Prefeitura municipal de vila velha



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PREFEITURA MUNICIPAL DE CARIACICA

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO






ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA PARA LUMINÁRIAS LED



Esta Especificação estabelece critérios e exigências técnicas mínimas aplicáveis à fabricação e ao recebimento de luminárias para iluminação pública que utilizam LED (Light Emitting Diode) como fonte de luz, assim como seus respectivos sistemas eletrônicos de controle.
Esta Especificação não exime o fornecedor da responsabilidade sobre o correto projeto, fabricação e desempenho da luminária ofertada, sendo o fornecedor responsável também pelos componentes e/ou processos de fabricação utilizados por seus subfornecedores.


  1. LEGISLAÇÃO E REGULAMENTOS FEDERAIS SOBRE O MEIO AMBIENTE

  • Constituição da República Federativa do Brasil - Título VIII: Da Ordem Social-Capítulo VI: Do Meio Ambiente;

  • Lei nº 7.347, de 24.07.85 - Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico e dá outras providências;

  • Lei nº 9.605, de 12.02.98 - Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências;

  • Decreto nº 6.514, de 22.07.08 - Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente estabelecem o processo administrativo federal para apuração destas infrações, e dá outras providências;

  • Resolução CONAMA nº 1, de 23.01.86 - Dispõe sobre os critérios básicos e diretrizes gerais para o Relatório de Impacto Ambiental – RIMA;

  • Resolução CONAMA nº 237, de 19.12.97 – Regulamenta os aspectos de licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente.




  1. NORMAS TÉCNICAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

  • Portaria Inmetro nº 335 de 29 de agosto de 2011 – Aprovar as informações obrigatórias para os dispositivos elétricos de baixa tensão;

  • ABNT IEC TS 62504 – Termos e definições para LED e os módulos de LED de iluminação geral;

  • ABNT NBR IEC 60529/2005 – Graus de proteção para invólucros de equipamentos Elétricos (código IP);

  • ABNT NBR IEC 62031/2013 – Módulos de LED para iluminação em geral – Especificações de segurança;

  • ABNT-NBR 5101 - Iluminação pública – Procedimento;

  • ABNT-NBR 5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos – Procedimento;

  • ABNT-NBR 5461 - Iluminação – Terminologia;

  • ABNT-NBR 6323 - Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido – Especificação;

  • ABNT-NBR 7398 - Produto de aço ou ferro fundido galvanizado por imersão a quente – Verificação da aderência do revestimento - Método de ensaio;

  • ABNT-NBR 7399 - Produto de aço ou ferro fundido galvanizado por imersão a quente – Verificação da espessura do revestimento por processo não destrutivo - Método de ensaio;

  • ABNT-NBR 7400 - Galvanização de produtos de aço ou ferro fundido por imersão a quente - Verificação da uniformidade do revestimento - Método de ensaio;

  • ABNT-NBR 10476 - Revestimentos de zinco eletrodepositado sobre ferro ou aço;

  • ABNT-NBR 11003 - Tintas - Determinação da aderência - Método de ensaio;

  • ABNT-NBR 12613 - Alumínio e suas ligas - Tratamento de superfície – Determinação da selagem de camadas anódicas - Método de absorção de corantes;

  • ABNT-NBR 15129 - Luminárias para iluminação pública - Requisitos particulares;

  • ABNT-NBR ISO/IEC 17025 - General requirements for the competence of testing and calibration laboratories;

  • ABNT-NBR IEC 60598-1 - Luminárias - Parte 1 - Requisitos gerais e ensaios;

  • EN 55015:2006 - Limits and methods of measurement of radio disturbance characteristics of electrical lighting and similar equipment;

  • EN 55022:2006 - Information technology equipment. Radio disturbance characteristics. Limits & methods of measurement;

  • EN 61547:1996 - Specification for equipment for general lighting purposes. EMC immunity Requirements;

  • EN 61000-3-2:2006 - Electromagnetic compatibility (EMC). Limits for harmonic current emissions (equipment input current < 16 A per phase);

  • ISO 2859-1 - Sampling procedures for inspection by attributes - Part 1: Sampling schemes indexed by acceptance quality limit (AQL) for lot-by-lot inspection;

