Prefeitura Municipal de Piracicaba



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OBJETO E ESPECIFICAÇÕES


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Aquisição de ambulâncias para renovação da frota do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência conforme relacionado abaixo:
- 02 ambulâncias padrão SAMU montadas num veículo Mercedes Benz, modelo Sprinter 313 CDI, tipo furgão (G62Q), com base em projeto do SAMU, com teto alto, porta dupla, zero quilometro, ano/modelo 2009/2010, na cor branca, com motor diesel, tração traseira e rodagem simples para uso em todo terreno e em conformidade com o PROCONVE, com as seguintes características técnicas:

MOTOR: Mercedes – Benz modelo OM-611 LA, turbo alimentado, 4 cilindros em linha, com 129 CV de potência;

TORQUE MÁXIMO: 31 mkgf;

CILINDRADA TOTAL: 2.150 cm³;

FREIOS: Sistema hidráulico de duplo circuito, servo assistido, a disco nas 4 (quatro) rodas e válvula sensível à carga;

SUSPENSÃO: Dianteira: tipo independente, com mola parabólica transversal, amortecedores telescópicos de dupla ação e barra estabilizadora; Traseira: tipo feixe de molas parabólicas, amortecedores telescópicos de dupla ação e barra estabilizadora;

EMBREAGEM E DIREÇÃO: Hidráulicas;

SISTEMA PNEUMÁTICO: Deverá ter um sistema pneumático para controle e manutenção das pressões especificadas para os pneus, mesmo na ocorrência de vazamentos.

CÂMBIO: Sincronizado com 5 marchas à frente e 1 ré;

TANQUE DE COMBUSTÍVEL: 80 litros;

DISTÂNCIA ENTRE EIXOS: 3.550mm

DIMENSÕES: Internas: Comp. 3265mm X Largura 1736mm X Altura 1855mm;

Externas: Comp.5640mm X Largura 1922mm X Altura 2595mm.


O furgão deverá conter as seguintes adaptações:
Estribo sob a porta lateral, para facilitar a entrada de passageiros
Porta lateral (entrada de pessoal) de correr, com revestimento interno anti-ruído em poliuretano e revestimento de acabamento da porta em poliestireno, com fechos, tanto interno como externo, resistentes e de aberturas de fácil acionamento.
Pega-mão instalado próximo à porta lateral à direita, fixado na divisória da cabine.

No furgão, o revestimento interno entre as chapas (metálica-externa e laminado-interno) será em poliuretano, com espessura mínima de 4 cm, com finalidade de isolamento termo acústico, não devendo ser utilizado para este fim, fibra de vidro ou isopor.


A intercomunicação entre a cabine e o salão de atendimento deverá se dar por meio de abertura que possibilite a passagem de uma pessoa de forma confortável ergonomicamente, sendo a abertura com altura mínima de 1500 mm, e largura de no mínimo 450 mm, sem porta, com acabamento sem arestas ou pontos cortantes, com batentes acolchoados nas 03 (três) extremidades da porta.
Deverá ser dotada de degrau ou estribo para acesso ao salão de atendimento na porta traseira da ambulância para entrada de maca (se o primeiro nível para colocação dos pés for superior a 50 cm.

O nível do piso do salão de atendimento deverá ser mais baixo que o piso da cabine, propiciando a limpeza e lavagem sem que os resíduos escorram para a cabine do motorista.


