Observemos alguns exemplos de variação relacionados à classe social, à idade e ao sexo



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APOSTILA DE

LÍNGUA PORTUGUESA II

Curso: Ciências Contábeis

Profa. Msc. Rejane da Silva Marques

JUIZ DE FORA

2011.2

UNIDADE I – TEXTOS

1. RESUMO

É um texto reduzido às suas ideias principais, sem a presença de comentários ou julgamentos. Um resumo não é uma crítica, assim como a resenha o é; o objetivo do resumo é informar sobre o que é mais importante em determinado texto.

Para Platão e Fiorin (1995), resumir um texto significa condensá-lo à sua estrutura essencial sem perder de vista três elementos:

1. as partes essenciais do texto;

2. a progressão em que elas aparecem no texto;

3. correlação entre cada uma das partes.

Se o texto que estamos resumindo for do tipo narrativo, devemos prestar atenção aos elementos de causa e sequências de tempo; se for descritivo, nos aspectos visuais e espaciais; caso o texto for dissertativo, é bom cuidar da organização e construção das ideias.

Existem, segundo Van Dijk & Kintsch (apud FONTANA, 1995, p.89), basicamente 3 técnicas que podem ser úteis ao escrevermos uma síntese. São elas: o apagamento, a generalização e a construção.



1.1 APAGAMENTO

Como no nome já diz, o apagamento consiste em apagar, em cortar as partes que são desnecessárias. Geralmente essas partes são os adjetivos e os advérbios, ou frases equivalentes a eles. Vamos ver um exemplo.

O velho jardineiro trabalhava muito bem. Ele arrumava muitos jardins diariamente.

Sendo essa a frase a ser resumida através do apagamento, poderia ficar assim:

O jardineiro trabalhava bem.

Cortamos os adjetivo “velho” e o advérbio “muito” na primeira frase e eliminamos a segunda. Ora, se o jardineiro trabalhava bem, é porque arrumava jardins; a segunda informação é redundante.



1.2 GENERALIZAÇÃO

A generalização é uma estratégia que consiste em reduzir os elementos da frase através do critério semântico, ou seja, do significado. Exemplo:

Pedro comeu picanha, costela, alcatra e coração no almoço.

As palavras em destaque são carnes. Então, o resumo da frase fica:

Pedro comeu carne no almoço.

1.3 CONSTRUÇÃO

A técnica da construção consiste em substituir uma sequência de fatos ou proposições por uma única, que possa ser presumida a partir delas, também se baseando no significado. Exemplo:

Maria comprou farinha, ovos e leite. Foi para casa, ligou a batedeira, misturou os ingredientes e colocou-os no forno.

Todas essas ações praticadas por Maria nos remetem a uma síntese:

Maria fez um bolo.

Além dessas três, ainda existe uma quarta dica que pode ajudar muito a resumir um texto. É a técnica de sublinhar.

Enquanto você estiver lendo o texto, sublinhe as palavras ou frases que fazem mais sentido, que expressam ideias que tenham mais importância. Depois, junte seus sublinhados, formando um texto a partir deles e aplique as três primeiras técnicas.

Exemplo de resumo:

ROCCO, Maria Thereza Fraga. Crise na linguagem: a redação no vestibular. São Paulo: Mestre Jou, 1981. 284 p.

O trabalho examina 1.500 redações de candidatos a vestibulares (1978), obtidas da FUVEST. O livro resultou de uma tese de doutoramento apresentada à USP em maio de 1981 e objetiva caracterizar a linguagem escrita dos vestibulandos e a existência de uma crise na linguagem escrita, particularmente desses indivíduos.

A autora usou redações de vestibulandos pela oportunidade de obtenção de um corpus homogêneo. Sua hipótese inicial é a da existência de uma possível crise da linguagem e, através do estudo, estabelecer relações entre os textos e o nível de estruturação mental de seus produtores. Entre os problemas, ressaltam-se a carência de nexos, de continuidade e quantidade de informações, ausência de originalidade.

Também foram objeto de análise condições externas como família, escola, cultura, fatores sociais e econômicos. Um dos critérios utilizados para a análise é a utilização do conceito de coesão. A autora preocupa-se ainda com a progressão discursiva, com o discurso tautológico, as contradições lógicas evidentes, o nonsense, os clichês, as frases feitas. Chegou à conclusão de que 34,8% dos vestibulandos demonstram incapacidade de domínio dos termos relacionais; 16,9% apresentam problemas de contradições lógicas evidentes. A redundância ocorreu em 15,2% dos textos. O uso excessivo de clichês e frases feitas aparece em 69,0% dos textos. Somente em 40 textos verificou-se a presença de linguagem criativa. Às vezes o discurso estrutura-se com frases bombásticas, pretensamente de efeito. Recomenda a autora que uma das formas de combater a crise estaria em se ensinar a refazer o discurso falho e a buscar a originalidade, valorizando o devaneio.

Leia, agora , o texto de Sérgio Ávila publicado no Caderno Folhateen da Folha de S.



Paulo, em 5 de julho de 2004.
Fast food taz bem ou mal? O McDonald's está no centro da discussão há 25 anos como mostra o filme Super Size Me.

"Odeio muito tudo isso." A frase que enfeita a comunidade "Eu odeio o McDonald's!" no Orkut e inverte o slogan brasileiro da rede de fast food norte-americana pode ser rápida, mas dá uma ideia do estado de espírito de parte de jovens internautas em relação à marca de hambúrgueres e a fast food em geral.