  • IEC 60598-2-3 - Luminaires - Part 2: Particular requirements - Section 3: Luminaries for road and street lighting;

  • IEC 62262 - Degrees of protection provided by enclosures for electrical equipment against external mechanical impacts (IK Code);

  • IEC 60838-2-2, Miscellaneous lampholders – Part 2-2: Particular requirements – Connectors for LED Modules;

  • IEC 61347-1:2007, Lamp controlgear – Part 1: General and safety requirements;

  • IEC 61347-2-13:2006, Lamp controlgear – Part 2-13: Particular requirements for d.c. or a.c. supplied electronic controlgear for LED modules;

  • IEC 62471:2006, Photobiological safety of lamps and lamp systems;

  • IES LM-79-08 – Electrical and Photometric Measurements of Solid-State Lighting Products;

  • IES LM-80-08 - Approved Method - Measuring Lumen Maintenance of LED Light Sources;

  • ISO 4046-4:2002, Paper, board, pulp and related terms – Vocabulary – Part 4: Paper and board grades and converted products.

  • IEC 62031-LED modules for general lighting – Safety specifications;

  • IEC 62504-General lighting – Light emitting diode (LED) products and related equipment – Terms and definitions;

  • IEC/PAS 62722-2-1- Luminaire performance – Part 2-1: Particular requirements for LED luminaires;

  • IEC/PAS 62717- LED modules for general lighting - Performance requirements;

  • ANSI NEMA C 78.377/2008- Standard for LED lighting sources, which establishes the chromaticity types (consequently the Collor) recommended for all LED lighting sources;

  • ANSI/IEEE C 62.41/1991- IEEE Recommended Practice for Surge Voltages AC Power Circuites;

  • ABNT NBR IEC 60598- Especifica os requisitos gerais para luminárias, incorporando fontes elétricas de luz com tensões de alimentação não superiores a 1 000 V.




  1. CONDIÇÕES GERAIS

    1. Geral

Além das exigências desta Especificação, o fornecimento deve estar de acordo com os requisitos dos documentos citados.

As luminárias devem ser fornecidas completamente montadas e conectadas, prontas para serem ligadas à rede de distribuição na tensão de 220 V, em corrente alternada, 60Hz.




    1. Garantia

O fornecedor deverá garantir seu produto de acordo com as especificações mínimas citadas nesta Especificação, bem como contra defeitos de fabricação, através da sua rede de distribuição, mediante a troca do produto defeituoso contra a apresentação da nota fiscal por parte do consumidor, num prazo não inferior a 05 (cinco) anos após a emissão da mesma.
NOTAS:

1) A garantia contra defeitos provocados por deficiência de projeto, componentes ou produção da luminária deve prevalecer por prazo indeterminado.

2) O tempo decorrido entre as datas de fabricação e de entrega das luminárias não deve ser superior a seis meses.
Em caso de devolução para reparo ou substituição, dentro do período de garantia, todos os custos de material e transporte, bem como as despesas para retirada das peças com deficiência e para entrega das luminárias novas ou reparadas, serão de responsabilidade exclusiva do fornecedor.
Se o motivo da devolução for mau funcionamento devido à deficiência de projeto, componentes, montagem ou produção, todos os custos serão de responsabilidade do fornecedor, independentemente do prazo de garantia estar vencido ou não.
As luminárias fornecidas em substituição aos defeituosos somente serão aceitas após a aprovação dessas novas luminárias em todos os ensaios previstos nesta Especificação.
A luminária substituída ou reparada dentro do prazo de garantia deve ter essa garantia renovada por um período de no mínimo 5 (cinco) anos a contar da nova entrada em operação.

As condições de garantia estipuladas que foram citadas acima se aplicam também às luminárias e fornecidos em substituição às defeituosas.




    1. Condições de Operação

As luminárias devem ser projetadas para trabalhar sob as seguintes condições normais de operação:

a) altitude não superior a 1 500 m;

b) temperatura média do ar ambiente, num período de 24 h, não superior a +35°C;

c) temperatura mínima do ar ambiente igual a -10°C e máxima igual a +50°C;

d) umidade relativa do ar até 100%;

e) pressão do vento não superior a 700 Pa.




