Outubro de 2004 informaçÕes para a imprensa



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OUTUBRO DE 2004



INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA




Clio e Clio Sedan oferecem o motor bicombustível mais potente do segmento
Pioneirismo e inovação sempre foram as marcas registradas da Renault ao longo da sua história. No Brasil, após inaugurar o segmento dos monovolumes com o lançamento do Scénic, a empresa inova mais uma vez ao lançar o motor 1.6 16V Hi-Flex, o propulsor mais potente do seu segmento, que passa a ser o primeiro multiválvulas a contar com os benefícios da tecnologia bicombustível.
O novo 1.6 16V Hi-Flex passa a ser o mais potente no seu segmento, superando inclusive os motores da concorrência com cilindrada superior (até 1.8 litro). O propulsor desenvolvido pela Renault desenvolve 115 cv de potência (abastecido com 100% de álcool), 4 cv a mais que o segundo motor mais potente do mercado no segmento.
Outra inovação do motor 1.6 16V Hi-Flex é que ele passa a ser o primeiro propulsor bicombustível que funciona com gasolina pura (sem adição de álcool), o que permite com que o veículo seja abastecido em todos os países da América do Sul, sem queda no rendimento do motor.
A Renault, que foi a primeira “newcomer” a anunciar sua chegada ao Brasil, também passa a ser o primeiro dos novos fabricantes a oferecer as vantagens da motorização flexível aos seus consumidores.
Para marcar o lançamento da motorização bicombustível, em paralelo à comercialização de toda a linha Clio 1.6 16V com o novo propulsor, a Renault do Brasil inicia a comercialização da série limitada Clio Hi-Flex 1.6 16V. Disponível nas carrocerias hatch (2 e 4 portas) e sedã, esta série, baseada na versão de acabamento Expression, oferece diferenciais como um novo tecido de revestimento dos bancos e computador de bordo.
A partir de agora, todas as versões de acabamento - Authentique, Expression, Privilège e Dynamique - dos modelos Clio (2 ou 4 Portas) e do Clio Sedan sairão de fábrica equipadas com o motor 1.6 litro 16 válvulas bicombustível (álcool e/ou gasolina), batizado de 1.6 16V Hi-Flex.
A escolha do motor 1.6 16V para este projeto não ocorreu por acaso. Além de ser um dos propulsores produzidos na Fábrica de Motores, instalada no Complexo Ayrton Senna, o K4M possui excelente relação custo x benefício e equipa grande parte dos veículos Renault, entre eles o Clio, Clio Sedan e Scénic. Isso possibilitará estender os benefícios da tecnologia bicombustível para os demais modelos da gama em um curto espaço de tempo.
O motor 1.6 16V Hi-Flex é o primeiro propulsor nacional de série a trabalhar com qualquer tipo de gasolina, independentemente da proporção de álcool adicionado à sua fórmula (a gasolina brasileira – E24 - possui 24% de álcool adicionado, enquanto os demais países do Mercosul utilizam a gasolina E0, sem álcool). Com isso, o cliente poderá abastecer com gasolina de qualquer posto da América do Sul. Essa peculiaridade poderá, no futuro, abrir a possibilidade de exportação dos veículos bicombustível.
Um importante resultado obtido através da recalibração da central da injeção eletrônica (ECU – Electronic Calculator Unit), conjugado às adaptações mecânicas realizadas no motor para permitir o funcionamento com álcool, implicou no ganho de 5 cv de potência (quando abastecido com 100% de álcool). Assim, esse motor passa a contar com 115 cv de potência (ISO/ABNT), tornando-se o mais potente no segmento até 1.8 litro. Tal inovação resultou em um aumento na velocidade máxima nesta condição e um menor custo por quilômetro rodado, levando em conta a atual relação de preços entre a gasolina e o álcool.

Série especial Hi-Flex
Para comemorar o lançamento do primeiro veículo produzido pela Renault do Brasil equipado com motor bicombustível, a marca apresenta a série limitada Clio Hi-Flex 1.6 16V, disponível nas carrocerias hatch (2 e 4 portas) e sedã.
Baseada na versão de acabamento Expression, a série limitada Clio Hi-Flex 1.6 16V traz de fábrica airbag duplo, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos com controle remoto por rádio-freqüência, alarme anti-furto, volante regulável em altura, trava elétrica automática das portas e do porta-malas a partir de 6 km/h (sistema CAR), bloqueio de ignição e injeção eletrônica por transponder, limpador/lavador do vidro traseiro (hatch 2p e 4p), bolsa “canguru” atrás dos encostos dos bancos dianteiros e porta-objetos sob o banco dianteiro do passageiro (configurações hatch 4p e sedã).
Além dos equipamentos descritos acima, esta série limitada traz como itens exclusivos: novo tecido de revestimento dos bancos, batizado de “Arsène”, e computador de bordo. Opcionalmente, o Clio Hi-Flex 1.6 16V poderá vir equipado com ar-condicionado.
A versão hatch da série limitada Clio Hi-Flex 1.6 16V estará disponível nas cores Cinza Hologramme, Preto Nacré, Vermelho Vivo e Prata Iceberg, enquanto a carroceria Sedan será comercializada nas tonalidades Branco Glacier, Preto Nacré, Verde Abysse e Prata Iceberg.
A previsão é de que as 2.113 unidades da série limitada sejam vendidas até janeiro de 2005, sendo 1.433 veículos na carroceria hatch e 680 unidades da Sedan.

