esquerda azul ou preta; e a serpente da direita vermelha. Suas caudas deveriam se encontrar ou cruzar na base de sua espinha e continuar cruzando-se mais cinco vezes com suas cabeças de frente uma para a outra, línguas estendidas, na altura da garganta acompanhadas de um par de asas abertas. A imagem deveria culminar com um disco solar ao nível da cabeça, com um cone de pinheiro em cima.
Depois de um período de várias semanas firmando a imagem acima, símbolos adicionais podem ser acrescentados. No centro de cada círculo formado deveria ser imaginado, em ordem progressiva, os animais kerúbicos mencionados anteriormente. Ao nível da garganta deveria vir o akasha, ou Espírito; e as qualidades Lunares deveriam dominar a parte de trás da cabeça e as Solares a parte da frente. Ambos aspectos universais devem ser imaginados como unificados no topo, e entrando e existindo por meio da esfera brilhante e saliente no topo (glândula pineal).
Se possível, a serpente da esquerda deveria ser imaginada como tendo qualidades lunares, aquosas, passivas e magnéticas. A serpente da direita, qualidades solares, elétricas, ígneas e expansivas. A Coluna Central intermédia, equilibra e contém ambas simultaneamente.
Depois que as imagens acima forem imaginadas com sucesso e mantidas, os símbolos podem ser objetos progressivos de meditação. É importante seguir uma ordem rigorosa do alto para baixo ou de baixo para cima. Se um bloqueio psíquico for encontrado não o force. Procure simplesmente remove-lo suavemente ao passar progressivamente pelo conjunto de símbolos. Não fique mais de sete a dez dias em nenhum dos símbolos. Lembres-se, que é melhor começar novos períodos esotéricos num sábado, quando o poder psíquico está em seu auge durante a semana. Isto quer dizer que vai demorar um mínimo de sete semanas para passar pelos sete símbolos principais na coluna central, e mais três semanas para o diagrama básico e as duas serpentes.
Este exercício é poderoso, portanto, não o force. Se qualquer coisa desagradável for experimentada, diminua os períodos da meditação. Inicialmente, não mais do que 15 minutos deveriam ser dedicados a este exercício.
O Fogo Serpentino e a Lança [15]
De todos os exercícios deste trabalho, o que se segue é o mais fácil de realizar não importa o nível de experiência do operador. Seus conceitos básicos devem ser familiares para muitos estudantes, e são úteis como guias para uma compreensão fundamental do Fogo Secreto que existe no ocidente.
Visualize um vasto ponto de luz brilhante acima de sua cabeça, tão intenso que ele parece preto. Faça-o descer para o topo de sua cabeça, sinta-o mergulhando em seu corpo e sua psique, permeando sua consciência. Sinta-o se expandindo, formando uma esfera de luz dourada e de fogo ao seu redor, com um diâmetro se estendendo de um a dois metros além de você em todas as direções. Deixe que esta esfera de luz cresça em intensidade e poder, e saiba que ela é um recipiente para as forças cósmicas que você está preste a invocar.
Imagine um raio de fogo, como uma lança, descendo como uma labareda do ponto de luz acima de você, penetrando seu crânio e movendo-se por seu corpo indo até o centro da terra. Sinta a terra reverberando com seu impacto, e imagine uma corrente de fogo vivo, como uma serpente vermelha-dourada, movendo-se na direção oposta do raio, subindo por sua espinha e entrando na parte oca de seu crânio. É importante que você imagine seu crânio como estando vazio e sendo um vasto receptáculo desta energia criativa e transformadora. Depois de várias repetições deste ciclo, focalize sua atenção em seu coração, e imagine ali, um cálice, uma pedra ou outro símbolo receptivo para seu Eu mais elevado. Espere por uma resposta, e então deixe tudo fundir-se num vasto mar vivo de luz dourada, fogo e amor. Ao terminar o exercício, retire a energia para dentro de si e ofereça-a como um presente ao Cosmo.

