Os exilados da capela



Baixar 416.69 Kb.
Página5/9
Encontro29.11.2017
Tamanho416.69 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9

Os Lemurianos e os Atlantes tinham estatura elevada e os homens do Cro-Magnon, que já estudamos, a julgar pelos esqueletos encontrados numa caverna perto do povoado do mesmo nome, na França, possuíam, em média, 1,83 m, ombros muito largos e braços muito curtos e fortes, bem menores que as pernas, o que prova serem já bem distanciados dos símios.

As construções pré-históricas, como os dólmens, menires, pirâmides etc. eram de dimensões e peso verdadeiramente extraordinários, e somente homens de muita desenvoltura física poderiam realizá-las e utilizá-las porque, na realidade, eram túmulos gigantescos para homens gigantescos, que ainda se encontram em várias partes do mundo e em todas as partes têm, mesmo, o nome de "túmulos de gigantes".

Mas sigamos a narrativa bíblica no ponto em que ela se refere a essa mistura de raças de orbes diferentes:

-"Então, disse o Senhor, não contenderá o meu espírito para sempre com o homem; porque ele é carne; porém, os seus dias serão cento e vinte anos." (Gn, 6:3)

Isso nos leva a compreender que a fusão então estabelecida, o cruzamento verificado, foi tolerado pelo Senhor, sem embargo dos fatores de imoralidade que prevaleciam e isso porque os exilados, conquanto fossem espíritos mais evoluídos em relação aos habitantes terrestres, vindo agora habitar esse mundo primitivo onde as paixões, como já dissemos, imperavam livremente, não resistiram à tentação e se submeteram às condições ambientes; isso, aliás, não admira e era mesmo natural que acontecesse, não só pelo grande império que a carne exerce sobre o homem nos mundos inferiores, como também pelo fato de os exilados terem sido expulsos da Capela justamente por serem propensos ao mal, falíveis na moralidade.

Entretanto, mesmo tolerando, a justiça divina lhes criava limitações, restrições; as leis para eles inexoravelmente se cumpririam, fazendo com que colhessem os frutos dos próprios atos; suas vidas seriam mais curtas; seus corpos fisicos definhariam, como quaisquer outros que abusem das paixões, e seriam pasto de moléstias dizimadoras.

Veja-se na própria Bíblia que para as primeiras gerações de homens após Seth (tempo da descida) e até Noé (dilúvio asiático) considerável é o número de anos atribuídos à existência humana, enquanto a delimitação de cento e vinte anos estabelecida para os descendentes dos homens da corrupção representa uma diminuição considerável, de quase dois terços.

Isso do ponto de vista físico, porque, quanto à moral, as conseqüências foram tremendas e lamentáveis: com o correr do tempo uma corrupção geral se alastrou e generalizou-se de tal forma que provocou punições imediatas.

É quando a narrativa bíblica diz:

- "E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era má continuamente." (Gn, 6:5) E mais adiante:

- "A terra estava corrompida diante da face do Senhor; encheu-se a terra de violência, porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra." (Gn, 6:11-12)

E, então, havendo se esgotado a tolerância divina, segundo as leis universais da justiça, sobrevieram as medidas reparadoras, para que a Terra fosse purificada e os espíritos culposos recolhessem, em suas próprias consciências, os dolorosos frutos de seus desvarios.

Assim, pois, a experiência punitiva dos capelinos, do ponto de vista moral, malograra, porque eles, ao invés de sanear o ambiente planetário, elevando-o a níveis mais altos, de acordo com o maior entendimento espiritual que possuíam, ao contrário, concorreram para generalizar as paixões inferiores, saturando o mundo de maldade e com a agravante de arrastarem na corrupção os infelizes habitantes primitivos, ingênuos e ignorantes, cuja tutela e aperfeiçoamento lhes couberam como tarefa redentora.

