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PORTUGUÊS VUNESP
Administrador/Unifesp - 24.04.2014
Língua Portuguesa
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 08.

Limites do humor

Até onde o humor pode ir? Vale gozar da religião dos outros? E quanto a piadas francamente racistas, sexistas e homofóbicas? Sou da opinião de que, enquanto o alvo das pilhérias são instituições e mesmo grupos, vale tudo. Balanço um pouco quando a vítima é uma pessoa física específica, hipótese em que talvez caiba discutir alguma forma de indenização.

Tendemos a ver o humor como um aspecto lateral e até menor de nossas vidas, mas isso é um erro. Ele desempenha múltiplas funções sociais, algumas delas bastante importantes, ainda que não muito visíveis. O filósofo Henri Bergson, por exemplo, observou que o temor de tornar-se objeto de riso dos outros reprime as excentricidades mais salientes do indivíduo. O humor funciona aqui como uma espécie de superego social portátil. Nisso ele até se parece com as religiões, só que vai muito além.

O psicólogo evolucionista Steven Pinker atribui aos gracejos a propriedade de azeitar as relações sociais. O tom de brincadeira nos permite comunicar de modo amigável a um interlocutor uma

informação que, de outra maneira, poderia ser interpretada como hostil. Isso pode não apenas evitar o conflito como ainda dar início a uma bela amizade.

Talvez mais importante, o humor é uma formidável arma que os mais fracos podem usar contra os mais fortes. O riso coletivo é capaz de sincronizar reações individuais, o que o torna

profundamente subversivo. As piadas que se contavam no Leste Europeu sobre as agruras do socialismo, por exemplo, ao possibilitar

que as pessoas revelassem suas desconfianças em relação aos governos sem expor-se em demasia, contribuíram decisivamente para a derrocada dos regimes comunistas que ali vigiam.

Temos aqui três excelentes razões para deixar o humor tão livre de amarras legais quanto possível. Quem não gostar de uma piada sempre pode protestar, dizer que não teve graça ou até caçoar de volta.

(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo, 22 de janeiro de 2014. Adaptado)


azeitar = temperar
01. Para o autor do texto, piadas homofóbicas e racistas

(A) são aceitáveis, dependendo da pessoa a quem se dirigem.

(B) garantem gordas indenizações quando dirigidas a grupos específicos.

(C) são válidas, porque a vítima deve se reconhecer na gozação que envolvem.

(D) são condenáveis quando a intenção é atingir determinada pessoa.

(E) constituem um instrumento de identificação de pessoas de um mesmo grupo.


02. De acordo com o segundo parágrafo, para o filósofo Henri Bergson,

(A) o temor pode levar o indivíduo a se reprimir visivelmente pela vida a fora e a ver na religião sua tábua de salvação.

(B) o medo de ser alvo de gozações dos outros funciona como uma censura para comportamentos extravagantes da pessoa.

(C) o indivíduo que possui uma religião não se sente

Ameaçado pelo riso dos outros quanto aos seus comportamentos extravagantes.

(D) o humor e as religiões exercem o mesmo papel: desinibem as pessoas para que elas se comportem da maneira como quiserem.

(E) as excentricidades dos indivíduos são consideradas como uma manifestação social de aspecto pouco importante.
03. De acordo com o psicólogo Steven Pinker, o costume de fazer piada com uma informação que, dita de outra forma, seria interpretada como agressiva, pode

(A) impedir desavenças entre as pessoas.

(B) criar situação conflituosa entre amigos.

(C) fazer com que o usuário de gracejos seja hostilizado.

(D) contribuir para enfatizar o lado egoísta das pessoas.

(E) transmitir uma informação de modo hostil e agressivo.


04. De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que

(A) o humor é considerado uma arma covarde daqueles que têm poder contra quem não o possui.

(B) o riso conjunto de muitas pessoas pode levar um indivíduo a ter reações diferenciadas das desse grupo.

(C) as pessoas do Leste Europeu que contavam piadas sobre o socialismo acabavam por se arriscar perigosamente.

(D) a derrubada dos regimes comunistas do Leste Europeu não foi influenciada em nada pelas piadas que se contavam a respeito do regime.

(E) o riso provocado em um grupo de pessoas possui muita força e pode ser considerado revolucionário.


05. Considerando as regras de regência, do emprego da crase e da concordância, assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases relacionadas ao texto.

Estou convicto ______________ as piadas, quando bem direcionadas, tendem _________ desempenhar ________ funções sociais. O humor, da mesma forma que as religiões, ____________ a função de exercer certo controle nos comportamentos

dos indivíduos.

(A) de que … à … bastante … tem

(B) que … à … bastantes … têm

(C) de que … a … bastantes … tem

(D) que … à … bastante … tem

(E) de que … a … bastante … têm


06. O trecho – Isso pode não apenas evitar o conflito como ainda dar início a uma bela amizade. (3.º parágrafo) – reescrito, mantém o sentido do texto em:

(A) Isso pode não mais evitar o conflito, portanto, ainda dar início a uma bela amizade.

(B) Isso pode não só evitar o conflito, mas também dar início, ainda, a uma bela amizade.

(C) Isso não pode evitar o conflito e, ainda, dar início a uma bela amizade.

(D) Isso pode evitar o conflito, embora ainda dará início a uma bela amizade.

(E) Isso pode não evitar o conflito, uma vez que ainda dará início a uma bela amizade.


07. Assinale a alternativa em que a preposição ou o advérbio em destaque, nas frases, tem sua correta indicação de sentido, entre parênteses.

(A) Até onde o humor pode ir? (finalidade) – 1.º parágrafo

(B) Vale gozar da religião dos outros? (causa) – 1.º parágrafo

(C) E quanto a piadas francamente racistas, sexistas e homofóbicas? (modo) – 1.º parágrafo

(D) Nisso ele até se parece com as religiões ... (intensidade) – 2.º parágrafo

(E) O filósofo (...) observou que o temor (...) reprime as excentricidades mais salientes do indivíduo. (afirmação) – 2.º parágrafo

08. O trecho – O psicólogo evolucionista Steven Pinker atribui aos gracejos a propriedade de azeitar as relações sociais. (3.º parágrafo) – reescrito, mantém o mesmo sentido do texto e a correta pontuação em:

(A) Steven Pinker, psicólogo evolucionista atribui às relações sociais os gracejos, capazes de azeitá-las.

