Palavras-chave: corpo humano, saúde, currículo. IntroduçÃO



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EIXO TEMÁTICO: 1. Currículo e Disciplina Escolar Ciências e Biologia.

MODALIDADE: PÔSTER – PO.04

ABORDAGENS SOBRE CORPO HUMANO E SAÚDE NA EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: LEVANTAMENTO EM PERIÓDICOS BRASILEIROS (1996 - 2014)
Lohayne Braga Moreira, Instituto de Biologia UFF, lohaynemoreira@gmail.com

Mariana Lima Vilela, Faculdade de Educação UFF, m.limavilela@gmail.com

Sandra Escovedo Selles, Faculdade de Educação UFF, escovedoselles@gmail.com

Grupo de Pesquisa Currículo Docência e Cultura http://grupo-de-pesquisa.wix.com/cdc

Apoio: CNPq
RESUMO

Este trabalho é parte de uma pesquisa mais ampla que visa a compreender as diferentes abordagens e problematizações acerca do ensino do Corpo Humano que vem sendo desenvolvidas na comunidade de Pesquisa em Educação em Ciências. Apresentamos um levantamento preliminar realizado em 6 periódicos brasileiros da área no período de 1996 a 2014. A partir de uma sistematização sobre as diferentes tendências sobre o tema, os artigos levantados foram classificados em quatro categorias: a) biomédico; b) comportamental/higienista; c) socioambiental/promoção da saúde, e d) cultural. Os resultados apontam para reflexões que se integram aos desafios da constituição de estratégias de ensino com uma abordagem integrada sobre o funcionamento do corpo humano e que, ao mesmo tempo, permitam uma identificação dos sujeitos com aquilo que aprendem sobre o tema.



Palavras-chave: corpo humano, saúde, currículo.
INTRODUÇÃO

“O corpo humano exprime-se como um fenômeno e, como tal, é perspetivístico, ou seja, está sujeito a várias concepções a partir de diferentes olhares. As diversas representações sobre o corpo humano expressam-no desde um simples conjunto de músculos e ossos até como um fenômeno transcendental, desde um objeto manipulável até como morada da alma, ou seja, a complexidade do corpo é a própria complexidade do humano, o corpo é o humano e o humano é o corpo” (Merleau-Ponty, 1996).
As diferentes abordagens e reflexões acerca do corpo humano se fazem presente na sala de aula pelos alunos. Como então abordar um tema tão complexo e diverso contemplando essas perspectivas? De que forma o corpo humano vem sendo abordado na escola básica? Que compreensões os conhecimentos da escola vem produzindo sobre esse tema? Nas últimas décadas, essas questões vêm sendo o foco de preocupações de pesquisadores da Educação em Saúde e da Educação em Ciências. As principais críticas apontadas pelos autores dizem respeito ao tratamento mecanicista que não inclui perguntas complexas que fogem da ideia geral de causa e consequência, cabendo então só a descrição da fisiologia e da morfologia humana, contida na explicação funcionalista. Segundo essa compreensão, considera-se um corpo que não passou pelos estágios de desenvolvimento, não cresceu, não envelheceu não contém sentimentos, por fim, um corpo didático que é atemporal e conforme dito por Vargas et al (1988), fragmentado para compreensão dos sistemas e sua fisiologia. Essa abordagem deixa de apresentar uma visão integradora do funcionamento dos sistemas e de suas unidades em conjunto, uma visão além de integrada, complexa, interagente e holística.

Trivelato (2005) chama a atenção para o fato de que à medida em que se avança na escolaridade o Corpo Humano vai sendo apresentado no currículo de forma cada vez mais fragmentada. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental é dividido em cabeça, tronco e membros. Nos anos finais do Ensino Fundamental é dividido em sistemas e no Ensino Médio é formado por células, aprofundando conceitos de Citologia. A autora argumenta que essa excessiva fragmentação não contribui para uma compreensão do funcionamento integrado do Corpo Humano. Em outra perspectiva Macedo (2005) discute que essa abordagem não produz uma identificação com os sujeitos que aprendem, levando à disseminação de valores e crenças que normatizam o corpo e produzem uma visão hegemônica sobre o mesmo na escola.