Há 14 comunidades criadas exclusivamente para discutir a rede no ambiente de relações sócio-virtuais. Destas, oito são francamente críticas e, entre essas, seis são majoritariamente brasileiras. O que se depreende dos depoimentos é que as restrições mais comuns são de natureza distintas: nutricional e ideológica.

São os "verdes" e os "vermelhos".

No primeiro caso se encaixa o niteroiense Felipe Muller, 23, que trabalha numa agência de publicidade e mantém o blog Blog'Burguer, que ele assim batizou por defender que os textos colocados nos diários virtuais, os web logs, ou
blogs, são o fast food da literatura, e não por apreciar a iguaria. "Não tenho nada ideologicamente contra eles, mas já fui gordo e sei que preciso comer alimentos saudáveis que não encontro em fast foods', disse ao Folhateen.

Eles não são necessariamente contra uma marca específica, e sim contra um tipo de comida oferecida. O estudante Rodolfo Freitas Ribeiro, 18, é vegetariano há um ano e meio. "Depois que comecei a praticar yoga, parei totalmente com este tipo de alimentação, pois a carne deixa resíduo nos órgãos e atrapalha a técnica."

O produtor de moda Fernando Luís Cardoso, 20, só entra para comer em um restaurante de fast food "se for no desespero". Frituras, "só de ver" já passa mal. "A última vez que comi fast food, um misto-quente, foi há dois anos,
quando visitava parentes em Avaré [interior de São Paulo]", contabiliza. "Hoje, tenho dificuldade de escolher um restaurante para o almoço."

No escaninho da ideologia, está a estudante paulistana Clara Martins, 14: "Na época da Guerra do Iraque, eu não comia no McDonald's por ser contra a invasão norte-americana. Hoje, eu continuo não comendo por ser um símbolo do imperialismo dos Estados Unidos", disse.

A relação de amor e ódio com a rede de hambúrgueres no Brasil é quase tão velha quanto a primeira loja tupiniquim, inaugurada em Copacabana em 1979, seguida pelo primeiro posto na avenida Paulista, em São Paulo, mas foi reavivada recentemente pela doutrina Bush, no campo ideológico, e por uma obra polêmica, o documentário Super Size Me, na área de nutrição.

O filme ganhou o prêmio de melhor direção no Festival de Sundance e estreou no Brasil em agosto de 2004, depois de ser exibido no Festival Internacional de Cinema de Brasília (FIC), com a presença do diretor, Morgan Spurlock. O norte-americano passou 30 dias alimentando-se exclusivamente de alimentos vendidos pelo McDonald's, aceitando todas as vezes que lhe era oferecido o tamanho super ( o super size do título, que por sua vez quer dizer "me aumente", não "eu gigante").

É um cacoete dos funcionários de lá, parecido com "fritas acompanham o pedido?" do Brasil. Em quase todas as compras alguém oferece: "Do you want to super size it?"
(você quer aumentar o tamanho?). Nessa categoria, um "quarteirão com queijo" duplo tem 280 g e responde por 56% de todo o colesterol, 75% do total de gordura geral e
100% do total de gordura saturada a ser consumida por uma pessoa num dia inteiro segundo os parâmetros de dieta saudável sugeridos pelo FDA, o órgão que controla
alimentos e medicamentos nos EUA.

Pois o documentarista engordou, teve problemas no fígado, depressão e disfunção sexual, entre outros efeitos. Seu filme virou bandeira num país que sofre uma epidemia de obesidade, segundo o mesmo FDA, causada principalmente pela explosão do consumo de fast food entre jovens,

"Curto e grosso: comer nesse tipo de fast food todo dia ou frequentemente faz mal", disse à Folha o médico Carlos Augusto Monteiro, professor titular do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP. "Equivale a comer uma feijoada: uma vez por mês, o.k., mais que isso se torna prejudicial."

Já o caso ideológico é anterior e não diz respeito à qualidade do que oferecem as redes, mas ao que representam no imaginário coletivo, algo como se fosse a versão sólida da Coca-Cola ou a cozinha do Tio Sam. Vem da reação que o governo do presidente George W. Bush teve ao ataque terrorista de 11 de setembro, explicitada na Doutrina Bush, que defende ataques preventivos contra países potencialmente ameaçadores aos EUA ou que apóiem grupos terroristas e que resultou na Guerra do Afeganistão e na invasão do Iraque.

"Nós ainda não temos a real dimensão da perda de solidariedade, de simpatia que o american way of life tem sofrido desde o ataque terrorista de 11 de setembro", dis-
se Maria Aparecida de Aquino, professora de história contemporânea da Universidade de São Paulo (USP). "É avassaladora, e muito rápida, principalmente no Brasil."

Para a acadêmica, o jovem repete chavões como "abaixo o imperialismo norte-americano" ou "fora com os ianques" um pouco por cópia, mas no fundo percebe que


"um boicotezinho, por menor que seja", pode ser bem-vindo e fazer diferença no estado das coisas. "É até saudável", acredita.

No meio do caminho, estão os contemporizadores. Aí se encaixa o webmasterpaulistano Roberto Nogueira, 21. "Adoro o Bob's, seus lanches com peru e frango", disse. "Eu vou ao McDonald's quando estou com amigos e todos


resolvem comer lá, pela praticidade."

