Plano geral da licenciatura



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Departamento de Engenharia Informática

Faculdade de Ciências e Tecnologia

Universidade de Coimbra


Reforma da

Licenciatura em

Engenharia Informática

Versão 2.2
6 de Janeiro de 2002


Índice


1 Introdução e enquadramento 1

1.1 Motivação da reforma 1

1.2 Declaração de Bolonha 1

1.2.1 Cursos de banda larga 2

1.2.2 Duração da licenciatura 2

1.2.3 Ligação à pós graduação 3

1.2.4 Créditos ECTS 3

1.3 Saídas Profissionais 3

1.4 Outras alterações globais 4

2 Métodos de ensino 5

2.1 Motivações e condicionantes 5

2.1.1 ECTS 5

2.1.2 Carga lectiva 5

2.1.3 Insucesso escolar 6

2.1.4 Regime de estudo 6

2.1.5 Concentração e dispersão 7

2.1.6 Teóricas e práticas 7

2.2 Métodos de ensino recomendado 7

2.2.1 Princípios gerais 7

2.2.2 Regras de concretização 7

3 Organização curricular 10

4 Plano Curricular 11

5 Cálculo da Classificação Final 12

6 Transição entre planos curriculares 12

6.1 Princípios gerais. 12

6.2 Tabelas de equivalências 12

6.3 Disposições transitórias 14

7 Pré-requisitos e programas mínimos das disciplinas 14

7.1 Área científica de Matemática 14

7.1.1 Análise Matemática I 14

7.1.2 Análise Matemática II 14

7.1.3 Algebra Linear 15

7.1.4 Estatística 15

7.2 Área científica de Física 15

7.2.1 Tópicos de Física Moderna 15

7.3 Área científica de Economia, Gestão e Ciências Sociais 15

7.3.1 Processos de Gestão 15

7.3.2 Gestão de Empresas 16

7.3.3 Comunicação e Profissão 16

7.4 Área científica de Informática 17

7.4.1 Teoria da Computação 17

7.4.1.1 Estruturas Discretas 17

7.4.1.2 Teoria da Computação I 18

7.4.1.3 Teoria da Computação II 18

7.4.2 Arquitectura de Computadores 19

7.4.2.1 Tecnologia dos Computadores 19

7.4.2.2 Arquitectura de Computadores I 19

7.4.2.3 Arquitectura de Computadores II 19

7.4.3 Programação 20

7.4.3.1 Programação e Algoritmos I 20

7.4.3.2 Programação e Algoritmos II 20

7.4.3.3 Programação e Algoritmos III 21

7.4.4 Soft Sistema, Comunicações e Internet 21

7.4.4.1 Sistemas Operativos 21

7.4.4.2 Introdução às Redes e Comunicações 21

7.4.4.3 Engenharia de Redes 22

7.4.4.4 Sistemas Distribuídos 22

7.4.4.5 Gestão de Sistemas e Redes 22

7.4.4.6 Tecnologias da Internet 23

7.4.5 Engenharia de Software e Sistemas de Informação 23

7.4.5.1 Engenharia de Software I 23

7.4.5.2 Engenharia de Software II 24

7.4.5.3 Interacção com o Utilizador 24

7.4.5.4 Bases de Dados I 25

7.4.5.5 Bases de Dados II 25

7.4.5.6 Sistemas de Informação 25

7.4.6 Inteligência Arficial 26

7.4.6.1 Introdução à Inteligência Artificial 26

7.4.6.2 Engenharia dos Agentes Inteligentes 27

7.4.7 Computação Adaptativa e Informática Industrial 28

7.4.7.1 Computação Adaptativa 28

7.4.7.2 Supervisão e Informática Industrial 28

7.4.8 Simulação e Multimédia 29

7.4.8.1 Multimedia 29

7.4.8.2 Simulação 29

8 Bibliografia 29

Anexo 1 - Perfis profissionais da LEI 31



1Introdução e enquadramento

1.1Motivação da reforma


A estrutura e plano curriculares actuais da Licenciatura em Engenharia Informática (LEI) entraram em vigor no ano lectivo 1995/1996, pelo que este ano lectivo de 2001/2002 é o sétimo em que esse curriculum se mantém. De acordo com os estatutos da FCTUC apenas agora é possível reformar a licenciatura, o que para uma área em tão rápida evolução como a informática é muito limitador. Esperemos que em futura revisão dos estatutos tal espartilho seja aligeirado.
A motivação da nova reforma que aqui se descreve é precisamente a absoluta necessidade de actualização que o passar do tempo impõe. Para manter o sucesso que esta licenciatura tem tido é indispensável que essa renovação seja feita em tempo, sem esperar por sinais de degradação. Só assim é possível manter a dianteira.
Esta actualização é necessária a nível dos conteúdos, mas também a nível do métodos de ensino. Se é certo que referir os métodos de ensino é inabitual nestes processos de reforma curricular, também é verdade que a maneira como se ensina é pelo menos tão importante como aquilo que se ensina, isto se o ensino é para ser dirigido a todos sem deixar de ser exigente. Doutra forma só aquele pequeno número de alunos que quase dispensa os professores é que consegue um aproveitamento elevado.