(B) Steven Pinker, psicólogo evolucionista atribui, às relações sociais os gracejos capazes de azeitá-las.

(C) Conforme o psicólogo evolucionista Steven Pinker, a propriedade de azeitar as relações sociais, depende dos gracejos.

(D) O psicólogo evolucionista Steven Pinker, atribui, à propriedade de azeitar as relações sociais os gracejos.

(E) De acordo com o psicólogo evolucionista Steven Pinker, os gracejos têm a propriedade de azeitar as relações sociais.


09. Leia os versos da letra de música de Milton Nascimento.

Mas é preciso ter força,/ é preciso ter raça, / é preciso ter gana sempre (...) /. Mas é preciso ter manha, / é preciso ter graça, / é preciso ter sonho sempre. / Quem traz na pele essa marca, / possui a estranha mania / de ter fé na vida.

Nos versos, o eu lírico faz referência a uma “marca na pele” que tem relação estreita com a fé que se tem na vida. Depreende-se, dos versos, que ter fé na vida pressupõe

(A) desejo e determinação.

(B) ambição e intolerância.

(C) atitudes realistas e ocasionais.

(D) sonhos e atitudes passivas.

(E) mania dos fracos.
10. Leia as duas tiras mostradas a seguir, e assinale a alternativa em que as duas afirmações estão corretas.





O humor decorrente delas se deve:

(A) em I, ao pedido extravagante de Hagar; em II, à atitude do marido em colocar sua mulher em um pedestal.

(B) em I, ao fato de Eddie Sortudo não saber por quanto tempo deverá segurar o pepino; em II, à finalidade do pedestal colocado pelo marido.

(C) em I, ao fato de Hagar não gostar de pepino; em II, ao sentido figurado da expressão “me coloca num pedestal”, empregada pela mulher de Hagar.

(D) em I, à maneira como Eddie Sortudo interpreta o

pedido de Hagar; em II, pelo sentido figurado e próprio com que a expressão “me coloca num pedestal” é interpretada.

(E) em I, ao gosto refinado de Hagar; em II, ao desapontamento da visita, no último quadrinho.
Gabarito:


01.D

02.B

03.A

04.E

05.C

06.B

07.C

08.E

09.A

10.D

Câmara de Rio Preto/Telefonista - 15.03.2015


Língua Portuguesa

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.


Quando vieram ao mundo, eram de uma feiura que chegava a comover; o corpo pelado, a pele enrugada, os olhos cerrados. Mas poucos bebês foram tão esperados como as duas ararinhas-azuis que nasceram no interior paulista, em endereço mantido em sigilo. São as primeiras geradas no

Brasil nos últimos 14 anos, quando a espécie foi considerada extinta na natureza, com o fim do último exemplar, em Curaçá, na Bahia.

Os bebês feiosos em nada lembravam a ararinha Blu, famosa personagem do filme Rio. Nasceram com 15 gramas, mas com pouco menos de dois meses já haviam ganhado corpo e penas azuis, que as tornam tão valiosas no mercado

paralelo – cada uma chega a valer 100 mil euros (cerca de R$ 325,4 mil reais).

O nascimento dos filhotes, ainda sem nome, foi fruto de um esforço de instituições do Brasil, da Alemanha e do Catar, que integram o “Projeto Ararinha na Natureza”, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade,

com patrocínio da Vale.

As ararinhas-azuis eram encontradas somente na Caatinga, em Curaçá. Além dos predadores naturais, como gaviões, enfrentaram dificuldades para reprodução: foram expulsas por abelhas do oco das árvores onde faziam ninhos.

Mas foi a captura para o tráfico a causa de seu desaparecimento na natureza. Sobraram 90 ararinhas em cativeiro – 70 delas no Catar, 9 na Alemanha e 11 no Nest, criadouro científico no interior de São Paulo, cadastrado no Instituto, cujo endereço não é divulgado para não atrair caçadores e traficantes de aves.

A analista ambiental, Patrícia Serafini, afirma que as ararinhas-azuis são monogâmicas e entre elas há uma química. O que em laboratório parece ideal, às vezes não dá certo. No caso das aves que estão no Nest, Blu e Flor, a união indicada pelos testes funcionou. A fêmea começou a pôr ovos. Foram três posturas, oito ovos – dois vingaram. Pai e mãe cuidam dos bebês, que passaram os primeiros 20 dias no ninho.

(O Estado de S. Paulo. 21.12.2014. Adaptado)


01. Lendo-se o texto, conclui-se que o título coerente com os sentidos expressos é:

(A) O homem, predador eterno da natureza.

(B) Os testes suspeitos do Projeto Ararinha-azul.

(C) A inconsciência da população de Curaçá.

(D) A analista ambiental desaconselha os testes de

laboratórios.

(E) Química entre casal de aves faz nascer duas ararinhas-azuis.
02. O sigilo do endereço das aves-bebês foi mantido porque

(A) os cientistas gananciosos querem se aproveitar do experimento.

(B) os mercadores de aves cobiçam a plumagem azul das ararinhas.

(C) as ararinhas-azuis ajudam na conservação da biodiversidade.

(D) outros países têm interesse em preservar a espécie.

(E) a Vale exigiu, pois investiu muito dinheiro na experiência.


03. De acordo com a frase – ... poucos bebês foram tão esperados como as duas ararinhas-azuis... –, é correto afirmar que os bebês feiosos

(A) produziram grande expectativa nas pessoas.

(B) inspiraram cuidados exagerados dos cientistas.

(C) agitaram o mercado paralelo nos países europeus.

(D) provocaram euforia nos habitantes de Curaçá.

(E) deixaram a analista ambiental comovida.


04. As ararinhas-azuis foram extintas porque

(A) se alimentavam unicamente do mel de abelhas.

(B) eram alvo de predadores e da ação de traficantes.

(C) nasciam e eram devoradas pelas águias.

(D) derrubaram as árvores onde faziam ninho.

(E) deixaram de ser atrativo para o tráfico.


05. Quanto ao emprego ou não da crase, as frases:

• Quando vieram ao mundo, eram de uma feiura que

levava…

• O Instituto Chico Mendes dedica-se…



completam-se, correta e respectivamente, em

(A) a comoção./ à conservar a biodiversidade.

(B) à comoção./ a conservar à biodiversidade.

(C) à comoção./ à conservar à biodiversidade.

(D) à comoção./ a conservar a biodiversidade.