Exercícios básicos para regular a energia
O Plexo Solar como o principal regulador de energia no corpo
Se depois de um exercício houver demasiada energia nas áreas da cabeça ou do coração, leve-a para baixo para o plexo solar e imagine que ela está sendo circulada para fora e ao redor de seu corpo por meio daquele centro. Isto surtirá efeito depois de alguns minutos e é especialmente apropriado para circular a energia que surge com o estímulo sexual depois destes exercícios.
Promovendo o aterramento
É importante estabelecer com firmeza Kether e Malkuth nestes exercícios. Se Malkuth não estiver suficientemente estabelecido, pode haver risco da pessoa se tornar aérea e desconectada com a vida diária. Mais importante, se um forte senso de conexão não for estabelecido em Malkuth, boa parte da energia não terá para onde ir, e será desperdiçada. Se você sentir que demasiada energia foi gerada e está causando problemas que a simples circulação para fora do Plexo Solar não é capaz de resolver, considere então o seguinte:


  1. Imagine a energia fluindo para fora de suas mãos e de seus pés para dentro da terra.

  2. Coloque suas mãos numa bacia de água fria e imagine a energia sendo vertida ali.

  3. Caminhe com seus pés diretamente em contacto com a grama ou a terra.

  4. Beba um copo de água fria.

Estas sugestões são para descarregar os acúmulos de energia que podem ser desagradáveis. Considere-os como uma espécie de primeiro socorro psíquico. A natureza destes exercícios geralmente tende a aumentar a quantidade de energia que podemos manipular, e direciona-la de forma sábia e lenta para a purificação de nossa psique e corpo. Descarrega-la repetidamente vai desacelerar este processo, mantendo, no entanto, um estado de irritação, frustração e de perturbação como resultado das práticas esotéricas.


Circulando a Luz
É fundamental circular sempre a energia após o término de um exercício. As sugestões de faze-lo por meio da Coluna Central, ou do Plexo Solar e ao redor das bordas da aura ampla funcionam bem.

Notas adicionais a serem consideradas
Crowley indica que o 24º Caminho é atribuído à Deusa Kundalini em 777. Knight apresenta o Caduceu com o signo de Escorpião na parte inferior. Escorpião é o signo do 24º Caminho.
Uma respiração regular deve ser feita com os exercícios sempre que possível. Quando inalar, puxe a energia da coroa para baixo; mantenha-a nos pés, na terra e/ou na base da espinha; exale para a cabeça; segure a respiração após a exalação. Repita. Isto acrescenta muita energia aos exercícios e limita a duração do tempo que pode ser dedicado a eles em cada prática.
Cada esfera tem sua própria Tiphereth, isto é, a Grande Estrela, unindo as “esferas menores dentro de uma esfera” na Árvore daquele nível particular. Portanto, quando dirigimos nossa atenção para a influência harmonizadora de Tiphereth, afetamos todos os planetas que ela toca. Quando dirigimos nossa atenção para o Triângulo de Fogo de Tiphereth, afetamos o aspecto Fogo de todas as Esferas ligadas a Tiphereth. No entanto, Saturno, Mercúrio e Vênus, podem ter uma resposta mais forte. Isto se refere, logicamente, ao carma (Saturno), à energia criativa (Vênus) e ao transmissor de intelecto/energia (Mercúrio).
Portanto, é mais fácil regular a energia planetária com o hexagrama do que com o septagrama. O hexagrama regula a energia via Tiphereth, e o septagrama via Netzach.
Na alquimia, Fogo e Ar são as matrizes da Energia; Água e Terra são as matrizes da Matéria. A ‘energia’ da Terra é essencial para a manutenção da saúde; a da Água, para manter a iniciação; a do Fogo para a própria iniciação; o Ar torna acessível o Fogo.
O Sal representa yetzirah e assiah inferiores; Mercúrio o Yetzirah Superior e Briah Inferior; Enxofre o Briah Superior e Atziluth Inferior.
O Sal é susceptível aos impulsos lunares. O Mercúrio aos impulsos solares. O Enxofre aos impulsos zodiacais e cósmicos.

* * *



References
Kundalini, Evolution and Enlightenment, Edited by John White, Anchor Books/Doubleday, Garden City, New York. 1979.

Serpent of Fire: A Modern View of Kundalini by Darrel Irving. Samuel Weiser, Inc., York Beach, Maine. 1995.