Apesar de haver certo acúmulo de críticas nas abordagens escolares sobre o corpo humano, esses problemas parecem ainda não superados, em particular, se considerarmos que os documentos curriculares oficiais também vêm recomendando estratégias de superação das problemáticas apontadas. Por exemplo, segundo o currículo mínimo de 2012, preconizado pela Secretaria de Estado e Educação (SEEDUC), do Rio de Janeiro, já no segundo bimestre os alunos do oitavo ano devem compreender que todos os sistemas do corpo funcionam de forma integrada, e estes compõem o organismo do indivíduo vivo. A indicação para criar o conceito de integração é se pautar no metabolismo. De acordo com o documento, o conceito de Metabolismo é proposto por Soyer, O. et al (2006), devendo então ser entendido como a união de todas as reações de suporte à vida que atuam dentro dos sistemas do corpo, portanto, é fundamental para os seres vivos, pois é através dele que ocorrem as transformações das substâncias ingeridas fornecendo energia necessária para o crescimento e o desenvolvimento. O metabolismo mantém a homeostase, ou seja, um estado de equilíbrio dentro do organismo, mesmo estando sujeitos a constantes alterações ambientais. A regulação metabólica permite aos organismos responder aos estímulos ambientais; uma característica importante de todos os seres vivos.

Desse modo, o currículo mínimo da SEEDUC-RJ, parece buscar uma solução para o ensino integrado do corpo humano a partir da própria Ciência, colocando o metabolismo com eixo de conceito central ao qual se articulam os demais conteúdos sobre o funcionamento dos sistemas. Embora seja uma proposta coerente do ponto de vista científico, existem alguns limites para que a visão dos sistemas integrados seja entendida. Dentre esses, destacamos não apenas a exigência de o aluno saber o funcionamento de todos os sistemas e conseguir unificá-los, como também uma ideia bastante veiculada, a que associa o corpo a uma máquina. Cientificamente rejeita-se esta se esta ideia, embora esteja presente nas mídias, em alguns materiais didáticos mais antigos e, ainda circule no cotidiano das pessoas. Compreender o funcionamento do corpo e de suas subunidades até sua interação com o meio provoca uma reflexão acerca de como os fatores abióticos e bióticos nos constituem como seres humanos. Particularmente, quando falamos sobre o corpo humano, não podemos esquecer de que este é inserido em um mundo real, cultural e existe em um determinado tempo e contexto social. A complexidade da temática mostra que uma visão integrada sobre a interação e o funcionamento do corpo humano não é trivial.

Assim, além da fragmentação do corpo humano na escola, dar-lhe tratamento didático contextualizado e temporal, evitando a abordagem mecânica coloca desafios aos professores. Tal problemática vem provocando os pesquisadores a compreender os enfoques que têm sido privilegiados nas escolas para o ensino da temática em questão. Deste modo, parece produtivo investigar as diferentes abordagens e problematizações acerca do ensino do corpo humano desenvolvidas na comunidade de Pesquisa em Educação em Ciências. Com o objetivo de contribuir para adensar as reflexões sobre o ensino desse tema na escola, apresentamos um levantamento preliminar de artigos publicados em periódicos brasileiros dessa área no período de 2002 a 2014. Compreendendo que o tema do corpo humano na escola não se restringe a seus aspectos biológicos, pois também é atravessado por concepções de saúde e por abordagens culturais, essas concepções serviram de base para o estudo. Deste modo, os artigos foram sistematizados em categorias desenvolvidas a partir de tais concepções, que serão apresentadas na próxima seção.


CONCEPÇÕES DE SAÚDE E ABORDAGENS CULTURAIS NO ENSINO DO CORPO HUMANO
Os estudos realizados por Freitas (2012); Lima (2012); Bastistella (2007) e Santos e Ribeiro (2011) forneceram subsídios para a construção das categorias de análise, as quais compreendem: (i) Concepção de saúde Biomédica; (ii) Concepção de saúde Comportamental (higienista); (iii) Concepção de saúde Socioambiental; (iv) Abordagem cultural sobre saúde e corpo humano. A seguir, detalhamos cada uma dessas categorias.