XIV
OS EXPURGOS REPARADORES
Em conseqüência, o vasto continente da Lemúria, núcleo central da Terceira Raça, afundou-se nas águas, levando para o fundo dos abismos milhões de seres rudes, vingativos, egoístas e animalizados.

Este continente, chamado na literatura indiana, antiga Shahnali Dvipa, compreendia o sul da África, Madagáscar, Ceilão, Sumatra, Oceano Índico, Austrália, Nova Zelândia e Polinésia, foi a primeira terra habitada pelo homem.

Sua atmosfera era ainda muito densa, e a crosta pouco sólida em alguns pontos. Segundo algumas tradições, o homem lemuriano ainda não possuía o sentido da visão como o possuímos hoje: havia nas órbitas somente duas manchas sensíveis, que eram afetadas pela luz, porém sua percepção interna, como é natural, era bastante desenvolvida.

Os lemurianos da Terceira Raça-Mãe eram homens que apenas iniciavam a vida em corpo físico neste planeta; não possuíam conhecimento algum sobre a vida material, pois utilizaram corpos etéreos nos planos espirituais donde provinham, com os quais estavam familiarizados. Desta forma, suas preocupações eram todas dirigidas para esta nova condição de vida, desconhecida e altamente objetiva.

Em suas escolas primárias os Instrutores desencarnados que os orientavam, se referiam às forças cósmicas que regem o Globo e fortemente os cativavam e surpreendiam, por serem forças de um astro ainda em fase de consolidação e cuja vida, portanto, era inóspita, perigosa; ensinavam, também, sobre fatos referentes à natureza física, às artes e ao desenvolvimento da vontade, da imaginação, da memória, por serem faculdades que desconheciam.

A maior parte da população vivia em condições primitivas, análogas às dos animais, e as formas físicas que acabavam de incorporar, facilmente degeneraram para a selvageria, muito mais rude e impiedosa que esta que ainda hoje presenciamos aqui na Terra junto às tribos primitivas de algumas regiões da Ásia, da Austrália e das ilhas do Pacífico Sul.

A Lemúria desapareceu 700 mil anos antes do alvorecer da Idade Terciária.

Sua existência, como muitas outras coisas reais, tem sido contestada e não é admitida pela ciência oficial, porém, ao mesmo tempo, essa ciência considera um mistério a existência de aborígines na Austrália, a imensa ilha ao sul do Oceano Índico, tão afastada de qualquer continente. Esses aborígines são até hoje inassimiláveis ante a civilização, extremamente primitivos e de cor escura como os próprios seres que habitavam a antiga Lemúria.

O território da Austrália apresenta aspectos e condições que a Terra teria tido em idades remotas, e os próprios animais são ainda semelhantes aos que viveram naqueles tempos.

Mas, assim como sucede em relação à Atlântida, a ciência, aos poucos, vai-se aproximando dos fatos e aceitando as revelações e as tradições do mundo espiritual, sobre as quais nenhuma dúvida deve persistir a respeito destes fatos.

Com este cataclismo grandes alterações se produziram na crosta terrestre

1) completou-se o levantamento da Ásia;

2) as águas existentes a oeste desse continente refluíram para o norte e para o sul e em seu lugar se suspenderam novas terras formando:

a) A Europa

b) A Ásia Menor

c) A África em sua parte superior.

Ao centro e norte desta ultima região, formou-se um imenso lago que os antigos denominaram "Tritônio", que, mais tarde, como veremos adiante, foi substituído por desertos.

Desse cataclismo, todavia, milhares de Rutas se salvaram, ganhando as partes altas das montanhas que ficaram sobre as águas e passaram, então, a formar inumeráveis ilhas no Oceano Índico e no Pacífico, as quais ainda hoje permanecem, como também atingiram as costas meridionais da Ásia, que se levantaram das águas, e cujo território se lhes abria à frente, acolhedoramente, como também sucedeu em relação à atual Austrália.

