Os exilados da capela



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E o próprio Mestre, nos inesquecíveis dias da sua exemplificação evangélica não disse - "que não vinha destruir a lei, mas cumpri-la?" E quantas vezes não advertiu: - "que era necessário que assim procedesse, para que as escrituras se cumprissem!"

Portanto, nas tradições que cultuamos, a Verdade se contém indestrutível e do passado se projeta no futuro como uma luz forte que ilumina todo o caminho da nossa marcha evolutiva.

XXI
E O VERBO SE FEZ CARNE
E então vieram dias nos quais mais que nunca, havia uma aura de expectação em toda a Natureza e um mudo e singular anseio no coração dos homens.

As vozes dos profetas tinham soado, advertindo todo o mundo sobre o advento miraculoso e até mesmo o local do divino nascimento já estava determinado, como vimos por Miquéias, da Palestina, e pelo Barta-Chastran, da índia.

Estava-se no século de Augusto, sob um pleno reinado de paz e de glória.

O espírito dos dominadores saciado de vitórias e derrotas, repousava...

Floresciam as artes, a literatura, a indústria e o comércio, e a charrua arroteava os campos fecundos, conduzida pelas mãos rudes e calejadas dos guerreiros inativos.

Em todos os lares, plebeus ou patrícios, as oferendas votivas se acumulavam nos altares engalanados dos deuses penates.

Os templos sagrados de Marte tinham, enfim, cerrado suas portas; e as naves romanas trirremes, ao cantar monótomo e doloroso dos escravos remadores, sulcavam, altivas, os verdes mares latinos, pejadas de mercadorias pacíficas vindas de todos os portos do globo.

Na Roma imperial os dias se levantavam e se deitavam ao esplendor bárbaro e fascinante das diversões infindáveis dos anfiteatros repletos; e, sob a segurança das multidões apaziguadas pelo aroma do pão de trigo, bendito e farto, que não faltava mais em nenhum lar, o César sobrevivia...

Saturado de glória efêmera e apoiado nas suas legiões invencíveis, e senhor do mundo, recebia, indiferente e entediado, as homenagens e as reverências de todas as nações que conquistara.

A ordem romana, a lei romana, a paz romana, sem contestadores, imperavam por toda parte.

Mas, inexplicavelmente, envolta a essa atmosfera de alegria e de abundância soprava, não se sabendo donde vinha nem para aonde ia, uma aragem misteriosa e indefinível de inquietação intima e de ansiedade, de temor insólito e de emoção.

Rumores estranhos circulavam de boca em boca, de cidade em cidade, nação em nação, penetrando em todos os lares e corações; uma intuição maravilhosa e profunda de alguma coisa extraordinária que estava para acontecer, que modificaria a vida do mundo.

Olhos interrogadores se voltavam de contínuo para os céus, perscrutando os horizontes em busca de sinais e evidências desse acontecimento surpreendente que se aproximava.

As sibilas, oráculos e adivinhos eram consultados com mais freqüência e os homens idosos, de mais experiência e bom conselho, eram procurados e ouvidos com mais respeito e reverência.

Foi quando Virgílio escreveu esta profecia memorável, que tão depressa viria a ter cumprimento:

- "Vede como todo o mundo se abala, como as terras e os vastos mares exultam de alegria, com o século que vai começar!...

O Infante governará o mundo purificado... a serpente perecerá."

E, logo em seguida, como inspiradamente revelando a verdade:

- "Chegam, enfim, os tempos preditos pela sibila de Cumes: vai se abrir uma nova série de ciclos; a Virgem já volve ao reino de Saturno; surgirá uma nova raça; um novo rebento desce do alto dos céus."

E o grande dia, então, surgiu, quando o César desejando conhecer a soma de seus inumeráveis súditos, determinou o censo da população de todo o seu vasto império.

Então, José, carpinteiro modesto e quase desconhecido, da pequena vila de Nazaré, na Galiléia dos Gentios e natural de Belém, tomou de sua esposa Míriam - que estava grávida - e empreendeu a jornada inesquecível. Por serem pobres e humildes, aceitaram o auxílio de amigos solícitos e abrigaram-se em um estábulo de granja. Ali, então, o grande fato da história espiritual do mundo

sucedeu.

Aquele que devia redimir a humanidade de seus males foi ali exposto, envolto apressadamente em panos pobres e seus primeiros vagidos foram emitidos em pleno desconforto, salvo o que lhe vinha da desvelada assistência dos seus genitores; o mesmo desconforto, aliás, que O acompanharia em todos os dias de sua vida, que O levou a dizer mais tarde, já em pleno exercício de sua missão salvadora: "o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça."