  1. Concepção de Saúde Biomédica: Com base em Lima (2012) e Freitas (2012), nessa concepção, a saúde seria o mesmo que “não doença” e o corpo saudável é aquele isento de qualquer patologia. É o corpo humano funcionando na plenitude de cada uma de suas funções. Um problema de saúde corresponde ao mau funcionamento de uma das partes. Pressupondo que o funcionamento do organismo seja estático, os problemas relativos à saúde se dão pela disfunção orgânica em uma das partes do organismo (como sistemas, órgãos, tecidos e células, por exemplo). As estratégias utilizadas para resolver os problemas de saúde são: conhecimento especializado sobre cada função e disfunção orgânica, tratamento fragmentado do corpo e aprofundamento do entendimento de cada parte, medicalização e desenvolvimento de tecnologias auxiliares. Em termos da abordagem pedagógica, essa concepção concorre para o estudo do corpo de modo fragmentado ao lado de abordagens puramente conteudistas, que colocam ênfase no biológico e no estudo das doenças como disfunções orgânicas.

B) Concepção de Saúde Comportamental (higienista): Com base em Lima e Moreria (2012) e Freitas (2012), reflete o estilo de vida individual, o que dá realce à natureza biológica ou comportamental. Segundo essa concepção, os problemas de saúde ocorrem por conta de um estilo de vida não saudável e pela falta de controle do indivíduo sobre o corpo. As estratégias para resolver os problemas são: normatização de determinados comportamentos (desestimular comportamentos e estilos de vida não saudáveis), o que representa abordagens reducionistas na promoção de saúde (behaviorista), medicalização e desenvolvimento de tecnologias que auxiliem nessa promoção. As orientações pedagógicas tendem a realçar os estímulos a determinados comportamentos que evitem o contágio e a contaminação de doenças, privilegiando a higiene pessoal, o tratamento de água e esgoto, e fornecendo indicações de como manter o corpo saudável e em equilíbrio, por exemplo.


C) Concepção de Saúde Socioambiental: Com base em Batistella (2011), a saúde é tida como resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso aos serviços de saúde. Sendo assim, resulta das formas de organização social, de produção, as quais podem gerar grandes desigualdades nos níveis da vida. Os problemas de saúde são determinantes pelo social, são supraestruturais, conforme se pode observar pelos inúmeros itens associados aos que perpassam a saúde. As estratégias para resolver os problemas de saúde se expressam (i) no desenvolvimento de conjunto de bens e serviços que permitem o desenvolvimento individual e coletivo de capacidades e potencialidades, conforme o nível de recursos sociais existentes e os padrões culturais de cada contexto específico; (ii) em coalizações para ação política, com o emponderamento da população e reorientação dos serviços de saúde. Associado à educação destacam-se: tanto formação crítica para questionamento da ordem social; quanto a inclusão de aspectos psicológicos e sociais na discussão sobre o corpo humano.

D) Abordagem Cultural sobre Saúde e Corpo Humano: Com base em Santos & Ribeiro (2011), esta concepção abrange o corpo, o gênero, a sexualidade e as representações culturais e sociais que constroem o ser, ligando então o corpo existente ao meio em que vive. Saúde é mais do que a ausência de doença, trata-se de um conjunto de sensações que vemos como positivas, como: satisfação, prazer, motivação, autoestima, força física, relacionamentos sociais benéficos, independência e controle sobre a própria vida. Como estratégias para resolver os problemas disseminados reduz-se a individualização sobre as "singularidades biológicas". No âmbito estético-político exige repensar em como a medicalização tem operado, a partir das noções de saúde, estilo de vida e risco, para governar nossos corpos segundo aquilo que podemos/devemos “escolher” no mercado do consumo, admitindo a prevalência dos aspectos individuais em relação às dimensões sociais mais amplas implicadas na sexualidade. Essa concepção é incompatível com as explicações que restringem a sexualidade em termos científicos/bioquímicos/moleculares.
SAÚDE E CORPO HUMANO EM PERIÓDICOS BRASILEIROS DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS
Foram selecionados nove periódicos brasileiros da área de Educação em Ciências, considerando aqueles que possuem versões on line e apresentam maior circulação no campo. Os periódicos analisados foram:
Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências – ABRAPEC

