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PORTUGUÊS VUNESP
Agente de Segurança Judiciária - 24.05.2009
LÍNGUA PORTUGUESA
Considere o texto para responder às questões de números 01 a 06.

O antibafômetro

O Conselho Regional de Farmácia autuou uma drogaria da capital gaúcha que anunciava a venda de um remédio aparentemente capaz de mascarar os efeitos do álcool e enganar o bafômetro. Cartazes no interior da farmácia faziam a propaganda do medicamento. Originalmente destinado a pacientes de alcoolismo crônico, ele não produz os efeitos anunciados. O dono da farmácia deverá responder ainda a um processo por incitar os consumidores a beber e dirigir, crime previsto no Código Penal.

(Revista Época, 06.10.2008. Adaptado)
01. Em – Cartazes no interior da farmácia faziam a propaganda do medicamento – o verbo em destaque está conjugado no

(A) pretérito perfeito, pois apresenta um fato inesperado e incomum, ocorrido uma única vez.

(B) pretérito imperfeito, pois se refere a um fato que era

habitual no passado.

(C) pretérito mais-que-perfeito, pois indica fatos que aconteceram repentinamente num passado remoto.

(D) imperfeito do subjuntivo, pois apresenta um fato provável, mas dependente de algumas circunstâncias.

(E) futuro do pretérito, pois se refere a um fato de futuro

incerto e duvidoso.


02. Considere os trechos:

... de um remédio aparentemente capaz de mascarar os efeitos do álcool...

... por incitar os consumidores a beber e dirigir, crime previsto no Código Penal.

Os termos em destaque expressam, respectivamente, as circunstâncias de

(A) afirmação e meio.

(B) afirmação e lugar.

(C) modo e lugar.

(D) modo e meio.

(E) intensidade e modo.
03. Assinale a alternativa em que os termos em destaque, na frase a seguir, estão corretamente substituídos pelo pronome.

O dono da farmácia deverá sofrer um processo por incitar os consumidores a beber.

(A) sofrê-lo ... incitá-los

(B) sofrê-lo ... incitar-lhes

(C) sofrer-lo ... incitar-los

(D) sofrer-lhe ... incitá-los

(E) sofrer-lhe ... incitar-lhes
04. Em – ... um remédio aparentemente capaz de mascarar os efeitos do álcool... – os termos em destaque constituem uma locução adjetiva.

Indique a alternativa cuja frase também apresenta uma locução desse tipo.

(A) A família viajou de avião à Argentina.

(B) A energia produzida pela força dos ventos é chamada de eólica.

(C) Ele resolveu de imediato todas as questões pendentes.

(D) A secretária gosta de chantili em seu café.

(E) No fórum, as salas estavam cheias de gente.
05. No texto, as palavras gaúcha e alcoolismo possuem hiato.

Indique a alternativa em que as duas palavras também possuem esse encontro vocálico.

(A) Quadrado e caatinga.

(B) Guaraná e leopardo.

(C) Toalha e saguão.

(D) Violeta e teatro.

(E) Moeda e guindaste.
06. Em – ... destinado a pacientes de alcoolismo... – o substantivo em destaque é comum de dois gêneros.

Assinale a alternativa que apresenta dois substantivos que também são comuns de dois gêneros.

(A) Mártir e monstro.

(B) Carrasco e sósia.

(C) Xereta e intérprete.

(D) Criatura e piloto.

(E) Ídolo e cônjuge.
07. Assinale a frase correta quanto ao emprego do gênero dos substantivos.

(A) A perda das esperanças provocou uma profunda dó na personagem.

(B) O advogado não deu o ênfase necessário às milhares de solicitações.

(C) Ele vestiu o pijama e sentou-se para beber uma champanha gelada.

(D) O omelete e o couve foram acompanhados por doses do melhor aguardente.

(E) O beliche não coube na quitinete recém-comprada pelos estudantes.


08. Considere as frases:

Esta escada tem degrau irregular.

O troféu vem adornado com ouro.

Elas estão corretamente escritas no plural na alternativa:


(A) Estas escadas têm degraus irregulares.

Os troféus vêm adornados com ouro.

(B) Estas escadas têm degrais irregulares.

Os troféis vêm adornados com ouro.

(C) Estas escadas tem degraus irregulares.

Os troféus vem adornados com ouro.

(D) Estas escadas tem degrais irregulares.

Os troféis vem adornados com ouro.

(E) Estas escadas têm degrais irregulares.

Os troféus vem adornados com ouro.


09. Assinale a alternativa correta quanto ao emprego do gênero e do número das palavras.

(A) Os portas-retratos estavam espalhados sobre o baú.