Energies of Transformation, A Guide to the Kundalini Process by Bonnie Greenwell, Ph.D. Shakti River Press, Saratoga, Ca. 1990.

The Doctrine of the Subtle Body in the Western Tradition by GRS Mead. Solos Press, Shaftesbury, Dorset. No date. First published, 1919.

The Middle Pillar by Israel Regardie. Llewellyn Publications, St. Paul, MN. 1991.

Kabbalah of the Golden Dawn by Pat Zalewski. Llewellyn Publications, St. Paul, MN. 1993.

Experience of the Inner Worlds by Gareth Knight. Samuel Weiser, Inc., York Beach, Maine. 1993.

The Most Holy Trinosophia of the Comte de St. Germain, Introduction and Commentary by Manly P. Hall. The Philosophical Research Society, Inc., Los Angeles. 1983.

The Philosophers of Nature, 125 West Front Street, Suite 263, Wheaton, Ill. 60187.


Alchemy Lessons:
Psychic Energy, It’s Source and It’s Transformation by M. Esther Harding, Princeton University Press, Princeton, N.J. 1963.

The Gathas of Zarathustra from the Zend-Avesta, ed. by Raghavan Iyer.

Zarathustra, The Transcendental Vision by P.D. Mehta

The Zoroastrian Tradition by Farhang Mehr



Oriental Magic by Idries Shah

Notes:
[1] See: Magical States of Consciousness by Dennings and Philips; Inner Landscapes by Dolores Ashcroft-Nowicki; or The Philosophers of Nature, Qabalah Lessons 35 through 44.
[2] Mysteria Magica, vol. 3 of The Magical Philosophy by Melita Denning and Osborne Phillips. Llewellyn Pub., St. Paul, MN. P. 57-59, 69-73; or, The Philosophers of Nature, Qabalah Lesson 62.
[3] See: Problems on the Path of Return: Pathology in Kabbalistic and Alchemical Practices by Mark Stavish, M.A. The Stone -The Journal of The Philosophers of Nature. Issue 19, March-April 1997. Included as an appendix to this article.
[4] See: A Kabbalistic Approach to Lucid Dreaming and Astral Projection by Mark Stavish, M.A. The Stone - The Journal of the Philosophers of Nature. Issue 20, May-June 1997. Included as an appendix to this article.
[5] Kabbalah by Gershom Scholem. New York. Meridian. 1974. P. 186.
[6] The Jewish Alchemists by Raphael Patai. Princeton, N.J., University Press.1994.
[7] Saint-Germain is also said to be the author of La magie sainte revelee a Moyse (The Holy Magic of Moses Revealed). No date is given.
[8] PON Qabala Lesson 63, suggests that the sounds be resonated in the heart, solar plexus, and perineum. Regardie make no attribution of the IAO sounds in The Golden Dawn (5th ed.), and omits them in The One Year Manual.
[9] For the Elemental Grade Signs of the Golden Dawn, see: Regardie, p.134-135.
[10] This will be explored further in an upcoming essay on “The Diamond Body in Western Esoteric Practices”.
[11] The Kabbalah of the Golden Dawn by Pat Zalewski. Llewellyn Publications, St. Paul, MN. 1993. P. 89-125.
[12] This list of planetary correspondences is taken from The Philosophers of Nature, Spagyric Course Year Two, Lessons 32 and 45.
[13] Taken from a painting by Johann Georg Gichtel, a student of Boehme, of “man in his corrupt state” after the Fall from Grace, prior to any spiritual initiation.
[14] Kundalini, Evolution, and Enlightenment, ed. by John White. Anchor Press. Garden City, New York. 1979. Article by James Morgan Pryse, pgs. 418-440. See: The Apocalypse Unsealed.
[15] See: Experience of the Inner Worlds by Gareth Knight. Samuel Weiser, Inc., York Beach, Maine. 1993. Pages 1-119. Or see, PON Qabala Lessons 12 through 16.


* Este artigo foi obtido do “site”: www.alchemywebsite.com/secret-fire.html

* Em alguns casos, quando havia um conceito subentendido mas não explicitado, o tradutor tomou a liberdade de acrescentar uma ou outra palavra entre ‘chaves’, para facilitar o entendimento do texto


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