O fato é que, saudável ou não-saudável, símbolo do imperialismo ou não, no Brasil, só no ano passado, a rede teve 500 milhões de consumidores. Além disso, o


McDonald's gera 66 mil empregos diretos e indiretos e, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas divulgado no mês passado, é a empresa que mais oferece a oportuni-
dade do primeiro emprego - 70% de seu quadro é formado por jovens em seu primeiro trabalho com carteira assinada.

Leia, a seguir, o resumo do texto apresentado. Perceba que, do texto dado, muitos depoimentos foram excluídos, mas foi mantida a referência superficial às ideias neles contidas. Evitaram-se também os detalhes, como especificar os sanduíches ingeridos e os cacoetes utilizados nas lanchonetes.


O filme Super Size Me discute a velha polêmica dos Fast foods e, como não poderia deixar de ser, o McDonald’s.

Há comunidades criadas para discutir a rede. Dentre elas existem aquelas extremamente críticas que se dividem quanto à restrição nutricional e à questão ideológica. No primeiro caso, são pessoas que buscam uma alimentação e, por conseguinte, uma vida mais saudável. No segundo grupo, estão aqueles que vêem o McDonald's como símbolo do imperialismo americano e se opõem ao american way oflife.

O diretor de Super Size Me, Morgan Spurlock, passou 30 dias alimentando-se apenas de alimentos vendidos no McDonald's, todas as vezes aceitando o tamanho super (o super size do título, que também significa "me aumente"). Ele engordou, teve pro-


blemas de fígado, disfunção sexual, entre outros distúrbios. A frase chave da rede nos EUA, "Do you want to super size it?" como no Brasil "acompanha fritas?" deu título ao filme, que já arrecadou bons prêmios.

Verdade é que, polêmica, prejudicial à saúde, símbolo do americanismo, a rede teve no ano passado meio milhão de consumidores no Brasil, gerou empregos e ofereceu oportunidades a milhares de jovens brasileiros.



2. PARÁFRASE
Segundo o dicionário Houaiss é uma interpretação ou tradução em que o autor procura seguir mais o sentido do texto do que a letra; explicação, interpretação ou nova apresentação do texto que visa torná-lo mais inteligível; maneira diferente de dizer algo que foi dito; frase sinônima de outra.

Observe os textos abaixo:


TEXTO 1
Álcool fatal

Que bebidas alcoólicas podem matar já se sabe. A novidade é que o estão fazendo em ritmo acelerado. Pesquisa da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) feita com atestados de óbito emitidos no Estado de São Paulo entre 2000 e 2002 mostra que as doenças do fígado já são a segunda causa de morte de homens


entre 35 e 59 anos, perdendo apenas para as patologias do coração. E o álcool responde por pouco mais da metade dessas moléstias hepáticas.

Entre 1996 e 2002 as mortes por doenças do fígado provocadas pelo álcool subiram 14,8%, enquanto as patologias motivadas por causas não-alcoólicas caíram 21 ,4%.

Outro dado surpreendente diz respeito a diferenças na mortalidade por regiões de Estado. Enquanto na zona administrativa de Ribeirão Preto, no triênio 2000-2002, doen-
ças do fígado de etiologia alcoólica mataram 44,3 em cada grupo de 100 mil homens de 35 a 59 anos, na área de São José do Rio Preto a taxa foi de 15,4. A diferença está so-
bretudo no maior número de alambiques e no baixo preço da aguardente vendida na região de Ribeirão Preto.

Esses dados devem servir como um sinal de alerta para o governo. Já passa da hora de tratar o álcool como uma droga. Não se trata, é claro, de proibi-Io. Os norte-americanos já tentaram bani-Io nos anos 20 e o efeito mais notável da medida não foi a redução do alcoolismo, mas o incentivo ao gangsterismo. A exemplo do que se fez com o


cigarro, porém, é preciso cercear a propaganda de bebidas e dar início a programas de esclarecimento, além de apoio à recuperação de dependentes.

Outra proposta a considerar é o aumento de impostos sobre bebidas, principalmente as de alto teor alcoólico. O caso de Ribeirão Preto sugere uma correlação entre baixo preço e mortalidade por doenças hepáticas.

Agora observe o texto acima parafraseado:


TEXTO 2
O álcool leva o ser humano à morte mais rápido do que antes se imaginava. Segundo a Pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), realizada a partir de atestados de óbito emitidos no Estado de São Paulo entre 2000 e 2002, depois das doenças cardíacas, as doenças hepáticas já são as que mais causam a morte de homens na faixa dos 30 aos 60 anos, sendo que mais da metade delas é causada pelo álcool.

Nos últimos anos aumentaram em 14,8% as mortes causadas pelo álcool, ao contrário das mortes causadas por outras doenças, que diminuíram 21,4%.

Vale a pena ressaltar também as diferenças nos índices de mortalidade por regiões de Estado. Em Ribeirão Preto, por exemplo, morrem muito mais homens vítimas de doenças do fígado provocadas pelo álcool do que em São José do Rio Preto. Tal fato está relacionado ao maior número de alambiques e ao baixo preço da aguardente vendida na região de Ribeirão Preto.

Estes fatos alarmantes comprovam que se faz necessário tratar o álcool como uma droga, o que não significa proibi-lo, pois nos EUA tal experiência, nos anos 20, não foi bem-sucedida. Todavia, é urgente limitar as propagandas de bebidas e, como ocorreu com o cigarro, conscientizar e cuidar dos dependentes.