SISTEMA ELÉTRICO
Será o original do veículo, com montagem de bateria adicional.
A alimentação deverá ser feita por duas baterias, sendo a do chassi original do fabricante e outra independente, para o compartimento de atendimento. Essa segunda bateria deverá ter no mínimo 150 A, 21 placas, do tipo sem manutenção, 12 volts, instalada no armário externo embaixo dos cilindros de oxigênio, com manuseio, devendo possuir uma proteção para evitar corrosão caso ocorra vazamento de solução da mesma.
O sistema elétrico deverá estar dimensionado para o emprego simultâneo de todos os itens especificados, quer com a viatura em movimento quer estacionada, sem risco de sobrecarga no alternador original, fiação ou disjuntores.
O veículo deverá ser fornecido com o alternador, original de fábrica, com capacidade mínima de 120 A, 14 volts, para alimentar o sistema elétrico do conjunto. Deverá haver um sistema que bloqueie automaticamente o uso da bateria do motor para alimentar o compartimento de atendimento e as luzes adicionais de emergência, quando o veículo estiver com o motor desligado.
O compartimento de atendimento e o equipamento elétrico secundário devem ser servidos por circuitos totalmente separados e distintos dos circuitos do chassi da viatura.
A fiação deve ter códigos permanentes de cores ou ter identificações com números/letras de fácil leitura, dispostas em chicotes ou sistemas semelhantes. Eles serão identificados por códigos nos terminais ou nos pontos de conexão. Todos os chicotes, armações e fiações devem ser fixados ao compartimento de atendimento ou armação por braçadeiras plásticas isoladas a fim de evitar ferrugem e movimentos que podem resultar em atritos, apertos, protuberâncias e danos. Todos os itens usados para proteger ou segurar a fiação devem ser adequados para utilização a ser padrão automotivo, aéreo, marinho ou eletrônico. Todos componentes elétricos, terminais e pontos devem ter uma alça de fio que possibilitem pelo menos duas substituições dos terminais da fiação.
Todos os circuitos elétricos devem ser protegidos por disjuntores principais ou dispositivos eletrônicos de proteção à corrente (disjuntores automáticos ou manuais de rearmação), e devem ser de fácil remoção e acesso para inspeção e manutenção.
Os diagramas e esquemas de fiação em português, incluindo códigos e listas de peças padrão, deverão ser fornecidos em separado.
Todos os componentes elétricos e fiação devem ser facilmente acessíveis através de quadro de inspeção, pelo qual se possam realizar verificações e manutenção. As chaves, dispositivos indicadores e controles devem estar localizados e instalados de maneira a facilitar a remoção e manutenção. Os encaixes exteriores das lâmpadas, chaves, dispositivos eletrônicos e peças fixas, devem ser a prova de corrosão e de intempéries. O sistema elétrico deve incluir filtros, supressores ou protetores, a fim de evitar radiação eletromagnética e a conseqüente interferência em rádios e outros equipamentos eletrônicos.
Central elétrica composta de disjuntor térmico e automático, relés e base de fusíveis instalados na parte superior do armário, a chave geral deverá ser instalada na cabina ao alcance do motorista.
Inversor de corrente contínua (12 VDC) para alternada (110 VAC) com capacidade de 1000 W de potencia.
O painel elétrico interno, localizado na parede sobre a bancada próxima à cabeceira do paciente, deverá possuir uma régua integrada com no mínimo seis tomadas, sendo:


  • Duas tripolares (2P+T) de 110 V (AC) via tomada de captação/ trafo;

  • Duas tripolares (2P+T) de 110 V (AC) via inversor;

  • Duas para 12 V (DC) via bateria auxiliar, com os plugues macho e fêmea,

  • Além de interruptores com teclas do tipo “iluminadas”.

Uma tomada tripolar (2P+T) de 110 V (AC) via tomada de captação/transformador, montada na parede oposta, na altura da região torácica do paciente secundário (assento da tripulação).


As tomadas elétricas deverão manter uma distância mínima de 31 cm de qualquer tomada de oxigênio.
Tomada externa (tripolar) para captação de energia instalada na parte inferior do lado esquerdo do veículo. Deverá ser acompanhada por um fio de extensão de elevada resistência às intempéries e compatível com o sistema de plugues, tendo no mínimo 20 metros de comprimento. Essa tomada deverá estar protegida contra intempéries, estando em uso ou não.
Um transformador automático ligado à tomada de captação, que permita o carro ser ligado a uma rede elétrica tanto de 110 como de 220 Vac e que forneça sempre 110 Vac para as tomadas internas.

ILUMINAÇÃO
A iluminação do compartimento de atendimento do veículo deve ser de dois tipos:

  • Natural – mediante iluminação fornecida pelas janelas do veículo (cabine e carroceria), com vidros jateados com três faixas transparentes no compartimento de atendimento.




  • Artificial – deverá ser feita por no mínimo quatro luminárias, instaladas no teto, com diâmetro mínimo de 20 cm, em base estampada em aço inoxidável, lâmpadas halógenas de dupla intensidade, com lente em policarbonato translúcido, com acabamento corrugado para difusão da luz, distribuídas de forma a iluminar todo o compartimento do paciente, segundo padrões mínimos estabelecidos pela ABNT.

Deverá possuir, também, duas luminárias com foco dirigido sobre a maca, com lâmpadas dicróicas com potência mínima de 50 W.