(E) a comoção./ a conservar a biodiversidade.


06. A regra de concordância verbal de – Pai e mãe cuidam dos bebês… – repete-se em:

(A) Sobraram 90 ararinhas em cativeiro.

(B) Em nada lembravam a ararinha Blu os bebês feiosos.

(C) Alemanha, Brasil e Catar integram o “Projeto Ararinha na Natureza”.

(D) As ararinhas-azuis eram encontradas apenas na

Caatinga.

(E) Patrícia Serafini coordena o programa de cativeiro.
07. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna da frase – Se os cientistas ........................... o endereço em sigilo, talvez o nascimento dos bebês não atraia caçadores e traficantes.

(A) mantiverem

(B) mantiver

(C) mantinham

(D) mantivessem

(E) mantiveram


08. A expressão em destaque em – O nascimento dos filhotes foi fruto de um esforço de instituições do Brasil, da Alemanha e do Catar... – está corretamente substituída, quanto à regência verbal, em:

(A) O nascimento dos filhotes originou-se pelo esforço de instituições do Brasil, da Alemanha e do Catar...

(B) O nascimento dos filhotes originou-se o esforço de instituições do Brasil, da Alemanha e do Catar...

(C) O nascimento dos filhotes originou-se ao esforço de instituições do Brasil, da Alemanha e do Catar...

(D) O nascimento dos filhotes originou-se do esforço de instituições do Brasil, da Alemanha e do Catar...

(E) O nascimento dos filhotes originou-se sobre o esforço de instituições do Brasil, da Alemanha e do Catar...


09. Substituindo-se por um pronome pessoal os termos em destaque na frase – ... cujo endereço não é divulgado para não atrair caçadores e traficantes de aves. –, obtém-se versão correta, de acordo com a norma-padrão, em:

(A) ... para não os atrair.

(B) ... para não atrair-nos.

(C) ... para não atrair ele.

(D) ... para não atrair-os.

(E) ... para não lhes atrair.


10. A expressão em destaque no trecho – ... endereço mantido em sigilo. – pode ser substituída por

(A) displicentemente.

(B) possivelmente.

(C) minuciosamente.

(D) secretamente.

(E) astuciosamente.


11. Assinale a alternativa correta quanto à colocação do pronome pessoal.

(A) A web não dava-lhes oportunidade.

(B) Era a web que dava-lhes oportunidade.

(C) Lhes dava, sim, oportunidade a web.

(D) A web sempre dava-lhes oportunidade.

(E) A web não lhes dava oportunidade.


12. Assinale a alternativa em que há entre as frases sentido contrário.

(A) Pessoas comuns podem publicar ideias. – Pessoas comuns podem divulgar ideias.

(B) Uma onda de criatividade tomou conta de todos. – Uma onda de inspiração apossou-se de todos.

(C) A web deu destaque às pessoas. – A web ignorou as pessoas.

(D) A web ofereceu publicidade às pessoas. – A web

franqueou publicidade às pessoas.

(E) Pessoas comuns convenceram os guardiões dos portais. – Pessoas comuns persuadiram os guardiões

dos portais.


13. Em – ... as pessoas agarraram a oportunidade. –, observa-se emprego de sentido figurado, o que se repete em:

(A) A criança agarrou-se à mãe quando viu a figura do ET na tela do cinema.

(B) A macaca-mãe e o filhote estavam amedrontados e agarravam-se aos galhos da árvore.

(C) Assim que foi convocado, o jogador agarrou a unhas e dentes o convite para compor a equipe.

(D) Quando querem protestar, os presidiários agarram--se às grades e começam a gritar.

(E) O peão agarrou-se ao animal e não mais o soltou, até que fosse dado como vencedor.


Leia a tirinha para responder às questões de números

14 e 15.


14. Interpretando-se as falas das personagens, conclui-se que

(A) as ferramentas digitais facultam ao cidadão participar da democracia.

(B) o Facebook não fez bom negócio ao pagar tão caro pelo WhatsApp.

(C) o proprietário do Facebook concorda com os ideais de democracia.

(D) o WhatsApp será majoritário na aquisição de ferramentas digitais.

(E) o conceito de democracia pressupõe distribuição

igualitária de poder.
15. Assinale a alternativa que completa corretamente, de acordo com a modalidade-padrão, a frase – As empresas são poucas, mas

(A) nenhuma pleiteiam concentração de poder.

(B) os internautas atualmente são muitos.

(C) cada uma procuram exercer a democracia.

(D) os usuários são tanto que não se pode contá-los.

(E) são o mais possivelmente democrática.


Gabarito:

01.E

02.B

03.A

04.B

05.D

06.C

07.A

08.D

09.A

10.D

11.E

12.C

13.C

14.E

15.B

Unesp/Suporte Acadêmico - 21.11.2015


Língua Portuguesa
Leia o texto a seguir para responder às questões de números 01 a 08.
Como ampliar o alcance das inovações científicas?
A incorporação de novas tecnologias médicas constitui hoje um dos grandes desafios dos sistemas de saúde. Se, por um lado, é desejável ampliar o acesso a terapias mais eficazes, por outro, esse é um dos fatores que mais encarecem a assistência. Estudos estimam que ao menos um terço dos custos na saúde se deve às novas tecnologias, presentes hoje em todas as áreas médicas, de prevenção e diagnóstico a tratamento e reabilitação.

A telemedicina, por exemplo, tem permitido que o conhecimento de hospitais de ponta chegue a unidades públicas distantes. Os aplicativos prometem revolucionar os meios de prevenção de doenças e aumentar a adesão das pessoas aos tratamentos. Os robôs possibilitam que cirurgias sejam feitas por meio de pequenos cortes, com menos sangramento e recuperação mais rápida. Mas como aumentar o acesso a essas terapias cada vez mais caras?

Nos Estados Unidos, por exemplo, as novas tecnologias em saúde respondem por até 48% do crescimento dos custos médicos. Quase um quinto (17%) do PIB americano é gasto em saúde. Na década de 1980, a fatia era de 9% – a mesma de países como Suécia e Dinamarca, que mantêm patamares em torno de 10%. “Gastar mais não tem significado melhor qualidade dos serviços de saúde”, diz o economista Amitabh Chandra, professor da Harvard Kennedy School of Government. Na comparação com outros países desenvolvidos, como Holanda, Reino Unido, Austrália, Alemanha e Canadá, os EUA gastam mais e têm indicadores de saúde piores.

