Plano de curso de componente



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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA

PRÓ-REITORIA GRADUAÇÃO

COORDENADORIA DE ENSINO E INTEGRAÇÃO ACADÊMICA

NÚCLEO DE GESTÃO ACADÊMICA DE CURSOS E CURRÍCULOS




PLANO DE CURSO DE COMPONENTE

CURRICULAR




CENTRO




CURSO

CAHL





Mestrado em Ciências Sociais - PPGCS





DOCENTE: Osmundo Pinho
TITULAÇÃO: Doutorado

Em exercício na UFRB desde: 08/2008




COMPONENTE CURRICULAR































CÓDIGO




TÍTULO




CARGA HORÁRIA1




ANO/SEMESTRE








Teoria Antropológica: “objetificando o sujeito na etnografia”





T

P

TOTAL




2018.1







51




51







EMENTA

Gênese do Pensamento Antropológico: Contextos, Historicidade, Antecedentes; Evolucionismo: Morgan, Tylor e Frazer; Natureza, Cultura e Sistemas simbólicos; Cultura, Kultur, Civilization; Boas e a Antropologia Cultural; Parentesco e Organização Social: Problemas Clássicos; Malinowski e a Teoria Funcional; Estrutura e Função; A Etnografia Realista; Maus e a Teoria do Dom;Mito e Ritual; Estruturalismo: Estruturas Elementares do Parentesco, Totemismo e a Ciência do Concreto; Estruturalismo: Leach, Sahlins, Dumont; Antropologia Interpretativa; Antropologia Simbólica e o Poder; Antropologia Crítica e Pós-Moderna; Antropologia no Brasil: Tradições e Desenvolvimentos Recentes.







OBJETIVOS

Nessa disciplina buscaremos abordar questões centrais na formação do corpus central da teoria antropológica, por meio de uma abordagem que tome como ponto de partida a etnografia, não apenas como contribuição antropológica à metodologia das ciências sociais, mas principalmente como instância crítica para a produção e revisões teóricas na antropologia, e na teoria social, mais amplamente falando. Notadamente, partiremos de uma questão norteadora, relativa ao lugar do “sujeito” nas políticas de representação da etnografia clássica, assim como na antropologia contemporânea.




METODOLOGIA

Aulas expositivas dialogadas. Seminários Temáticos. Exibição de audiovisual.




RECURSOS

Material bibliográfico. Projetor.




CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  1. Realismo e Ficção: A Etnografia Clássica

  2. Hermenêutica e Objetividade na Teoria Social

  3. Estrutura e Processo

  4. Etnografia Feminista e Negra






AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Os estudantes – em dupla ou individualmente - deverão apresentar seminários teórico-etnográficos a partir de textos e questões norteadoras previamente indicadas para cada um dos módulos do curso, esse seminário valerá até 10,0 pontos e comporá a primeira nota. Ao final do semestre os estudantes deverão apresentar individualmente trabalho escrito de até 10 páginas (excluindo-se a capa, folha de rosto e bibliografia), Times New Romans 12, espaço 1,5, propondo e discutindo, com base na bibliografia indicada, algum tema pertinente ao seu projeto de pesquisa. Esse ensaio valerá até 10,0 pontos e comporá a segunda nota. A nota final será atribuída mediante a média simples das duas notas anteriores.




REFERÊNCIA

Básica:


  • BOURDIEU, Pierre. Introdução a uma Sociologia Reflexiva. In. ___ . O Poder Simbólico. Lisboa. DIFEL. 1989. Pp. 17-58.

  • CLIFFORD, James. Sobre a Autoridade Etnográfica. In . ___ . A Experiência Etnográfica. Antropologia e Literatura no Século XX. Editora UFRJ. Rio de Janeiro. 2008. Pp. 17-58.

  • FELDMAN-BIANCO, Bela,. Introdução. In . ___. Antropologia das Sociedades Contemporâneas: Métodos. São Paulo. Editora UNESP. 2009. Pp. 19-56.

  • GEERTZ, Cllifford. Estar Lá: A Antropologia e o Cenário da Escrita. In ___ . Obras e Vidas – O Antropólogo como Autor. Rio de Janeiro. Editora da UFRJ. 2005. Pp. 11-40.

  • HARRISON, Faye V.. Writer, Ethnographer, Performance Artist: A Documentary Lens on Zora Neale Hurston's Interdisciplinary Praxis Fire!!!, Vol. 1, No. 2 (Summer/Winter 2012), pp. 139-15

  • MOORE, Henrietta L. Antropologia y Feminismo: Historia de una Relacion. IN . ___. Antropologia y feminismo. Madrid. Ediciones Catedra. 2009. Pp. 13-24.]

  • RICOUER, Paul. A Alternativa. In . __ . Interpretação e Ideologias. Rio de Janeiro. Francisco Alves. 4a Edição. 1990. Pp. 103-130.

  • SOARES, Luiz Eduardo. Hermenêutica e Ciências Humanas. IN ___ , O Rigor da Indisciplina. Ensaios de Antropologia Interpretativa. Rio de Janeiro. ISER/Relume Dumara. 1994. Pp. 17-71.


Complementar:

  • BENEDICT, Ruth. O Indivíduo e o Padrão da Cultura. In. ____ . Padrões de Cultura. Lisboa. pp. 166-185.

