O universo próprio de Cris Aflalo



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Encontro27.05.2018
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Quatro anos depois de lançar o primeiro álbum, Só Xerêm, Cris Aflalo reaparece no cenário musical com seu novo disco Quase Tudo Dá. Cris conta com o apoio de uma banda formada por Luiz Waack (violão e guitarra), Agenor de Lorenzi (violão e guitarra), Meno Del Picchia (baixo e violão), Rogério Rochlitz (teclado) e Adriano Busko (bateria e percussão).


Produzido a quatro mãos, por Luiz Waack e pela própria cantora, esse novo trabalho mostra a Cris Aflalo no seu tempo, com todas as suas influências misturadas, mas sem perder a alegria e a brejeirice singela e brasileira do disco anterior. Orgânico e sem modismos, o suingado Quase Tudo Dá traz releituras de composições de Arnaldo Antunes, Carlos Careqa, Lula Queiroga, Gilberto Gil e Caetano Veloso, entre outros, e ainda marca a estreia de Cris como compositora.
No repertório do show, além de composições do novo álbum, Cris Aflalo interpreta uma canção inédita de Itamar Assumpção e Alice Ruiz, faz sua própria releitura de uma música dos Beatles e ainda relembra Xerêm. O Cenário fica a cargo de Rick Cukirman.
O universo próprio de Cris Aflalo – Por Beto Feitosa
Segundo disco da cantora confirma talento e revela suas composições

Cantora de timbre especialíssimo e afinação precisa, Cris Aflalo lança seu segundo trabalho, Quase tudo dá, caprichada produção independente. Cris mistura quatro composições próprias com músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Carlos Careqa, Arnaldo Antunes entre outros. O disco destaca o talento da cantora, ser totalmente musical e capaz de escolhas inteligentes em 11 faixas.

Quatro anos antes Cris Aflalo já tinha chamado atenção por seu disco de estreia, Só Xerêm, com a obra de seu avô. O disco rendeu diversos elogios na imprensa, participações em importantes programas de rádio e TV e uma indicação ao Prêmio Tim de Música (2004) como melhor cantora na categoria regional ao lado de Elba Ramalho e Margareth Menezes. Colecionando elogios de Egberto Gismonti, Chico César e Nelson Motta, em 2005, Cris foi selecionada para concorrer ao 8º Prêmio Visa de Música Brasileira - edição vocal, ficando entre os cinco na grande final. O novo álbum foi preparado durante dois anos de pesquisas e testes.

Visitando a obra recente de Caetano Veloso, “Um Tom” ganha nova roupagem revirada. "Um tom é um bom lugar", anuncia a letra resumindo a relação profunda de Cris com sua música, arte e artista em confortável comunhão. Esse espaço individual volta a ser celebrado na letra do compositor baiano: "Um tom para mim, um tom pra você". Cris salpica citações de “Alguém cantando”, também de Caetano, tudo a ver e ótimo de se ouvir.

A atenção aos desde sempre modernos artistas paulistanos encontra Carlos Careqa em “Tudo que respira quer comer”. Arnaldo Antunes aparece em parceria com Péricles Cavalcanti em “Quase tudo” e com Paulo Tatit em “Um som”. Julli Pop (roqueira da ótima banda Julia Car) encontra Tatto Ferraz (criador herdeiro da linhagem Tropicália-Lira) em “Sinto seco”.

Dessa vez Cris se revela também ótima compositora em criações como “Matutu” e “Finzinho de chuva”, parceria com Rita Rameh. Destaque para a letra de “Imaculada”, que articula tranquilamente degustando cada sílaba sem fugir do ritmo. A brincadeira continua em “Língua do pê”, deliciosa construção tropicalista de Gilberto Gil.


Como no primeiro trabalho, o disco tem produção dividida entre a cantora e o violonista, compositor e produtor Luiz Waack (como produtor: Alzira E. e Edvaldo Santana; como instrumentista: Itamar Assumpção, Marisa Monte, e Mauricio Pereira). Em total sintonia a dupla segue um caminho próprio, soando moderno dentro da tradição da música brasileira. Cosmopolita como a world music, mas fincada com os pés na terra como uma moda de viola. Além de criar os ambientes do disco, a dupla ainda se encontra na composição assinando “Aroeira”, música que fecha o disco.


A música de Cris Aflalo tem um forte cheiro de terra, buscando a elegância única do regional dentro de um mundo com cada vez menos fronteiras culturais. Nesse universo totalmente próprio, Cris faz em sua música uma bandeira de cores próprias, mas de valores universais. Uma especiaria tipicamente brasileira para ganhar o mundo.


Ficha técnica: produção e direção artística, arranjos e gravação - Cris Aflalo e Luiz Waack / mixagem - Guilherme Canáes / masterização - Homero Lotito - / fotos - Gal Oppido / foto Cris e Luiz - Luiza Waack / maquiagem e cabelo - Carla Barbosa/ projeto gráfico - Marcelo Aflalo / Apoio - Lino Villaventura / Apoio Cultural - Gráfica Águia e Arjo Wiggins / Gravado no Homestudio Waack.

Cd independente / Tratore - distribuidora www.tratore.com.br / Preço médio do CD – R$ 24,90

São Paulo / SP - BRASIL 2008 www.myspace.com/crisaflalo e www.myspace.com/luizwaack



Cris Aflalo

Educada ouvindo bossa nova, jazz, mpb e música clássica, Cris descobriu sua forte ligação com os ritmos nordestinos aos 18 anos e, desde então, vem misturando com sabedoria as tradições do canto nordestino com as referências urbanas que recebeu ao longo da vida. Cris decidiu ser cantora de forma intuitiva quando, aos 15 anos, subiu ao palco para cantar Garota de Ipanema justamente na cidade natal de seu avô cearense, Xerêm, sem saber que no futuro descobriria as suas raízes e traria a tona o legado do avô compositor.

Em dezembro de 2003, ela lançou seu álbum de estreia, independente, intitulado Só Xerêm, produzido pelo violonista e produtor musical, Luiz Waack e pela própria cantora. O CD – que tem participação de músicos como Oswaldinho do Acordeon, Hermeto Pascoal, Swami Jr., Natan Marques e Sylvio Mazzucca Jr., entre outros - revela a contemporaneidade da obra de Xerêm. Com este trabalho, Cris foi indicada ao 2º Prêmio Tim de Música (2004) como melhor cantora na categoria regional, ao lado de Elba Ramalho e Margareth Menezes, e foi destaque em programas da TV como Ensaio (TV Cultura), Almanaque (Globo News) e Music Plus (HBO Plus) e em programas de rádio como Sintonia Fina de Nelson Motta e Vozes do Brasil de Patrícia Palumbo.

Cris já participou de importantes projetos culturais do Brasil e cantou ao lado de Altamiro Carrilho, Oswaldinho do Acordeon, Alaíde Costa, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso, Claudete Soares, Dominguinhos, Pena Branca, Luciana Mello, Fernanda Porto, Carlos Lyra, Théo de Barros, Marcos Valle e Roberto Menescal. Elogiada por Egberto Gismonti, Chico César e Nelson Motta, em 2005, Cris foi selecionada para concorrer ao 8º Prêmio Visa de Música Brasileira - Edição Vocal, ficando entre os 5 finalistas na grande final.





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