O espírito glorioso e divino deu assim ao mundo, desde o nascer, um exemplo edificante de humildade e de desprendimento; o desejado de todos os povos, o reclamado por todos os corações e anunciado por todos os profetas, em todas as línguas do mundo, então conhecido, nasceu, assim, quase ignorado numa casa humilde para que o Evangelho que ia mais tarde pregar, de renúncia e de fraternidade, recebesse d'Ele mesmo, desde os primeiros instantes, tão patético e comovente testemunho. pois, cumprida: Ele desceu, o Divino Senhor, ao seio ignaro e impuro da massa humana terrestre, para trazer o auxílio prometido para redimir com sua presença, sua exemplificação e seus ensinamentos sublimes, as duas raças de homens, a da Capela e a da Terra que, no correr dos tempos, mesclaram, confraternizaram e partilharam os mesmos sofrimentos, angústias e esperanças.

Emocionante momento esse!...

A estrela dos sacerdotes caldaicos se levantara no horizonte; o Verbo se fizera carne e, descendo à terra, habitara entre os homens.

O Sol, em seu giro fecundante, gloriosamente entrava em Peixes, e a ampulheta do tempo, nesse instante, marcou o encerramento de um ciclo que teve início, como já vimos, com a depuração espiritual do mundo, após a comunhão de espíritos do céu e da terra, a queda de uns servindo à -elevação de outros, visando à unidade, que é a consumação fundamental da criação divina

Também marcou a abertura de um outro ciclo, em que os frutos dos ensinamentos trazidos pelos Enviados do Senhor e por Ele próprio ratificados e ampliados, quando entre os homens viveu, brotassem, fecundos e promissores, da árvore eterna da vida, para que a evolução da humanidade, daí por diante, se desenvolvesse em bases morais mais sólidas e perfeitas.

A promessa feita nos páramos etéreos da Capela estava, pois, cumprida: Ele desceu, o Divino Senhor, ao seio ignaro e impuro da massa humana terrestre, para trazer o auxílio prometido, para redimir com sua presença, sua exemplificação e seus ensinamentos sublimes, as duas raças de homens, a da Capela e a da Terra que, no correr dos tempos, mesclaram, confraternizaram e partilharam os mesmos sofrimentos, angústias e esperanças.

XXII
A PASSAGEM DO MILÊNIO
Assim atingimos o último ciclo.

Dois mil anos são transcorridos, após o sublime avatar; entretanto, eis que a humanidade vive agora um novo período de ansiosa e dolorosa expectativa; mais que nunca, e justamente porque seu entendimento se alargou, crescendo sua responsabilidade, necessita ela de um Redentor.

Porque os ensinamentos maravilhosos do Messias de Deus foram, em grande parte, desprezados ou deturpados.

O rumo tomado pelas sociedades humanas não é aquele que o Divino Pastor apontou ao rebanho bruto dos primeiros dias, aos Filhos da Promessa que desceram dos céus, e continua a apontar às gerações já mais esclarecidas e conscientes dos nossos tempos.

Os homens se desviaram por maus caminhos e se perderam nas sombras da maldade e do crime.

Como da primeira vez, os degredados e seus descendentes deixaram-se corromper pelas paixões e foram dominados pelas tentações do mundo material.

Sua inteligência, grandemente desenvolvida no transcorrer dos séculos, foi aplicada na conquista de bens perecíveis; os templos dos deuses da guerra, transferidos agora para as oficinas e as chancelarias, nunca mais, desde muito, se fecharam, e a violência e a corrupção dominam por toda a terra. O amálgama das raças e sua espiritualização na unidade - que era a tarefa planetária dos Exilados - não produziram os desejados efeitos, pois que parte da humanidade vive e se debate na voragem nefanda da morte, destruindo-se mutuamente, enquanto muitos dos Filhos da Terra ainda permanecem na mais lamentável barbárie e na ignorância de suas altas finalidades evolutivas.

Pode hoje o narrador repetir como antigamente:

- " e viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra..." (Gn, 6:5)

Por isso, agora, ao nos avizinharmos do encerramento deste ciclo, nossos corações se confrangem e atemorizam: tememos o dia do novo juízo, quando o Cristo, sentado no seu trono de luzes, pedir-nos contas de nossos atos.

Porque está escrito, para se cumprir como tudo o mais se tem cumprido:

- "O Filho do Homem será o juiz.

