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PREFEITURA MUNICIPAL
DE
IPUMIRIM

Projeto: Pavimentação Asfáltica

Local: parte Ruas Novo Horizonte, Monte Líbano, Natureza, Liberdade, “D”, Assis Brasil; “A “ e Helena Pierina Bonissoni Tremea com 9.182,80m2.

PREFEITURA MUNICIPAL DE IPUMIRIM

PROJETO: Pavimentação Asfáltica

LOCAL: parte Ruas Novo Horizonte, Monte Líbano, Natureza, Liberdade, “D”, Assis Brasil; “A “ e Helena Pierina Bonissoni Tremea

NºCONTRATO : 412.620-19/2013

Programa:Pro-Transporte - PAC-02

MEMORIAL DESCRITIVO
O presente memorial descritivo refere-se à execução de pavimentação asfáltica de parte da parte Ruas Novo Horizonte, Monte Líbano, Natureza, Liberdade, “D”, Assis Brasil; “A “ e Helena Pierina Bonissoni Tremea (prolongamento indicado em projeto) com a área de 9.182,80m2 e tem por objetivo relatar e descrever as atividades a serem desenvolvidas, bem como as soluções e respectivas metodologias a serem adotadas.


ESTUDO TOPOGRÁFICO.

Para lançamento do eixo da pista foram utilizados os seguintes critérios. Alinhamentos das quadras e lotes existentes, posteamento, abrigos de passageiros , drenagem e outros pontos fixos existentes.


Também foi levado em conta o aproveitamento máximo do leito estradal existente, com correções nos pontos críticos.
O estudo topográfico comprendeu os seguintes serviços :

-Lançamento e locação do eixo.

-Nivelamento e contranivelamento do eixo.

-Levantamento de seções transversais

-Amarrações de pontos notáveis

-Cadastro de elementos existentes



SERVIÇOS INICIAIS –
PLACA DE OBRA
Antes do início das obras deverá ser afixado em local visível , no trecho em questão, placa alusiva ao Programa com informações pertinentes e constantes no manual de placas de obras, na dimensão de 2,00m x 1,50m.




TERRAPLENAGEM E PREPARO DO SUB-LEITO –
O serviços de terraplenagem necessários serão realizados com aproveitamento do material de corte para aterramento nos locais indicados em projeto

Os serviços de regularização do subleito serão efetuados nos cortes que não foram objeto de rebaixamento e nos aterros .

Em ambos os casos , o material do subleito será escarificado até 0,20metros de profundidade em relação ao greide de terraplenagem, e colocado material adicional sempre que necessário.Após o solo deverá ser aerado ou umidificado, compactado e conformado.


  • DRENAGEM PLUVIAL-

Deverá ser feita a locação da tubulação, levando-se em conta pontos importantes do projeto, tais como poços de visita, encontros de condutos, variações de declividade e cada estaca será marcada a cota do terreno e a profundidade da escavação necessária.

O sentido normal da escavação será sempre de jusante para montante. A reposição da terra/ e ou material granular na vala deverá ser executada da seguinte maneira: - Inicialmente deverá ser colocado material de granulometria fina no fundo da vala e em cada lado da canalização, o qual irá sendo cuidadosamente apiloado. O Restante da vala será utilizado como material de reposição a argila . Será conveniente tomar precauções de compactar todo solo até cerca de 60 cm acima do tubo, fazendo-se sempre esta compactação em camadas de no máximo 20 cm.

A largura da vala para tubulação será de 1,00m, e profundidade da tubulação será de no mínimo: 120 cm. O recobrimento mínimo dos tubos deverá ser de 60 cm.

As bitolas dos tubos está definida em projeto. Os órgãos complementares da rede pluvial serão as bocas de lobo e a canalização do esgotamento das bocas de lobo.

As bocas de lobo deverão ser executadas com dimensões conforme demonstra projeto , em tijolos maciços espessura de 20 cm . Fundo e cinta superior em concreto. Na parte superior será assentada grelha de ferro tipo vergalhão diâmetro 20mm.

Meio fio – conforme mostra o projeto serão executados meio fio de concreto extrusado 12cm x 15cm x15cm , nos bordos do asfalto. O fck dos meios fios deverá ser de no mínimo 15 Mpa.