Ciência em Tela – Rede de Investigação, Divulgação e Educação em Ciências – UFRJ

Alexandria – Revista de Educação em Ciência e Teconolgia UFSC

Revista SBEnBio – Revista da Associação Brasileira de Ensino de Biologia

Revista Investigações em Ensino de Ciências UFRGS

Revista Ciência & Educação – UNESP Bauru

Revista Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências – UFMG

Revista Pesquisa em Educação Ambiental

Experiências em Ensino de Ciências – UFMT
A busca inicialmente consistiu em pesquisar pela palavra “corpo humano” nos sítios eletrônicos das revistas, mas como aparecem poucos artigos, começou-se a pesquisar também por palavras correlatadas: saúde, higiene, os sistemas, sentidos, termos celulares e afins. Ainda assim, continuaram aparecendo poucos artigos. Foi necessário ler os resumos dos artigos para selecioná-los. Assim, foi realizada a leitura de 2.151 resumos de artigos em 107 edições de nove periódicos entre 1996 e 20141.



Título do periódico

Volume/ Número /Páginas

Total de artigos encontrados

Revista da Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)

V.4, n.1: 5-17; V.6, n.2: 1-11; V.9, n.3; V. 14, n.1: 31-53; V.7, n.2

5


Alexandria - Revista de Educação em Ciências e Tecnologia

V.2, n.1: 85-108; V. 2, n.1: 109-135; V.2, n.3: 107-119; V. 5, n.3: 195-218; V. 6, n.2, p. 53-79; V.6, n.3: 3-26

6


Revista Investigações em Ensino de Ciências

V.7, n.2: 177-188; V.11, n.2: 239-259; V.18, n.1: 7-22

3


Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências

V. 9, n. 1: 1-20

1


Revista Pesquisa em Educação Ambiental

V. 3, n. 1: 105-118

1


Revista Experiência em Ensino de Ciências

V.5, n. 3: 103-114; V.5, n. 2: 163-175; V.5, n.1: 89-95; V.6, n.3: 45-53; V.8, n. 2: 95- 103; V.1, n.1: 01-13


6

Revista da Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio)


N. 1: 12-14; N. 4: 58-63; N. 7: 160-172; N. 7: 254-265; N. 7: 530-541; N. 7: 1043-1054; N. 7: 1117-1127; N. 7: 1128-1137; N. 7: 2023-2034; N. 7: 2018-2029; N. 7: 2661-2673; N. 7: 2739-2750; N. 7: 2739-2750;N. 7: 2809-2817; N. 7: 2991-3002; N. 7: 5021-5030; N. 7: 5114-4122; N. 7: 5349-5360; N. 7: 6776-6788; N. 7: 6793-6801


19
De 9 periódicos pré selecionados, apenas 7 apresentaram artigos relacionados ao tema (Tabela 1). De um total de 92 artigos foram pré-selecionados pela leitura do resumo, apenas 42 se relacionaram diretamente com o tema de corpo humano e saúde.
Tabela 1: Relação entre periódicos e artigos encontrados
SISTEMATIZAÇÃO EM CATEGORIAS
Após selecionados os artigos que tinham sua temática relacionada ao corpo humano, foram separados os que diretamente versavam sobre essa temática. À medida em se achavam os artigos, eram construídas as categorias, que já haviam sido pré-determinadas antes do início do levantamento dos artigos.

A seguir, apresentamos os resultados da classificação dos artigos nas referidas categorias e as justificativas para tal categorização.


ARTIGOS ENCONTRADOS NA REVISTA BRASILEIRA DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS - ABRAPEC(2004-2014)




Referência

Categoria

Justificativa


1

Sopelsa, O. 2004.. V.4, n.1: 5-17.


C e D*

“Prática construída /desenvolvida em incessante diálogo nas situações reais de trabalho do grupo de alunos”.

2


Shimamoto, D. F. 2006.. V.6, n.2: 1-11.


C e D

Os autores valorizam a necessidade de se rever as abordagens sobre o corpo humano para além do biomédico e comportamental

3

Bastos, P. W. e Mattos, C.R. 2009.. V.9, n.3.


A

Foco em conceitos fisiológicos para a compreensão do bom funcionamento do sistema auditivo.Visão biomédica

4

Sousa, A.C., Muxfeldt, A.K., Justina, L.A. e Meglhioratti, F. A. 2014.. V. 14, n.1: 31-53.


