Os segredos de um homem poderoso secrets of a powerful man



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CAPÍTULO 8

Darcey foi forçada a usar seus dotes de atriz para parecer calma e serena, enquanto Salvatore a apresentava aos convidados. Ele não explicou seu papel no castelo e ela tinha certeza de que os associados deduziram que era sua amante, principalmente quando deslizou o braço ao redor de sua cintura enquanto seguiam para a sala de jantar.

Lydia estava atrasada, e quando procuravam seus lugares na mesa, Armond informou a Salvatore que ela não se juntaria a eles porque não estava se sentindo bem. Pensar na sogra de Salvatore a fez lembrar-se do homem que viu no caminho de volta da piscina, o mesmo homem que discutia com Lydia em Taormina alguns dias antes.

— Ettore veio visitar Lydia? — perguntou ela. — Eu o vi mais cedo hoje, no caminho costeando a praia.

Salvatore franziu a testa.

— Não fui informado pela segurança de que Ettore visitou a propriedade. Talvez tenha confundido um dos trabalhadores com ele?

— Não, era ele.

Darcey tinha certeza e se irritou por Salvatore não acreditar.

A conversa à mesa de jantar girava em torno de negócios, mas Darcey não se importava. Estava preocupada com seus pensamentos. Salvatore se esforçava para ser um anfitrião charmoso, mas percebia sua impaciência com os requintes sociais e sabia que preferia estar nos vinhedos. Era um homem de ação, não de palavras, e tinha a sensação que o mesmo acontecia no quarto.

O pensamento de fazer amor com ele a fez corar, ainda mais quando percebeu que olhava para ela. Será que ousava corresponder ao desejo nos olhos dele?

Por que não aproveitar e se divertir um pouco com ele? Sorriu para si mesma quando se lembrou do conselho da mãe de ter um caso com um siciliano sexy. Salvatore era uma ameaça ao seu coração, e por isso hesitava em ser amante dele.

JÁ era tarde quando os convidados foram embora. Darcey ficou com Salvatore na escada do castelo e observou as luzes traseiras dos carros desaparecerem na estrada. Não havia lua ou estrelas, e a escuridão se fechava ao redor deles como um manto impenetrável.

— Uma tempestade está se armando — previu. — Consegue sentir a eletricidade no ar?

Algo certamente estava deixando o cabelo da nuca em pé, mas tinha um palpite de que era a sensualidade desse homem ao lado dela. O coração de Darcey acelerou quando Salvatore passou a mão em sua cintura e a levou de volta ao castelo. Uma pergunta não formulada pairou entre eles, mas ela não estava mais próxima da resposta do que durante o jantar. Seu corpo ansiava por ele, mas a voz da cautela em sua cabeça se fazia presente.

Salvatore ergueu a mão e colocou algumas mechas do cabelo de Darcey atrás da orelha.

— Doce Darcey, o que vou fazer com a seu respeito? — murmurou, quase num sussurro.

Estava queimando por ela e sua excitação só poderia se aliviada fazendo amor com ela. Se fosse qualquer outra mulher, á teria levado para cama, mas a indecisão naqueles olhos verdes o paralisavam.

O som de passos no chão de pedra acabou com o silêncio. Salvatore franziu a testa quando viu o mordomo surgir na porta.

— Pode ir descansar, Armond. Eu apago as luzes quando for dormir.

— Preciso falar sobre um assunto urgente, senhor. — O mordomo estava visivelmente perturbado. — Algumas peças da prataria estão faltando no armário da sala de jantar. Só percebi ao recolocar os talheres depois do jantar e vi que algumas peças estavam fora de lugar. Quando olhei, percebi que várias antiguidades haviam desaparecido. Não são itens usados regularmente e não sei dizer desde quando estão faltando.

Armond parecia muito aborrecido. Darcey sabia que se orgulhava de suas obrigações no castelo e tranquilizou-o.

— Está tudo bem, Armond. Lydia, signora Putzi, levou alguns objetos de prata para serem polidos. Vi quando os tirou do armário essa tarde. Achei que soubesse — disse, lentamente, quando viu o olhar confuso do mordomo.

— Eu asseguro à senhora que cuido muito bem da prataria e todas as peças são polidas regularmente — disse Armond afrontado.

— Sem dúvida existe uma explicação — murmurou Salvatore. — Armond, pode pedir à signora Putzi que venha até meu escritório? Ela sempre me diz que tem problemas para dormir, então, deve estar acordada — falou secamente a Darcey.

Dez minutos depois, Armond trouxe uma Lydia irada para o escritório.

— O que está acontecendo? -perguntou ela. — Por que me importuna a essa hora da noite?

Sua raiva se transformou em ira quando Salvatore explicou por cima sobre a prataria que estava faltando e ela olhou furiosa para Darcey.

— É claro que não tirei nada do armário. Nunca pensei que ouviria tamanho absurdo. Darcey está obviamente mentindo e tentando me culpar pelo desaparecimento da prata, quando, na verdade, deve ter pegado as peças.

— Mas vi você na sala de jantar mais cedo, pegando coisas do armário — gaguejou Darcey, sem acreditar na negação de Lydia. — Você me disse...

— Estive em meu quarto toda a tarde — retrucou Lydia bruscamente.

— Não se encontrou com Ettore Varsi? Eu o vi na propriedade essa tarde e vi vocês dois conversando em Taormina outro dia.

Por um momento, Lydia pareceu surpresa, mas rapidamente se virou para Salvatore.

— Não tenho ideia do que Darcey está falando. Não vejo Ettore há meses. Vou voltar para cama — disse regiamente.

Deu um olhar desdenhoso para Darcey.

— Entendi seu jogo, Srta. Rivers. Você colocou o olho em Salvatore e me quer fora do caminho porque o lembro do amor que tinha pela minha filha. Não tente negar. Vi a maneira com que olha para meu genro. Mas você não é a primeira estúpida a se interessar e nem será a última. Não se engane pensando que será algo além de um escape para suas necessidades físicas...

— Já chega! — interrompeu Salvatore.

— Você não sabe nada da minha relação com Darcey.

— Estou dizendo a verdade. — Lydia olhou para ele e seu rosto se transformou. — Adorava minha Adriana, mas foi roubada de mim. Você é responsável pela morte dela, Salvatore, e o mínimo que pode fazer é continuar fiel à memória dela.