(B) Toalhas laranja deverão recobrir as mesas usadas na

próxima convenção.

(C) A empresa escolheu os uniformes na cor azul-marinha.

(D) Os assaltantes, munidos de pés-de-cabras, invadiram o banco.

(E) As folhas de sulfite para a impressão dos convites eram bege.
10. Indique a alternativa cujas palavras preenchem, correta e respectivamente, as frases a seguir:

________ o motorista chegou, já havia uma série de

tarefas para ele realizar.

Aquele que é __________ caráter não progride na carreira profissional.

Como ele se saiu _______ na prova prática, não conseguiu a colocação esperada.

(A) Mau ... mau ... mal

(B) Mau ... mal ... mau

(C) Mal ... mau ... mau

(D) Mal ... mau ... mal

(E) Mal ... mal ... mau


11. Indique a alternativa que completa a frase a seguir, respectivamente, com as circunstâncias de intensidade e de modo.

Após o telefonema, o motorista partiu...

(A) às 18 h com o veículo.

(B) rapidamente ao meio-dia.

(C) bastante alerta.

(D) apressadamente com o caminhão.

(E) agora calmamente.
12. A alternativa em que o termo em destaque exerce a função de substantivo é:

(A) Respondeu à pergunta com um sorriso amarelo.

(B) Estava pálida, e seu rosto apresentava tons amarelos.

(C) As cortinas amarelas combinavam com o ambiente.

(D) Marque com um traço amarelo as ruas do mapa.

(E) Os amarelos de Van Gogh tornaram suas telas famosas.


13. Considere as frases e as observações sobre elas:

Marcelo, que trabalha em nosso departamento, declara-se um solteirão convicto.

O avô disse à neta: Você é minha princesinha!

Para dona Salete, todos da vizinhança pertencem à gentalha.

I. Nos termos em destaque, o emprego do aumentativo e do diminutivo expressa a idéia de tamanho.

II. Você é um pronome pessoal do caso reto.

III. Todos classifica-se como pronome indefinido, pois se

refere aos seres de maneira vaga e imprecisa.

IV. Em – ... que trabalha em nosso departamento... – o pronome em destaque é relativo e se refere a Marcelo.

É correto o que se afirma em

(A) I e III, apenas.

(B) II e III, apenas.

(C) III e IV, apenas.

(D) I, II e IV, apenas.

(E) I, II, III e IV.
14. Assinale a alternativa cujos verbos preenchem, correta e respectivamente, as frases a seguir.

Se o motor do veículo _________ a temperatura alta, leve-o à oficina mecânica.

Quando você _______ o motorista, informe-lhe os novos endereços do Tribunal de Justiça.

(A) manter ... ver

(B) manter ... vir

(C) manter ... viu

(D) mantiver ... ver

(E) mantiver ... vir


15. Considere as frases:

I. Recomendou que era para mim esperá-lo à porta do cinema.

II. Entre mim e a sua família sempre houve entrosamento.

III. Estes relatórios devem ser conferidos por mim e por vocês.

O emprego do pronome mim está correto em

(A) III, apenas.

(B) I e II, apenas.

(C) I e III, apenas.

(D) II e III, apenas.

(E) I, II e III.


Leia o texto para responder às questões de números 16 e 17.

Nova lei torna airbag frontal obrigatório
O projeto de lei que torna o airbag frontal para motorista e passageiro item de segurança obrigatório em carros, camionetes e picapes, aprovado pela Câmara no mês passado, foi sancionado pelo presidente da República e publicado ontem no “Diário Oficial” da União.

A estimativa é que hoje de 15% a 25% dos veículos vendidos no país tenham o airbag, índice que é menor entre os populares (5%).

(Folha de S.Paulo, 20.03.2009)
16. Entre os termos em destaque no texto, os que exercem a função de adjetivo são

(A) frontal, passado e Oficial.

(B) frontal, item e passado.

(C) Oficial, ontem e índice.

(D) Oficial, item e passado.

(E) item, ontem e índice.


17. Supondo-se que um cidadão resolva escrever ao presidente da República para elogiá-lo pela sanção desse projeto, esse cidadão deve se dirigir ao presidente tratando-o por

(A) Vossa Senhoria.

(B) Vossa Excelência.

(C) Vossa Magnificência.

(D) Vossa Reverendíssima.

(E) Vossa Eminência.


18. Um dos pronomes de tratamento com que as pessoas devem se dirigir a juízes de direito é Vossa Meritíssima.

Em sua composição, o pronome Meritíssima é um

(A) adjetivo empregado em seu comparativo de superioridade.