  1. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

    1. Corpo e Refletor

O corpo (estrutura mecânica) da luminária e do projetor deve ser confeccionado em liga de alumínio injetado a alta pressão, ou alumínio extrudado, pintado através de processo de pintura eletrostática a base de tinta resistente à corrosão.
A luminária deve possibilitar a montagem em ponta dos braços e suportes de diâmetro 48,00 +-1,0 mm e 60,00 +-3,0mm, com comprimento de encaixe suficiente para garantir a total segurança do sistema.
A luminária deve ser projetada de modo a garantir que, tanto o modulo de LED quanto o driver, possam ser substituídos em caso de falha ou queima, evitando a inutilizarão do corpo (carcaça).

No corpo da luminária deve ser previsto um sistema dissipador de calor, sem utilização de ventiladores ou líquidos, e que não permita o acumulo de materiais que prejudiquem a dissipação térmica do sistema ótico e do alojamento do driver.


A luminária deve garantir a correta dissipação do calor durante a sua vida útil, de acordo com as especificações térmicas do LED utilizado.
Os micro-refletores, quando utilizados em conjunto com o LED, devem apresentar uma superfície brilhante, uniforme e sem manchas.
Tomada para relé fotoelétrico (quando aplicável). A tomada deve ser de material eletricamente isolante e seus contatos devem ser de latão estanhado e próprio para suportar corrente nominal de 10 A.


    1. LED

O chip LED fornecido deve ser do tipo “flash LED e confeccionados na tecnologia InGaN, a atender integralmente as exigências do IES LM-80-08.


    1. Lentes Colimadoras

As lentes colimadoras devem ser em policarbonato ou acrílico de alto impacto, injetados a alta pressão e estabilizados para resistir à radiação ultravioleta e às intempéries, não devendo apresentar impurezas de qualquer espécie. A transparência mínima inicial das lentes deve ser de 80%.


    1. Cabos de Ligação a Rede

Os cabos de ligação à rede devem ser de cobre flexível, classe 4 de encordoamento, seção mínima de 2,5 mm2, isolação mínima para 750 V, e possuir na sua extremidade conectores de torção.


    1. Grau de Proteção

O invólucro da luminária deve assegurar o grau de proteção contra a penetração de pó, objetos sólidos e umidade, de acordo com a classificação da luminária e o código IP marcado na luminária, conforme a ABNT NBR IEC 60598-1.

· A área de LED e lentes Alojamento para o drive do tipo integrado IP-65;


Alternativamente o drive pode ser do tipo incorporado, este modelo deve possuir individualmente grau de proteção IP-67, neste caso alojamento deverá ser no mínimo IP- 55.


    1. Juntas de Vedação

As juntas de vedação devem ser de borracha de silicone, resistentes a uma temperatura mínima de 200°C, devem garantir o grau de proteção especificado e conservar inalteradas suas características ao longo da vida útil da luminária da luminária e do projetor, considerada 50.000 horas.

As juntas de vedação devem ser fabricadas e instaladas de modo que permaneçam em sua posição normal nas operações de abertura e de fechamento, sem apresentar deformações permanentes ou deslocamento.




    1. Drive e Eficiência

As luminárias devem ser fornecidas com drive de controle do tipo integrado ou incorporado, formando um conjunto único com a luminária, com eficiência 88%.

O drive deve ser de corrente constante na saída e atender as normas ABNT NBR 6026-2012 IEC 61347-2-13 e IEC 60929.



O drive deverá possuir tomada (base) para acoplamento do sistema de telegestão.


  • Eficiência

A eficiência do drive com 100% de carga e 230 V deve ser ≥ 90%.


  • Corrente de partida (comutação)

O drive deve ter baixa corrente de comutação.


  • Distorção Harmônica

A distorção harmônica total (THD) da corrente de entrada deve ser menor ou igual a 10%, a plena carga e medida em 230 V, de acordo com a norma IEC 61000-3-2 C.