Lydia saiu da sala e no silêncio que pairou, as acusações dela parecia ainda ecoar.

— Eu vi quando pegou a prataria — insistiu Darcey. — Não sei por que negou.

Nem entendia por que negou ter falado com Ettore Varsi em Taormina. Ela olhou para Salvatore, mas suas feições duras não revelavam seus pensamentos.

— Acredita em mim, não?

A resposta dele não a tranquilizou.

— Tenho certeza de que há uma explicação para tudo — disse secamente.

— Sugiro que vá para cama e discutiremos isso pela manhã.

Salvatore olhava a expressão de mágoa de Darcey e sentiu certa frustração. Seus instintos diziam que falava a verdade, mesmo que não fizesse sentido. Por que Lydia pegaria essas coisas? E por que Darcey insistia que tinha visto Ettore Varsi?

— O homem que você viu não pode ser Ettore. O único acesso é pelos portões principais, que são muito bem vigiados.

Pedi aos guardas que verificassem através das câmeras, no caso de ter esquecido de sua visita, mas o carro dele não aparece no filme.

— Acha que estou mentindo? — perguntou fervendo.

Salvatore balançou a cabeça.

— Acho que se enganou.

Que era o mesmo que dizer que estava mentindo. Ela não entendia o que estava acontecendo e o comportamento inexplicável de Lydia botava lenha no mistério.

Enquanto subia as escadas, lembrou-se da acusação de Lydia dela estar interessada em Salvatore e seu rosto corou intensamente. Era assim tão óbvio?

Talvez Salvatore acreditava que cairia na sua cama com um pouco de persuasão. Mas agora achava que era uma mentirosa e ladra.

Lágrimas de raiva ardiam em seus olhos. As coisas seriam diferentes se não tivesse entrado em seu consultório e virado sua vida de pernas para o ar. Queria não ter vindo para a Sicília. A verdade é que estava profundamente apaixonada por Salvatore.

A tempestade chegou ao castelo com clarões que iluminavam o quarto antes de deixar o quarto em profunda escuridão. Um trovão gigantesco sacudiu as paredes antigas e Darcey acordou.

Tentou ligar a lâmpada da cabeceira, mas percebeu que não havia luz.

Lembrando-se das velas nas gavetas da cômoda, saiu da cama fazendo caretas porque seu vestido estaria provavelmente amassado, porque tinha adormecido de roupa. Um relâmpago cintilou de novo e a escuridão era tão densa que por um momento se sentiu desorientada. Lembrou-se imediatamente de Rosa. A garotinha não seria perturbada pelo trovão, porque seu dispositivo estaria desligado, mas se o relâmpago a acordasse, ficaria assustada com o escuro.

Outro clarão ajudou Darcey a localizar e acender a vela, mas, enquanto saía correndo pelo corredor, a chama ameaçava apagar. Ao menos poderia tranquilizar a menina se acordasse. Mas, quando abriu a porta, bateu em algo grande e sólido e não conseguiu conter um grito de surpresa.

Salvatore estava segurando um velho lampião, e a chama criava sombras nas paredes e nos contornos de seu rosto.

— Eu deveria saber que sua primeira preocupação seria Rosa — disse em um tom curioso. — Como deve ter percebido, a luz se foi. Infelizmente o castelo não tem gerador, mas os lampiões a óleo estão sempre cheios.

Acendi um no quarto de Rosa e deve durar até de manhã. — Ele olhou para a luz fraca da vela de Darcey e soprou-a.

— É melhor acender um lampião em seu quarto.

Ele a guiou pelo corredor a levou para o quarto dela, segurando o lampião alto.

— Por que estava chorando? Não tem como negar, seus olhos parecem duas piscinas verdes — disse roucamente.

— O que esperava depois de ter sido injustamente acusada de ser uma ladra? — A voz de Darcey tremeu. — Você deixou claro que acreditou em Lydia ao invés de em mim

Lembrou-se da expressão fria dele no escritório e começou a chorar. Ele ainda bloqueava seu caminho na porta e, sem saber o que estava fazendo, correu para as portas francesas que levavam à sacada.

A tempestade estava em seu ápice, e a chuva, tão forte que batia em seus braços nus quando pisou lá fora. As emoções de Darcey estavam em frangalhos. A cena no escritório de Salvatore fez com que se sentisse humilhada e magoada, da mesma forma que quando encontrou Marcus com outra mulher.

Ergueu o rosto para que a chuva disfarçasse suas lágrimas, mas Salvatore a seguiu, pegou seu ombro e a virou para ele.

— Nem por um segundo pensei que você pegaria a prataria. Não sei por que Lydia mentiu, mas a verdade virá à tona. Não duvido da sua honestidade. Como poderia, quando sou testemunha diária de sua bondade e compaixão? — A voz dele ficou mais profunda, acariciando os sentidos de Darcey.

— Eu confiaria minha vida a você, mia bella.

Os olhos escuros dele brilharam. Ele pegou o rosto dela e, para a surpresa de Darcey, a mão dele estava trêmula.

— Você me acusa de não a achar importante, mas isso não é verdade. — A boca dele se contorceu. — Minha amnésia me faz sentir que estou preso em um túnel escuro sem começo nem fim A verdade é que não sei o que sinto, mas com certeza nunca senti isso antes por nenhuma mulher. Não é apenas atração sexual — insistiu ele. — Depois que minha mãe me abandonou, ergui barreiras e afastei as pessoas. Até mesmo meu irmão gêmeo e minha própria filha não conseguiram tirar essa frieza de dentro de mim Mas não quero que você se afaste, carissima.

Ele passou a outra mão pelo cabelo dela.

— Quero abraçar você, quero fazer amor com você. Quero mostrar como vai ser perfeito para nós dois.

Como podia rejeitá-lo quando o desejava de todo seu coração. Damien pensou. Salvatore não fez promessas. Admitiu honestamente que não sabe o que sente. Mas o fato de sentir algo e se abrir a tranquilizou. Ela entendia que sua criação difícil significava que achava difícil de confiar e ficou profundamente tocada pela confissão de que confiaria a vida à ela.

— Quero fazer amor com você também — disse com voz rouca.