Pois, como o Pai tem em si mesmo a vida, concede também ao Filho possuir a vida em si; igualmente deu-lhe o poder de julgar, porque é o Filho do Homem." (Jo, 5:22,26-27)

Não virá Ele, é certo, conviver conosco novamente na Terra, como nos tempos apostólicos, mas, conforme estiver presente ou ausente em nossos corações, naquilo que ensinou e naquilo que, essencialmente, Ele mesmo é, a saber: sabedoria, amor e pureza-assim seremos nós apartados uns dos outros.

Já dissemos e mostramos que, de tempos em tempos, periodicamente, a humanidade atinge um momento de depuração, que é sempre precedido de um expurgo planetário, para que dê um passo avante em sua rota evolutiva.

Estamos, agora, vivendo novamente um período desses e, nos planos espirituais superiores, já se instala o divino tribunal; seu trabalho consiste na separação dos bons e dos maus, dos compatíveis e incompatíveis com as novas condições de vida que devem reinar na Terra futuramente.

No Evangelho, como já dissemos, está claramente demonstrada pelo próprio mestre a natureza do veredito: passarão para a direita os espíritos julgados merecedores de acesso, aqueles que, pelo seu próprio esforço, conseguiram a necessária transformação moral; os já então incapazes de ações criminosas conscientes; os que tiverem dominado os instintos da violência, pela paz; do egoísmo, pelo desprendimento; da ambição, pela renúncia; da sensualidade, pela pureza.

Todos aqueles, enfim, que possuírem em seus perispíritos a luminosidade reveladora da renovação, esses passarão para a direita; poderão fazer parte da nova humanidade redimida; habitarão o mundo purificado do Terceiro Milênio, onde imperarão novas leis, novos costumes, nova mentalidade social, e no qual os povos, pela sua elevada conduta moral, tornarão uma realidade viva os ensinamentos do Messias.

Quanto aos demais, aqueles para os quais as luzes da vida espiritual ainda não se acenderam, esses passarão para a esquerda, serão relegados a mundos inferiores, afins, onde viverão imersos em provas mais duras e acerbas, prosseguindo na expiação de seus erros, com os agravos da obstinação. Todavia, a misericórdia, como sempre, os cobrirá, pois terão como tarefa redentora o auxílio e a orientação das humanidades retardadas desses mundos, com vistas ao apressamento de sua evolução coletiva.

Então, como sucedeu com os capelinos, em relação à Terra, assim sucederá com os terrícolas em relação aos orbes menos felizes, para onde forem degredados e, perante os quais como antigamente sucedeu, transformar-se-ão em Filhos de Deus, em anjos decaídos.

- "Em verdade, vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam." (Mt, 24:34)

Em sua linguagem sugestiva e alegórica referia-se o Mestre a esta geração terrena, formada por todas as raças, cuja evolução vem da noite dos tempos, nos períodos geológicos, alcança os nossos dias e prosseguirá pelo tempo adiante.

Não passará, quer dizer: não ascenderá na perfectibilidade, não habitará mundos melhores, não terá vida mais feliz, antes que redima os erros do pretérito e seja submetida ao selecionamento que se dará neste fim de ciclo que se aproxima. Assim, o expurgo destes nossos tempos - que já está sendo iniciado nos planos etéreos-promoverá o alijamento de espíritos imperfeitos para outros mundos e, ao mesmo tempo, a imigração de espíritos de outros orbes para este.

Os que já estão vindo agora, formando uma geração de crianças tão diferentes de tudo quanto tínhamos visto até o presente, são espíritos que vão tomar parte nos últimos acontecimentos deste período de transição planetária, que antecederá a renovação em perspectiva; porém, os que vierem em seguida, serão já os da humanidade renovada, os futuros homens da intuição, formadores de nova raça - a sexta - que habitará o mundo do Terceiro Milênio.

Já estão descendo à Terra os Espíritos Missionários, auxiliares do Divino Mestre, encarregados de orientar as massas e ampará-las nos tumultos e nos sofrimentos coletivos que vão entenebrecer a vida planetária nestes últimos dias do século.

Lemos no Evangelho e também ouvíamos, de há muito, a palavra dos Mensageiros do Senhor advertindo que os tempos se aproximavam e, caridosamente, aconselhando aos homens que se guardassem do mal, orando e vigiando, como recomendara o Mestre.

Mas, agora, essas mesmas vozes nos dizem que os tempos já estão chegados, que o machado já está posto novamente à raiz das árvores e os fatos que se desenrolam perante nossos olhos estão de forma evidente, comprovando as advertências.

Estas, como também sucedeu nos tempos da Codificação, são uniformes nos seus termos em todos os lugares e ocasiões, demonstrando, assim, que há uma ordenação de caráter geral, vinda dos Planos Superiores, para a coordenação harmoniosa concordante dos acontecimentos planetários.