B, C e D

Fornecer subsídio que se questione com posicionamento crítico questões, desde as simples as mais complexas. Por meio de uma concepção mais abrangente, dede a biomédico, a socioambiental e cultural.

5

Carvalho, G.S. e Clément, P. 2007.. V.7, n.2.


A, C e D


Com a compreensão da interação do corpo com o meio promover uma melhor cidadania. Decorrente da corelação dos conteúdos científicos, os valores e os contextos sociais que perpassam aquele corpo no determinado meio.



ARTIGOS ENCONTRADOS NA REVISTA ALEXANDRIA - REVISTA DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E TECNOLOGIA




Referência

Categoria

Justificativa

6

Richetti, G.P. e Filho, J.P.A. 2009. V.2, n.1: 85-108.



A e C

Verificação da viabilidade da utilização de temas químicos para abordagens sociais no ensino. Visando promovendo além da reflexão uma alfabetização científica que resolveria a prática da automedicação.

7

Ellas, R.C. e Fonseca, A.B.C. 2009. V.2, n.1: 109-135


A, B, C e D*



Pela discussão mais ampla, levando em conta ciência, tecnologia e sociedade, é promovida a averiguação da presença e a ausência de conteúdos sociais e culturais baseados nas analises de artigos sobre nutrição.

8


Neves, S.M.M.F.N, Montes, M.A.A.M e Souza, C.T.V. 2009. V.2, n.3: 107-119.


C e D

Abordando prevenção e controle, inserir práticas educacionais realizadas nas aulas em controle de infecção hospitalar do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, averiguar como o contexto social e os hábitos dos clientes externos estão relacionados som a transmissão. Para enfim modificar hábitos perigosos.

9

Wirzbicki, S.M. e Zanon, L.B. 2012. V. 5, n.3: 195-218.



A, B e C

Buscando a resignificação conceitual e a relação entre “conhecimentos produzidos e validados em contextos culturais diversificados”, se consiga a recontexualização do tema para promover o desenvolvimento humano-social nas aulas.

10

Sodré, F.C.R e Mattos, C.R.2013. V. 6, n.2, p. 53-79.


A e C

Partindo de uma perspectiva sócio-histórico-cultural procura-se abordar a alimentação, no aspecto de seleção dos alimentos por meio de três critérios: epistemológico, ontológico e axiológico. Gerando subsídios para que se possa optar de forma consciente pela alimentação do cotidiano

11

Lobo, M. e Martins, I. 2013. V.6, n.3: 3-26.


A e D

Centrado no consumo de sal na alimentação, e a relação com a saúde,o objetivo é promover a análise sobre alimentação e ciências. Com uma abordagem de questões científicas como parte de um contexto sócio-histórico-cultural mais amplo



ARTIGOS ENCONTRADOS NA REVISTA INVESTIGAÇÕES EM ENSINO DE CIÊNCIAS




Referência

Categoria

Justificativa

12

Rodrigues, I.T. e Fontes, A .2002. V.7, n.2: 177-188.


B e D

Após a identificação de conhecimentos básicos que os alunos possuem sobre a morfofisiologia dos aparelhos reprodutores feminino e masculino, métodos contraceptivos e sobre doenças de transmissão sexual (DTS), verificou verificou-se que a Escola desempenhou um papel pouco significativo, como agência de educação sexual dos jovens.

13

Rezende, F, Garcia, M.A.C, Cola, C.S.D.2006. V.11, n.2: 239-259.


A e B

Com o sistema de hipermídia houve a abordagem multidisciplinar do movimento humano e que parece atender melhor aos estudantes de Biomecânica I do que os de Cinesiologia.

14

Monroe, N.B., Leite, P.R.R., Santos, D.N e Sá-Silva, J.R.. 2013.. V.18, n.1: 7-22.


C

Partindo representações sociais sobre saúde, parasitoses intestinais e ensino de Ciências. Concepções sobre a transmissão e a prevenção das parasitoses intestinais estão estruturadas em saberes do senso comum.



ARTIGOS ENCONTRADOS NA REVISTA ENSAIO – PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS




Referência

Categoria

Justificativa

15

Martins, E.F. e Hoffmann,Z. 2007. V. 9, n. 1: 1-20.