  • Imunidade

O drive deve ser projetado de forma a não interferir no funcionamento dos equipamentos eletroeletrônicos e, ao mesmo tempo, estar imunes a eventuais interferências externas que possam prejudicar o seu próprio funcionamento, em conformidade com a norma IEC 61547.


  • Proteção contra sobrecarga, sobreaquecimento e curto-circuito.

O drive deve apresentar proteção contra sobrecarga, sobreaquecimento e curto circuito na saída, provocando o desligamento do mesmo com rearme automático na recuperação, em conformidade com a norma IEC 61347-1.

  • Proteção contra choque elétrico

A Proteção contra choques elétricos deve ser classe I de isolação elétrica, em conformidade com a norma ABNT NBR IEC 60598-1.

  • Temperatura no ponto critico (Tc) do drive

Não deve ultrapassar 70 °C, quando medida a temperatura ambiente de 40 °C e 100% decorrente na saída.

  • Grau de proteção

Deve ser no mínimo IP-67, em conformidade com a norma ABNT NBR 6146.

  • Vida útil dos drivers

Deve ser de no mínimo 50.000 horas.

    1. Características Térmicas

A temperatura máxima na luminária e no projetor, quando ensaiadas a uma temperatura de (25+-1)°C, não deve exceder aos seguintes valores, medidos nos pontos abaixo indicados:


Pontos de medição

Valores máximos

Ambiente interno ao LED

65ºC

Lentes colimadoras

80ºC

Alojamento interno (próximo ao drive de controle)

75ºC

NOTA: Não é permitida a utilização de pastas dissipadoras de calor.


    1. Características Fotométricas

As luminárias a serem instalados, deverão apresentar os valores mínimos exigidos pelas Normas existentes para a distribuição de luz, conforme características do local a ser iluminado.
Os fornecedores devem, juntamente com os dados acima, fornecer, para arquivo na SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP, os arquivos digitais dos levantamentos fotométricos em formato IES, e também uma cópia impressa.
As características de distribuição de luz devem apresentar uma superfície de iluminação uniforme, com valores decrescendo de forma regular no sentido das luminárias para o eixo transversal, não permitindo o aparecimento de manchas claras ou escuras que comprometam a correta percepção dos usuários.


    1. Características Técnicas Gerais










































  1. DURABILIDADE DOS COMPONENTES

Os componentes devem possuir os seguintes desempenhos:




    1. Outros Componentes

Componentes tais como parafusos, porcas, arruelas, pinos e abraçadeiras devem ser de aço inoxidável, latão estanhado ou aço carbono.

Os componentes destinados à manutenção como parafusos, fechos de pressão, etc. devem ser imperdíveis.




    1. Acabamento

Todas as peças devem ser livres de rebarbas, arestas cortantes e/ou quinas vivas.

O corpo e as peças em liga de alumínio que possuem pintura, esta deve ser na cor cinza claro notação Munsell N 6.5 ou RAL 7035.




    1. Zincagem

As características da zincagem devem ser conforme normas existentes.


  1. APROVAÇÃO DAS LUMINÁRIAS A SEREM ADQUIRIDAS PARA INSTALAÇÃO

Para a aprovação das Luminárias, a SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP realizará leituras (testes) in loco para verificação das Iluminancias Mínimas (Emin) que deverá ser para luminárias LED 130W e 150W de no mínimo 20 lux e para luminárias LED 250W e 300W de no mínimo 30 lux.
Para a realização das leituras, se faz necessário cada fabricante fornecer um conjunto de 04 Luminárias sem custo para o município.
As luminárias aprovadas para instalação pela SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP devem ser acompanhadas por, no mínimo, os seguintes dados e informações, reunidos em um único caderno técnico:

a) formulário “Dados Técnicos e Características Garantidas”, apresentado nos Anexos A e B, devidamente preenchido para todas as potências de lâmpadas aplicáveis pela SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP;

b) todas as curvas fotométricas impressas exigidas na seção referente à fotometria;

c) cópia dos arquivos digitais das fotometrias em formato IES;

d) cópia do programa de cálculo por computador para projeto, caso o fabricante possua;

e) desenho dimensional da luminária e do projetor;

f) catálogo técnico da luminária e do projetor;

g) Todos os ensaios conforme normas dos equipamentos, luminárias,

h) amostra completamente adequada conforme aprovação da SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP;