Nessas novas regiões os sobreviventes se estabeleceram e se reproduziram formando povos semi-selvagens que, mais tarde, com o suceder dos tempos, foram dominados pelos Árias - os homens da Quinta Raça- quando estes invadiram a Pérsia e a índia, vindos do Ocidente.

Os descendentes desses sobreviventes Rutas, mais tarde, na índia, no regime de castas instituído pelo Bramanismo, constituíram a classe dos "Sudras" - os nascidos dos pés de Brama-parte dos quais veio a formar a casta desprezada dos párias, ainda hoje existente.

Outra leva de sobreviventes desse cataclismo ganhou as costas norte-africanas, emergidas das águas, passando aí a constituir vários povos, negros de pele luzidia, também até hoje existentes.

Após esses tremendos e dolorosos acontecimentos, os Prepostos do Senhor ultimaram novas experiências de cruzamentos humanos no Oriente, a fim de estabelecer novos tipos de transição para a formação de raças mais aperfeiçoadas, utilizando-se de novas gerações de emigrados que

continuaram a encarnar nessas regiões.

Como diz Emmanuel:

- "Com o auxílio desses espíritos degredados naquelas eras remotíssimas, as falanges do Cristo operavam ainda as últimas experiências sobre os fluidos renovadores da vida, aperfeiçoando os caracteres biológicos das raças humanas."20 Formaram-se, assim, no planalto do Pamir, no centro da Ásia, os núcleos desses novos tipos que, em seguida, foram sendo impelidos para o sul, descendo através da Pérsia, da Caldéia e Palestina, de onde alcançaram em seguida o Egito; e por todos estes lugares foram estabelecendo bases avançadas de novas civilizações e novas raças humanas.

Sobre eles, diziam que eram deuses as inscrições cuneiformes babilônicas já citadas pois, realmente, em relação aos demais tipos existentes, mereciam tal designação.
XV
NA ATLÂNTIDA, A QUARTA RAÇA
Extinta dessa forma, em sua grande massa, a Terceira Raça habitante do Oriente, levantou-se, então, no Ocidente, o campo da nova civilização terrestre, com o incremento das encarnações dos exilados na Grande Atlântida, o "hábitat" da Quarta Raça, onde prepostos do Cristo já haviam, antecipadamente, preparado o terreno para esses novos surtos de vida planetária.

Assim, pois, deslocava-se para essa nova região o progresso do mundo, enquanto os remanescentes da Terceira Raça, inclusive os tipos primitivos, continuariam a renascer nos povos retardados de todo o globo, os quais não pudessem acompanhar a marcha evolutiva da humanidade em geral, como até hoje se pode verificar.

E, da mesma forma como sucedera em outras partes, na Atlântida, os exilados, a partir dessa deslocação de massas, seguiram lentamente sua rota evolutiva e, apesar de mais evoluídos e menos selvagens que os rutas do Oriente, nem, por isso, primavam por uma conduta mais perfeita.

"Os atlantes primitivos da Quarta Raça-Mãe, que vieram em seguida, eram homens de elevada estatura, com a testa muito recuada; tinham cabelos soltos e negros, de seção redonda, e nisto diferiam dos homens que vieram mais tarde, que possuíam seção ovalada; suas orelhas eram situadas bem mais para trás e para cima, no crânio.

A cabeça do perispírito ainda estava um tanto para fora, em relação ao corpo físico, o que indicava que ainda não havia integração perfeita; na raiz do nariz havia um "ponto" que no homem atual corresponde à origem do corpo etéreo (não confundir com a glândula hipófise), que se situa muito mais para dentro da cabeça, na sela turca.

Esse "ponto" dos atlantes, separado como nos animais, nos homens atuais coincide no etéreo e no denso, perfeitamente integrados no conjunto psicofísico e essa separação dava aos atlantes uma capacidade singular de penetração nos mundos etéreos, e permitiu que desenvolvessem amplos poderes psíquicos que, por fim, degeneraram e levaram à destruição do continente.