(B) adjetivo empregado no superlativo relativo.

(C) adjetivo empregado no superlativo absoluto.

(D) substantivo empregado no grau aumentativo sintético.

(E) substantivo empregado no grau aumentativo analítico.
19. Considere a tirinha e as afirmações a seguir.

(Bob Thaves, O Estado de S.Paulo, 19.03.2009)
I. As formas verbais pare e siga, na conjugação em que

estão empregadas, pertencem ao modo imperativo.

II. Essas formas verbais concordam com o pronome você.

III. Em – Não fale – substituindo-se o verbo falar pela expressão bater papo e mantendo-se a conjugação, tem-se: Não bate papo.

É correto o que se afirma em

(A) I, apenas.

(B) II, apenas.

(C) I e II, apenas.

(D) II e III, apenas.

(E) I, II e III.


20. Assinale a alternativa cujos verbos preenchem, correta e respectivamente, a recomendação a seguir, afixada em seção de determinado fórum.

Prezados Senhores

Nós temos ____________ a situações constrangedoras por conta do uso indevido do celular.

Se os senhores não se ________ a agir com educação e

respeitar o outro, desligando o aparelho quando necessário, a Direção ____________ tomando medidas drásticas.

Contamos com a colaboração de todos!

(A) chego ... predispuserem ... interverá

(B) chego ... predisporem ... intervirá

(C) chegado ... predisporem ... interverá

(D) chegado ... predispuserem ... intervirá

(E) chegado ... predisporem ... intervirá
Gabarito:


01.B

02.C

03.A

04.B

05.D

06.C

07.E

08.A

09.B

10.D

11.C

12.E

13.C

14.E

15.D

16.A

17.B

18.C

19.C

20.D

Auxiliar Administrativo Ceetps- 14.06.2009


LÍNGUA PORTUGUESA
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 10.

Vivemos a era do desperdício, e isso não mudou mesmo em meio a uma das maiores crises econômicas da história moderna. Continuamos agindo como se comprar compulsivamente substituísse outras formas de gratificação pessoal, como as amizades e os demais relacionamentos afetivos.

O pior é que todos os desperdícios, de uma forma ou de outra, impactam negativamente no ambiente. Isso sem falar no acúmulo de dívidas. Levante a mão quem não deixa várias luzes acesas em casa, nos locais em que não há ninguém.

Ainda não aprendemos a tomar banho, a escovar os dentes, a lavar a roupa e a louça sem jogar, literalmente, água tratada pelo ralo. Além disso, as vassouras foram trocadas pelos jatos de água quente para a limpeza das calçadas, um crime ecológico praticado

impunemente nas cidades brasileiras.

Mais exemplos? Abra o seu guarda-roupa e anote em um papel quantas peças de vestuário já não são usadas há um ou dois anos. Isso vale também para sapatos, tênis e botas.

Passar a ferro somente uma ou duas camisas ou calças é doar dinheiro às empresas de energia elétrica e agredir a natureza. Assim como abrir a geladeira a cada um ou dois minutos. Ligar a TV, o som e o computador ao mesmo tempo é perda de tempo e consumo excessivo de energia.

A preguiça é outra grande aliada do desperdício. Ir de carro à farmácia, à padaria ou à banca de jornal, quando uma caminhada de dez ou 15 minutos seria suficiente, ajuda a acumular quilos extras, além de torrar combustíveis.

(Maria Inês Dolci. Folha de S.Paulo, 18.04.2009. Adaptado)
01. Segundo o texto,

(A) não há relação entre dívidas, desperdício e ambiente.

(B) amizades e afeto são substituídos por consumo.

(C) deixar luzes acesas pode minimizar compras compulsivas.

(D) as cidades brasileiras não estão destinadas à economia.

(E) devem-se escovar os dentes durante o banho.


02. Ainda, segundo o texto,

(A) há pessoas que guardam papéis inúteis em seus guarda-roupas.

(B) ligar TV e tomar banho ao mesmo tempo é desperdiçar pouca energia.

(C) não há vigilância sobre o consumo de água nas cidades brasileiras.

(D) as empresas de energia elétrica vivem das doações das pessoas.

(E) por preguiça, abrimos a geladeira de 2 em 2 minutos.


03. Assinale a alternativa em que a autora do texto se dirige diretamente ao leitor.

(A) Abra o seu guarda-roupa e anote em um papel...

(B) Vivemos a era do desperdício...

(C) Isso sem falar no acúmulo de dívidas.

(D) Ainda não aprendemos a tomar banho...

(E) Além disso, as vassouras foram trocadas...


04. Assinale a alternativa em que se usa linguagem figurada.

(A) Abra o seu guarda-roupa...