  1. INSPEÇÃO

    1. Inspeção Visual

Antes da instalação das luminárias, o fiscal da SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP vai realizar uma inspeção visual para verificar:

a) marcação das luminárias, conforme 4.2.1.1.4.1 respectivamente;

b) marcação da potência do driver; O driver deve possuir marcação conforme IEC 62384, ABNT NBR IEC 61347-2-13 e ABNT NBR 16026.

c) marcação dos componentes e acessórios;

d) acondicionamento, conforme 4.2.1.1.3.6;

e) acabamento, conforme 4.2.1.1.4.12.

A não conformidade com qualquer um dos requisitos de qualidade citados em determinará a sua rejeição.


  1. VERIFICAÇÃO DIMENSIONAL

As dimensões das luminárias devem estar de acordo com as aprovadas para instalação.

A não conformidade com qualquer um dos requisitos dimensionais determinará a sua rejeição.




    1. Verificação da Qualidade das marcações da Luminária, do Projetor e da Potência

As marcações devem ser ensaiadas conforme a ABNT-NBR IEC 60598-1 onde, no caso das etiquetas, além das verificações já previstas, não será permitido o descolamento parcial ou total dessas.


    1. Resistência ao Torque dos Parafusos e conexões

Os parafusos utilizados na confecção das luminárias, nas conexões destinadas à instalação devem ser ensaiados conforme a IEC 60598-1 e não devem apresentar qualquer deformação durante o aperto e o desaperto ou provocar deformações e/ou quebra da luminária.


    1. Anodização

A parte interna dos refletores deve ser verificada após os ensaios térmicos, não podendo apresentar deterioração no acabamento e na coloração. O resultado obtido deve estar de acordo com 4.2.1.1.4.1.


    1. Características Construtivas e de Operação

As luminárias devem ser submetidas a uma avaliação de suas características construtivas e de operação, devendo ser verificados, no mínimo, os seguintes aspectos:


  • dispositivo de fixação, corretamente adaptável a todos os braços e suportes previstos para a luminária e projetor sob ensaio;

  • dispositivos de fechamento e de vedação do grupo ótico.




    1. Resistência à força do vento

As luminárias após a sua instalação não devem apresentar deslocamento superior a 10° em relação ao seu eixo e, além das avaliações previstas na IEC 60598- 2-3 e ABNT NBR 15129, as luminárias devem ser capazes de operar em sua condição normal de funcionamento e não devem apresentar quaisquer falhas mecânicas, elétricas ou giro no braço que possa comprometer seu desempenho.

    1. Resistência a Vibração

As luminárias depois de energizados e completamente montados com todos os componentes, inclusive a fonte de luz, devem ser capazes de operar em sua condição normal de funcionamento e não podem apresentar quaisquer falhas elétricas ou mecânicas como trincas, quebras, empenos, abertura dos fechos e outros que possam, na avaliação da SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP, comprometer seu desempenho. Conforme a ABNT NBR IEC 60598-1.


    1. Resistência Térmica

A luminária e projetor completamente equipados com driver e acessórios quando instalada na sua posição normal de funcionamento, não deve apresentar deterioração ou resíduos que prejudiquem o desempenho do refletor e do refrator, chamuscamento, deformação permanente das gaxetas, comprometimento da identificação dos equipamentos, ou qualquer falha em seus componentes que possam comprometer seu desempenho.


    1. Verificação do grau de proteção

A luminária completamente equipadas com driver e acessórios quando instalados na sua posição normal de funcionamento, não podem apresentar em qualquer um dos modelos a presença de água residual na forma de gotas, no interior da luminária.


    1. Resistência à radiação ultravioleta

Os componentes plásticos sujeitos à exposição ao tempo devem estar, conforme a ASTM G154 e as peças não devem apresentar degradação que comprometa o desempenho operacional das luminárias.