Nos atlantes dos últimos tempos, entretanto, quando habitavam a Poseidônia, após os afundamentos anteriores, esses dois "pontos" já se haviam aproximado, dando a eles plena visão física e desenvolvimento dos sentidos.

Nesse continente a primeira sub-raça - romahals - possuia pouca percepção e pequeno desenvolvimento de sentimentos em geral, mas grandes possibilidades de distinguir e dar nome às coisas que viam e ao mesmo tempo agir sobre elas.

Foi a sub-raça que desenvolveu os rudimentos da linguagem e da memória, conhecimentos anteriormente esboçados e interrompidos na Lemúria por causa do afundamento desse continente, pelo mesmo motivo da degradação moral.

Das outras sub-raças, os travlatis desenvolveram a personalidade e o sentido da realeza e adoravam seus antepassados, chefes e dirigentes.

Os toltecas desenvolveram o animismo e o respeito aos pais e familiares. Iniciaram os governos organizados e adquiriram experiências sobre administração, bem como de nações separadas e de governos autônomos, formando, assim, os padrões, os modelos da civilização pré-histórica que chegam até ao nosso conhecimento atual.

Os atlantes eram homens fortes, alentados, de pele vermelha-escura ou amarela, imberbes, dinâmicos, altivos, e excessivamente orgulhosos.

Desde que se estabeleceram como povos constituídos, nesse vasto continente, iniciaram a construção de um poderoso império onde, sem demora, predominaram a rivalidade intestina e as ambições mais desmedidas de poderio e de dominação.

Por outro lado, desenvolveram faculdades psíquicas notáveis para a sua época, que passaram a aplicar aos serviços dessas ambições inglórias; e, de tal forma se desenvolveram suas dissensões, que foi necessário que ali descessem vários Missionários do Alto para intervir no sentido de harmonizar e dar diretrizes mais justas e construtivas às suas atividades sociais.

Segundo consta de algumas revelações mediúnicas, ali encarnou duas vezes, sob os nomes de Anfion e de Ántúlio, o Cristo planetário, como já o tinha feito, anteriormente, na Lemúria, sob os nomes de Numu e Juno, e como o faria, mais tarde na Índia, como Krisna e Buda e na Palestina como Jesus. Porém triunfaram as forças inferiores e a tal ponto se generalizaram os desentendimentos entre os diferentes povos, que se impôs a providência da separação de grandes massas humanas mormente entre: a) romahals; b) turamanos; c) mongóis; d) travlatis, refluindo parte deles para o norte do a) gigantes: vermelho-escuros; b) colonizadores: amarelos; c)

agricultores: amarelos; d) montanheses: vermelho-escuros. continente de onde uma parte passou à Ásia, pela ponte ocidental do Alasca, localizando-se principalmente na China, e outra parte alcançou o Continente Hiperbóreo, situado, como já vimos, nas regiões árticas, ao norte da Europa, que nessa época apresentavam magníficas condições de vida para os seres humanos.

No seio da grande massa que permaneceu na Atlântida, formada pelas outras três sub-raças21 : a) toltecas; b) semitas; e c) acádios 22, o tempo, no seu transcurso milenário, assinalou extraordinários progressos no campo das atividades materiais, conquanto, semelhantemente ao que já sucedera no Oriente, as sociedades desses povos tinham se deixado dominar pelos instintos inferiores e pela prática de atos condenáveis, de orgulho e de violência.

Assim, então, lastimavelmente degeneraram, comprometendo sua evolução.

Lavrou entre eles tão terrível corrupção psíquica que, como conseqüência, ocorreu novo e tremendo cataclismo: a Atlântida também submergiu.

Os arquivos da história humana não oferecem aos investigadores dos nossos dias documentação esclarecedora e positiva desse acontecimento, como, aliás, também sucede e ainda mais acentuadamente, em relação à Lemúria; por isso é que esses fatos, tão importantes e interessantes para o conhecimento da vida planetária, estão capitulados no setor das lendas.