Outra alternativa é taxar as bebidas alcoólicas com altos impostos. Ribeirão Preto indica uma relação entre o baixo custo dessas bebidas e as mortes que elas provocam.

Observe que o número de parágrafos do texto inicial foi mantido, assim como as ideias presentes nele. Note também que algumas palavras foram copiadas, mas não há cópia de um período todo, por exemplo.

Então, parafrasear é manter as informações presentes no texto a ser parafraseado, redigindo-as de nova maneira, com palavras próprias, diferentes das do primeiro texto.
Diferença entre resumo e paráfrase

Se a paráfrase mantém todas as ideias do texto original, o resumo traz apenas os principais enfoques sem referir-se às minúcias.

Assim, na paráfrase mudam-se as palavras sem nenhuma alteração do conteúdo. No resumo, sintetiza-se o conteúdo.

Para reforçar a relação entre resumo e paráfrase, vale a pena observar a tabela abaixo:


É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião.

O que deve constar numa resenha:


  • O título

  • A referência bibliográfica da obra

  • Alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada

  • O resumo, ou síntese do conteúdo

  • A avaliação crítica

3.1 O TÍTULO DA RESENHA

 O texto-resenha, como todo texto, tem título, e pode ter subtítulo, conforme o exemplo, a seguir:

Título da resenha: Astro e vilão Subtítulo: Perfil com toda a loucura de Michael Jackson
Livro: Michael Jackson: uma Bibliografia não Autorizada (Christopher Andersen) - Veja, 4 de outubro, 1995

3.2 COMO SE FAZ UMA RESENHA

É importante saber que não existem fórmulas mágicas, receitas prontas sobre como fazer uma resenha. Como todos os outros tipos de texto, é algo que aprendemos fazendo e treinando.

Para aqueles que, apesar de tudo, ainda não sabem por onde começar, seguem algumas dicas:

a) Leia o texto que serve de ponto de partida para a resenha. É o primeiro fundamental passo. A qualidade de sua resenha depende, em grande parte, da qualidade da leitura que você fizer do texto.

b) Se necessário, faça um resumo do texto. Selecione as ideias principais do autor do texto e leia mais de uma vez.

c) Todo texto contém várias ideias, que estão postas em uma hierarquia. Há ideias principais e ideias secundárias. Depreenda qual é a ideia principal.

d) Analise a ideia escolhida e procure traçar quais são os pressupostos do autor e a sua fundamentação para formular a ideia.

e) Emita um julgamento a respeito da ideia. Ela é verdadeira ou não? Ela é verdadeira, por quê? Se é falsa, por quê?

f) Faça tudo isso antes de começar a redigir o texto. Use um rascunho, se necessário. Apenas depois de resolvidos os passos de A até E é que você estará pronto para escrever o texto e decidir sobre sua organização.

g) É importante que seu texto tenha organização e unidade.



3.3 COMO SE INICIA UMA RESENHA

Pode-se começar uma resenha citando-se imediatamente a obra a ser resenhada. Veja os exemplos:

      "Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (L&PM, 1995, 112 páginas), do gramático Celso Pedro Luft, traz um conjunto de ideias que subvertem a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veementemente, o ensino da gramática em sala de aula.

 Mais um exemplo:



"Michael Jackson: uma Bibliografia Não Autorizada (Record: tradução de Alves Calado; 540 páginas, 29,90 reais), que chega às livrarias nesta semana, é o melhor perfil de astro mais popular do mundo". (Veja, 4 de outubro, 1995).

      Outra maneira bastante frequente de iniciar uma resenha é escrever um ou dois parágrafos relacionados com o conteúdo da obra.

      Observe o exemplo da resenha sobre o livro "História dos Jovens" (Giovanni Levi e Jean-Claude Schmitt), escrita por Hilário Franco Júnior (Folha de São Paulo, 12 de julho, 1996).

O que é ser jovem

Hilário Franco Júnior


      Há poucas semanas, gerou polêmica a decisão do Supremo Tribunal Federal que inocentava um acusado de manter relações sexuais com uma menor de 12 anos. A argumentação do magistrado, apoiada por parte da opinião pública, foi que "hoje em dia não há menina de 12 anos, mas mulher de 12 anos".

     Outra parcela da sociedade, por sua vez, considerou tal veredicto como a aceitação de "novidades imorais de nossa época". Alguns dias depois, as opiniões foram novamente divididas diante da estatística publicada pela Organização Mundial do Trabalho, segundo a qual 73 milhões de menores entre 10 e 14 anos de idade trabalham em todo o mundo. Para alguns isso é uma violência, para outros um fato normal em certos quadros sócio-econômico-culturais.

     Essas e outras discussões muito atuais sobre a população jovem só podem pretender orientar comportamentos e transformar a legislação se contextualizadas, relativizadas. Enfim, se historicizadas. E para isso a "História dos Jovens" - organizada por dois importantes historiadores, o modernista italiano Giovanno Levi, da Universidade de Veneza, e o medievalista francês Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études em Sciences Sociales - traz elementos interessantes.



Exemplo de resenha:

GARCEZ, Lucília H. do Carmo. Técnica de redação: o que é preciso saber para escrever bem. São Paulo: Martins Fontes, 2002.



