Prefeitura municipal de porto alegre comissão consultiva do código de edificaçÕES



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PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE

COMISSÃO CONSULTIVA DO CÓDIGO DE EDIFICAÇÕES




ATA Nº 646





DATA: 13.01.10 INÍCIO: 8h45min FIM: 10h45min

LOCAL: Sala de Reuniões do Gabinete da SMOV – Av. Borges de Medeiros, 2244 – 5º. Andar.

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1. PRESENTES:

Estiveram presentes os seguintes membros: Arq. Letícia Cruz Klein (SMOV), Arq. Verônica Medina (SPM), Eng. Milton Íris Oliveira ( SERGS), Arq. Raul Milani (AREA) e Arq. Carla Piccoli (SINDUSCON).


2. ASSUNTOS TRATADOS:

2.1 Proc 002.074558.09.9
Foi solicitado pela Associação de Cimentos Portland análise da CCCE quanto a possibilidade de uso de blocos vazados de concreto em paredes externas e divisórias internas com e sem revestimento argamassado, face o disposto no art. 45 da LC 284/92. Os laudos exigidos pelo art. 45 da LC 284/92 foram analisados pelo Eng. Milton de Oliveira, representante da SERGS, o qual emitiu o parecer em anexo, endossado pela CCCE.
2.2 EU 002.303333.09.3

Rua Camaquão, 534.
Retorna a Comissão o E.U. onde tramita aprovação de regularização da Escola Adventista de Porto Alegre, solicitando agora o aceite de 05 vagas de estacionamento destinadas à administração da escola, sem espaço para manobra. A CCCE após analisar o assunto devolveu o E.U. à SALP, sugerindo o encaminhamento à chefia da SALP, face tratar-se de matéria do Plano Diretor .

3. PRÓXIMA REUNIÃO:

Deverá ser realizada no dia 20/01/2010 nos mesmos horário e local



4. REPRESENTANTES:

1.1

SMOV – Arq. Letícia Cruz Klein – Presidente

1.1.2

SMOV – Arq. Denise Barbieri

1.2

SPM – Arq. Antônio Selmo

1.2.2

SPM – Arq. Verônica M. Medina

1.3

SERGS – Eng. Milton Íris Oliveira

1.3.2

SERGS – Eng. Elmo Tomazi

1.4

IAB – Arq. José Carlos Pereira da Rosa

1.4.2

IAB – Arq. Cesar Dorfman

1.5

COMUNITÁRIO

1.6

SINDUSCON – Arq. Sérgio Koren

1.6.2

SINDUSCON – Arq. Carla Piccoli

1.7

AREA – Arq. Raul Milani

1.7.2

AREA – Arq. Sólon Nhuch


Anexo do Item 2.1 :
Ref.: Processo adm. 002.074558.09.9
Trata o presente processo administrativo da utilização de blocos vazados de concreto com dimensões 140 x 190 x 390 mm, de fabricação TBS SUL – Sistemas Construtivos e Arquitetônicos Ltda. em alvenarias externas e internas com e sem revestimento argmassado em substituição a alvenaria de tijolos maciços de 23cm de espessura para atendimento ao artigo 45º do Código de Edificações de Porto Alegre – Lei 284/92.

O requerente apresentou parecer técnico de autoria do Engenheiro Civil Marcus Daniel Friederich dos Santos com carteira do Crea RS089447.

No parecer é apresentada uma análise técnica dos ensaios realizados nos blocos vazados de cimento para atendimento dos requisitos previstos no artigo 45º da Lei 284/92, referentes à RESISTÊNCIA MECÂNICA, ISOLAMENTO TÉRMICO, ISOLAMENTO ACÚSTICO e IMPERMEABILIDADE. Os ensaios realizados acompanham a análise e compõem-se dos seguintes anexos:
ANEXO 1 – RESISTÊNCIA Á COMPRESSÃO:

Os resultados dos ensaios apresentados no ANEXO 1, realizados pelo Laboratório de Materiais de Construção do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria datado de 09 de fevereiro de 2009 para seis corpos de prova e constantes da tabela nº 2, são os seguintes:




CORPO DE PROVA

RESITÊNCIA A COMPRESSÃO (MPa)

7699

5,8

7700

7,5

7701

6,4

7702

7,4

2299

7,7

2300

6.9

A resistência característica a ser adotada é o resultado da seguinte expressão (item 6.5 da NBR 6136 versão 2007BLOCOS VAZADOS DE CONCRETO SIMPLES PARA ALVENARIA - REQUISITOS -).