A confissão trouxe certa liberdade. Não era mais a garotinha ingênua que fora durante seu casamento. Salvatore restaurou sua autoconfiança, destruída pelo ex-marido. Não era mais uma virgem tímida.

Levando as mãos ao rosto dele, puxou-o de leve para beijá-la.

Foi como colocar um palito de fósforo na palha seca. O primeiro toque de lábios acendeu a paixão deles. Darcey abriu os lábios para receber a língua de Salvatore. Sabia que agora não tinha mais volta.

A perspectiva fez seu coração se agitar num misto de excitação e antecipação.

Ele sabia que Darcey era problema desde o momento em que entrou no consultoria dela. Seus instintos diziam que, sob aquele terno, era uma mulher sensual, excitante e imprevisível.

— Você está ensopada — gemeu, passando as mãos no vestido encharcado, que colava em seu corpo como uma segunda pele.

— Você também.

Com uma ousadia que não esperava, ela começou a abrir os botões da camisa para deslizar suas mãos no peito nu dele. O desejo espiralava por ele, quando ela passou sua língua em um de seus mamilos. Sem mais nenhuma palavra, ergueu-a nos braços e a levou para o quarto.

A luz do lampião lançava um brilho suave no quarto e suavizava as feições duras de Salvatore. A primeira vez o vira, ele a lembrava de um cavaleiro medieval, lembrou-se Darcey. Mas, naquele primeiro encontros, os olhos dele eram frios e inexpressivos, e agora, tinham um calor provocante que fazia seu coração acelerar.

— Você está tremendo — disse suavemente. — Está com frio?

Seus olhos se encontraram e Salvatore percebeu que os olhos de Darcey estavam cor de jade.

— Não, não estou com frio.

Outro tremor percorreu seu corpo e ele entendeu. O mesmo desejo urgente fazia seu corpo tremer também.

— Você precisa se livrar desse vestido molhado — murmurou ele. — Indo para trás dela, puxou o zíper.

Darcey prendeu a respiração quando o corpete de seda deslizou. Ela olhou para o espelho na parede do outro lado enquanto Salvatore deslizava os braços ao redor dela e envolvia seus seios com as mãos. O contraste dos dedos bronzeados com a carne pálida era incrivelmente erótico.

O pulso de Darcey acelerou ao ver o reflexo deles, ao vê-lo roçar os polegares em seus mamilos e rolá-los entre seus dedos até ficarem intumescidos. O prazer era tão intenso que gemeu e tentou se virar para ele, mas apertou os braços ao redor dela, prendendo-a.

— Gosta assim, mia bella? — sussurrou no ouvido de Darcey.

Quando acenou com a cabeça, apertou mais forte seus mamilos, sabendo a linha tênue entre o prazer e a dor.

Um calor líquido acumulou-se entre as coxas de Darcey, quando sentiu sua rigidez contra sua bunda. Estava desesperada para que a tocasse intimamente, e ele deve ter sentido a impaciência dela, pois agarrou o vestido e o puxou, passando pelos quadris e caindo no chão. A boca de Darcey ficou seca, enquanto observava no espelho Salvatore descia sua mão pelo seu estômago liso até a borda de sua calcinha.

Ela engoliu em seco, quando moveu seus dedos pela barreira frágil de seda e acariciava os cachos acobreados quer escondiam sua feminilidade.

Hipnotizada pela imagem erótica refletida no espelho, abriu os olhos quando sentiu que deslizava o dedo dentro dela. Ele deu um suspiro selvagem ao descobrir o calor deslizante da excitação dela. Os olhos se encontraram no espelho quando começou a acariciá-la e sentiu seu corpo enrijecer.

— Salvatore... — Ela sussurrou seu nome, alertando-o de que estava chegando ao orgasmo.

Não queria que parasse, mas estava tão excitada que somente a posse completa a satisfaria.

Finalmente, deixou que virasse e baixou a cabeça para tomar um mamilo e depois o outro com a boca. Darcey gemia com as sensações que provocava nela. Ardente, puxou-lhe a camisa pelos ombros, para acariciar seu peito. Ousadamente se abaixou e abriu o cinto.

— Não pare, carissima — pediu Salvatore quando ela hesitou.

Darcey viu o desejo primitivo nos olhos dele. Voltando à tarefa, abriu o zíper e baixou a calça até o quadril, percebendo que estava de pés no chão. Ele tirou a calça com graça, mas, em vez de tocá-la, esperou, enquanto ela olhava a massa de cicatrizes profundas em sua coxa. Darcey já as tinha visto na piscina, mas de perto, eram uma lembrança chocante do acidente.

Ela as percorreu gentilmente com seus dedos e sentiu-o recuar.

— Desculpe. Não quis machucar você — sussurrou.

— Não machucou. Mas se continuar me tocando, espero que esteja preparada para as consequências.

Se tocar assim, você quer dizer? -perguntou inocente, deslizando a mão sob a bainha de sua cueca boxer e roçando de leve seu pênis intumescido.

Madonna.

O constrangimento de Salvatore se desfez e ele a puxou para si, capturando sua boca em um beijo possessivo. Com habilidade, tirou suas boxers e ficou parado diante dela, nu e magnificamente ereto.

Darcey respirou assustada quando viu o tamanho dele, mas seu medo foi esquecido quando a beijou com paixão. O quarto inclinou-se quando a levantou nos braços e deitou-a na cama.

O brilho nos olhos dele dizia que o tempo de provocação havia encerrado. Uma sombra da insegurança dela retornou quando tirou-lhe a calcinha e admirou seu corpo nu. Ela pensou nas fotos da linda esposa dele com corpo voluptuoso. Ficou imaginando se desejava que seus seios fossem maiores.

Ele gemeu alto ao acariciar a parte interna de suas coxas.

— Você me deixa sem fôlego, mia bella. Quando a vi, fiquei imaginando fazer amor com você.

Ela não ofereceu nenhuma resistência quando ele separou suas pernas. Essa fome que a consumia era novidade para ela. Era prisioneira de sua necessidade de Salvatore e, quando se ergueu sobre ela, Darcy arqueou seus quadris, tremendo ansiosa, quando a ponta de sua virilidade pressionou o centro de seu ser. Ele foi movendo-se lentamente, enquanto se abria para ele, prendendo a respiração, quando seus músculos internos se alongavam para acomodá-lo.

Ele parou e olhou-a nos olhos.