Mercado
Com o lançamento do Clio e Clio Sedan equipados com motor 1.6 16V Hi-Flex, a Renault do Brasil reafirma sua posição de destaque no mercado nacional, já que a marca passa a contar com dois produtos competitivos no concorrido segmento de veículos equipados com motor bicombustível, que representou 22,7% (212.094 unidades) do volume total de vendas de veículos zero quilômetro registrado entre janeiro a agosto deste ano (863,6 mil veículos).
Os modelos Clio Hi-Flex e Clio Sedan Hi-Flex competirão no segmento de carros pequenos bicombustível, que atualmente representa 29,3% do mercado de automóveis pequenos, com cerca de 132 mil unidades (acumulado janeiro a agosto/2004). Os principais concorrentes do Clio Hi-Flex são Novo Chevrolet Corsa FlexPower, Novo Ford Fiesta 1.6 Flex, Volkswagen Fox Total Flex e Novo Fiat Palio Flex, enquanto o Clio Sedan Hi-Flex compete com os modelos Novo Chevrolet Corsa Sedan FlexPower, Novo Ford Fiesta Sedan Flex e Novo Fiat Siena Flex.
Com esta importante novidade, a Renault tem como objetivo comercializar em 2005, 3.800 unidades por mês do gama Clio, sendo que desse total 1.300 serão equipadas com o motor 1.6 16V Hi-Flex. Esta previsão de vendas representa um aumento de quase 12% no atual volume de vendas do modelo, que hoje gira em torno de 3.400 veículos/mês.
Com a chegada da versão bicombustível dos modelos Clio e Clio Sedan, a Renault do Brasil espera aumentar sua participação no mercado brasileiro, mantendo a quinta posição entre as montadoras nacionais.