Mas, não obstante, existem indicações aceitáveis de sua autenticidade, que constam de uma extensa e curiosa bibliografia assinada por autores respeitáveis de todos os ramos da ciência oficial.

Como não temos espaço nesta obra para expor a questão detalhadamente, nem esse é o nosso escopo, porque não desejamos sair do terreno espiritual, limitamo-nos unicamente a transcrever um documento referente à Atlântida, que reforça nossa desvaliosa exposição: é um manuscrito denominado "O Troiano", descoberto em escavações arqueológicas do país dos toltecas, ao sul do México e que se conserva, segundo sabemos, no "British Museum" de Londres.

Ele diz:

- "No ano 6 de Kan, em 11 Muluc, no mês de Zac, terríveis tremores de terra se produziram e continuaram sem interrupção até dia 13 de Chuem.

A região das Colinas de Argilas - o país de Mu - foi sacrificado.

Depois de sacudido por duas vezes desapareceu subitamente durante a noite.

O solo continuamente influenciado por forças vulcânicas subia e descia em vários lugares, até que cedeu.

As regiões foram, então, separadas umas das outras e, depois, dispersas.

Não tendo podido resistir às suas terríveis convulsões, elas afundaram, arrastando sessenta e quatro milhões de habitantes.

Isto passou-se 8.060 anos antes da composição deste livro"

O Codex Tolteca Tira (Livro das Migrações) menciona, entre outras. as migrações de oito tribos. que alcançaram as praias do Pacífico, vindas de uma terra situada a leste, chamada Astlan.

As lendas mexicanas falam de uma terrível catástrofe, de uma inundação tremenda que obrigou as tribos Nahoa e Quinché a emigrarem para o extremo sudoeste.

Nos velhos desenhos mexicanos a misteriosa pátria de origem dos toltecas e astecas, a terra Astlan, está representada por uma ilha montanhosa e uma dessas montanhas está cercada por uma muralha e um canal.

Os índios peles-vermelhas do Dakota, nos Estados Unidos, guardam uma lenda, segundo a qual seus antepassados habitavam uma ilha no Oriente, formando uma só nação e dali vieram, por mar, para a América.

Na Venezuela, Peru e outros lugares encontram-se índios brancos de olhos azuis, cabelos castanhos; e os Warsan, tribo Arovac, afirmam que seus antepassados moravam em um paraíso terrestre, no Oriente.

O Popul-vu, obra em quatro volumes que contém toda a mitologia dos Maias em idioma quiché, conta que os antepassados dessa tribo da Guatemala vieram, há muitíssimos anos, de um país situado muito a leste, em pleno oceano.

Havia nesse país um mesmo idioma e homens de diferentes cores, e nessa época o mundo foi afogado por um dilúvio, ao mesmo tempo que um fogo abrasador descia dos céus.

Enfim, há inúmeras outras referências entre as tribos da América sobre esse país, Astlan, e todas concordes em situá-lo no oceano, a leste. lugar justamente onde se localizava a Atlântida.

Essa narração do manuscrito troiano é corroborada pelas tradições maias, povos sobreviventes do fenômeno, que se referem a dois cataclismos ocorridos, um deles em 8452 a.C. e outro 4292 a.C., tradições essas que, como se vê, noticiam dois afundamentos parciais em vez de um, geral; em resumo: que o continente foi destruído em duas vezes e em duas épocas diferentes e bem afastadas uma da outra.

Disso se conclui que primeiramente afundou a Grande Atlântida, o continente primitivo (acontecimento descrito no Troiano) e 4.160 anos depois, submergiu por sua vez uma parte que restou do grande continente, que era na antigüidade conhecida por Pequena Atlântida (Poseidônis23), região formada por uma ilha de larga extensão que se desenvolvia da costa norte da África à altura do atual Mar de Sargaços, em sentido leste-oeste."