(B) Ainda não aprendemos a tomar banho...

(C) ... jogar, literalmente, água tratada pelo ralo.

(D) Passar a ferro somente uma ou duas camisas...

(E) A preguiça é outra grande aliada do desperdício.


05. No texto, a frase – Mais exemplos? – refere-se

(A) a desperdícios em geral.

(B) a jogar água pelo ralo.

(C) a acúmulo de dívidas.

(D) à agressão ao meio-ambiente.

(E) à crise econômica.


06. Assinale a alternativa que mantém o sentido do verbo torrar em – ... torrar combustíveis.

(A) remover.

(B) diminuir.

(C) tostar.

(D) esbanjar.

(E) maximizar.


07. Assinale a alternativa em que a vírgula antes de e é empregada pelo mesmo motivo pelo qual é empregada em – Vivemos a era do desperdício, e isso não mudou mesmo em meio a uma das maiores crises...

(A) Os ingleses roubaram sementes de seringueira no Brasil, em 1876, e as plantaram na Malásia.

(B) Depois de viajar muito, entrar para a história em 1895, e ser elogiado pela rainha Vitória, Wickham recebeu o título de Sir.

(C) Uma nova geração de satélites vai vigiar a Amazônia,

disse Marques, e identificar as áreas desmatadas.

(D) Curiosamente, os estados do Sul produzem mais na crise, e os do Norte ainda não reagiram.

(E) O presidente Obama suspendeu o embargo às pesquisas com células-troncos, nos Estados Unidos, e pediu regras de transparência.
08. Assinale a alternativa que contém um trecho na voz passiva.

(A) Ainda não aprendemos a tomar banho...

(B) Vivemos a era do desperdício...

(C) ... peças de vestuário já não são usadas há um ou dois

anos.

(D) ... jogar, literalmente, água tratada pelo ralo.



(E) Levante a mão quem não deixa várias luzes acesas em casa...
09. Assinale a alternativa que substitui adequadamente a expressão além disso em – Além disso, as vassouras foram trocadas pelos jatos de água quente...

(A) Apesar disso.

(B) Ademais.

(C) Contudo.

(D) Em virtude disso.

(E) Ao contrário.


10. Assinale a alternativa em que o acento grave indicador de crase se emprega pela mesma razão que na frase – Ir de carro à farmácia, à padaria ou à banca de jornal...

(A) Uma vida à toa em Paris foi a característica de muitos artistas.

(B) O enriquecimento à custa de sonegação de impostos é ilícito.

(C) Só aceitamos pagamentos à vista ou com cartão em nossas lojas.

(D) É proibida, nesta avenida, a conversão à esquerda do

semáforo.

(E) O rapaz chegou à sede do escritório um pouco atrasado.
Leia o texto para responder às questões de números 11 a 15.
Mãos e pernas tremem e formigam, o coração dispara, o estômago revira, o peito arfa em busca de oxigênio e o suor escorre em ondas de calafrios pela pele quente. A mente processa pensamentos desconexos na velocidade da luz. O impulso é de correr a mil por hora, mas um desmaio parece inevitável. O descontrole é total. Reações extremas como essas seriam esperadas de alguém em perigo iminente, talvez com a vida em risco. Mas podem ser provocadas à mera visão de um inseto tão inocente quanto uma borboleta. Ou por um “passeio” de elevador, pelo escuro na falta de energia elétrica e até por comer num restaurante e esperar pelo atendimento na fila de um banco.

São as fobias, medos desproporcionais direcionados a objetos, pensamentos, situações e animais, que não necessariamente representam ameaças reais. Frescura e motivo de piada para alguns, mas sofrimento legítimo para muitos, são classificadas pela medicina como transtornos de ansiedade. E são mais comuns

do que se imagina.

(Revista Metrópole, 26.04.2009)


11. Segundo o texto, as fobias são

(A) medos ancestrais que acompanham os seres humanos.

(B) medos causados por pequenos insetos, especialmente

borboletas.

(C) reações desmedidas a um determinado estímulo.

(D) respostas provocadas pela visão de alguma coisa estranha.

(E) provocadas pela crítica das pessoas que não têm medo de nada.
12. Ainda, segundo o texto, a fobia provoca

(A) autocrítica punitiva.

(B) sintomas físicos exagerados.

(C) pânico ao receber a conta em restaurantes.

(D) ameaças reais às pessoas.

(E) terror de ir ao dentista.


13. Em – ... o peito arfa em busca do oxigênio... – um sinônimo para arfar é

(A) ofegar.

(B) respirar.

(C) expectorar.