Para Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), se não houver freios, o Brasil corre o risco de repetir os mesmos erros dos norte-americanos. Estudo do IESS mostra que os cinco Estados brasileiros com maior PIB (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná) têm, proporcionalmente, mais mamógrafos, ressonância magnética e tomógrafos do que o Reino Unido. Na opinião de Paulo Furquim, coordenador do centro de pesquisa em estratégia do Insper, é importante que o setor usufrua dos avanços da medicina, porém é fundamental que os efeitos dos custos sejam mais bem analisados. O médico Álvaro Atallah lembra que, para serem incorporadas, as novas tecnologias requerem evidências de boa qualidade. “Precisam apresentar bons resultados no mundo real, eficiência, ser simples de implementar, trazer menor custo e se provar seguras para os pacientes. Tudo isso em comparação com o tratamento já existente”, diz ele. Qual o risco de uma incorporação sem esses critérios? “Jogar saúde, vida e outras riquezas fora”, afirma.

(Cláudia Collucci.www.temas.folha.uol.com.br

/tecnologia-em-saude/debate/, 24.08.2015. Adaptado)


01. De acordo com o texto, é correto afirmar que

(A) apesar do alto custo que trazem para a assistência médica, há grande expectativa para que terapias mais eficazes sejam cada vez mais incluídas na área da saúde.

(B) novas tecnologias não são bem-vindas na área da saúde, tendo em vista que encarecem muito a assistência médica.

(C) a telemedicina não é uma tecnologia eficaz, pois não alcança unidades de saúde distantes.

(D) a adesão aos aplicativos já é mundial, uma vez que eles se mostraram eficientes nos tratamentos preventivos de muitas doenças.

(E) as novas tecnologias estão presentes, hoje, em todas as áreas médicas, de prevenção e diagnóstico a tratamento e reabilitação, por causa do seu baixo custo.


02. Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta segundo as informações do 3º parágrafo do texto.

(A) Os EUA aumentaram seus investimentos em saúde de 9% para 48% do PIB, o que fez com que o país liderasse o ranking de melhores indicadores de saúde do mundo.

(B) Holanda, Reino Unido, Austrália, Alemanha e Canadá são os países que apresentam os melhores indicadores de saúde do mundo, por conta dos altos investimentos nesse setor, maiores que os dos EUA.

(C) Os EUA gastam mais com saúde do que Holanda, Reino Unido, Austrália, Alemanha e Canadá, no entanto estes países apresentam indicadores de saúde melhores.

(D) Holanda, Reino Unido, Austrália, Alemanha e Canadá não apresentam bons indicadores de saúde, portanto precisam melhorar seus investimentos em novas tecnologias.

(E) Suécia e Dinamarca investem 17% do PIB em saúde, mas ainda não obtiveram bons resultados nesse setor.


03. De acordo com o texto, se não houver freios, o Brasil corre o risco de repetir os mesmos erros dos norte-americanos,

(A) já que os serviços de saúde do Brasil estão cada vez mais privatizados, tomados pelos planos de saúde.

(B) se, mesmo com um alto investimento em novas tecnologias no país, não houver uma preocupação em se avaliar a qualidade dos serviços prestados.

(C) uma vez que o sistema único de saúde apresenta bons índices de qualidade, mas não possui equipamentos de tecnologia de ponta, o que compromete o atendimento.

(D) pois, embora o país tenha mamógrafos, ressonância magnética e tomógrafos de última geração, não tem médicos especialistas da área para garantir o atendimento à população.

(E) uma vez que tem investido muito em novas tecnologias e qualidade de atendimento médico, mas a conta está ficando alta para o consumidor final, que teve seus impostos aumentados.


04. Segundo o médico Álvaro Atallah,

(A) é necessário que novas tecnologias, mesmo que ainda em fase de testes, substituam tratamentos já existentes.

(B) não basta que novas tecnologias apresentem bons resultados, elas precisam ter custo elevado.

(C) é um risco incorporar novas tecnologias na medicina, sendo preferível manter os tratamentos já existentes.

(D) introduzir novas tecnologias simples e de menor custo na medicina é jogar fora saúde, vida e outras riquezas.

(E) é preciso que as novas tecnologias, além de apresentarem menor custo, sejam eficientes e seguras aos pacientes.


05. Nos trechos do 1º parágrafo – ... é desejável ampliar o acesso a terapias mais eficazes... – e – Estudos estimam que ao menos um terço dos custos na saúde se deve às novas tecnologias... – os termos destacados podem ser, correta e respectivamente, substituídos, sem alteração do sentido, por

(A) produtivos e depreciam.

(B) úteis e diminuem.

(C) garantidas e prejudicam.

(D) eficientes e calculam.

(E) efêmeras e desejam.


06. No trecho do 4º parágrafo – ... se não houver freios, o Brasil corre o risco de repetir os mesmos erros dos norte-americanos. – , a expressão em destaque foi empregada com sentido figurado, assim como a expressão destacada em:

(A) ... esse é um dos fatores que mais encarecem a assistência.

(B) Os robôs possibilitam que cirurgias sejam feitas por meio de pequenos cortes...

(C) “Gastar mais não tem significado melhor qualidade dos serviços de saúde”.

(D) ... é fundamental que os efeitos dos custos sejam mais bem analisados.

(E) Na década de 1980, a fatia era de 9%...


07. Assinale a alternativa em que a pontuação e a concordância verbal e nominal estão de acordo com a norma culta da língua portuguesa.

(A) Os gastos relacionados à área da saúde representa hoje, 17% do PIB dos Estados Unidos, os quais na década de 1980, era de apenas 9%.

(B) Os gastos relacionados à área da saúde representa, hoje, 17% do PIB dos Estados Unidos o qual, na década de 1980, era de apenas 9%.

(C) Os gastos relacionados à área da saúde, representam, hoje 17% do PIB dos Estados Unidos, os quais, na década de 1980 eram de apenas 9%.

(D) Os gastos relacionados à área da saúde representam, hoje, 17% do PIB dos Estados Unidos, os quais, na década de 1980, eram de apenas 9%.

(E) Os gastos relacionados à área da saúde representam hoje, 17% do PIB dos Estados Unidos, o qual na década de 1980, era de apenas 9%.