— Você está bem? Não quero machucar você.

— Estou bem — assegurou ela.

Esse pirata era tão perigoso quanto pensara, mas sua ternura era inesperada.

Ele a beijou, gentil no início, mas conforme foi aprofundando, deixou de lado seus pensamentos e cedeu ao fogo da paixão que a assolava, enquanto a penetrava com toda sua extensão.

Salvatore retirou e penetrou-a de novo, lento no início, aumentando a excitação de Darcey a cada investida. Era incrivelmente bom e sentia pela respiração dele que era assim para ele também. Seu cabelo escuro caiu no rosto e ela o colocou para trás, acariciando suas feições esculpidas. Um instinto primitivo insistia que esse era o homem dela. Quando o conheceu, teve a estranha sensação de que pertencia a ele. Agora, ela sentia que eram corpo e alma.

Não ia demorar muito. A fome era intensa demais. Darcey ficou tensa quando sentiu ondas de orgasmo se aprofundar em sua pélvis e de agarrou nos ombros de Salvatore enquanto ele acelerava o ritmo. Ela ofegou quando ele deslizou a mão debaixo dos quadris dela, ajeitando-a para uma estocada ainda mais profunda. Ela devia ter imaginado que ser possuída por um pirata seria intenso que qualquer coisa que já experimentara. Mas, então, sua mente esvaziou e o orgasmo assumiu o controle. Seu clímax foi de ondas pulsantes fortes e rápidas percorrendo seu corpo. E, no mesmo instante, ouviu Salvatore fazer um som áspero quando o orgasmo tomou conta dele.

Ficaram ainda unidos, respirando com dificuldade, por um longo tempo. Ela sentia uma sensação de contentamento que nunca sentira antes. Pela primeira vez na vida, Salvatore sentia-se realmente relaxado.

Ficou observando os cílios acobreados fechados de Darcey. Sua pele cremosa estava rosada, nos seios e no rosto. Resistiu ao desejo de acordá-la e possuí-la de novo. Achara, pela leve resistência em seus músculos internos, que não fazia sexo há bastante tempo e resolveu ser paciente. Ela concordara em ficar no castelo até o final do verão. Teriam muitas oportunidades ainda. Ocorreu-lhe que talvez pudesse fazê-la ficar mais.

Deitado de costas nos travesseiros, ficou pensando nas pratarias desaparecidas e no comportamento de sua sogra. Não duvidava que Darcey a vira pegar as peças, mas porque Lydia reagiu de forma tão estranha?

E ainda havia a questão de Ettore Varsi. De novo, acreditava em Darcey. Não havia motivos para inventar a história de ter visto Ettore no Castellano Estate. Mas por que estava ali? E por que evitar a segurança?

Ettore andava muito em seus pensamentos ultimamente. Depois do acidente, ficara grato ao homem que salvou sua vida, retirando-o do carro antes de ser tomado pelas chamas. Deu uma recompensa significativa ao homem. Mas por razões que não sabia explicar, não gostava dele. Quando Darcey tentou persuadi-lo a conversar com ele sobre o acidente, ele a interrompeu porque achava que não havia absolvição para ele. Estava dirigindo o carro e era o responsável pela batida. Mas nas últimas lembranças, seus fragmentos de memória eram incompletos e, se fossem reais, não faziam sentido.

Salvatore fechou os olhos, na esperança de que o pulsar que começava em suas têmporas diminuísse. Mas a dor se intensificou, aprecia que ia explodir. Quase acordou Darcey, pois sabia que ofereceria sua gentil compaixão. Mas afastou o pensamento.

Nunca pediu ajuda a ninguém e não ia começar agora. Esperaria a dor passar.

Darcey abriu os olhos com a luz do sol intensa. Por um momento, ficou imaginando se sonhou com a tempestade. Os lençóis amarrotados e uma ligeira sensibilidade entre suas pernas a alertaram que não havia imaginado fazer amor com Salvatore. Ele passou a noite com ela, ou ao menos parte da noite. Ela não sabia quando saíra. Será que se arrependeu? Ela mordeu o lábio, insegura. Arrependeu-se de trair a imagem da mulher?

Estava distraída em seus pensamentos quando Rosa entrou no quarto carregando uma pilha de livros. Salvatore sabia que Rosa vinha ao seu quarto todas as manhãs e era compreensível que não quisesse que sua filha o descobrisse ali.

— É melhor eu levantar — disse e gesticulou para a garota. — Leio depois do café.

Darcey tomou banho e vestiu-se com uma saia branca de algodão e uma blusa verde de alças, feliz em ver o bronzeado dourado que ganhou na Sicília. Só precisou de alguns minutos para secar o cabelo e sem mais desculpas para evitar se encontrar com Salvatore foi até Rosa e levou-a para o café.

A babá inglesa estava no berçário.

— Acho que seria uma boa ideia levar Rosa para brincar com Nico na Casa Camélia — disse a babá. — Parece que há uma discussão acontecendo entre a signora Putzi e o signore Castellano lá embaixo. É melhor Rosa ficar longe dessa situação. A coisa parece feia.

Intrigada pelo que Margaret disse, Darcey ouviu vozes alteradas ao descer. Hesitou quando viu Salvatore e Lydia no hall de entrada e ficou chocada ao ver que o homem com ela era Ettore Varsi, a quem Lydia jurara não via há meses.

Vestindo jeans pretos, camisa e botas de montaria, e com uma expressão implacável no rosto, Salvatore estava formidável enfrentando Lydia.

— Explique por que pegou as antiguidades de prata — exigiu ele.

— Acredita mais na palavra daquela prostituta? — Lydia vociferou. — Você é um tolo, Salvatore. É óbvio que Darcey espera laçar um amante rico e não me quer por perto.

— Deixe Darcey fora disse — disse com uma voz suave e perigosa. — É claro que acredito nela. É a pessoa mais honesta e honrada que conheço. Mas não posso dizer o mesmo de você, Lydia. Você foi pega pelas câmeras de segurança saindo dos castelos hoje de manhã, carregando a sacola que Darcey descreveu, a que ela viu você colocando a prataria. E Ettore foi pego pelos meus guardas parando seu barco na praia privativa da Castellano Estate.

De repente, sentindo a presença de Darcey, Salvatore olhou para a escada.