Assessoria de Imprensa da Renault do Brasil – Gerson Almeida

 (0xx11) 3054-8328 / 8329  (0xx11) 3054-8322



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Motor bicombustível com

tecnologia 100% Renault
Quando a Renault do Brasil se lançou ao desafio de implantar o motor 1.6 16V bicombustível (álcool e/ou gasolina), em abril de 2003, as equipes de engenheiros da marca, baseadas no Complexo Ayrton Senna (Paraná) e na sede do Grupo Renault (França), deram início a um intenso e complexo processo.
Várias etapas do desenvolvimento deste projeto foram realizadas simultaneamente, entre elas a adaptação do motor 1.6 16V – anteriormente só movido a gasolina –, para funcionar com álcool e o desenvolvimento de um software inteiramente novo para a central de gerenciamento eletrônico do motor.
Depois de 18 meses de desenvolvimento, mais de 4.000 horas de ensaios em dinamômetro e 240.000 km de testes nas mais diversas condições de rodagem, a Renault do Brasil apresenta o motor 1.6 16V Hi-Flex. Primeiro propulsor multiválvulas do mercado brasileiro a contar com os benefícios da tecnologia bicombustível, é também o mais potente entre os propulsores de até 1.8 litro, desenvolvendo 115 cv de potência (abastecido com 100% de álcool), 4 cv a mais que a concorrência.
A adaptação do motor 1.6 16V (K4M) movido a gasolina para funcionar também com álcool envolveu uma série de alterações.
Apesar das inúmeras mudanças de componentes realizadas, o motor 1.6 16V Hi-Flex continua a manter, a exemplo da versão da qual deriva, um alto índice de nacionalização de peças. Para se ter uma idéia, cerca de 80% das principais peças alteradas e que integram o sistema bicombustível são de fornecedores locais, o que contribuiu para reduzir os custos do desenvolvimento do sistema bicombustível.
Debaixo do capô do motor 1.6 16V Hi-Flex, a primeira mudança em relação à versão movida à gasolina é a presença do bocal de abastecimento do recipiente de armazenamento de gasolina do sistema de partida a frio. Instalado próximo ao servo-freio, este reservatório conta com uma proteção de borracha instalada em seu bocal, evitando a possibilidade de respingos de gasolina caírem sobre as partes quentes do motor.
O sistema de partida a frio do motor 1.6 16V Hi-Flex entra em funcionamento quando o combustível injetado na câmara de combustão é composto por mais de 85% de álcool e a temperatura ambiente é inferior a 18ºC. A partir dessas condições, quando o motorista aciona a chave de ignição, o sistema de partida a frio injeta uma pequena quantidade de gasolina na mistura ar/combustível que vai para dentro dos pistões, facilitando, assim, a entrada em funcionamento do motor.
Através do mapeamento detalhado do funcionamento com álcool, foi possível ainda, limitar a injeção de gasolina (utilizando o sistema auxiliar), que ocorre somente durante a partida do motor a baixas temperaturas. Isto resulta em redução do consumo da gasolina do reservatório, pois mesmo nas fases de aceleração a frio, o único combustível utilizado é o presente no reservatório principal.
A gasolina do dispositivo de partida a frio é adicionada à mistura ar/combustível através de um tubo instalado na parte superior do corpo de borboleta motorizado do sistema de acelerador eletrônico, outra inovação do motor 1.6 16V Hi-Flex. Anteriormente, apenas a motorização 1.0 16V contava com este dispositivo.
Com a adoção do acelerador eletrônico, o acionamento da borboleta do motor é feito por meio de sensores eletrônicos, o que torna a aceleração mais ágil e suave, além de ampliar a dirigibilidade do veículo e reduzir os níveis de consumo de combustível e a emissão de poluentes.
O cabo do acelerador é substituído por um potenciômetro (sensor de posição) instalado atrás do pedal do acelerador. Este sensor analisa a posição do pedal em função da força empregada pelo motorista, transmitindo este dado para a central da injeção eletrônica, que decodifica a informação e a repassa para a borboleta, providenciando a entrada da quantidade exata de ar e combustível para os cilindros.
Os componentes que são responsáveis por transportar o combustível ao motor e vice-versa também tiveram que passar por mudanças, visando adaptá-los às exigências técnicas do álcool.
As alterações técnicas visando adaptar o motor 1.6 16V a gasolina para funcionamento com álcool não pararam por aí. O passo seguinte foi a realização de mudanças nos componentes do propulsor em si, com o objetivo de manter inalterada a durabilidade do motor, apesar do álcool ser mais corrosivo que a gasolina.
Os pistões do motor e os seus respectivos anéis possuem as mesmas medidas da versão movida a gasolina. Porém, a cavidade do pistão onde fica instalado o primeiro anel e o próprio anel passaram a contar com novos materiais em sua composição, visando a maior durabilidade desses componentes.
A exemplo do que aconteceu com os pistões e os respectivos anéis, as bronzinas instaladas nas bielas do pistão também foram reforçadas, através da mudança da qualidade do aço empregado na sua produção.
Os bicos injetores foram substituídos por outros com maior capacidade de injeção de combustível (vazão). Estes novos bicos injetam uma quantidade cerca de 30% maior de combustível se comparado com os anteriores. Este é um atributo fundamental para os motores bicombustíveis, uma vez que, dependendo da proporção álcool/gasolina, se faz necessária uma injeção maior de combustível na câmara de combustão, com o objetivo de atingir a melhor proporção da mistura ar/combustível para cada situação.
O sistema de escapamento (coletor, abafador e silencioso) do motor Hi-Flex permanece praticamente inalterado em relação ao adotado na versão movida a gasolina. A única mudança aconteceu no catalisador, responsável por transformar a maioria dos gases poluentes em não-poluentes. No motor bicombustível, o catalisador teve o seu elemento filtrante reforçado, baixando ainda mais os já reduzidos níveis de emissão de poluentes.

Sistema de gerenciamento eletrônico do motor
Após a preparação do motor 1.6 16V para permitir que ele funcionasse com qualquer mistura de álcool/gasolina, o passo seguinte foi o desenvolvimento do software da central de injeção eletrônica, responsável pelo gerenciamento do funcionamento do motor, com base em diversos parâmetros de informações, como temperatura ambiente, tipo de combustível, nível de aceleração, entre outros.
Com isso, o funcionamento do sistema de gerenciamento eletrônico do motor está adequado aos padrões de qualidade da Renault, além de ir ao encontro das expectativas dos consumidores e do combustível brasileiro.
Com as informações da sonda lambda – sensor instalado junto ao coletor de escapamento, antes do catalisador, responsável por analisar a quantidade de oxigênio presente nos gases expelidos pelo motor após a combustão – a central da injeção eletrônica identifica o tipo e a proporção de combustível com a qual o motor está funcionando. A sonda lambda já estava presente na versão a gasolina do motor 1.6 16V, porém, para que ela pudesse trabalhar com álcool, a Renault reforçou sua proteção, evitando seu desgaste prematuro.
Baseando-se nas informações gravadas numa memória RAM, a central de injeção eletrônica estabelece os dados iniciais para colocar o motor em funcionamento. Uma vez o motor acionado, a central analisa imediatamente a nova informação encaminhada pela sonda lambda e adequa o funcionamento do motor (ponto de ignição, quantidade de combustível injetado, etc.) à nova proporção álcool/gasolina.



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