(D) prantear.

(E) suar.


14. Assinale a oração em que a colocação do pronome átono acontece pelo mesmo motivo por que ocorre em – E são mais comuns do que se imagina.

(A) Os tricôs e as camisas vaporosas se apresentaram no

verão passado.

(B) O governo se comprometeu a encontrar uma solução para os desabrigados.

(C) O corredor, depois que venceu a competição, se viu nos braços da multidão.

(D) Ninguém sabe por que ela se inquieta diante de tão pouco.

(E) No Brasil, muitas pessoas costumam se associar a clubes esportivos.
15. Assinale a alternativa em que a palavra manteria o mesmo sentido de mas em – Frescura e motivo de piada para alguns,mas sofrimento legítimo para muitos...

(A) inclusive.

(B) exceto.

(C) pois.

(D) consequentemente.

(E) todavia.

Gabarito:


01.B

02.C

03.A

04.E

05.A

06.D

07.D

08.C

09.B

10.E

11.C

12.B

13.A

14.D

15.E

TÉCNICO EM GESTÃO PREVIDENCIÁRIA SPPREV - 08.03.2009


LÍNGUA PORTUGUESA
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 20.

Ansiedade
Se estamos vivos hoje, é à ansiedade que devemos agradecer, porque ela nos fez ser mais cautelosos durante séculos e séculos de evolução. É bom que se saiba que todos os tipos de ansiedade podem ser tratados com remédios ou terapia, mas que, por mais

que eles atrapalhem o trabalho, o namoro, as coisas boas da vida e acabem com a sua paciência no trânsito, nem sempre é bom se livrar deles. Dá para conviver com a ansiedade pacificamente – e é isso que vai fazer a diferença na hora de reconhecer que nem tudo precisa ser motivo de preocupação o tempo todo.

Ansiedade não é doença. Faz parte do nosso sistema de defesa e está projetada em quase todos os animais vertebrados, do peixinho dourado até aquela tia histérica. Foi ela que nos trouxe até aqui através da evolução. A seleção natural, aliás, favoreceu animais e pessoas preocupadas em excesso. Imagine-se o seguinte:

um grupo de homens das cavernas passeia pelos campos da Pré-História, quando, de longe, aparece um tigre-dentes-de-sabre enfurecido. Aqueles mais inquietos, atentos ao mundo à volta, escapam primeiro, mas os distraídos são presas fáceis para o animal – e, assim, também acabam eliminados do rol genético da época.

Transfira isso para milênios de evolução e o resultado é que todo mundo é ansioso em menor ou maior grau. (...)

O que influencia, e muito, a ansiedade é a nossa maneira de pensar. “ Se a pessoa é muito catastrófica e imagina o tempo inteiro que as coisas dão errado, ela sofre mais com a ansiedade”, diz Thiago Sampaio, psicólogo membro da Associação dos Portadores

de Transtornos de Ansiedade. A presença de pensamento

catastrófico faz uma pessoa ser mais preocupada do que outra. E é central para entender a ansiedade no ser humano. (...)

Como a ansiedade virou um mal do mundo moderno, é cada vez mais comum pessoas recorrerem a tratamentos para eliminar qualquer tipo de preocupação. Mas nem todas as dores de cabeça são problemas de verdade. “ Não podemos simplesmente reprimir a ansiedade. O mundo precisa ter pressa, energia e motivação, e a nossa sobrevivência depende disso”, diz Valentim Gentil, professor da USP e Ph.D em psiquiatria pela Universidade de Londres. A ansiedade é como uma

febre, um sintoma de que algo está errado. Se simplesmente tratarmos a febre, podemos ignorar o real problema – e isso é perigoso. O grande desafio é descobrir os motivos da inquietação.

Na maioria dos casos, a ansiedade diminui, quando há o enfrentamento direto do problema. Ou seja, se a dificuldade estiver no futuro e distante, a inquietação não vai passar. Não tem muito segredo, é só mentalizar que os problemas lá na frente não podem ser tão grandes assim. Infelizmente, não existe uma forma mágica para diminuir a ansiedade, mas o mecanismo é meio parecido

com o do pensamento positivo. Pensar que as coisas vão dar certo diminui o pensamento catastrófico e, assim, a ansiedade. E, se os problemas ainda afligem demais, podemos seguir o exemplo de algumas cidades nos EUA. Elas instituíram um dia para lidar com as preocupações, o 9 de março, e o chamaram de Dia do Pânico. Nessa data vale tudo: gritar, espernear, surtar e botar para fora

todas as ansiedades. Vale a pena tentar.

(Superinteressante, novembro de 2008. Adaptado)



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