D

A partir das invenções identitárias apresentadas nos livros, como a representação social do homem e da mulher e o sexismo dos espaços doméstico e o mercado de trabalho, verifica-se uma hierarquia sócio-econômica.




ARTIGOS ENCONTRADOS NA REVISTA PESQUISA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL




Referência

Categoria

Justificativa

16

Amorim, A.C. 2008.

V. 3, n. 1:105-118.




C e D

“Reterritorializar a compreensão de realidade pelas linhas da atualização do virtual, que se apresenta como potente no esboço de um plano de pensamento com imagens para a percepção do humano”, para divulgação científica.


ARTIGOS ENCONTRADOS NA REVISTA EXPERIÊNCIAS EM ENSINO DE CIÊNCIAS




Referência

Categoria

Justificativa

17

Zômpero, A.F., Laburú, C.E. , Passos, A.Q e Graciano, N. 2010. V.5, n. 3: 103-114.


B e D


Partindo do conhecimento prévio sobre higiene dos alunos com relação à pediculose e à higiene bucal foram realizadas atividades utilizando-se de diversos modos de representações, mas o tempo intervenção não foi suficiente para fazer inferências a respeito da aprendizagem de longo prazo.

18

Silva, C.S.F., Brancaleoni , A.P.L e Oliveira ,R.R. 2010. V.5, n. 2: 163-175.


A, B e C



Procurou-se aprimorar a

visão do sexo e sexualidade, riscos das doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada, como reconstrução e recriação de significados através de questionamentos e do julgamento de valores e atitudes socialmente impostos. Com intuito de favorecer a reflexão por parte dos adolescentes.



19

Castoldi, R., Biazetto, A.C.F. e FerraZ, D.F. 2010. V.5, n.1: 89-95.


A, B, C e D

De acordo com os alimentos favoritos e do cotidiano dos alunos verificou-se que “possuem uma alimentação não adequada, levando muitas vezes a obesidade e a problemas de saúde”. Gerando reflexões acerca de uma alimentação adequada.

20

Ribeiro,G., Oliveira, I.C. e Silva, M.LP. 2011. V.6, n.3: 45-53.


A, C e D

O emprego do método possibilitou resignificar o ensino de Anatomia Humana. Mais próximo da realidade do estudante e de sua futura prática profissional.

21

Lanes, D.V.C., Karoline Goulart Lanes, K.G. , Santos, M.E.T., Jerônimo Silva, J.E.F.S., Moreira, B.L.R., Puntel, R.L. e Folmer,V. 2013. V.8, n. 2: 95- 103.


D

Como a sexualidade e o gênero são presentes na vida das crianças e são temas complexos e que envolvem muitos fatores como aspectos sociais e culturais. O objetivo foi investigar as percepções de crianças da Educação Infantil acerca da sexualidade e gênero.

22

Bucussi, A.A. e Ostermann, F. 2006.. V.1, n.1: 01-13.



C


Por meio de uma “revisão histórico-conceitual da gênese do conceito de energia e de estudos relacionados à sua transposição didática para o ensino médio


ARTIGOS ENCONTRADOS NA REVISTA SBENBIO

23

Filha, A. A. T e Oliveira, G.F. 2007.. N. 1: 12-14.


A

Conhecimento especializado a função da divisão celular.

24

Silva, E. P. Q. 2011. N. 4: 58-63.


C

Avaliação de como o assunto tratado pelos professores e a forma com que está no livro didático formam concepções nos alunos.

25

Moraes, A. M. P. e Salomão, S. R. 2014. N. 7: 160-172.


C e D*

Partindo das concepções existentes se busca compreender e aparentemente romper com as visões equivocadas.

26

Moraes, A. M. P.,, Menezes, M. e Salomão, S. R. 2014.. N. 7: 254-265.



C e D

Estudo do corpo usando a cultura africana a fim de colaborar mais efetivamente para a formação da identidade dos alunos e para o debate de questões étnico-raciais nas escolas.

27

Nunes, A. P. 2014. N. 7: 530-541.