IMPORTANTES ASPECTOS RELACIONADOS AO ATO DE LER

Em sua obra, Garcez (2002) apresenta um amplo panorama sobre o processo de leitura, destacando aspectos que, se bem trabalhados, podem contribuir para que os alunos aprimorem sua competência textual.

Partindo do princípio de que o ato de ler está diretamente relacionado ao ato de escrever, a autora ressalta que, para que o aluno possa compreender melhor aquilo que lê, ele deve sempre estar atento a procedimentos específicos de seleção e hierarquização das informações, como, por exemplo, observar títulos e subtítulos, analisar ilustrações, destacar palavras-chave etc. Além disso, seriam fundamentais processos de simplificação das idéias do texto – como construir paráfrases mentais e estabelecer relações lexicais/morfológicas/sintáticas – e processos de coerência textual – como, por exemplo, identificar a que gênero pertence o texto.

A autora destaca, ainda, um outro ponto extremamente relevante: a importância de se definir o objetivo a partir do qual lemos um texto. Segundo ela, quando definimos claramente nosso objetivo diante do texto, podemos definir se realizaremos uma leitura ascendente (do particular para o geral) ou descendente (do geral para o particular).

Através de exemplos concretos, representados por fragmentos textuais, Garcez (2002) ainda ressalta, de forma bastante clara, algumas estratégias que podem contribuir para compreendermos aquilo que lemos. Para a autora, portanto, seria relevante: a) estabelecer um objetivo claro em relação ao texto lido; b) identificar as palavras-chave que compõem o texto; c) tomar notas dos pontos importantes discutidos no texto; d) estudar e compreender o vocabulário; e) destacar divisões do texto, o que certamente facilitará seu entendimento; f) simplificar aquilo que lemos, a partir da realização de paráfrases mentais; g) identificar a coerência textual que subjaz àquilo que lemos; h) perceber a intertextualidade, identificando em que medida o texto lido dialoga com outros discursos; i) apresentar um monitoramente durante o processo de leitura, o que contribuirá para nossa concentração.

Garcez (2002) estabelece, ainda, um paralelo entre a memória de longo prazo e a memória de curto prazo, destacando que, na memória de curto prazo, ficam as informações novas, às quais acabamos de ter acesso. Segundo ela, para que possamos internalizar aquilo que lemos, devemos, portanto, sempre atribuir sentido ao processo de leitura, pois ele se tornará significativo para nós somente dessa forma.

Destarte, observamos que a autora trata de questões cruciais, que podem realmente tornar o processo de leitura mais proficiente e significativo.

EXERCÍCIOS
1) Selecione as principais ideias do texto a seguir e escreva um resumo de, no máximo, 25 linhas sobre cada uma delas. Lembre-se de que, ao resumir, deve-se desprezar o que não for primordial.
Saudade para quê?
Existem jovens que sentem nostalgia por não terem sido jovens em gerações passadas. Saudade do enfrentamento com os militares dos anos 70, da organização estudantil nas ruas, do sonho socialista-comunista-anarquista-marxista-Ieninista. Ter saudade da ditadura é ter saudade de conhecer a tortura, o medo, a falta de liberdade e a morte. Ser jovem naquela época era coexistir com a morte, ver os amigos ser tirados das salas de aula para o pau-de-arara, para o choque elétrico, para as humilhações. Da mesma forma, quem sente nostalgia dos anos 80 se esquece do dogmatismo limitante das tribos daqueles tempos, fossem punks, góticos ou metaleiros. Hoje é a vez dos mauricinhos-patricinhas-cybermanos-junkies, das raves, do crack, da segurança dos shoppings e do Beira-Mar. Um cenário que pode parecer aborrecido ou irritante para muita gente que tem uma visão romântica de outras décadas. Mas nada melhor que a liberdade que temos hoje para saber qual é a real de uma juventude e de uma sociedade. Hoje, a juventude é mais tolerante com as diferenças. Hoje, existem ferramentas melhores para a pesquisa e a diversão. Hoje, a participação em ONGs é grande e isso mostra um país que trabalha, apesar do Estado burocrático. O país está melhor. Falta muito, mas o olhar está mais atento, e até o sexo está mais seguro. Não temos hinos mobilizadores, mas nem precisamos deles.

O jovem de hoje não precisa mais lutar pelo fim da tortura ou por eleições diretas, pois outras gerações já fizeram isso. Se o país necessitar, é verdade, lá estarão eles


de cara limpa, pintada, o que for. Mas é bobagem achar, como pensam os nostálgicos, que tudo já foi feito. Há muito por realizar pelo país. Seria bom, por exemplo, se a ju-
ventude participasse de forma mais efetiva na luta pela educação e pela leitura. Sim, porque lemos pouco, muito pouco. Ler mais vai fazer a diferença. Transformar a chati-
ce da obrigação de ler Machado de Assis no prazer absoluto de ler Machado de Assis.

Repensar a escola também é fundamental. Dar ao aluno mais responsabilidade pelo próprio destino e a chance de se autoavaliar e avaliar seus professores. Reformular


o sistema de avaliação e transformar a escola numa atividade de prazer: trazer para dentro dos colégios os temas da atualidade, além de transformar numa atividade doce o
trinômio física-química-biologia.