Fbk= 2((Fb1+ Fb2)/2)-Fb3 (as siglas adotadas e os valores estão descritos no item 6.5.1.1 e 6.5.1.2. O valor encontrado para Fbk não pode ser inferior 0,89xFb1 (para 6 corpos de prova), resultando como valor final de Fbk=5,20MPa. De acordo com o item 5.3 Requisitos físico-mecânico, o resultado acima enquadra este material na Classe B com função estrutural para uso em elementos de alvenaria acima do nível do solo, conforme o item 4.1 da referida norma.
Na comparação com tijolos maciços, a referência é dada pela NBR 7170/1983 – TIJOLO MACIÇO CERÂMICO PARA ALVENARIA, ele se equipara a tijolos maciços comuns de uso corrente como categoria C, com Resistência mínima a compressão acima de 4MPa. (item 5.1.1, tabela 2 da NBR 7170/1983).

Não foram apresentados os ensaios de resistência a impacto de corpo mole e de corpo duro.


ANEXO 2 – ISOLAMENTO TÉRMICO:

Os resultados apresentados no ANEXO 2 realizado pelo Centro Tecnológico do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina, datado de junho de 1999 são os constantes da tabela abaixo:




Bloco

Resistência Térmica (K.m²/W)

Transmitância Térmica (W/m².K)

Capacidade Térmica (KJ/m².K)

Atraso Térmico (horas)

Fator solar para paredes brancas (adm.)

14x19x19 – 4,5MPa

0,3457

2,89

198

3,5

2,3

A Transmitância térmica e a capacidade térmica apresentam valores de desempenho satisfatórios em comparação com o desempenho de alvenarias de tijolos maciços de 23cm de espessura.. O ensaio apresentado não esclarece se o mesmo foi realizado com a parede revestida ou não conforme proposta do requerimento.
ANEXO 3 – ISOLAMENTO ACÚSTICO:

O interessado apresentou ensaio realizado pelo LABORATÓRIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO CIVIL – LMCC – da FUNDAÇÃO DE APOIO A TECNOLOGIA E CIÊNCIA, cujo resultado apresentou um Índice Ponderado de Redução Sonora de 42 dB, superior ao mínimo exigido para desempenho de alvenarias entre áreas privativas (dormitórios) e áreas comuns/paredes de geminação.

O ensaio realizado refere-se somente a alvenarias revestidas. Apresentar ensaio para alvenarias sem revestimento conforme proposta do requerimento.
ANEXO 4 – IMPERMEABILIDADE:

Os resultados apresentados no ANEXO 4, realizado pela CIENTEC – FUNDAÇÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA em julho de 1999, apresenta em sua conclusão final que Não houve aparecimento de manchas de umidade na face de observação das paredes que constituíram a amostra na altura oposta à área de exposição”. Considerando que o ensaio data de 10 anos atrás e os procedimentos estão desatualizados quanto a pressão e tempo de exposição, solicitamos que sejam realizados novos ensaios atendendo aos requisitos atuais comprovando a eficácia quanto a impermeabilidade. O ensaio realizado refere-se somente a paredes revestidas, sem entretanto especificar a espessura dos revestimentos. Apresentar também ensaio para alvenarias sem revestimento conforme proposta do requerimento.



CONCLUSÃO: Para análise e parecer final deverão ser atendidas as seguintes observações:


  1. Resistência mecânica – Deverá ser apresentados os ensaios de resistência a impactos de corpo mole e duro.

  2. Isolamento térmico – Esclarecer se o ensaio apresentado refere-se a alvenarias revestidas ou não e apresentar o ensaio complementar.

  3. Isolamento acústico – Apresentar o ensaio para alvenarias sem revestimento.

  4. Impermeabilidade – Apresentar ensaios para alvenarias com e sem revestimentos com procedimentos atualizados para pressão e tempo de exposição.

  5. Anexa planilha explicativa dos ensaios e índices a serem atingidos para o material proposto. Preencher.

Porto Alegre, 13 de janeiro de 2010

Engº Civil Milton Oliveira



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