B e C

“Destaca-se a importância de uma educação preventiva e a conscientização de toda a comunidade sobre os efeitos e consequências causadas por essas substâncias à vida em todos os seus aspectos.”

28

Santana, A. Q. N., Carmo, J.S., Almeida, R. O. e Guimarães, A. P. M. 2014 N. 7: 1043-1054.


B e D

Busca por interferir na atuação dos professores, e refletir no processo de ensino de forma negativa, devido à reprodução de conceitos equivocados ligados à problemática histórica e social da doença.


29

Candido, C. e Fernandes, J. A. B. 2014.. N. 7: 1117-1127.



B e C

Verificou-se que para abordar o tema ficou faltando formação dos professores para um trabalho mais significativo.



30

Miceli, B., Valiente, C., Moraes, T., Oliveira, L. L. e Gomes, M. M. 2014. N. 7: 1128-1137.



A, B, C e D

“Concluímos com algumas propostas que visam a superar os problemas por nós levantados.”


31

Reis, C. B. , Santos, M. M. B., Costa, S. R. V. e Tavares, G. S. 2014.. N. 7: 2023-2034.

A e B

Buscou uma reflexão visando um melhor entendimento do corpo com seus aspectos não só biológicos e que por isso deve ser abordado e discutido com detalhes, naturalidade e integração.


32

Oliveira, F.E., Silva, M. P. 2014. N. 7: 2018-2029.


A

O jogo baseia-se em uma visão construtivista e aborda conteúdos curriculares de Citologia. Espera-se que este game educativo possa proporcionar ao aluno um sentido mais real ao microscópico mundo celular

33

Santos, F. F. e Souza, A. L.

2014. “. N. 7: 2661-2673.



B e C

O tema foi abordado mais ainda restaram dúvidas acarretadas pela forma em que a sexualidade é ainda tratada culturalmente..

34

Oliveira, G. V. e Ribeiro, G. 2014. N. 7: 2739-2750.

B, C e D

“Além de utilizar novas formas de abordagem é necessário realizar reflexões com o objetivo de (re)avaliar tais intervenções, aspecto que possibilitará a construção de práticas pedagógicas mais fundamentadas, nos campos da sexualidade.”


35

Hosomi, G. J. P. e Abrantes Lima, K. D. 2014. N. 7: 5302 -5312.


A, B , C e D*

“Considerando a importância da Educação Básica para a formação do cidadão, a relevância do livro didático de Biologia como fonte de conhecimento e os investimentos públicos em livros didáticos, foram investigados saberes acerca da toxoplasmose nas coleções aprovadas pelo PNLEM.”

36

Dionor, G. A., Carmo, J. S., Coswosk, É. D. e Gomes, I. F. 2014. N. 7: 2809-2817.

A

“Do ponto de vista fisiológico, ele pode simular o processo de digestão em suas diversas etapas, facilitando a compreensão de processo como algo dinâmico e contínuo.”

37

Carmo , J. S, Almeida, R. O. e Arteaga, J. S. 2014. N. 7: 2991-3002.

D

“Concluímos que houve tendência dos livros didáticos em abordar a AF na perspectiva biomédica reducionista.”


38

Rodrigues, L. A. e Chaves, S. N. 2014. N. 7: 5021-5030.


B, C e D

“Os resultados indicam que pensar formação como percurso biográfico possibilita produzir a docência de outros modos, mantendo abertos espaços de metamorfoses na profissão.”


39

Binder, L. B., Almeida, C. S., Caron, N. Gubert, G. F., Bueno, M. T. P., Machado, A. M. S. e Castellani, T. T. 2014. N. 7: 5114-4122.

A, B e D

“Através da metodologia problematizadora de Paulo Freire, realizaram-se diferentes dinâmicas, inserindo no cotidiano dos alunos respeito, autocuidado, além de fisiologia, prevenção de gravidez e DSTs. Os alunos compreenderam as diferentes faces da sexualidade respeitando diferentes escolhas”.

40

Figueiredo, M. C. O. e Barros, M. D. M. 2014. N. 7:5349-5360.

C

Pelos dados conclui-se que é preciso tratar a sexualidade como algo saudável, inerente à vida e intrínseca a todos os comportamentos do ser humano.

41

Santos, S. P. 2014. N. 7: 6776-6788.