Vivemos num país que mistura desdentados com marombados, famintos com bad boys, motins em prisões com raves na Amazônia, malabares nos cruzamentos com


gatinhas tatuadas, crianças com 15 anos na Febem e outras com 15 na Disney. É Macunaíma dando passagem aos tropicalistas, numa maçaroca que é o samba-enredo chamado Brasil. É um país com muitas diferenças ─ e acabar com elas é papel dos jovens. A juventude deve acima de tudo, saber desconfiar das verdades absolutas. Desconfiar sempre é ser curioso, pesquisador, renovador, transgressor. Seja intransigente na transgressão. Sempre diga não ao não ─ e desafine o coro dos contentes.

Serginho Groisman. Veja. Edição Especial, p.82, jun. 2004.



2) Faça uma paráfrase do texto abaixo:
Droga pesada
[ ... ] A nicotina é um alcalóide. Fumada, é absorvida rapidamente nos pulmões, vai para o coração e, através do sangue arterial, se espalha pelo corpo todo e atinge o
cérebro. No sistema nervoso central, age em receptores ligados às sensações de prazer. Estes, uma vez estimulados, comunicam-se com os circuitos de neurônios responsáveis pelo comportamento associado à busca do prazer. De todas as drogas conhecidas, é a que mais dependência química provoca. Vicia mais do que álcool, cocaína, morfina e crack. E vicia depressa: de cada dez adolescentes que experimentam o cigarro quatro vezes, seis se tornam dependentes para o resto da vida.

A droga provoca crise de abstinência insuportável. Sem fumar, o dependente entra num quadro de ansiedade crescente, que só passa com uma tragada. [ ... ]

Em 30 anos de profissão, assisti às mais humilhantes demonstrações do domínio que a nicotina exerce sobre o usuário. O doente tem um infarto do miocárdio, passa três dias na UTI entre a vida e a morte e não pára de fumar, mesmo que as pessoas mais queridas implorem. Sofre um derrame cerebral, sai pela rua de bengala arrastando a perna paralisada, mas com o cigarro na boca. [ ... ]

Mais de 95% dos usuários de nicotina começam a fumar antes dos 25 anos, a faixa etária mais vulnerável às adições. A imensa maioria comprará um maço por dia pelo resto de suas vidas, compulsivamente. Atrás desse lucro cativo, os fabricantes de cigarro investem fortunas na promoção do fumo para os jovens: imagens de homens de


sucesso, mulheres maravilhosas, esportes radicais e a ânsia de liberdade. [ ... ]

O fumo é o mais grave problema de saúde pública no Brasil. Assim como não admitimos que os comerciantes de maconha, crack ou heroína façam propaganda para os nossos filhos, todas as formas de publicidade do cigarro deveriam ser proibidas terminantemente. Afinal, que pais e mães somos nós?

Dráuzio Varella (www.drauziovarella.com.br. acesso em 25 ago. 2004).

3) Leia o texto abaixo e elabore uma resenha sobre ele.
Filhos do capitalismo
Desde a aurora da civilização, há a percepção de que o perfil de uma sociedade é intrínseco ao modelo político-econômico vigente. Tanto é que, ao analisar a sociedade
de uma determinada região em um dado período histórico, consideram-se primeiro os aspectos políticos e econômicos. Dessa maneira, não é de extrema complexidade apon-
tar os valores que norteiam a atualidade, por isso é que é preciso avaliar o processo de globalização, ou seja, da internacionalização do capitalismo e do que circunda o atual
estágio da sociedade. Nada mais sensato que constatá-Ios na juventude, para onde todos esses valores convergem.

A competitividade de mercado e os ideais capitalistas de acumulação de bens materiais emprestam ao jovem certo individualismo, já que o árduo trabalho dos pais tem


como objetivo o desfrute dos filhos. Tal constatação revela mais um valor importante, o hedonismo, que nada mais é que uma forma de demonstrar “status” atualmente: o tempo
de lazer é proporcional ao nível de riqueza.

O consumismo exagerado, também como maneira de alcançar “status”, o maior sonho burguês, desde os tempos da Revolução Francesa, impele os jovens a se dedicarem a inúmeras atividades simultâneas, o que, muitas vezes, nada contribui para o desenvolvimento intelectual. A discrepância entre a aparência e a essência, esta lacônica e alienada, dos jovens, torna-se nítida. No entanto, o valor máximo é alcançado, segundo a máxima maquiavélica. Em outras palavras, a aparência é essencial; a artificial idade é uma constante.

Na mesma linha de pensamento, percebe-se uma profunda dissolução da estrutura familiar pelo excesso de trabalho, que marginaliza a formação de uma base moral e
psicológica dos filhos. Suscetíveis a distorções de personalidade, aproximam-se das drogas e compõem outro valor capital da juventude: a transgressão de leis e diluição
de autoridade.

Uma análise crítica desses valores é exposta no filme Kids, produzido no centro difusor capitalista, os EUA, em que valores como a xenofobia e o racismo são discutidos.

Os filhos do capitalismo não poderiam ser diferentes: valorizam o material, são indiferentes à causa social e ao coletivo, visam ao benefício próprio, não importando os
meios para tal, mesmo que se tenha que transgredir as leis e subjugar autoridades e têm a alienação como característica preponderante.