A iluminação externa deverá contar com holofote na parte traseira do furgão, com foco direcional em 180 graus.
SINALIZAÇÃO ACÚSTICA E LUMINOSA DE EMERGÊNCIA
Deverá possuir um sinalizador tipo barra em formato de arco ou similar, com módulo único e lente inteiriça com comprimento mínimo de 1.000 mm e máximo de 1.300 mm, largura mínima de 250 mm e máxima de 500 mm e altura mínima de 70 mm e máxima de 110 mm, instalada no teto da cabine do veículo. Estrutura da barra em ABS reforçado com alumínio extrudado na cor preta, cúpula injetada em policarbonato na cor cristal, resistente a impactos e descoloração, com tratamento UV.
Conjunto luminoso composto de mínimo de 250 diodos emissores de luz (led) próprios para iluminação (categoria alto brilho) na cor vermelha, de alta freqüência (mínima de 240 flashes por minuto) distribuídos equitativamente por toda a extensão da barra, com um consumo máximo de 6 A. Adicionalmente deverá possuir luz de serviço lateral frontal (luz de beco).
Deverá possuir sistema de gerenciamento de carga automático, gerenciando a carga da bateria quando o veículo não estiver ligado, desligando automaticamente o sinalizador se necessário, evitando assim descarga total da bateria e possíveis falhas no acionamento do motor do veículo.
Deverá ser fornecido laudo que comprove o atendimento a norma SAE J575, no que se refere aos ensaios contra vibração, umidade, poeira, corrosão e deformação.

Sinalizador acústico com amplificador de potencia mínima de 100 W RMS à 13,8 VCC, mínimo de quatro tons distintos, sistema de megafone com ajuste de ganho e pressão sonora a 01 (um) metro de no mínimo 100 dB à 13,8 VCC;


Três sinalizadores seqüenciais intercalados, de cada lado da carroceria da ambulância, sendo dois vermelhos e um central na cor cristal, com freqüência mínima de 80 “flashes” por minuto de cada lado contando as 3 lanternas.
Dois sinalizadores seqüenciais na parte traseira da ambulância, na cor vermelha, com freqüência mínima de 90 “flashes” por minuto cada, operando mesmo com as portas traseiras abertas, permitindo a visualização da sinalização de emergência no transito, quando acionado e não poderá ser instalado sobre o teto para que não aumente a altura total do veículo.

Deverá ter 02 sinalizadores estroboscópicos instalados nos faróis dianteiros.

Deverá ter sinalizador acústico de ré.

Os comandos de toda a sinalização visual e acústica deverão estar localizados em painel único, na cabine do motorista, e será dotado de :

- controle para quatro tipos de sinalização (para uso em não emergências; para uso em emergências; para uso em emergências durante o atendimento com o veículo parado; para uso em emergências durante o deslocamento);

- botão liga-desliga para a sirene;

- botão sem retenção para sirene, para “toque rápido”;

- botão para comutação entre os quatro tipos de toque de sirene

- microfone para utilização da sirene como megafone;

- controle de volume do megafone.