— Eu... eu vou... — gaguejou ela, o coração afundando ao ver a expressão severa dele.

Era impossível acreditar que tinha feito amor com ela de uma forma tão terna.

— Não, quero que fique.

Ele buscou o olhar dela e, por um segundo, ela vislumbrou uma chama de emoção nos olhos escuros dele.

Ele voltou a atenção à sogra e ao homem com ela.

— Suspeito que tenha pegado a prataria para entregar a Ettore — disse Salvatore a Lydia. — Mas quero que me diga o motivo.

— Isso é ridículo, me tratar como uma criminosa — gritou Lydia. — Admito, peguei emprestada, mas não sei por que Ettore veio à Castellano Estate.

— Estava pescando — murmurou Ettore. — Tive problemas com meu barco e fui forçado a parar na praia. Não sei...

— Chega! — A voz de Salvatore soou como um chicote e Lydia e Ettore olharam nervosos para ele. — Antes de me contar mais mentiras, vocês precisam saber que recuperei minha memória e lembro-me de tudo sobre o acidente.

CAPÍTULO 9

O choque de Darcey estava estampado no rosto de Lydia. A sogra de Salvatore ficou pálida e cobriu o rosto com as mãos.

— Ó, meu Deus. Não achei que isso fosse acontecer depois de todo esse tempo...

Ettore Varsi também empalideceu. Ele se virou e correu para a porta da frente, mas foi impedido por dois seguranças que esperavam do lado de fora. Salvatore caminhou até ele e o agarrou pelas lapelas do casaco.

— Você mentiu, não foi? — disse duramente. — Eu não estava dirigindo o carro quando bateu. Adriana estava. Nos últimos quatro anos, tudo o que conseguia lembrar era de sentar atrás da direção quando saímos da festa. Mas agora me lembro de ter parado a caminho de casa. Adriana e eu estávamos discutindo, e eu sabia que não era seguro dirigir quando ficava irritado.

Segurou Ettore com mais força.

— Eu me lembro de ver você passar por nós enquanto discutíamos no acostamento. Adriana de repente pulou no assento do motorista. Estava bêbada, e eu fiquei com medo por sua segurança. Quando ela arrancou, consegui pular no assento do passageiro. Eu implorei para ela ir mais devagar quando pegamos a estrada.

A voz de Salvatore ficou rouca.

— Lembro-me de nos aproximarmos da curva e de saber que não conseguiríamos vencer. Adriana estava indo rápido demais. Tentei segurar a direção, mas era tarde demais. A última coisa que lembro é do carro bater contra a mureta e descer pela encosta. Por que mentiu para a polícia? — perguntou irritado a Ettore. — Por que me fez acreditar que era minha culpa?

— Ela me disse para fazer isso. — Ettore apontou para Lydia.

Ele olhava aterrorizado e, quando Darcey olhou para a expressão sanguinária de Salvatore, não ficou surpresa.

— Foi ideia dela.

Salvatore jogou Ettore para longe, como se sentisse contaminado pela presença do outro homem.

— Não acredito em você. Não pode ser verdade. — Ele olhou para a sogra e franziu a testa ao ver Lydia chorando.

— É verdade — choramingou ela. — Não tem mais por que fingir. Eu estava aqui no castelo na noite do acidente, e assim que fiquei sabendo, corri para lá. Queria salvar minha filha, mas Adriana já estava morta.

Ela soluçava, dilacerando o coração de Darcey.

— Vi Ettore — continuou ela. — Ele estava esperando para dar seu depoimento para a polícia e me disse o que tinha acontecido, como tinha visto Adriana dirigindo de forma inconstante antes da batida. — Olhou suplicante para ele. — Achei que tivesse bebido na festa. Ela adorava champanhe. Adriana era modelo, e você, membro da famosa família Castellano, portanto, sabia que o acidente sairia nas manchetes dos jornais do mundo todo. Eu não podia suportar a ideia de minha filha ser responsabilizada pelo acidente. Eu amava minha garotinha e... queria proteger o nome dela.

Lydia estremeceu.

— Então, ofereci dinheiro a Ettore se desse uma declaração falsa. Ele tirou vocês dois do carro antes de pegar fogo. Não havia como provar quem estava na direção.

— Santa Madre — disse Salvatore furioso. — Todo esse tempo você me fez pensar que tinha matado Adriana e roubado Rosa da mãe. Você sabia que estava torturado pela culpa.

— Você não amava Adriana — disse Lydia com amargura. — Só casou com ela porque ela estava grávida e você queria a criança. Você merecia sofrer como eu estava sofrendo.

Com outro estremecimento, ela continuou:

— A princípio, tudo saiu bem. Paguei Ettore para ficar calado. Mas ficou pedindo mais dinheiro, e eu não podia pagar. Não sou rica. Meu marido perdeu uma fortuna em um mau negócio e, quando morreu, não herdei muito. Felizmente, sua culpa me deixava ficar no castelo, onde reduzia minhas despesas.

— É por isso que ficava me dizendo o quanto amava Adriana. Você brincou com a minha consciência.

A dor na voz de Salvatore era demais para Darcey e ela foi até ele e segurou-lhe a mão. Ele não olhou para ela, mas lhe apertou os dedos em reconhecimento ao seu apoio.

— Você deve ter rezado para nunca recuperar a memória.

— Você estava diferente quando voltou da Inglaterra. — Ela olhou para Darcey. -Não é difícil adivinhar o motivo. Eu sabia que se você tivesse um caso com Darcey, não iria me querer por perto. Eu disse a Ettore que não poderia dar mais dinheiro a ele, mas insistia. No desespero, concordei em pegar algumas antiguidades de prata. Tem tantos itens valiosos no castelo que não achei que alguém notaria.

— Armond tem todos os itens catalogados — murmurou Darcey.

Ela olhou para a porta da frente quando o tumulto começou. Ettore conseguiu escapar da segurança e estava descendo a escada do castelo.

— Deixe que vá — aconselhou Salvatore. — Ele não vai longe, porque a segurança tirou o barco da praia. Ele será preso quando contar à polícia que deu uma declaração falsa e estava envolvido em chantagem. Espero que apodreça na prisão.

A expressão de Salvatore se era de desgosto ao olhar para Lydia

— Vou lhe dar cinco minutos para pegar suas coisas e sumir para sempre.