    1. Verificação dos arquivos digitais

Com os arquivos digitais do levantamento fotométrico das luminárias a serem adquiridas o fornecedor deve simular no programa de cálculo DIALUX, em sua última versão e em conjunto com o fiscal da SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP, o projeto de iluminação especifico na para a área a ser iluminada.

Após a comprovação dos resultados das características fotométricas exigidas o fornecedor deve entregar à SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP duas cópias do arquivo digital IES.




    1. Verificação das características técnicas do drive

O drive ser ensaiado conforme exigências da IEC 61347-2-13 e EN 55015 e devem ser entregues a SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP.


    1. Manutenção do fluxo Luminoso da Luminária

A manutenção do fluxo luminoso da luminária deve ser maior do que 70% após 50.000 hs de operação. A comprovação da manutenção do fluxo luminoso deverá ser feita por meio da apresentação do relatório IESNA LM-80 e da temperatura medida ISTMT. A manutenção do fluxo deverá ser calculada conforme TM21 L70;

As luminárias deverão manter o fluxo luminoso maior do que 95,8% até completar 6.000 horas de operação.




    1. Expectativa de vida

O fabricante deve apresentar um gráfico contendo a curva de expectativa de vida versus a temperatura de junção máxima.


    1. Ensaios LM-80-0

Devem ser fornecidos os relatórios de ensaio para o LED previstos no IES LM-80-08, para valores reais medidos há 6.000 horas.


    1. Relatório dos Ensaios

O relatório dos ensaios deve ser preparado pelo fornecedor e conter, pelo menos, as seguintes informações:

a) nome e/ou marca comercial do fabricante;

b) número do Pedido de Compra;

c) tipo e/ou número de catálogo da luminária e do projetor;

d) mês e ano de fabricação da luminária e do projetor;

e) descrição sucinta dos ensaios;

f) indicação de normas técnicas, instrumentos e circuitos de medição;

g) memórias de cálculo, com resultados e eventuais observações;

h) curvas e planilhas fotométricas exigidas nesta Especificação;

i) tamanho do lote, número e identificação das unidades amostradas e ensaiadas;

j) datas de início e término dos ensaios;

l) nome do laboratório onde os ensaios foram executados;

m) nomes legíveis e assinaturas do inspetor da SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP e do responsável pelos ensaios, e data de emissão do relatório.

As luminárias serão liberadas pelo inspetor da SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP somente após ele receber duas vias dos relatórios dos ensaios e verificar a embalagem e sua identificação.

No caso de descumprimento da garantia serão aplicadas as penalidades previstas em contrato da SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP.

Nota: A garantia tem que ser entregue no ato da aquisição da luminária e do projetor reconhecida em cartório. Caso esta garantia não seja cumprida o material não poderá ser instalado e nem será aceito pela SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP.


  1. OBSERVAÇÃO

Qualquer proposta técnica que venha dos fornecedores para aprimorar esta especificação será acatada junto ao Departamento de Iluminação Pública.


  1. IDENTIFICAÇÃO

Além das identificações previstas nas Especificações Técnicas, os materiais deverão possuir uma identificação durável, legível e indelével com o nome da empresa ou Consórcio e o número do pedido de compra da Contratada.

Excluem-se desta exigência: cabos, fios e materiais de dimensões reduzidas (ex.: parafuso, porca, arruela, etc.).

Para as lâmpadas, o controle será feito pela série de fabricação da lâmpada, que será anotado na inspeção no fabricante.


  1. INSPEÇÃO DE AQUISIÇÃO

A aquisição de materiais pela Contratada deverá ser dimensionada e planejada de forma que todos os materiais sejam inspecionados, a critério único e exclusivo da Contratante.

Para tanto, deverá a Contratada protocolar junto a SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP a solicitação para inspeção sempre acompanhada dos seguintes documentos:



  • cópia do pedido junto ao fabricante/fornecedor;

  • cópia do aceite do pedido da Contratada pelo fabricante/fornecedor;

  • carta de solidariedade do fabricante quanto ao cumprimento dos quesitos prazo de entrega, garantia e atendimento às especificações.

É vedado à Contratada ocultar quaisquer dados ou informações nos documentos acima relacionados.

