Paul Gibier Análise das Coisas



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Paul Gibier
Análise das Coisas
(Fisiologia Transcendente)

Ensaio sobre a Ciência Futura e sua influência

certa sobre as religiões, ciências e artes

Traduzido do Francês

Analyse des choses

Paris - 1890




Monet

A Floresta



Conteúdo resumido


Nesta obra, Paul Gibier procura demonstrar a existência, no ser humano, de um princípio intelectual consciente e individual, que independe e sobrevive à destruição do seu corpo material.

Baseado em seus conhecimentos médicos e na análise do Universo (Macrocosmo) e do ser humano (Microcosmo), o autor objetiva demonstrar, especialmente através da hipnose e dos fenômenos mediúnicos, a ação do Espírito – centro da vida – como agente organizador da matéria.

A presente obra é a continuação natural da obra anterior de Gibier, O Espiritismo (faquirismo ocidental).

Nesta primeira obra o autor expôs as origens do Espiritismo e as investigações dos grandes pesquisadores dos fenômenos psíquicos, além de seus próprios experimentos.

Já no presente trabalho, alicerçado em anos de pesquisas, Gibier, além de expor novos fenômenos psíquicos de importância, extrai, da sua experiência no assunto, importantes deduções filosóficas e morais acerca da nova Ciência do Espírito.

Sumário


Prefácio do tradutor 6

Introdução 9

Parte Primeira

Estudo do Macrocosmo 11

Capítulo I

Vista geral sobre as coisas 11

Capítulo II 19

Parte Segunda

Estudo do Microcosmo 28

Capítulo I 28

Capítulo II 37

Parte Terceira

Perquirição do terceiro elemento
do Universo e do homem 45

Capítulo I 45

Capítulo II

Fisiologia transcendente 51

Capítulo III 58

Capítulo IV 66

Capítulo V 82

Capítulo VI 96

Capítulo VII 108

Parte Quarta

Influência da ciência futura sobre as
religiões, filosofias, ciências, artes, etc. 130

Capítulo único 130





Prefácio do tradutor


Cada vez que uma grande revelação se apresenta no domínio das ciências, o descobridor ou o iniciado vê logo coligados os supostos depositários da lei divina e os intitulados oráculos dos conhecimentos vulgares ou ciência oficial, em guerra aberta contra o que chamam inovações. Ridicularizada e proscrita, só muito mais tarde é que a Verdade penetra na cidadela dos idólatras das idéias aceitas.

Os estudos de psicologia anormal têm valido perseguições e calúnias a muitos homens notáveis. Não importa; Galileu, o ímpio, que se retratou; Galileu, o escarnecido; Lamarc, o caduco, insultado por Bonaparte; Salomon de Caulx e Fulton, os doidos; Eliotson, prostituidor da Ciência; centenas de outros estão hoje todos inscritos na galeria dos gênios. As inovações que eles trouxeram são hoje ensinadas por professores pagos em universidades e academias. Os sábios da atualidade lamentam, em retórica subvencionada, a cegueira dos sábios do passado, ao mesmo tempo em que não enxergam os adiantados do presente.

Entre os cientistas modernos, cujos estudos têm batido como catapultas as muralhas do materialismo oficial e do espiritualismo sacerdotal, entre os Robert Hare, Crookes, Wallace, Boutlerow, Zöllner e muitos outros, avulta o Dr. Paul Gibier. Seus dois livros, especialmente este, são resultado de experiências pessoais levadas a cabo com o rigor dos métodos positivos, com a competência do médico distinto e bacteriologista muito ilustre.

Entre os seus notáveis trabalhos, que constam nos anais da Academia de Ciências, de 1882 a 1884, conta-se a descoberta do micróbio da raiva, que concorreu para a celebridade deste predileto discípulo de Pasteur. À sua memória sobre a hidrofobia e seu tratamento, a Faculdade Médica de Paris concedeu a mais elevada recompensa que se pode dar às teses (1884).

Quando, com semelhante capacidade de observador, alguém declara, como ele, que observou um fenômeno centenas de vezes, devemos acreditá-lo.

“Só depois de ter observado o fenômeno da escrita direta pelo menos quinhentas vezes foi que me decidi a publicar as minhas investigações. Além disso, já me havia fixado absolutamente a respeito de muitos fatos da mesma natureza e muito mais extraordinários em aparência.”

Para que dizer mais?

Outro mestre do Dr. Gibier, o famoso Dr. Vulpian, reconhecendo a capacidade e o talento do autor deste livro, quis, entretanto, induzi-lo a abandonar os estudos do assunto que denominou “escabroso” e afirmou que só havia trapaça e fraude, e nada existia realmente. O descobridor do micróbio do pênfigo agudo lembrou ao “seu caro mestre” que ele havia negado também a existência do micróbio da tuberculose quando fora descoberto e comunicado por um correspondente da Academia de Ciências; que a descoberta havia sido confirmada e ele, Vulpian, já não a negava. O velho professor respondeu com evasivas.

Gibier diz em seu livro: “Depuis, Vulpian est mort: il sait aujourd-hui le quel de nous deux avait raison.

Hoje Gibier também está morto, isto é, “em seu estado normal”, pois que o estado em que vivemos aqui é apenas transitório.

Agora, ele e Vulpian terão resolvido a dúvida. Qual dos dois terá razão?

A grande maioria nega com veemência, os outros afirmam categoricamente.

Vulpian e Gibier representam os dois grupos da classe dos cientistas. Vulpian nega o que não conhece nem quer conhecer. Gibier afirma o que sabe das suas investigações, dos seus estudos, das suas experiências.

Além disso, para o grupo Vulpian, em negar há prudência e comodidade. Fica-se bem com as academias, com a religião, com os que dão e tiram empregos e com a soberana opinião pública, que é a voz dos transeuntes da estrada batida.

Afirmar, porém, é arriscado; é abrir luta com os padres e com os catedráticos, que são os aferrados às idéias aceitas; é assanhar contra si a “estupidez ambiente”.

De mais, quase todos os que afirmamos viemos do grupo dos que negam, e essa minoria de hoje será a maioria de amanhã. Esta minoria, segundo Durand de Gros, “é simplesmente o escol da inteligência e do saber”.

Do muito que, sem opinião antecipada, temos lido do assunto e do pouco que sabemos, pensamos que há provas da persistência da consciência do Ser depois da destruição de seu corpo, e que os fenômenos são positivos.

Cuiabá, julho, 1903.



T.


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