Em consequência, uma das secções deste documento trata exclusivamente dos métodos de ensino, onde se explicita que pretendemos um ensino com uma participação muito mais activa dos alunos, que se mantenha de forma regular ao longo de todo o período lectivo, e não uma assitência passiva a aulas magistrais seguida de enormes esforços, muito curtos no tempo, de preparação para exames.


Quanto aos conteúdos, procurámos basearmo-nos em dados e estudos tão objectivos quanto possível, de forma a conseguir incluir na nova reforma o que é mais importante para os estudantes e o mercado de trabalho.

Assim, consultámos desde um relatório prospectivo do European Information Technology Laboratory sobre "ICT skills in Western Europe" [EITO 2001], como dois relatórios da Comissão Europeia [e-Economy 2001] [Strategies 2001], ou ainda um relatório da associação empresarial nacional do sector [ANETIE 2001], para além das mais recentes recomendações de associações profissionais internacionais da área [CC 2001] [SWEBOK 2001], e ainda alguns textos de especialistas [Lethbridge 2000], [Mandel 2000], entre outros.


1.2Declaração de Bolonha


A pressão na Europa é muito forte no sentido de as instituições do ensino superior se alinharem pelas conclusões da Declaração de Bolonha (Junho de 1999) (http://www.unige.ch/cre/activities/Bologna%20Forum/Bologna_welcome.htm), tendo um prazo de adaptação até 2010. Em Maio deste ano, os ministros de 32 países signatários da Declaração reuniram-se em Praga, onde reafirmaram e aprofundaram os princípios e objectivos da Declaração de Bolonha (http://www.esib.org/prague/index.htm).

Os seis objectivos da declaração de Bolonha são os seguintes:


Adoption of a system of easily readable and comparable degrees , also through the implementation of the Diploma Supplement, in order to promote European citizens employability and the international competitiveness of the European higher education system
Adoption of a system essentially based on two main cycles, undergraduate and graduate. Access to the second cycle shall require successful completion of first cycle studies, lasting a minimum of three years. The degree awarded after the first cycle shall also be relevant to the European labour market as an appropriate level of qualification. The second cycle should lead to the master and/or doctorate degree as in many European countries.
Establishment of a system of credits - such as in the ECTS system - as a proper means of promoting the most widespread student mobility. Credits could also be acquired in non-higher education contexts, including lifelong learning, provided they are recognised by receiving Universities concerned.
Promotion of mobility by overcoming obstacles to the effective exercise of free movement with particular attention to:

- for students, access to study and training opportunities and to related service;

- for teachers, researchers and administrative staff, recognition and valorisation of periods spent in a European context researching, teaching and training, without prejudicing their statutory rights.
Promotion of European cooperation in quality assurance with a view to developing comparable criteria and methodologies .
Promotion of the European dimensions in higher education, particularly with regards to curricular development, inter-institutional co-operation, mobility schemes and integrated programmes of study, training and research.
Para esta reforma curricular há quatro aspectos decorrentes da declaração de Bolonha que são particularmente relevantes:

1.2.1Cursos de banda larga


A declaração favorece claramente os cursos de graduação que sejam de banda larga, para serem facilmente comparáveis e relevantes noutros países. A LEI sempre teve essa tradição generalista, que mantêm nesta reforma.