Todas as despesas decorrentes das inspeções técnicas deverão ser suportadas exclusivamente pela Contratada, inclusive aquelas decorrentes de ensaio destrutivo.



  1. DOCUMENTOS E AMOSTRAS

Toda a documentação solicitada nas etapas de Inspeção e Liberação fará parte do acervo da Contratante, de forma a garantir a rastreabilidade e o controle da qualidade.

A qualquer momento a Contratante poderá requisitar amostras dos produtos para a realização de ensaios para controle da qualidade. Estes ensaios serão suportados exclusivamente pela Contratada.



  1. LIBERAÇÃO

Realizada a inspeção do material adquirido pela contratada e sendo o mesmo aprovado, será emitido pela SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP o “Termo de Aceitação Qualitativa” – TAQ do material, ficando liberada a sua utilização na Rede de Iluminação Pública.

Após a liberação, a Contratada deverá enviar a SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP, num prazo máximo de 3 (três) dias corridos a contar da data da emissão do “Termo de Aceitação Qualitativa”, cópia da nota fiscal emitida pelo fabricante/fornecedor. Deverá obrigatoriamente constar nesta Nota Fiscal, o número do pedido de compra e o número do “Termo de Aceitação Qualitativa”.

Caso o material seja reprovado, o mesmo deverá ser descaracterizado ou inutilizado, total ou parcialmente, de forma a não ser reaproveitado na Rede de Iluminação Pública, sempre na presença e sob coordenação dos técnicos da SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP.


  1. REFERÊNCIA

CEB – Companhia Energética de Brasília – Norma Técnica de Iluminação Pública NTIP – 1.01 – Julho de 2016.

Prefeitura do Município da Serra/ES – Edital de Concorrência Pública nº 010/2015.

Prefeitura do Município de São Paulo – Departamento de Iluminação Pública – ILUME - Luminárias Públicas de LED.

CEMIG - Companhia Energética de Minas Gerais – Especificações Técnicas para Luminárias e Projetores a LED.

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR - INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA – INMETRO - Portaria n.º 478, de 24 de novembro de 2013 - Regulamento Técnico da Qualidade para Luminárias a LED.

Anexo A - DADOS TÉCNICOS E CARACTERÍSTICAS DAS LUMINÁRIAS A LED
Nome do fornecedor: ......................................................................Nº da Proposta: .....................

Nome do fabricante:.........................................................................................................................


NOTAS:

a) Os valores apresentados abaixo devem corresponder àqueles medidos para as luminárias ofertadas e estarão sujeitos à verificação quando da inspeção.

b) Todos os campos devem ser obrigatoriamente preenchidos.

c) A formatação e a ordem dos itens não devem ser alteradas quando do preenchimento.





ANEXO B – ENSAIOS

B. ENSAIOS

B.1 Ensaios de Tipo
Quando da aprovação de TIPO, o fornecedor deve providenciar os ensaios que seguem abaixo, em laboratórios nacionais idôneos (de notório reconhecimento publico) ou laboratórios internacionais acreditados no país de origem, sendo que cabe ao fornecedor arcar com todas as despesas:

  • Ensaios de todos os itens especificados nas características mecânicas;

  • Ensaios de todos os itens especificados nas características elétricas / óticas;

  • Ensaios de todos os itens especificados nas características térmicas e resistência ao meio;

  • Ensaios de todos os itens especificados nas características fotométricas;

  • Ensaios de todos os itens especificados para verificação da durabilidade;

  • Ensaios de todos os itens especificados para o drive.

Apos os ensaios, o fornecedor deve disponibilizar juntamente com os laudos resultantes dos ensaios acima citados, informações técnicas nominais e dados fotométricos que seguem abaixo, para analise e aprovação da SUPERINTENDENCIA MUNICIPAL DE IP:

  1. Dados fotométricos:

Para as medições abaixo considerar:
PLANO VERTICAL DE REFERENCIA:

Plano vertical que passa pelo centro ótico da luminária, perpendicular ao sentido da via.



ANGULO LATERAL

Angulo entre um plano vertical (que passa pelo centro ótico da luminária) e o plano vertical de referencia, medido no sentido horário. E considerado 0° (zero grau) o semi-plano posicionado no lado da rua e 180° o semi-plano posicionado no lado da calcada (NBR-5101).