Que ninguém, pois, permaneça indiferente a estes misericordiosos avisos, para que possa, enquanto ainda é tempo, engrossar as fileiras daqueles que, no próximo julgamento, serão dignos da graça e da felicidade da redenção.

O Sol entrará, agora, no signo de Aquário.

Este é um signo de luz e de espiritualidade e governará um mundo novo onde, como já dissemos, mais altos atributos morais caracterizarão o homem planetário; onde não haverá mais lugar para as imperfeições que ainda hoje nos dominam; onde somente viverão aqueles que forem dignos do título de Discípulos do Cristo em Espírito e Verdade.

O novo ciclo - que se chamará o Reino do Evangelho - será iniciado pelos homens da Sexta Raça e terminado pelos da Sétima, e em seu transcurso a Terra se transformará de mundo de expiação em mundo regenerado.

Em grande maioria, julgamos, os atuais moradores da Terra não serão dignos de habitar esse mundo melhor, porque o nível médio da espiritualização planetária é ainda muito precário; todavia, nem por isso seremos privados, qualquer que seja a nossa sorte, dos benefícios da compaixão do Senhor e de Sua ajuda divina; e essa esperança nos levanta, ainda em tempo, para novas lutas, novas tentativas, novos esforços redentores.

Cristo, essa luz que não pudemos ainda conquistar, representa para nossos espíritos retardados, um ideal humano a atingir, um arquétipo de sublimada expressão espiritual e seu Evangelho, de beleza ímpar e de sabedoria incomparável, uma meta a alcançar algum dia.

Por isso, no novo ciclo que se vai abrir, repetimos: um novo paraíso será perdido para muitos; novos Filhos de Deus mais uma vez acharão formosas as Filhas da Terra, tomá-las-ão para si e ouvirão novamente a palavra do Senhor, dizendo: "Frutificai e multiplicai e enchei a Terra." (Gn,1:22)

E um pouco mais os sinais desse dia surgirão no mundo, não mais somente provocados pela Natureza, como no passado, mas pelo próprio homem, com a aplicação do próprio engenho, desvairado, para que, assim, a responsabilidade do espírito seja completa.

O Evangelho foi ensinado para aplicação em todo um período de tempo e não para uma só época.

Por isso, o que o Mestre disse ontem é como se o dissesse hoje, porque, com ligeiras modificações, tão bem se aplica aos dias em que Ele viveu como aos que nós estamos vivendo.

Os cataclismos antigos eram necessários para o sofrimento coletivo tanto quanto os modernos, visto que o homem pouca coisa evoluiu em todo esse tempo, e o sofrimento continua sendo o elemento mais útil ao seu progresso espiritual.

O homem desviou-se de seus rumos, fugiu do aprisco acolhedor, entronizando a inteligência e desprezando os sentimentos do coração.

A ciência produziu frutos em largas messes que, entretanto, têm sido amargos, não servindo para alimentar a alma, enobrecendo-a.

Agora chegará o momento em que o coração dirá ao cérebro: "basta", e o homem, com base nas palavras do Messias, provará que somente o amor redime para a eternidade.

Em tempos idos, de uma erupção espontânea de Júpiter ou da ruptura de um de seus setores, nasceu um cometa39 que, pela sua aproximação da Terra, causou profundos e impressionantes cataclismos. Terras novas surgiram, mares e oceanos modificaram sua posição, dilúvios, terremotos, maremotos, descargas elétricas de tremendo poder destruidor, envenenamento da atmosfera, meteoritos, tudo desabou sobre o nosso torturado planeta, aterrorizando seus bárbaros e ignorantes habitantes.

Mas, por força desta aproximação cometária, a Terra passou a girar do Ocidente para o Oriente, ao contrário de como era antes, por terem seus pólos se invertido.40

Este mesmo acontecimento provocou um deslocamento da órbita de Marte que, a partir daí, começou a girar muito perto da órbita da Terra, de 15 em 15 anos.

Segundo outras hipóteses, muito tempo atrás, antes da vinda do Mestre, Marte passou tão perto que provocou, também, inúmeros e temerosos cataclismos, e a sombra do Sol, recuou 10 graus, como conseqüência da alteração do eixo da Terra em relação à eclíptica; a órbita por sua vez aumentou de 5 dias em torno do Sol e o eixo de rotação deslocou-se 20 graus, trazendo como conseqüência, inundações e regelamento de extensas regiões vizinhas dos pólos.

Por fim, a Terra estabilizou-se.