De fato, há muitas comprovações disso:

No fundo do Atlântico foram encontradas lavas vulcânicas cristalinas, cuja congelação era própria de agentes atmosféricos, dando a entender que o vulcão que as expeliu era terrestre e o esfriamento da lava se deu em terra e não no mar.

Estudos realizados no fundo desse oceano revelam a existência de uma grande cordilheira, começando na Irlanda e terminando mais ou menos à altura da foz do rio Amazonas, no Brasil, cuja elevação é quase três mil metros acima do nível médio do fundo do oceano.

Os homens do Cro-Magnon eram do tipo atlante, muito diferentes de todos os demais, e só existiram na Europa ocidental na face fronteira ao continente desaparecido, mostrando que dali é que vieram.

O idioma dos bascos não tem afinidade com nenhum outro da Europa ou do Oriente e muito se aproxima dos idiomas dos americanos aborígines.

Os crânios dos Cro-Magnons são semelhantes aos crânios pré-históricos encontrados em Lagoa Santa, Minas Gerais (Brasil).

Há pirâmides semelhantes no Egito e no México, e a mumificação de cadáveres praticada no Egito antigo o era também no México e no Peru.

Também se verificou que o fundo do Atlântico está lentamente se erguendo: a sondagem feita em 1923 revelou um erguimento de quatro quilômetros em 25 anos, o que concorda com as profecias que dizem que a Atlântida se reerguerá do mar para substituir continentes que serão, por sua vez, afundados, nos dias em que estamos vivendo.

Enfim, uma infinidade de indícios e circunstâncias asseveram firmemente a existência deste grande continente, onde viveu a Quarta Raça, entre a Europa e a América.

Estes dados, quanto às datas, não podem ser confirmados historicamente, porém, segundo a tradição espiritual, entre o afundamento da Lemúria e da Grande Atlântida houve um espaço de 700 mil anos.

O ciclo atlante foi o termo extremo da materialidade do "manvântara"24, cujo arco descendente se completou sob a Quarta Sub-Raça. A terra firme parece ter chegado por esses tempos ao seu máximo de extensão, ostentando-se em vários continentes e uma infinidade de ilhas.

Ultimou-se o desenvolvimento das faculdades físicas do gênero humano, ao passo que o característico psicológico foi o desejo, cujo império entregou o homem, de pés e mãos atados, ao Gênio do Mal. A peçonha e o sabor do sangue estabeleceram, então, o seu reinado.

Os atlantes possuíam um profundo conhecimento das Leis da Natureza, mormente das que governam os três elementos, terra, água e ar. Eram, também, senhores de muitos segredos da metalurgia. As suas cidades eram ricas em ouro e alguns de seus palácios eram feitos desse metal. Suas sub-raças espalharam-se por todos os países do mundo de então.

Cultivavam a magia negra e utilizavam-se grandemente dos elementais e de outros seres do submundo.

O apogeu da civilização atlante teve a duração de 70 mil anos e exerceu profunda influência na história e na religião de todos os povos pré-históricos que habitaram o Mediterrâneo e o Oriente Próximo.

Como as anteriores, esta raça-mãe teve, como já vimos, sete sub-raças; as quatro primeiras habitaram o continente até sua submersão e as três últimas habitaram a grande ilha Poseidônis. Os chineses, mongóis em geral, inclusive os javaneses, são na Ásia os remanescentes desses povos no seu período de natural decadência etnográfica.

Diz um "mahatma" do Himavat:

"Na idade eoceno, ainda no seu começo, o ciclo máximo dos homens da Quarta-Raça, os Atlantes, tinha chegado ao seu ponto culminante, e o grande continente, pai de quase todos os continentes atuais, mostrou os primeiros sintomas de mergulhar nas águas, processo que durou até há 11.446 anos, quando a sua última ilha, que podemos com propriedade chamar Poseidônis, abismou-se com estrondo.


Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9


©ensaio.org 2017
enviar mensagem

    Página principal