08. No trecho – Mas como aumentar o acesso a essas terapias cada vez mais caras? – o termo destacado exprime o mesmo sentido do termo destacado em:

(A) Se, por um lado, é desejável ampliar o acesso a terapias... – 1º parágrafo.

(B) ... prometem revolucionar os meios de prevenção de doenças e aumentar a adesão das pessoas... – 2º parágrafo.

(C) ... os EUA gastam mais e têm indicadores de saúde piores. – 3º parágrafo.

(D) Na comparação com outros países desenvolvidos, como Holanda, Reino Unido, Austrália, Alemanha e Canadá... – 3º parágrafo.

(E) ... é importante que o setor usufrua dos avanços da medicina, porém é fundamental que os efeitos... – 4º parágrafo.


Leia a tirinha a seguir para responder às questões de números 09 e 10.

09. Assinale a alternativa que completa, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas dos 3º e 4º quadrinhos da tirinha, respectivamente.

(A) a ele … escondê-lo

(B) a ele … esconder ele

(C) à ele … escondê-lo

(D) à ele … o esconder

(E) à ele … esconder ele


10. No último quadrinho da tirinha, enquanto ouve a amiga falar, Mafalda se surpreende

(A) de modo semelhante à surpresa da amiga, com a falta de atenção que as pessoas pobres enfrentam. (B) porque não esperava que a amiga tomasse atitude tão nobre com relação ao homem que elas encontraram.

(C) com o questionamento da amiga, que acredita que não é necessário suprir as necessidades dos pobres, basta não permitir que eles estejam à vista.

(D) embora a amiga pense como ela, acreditando que se deveriam suprir as necessidades das pessoas mais carentes.

(E) por causa de seu inconformismo com o desamparo que contribui para a pobreza extrema, opinião compartilhada também pela sua amiga.
Gabarito:


01.A

02.C

03.B

04.E

05.D

06.E

07.D

08.E

09.A

10.C

MP/Oficial de Promotoria I - 10.09.2006


Leia o texto para responder às questões de números 01 a 18.

Escreva com elegância
Quando escrevemos, devemos perseguir, além de um texto sem erros de grafia e outros senões gramaticais, aquilo que se chama concisão. O que é ser conciso? É saber usar as palavras na medida certa, saber usá-las como expressão do que nos vem à mente.

Mas não pense que é fácil atingir a concisão, pois temos a mania de inserir no texto elementos que, se retirados numa leitura mais atenta, não vão fazer a menor falta.

Quando escrevemos, precisamos pensar no leitor, precisamos despertar nele o interesse de ler nosso artigo, devemos fisgá-lo já na primeira linha. Do contrário, adeus leitor, adeus artigo, adeus coluna, principalmente sobre língua portuguesa!

O trecho que se segue foi redigido sem observar os princípios da concisão. Note que ele não apresenta nenhum erro gramatical, mas pode ser melhorado do ponto de vista de sua redação. Vejamos:

“Quando o povo compareceu às urnas e o candidato Edmundo alcançou a vitória eleitoral, o agora chefe do Executivo municipal, ao veicular sua primeira modificação em nível administrativo, travou uma discussão com os edis ao viabilizar um mapeamento com relação aos assentamentos urbanos informais que têm indisponibilidade temporária dos serviços de saneamento, no sentido de sinalizar um posicionamento na implementação de uma proposição de alcance humano que otimizasse a qualidade de vida das pessoas.”

Veja o mesmo trecho, escrito dentro de algumas técnicas que levam à concisão:

“Quando o povo votou e o candidato Edmundo ganhou as eleições, o agora prefeito, ao transmitir sua primeira mudança administrativa, discutiu com os vereadores ao realizar uma lista das favelas que têm falta de água, para apontar uma tomada de posição na execução de um projeto humano que melhorasse a qualidade de vida das pessoas.”

O leitor há de concordar que as alterações tornaram o texto mais enxuto, mais leve, mais agradável de ler. Por isso, ao escrever, lembre-se sempre de Carlos Drummond de Andrade: “Escrever é cortar palavras.”

(Sérgio Simka, Revista Ensino Superior, edição 93/2006. Adaptado)
01. Segundo o texto, a concisão deve ser entendida como

(A) a inclusão de elementos irrelevantes no texto para a expressão das ideias.

(B) o emprego das palavras adequadas à expressão das ideias, isenta de excessos.

(C) a escrita isenta de erros de grafia e de desvios gramaticais.

(D) a produção de textos objetivos e pouco atrativos ao leitor.

(E) a escrita com elegância, empregando-se termos difíceis.


02. Considerando (I) o respeito às regras gramaticais, (II) a eliminação dos termos desnecessários e (III) o atendimento à ortografia oficial da língua, o exposto pelo autor permite concluir que um bom texto envolve

(A) I, apenas.

(B) II, apenas.

(C) I e II, apenas.

(D) II e III, apenas.

(E) I, II e III.


03. A eficácia de um bom texto pode ser inferida na medida em que ele

(A) prescinde dos aspectos da concisão.

(B) desconsidera a língua pátria.

(C) garante a adesão do leitor.

(D) ignora a grafia das palavras.

(E) prioriza os detalhes gramaticais.


04. De acordo com o autor, uma das dificuldades de atingir a concisão reside no fato de as pessoas, ao escrever, serem

(A) redundantes.

(B) lacônicas.

(C) atentas.

(D) perfeccionistas.

(E) sintéticas.


05. A versão do trecho, ajustada aos princípios da concisão, revela ter havido na reescrita uma preocupação em

(A) corrigir erros de grafia e de gramática.

(B) substituir frases ambíguas e termos corriqueiros.

(C) reorganizar a ordem dos termos das expressões.

(D) evitar uma linguagem empolada e cheia de clichês.

(E) expandir as frases para torná-las mais claras.


06. Em relação ao princípio de concisão apresentado pelo autor, a frase de Carlos Drummond de Andrade

(A) ratifica-o.

(B) nega-o.

(C) contraria-o.

(D) relativiza-o.

(E) corrige-o.


07. No contexto em que é empregado, o termo enxuto, em destaque no último parágrafo do texto, significa menos

(A) objetivo.

(B) molhado.

(C) caótico.

(D) confuso.

(E) prolixo.


08. Considerando o emprego do pronome em destaque, assinale a alternativa que contém a frase equivalente a – ... precisamos despertar NELE o interesse de ler nosso artigo...

(A) precisamos despertá-lo o interesse de ler nosso artigo.