— Mas, vai me deixar ver minha neta, não? — sussurrou Lydia.

— Depois do que fez, tem sorte de não ir presa. Mas nunca mais será bem-vinda à Torre d’Aquila.

Os ombros de Lydia sacudiam com os soluços. O coração mole de Darcey ficou com pensa da mulher, apesar de tudo o que fizera.

Colocou a mão no braço de Lydia, confortando-a, e olhou para Salvatore, os olhos verdes brilhantes de emoção.

— Isso é muito cruel — disse suavemente.

Seu maxilar endureceu.

— Como pode defendê-la depois do que me fez sofrer?

— Sei que o que ela fez foi terrível, mas ela perdeu a única filha. Rosa é a única ligação dela com Adriana.

Darcey mordeu o lábio quando os olhos de Salvatore faiscavam. Sabia que achava que estava sendo desleal. Sua boca se contorceu e ele praguejou antes de sair do castelo. Ela queria correr atrás dele, mas Lydia desmaiou e ela chamou Armond para ajudar.

— Não acredito que Lydia e Ettore fizeram isso — disse Kristen pela décima vez.

Ela balançou a cabeça.

— Mentir para Salvatore e deixar que pensasse que era responsável pela morte de Adriana é imperdoável. Por isso chegou furioso para falar com Sergio pela manhã. Mas ao menos recuperou a memória.

Darcey olhou para a sala de estar da Casa Camelia, onde passou o dia.

— Estou feliz que Salvatore confiou em Salvatore. Ele estava... — Darcey não conseguia explicar a expressão selvagem de Salvatore.

Kristen acenou com a cabeça.

— Foi trágico os dois irmãos serem separados quando garotos. Mas são bem próximos agora. — Deu um olhar contemplativo a Darcey. — Salvatore parece mais relaxado desde que chegou. O que está acontecendo entre vocês dois?

Darcey corou.

— Nada — disse apressada. — Ao menos nada sério.

Ela mordeu o lábio lembrando-se da noite apaixonada. Para ela, queria apenas uma noite de sexo.

— Salvatore não permite que ninguém se aproxime.

— E, mesmo assim, ele gostaria de se aproximar de você— os olhos azuis de Kristen suavizaram quando viu que Darcey ficou desconfortável com a conversa. — Quando será que os homens chegam? Saíram há horas.

Ela se concentrou no recém nascido nos braços de Darcey.

Falando em homens, e esse rapazinho?

— Ainda está dormindo.

Darcey olhou para o rostinho de Leo e sentiu uma ânsia materna.

— Ele é lindo — murmurou.

Kristen riu.

— Como todos os Castellano.

Ela olhou pela janela e o filho mais velho, Nico, corria no pátio com Rosa.

— Acho que nossos cinco minutos de paz vão acabar logo — disse com voz lamurienta.

Darcey levou Rosa de volta ao castelo no fim da tarde. A garotinha estava cansada depois do dia agitado com o primo e dormi em seguida. Não soube de Salvatore o dia todo, mas, minutos depois de entrar no quarto, Armond bateu à porta.

Signore Castellano pediu que lhe informasse que o jantar será servido na sala da torre essa noite.

O mordomo entregou-lhe uma caixa grande e baixa.

— Também pediu que lhe entregasse isso.

Intrigada, levou a caixa até a cama e ofegou quando abriu e viu um vestido lindo. O vestido de noite longo de chiffon creme era lindamente discreto, e ela reconheceu o logo de uma grife famosa. A última vez que vira Salvatore, parecia zangado com ela. Não sabia por que ganhara o vestido ou por que tinha preparado para jantarem na sala preferida dela no castelo.

Ainda tinha uma hora até o jantar e se dedicou a uma sessão de mimo pessoal; depois de um longo banho de imersão com cristais de banho, passou óleo perfumado na pele, secando o cabelo brilhoso antes de deslizar o vestido pela cabeça. O decote baixo relevava as curvas de seus seios e as alças estreitas bordadas com cristais davam brilho ao elegante vestido.

Seu coração batia forte quando chegou à torre e, embora dissesse a si mesma que estava sem fôlego porque subiu quatro lances de escadas, a verdade era que estava nervosa com a perspectiva de ficar sozinha com Salvatore pela primeira vez desde que estivera nua em seus braços.

Abriu a porta e entrou na sala circular, que tinha janelas em toda a parede. Mas Darcey mal notou a vista maravilhosa do interior da Sicília. Seus olhos se direcionaram para Salvatore.

Seu rosto estava sombreado pelos raios do sol de fim de tarde. Vestindo calça justa preta e uma camisa branca fina, seu cabelo negro caindo pelos ombros, não ficaria deslocado no século passado.

Ele a estudou por um longo tempo, enquanto a tensão de Darcey crescia, mas, então, para sua surpresa, a boca dele se curvou em um sorriso terno que a deixou sem fôlego.

— Você ficou ainda mais bela nesse vestido do que imaginei quando o escolhi para vestido — murmurou ele.

— É o vestido mais lindo que já usei. — Ela engoliu em seco. — Eu... eu pensei que ainda estivesse zangado comigo.

— Zangado com você? — parecia surpreso. — Por que acha isso, carissima?

— Porque pedi que mostrasse complacência com Lydia.

O coração dela parou quando Salvatore cruzou a sala e parou na frente dela. Ele deslizou a mão sob seu queixo e ela ficou comovida com a ternura do sorriso refletida nos olhos. A mudança era notável. Havia uma nova suavidade suas feições.

— Mesmo que tenha saído do castelo pela manhã, sabia que não poderia esperar menos de você. Sua compaixão me faz ficar envergonhado de mim mesmo.

— Você tem todo o direito de ficar furioso e amargo — disse com voz rouca.

— Lydia e Ettore fizeram algo horrível. Ele mentiu por dinheiro e espero que seja enviado para a prisão, mas entendo por que Lydia queria proteger a imagem da filha. Ela amava muito Adriana. — Darcey hesitou. — Lydia acusou você de não amar Adriana. Se é verdade, por que se casou com ela?

Salvatore respirou fundo.

— Acho surpreendente que depois de quatro anos de vazio, consigo finalmente me lembrar de tudo. Eu a conheci em Roma. Estava lá a negócios e ela trabalhando em um desfile de caridade.