UNIDADE II – PROCESSOS SINTÁTICOS

1. PROCESSOS SINTÁTICOS: COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO

1.1 COORDENAÇÃO

Orações coordenadas sindéticas e assindéticas: As orações coordenadas podem estar simplesmente justapostas, isto é, colocadas uma ao lado da outra sem qualquer conectivo que as enlace (assindética) ou ligadas por uma conjunção coordenativa (sindética).
Exemplos:
"Será uma vida nova, começará hoje, não haverá nada para trás." (A. Abelaira)
"A Grécia seduzia-o, mas Roma dominava-o." (Graça Aranha)

As orações coordenadas sindéticas classificam-se em:



  • Aditivas: se a conjunção é coordenativa aditiva.

Ex: "Insisti no oferecimento da madeira, e ele estremeceu." (G. Ramos)
Adversativas: se a conjunção é coordenativa adversativa.

Ex: "Estava frio, mas ela não o sentia." (M. J. de Carvalho)




  • Alternativas: se a conjunção é coordenativa alternativa.

Ex: "Ou eu me engano muito ou a égua manqueja." (C. de Oliveira)


  • Conclusivas: se a conjunção é coordenativa conclusiva.

Ex: "Ouço música, logo ainda não me enterraram." (P. Mendes Campos)


  • Explicativa: se a conjunção é coordenativa explicativa.

Ex: "Um pouquinho só lhe bastava no momento, pois estava com fome." (A. M. Machado)

1.2 SUBORDINAÇÃO

As orações subordinadas funcionam sempre como termos essenciais, integrantes ou acessórios de outra oração. Classificam-se em substantivas, adjetivas e adverbiais, porque as funções que desempenham são comparáveis às exercidas por substantivos, adjetivos e advérbios.

As orações subordinadas adverbiais funcionam como ADJUNTO ADVERBIAL de outras orações e vêm, normalmente, introduzidas por uma das CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS. Classificam-se em:

Causais: se a conjunção é subordinativa causal.

Ex: "Não veste com luxo porque o tio não é rico." (Machado de Assis)

Concessivas: se a conjunção é subordinativa concessiva.

Ex: "Ainda que não dessem dinheiro, poderiam colaborar com um ou outro trabalho." (O. Lara Resende)

Condicionais: se a conjunção é subordinativa condicional.

Ex: "Tudo vale a pena / se a alma não é pequena." (F. Pessoa)

Finais: se a conjunção é subordinativa final.

Ex: "Fiz-lhe um sinal que se calasse." (Machado de Assis)

Temporais: se a conjunção é subordinativa temporal.

Ex: "Quando estiou, partiram." (C. de Oliveira)

Consecutivas: se a conjunção é subordinativa consecutiva.

Ex: "Era uma voz tão grave, que metia medo." (A. Meyer)

Comparativas: se a conjunção é subordinativa comparativa.

Ex: "Jurou-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer." (Machado de Assis)

Conformativas: se a conjunção é subordinativa conformativa.

Ex: "Conforme declarei, Madalena possuía um excelente coração." (G. Ramos)

Proporcionais: se a conjunção é subordinativa proporcional.



Ex: "Choviam os ditos ao passo que ela seguia pelas mesas." (Almada Negreiros)

1. 3 QUADRO DAS CONJUNÇÕES

A) COORDENATIVAS:

Classificação

Sentido

Principais conjunções

Aditivas

adição, soma

e, nem, mas também

Adversativas

oposição, contraste

mas, porém, contudo, todavia, entretanto

Alternativas

alternância, exclusão

ou, ou...ou, ora...ora, já...já, quer...

Conclusivas

conclusão

quer logo, pois (posposto ao verbo), portanto

Explicativas

explicação

pois (anteposto ao verbo), porque, que

B) SUBORDINATIVAS:

Classificação

Sentido

Principais conjunções

Integrantes

sem valor semântico específico, apenas ligam orações

que, se

Causais

causa, motivo

porque, como, já que, visto que

Condicionais

condição

se, caso, desde que, contanto que

Consecutivas

conseqüência

que (precedido de tão, tal, tanto), de modo que

Comparativas

comparação

como, que (precedido de mais ou menos), assim como

Conformativas

conformidade

como, conforme, segundo

Concessivas

concessão

embora, se bem que, mesmo que, ainda que

Temporais

tempo

quando, assim que, antes que, depois que

Finais

finalidade

para que, a fim de que, que

Proporcionais

proporção

à medida que, à proporção que

EXERCÍCIOS

1) Identifique a relação semântica estabelecida pelas orações coordenadas a seguir:

a)Eu gostava de ajudar, mas não sei como.

b)Ora chove, ora faz sol.

c)É o mais rápido, portanto, vai à frente.

d)Levantou-se e saiu.

e)Acende uma luz, que não se vê nada.



2) Substitua os conectivos em destaque por outros que sejam equivalentes e que mantenham o mesmo sentido. Faça as devidas adequações nas sentenças quando necessário.

a) Marisa é tão boa digitadora quanto Teresa.



b) O Plano de Estabilização Econômica foi tão cercado de flores de todos os lados que não percebemos suas consequências menos interessantes.

c) Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

d) Nilo Lusa deixou o magistério porquanto sua saúde era precária.



e)Antônio Carlos falou baixinho a fim de que não fosse percebida sua revolta.

f) Conforme as últimas notícias, o mundo corre risco de uma guerra generalizada.

g) Caso tivesse realizado as obras necessárias, não teria perdido a eleição.

h) Enquanto leio poesia, recupero o equilíbrio emocional.



i) O barulho de algazarra aumenta à medida que se aproxima das crianças.