(B) precisamos despertar o seu interesse de ler nosso artigo.

(C) precisamos despertar-te o interesse de ler nosso artigo.

(D) precisamos despertar algum interesse de ler nosso artigo.

(E) precisamos despertar-lhe teu interesse de ler nosso artigo.


09. Quando o povo votou e o candidato Edmundo ganhou as eleições, o agora prefeito...

O termo agora pode ser substituído por _______. Caso se referisse a um prefeito que já não estivesse no cargo, deveria ser substituído por _______.

Os espaços da frase devem ser preenchidos, respectivamente, com

(A) contemporâneo … ex

(B) eminente … naquela época

(C) hoje … moderno

(D) atual … então

(E) recém … antes


Segundo o autor, quem escreve deve perseguir um texto sem erros de grafia e outros senões gramaticais. Nas questões de números 10 e 11, assinale a alternativa em que esse princípio é seguido.
10. (A) Na sessão em que foram comunicadas as mudanças administrativas, houve desavenssas entre o prefeito e os vereadores.

(B) Na seção em que foram comunicadas as mudanças administrativas, ouve desavensas entre o prefeito e os vereadores.

(C) Na sessão em que foram comunicadas as mudanças administrativas, houve desavenças entre o prefeito e os vereadores.

(D) Na cessão em que foram comunicadas as mudanças administrativas, houve desavenças entre o prefeito e os vereadores.

(E) Na sessão em que foram comunicadas as mudanças administrativas, ouve desavensas entre o prefeito e os vereadores.
11. (A) Se o prefeito quiser agilizar as obras que foram paralisadas no mandato anterior, deverá empregar melhor as verbas que vêm da União.

(B) Se o prefeito quizer agilizar as obras que foram paralizadas no mandado anterior, deverá empregar melhor as verbas que vêm da União.

(C) Se o prefeito quiser agilisar as obras que foram paralizadas no mandato anterior, deverá empregar melhor as verbas que vêem da União.

(D) Se o prefeito quizer agilizar as obras que foram paralisadas no mandato anterior, deverá empregar melhor as verbas que vem da União.

(E) Se o prefeito quiser agilisar as obras que foram paralisadas no mandado anterior, deverá empregar melhor as verbas que vêem da União.
12. As ideias contidas em – Por isso, ao escrever, lembre-se sempre de Carlos Drummond de Andrade... – estão expressas corretamente em:

(A) Uma vez que, à medida que escreva, não esqueça de Carlos Drummond de Andrade.

(B) Então, quando escrever, nunca se esqueça de Carlos Drummond de Andrade.

(C) No entanto, enquanto escreve, jamais se esqueça de Carlos Drummond de Andrade.

(D) Portanto, desde que escreva, de forma alguma esqueça de Carlos Drummond de Andrade.

(E) Porque, logo que escreva, em nenhuma hipótese esqueça-se de Carlos Drummond de Andrade.


13. Assinale a alternativa correta quanto à crase.

(A) O prefeito mostrou a lista das favelas para que os vereadores começassem à pensar em soluções.

(B) O prefeito apresentou à todos os vereadores uma lista das favelas da cidade.

(C) A lista das favelas foi passada de vereador à vereador para que conhecessem o problema.

(D) O vereador referiu-se à uma lista das favelas de forma irônica.

(E) Em relação à lista das favelas, os vereadores mostraram-se pouco convencidos quanto aos seus dados.


14. Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal.

(A) Informaria-se o prefeito de que, na sessão seguinte, discutiria-se o destino das verbas enviadas pelo governo federal.

(B) Se informou o prefeito de que os vereadores discutiriam o destino das verbas enviadas pelo governo federal.

(C) O Presidente da Câmara informou o prefeito de que se discutiria, na sessão seguinte, o destino das verbas enviadas pelo governo federal.

(D) O prefeito não incomodou-se com o fato de que os vereadores discutiriam o destino das verbas do governo federal.

(E) Tinha informado-se o prefeito de que os vereadores discutiriam o destino das verbas do governo federal.


15. Considerando o sentido, as regras de concordância e as de regência, assinale a alternativa correta.

(A) Redigiram o texto seguinte sem que fosse feitas observações aos princípios da concisão.

(B) Redigiram-se o texto que se segue sem que se observasse os princípios da concisão.

(C) Redigiu-se ao texto que se segue sem observação dos princípios da concisão.

(D) Redigiu-se o texto que se segue sem observação aos princípios da concisão.

(E) Redigiram-se ao texto seguinte sem que se fizesse observações dos princípios da concisão.


16. A frase – O LEITOR há de concordar que as alterações... – Na segunda pessoa do singular, assume a seguinte forma:

(A) Leitor, tu hás de concordar que as alterações …

(B) Leitor, tu há de concordares que as alterações …

(C) Leitor, você hás de concordar que as alterações …

(D) Leitor, vós heis de concordar que as alterações …

(E) Leitor, tu hás de concordares que as alterações …


17. Mas não pense que é fácil atingir a concisão, pois temos a mania de inserir no texto elementos...

No contexto, as conjunções Mas e pois estabelecem entre as ideias expostas, respectivamente, relações de sentido de

(A) consequência e conclusão.

(B) concessão e conclusão.

(C) causa e adversidade.

(D) explicação e causa.

(E) adversidade e explicação.
18. Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal.

(A) Os textos podem ser melhorado, tornando-se mais concisos.

(B) Seguiu inclusos o relatório e a ata da reunião do prefeito.

(C) Era conciso o relatório, assim como todos os documentos do prefeito.

(D) A vereadora disse que ela mesmo ia falar com o prefeito sobre as mudanças.

(E) As cópias dos documentos foram anexo à carta encaminhada aos vereadores.


19. Assinale a frase correta quanto à pontuação.

(A) O texto, deve primar pela concisão, clareza e objetividade, para veicular as ideias.

(B) A concisão, no texto, deve estar acompanhada, também, da clareza e da objetividade.

(C) O bom texto deve ser, claro, conciso, objetivo e coerente.

(D) Concisão, clareza, e objetividade são características, básicas de um texto.

(E) Sem clareza, e objetividade, fica difícil, conseguir um bom texto.


Para responder às questões de números 20 a 23, leia os quadrinhos.

20. Sobre as formas (I) largato e (II) lagarto, é correto afirmar que

(A) somente I está em conformidade com a ortografia oficial da língua portuguesa.