SISTEMA FIXO DE OXIGÊNIO
O veículo deverá possuir um sistema fixo (integrado) de oxigênio e ar comprimido.
A rede de gases deverá ser integrada ao veículo, contendo dois cilindros oxigênio e 01 de ar comprimido de no mínimo 2,4 m3, com até 200 mm de diâmetro e aproximadamente 900 mm de altura, instalados dentro do um armário localizado na parte dianteira do furgão (do lado esquerdo), com acesso externo pela porta lateral esquerda entre o armário e a cabine, em suportes duplos com cintas reguláveis, possibilitando receber cilindros de capacidades diferentes, mas com cerca de 200 mm de diâmetro, equipados com duas válvulas pré-reguladas para 3,5 a 4,0 kgf/cm2, com manômetro aneróide interligadas, de maneira que se possa utilizar qualquer um dos dois cilindros de oxigênio sem a necessidade de troca de mangueira ou válvula de um cilindro para o outro. No compartimento deverá ter um visor para verificação do nível de oxigênio de dentro do furgão.
Todos os componentes desse sistema deverão respeitar as normas de segurança (inclusive veicular) vigentes e aplicáveis. Os suportes dos cilindros não poderão ser fixados por meio de arrebites. Os parafusos fixadores deverão suportar impactos sem se soltar. As cintas de fixação dos torpedos deverão ter ajuste do tipo “catraca”. As cintas não poderão sofrer ações de alongamento, deformidade ou soltar-se com o uso, devendo suportar capacidade de tração de peso superior a dois mil kg. As mangueiras deverão passar através de conduítes, embutidos na parede lateral do salão de atendimento, para evitar que sejam danificadas e para facilitar a substituição ou manutenção. O local de fixação dos cilindros, deverá ser revestido no piso e nas paredes por borracha ou outro material de características adequadas para proteção da pintura do cilindro e para se evitar a ocorrência de ranhuras e desgaste no piso.
Na região da bancada, ao lado da cabeceira do paciente, deverá existir 03 (três) saídas de oxigênio e 02 (duas) saídas de ar comprimido com engate rápido, oriundo dos cilindros fixos, composta por estrutura metálica resistente, com fechamento automático, roscas e padrões conforme ABNT. A régua de saída de gases deverá ser afixada em painel removível para melhor acesso ao sistema de tubulação para manutenção. A régua de saída de gases deverá possuir: 02 fluxômetros, sendo um com umidificador e outro para oxigênio seco e aspirador tipo Venturi para ar comprimido, com roscas padrão ABNT. O chicote deverá ser confeccionado em nylon verde, conforme especificações da ABNT e, juntamente com a máscara de O2, em material atóxico.
Deverá, também, existir um ponto de saída de oxigênio na lateral interna direita, sobre o banco baú, para poder ser utilizado com uma segunda vítima ou paciente.
O projeto do sistema fixo de oxigênio deverá ter laudo de aprovação da empresa habilitada, distribuidora dos equipamentos.
SISTEMA PORTÁTIL DE OXIGÊNIO
Deverá conter um cilindro de oxigênio de no mínimo 0,5m3, confeccionado em alumínio com válvula reguladora com manômetro, fluxômetro aneróide, saída (em ípsilon) para aspiração com válvula reguladora e circuito do paciente (frasco para aspiração, chicote, umidificador e máscara). Todo o sistema deverá ser integrado em um suporte com alça para transporte, confeccionado em material resistente e lavável, e deverá possuir um dispositivo de fixação dentro do salão de atendimento, em lugar seguro e de fácil remoção quando seu uso for necessário.

Na base do cilindro deverá ter uma proteção em borracha ou similar para evitar danos ao equipamento quando em contato com o solo, e ruídos desnecessários.


O SISTEMA FIXO e PORTÁTIL DE OXIGÊNIO deverão possuir componentes com as seguintes características:


  • Válvula reguladora de pressão para oxigênio e ar comprimido: corpo em latão cromado, válvula de alívio calibrada, manômetro aneróide de 0 a 300 kgf/cm2, pressão de trabalho calibrada para aproximadamente 3,5 kgf/cm2 . Conexões de acordo com ABNT.

  • Umidificador de oxigênio: frasco em PVC atóxico ou similar, com capacidade de no mínimo 250ml, graduado, de forma a permitir uma fácil visualização. Tampa de rosca e orifício para saída do oxigênio em plástico resistente ou material similar, de acordo com as normas da ABNT. Borboleta de conexão confeccionada externamente em plástico ou similar, e internamente em metal, que proporcione um perfeito encaixe, com sistema de selagem, para evitar vazamentos.

  • Sistema borbulhador (ou difusor) composto em metal na parte superior e tubo condutor de PVC atóxico ou similar.

  • Extremidade da saída do fluxo de oxigênio em PVC atóxico ou similar, com orifícios de tal maneira a permitir a umidificação homogênea do Oxigênio.

  • Fluxômetro para rede do oxigênio: fluxômetro para oxigênio de 0-15 l/min, constituído de corpo em latão cromado, guarnição e tubo de medição em policarbonato cristal, esfera em aço inoxidável. Vazão máxima de 15 l/min a uma pressão de 3,5 kgf/cm2.

  • Sistema de regulagem de vazão por válvula de agulha. Porca de conexão de entrada, com abas para permitir montagem manual. Escala com duplo cônico. Conexões de entrada e saída normatizadas pela ABNT.

  • Fluxômetro para sistema portátil de oxigenoterapia: o fluxômetro do equipamento portátil não poderá ser do tipo que controla o fluxo pela esfera de aço, mas deverá ser do tipo que controla o fluxo por chave giratória, com furos pré-calibrados que determinam as variações no fluxo, de zero (fluxômetro totalmente fechado) até um máximo de 15 l/min, com leitura da graduação do fluxo feitas em duas pequenas aberturas (lateral e frontal) no corpo do fluxômetro, com números gravados na própria parte giratória, permitindo o uso do cilindro na posição deitada ou em pé, sem que a posição cause interferência na regulagem do fluxo. Deverá ser compatível com acessórios nacionais, conforme normas da ABNT.