D

A partir de uma sexualidade em comparação a outra se pode repensar o ensino e o corpo humano, rompendo assim preconceitos e ideias ultrapassadas.

42

Santos, S. P. e Castellan, B. T. 2014. N. 7: 6793-6801.

C e D

“Os resultados mostraram que a presença desses corpos desestabiliza a escola e perturba a ordem, ocasionando a rejeição e a exclusão desses sujeitos, por meio das violências simbólicas e físicas.”

Tabela 2: Artigos classificados por categorias teóricas e justificativas de categorização

Obs: * O asterisco presente na letra representante da categoria indica que pelo resumo aparentemente o artigo é incluído na categoria, mas não se consegue ter plena certeza.


CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo consistiu em um levantamento preliminar sobre os artigos que tratam do tema Corpo Humano e Saúde em periódicos brasileiros. Buscou-se identificar possíveis diálogos das pesquisas com diferentes concepções de saúde e abordagens culturais.

O resultado do levantamento indica que, embora relevante, o tema não encontra grande expressão quantitativa entre os artigos na área para o período analisado, sendo que esse número é mais expressivo no último número da Revista SBEnBio, que reúne trabalhos publicados no V ENEBIO (Encontro Nacional de Ensino de Biologia). Por outro lado, a maior parte dos artigos defende ou trabalha como pressuposto de que as concepções de saúde transcendem a abordagem Biomédica, mesclando-a com abordagem cultural e socioambiental.

No que se refere ao ensino, vale ressaltar que todas as concepções são relevantes e cumprem finalidades didáticas. O interessante é que essas abordagens se integrem, possibilitando uma visão mais rica e ampla para os alunos, superando o senso comum e preconceitos. O Corpo Humano pode ser abordado desde a perspectiva “molecular” até a “cultural”.
REFERÊNCIAS

BATISTELLA, C. Abordagens Contemporâneas do Conceito de Saúde. FONSECA, A. F. (Org.) O território e o processo saúde-doença. p.51 – 86. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2007.

FREITAS, E. A saúde no livro didático de Ciências: transversalidade, formação para cidadania e promoção da saúde. In: MARTINS, I. GOUVÊA, G. & VILANOVA, R. O livro didático de Ciências: Contextos de exigência, critérios de seleção, práticas de leitura e usos em sala de aula. NUTES UFRJ. 2012: 125-136.

LIMA, A.; MOREIRA M.C. Abordagens de saúde: o que encontramos nos livros didáticos de ciências. MARTINS, I. GOUVÊA, G. & VILANOVA, R. O livro didático de Ciências: Contextos de exigência, critérios de seleção, práticas de leitura e usos em sala de aula. NUTES UFRJ. 2012:115-124.

MACEDO, E. Esse corpo das ciências é meu? MARANDINO, M., SELLES, S.E., FERREIRA, M.S. & AMORIM. A.C.M. Ensino de Biologia: conhecimentos e valores em disputa. Niterói, EdUFF. 2005: 131-140.

MERLEAU-PONTY, M. Fenomenologia da percepção. São Paulo: Martins Fontes. 1996.    

SANTOS, L.H. S; RIBEIRO, P.R. C (Orgs.). Corpo, Gênero e Sexualidade, Instâncias e práticas de produção nas políticas da própria vida. Rio Grande: Editora da FURG (Universidade Federal do Rio Grande), 2011, 154 pg.

SEEDUC (Secretaria de Estado e Educação) 2014. Currículo Mínimo. Portal. Disponível em: <http://www.rj.gov.br/web/seeduc/exibeconteudo?article-id=759820>. Acesso realizado em 21/08/2014.

TRIVELATO, S.L.F. Que corpo/ser humano habita nossas escolas? MARANDINO, M., SELLES, S.E., FERREIRA, M.S. & AMORIM. A.C.M. Ensino de Biologia: conhecimentos e valores em disputa. Niterói, EdUFF. 2005:121-130.



VARGAS, C.D.; MINTZ, V.; MEYER, M. A. A.. O corpo humano no livro didático ou de como o corpo didático deixou de ser humano. Ed. Rev.v. 8: 12-18, 1988.

1 Cabe ressaltar que nem todos os periódicos existem desde 1996.


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