(B) ambas são corretas, sendo II uma variação de I. (C) ambas estão incorretas, pois se escreve largarto.

(D) somente II está em conformidade com a ortografia oficial da língua portuguesa.

(E) I segue a ortografia oficial, bem como a forma largatixa.


21. Desmembrando-se as orações do último quadrinho, obtém-se:

I. Passou tão depressa

II. que não deu nem pra distinguir.

Sobre a relação de sentido entre essas orações, é correto afirmar que

(A) I é causa e II é consequência.

(B) II é uma oposição a I.

(C) I é efeito e II é causa.

(D) II é uma comparação a I.

(E) I é uma conclusão de II.
22. Considerando-se a crase e a acentuação, assinale a alternativa correta.

(A) O bicho passou a uma velocidade tão rapida que nem se pode distinguir, àquela distância, o que realmente era.

(B) O bicho passou à uma velocidade tão rápida que nem se pôde distinguir, aquela distancia, o que realmente era.

(C) O bicho passou a uma velocidade tão rápida que nem se pôde distinguir, àquela distância, o que realmente era.

(D) O bicho passou à uma velocidade tão rápida que nem se pôde distinguir, àquela distancia, o que realmente era.

(E) O bicho passou à uma velocidade tão rapida que nem se pode distinguir, aquela distância, o que realmente era.


23. Assinale a alternativa em que a correlação entre os verbos está correta.

(A) Se o bicho passava depressa, não foi possível distingui-lo.

(B) O bicho passava tão depressa que não era possível distingui-lo.

(C) Quando o bicho passar depressa, não seria possível distingui-lo.

(D) Embora o bicho passa depressa, não era possível distingui-lo.

(E) Enquanto o bicho passa tão depressa, não era possível distingui-lo.


Para responder às questões de números 24 a 39, leia o texto.

As regras e as exceções
Era 28 de outubro de 2002, segunda-feira. Euclides de Araújo Valério passeava entre as gôndolas de um hipermercado na zona leste de São Paulo. Em certo momento, desejou um rolinho de espuma para pintura: escondeu-o sob a camiseta e tentou sair do mercado. Foi descoberto por funcionários, indiciado e julgado. Somente as 150 folhas que compunham o volume do processo penal – caso fossem apenas páginas em branco, compradas em uma papelaria – custariam em média R$ 3,50. O rolinho de espuma que Valério escondeu sob a blusa custava, naquele dia, R$ 1,67. Três anos e cinco meses depois, Euclides de Araújo Valério foi inocentado. Um juiz mudou-lhe o destino.

Quinta-feira, três dias depois, em 31 de outubro, Suzane von Richthofen, seu namorado Daniel Cravinhos e o irmão dele, Christian, assassinam Manfred e Marisa von Richthofen. Suzane alegou ter participado do crime por amor ao namorado, relacionamento desaprovado pela família de classe média. O crime ganhou ares de folhetim. Capítulo a capítulo, da exposição dos detalhes do homicídio aos entraves e recursos do julgamento, o Brasil pára diante da narrativa como quem assiste a uma novela, perplexo. Ré confessa, Suzane esperou, ora em prisão preventiva, ora em liberdade, o júri popular, que acontece nesse mês, depois do adiamento em junho pela ausência de uma testemunha e pela recusa de seu advogado de defesa em permanecer no tribunal. A novela foi esticada. Três anos e nove meses depois, o Brasil espera o capítulo final.

Dois crimes, dois castigos. Um representa a exceção. Outro, a regra.

A perplexidade diante da justiça brasileira resiste dentro e fora de seus quadros. Às vezes, o Judiciário é acusado de ser a causa de um cenário desolador: processos estacionados, decisões absurdas, privilégios e condescendência a uns, rigidez e disciplina a outros. Outras vezes, o Judiciário é sintoma de um mal maior: não seria possível ser plenamente justo em uma sociedade cronicamente injusta.

Se, por um lado, os dispositivos jurídicos brasileiros avançaram significativamente nas últimas décadas – com a atualização de importantes códigos, como o Civil e o de Processo Penal, e com a criação de instrumentos bastante avançados, como o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Execuções Penais –, por outro, o desnível entre as classes sociais no país atinge índices alarmantes. Ricos e pobres, debaixo da mesma lei, experimentam de maneira diferenciada o rigor da Justiça. Para cada Suzane na cadeia, há milhares de Valérios.

(Cult, julho de 2006. Adaptado)
24. Um representa a exceção. Outro, a regra.

A exceção e a regra dizem respeito

(A) a casos de atribuição de culpa indevida, dos quais Suzane e Valério são vítimas.

(B) a Suzane e a Valério, respectivamente, pelo tratamento recebido pela Justiça.

(C) aos vaivéns da Justiça nacional que, com frequência, não discrimina seus réus.

(D) a Valério, que foi acusado e, posteriormente, inocentado por um juiz.

(E) a Valério e a Suzane, respectivamente, pela discriminação da Justiça, de que foram vítimas.
25. Assinale a alternativa que contém a ideia expressa pelo título do texto.

(A) Três anos e cinco meses depois, Euclides de Araújo Valério foi inocentado.

(B) ... os dispositivos jurídicos brasileiros avançaram significativamente nas últimas décadas...

(C) A novela foi esticada.

(D) ... privilégios e condescendência a uns, rigidez e disciplina a outros.

(E) ... o Brasil para diante da narrativa...


26. Em – ... não seria possível ser plenamente justo em uma sociedade cronicamente injusta.– o termo cronicamente sugere que, no Brasil, a injustiça

(A) perdura há muito tempo.

(B) dissipou-se modernamente.

(C) é de um passado recente.

(D) foi eliminada faz tempo.

(E) é oriunda da contemporaneidade.


27. O autor compara o julgamento de Suzane a uma novela. Sobre isso, afirma-se que

I. o autor emprega a linguagem figurada, com termos próprios à teledramaturgia: capítulo, narrativa, capítulo final;

II. a ideia da comparação com a novela é válida pelo interesse que esta desperta no público, ávido pela resolução dos conflitos;

III. os acertos e desacertos do caso real assemelham-se às tramas construídas na narrativa televisiva;

IV. o público perdeu o interesse pelo caso de Suzane, assim como por uma novela em que ocorreu uma esticada em seus capítulos. Estão corretas apenas as afirmativas

(A) I e III.

(B) II e III.