  • Aspirador tipo Venturi: para uso com oxigênio, baseado no princípio Venturi. Frasco transparente, com capacidade de 500ml e tampa em corpo de nylon reforçado com fibra de vidro. Válvula de retenção desmontável com sistema de regulagem pro agulha. Selagem do conjunto frasco-tampa com a utilização de um anel (o-ring) de borracha ou silicone. Conexões de entrada providas de abas para proporcionar um melhor aperto. Conexões de entrada providas de abas para proporcionar um melhor aperto. Conexões de entrada e saída e bóia de segurança normatizadas pela ABNT, com alta capacidade de sucção.

  • Mangueira para oxigênio: com conexão fêmea para oxigênio, com 1,5 metros de comprimento, fabricada em 3 camadas com nylon trançado, PVC e polietileno. Conexões de entrada providas de abas de alta resistência e normatizadas pela ABNT. Com seção transversal projetada para permitir flexibilidade, vazão adequada e resistência ao estrangulamento acidental. Borboleta de conexão confeccionada externamente em plástico ou similar, e internamente em metal, de forma a proporcionar um perfeito encaixe, com sistema de selagem para evitar vazamentos.


VENTILAÇÃO
A adequada ventilação do veículo deverá ser proporcionada por janelas e AR CONDICIONADO.

A climatização do salão de atendimento deverá permitir o resfriamento e o aquecimento do mesmo.

Todas as janelas do compartimento de atendimento deverão ser bipartidas, propiciar ventilação e dotadas de sistema de abertura e fechamento nos dois sentidos.

O compartimento do motorista deverá ser fornecido com o sistema original do fabricante do chassi para ventilação, aquecimento e desembaçador.

Para o compartimento do paciente e a cabina do motorista, deverá ser fornecido um sistema de ar condicionado (refrigeração e aquecimento), e sistema de ventilação nos termos do item 5.12 da NBR 14.561, podendo ser apenas uma central para climatização de ambos os ambientes e também podendo utilizar o aquecimento original para a cabine.
BANCOS
Os bancos da cabine e do salão de atendimento, devem ter projeto ergonômico, sendo dotados de encosto estofado com apoio de cabeça e cinto de segurança, sendo:

- Bancos da Cabine - cinto de três pontos com sistema de recolhimento;

-Bancos do salão de atendimento - cintos abdominais com sistema de recolhimento automático.

No salão de atendimento, paralelamente à maca, um banco lateral escamoteável, tipo baú, revestido em curvim, de tamanho que permita o transporte de três pacientes assentados, ou uma vítima imobilizada em prancha longa, dotado de três cintos de segurança e que possibilite a fixação da vítima na prancha longa ao banco. A prancha longa deve ser acondicionada com segurança sobre este banco com sistemas de fixação que impeçam sua movimentação. O encosto do banco baú deverá ter no máximo 70 mm de espessura.


Na cabeceira da maca, localizado entre a cabine e a maca, ao longo do eixo desta, voltado para a traseira do veículo, deverá haver um banco giratório (permitindo ao profissional tanto olhar em direção à cabine quanto para a maca), de projeto ergonômico, em nível e distância adequado para permitir que um profissional de saúde ofereça cuidados à vítima incluindo acesso a vias aéreas.
MACA


  • Sistema independente (bi-articulado) de abertura e fechamento das pernas, dotada de sistema de segurança anti queda;

  • Sistema de rodízios nas 04 rodas;

  • Sistema “Stop Turn” nas 04 rodas;

  • Estrutura em duro alumínio tubular; medindo aproximadamente 2050 mm de comprimento, 630mm de largura, altura conforme o veículo, com capacidade de carga de aproximadamente 300kg; devendo ser identificada com o logo do SAMU.

  • Colchonete bipartido em espuma densidade 33 revestido em material impermeável costurado eletronicamente na medida da maca, envolto em uma segunda capa confeccionada em courvin com zipper em sua extensão na parte debaixo do colchonete, permitindo sua retirada para higienização da mesma sem comprometer a espuma; devendo ser identificada com o logo do SAMU.