ANGULO VERTICAL

Angulo entre o eixo dos planos verticais e uma semi-reta do plano vertical considerado, ambos passando pelo centro ótico da luminária. Considera-se 0° (zero grau) a semi-reta situada entre a luminária e o piso e 180° a semi-reta oposta. (NBR-5101).


Tabela de distribuição de fluxos luminosos (em lux) com:

  • Ângulos laterais variando de 0° a 180° em intervalos de 5°;

  • Ângulos verticais variando de 0° a 120° em intervalos de 5°;


Tabela de distribuição de intensidades luminosas com:

  • Ângulos laterais variando de 0° a 180° em intervalos de 5°;

  • Ângulos verticais variando de 0° a 120° em intervalos de 5°;

Valor de máxima intensidade luminosa (I Maximo) e o angulo correspondente (lateral e vertical);

Valores de intensidade luminosa nos ângulos verticais de 80º, 88º, 90º;

Tabela de coeficiente de utilização e fluxo luminoso;

Diagramas com as linhas de isocandelas de iluminação horizontal, indicando o ponto de máxima intensidade e 0,5 (meia) intensidade máxima;

Gráfico Polar para os ângulos de máxima intensidade luminosa (I Maximo);

Arquivo digital de dados fotométricos de acordo com a norma IESNA LM-63-2002 para cada luminária especificada;

Código Fotométrico;

Índice BUG;

Curva de distribuição fotométrica.




  1. Informações técnicas nominais:

  • Potencia da luminária (W);

  • Tensão de entrada da luminária (V);

  • Corrente de entrada da luminária (A);

  • Tensão de entrada dos módulos (placas) de leds da luminária (Vcc);

  • Corrente de entrada dos módulos (placas) de leds da luminária (Icc);

  • Fluxo luminoso da luminária (lm);

  • Potencia do driver (W);

  • Tensão de entrada do driver (V);

  • Corrente de entrada do driver (A);

  • Tensão de saída do driver (Vcc);

  • Corrente máxima na saída do driver (Icc);

  • Perda máxima do driver para alimentação 230V (W);

  • Tensão nominal de um led (V);

  • Corrente nominal de um led (mA);

  • Temperatura máxima de junção dos leds (ºC);

  • Fabricante (marca) dos leds;

  • Certificado de ensaio de durabilidade dos leds utilizados, conforme a norma IESNA LM 80-08;

  • Temperatura de cor (K);

  • Índice de reprodução de cor – (IRC);

  • Tipo de material utilizado na produção da lente primaria e secundaria do led;

  • Tipo de material do refrator da luminária;

  • Tipo de acionamento da luminária.


B.2 Ensaios de Recebimento

Quando da aprovação de RECEBIMENTO, o fornecedor deve providenciar os ensaios que seguem abaixo, em laboratórios nacionais idôneos (de notório reconhecimento publico), sendo que cabe ao fornecedor arcar com todas as despesas:



  • Potencia da luminária (W);

  • Tensão de alimentação da luminária (V);

  • Corrente de alimentação da luminária (A);

  • Fator de potencia;

  • Distorção de harmônica total (THD);

  • Tensão de entrada dos módulos (placas) de leds da luminária (Vcc);

  • Corrente de entrada dos módulos (placas) de leds da luminária (Icc);

  • Fluxo luminoso da luminária (lm);

  • Eficiência luminosa total;

  • Temperatura de cor;

  • Índice de reprodução de cor;

  • Resistência de isolamento;

  • Rigidez dielétrica;

  • Potencia do driver (W);

  • Tensão de entrada do driver (V);

  • Corrente de entrada do driver (A);

  • Tensão de saída do driver (Vcc);

  • Corrente máxima na saída do driver (Icc);

  • Perda máxima do driver (W);

  • Tensão nominal dos leds (V);

  • Corrente nominal dos leds (mA);

  • Temperatura máxima de junção dos leds (°C);

  • Fabricante (marca) dos leds.





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Alto Lage, Cariacica - ES, CEP: 29151-570









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