PROJETO DE PAVIMENTAÇÃO
Escolha do Tipo de Pavimento

A solução adotada foi o de brita em basalto, em face a vantajosa localização de pedreiras e tendo em vista a otimização de uso e instalação de britagem para produzir os volumes necessários


Optou-se assim por um projeto de pavimento usando revestimento em concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) CAP 50/70, sendo a base constituída por brita graduada e a sub-base constituída por macadame . O dimensionamento da pavimentação foi desenvolvida em acordo ao Método de projeto para pavimento flexíveis, elaborado pelo engenheiro Murilo Lopes de Souza.

O subleito possui índice Suporte Califórnia de projeto , o ISCP, igual a 8%.



Dimensionamento do Pavimento:

Utilizou-se o N correspondente, em valor igual a 1,94x105


Ligante a ser utilizado – CAP 50/70
Camada única sendo que o revestimento a adotar terá 5,0 cm de concreto betuminoso a quente conforme estabelece o método de dimensionamento.
ISC de projeto 8%

Coeficiente estrutura igual a 1,00

RKr + BKb + H20Ks>Hm
R= espessura do revestimento , no caso CBUQ

Kr=Coeficiente estrutural do tipo revestimento, no caso igual a 2,0

B= espessura da base

Kb= coeficiente estrutural do material usado como base, equivale a 1,00

H20=espessura da sub base

Ks= coeficiente estrutural do material usado na sub-base, equivale a 1,0

Hm= espessura total do pavimento

O valor da espessura total do pavimento (Hm) encontrado para o caso de N= 1,94x105 e ISC = 8% é de 40 cm.


Resolvida a inequação obtém-se :
B.1,00 + H20. 1,00>ou = 40 - 2,0 . 5,0

B + H20 >ou = 30,0


Sub-Base = 20,0 cm

Base = 12,0 cm.




  • PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA SOBRE LEITO NATURAL

Sobre regularização do sub-leito será aplicada uma camada de macadame na espessura de 20cm e posteriormente uma camada de brita graduada na espessura de 12cm nas larguras indicadas em projeto,que após compactadas receberão imprimação .



Imprimação
Com a compactação executada iniciará o processo de imprimação que poderá ser efetuada com regador e espalhado com os vassourões, ou por caminhão espargidor de asfalto, visando garantir uma taxa de aplicação com cerca de 1,2L de emulsão CM30 por metro quadrado. Com a emulsão ainda não rompida, deverão ser vassourados os pontos que apresentarem concentração excessiva ou ausência desta. Na seqüencia deverá ser iniciado o processo de pintura de ligação onde será aplicado asfalto emulsionado tipo RR-2C com taxa de aplicação de 0,5 l/m² .

Pintura de ligação:

Deverá ser efetuada com equipamento Caminhão Espargidor de Asfalto. O equipamento de espargimento deverá ser previamente verificado e aferido, de modo que sejam determinadas, antes do início efetivo dos trabalhos, as condições para que este propicie a taxa de aplicação de ligante por metro quadrado estabelecido. Seus bicos de espargimento deverão propiciar leques bem definidos, sem falhas ou escorrimentos. A distribuição do ligante deverá ser feita por carros equipados com bomba reguladora de pressão e sistema completo de aquecimento, que permitam a aplicação do material betuminoso em quantidade uniforme.

O material a ser utilizado para a execução da de pintura de ligação onde será asfalto emulsionado tipo RR-2C. A taxa de aplicação deve ser de 0,5 l/m² .. A fim de se evitar que o entupimento de um bico de espargimento provoque faixa contínua não pintada, a altura da barra de espargimento deve ser aquela que propicie que os vértices do leque formado pela emulsão de dois bicos não consecutivos se encontrem na superfície do pavimento, sem que haja transpasse. Contudo, constatada a falha de um ou mais bicos, a faixa de menor concentração deverá ser completada manualmente, com caneta de pressão e bico fino. As bordas de faixas contíguas e/ou de juntas transversais, deverão receber cobrimento de Ligante Asfáltico através de processo manual utilizando-se para tanto, brocha ou trincha. Estas não deverão apresentar pontos sem recobrimento.

Camada de rolamento

A camada de rolamento será executada na largura indicadas em projeto .

Para a camada de rolamento será utilizado CBUQ- CAP 50/70, numa espessura final de 5,0 cm. O lançamento será com vibro-acabadora e a rolagem deverá ser feita com rolo pneumático e o fechamento com rolo liso (Tandem).

