Orquestra Sinfônica nas comunidades



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Encontro14.02.2018
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Orquestra Sinfônica nas comunidades

O projeto Orquestra Sinfônica nas Comunidades, idealizado ecoordenado pelo músico André Calibrina, proporciona a crianças e adolescentes de comunidades de baixa renda, acesso à formação musical, abrangendo conhecimentos teóricos, práticos e técnicos instrumentais, além do canto. Para a primeira turma, foram abertas 195 vagas em 15 comunidades e o curso profissionalizante de três anos irá preparar os alunos para ingressar no mercado de trabalho, tocando em bandas militares e orquestras sinfônicas, como também torná-los aptos a enfrentar as provas específicas de vestibular para cursos superiores na área da música.

As aulas são ministradas nas próprias comunidades e a seleção foi feita entre jovens de 10 a 18 anos, cursando o primeiro grau. Em cada comunidade é ensinado um tipo diferente de instrumento, sendo que em algumas há ainda o ensino de canto coral. No primeiro ano, os alunos aprendem teoria musical e prática instrumental, sendo o primeiro semestre dedicado às notas musicais, pautas, claves, valores, escalas dos instrumentos, divisão proporcional das figuras musicais, compassos simples e compostos, escalas maiores e menores, posição e escalas dos instrumentos. Na segunda metade do ano, inicia a prática de orquestra.

A Prefeitura Municipal de Florianópolis adquire os instrumentos, remunera os professores e oferece às crianças material didático, camisetas/uniforme, lanche e vale-transporte. Os encontros são duas vezes por semana, num total de oito horas/aula, onde são ensinados flautim, flauta, oboé, fagote, clarinete, violino, viola, violoncelo, contrabaixo, trompa, trompete, trombone, tuba, tímpano, bateria, bombo, prato, xilofone, sax alto, sax tenor, sax soprano e sax barítono. As primeiras comunidades beneficiadas são os morros do Céu, Mont Serrat, Mocotó, 25, Tico-Tico, Horácio, Mariquinha, Caeira, Alto Caeira, Caixa, Pantanal, Serrinha, além da Casa da Liberdade, Favela Chico Mendes e Tapera.



Calibrina começou a pensar num trabalho musical com as comunidades de Florianópolis, após chegar do Rio de Janeiro, em 1984, quando foi aprovado no concurso para tocar tuba na Banda da Aeronáutica. No final de 1999, quando assistia o ensaio da escola de samba Embaixada Copa Lord, percebeu uma de suas dirigentes passar com um grande grupo de crianças da comunidade do Mont Serrat. Surgiu então a idéia de levar o ensino musical aos morros da cidade, para envolver crianças e adolescentes num grande projeto artístico e social.



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