  • Alças lateriais basculante;

  • Cabeceira móvel com 6 posições e altura que variam de 0° a 90°;

  • Compartimento de armazenagem de cilindro de oxigênio instalado sob a maca na altura da cabeceira.

  • Uniões de encaixe fixadas com pinos elásticos (sem solda);

  • Sistema de travamento central para adaptação do equipamento no interior de veículos de resgate;

  • Sistema off road – com rodas emborrachadas de liga leve de 7,5” de diâmetro, para facilitar o transporte em terrenos irregulares;

  • 01 Cinto de segurança de quatro pontos – com sistemas de engate automotivo;

  • 02 Cintos de segurança, sendo 01 para fixação das pernas e 01 abdominal;

  • Revestimentos coloridos – em pvc de alta qualidade, que proporcione maior visibilidade em procedimentos noturnos de resgate;

  • Garantia mínima de 02 anos contra qualquer defeito de fabricação.

Uma vez dentro do veículo, esta maca deve ficar adequadamente fixa à sua estrutura, impedindo sua movimentação lateral ou vertical quando do deslocamento do mesmo.


Quando montada fora da ambulância deverá ter o mesmo nível do piso do salão de atendimento.
A maca deverá ter uma distância da porta traseira suficiente para não comprometer o fechamento da mesma.
O sistema que fixa a maca ao assoalho da ambulância deverá ser montado de maneira a permitir o escoamento de líquidos no assoalho abaixo da maca evitando-se o seu acúmulo.

CADEIRA DE RODAS
Cadeira de rodas para adultos, dobrável, com tirantes para fixação dos pacientes, estrutura confeccionada em alumínio, com estrutura reforçada, assento e encosto destacáveis para limpeza, confeccionados em material resistente e impermeável; rodas de borracha, devendo ser identificada com o logomarca do SAMU
Deverá ser alojada no compartimento traseiro junto à divisória no lado esquerdo em compartimento específico no armário com porta, por meio de um sistema de fixação seguro que permita a fácil colocação e remoção.
A posição da cadeira de rodas acima sugerida poderá ser modificada pelo fornecedor, desde que atenda os princípios de fácil acessibilidade, não interfira com a movimentação das pessoas dentro da ambulância, e não seja ponto de riscos para acidentes.

PRANCHAS DE IMOBILIZAÇÃO

A ambulância deve possuir duas pranchas de imobilização e remoção de pacientes, com as seguintes especificações:



  1. 02 (duas) Pranchas longa em plástico com jogos de 03 cintos projetada para o transporte manual de vitimas (neo-pediátricos ou adultos, mediante cintos especiais) em local de difícil acesso;

  • Dimensionada para suportar vítimas com peso aproximado de até 200 kg;

  • Rígida, leve e confortável (injeção de espuma interna para melhor resistência e flutuação);

  • Pegadores amplos para facilitar o uso com luvas.

  • Permitir sua utilização por dois profissionais (um na cabeceira e outro nos pés da vítima)

  • Design em ângulo para melhor acomodação do paciente.

  • Translúcida, para o uso em Raio-X e Ressonância Magnética.

  • Aberturas específicas para facilitar a imobilização da vítima.

  • Possibilita o resgate na água e em alturas;

  • Produzida em polietileno com alta resistência à impactos;

  • Produzida na cor amarela com o logotipo do SAMU estampado na parte inferior da prancha;

  • Tirantes de imobilização de paciente, confeccionados com nylon, adequados para proporcionar três pontos de fixação na prancha;

  • Deve possuir ao menos seis orifícios laterais para a fixação de cintos de segurança;

  • Deve ser impermeabilizada com material resistente à umidade e dotada de entalhe na porção distal inferior para facilitar sua elevação do chão, além de um orifício circular na porção proximal;

  • Deverá conter prazo de validade, dados de identificação e procedência e registro no Ministério da Saúde.

  • Altura máxima - 65 mm (aproximado);

  • Capacidade de carga - 200 kg (aproximado);

  • Comprimento total - 1900 mm ( aproximado);

  • Largura – 450 mm (aproximado);

  • Peso de 6,5Kg (aproximadamente);

  • A prancha deve se encaixar perfeitamente sobre a maca e permitir adequado fechamento das grades laterais e da porta traseira.

Os equipamentos deverão ser alojados no interior do veículo, de forma segura, de fácil acesso para remoção e colocação sem prejudicar o trabalho da equipe.