O agregado utilizado na camada de rolamento terá idênticas especificações acima descritas, sendo que deverá obedecer a seguinte faixa granulométrica, composta de brita no. 1, pó, pedrisco e Filler calcáreo:


Peneira – ASTM MM % que passa

3/4" 19,1 100

3/8" 9,52 85 - 100

no. 4 4,76 60 - 85

no. 1 2,0 35 - 60

no. 40 0,42 10 - 26

no. 80 0,177 5 - 18

no. 200 0,074 3 - 8


Pelo menos metade da fração que passa na peneira de 0,074mm deverá ser constituída de Filler calcáreo.

Para a execução do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) será utilizado Cimento Asfáltico de Petróleo CAP-50/70, a 6,0%. A mistura deverá deixar a usina a uma temperatura de no máximo 150 °C e chegar ao local da obra a uma temperatura não inferior a 120 °C. O transporte será feito em caminhões providos de caçamba metálica com uso de coberturas de lona para proteção da mistura.




Compactação
A rolagem deverá ser iniciada à temperatura de 120 °C e encerrada sem que a temperatura caia abaixo de 80 °C.

A compactação deverá iniciar-se imediatamente após a distribuição da mistura e na maior temperatura possível, de forma que a mistura possa suportar a pressão de rolagem sem se deformar. De modo a garantir uma compactação eficiente, esta deve ocorrer com combinação de rolo pneumático para posterior passagem do rolo tandem. A pressão de rolagem dos pneumáticos (rolo de pneus) deverá ser determinada experimentalmente, de modo que este não se apresente demasiadamente mole ou duro, fatores estes que podem comprometer a qualidade do revestimento, através de sulcos ou ondulações.

Deverão ser evitadas manobras ou mudanças de direção sobre superfície não completamente compactada. A compactação deverá se dar, sempre, do bordo mais baixo para o mais alto, sendo que, em cada passada o equipamento deverá recobrir a metade da largura da passada anterior. Antes do início efetivo da compactação da faixa lançada, deverá ser promovida a compactação das juntas transversal e longitudinal.

Para a compactação com rolo vibratório, este deverá obedecer a seguinte seqüência: Primeiro: cobrimento de toda a largura da faixa com compactação não vibratória; Segundo : cobrimento de toda a largura da faixa com compactação não vibratória a frente e vibratória à ré; Terceira passada em diante, compactação vibratória a frente e a ré.O número de coberturas a serem dadas será em função do grau de compactação atingido, o qual deverá ser maior ou igual a 97%, em relação ao projeto de mistura.

Deverão ser evitados a percolação de materiais nos pneus do rolo pneumático ou nos cilindros do rolo tandem, sendo para tanto, necessário que periodicamente estes sejam limpos com esponja embebida em óleo diesel. Tal operação não deverá provocar derramamento de óleo sobre a superfície do revestimento. Caso ocorra a percolação de material, estes deverão ser imediatamente removidos por meio de espatulação.

Imediatamente ao término da compactação, deverá ser verificada a existência de possíveis anomalias na superfície.. As depressões ou saliências que apareçam depois da rolagem deverão ser corrigidas pelo afrouxamento, regularização e compressão da mistura até que a mesma adquira densidade igual à do material circunjacente.


Sobre o revestimento recém-executado deverá ser vedado o tráfego de veículos, bem como parada de máquinas e equipamentos, por um período mínimo de 48 (quarenta e oito) horas após sua execução.
Ensaio Tecnológico .
A empresa executora deverá apresentar ensaios Marshal – da Mistura Betuminosa à quente, do concreto e cerâmico utilizados na obra.


Serão colocadas placas de sinalização vertical nos pontos indicados em projeto, de acordo com as medidas e indicações constantes na legislação específica.
As placas serão de chapas metálicas com espessura de 2,0mm e o poste de sustentação será de ferro galvanizado diâmetro 2” comp. 3,00m. Na parte do tubo localizada na base de concreto deverá ser colocada dispositivo anti-giro (através de chapa de ferro soldada.)
Os postes serão fixados no solo em buraco feito previamente nas dimensões de 30x30x50cm e após o poste estar devidamente aprumado será colocado uma camada de concreto .
A placas utilizadas nesta obra serão conforme consta em projeto:
Placa de velocidade máxima 40 KM/H

Placa de parada obrigatória PARE

Placa de identificação de rua esmaltada 25 x 45 cm,contendo nome da Rua- numeração inicial e final e Código de endereçamento postal, conforme detalhe em projeto, localizadas no inicio e final do trecho










  • SINALIZAÇÃO HORIZONTAL

É um subsistema da sinalização viária que se utiliza de linhas, marcações, símbolos e legendas, pintados ou apostos sobre o pavimento das vias.