  • BOAS, Franz. As Limitações do Método Comparativo da Antropologia. 1896 in. ___ . CASTRO, Celso (org.) Antropologia Cultural, RJ. J.Zahar. 2004.pp. 25-39.

  • BOAS, Franz. Os Princípios da Classificação Etnológica. In. ___ . STOCKING Jr. George W. (Org.) A Formação da Antropologia Americana. Rio de Janeiro. Contraponto/Editora UFRJ. 2004. Pp. 85-92

  • CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. A Presença do Autor e a Pós- Modernidade em Antropologia. Novos Estudos. São Paulo. CEBRAP. n° 21: 1988.

  • CASTRO, Celso. Apresentação. In. ______. CASTRO, C. (Org.) Evolucionismo Cultural. Textos de Morgan, Tylor e Frazer. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor. 2005. Pp. 7-40.

  • CLIFFORD, James & MARCUS, George E. Writing Cultures. The Poetics and Politics of Ethnography. Berkeley/Los Angeles/London. University of California Press. 1986.

  • DUMONT, Louis. Homo Hierarchicus. O Sistema de Castas e suas Implicações. São Paulo. EDUSP. 1992.

  • GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro. Zahar Editores. 1978. Pp. 13-44. pp. 278-321.

  • GEERTZ, Clifford. Géneros Confusos. La Refiguracíon Del Pensamiento Social.; In . ___ . REYNOSO. Carlos. (Org.) El Surgimiento de La Antropologia Posmoderna. México, D.F. Gedisa. 1991. Pp. 63-77.

  • KUPER, Adam. Radcliffe-Brown. In. ___ . Antropólogos e antropologia. Liv. Ed. Francisco Alves, 1981. pp. 51-86.

  • LATOUR, Bruno. Jamais Fomos Modernos. Ensaios de Antropologia Simétrica. São Paulo. Editora 34. 2013.

  • LEIRIS, Michel. A África Fantasma. Cosac & Naif. São Paulo. 2007.

  • LÉVI-STRAUSS, Claude. O Totemismo Hoje. Petrópolis. Vozes. 1975.

  • LÉVI-STRAUSS, Claude. Antropologia Estrutural. Rio de Janeiro. Tempo Brasileiro. 1975.

  • LÉVI-STRAUSS, Claude. Natureza e Cultura. In . ___ . As Estruturas Elementares do Parentesco. Petropólis. Vozes. 1982.pp. 41-49.

  • LÉVI-STRAUSS, Claude. O Pensamento Selvagem. Campinas. Papirus. 1989.

  • MALINOWSKI, B. Os Argonautas do Pacífico Ocidental. Os Pensadores. São Paulo. Abril Cultural. 1978.

  • MALINOWSKI, B. A Teoria Funcional. In. __ . Uma Teoria Científica da Cultura. Pp. 141-171.

  • MARCUS, George and FISCHER, Marcus . J. Etnography and Interpretative Anthropology.In .___ . Anthropology as Cultural Critique. An Experimental Moment in the Human Sciences. Chicago and London. University of Chicago Press. 1986

  • MAUSS, Marcel. Ensaio sobre a Dádiva. In . ___ . Sociologia e Antropologia. São Paulo. Cosac&Naif. 2003. Pp. 183-314.

  • MEAD, Margaret. Sexo e Temperamento. São Paulo. Editora Perspectiva. 1978.

  • MORGAN, Lewis Henry. A Sociedade Antiga. In. ___. CASTRO,C. (Org.) Evolucionismo Cultural. Textos de Morgan, Tylor e Frazer. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor. 2005. Pp. 41-65.

  • PEIRANO, Mariza. “Antropologia no Brasil (alteridade contextualizada)”. In: SERGIO, Miceli (org.), O que ler na ciência social brasileira (1970-1995). São Paulo: Editora Sumaré/Anpocs, 1999.

  • RADCLIFFE-BROWN. A. R. Estrutura e Função nas Sociedades Primitivas. Lisboa. Edições 70. 1989.

  • SAHLINS, Marshall. Cultura e Razão Prática. Rio de Janeiro. Zahar Editores. 1979.

  • SOUZA, Iara Maria de Almeida. A Noção de Ontologias Múltiplas e suas Consequências Políticas Ilha. v. 17, n. 2, p. 49-73, ago./dez. 2015

  • STOCKING Jr. George W. Introdução: Os Pressupostos Básicos da Antropologia de Boas. In . ___ . STOCKING Jr. George W. (Org.) A Formação da Antropologia Americana. Rio de Janeiro. Contraponto/Editora UFRJ. 2004. Pp. 15-38.

  • TYLOR, E. B. A Ciência da Cultura. In . ___ . CASTRO, (Org.) Evolucionismo Cultural. Textos de Morgan, Tylor e Frazer. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor. 2005. Pp. 67-99.

  • VIANNA, Hermano. O Mundo Funk Carioca. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editores: 1988.

  • ZALUAR, Alba. A máquina e a revolta: As organizações populares e o significado da pobreza. São Paulo: Brasiliense, 1985.




REGISTROS DE APROVAÇÃO

Aprovado em reunião do Colegiado Conselho de Centro

Local: Data:

Data:
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Coordenação do Colegiado do Curso Docente








1 T = Teórico P = Prático



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