Mas todos estes cataclismos, segundo o que consta dos livros sagrados das religiões e anúncio de profetas de reputada sabedoria, deverão repetir-se, e novos corpos celestes entrarão em cena provocando novas desgraças.

No sermão profético o Mestre avisou: -"E ouvireis de guerras e rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porque se levantará nação contra nação e reino contra reino e haverá fome, peste, e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores." (Mt, 24:6-8)

- "E o Sol escurecerá e a Lua não dará o seu resplendor e as estrelas cairão do céu e as potências dos céus serão abaladas". (Mt, 24:29)

E João, no seu Apocalipse, referindo-se aos mesmos cataclismos diz: - "E havendo aberto o 6º selo olhei e eis que houve um grande tremor de terra e o sol tornou-se negro como um saco de cilício e a lua tornou-se como sangue.

E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.

E o céu retirou-se como um livro que se enrola, e todos os montes e ilhas se moveram de seus lugares." (6:12-14)

E no cap. 21: - "Eu vi um novo céu e uma nova Terra, porque o primeiro céu e a primeira Terra desapareceram, e o mar já não existia."

Desde os tempos remotos de Israel, muito antes que o Verbo Divino viesse mostrar aos homens o caminho reto da salvação, as vozes veneráveis e impressionantes dos profetas já alertavam os homens sobre os cataclismos do futuro.

Diz Joel no cap.: 15-16: - "Deus fará, então, tremer os céus e a Terra; o Sol e a Lua enegrecerão e as estrelas retirarão seu esplendor."

cada um com o seu companheiro e o Senhor atenta e ouve; e há um memorial escrito diante d'Ele para os que temem o Senhor e para os que se lembram do seu nome.

E eles serão meus, diz o Senhor, naquele dia que os farei minha propriedade; poupá-los-ei como um homem poupa seu filho que o serve. Então tornareis a ver a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não O serve." Porque eis que aquele dia vem ardendo como um forno. Isaías, no cap. 24:17-23, reafirma solenemente:

- "Já as janelas do alto se abrem e os fundamentos da Terra tremerão. De todo será quebrantada a Terra, de todo se romperá a Terra e de todo se moverá a Terra. De todo se balanceará a Terra como o bêbado e será movida e removida como a choça da noite.

E a Lua se envergonhará e o Sol se confundirá."

E o Apóstolo Pedro, na sua segunda epístola, cap. 3:12, diz, rematando estas profecias: "Os céus incendiados se desfarão e os elementos ardendo se fundirão. A Terra e todas as obras que nela há serão queimadas." 41

Pois todas estas profecias se aplicam aos nossos tempos e são corroboradas pela própria ciência astronômica.

Por outro lado, as profecias, a começar do sermão profético de Jesus, todas se referem a alterações no funcionamento do Sol e da Lua, e consultando, agora, Nostradamus, o célebre médico e astrólogo francês falecido em 1566. temos que ele continua. séculos depois. as profecias israelitas. acrescentando-lhes detalhes impressionantes. Quanto ao aparecimento de um cometa perigoso, diz ele: - "Quando o Sol ficar completamente eclipsado, passará em nosso céu um novo corpo celeste, que será visto em pleno dia.

Aparecerá no Setentrião, não longe de Câncer, um cometa. A um eclipse do Sol sucederá o mais tenebroso verão que jamais existiu desde a criação até a paixão e morte de Jesus Cristo e de lá até esse dia. "

E prossegue:

- "Uma grande estrela, por sete dias, abrasará. Nublada, fará dois sóis aparecerem.

E quando o corpo celeste for visto a olho nu, haverá grande dilúvio, tão grande e tão súbito que a onda passará sobre os Apeninos. "

E em seguida:

- "O Sol escondido e eclipsado por Mercúrio passará para um segundo céu.

- Ao aproximar-se da Terra, o seu disco aparecerá duas vezes maior que o Sol, e os planetas também aparecerão maiores e baixarão de grau.

Uma grande translação se produzirá, de tal modo que julgarão a Terra fora de sua órbita e abismada em trevas eternas.

A Lua escurecida em profundas trevas, ultrapassa seu irmão na cor da ferrugem.

Por causa da Lua dirigida por seu anjo o céu desfará as inclinações com grande perturbação, tremerá a Terra com a modificação, levantando a cabeça para o cair."

Quer dizer: a aproximação da Lua influirá para que a Terra perca a inclinação atualmente existente de 23° e 28° sobre a eclíptica, voltando à posição vertical, e isto como bem se percebe trará tremendas alterações sobre a disposição das terras e das águas sobre a crosta.42


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