3) Utilize, em cada caso, o conectivo adequado para manter as relações de sentido entre as orações abaixo:

a) A alfabetização é uma das questões mais graves da educação no país, cuja deficiência explica boa parte da crise do ensino ______________o estudante tem dificuldades de ler e escrever.

b) O sindicato dos professores conseguiu barrar, na Justiça, a determinação da Secretaria da Educação de que as notas servissem como critério _______________os temporários escolhessem aula na rede pública.

c) _______fosse para levar a sério a educação, provas desse tipo deveriam ser periódicas em toda a rede (assim como os alunos também são submetidos a provas).

d) Após um sequestrador trocar de carro e levar a garota, a babá foi solta em Aparecida do Norte, por volta das 12h. Ela, _________, só conseguiu avisar a família da garota por volta das 17h.

e) Em seu livro Linguagem Jornalística (Ática, 1998, R$12,90), Lage diz que o texto jornalístico precisa suprimir usos linguísticos de valores referenciais pobres.

_________________, ele não compartilha mais desta visão: “o forte da linguagem jornalística é sua referencialidade, ela é formalmente referencial.”

f) É indiscutível o poder da língua e a versatilidade de pensamento do indivíduo que a domina. É necessário,_____________ , despertar no aluno o interesse em conhecer e manipular as palavras.

g) A informação tornou-se demasiado importante para ser um monopólio do jornalista, ao mesmo tempo em que, graças à web, a arena da comunicação começa a ser invadida por uma multidão de novos protagonistas.________________, é possível afirmar que a imprensa como a entendemos hoje (sistema de mídia impressa) não desaparecerá da face da Terra mesmo depois de a internet deixar de ser um privilégio de poucos.

h) A obrigação do poder público é divulgar as listas com as notas ___________________os pais saibam na mão de quem estão seus filhos.

i) "Foi um técnico de sucesso ____________nunca conseguiu uma reputação no campo à altura da sua reputação de vestiário."

4) O enunciado seguinte está de acordo com a norma culta da língua portuguesa:

“Estarei lá, quer chova ou faça sol.”?



5) Segundo reza a Constituição, todos os cidadãos têm direito à saúde.

Na frase acima, a oração destacada expressa ideia de:

a) comparação b) proporção c) finalidade

d) consequência e) conformidade



6) Baseando-se na tirinha abaixo, a afirmação incorreta é:

a) A 1ª fala do primeiro quadrinho apresenta ambi­guidade.

b) Na 1ª fala do primeiro quadrinho, há omissão de termo.

c) A última fala (2º quadrinho) expressa ideia de finalidade.

d) Ao fazer a pergunta (1º quadrinho), a personagem Hagar entendeu que o amigo enfrentava conflitos conjugais.

e) Em ambas as perguntas, constata-se a chamada pergunta retórica (recurso característico da oratória clássica), ou seja, interrogação que não espera resposta do interlocutor.



7) ABASTECIMENTO

120 mil moradores de Sumaré devem ficar sem água hoje por quatro horas.

Cerca de 120 mil pessoas vão ficar sem água hoje em Sumaré (26 km de Campinas), devido à interrupção do abastecimento da ETA (Estação de Tratamento de Água) por quatro horas. A suspensão ocorrerá por causa do corte de energia que será feito pela CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz). No final da semana passada, em decorrência da seca e do excesso de poluição, a interrupção da captação do rio Atibaia, que abastece 50% da cidade, já havia deixado os 120 mil moradores sem água.

Ontem, o Grupo Técnico de Monitoramento Hidrológico informou que a região corre risco de enfrentar uma crise de abastecimento nos próximos meses. Os técnicos dizem que a região enfrenta a pior estiagem do século e começam a adotar medidas para conscientizar a população para economizar água.

(Adaptado de Folha de S. Paulo, 13 maio 2000.)

Considere que os eventos anunciados na notícia de fato ocorreram como previsto. Indique, então, a(s) alternativa(s) que expressa(m) adequadamente relação(ões) de causa e consequência identificável(eis) nessa notícia.

( ) 120 mil moradores de Sumaré ficaram sem água no dia 13/5/2000 porque a Estação de Tratamento de Água interrompeu o abastecimento durante quatro horas.

( ) A Estação de Tratamento de Água em Sumaré interrompeu o abastecimento em 13/5/2000 porque a Companhia Paulista de Força e Luz cortou a energia.

( ) Na semana anterior, a captação do rio Atibaia foi interrompida porque 120 mil moradores ficaram sem água.

( ) A região de Sumaré enfrentava a pior estiagem do século porque o rio Atibaia estava excessivamente poluído na época.

( ) Os técnicos começaram a adotar medidas para conscientizar a população da necessidade de economizar água porque havia risco de uma crise de abastecimento nos meses subsequentes.

8) Observe, nos seguintes períodos, as orações que contêm verbo no gerúndio:

- Estando as meninas em Araxá, foi Ronaldo ter com elas.

- Sendo o aluno um jovem estudioso, deverá facilmente obter aprovação.

- Sendo brasileiro o advogado, poderei atendê-lo; caso contrário, não.

Essas orações são subordinadas adverbiais. Indique respectivamente a circunstância de cada uma. Leve em conta que a oração pode indicar mais de uma circunstância.

UNIDADE III - COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS



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