— Deu de ombros. — Eu a achei atraente e nos tornamos amantes. Mas, para ser honesto, não tinha intenção de prolongar nosso romance depois que voltasse para a Sicília. Até três meses depois, quando Adriana apareceu no castelo e anunciou que estava grávida de um filho meu. O DNA deu positivo. Ela insistiu que a culpa foi da camisinha, mas suspeito de que armou tudo. Não é incomum, é? Mas aceitei a responsabilidade pela minha filha. Não tinha amor envolvido, mas estava determinado a fazer o casamento funcionar pelo bem da criança. E, quando Rosa nasceu, eu me apaixonei. Não por Adriana — disse, respondendo ao olhar de Darcey. — Quando segurei minha filha nos braços, me senti tomado por uma emoção que nunca senti antes. Minha infância sem amor não tinha me preparado para o amor intenso que sentia por e decidi prover uma família segura para nossa filha.

Salvatore foi até a janela e ficou olhando os vinhedos. Orgulhava-se de sua herança siciliana. Ele percebeu que Darcey estava esperando que explicasse mais de seu casamento e chegava a ser um alívio poder falar depois de quatro anos de bloqueio.

— Adriana odiava morar na Torre d’Aquila e queria que mudássemos para Roma. Era algo que não faria nem para salvar meu casamento. Meu coração pertence a esse lugar. Os vinhedos, o solo rico que produz as melhores uvas, essa terra é parte de mim. Quando era garoto e meu pai me mandou para o internato, me senti morto por dentro, e só me senti vivo de novo quando voltei.

Acabei estudando viticultura na faculdade e voltei para assumir a vinícola e jurei nunca mais viver em outro lugar.

Salvatore olhou para Darcey e sentiu um desejo ardente. Ela estava incrivelmente sexy naquele vestido. Mas merecia saber de toda a história.

— Adriana voltou à carreira de modelo quando Rosa tinha alguns meses. Geralmente, ficava fora em seus compromissos e deixava Rosa comigo e com uma babá. Estava preocupado que Rosa cresceria e sentiria falta da mãe. E, então, Adriana recebeu a proposta de atuar em um filme. Estava determinada a se mudar para Califórnia.

Seu maxilar endureceu.

— Parecia uma ironia que a história se repetia. Minha mãe me abandonou para se tornar atriz nos Estados unidos e agora minha mulher planejava fazer a mesma coisa e abandonar a filha. Era sobre o que discutíamos na noite do acidente. Implorei a Adriana que ficasse, pelo bem de Rosa. Ela me acusou de ser egoísta e de tentar arruinar sua chance de ser atriz, e ela estava certa. Se tivesse sido mais compreensivo com os sonhos dela, ela não teria saído com o carro, furiosa, e perdido o controle. E Rosa ainda teria uma mãe.

— Não pode ficar se culpando — disse Darcey suavemente.

Ela foi até Salvatore e colocou a mão em seu braço.

— Pelo bem se Rosa, você precisa deixar o passado para trás.

— Será mais fácil agora que sei o que aconteceu.

Ele cobriu a mão dela com a sua.

— É graças a você que descobri como Lydia e Ettore me enganaram. Depois de fazermos amor, minha memória voltou. Você me devolveu à vida. Pela primeira vez em quatro anos, posso vislumbrar um futuro. — Ele levou a mão ao rosto de Darcey e olhou com profundidade. — Mas meu plano imediato é levá-la para cama e passar a noite fazendo amor com você, doce Darcey.

Ele não mencionou o que aconteceria depois. Darcey não tinha ideia se estava em seus planos para o futuro ou se apenas queria sexo com ela. Mas seu corpo não ligava. Salvatore tinha revelado sua natureza sensual e ela se surpreendeu consigo mesma. Agora, roçava seus lábios no ombro dela e sentiu seu pulso batendo loucamente.

Seus lábios continuaram subindo, trilhando todo seu rosto até chegarem à boca em um beijo apaixonado que fez

Darcey pegar fogo. Nada importava mais do que fazer amor com ela. Salvatore não fez promessas de relacionamento. Mas seu ex-marido quebrara todos os votos de casamento. Ela não sabia se confiaria em um homem de novo.

Dio, você me deixa louco — disse Salvatore quase inaudível.

Deu um passo para trás e passou a mão no cabelo dela.

— Tinha uma noite planejada, mas só de olhar para você, minhas boas intenções desaparecem.

Ele roçou seus dedos em sua boca antes de levá-la à mesa decorada com flores e velas.

— Planejei uma noite romântica — explicou Salvatore. — Achei que poderíamos nos conhecer melhor durante o jantar. Não quero só fazer sexo com você — disse suavemente. — Quero descobrir mais sobre Darcey Rivers enquanto saboreamos boa comida e um bom vinho.

O sorriso dela tirava o fôlego.

— Adoraria um encontro romântico com você — assegurou Darcey. — E ficarei feliz em passar a sobremesa — acrescentou com voz sensual.

Uma seleção de saladas acompanhadas com carnes frias, frutos do mar e queijos, servidos com um vinho tinto encorpado da vinícola Castellano.

— Conte mais sobre sua família — pediu ele. — Você disse que é próxima a seus pais? O que eles fazem?

Ela hesitou. Era improvável que sua família famosa fosse conhecida na Sicília, mas conheceu Salvatore em Londres. Se contasse quem ela era, perguntaria por que não seguira a tradição da família. Não queria admitir que um dos motivos era pela insegurança e medo de não ter o talento dos pais e irmãos. Atuar na peça do pai seria um grande teste. Embora a estreia fosse daqui alguns meses, já se sentia nervosa e ainda não completamente confiante.

— Meus pais têm negócio próprio — murmurou ela.

Era verdade, pois os pais ainda tinham participação no teatro da companhia, que fundaram quando Darcey era criança.

— Meu pai produz vinho como hobby e tem um vinhedo em nossa casa na França.

Ela levou a conversa para um rumo diferente.

— Mesmo? — Salvatore ficou curioso.

— Quantos hectares tem?

— Em torno de 3.

Ele parecia divertido.

— Ah, é uma vinícola em pequena escala? Temos cem hectares de vinhas em Castellano Estate. Mas a França certamente, produz alguns dos melhores vinhos do mundo.

— Esse é um vinho delicioso. — Darcey tomou um gole e achou deliciosamente suave. — Acho que seria fácil beber muito disso.