DESIGN INTERNO E EXTERNO
A distribuição dos móveis e equipamentos no salão de atendimento deverá considerar, além da distribuição do peso, os seguintes aspectos:
DESIGN INTERNO

Deve dimensionar o espaço interno da ambulância, visando posicionar, de forma acessível e prática, a maca, bancos, equipamentos e aparelhos a serem utilizados no

atendimento às vítimas / pacientes.
Os materiais fixados na carroceria da ambulância (armários, bancos, maca) deverão ter uma fixação reforçada de maneira que, em caso de acidentes, os mesmos não se soltem.


  • PAREDES: As paredes internas deverão dispor de isolamento termo-acústico e deverão ser revestidas de material lavável e resistente aos processos de limpeza e desinfecção comuns às superfícies hospitalares.

As arestas, junções internas, pontos de oxigênio fixados na parede do interior do salão de atendimento deverão ter um sistema de proteção, evitando as formações pontiagudas, a fim de aumentar a segurança e favorecer a limpeza.
Deverá ser evitado o uso de massa siliconizadas ou outras para os acabamentos internos.

  • BALAÚSTRES: Deverá ter um pegamão por todo teto do salão de atendimento. Posicionado sobre a maca, sentido traseira-frente do veículo. Confeccionado em alumínio de 1 polegada de diâmetro, com 3 pontos de fixação no teto, instalados sobre o eixo longitudinal do compartimento, através de parafusos e com sistema de suporte de soro deslizável, deve possuir dois ganchos para frascos de soro, 15 cm abaixo do balaustre.

Deve possui mais um suporte de soro para bomba de infusão, instalado na lateral do armário aberto em altura que permita a conexão com a bomba de infusão


  • PISO: Deverá ser resistente a tráfego pesado, revestido com material tipo vinil ou similar em cor clara, de alta resistência, lavável, impermeável, antiderrapante mesmo quando molhado. Sua colocação deverá ser feita nos cantos de armários, bancos, paredes e rodapés, de maneira continuada até 10 cm de altura destes para evitar frestas. Sem emendas ou com emendas fundidas com o próprio material, instalado sobre piso de madeira compensado naval, com aproximadamente 15 mm de espessura, ou sobre material de mesma resistência ou superior que o compensado naval, e mesma durabilidade ou superior que o compensado naval. Deverão ser fornecidas proteções em aço inoxidável nos locais de descanso das rodas da maca no piso e nos locais (pára-choque e soleira da porta traseira), onde os pés da maca raspem, para proteção de todos estes elementos.




  • LIXEIRA: Próximo ao banco lateral, à esquerda da porta lateral, no chão do salão deverá existir de forma fixa, de fácil acesso para uso e remoção, uma lixeira, para colocação de sacos de lixo de aproximadamente 5 litros.




  • ARMÁRIOS: Conjunto de armários para a guarda de todo o material de emergência utilizado no veículo. Armários com prateleiras internas, laterais em toda sua extensão em um só lado da viatura (lado esquerdo). Deverá ser confeccionado em compensado naval revestido interna e externamente em material impermeável e lavável (fórmica ou similar).

O projeto dos móveis deve contemplar o seu adequado posicionamento no veículo, visando o máximo aproveitamento de espaço, a fixação dos equipamentos e a assepsia do veículo.

Portas corrediças em acrílico, bipartidas e com travas.
Todas as gavetas e portas devem ser dotadas de trinco para impedir a abertura espontânea das mesmas durante o deslocamento do veículo. Os trincos devem ser de fácil acionamento, possibilitando sua abertura com apenas uma leve pressão. As gavetas devem ter limitações de abertura, para impedir que sejam retiradas acidentalmente, durante sua utilização.
Todas as prateleiras deverão ter batentes frontais, anteparo mesmo nos armários com portas, a fim de impedir que os materiais caiam quando o veículo estiver em movimento.

Instalação de suporte para quatro almotolias sobre a prateleira inferior próximo ao paciente em local a ser definido.


Bancada para acomodação dos equipamentos, permitindo a fixação e o acondicionamento adequado dos equipamentos, com batente frontal e lateral de no mínimo 30 mm e borda arredondada com espaços para escoamento de liquidos.
Os materiais auxiliares confeccionados em metal, tais como: pregos,

dobradiças, parafusos e etc., deverão ser protegidos com material antiferrugem. Os puxadores terão que ser embutidos ou semi-embutidos.




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