(C) II e IV.

(D) I, II e III.

(E) I, III e IV.


28. A frase – ... o Brasil espera o capítulo final. – significa que

(A) o desenlace do julgamento não chama a atenção do povo.

(B) os brasileiros preferem a novela ao caso da vida real.

(C) a justiça, na ficção ou na realidade, não é preocupação dos brasileiros.

(D) o julgamento, diferente da novela, tem um desenlace equilibrado.

(E) os brasileiros têm expectativa, como na novela, pela justiça.


Para responder às questões de números 29 e 30, considere a frase – Para cada Suzane na cadeia, há milhares de Valérios.
29. É correto afirmar que, na frase, a linguagem empregada é

(A) figurada, para amenizar a ideia do desequilíbrio social.

(B) objetiva, para desmistificar o tabu de que há diferenças entre ricos e pobres.

(C) figurada, para enfatizar, pelo exagero, as diferenças entre ricos e pobres.

(D) objetiva, para mostrar, de forma precisa, as desigualdades sociais.

(E) figurada, para ironizar a retração dos índices de desigualdade social.


30. Assinale a frase correta quanto à concordância verbal.

(A) Para cada Suzane na cadeia, deve existir milhares de Valérios.

(B) Para cada Suzane na cadeia, encontra-se milhares de Valérios.

(C) Para cada Suzane na cadeia, devem haver milhares de Valérios.

(D) Para cada Suzane na cadeia, existem milhares de Valérios.

(E) Para cada Suzane na cadeia, assistem-se a milhares de Valérios.


31. Assinale a alternativa correta quanto à regência.

(A) A família de classe média em que Suzane pertencia desaprovava o seu namoro.

(B) As acusações que o Judiciário é alvo apontam para um cenário desolador.

(C) O desnível entre as classes sociais, em cuja base há índices alarmantes, representa aspectos negativos da justiça.

(D) Depois de três anos e cinco meses, o destino de Valério foi mudado por um juiz ao qual o inocentou.

(E) Não se pode ser plenamente justo numa sociedade a qual prevalece ainda a injustiça.


32. Valério escondeu um rolinho de espuma sob a camiseta. Os funcionários do hipermercado ______. O rapaz foi retirado do local _______ o incidente ocorreu e levado _______ delegacia.

Os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com

(A) detiveram-no … onde … à

(B) deteram-lhe … aonde … na

(C) detiveram ele … onde … há

(D) deteram-no … aonde … para a

(E) detiveram-o … em que … a
Para responder às questões de números 33 e 34, leia a frase: Ricos e pobres, debaixo da mesma lei, experimentam de maneira diferenciada o rigor da Justiça.
33. Mantendo-se o sentido do trecho, a expressão debaixo da pode ser substituída por

(A) com a.

(B) na.

(C) ante a.

(D) sobre a.

(E) sob a.


34. Pelas informações, fica claro que as pessoas que _______ de classes sociais pobres parecem não ter as mesmas regalias que as oriundas de classes ricas. Se se _______ um estudo e _______ os dados em confronto, ver-se-á que isso é verdadeiro. Os espaços devem ser preenchidos, respectivamente, com

(A) provêem … fizer … porem

(B) provem … fazer … pôr

(C) provêm … fizer … puserem

(D) provém … fazer … puser

(E) provêem … fizer … puser


35. Assinale a frase corretamente pontuada.

(A) O Judiciário outras vezes, é acusado de ser a causa de um cenário desolador.

(B) Suzane, ré confessa, esperou, ora em prisão preventiva, ora em liberdade, o júri popular.

(C) Debaixo da mesma lei, ricos e pobres experimentam, o rigor da justiça, de maneira diferenciada.

(D) O Código de Processo Penal, tornou-se um instrumento importante para a população brasileira.

(E) A ideia de que, os Códigos de lei brasileiros, atinge a toda a população, é meio ilusório.


Leia a charge para responder à questão de número 36.

36. Os sentidos sugeridos pela charge, que se ajustam ao texto anteriormente analisado, mostram que

(A) enxergar os erros é um caminho para a justiça.

(B) a justiça enxerga todos os erros com imparcialidade.

(C) a igualdade dos cidadãos é uma busca da justiça.

(D) a justiça não trata a todos com equidade.

(E) a justiça não é cega, mas é igual para todos.
Para responder às questões de números 37 a 40, leia a charge.

37. A lacuna presente na charge deve ser preenchida com

(A) por quê

(B) por quê ou porquê

(C) porque

(D) porquê ou porque

(E) por que
38. É correto afirmar que a charge tem relação com o texto da Cult, pois

(A) revela que sempre se faz justiça, remetendo à seguinte informação: Três anos e cinco meses depois, Euclides de Araújo Valério foi inocentado.

(B) trata o mesmo aspecto do tema nele abordado, remetendo à seguinte informação: Dois crimes, dois castigos.

(C) mostra que a justiça é lenta, remetendo à seguinte informação: processos estacionados.

(D) explora as mudanças positivas na lei, remetendo à seguinte informação: os dispositivos jurídicos brasileiros avançaram significativamente nas últimas décadas.

(E) afirmam-se os gastos exagerados nos processos, remetendo à seguinte informação: Somente as 150 folhas (...) custariam em média R$ 3,50.


39. Pelo exposto na charge, sugere-se que a lei que se aplica à filha deve

(A) ser a mesma aplicada ao jornalista, ao ator e ao maluco.

(B) inocentá-la, pois, de fato, não cometeu um crime.

(C) condená-la, apesar de homicídios não deverem ser punidos.

(D) refletir a parcialidade das leis nos julgamentos.

(E) mostrar que a justiça coíbe os crimes.


40. Para chegar à sua consideração final, o pensador elabora seus pensamentos valendo-se de uma série de orações, iniciadas pela conjunção SE, indicativa de

(A) alternância.

(B) causa.

(C) explicação.

(D) concessão.

(E) condição.


Gabarito:


01.B

02.E

03.C

04.A

05.D

06.A

07.E

08.B

09.D

10.C

11.A

12.B

13.E

14.C

15.D

16.A

17.E

18.C

19.B

20.D

21.A

22.C

23.B

24.B

25.D

26.A

27.D

28.E

29.C

30.D

31.C

32.A

33.E

34.C

35.B

36.D

37.E

38.B

39.A

40.E

Escrevente Técnico Judiciário/TJSP - 07.12.2014



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