1.2.2Duração da licenciatura


A declaração reconhece dois níveis de ensino superior - graduado e pós-graduado. A diferença entre bacharelato e licenciatura não é reconhecida pela declaração, embora também não seja impedida, mas tenderá inevitavelmente a esbater-se, aproximando-se o ensino graduado do modelo anglo-saxónico de bachelor of science, com três ou quatro anos.

A Declaração de Bolonha apenas perscreve um mínimo para o ensino graduado: 3 anos. A duração actual de cinco anos da Licenciatura em Engenharia Informática é por isso "legal", mas na realidade demasiado elevada. Temos de encurtar a licenciatura, mas sendo a Engenharia Informática um curso acreditado pela Ordem dos Engenheiros, não parece viável mexer isolamente na respectiva duração. Só o poderemos fazer quando todos os cursos equivalentes a nível nacional se puserem de acordo para fazer tal alteração mais ou menos em simultâneo. Mantemos assim os cinco anos.


1.2.3Ligação à pós graduação


Na sequência da reforma do Mestrado em Eng. Informática, feita o ano passado, devemos continuar na senda da forte interligação entre os vários níveis, sendo de prever um cenário do tipo 5-6-9, em que os cinco correspondem à Licenciatura em Engenharia Informática com sobreposição à parte escolar do mestrado, os seis à tese de mestrado, e os nove ao doutoramento. A rápida transição da LEI para o Mestrado, graças a várias disciplinas terminais da licenciatura serem equivalentes a algumas das disciplinas da parte escolar do mestrado, corresponde a um primeiro passo ou no sentido do encurtamento da LEI, aproximando-se dos 3 anos de que fala a Convenção de Bolonha, ou à sua futura equivalência directamente ao Mestrado, à semelhança do que já acontece noutros países (o que também é bastante consistente com a Convenção de Bolonha).

Assim, quem tiver uma licenciatura em Engenharia Informática recente deverá poder concluir o mestrado apenas com a tese e no máximo duas disciplinas de especialidade, que deverão poder ser cursadas em simultâneo com a tese. Isto é, após a LEI deverá bastar mais um ano para obter o grau de mestre.


1.2.4Créditos ECTS


Este sistema de créditos proposto na declaração de Bolonha e já usado nos programas Erasmus tem uma filosofia oposta aos créditos que a lei portuguesa estabelece. Estes contam horas lectivas, portanto na perspectiva dos professores. O ECTS é na perspectiva do aluno, tendo em conta as aulas, mas também os projectos, seminários, exames, tempo de estudo, etc, que o aluno tem de fazer. É um sistema relativo: considera que um ano de trabalho a tempo inteiro são 60 créditos, logo um semestre são 30 e um trimestre são 20. Se num semestre houver 5 cadeiras com peso semelhante, cada uma terá 6 créditos. Se só houver 4 cadeiras cada uma terá 7,5 créditos. Mas um disciplina com três horas de aulas por semana pode ter tantos créditos ECTS como outra que tenha 6 horas de aulas por semana, desde que requeiram do aluno o mesmo volume de trabalho.
Infelizmente, a legislação portuguesa em vigor sobre as unidades de crédito (Dec-Lei 173/80 de 29 de Maio), bem como os estatutos da FCTUC que a transcrevem, não estão ainda adaptadas a esta nova realidade (apesar de haver uma proposta do CRUP de Maio de 2001 para a introdução do ECTS, mas à qual se desconhece a resposta do Ministério da Educação), pelo que teremos de manter cargas lectivas compatíveis com as unidades de crédito, e simultaneamente planear o ensino de acordo com o sistema ECTS.
Ora, a reforma curricular que agora propomos será para começar em 2002-2003. Se durar 7 anos como a actual, terminará precisamente em 2010. Temos por isso de iniciar já a adaptação, embora o facto de a legislação nacional ainda não estar adaptada causar bastantes dificuldades. A forma como tal pretendemos iniciar tal aproximação está descrita na secção sobre métodos de ensino.


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