Tem como função organizar o fluxo de veículos e pedestres; controlar e orientar os deslocamentos em situações com problemas de geometria, topografia ou frente a obstáculos; complementar os sinais verticais de regulamentação, advertência ou indicação.


Características

Diferentemente dos sinais verticais, a sinalização horizontal mantém alguns padrões cuja mescla e a forma de colocarão na via definem os diversos tipos de sinais.



Padrão e traçado

- Contínua: são linhas sem interrupção pelo trecho da via onde estio demarcando; podem estar longitudinalmente ou transversalmente opostas à via;


Cores

A sinalização horizontal se apresenta em duas cores:

- Amarela: utilizada na regulação de fluxos de sentidos opostos, na delimitação de espaços proibidos para estacionamento e/ou parada e na marcação de obstáculos;

- Branca: utilizada na regulação de fluxos de mesmo sentido; na delimitação de espaços especiais, de trechos de vias, destinados ao estacionamento regulamentado de veículos em condições especiais; na marcação de faixas de travessias de pedestres; na pintura de símbolos e legendas. utilizada na regulação de fluxos de mesmo sentido; na delimitação de espaços especiais, de trechos de vias, destinados ao estacionamento regulamentado de veículos em condições especiais; na marcação de faixas de travessias de pedestres; na pintura de símbolos e legendas;



Marcas longitudinais

Separam e ordenam as correntes de tráfego, definindo a parte da pista destinada ao rolamento, a sua divisão em faixas, a divisão de fluxos opostos, as faixas de uso exclusivo de um tipo de veiculo, as reversíveis, alem de estabelecer as regras de ultrapassagem.

De acordo com a sua função as marcas longitudinais são subdivididas nos seguintes tipos:
a) LINHAS DE DIVISÃO DE FLUXOS OPOSTOS (COR AMARELA):

- Largura das Linhas: 0,12 m;

- Distância entre as Linhas (quando for o caso de faixa dupla): 0,12 m;
Exemplos de Aplicação:
A pintura de sinalização longitudinal central (eixo), será continua dupla com faixa 0,12m de largura pintada na cor amarela.

A pintura da faixa de pedestre será executada nos locais e especificações indicadas em projeto com tinta na cor branca com segmentos de 0,40m x 3,00m distanciados entre si em 0,40m, e barra de retenção com largura de 40cm e extensão de meia pista .

PASSEIOS E RAMPAS DE ACESSO:
Conforme decreto municipal nº 1690 de 20/10/2009, padronizando os passeios, os mesmos serão executados da seguinte maneira. Regularização e compactação manual de terreno, base nivelada de brita graduada e= 6cm, e posteriormente será executado contrapiso em concreto na espessura de 6cm com preparo mecânico e com junta de dilatação em madeira.O assentamento dos ladrilhos hidráulico será com argamassa cimento e areia e rejuntamento com cimento comum. Conforme determina o decreto o ladrilho a ser usado tem dimensões de 33,0cm x 33,0 cm, e com utilização de lajotas tátil direcional e alerta conforme detalhe em projeto específico.
Meio fio – conforme mostra o projeto serão executados meio fio de concreto extrusado 12cm x 15cm x15cm , nos bordos do asfalto . O fck dos meios fios deverá ser de no mínimo 15 Mpa. Deverão ser rebaixados nos locais de entrada de veículos e de passagem de pedestres atendendo a legislação vigente que reza sobre a acessibilidade.
Detalhe das rampas para cadeirantes está especificada em projeto.
LIMPEZA DE OBRA:
Será de responsabilidade da empresa e sem custo , a limpeza geral da obra, removendo completamente todo e qualquer material estranho a obra. A fiscalização da obra deverá ser comunicada ao final da limpeza, podendo esta solicitar novos reparos.

Chapecó, setembro de 2015.


Cesar Augusto Alberti



Engenheiro Civil.

CREA-SC 014.306-1

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