Ela se sentiu a cabeça leve depois de meia taça, embora reconhecesse que tinha mais a ver com a sexualidade do ambiente.

Olhou sobre a mesa para Salvatore e os músculos de seus estômago se contraíram quando viu a fome em seus olhos.

— Darcey!

O gemido gutural dele a fez estremecer. Ele se levantou e caminhou ao redor da mesa. Segurando sua mão, ele a puxou para seus braços.

Caríssima, nunca precisei de ninguém na minha vida, mas preciso de você — disse rouco. — Adoro conversar com você, mas se não fizermos amor agora, vou explodir.

Sua sinceridade a comoveu. Ele tentou manter o tom suave, mas por baixo de sua voz, ela ouviu algo que a fez imaginá-lo um menino solitário, abandonado pela mãe e mandado pelo para uma escola em um país distante.

— Acho que falamos demais — sussurrou ela, passando os braços ao redor do pescoço dele.

Uma risada retumbou no peito dele, mas não havia nada de provocador no beijo dele quando ele buscou sua boca. Empurrou sua língua entre seus lábios em uma imitação erótica de como empurraria sua ereção poderosa no corpo receptivo dela. O calor pulsava entre as pernas de Darcey e ela o beijou com um desespero fervescente, tentando mostrar a ele que sua necessidade era tão grande quanto a dele.

Enquanto jantavam, a noite caiu e lá fora o céu estava índigo escuro, iluminado por uma lua imensa que preenchia a sala da torre com sombras prateadas. Salvatore guiou Darcey para uma chaise longue antiga estofada em veludo rico cor de vinho e o pulso dela acelerou quando ela percebeu que ele pretendia fazer amor ali. Ele deslizou as alças do vestido por seus ombros e, quando seus seios ficaram livres, ele os envolveu com a mão, acariciando os mamilos até ficarem intumescidos.

— Você é linda — sussurrou ele, trilhando o corpo trêmulo de Darcey com seus lábios.

Ele tomou um bico em sua boca na boca, sugando-o. A sensação era tão intensa que Darcey deu um grito e, quando voltou sua atenção ao outro seio, ela sentiu um calor úmido entre suas pernas. Estava impaciente para que a colocasse no sofá, mas parecia determinado a beijar cada centímetro de seu corpo e puxou seu vestido, que virou uma espuma de chiffon aos seus pés. A visão de sua calcinha de renda trouxe um gemido de aprovação quando se ajoelhou na frente dela e a beijou na barriga lisa, a pele macia da parte interna de suas coxas.

— Salvatore...

Ela deu um grito quando ele pressionou a boca na pequena faixa de renda entre suas pernas e puxou a calcinha para o lado para que pudesse passar a língua em sua abertura molhada.

Ela se agarrou em seus ombros quando sentiu que gentilmente enfiava sua língua nela para dar a carícia mais íntima de todas. Era uma nova experiência para Darcey, mas seu choque se transformou em prazer quando a levou ao limite do êxtase.

— Por favor. — Ela ofegou, sentindo uma sensação espiral em sua pélvis quando Salvatore moveu sua língua em seu clitóris.

O apelo rouco dela o comoveu. Darcey correspondia com tanta doçura. Ela aquecera a frieza dentro dele e sua alma queria satisfazê-la. Ignorando a necessidade urgente de sua própria satisfação, pressionou sua boca contra o centro de sua feminilidade e provou o almíscar sensual da excitação dela.

A tempestade dentro dela estava se formando, e Darcey sentia seu controle se esvaindo. Cravou suas unhas nos ombros de Salvatore, que continuou a lhe dar prazer com sua língua invasiva. Ela precisava dizer a ele que, se não parasse, iria...

— Ahh...

Seus processos de pensamento foram interrompidos quando as primeiras ondas de orgasmo se intensificaram até que seu corpo todo pulsasse de prazer. Somente, então, quando estava ofegante e suas pernas curvadas, Salvatore a ergueu nos braços e a colocou sobre as almofadas de veludo da chaise.

Observou-o se despir, o coração batendo forte, e quando ele parou entre suas pernas, Darcey arqueou os quadris e deu um grito quando enfiou sua poderosa ereção fundo nela.

Salvatore a enchia, completava, e com sua haste rígida, tomou posse de seu corpo e sua alma. O segundo orgasmo foi ainda mais intenso do que o primeiro e quando ela passou as pernas ao redor de suas costas, deu uma estocada ainda mais forte e seu corpo tremeu com a força de sua liberação.

Só muito tempo depois, Salvatore ergueu a cabeça dos seios suaves de Darcey e olhou para os olhos verdes dela.

— Não só seu marido era um idiota, como era um amante muito egoísta também Ele nunca se dedicou a descobrir maneiras de dar prazer?

Ela corou, sentindo-se envergonhada por ele saber que sexo oral era uma nova experiência para ela.

— A verdade é que meu casamento foi instável desde o início. Descobri logo depois do casamento que Marcus só tinha casado comigo por que...

Sua voz falhou. Ficou relutante em admitir a verdade humilhante de que Marcus casou-se com ela porque queria se aproximar da família famosa dela.

— Eu não era a pessoa que Marcus achou que eu era — disse ela finalmente.

— Nos conhecemos enquanto estávamos no mesmo resort na praia e acho que fomos seduzidos pela atmosfera romântica. Mas deveria saber que romances de verão não duram. A realidade de viver juntos relevou como não combinávamos. Eu não era excitante o suficiente para Marcus.

O tremor em sua voz fez Salvatore imaginar se ela ainda tinha sentimentos pelo ex-marido e ficou surpreso por perceber como detestava essa ideia. Ele sabia que Darcey era uma pessoa intensamente leal, mas estava certo de que qualquer sentimento residual que pudesse sentir pelo homem com quem casou seria inapropriado.

— Deixe-me mostrar como acho você excitante, mia bella — murmurou ela mudando de posição, para que sua ereção cutucasse entre suas pernas.

Ele adorava como os olhos dela escureciam de desejo. Seu sorriso suave. Ainda estava recuperando a memória e descobrindo, finalmente, a verdade sobre o acidente. Mas, pela primeira vez em quatro anos, conseguia olhar para a frente, e o futuro parecia, de repente, muito promissor.



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