Programa Radiofônico Filosofia é Liberdade



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PROGRAMA RADIOFÔNICO FILOSOFIA É LIBERDADE


Mariano Soltys

Cléverson Israel Minikovsky

Catalogação

SOLTYS, Mariano e MINIKOVSKY, Cléverson Israel. Programa Radiofônico Filosofia é Liberdade: excertos de programa de rádio. São Paulo: AGBook, 2013

Prefácio
É sempre uma satisfação gravar um programa de rádio com o senhor Mariano Soltys. Não fosse ele minhas apresentações ficariam monologais e sem vida. Ele bem que há muito tempo estava merecendo um canal através do qual pudesse transmitir seu conhecimento. Quem sai ganhando é toda comunidade que pode se achegar a este manancial de conhecimentos vivos e vivificantes. Agora vem a público, masoreticamente, aquilo que pulula em torno dos microfones. É uma forma de cristalizar aquilo que passeia pelas ondas da Rádio Liberdade. Agradecemos ao presidente da associação mantenedora da emissora que tem nos concedido o espaço apesar de nosso programa ter um perfil nada comercial. A rádio comunitária é o canal único por onde podem transitar bens culturais como este. Soltys é um comunicador. O ex-tímido adolescente sobrepuja até os mais desinibidos pela sua inteligência. Quem lhe ouve fica assombrado “donde lhe vem este conhecimento?”, “não é ele criado aqui em nossa cidade?” e assim por diante. Deus abençoe cada vez mais este grande comunicador que se chama Mariano Soltys. Que a sua voz e os seus escritos possam irradiar não só por toda a São Bento do Sul, mas pelo mundo inteiro.
Cléverson Israel Minikovsky

Prefácio


Essa obra é resultado apenas de planos de um programa de rádio raro, muito singular, apresentado por mim e por Cléverson Israel Minikovsky, com o qual já tive a honra de escrever alguns livros, e ainda prefaciar obras e acompanhar sua batalha intelectual. Mesmo sendo o programa semanal, vejo que a quantidade de informação a que o ouvinte estava aberto é incontável, e cada vez mais assuntos nunca antes tratados estão assim abertos a um simples ato de ligar o rádio na 87,9 - Liberdade FM. Confesso que minha timidez nunca possibilitou algum plano de ter programa de rádio, mas essa oportunidade de Cléverson foi terapêutica e junto a mim muitas pessoas dividem a genialidade. Antes tínhamos nossa filosofia divulgada por livros, mas agora em áudio a obra se amplia, possibilitando a futuros fãs um vasto material de pesquisa, e para o bem da filosofia, que muitas vezes foi condenada e mal compreendida. Assim como o programa, aqui estão mais detalhados os assuntos, e mais amplos, uma vez que resumi esses artigos lá, por causa do tempo reduzido. Estejam o leitor e leitora preparados para informações únicas e elevadas. Transformem sua alma, renovem sua visão de mundo. Esse livro leva a isso. Boa leitura.
Mariano Soltys

Prefácio Fídias

Sumário
Entrevista 12

Aprimoramento pessoal 34

Cristianismo e progresso 41

A filosofia e o desprezo do mundo 48

Estética 53

Deus e oDiabo 57

Drogas 63

Estrutura do cotidiano 69

Filosofia e cristianismo 74

Teoria quântica 79

Literatura e filosofia 84

Filosofia citadina 89

O outro eu 93

Obesidade 98

Liberdade 103

Ecosofia 108

Mundo como representação 111

Oração 115

Nascimento 120

Beligerância 124

Envelhecimento 130

Tolerância 136

Prosperidade 139

O Nada 143

Poder e Segredo 147

Sexo e Gênero 150

Anti-teologia como nova forma de teologia 153

Juízo Moral 156

Natureza do Pensamento 159

Tradição Filosófica Contemporânea 162

Problemas de Relacionamento no Trabalho 164

A economia, a religião e a política 167

Filosofia Medieval 171

Fraternidade Branca 176

Teoria quântica 180

Beligerância 184

Alter Ego 187

Prosperidade 193

Família e religião 197

A voz 199

Cultura 204

Patriotismo 207

Cura 216

Morte 220

Sexo e sofrimento 224

Realidade como ponto de vista 227

Política como religião cívica 231

Atraímos aquilo que respeitamos 234

Raça e racismo 238

Língua inglesa 241

Filosofia da linguagem 244

Ignorância invencível 248

História da filosofia como das aporias teóricas 251

Organização social e epistemológica 255

Sociabilidade 258

Paz 262


Religião, política e economia 267

Epistemologia animal 270

O que Montesquieu não quis ver ou ocultou 274

Filosofia medieval 278

Peculiaridade da linguagem humana 282

Relacionamento no trabalho 291

Tradição filosófica como um todo 296

Tradição filosófica secular em sociedade cristã 300

Ocasionalismo: ocasião de fazer bem e mal 304

A questão dos juízos morais 318

A anti-teologia é sempre uma teologia 320

Sexo e gênero 323

Poder e segredo 327

A pessoa do filósofo 330

PRIMEIRA PARTE
MARIANO SOLTYS

Entrevista para Rádio Liberdade FM 87,9

Dr. Mariano Soltys

Palavras iniciais





  1. Você já está com 11 livros publicados. O que te impulsionou a escrever?

O que me impulsionou escrever foi o fato de que eu lia muito, e assim anotava coisas, escrevia algo novo com base em algum pensamento, então guardava folhas onde escrevi meus primeiros ensaios filosóficos, isso já com uns 19 anos de idade, dez anos atrás. Eu escrevia tendo em vista certo isolamento e por me dedicar a algum ócio criativo. Livros são pessoas arquivadas, ou a opinião dessas pessoas. Nunca achei uma fila de banco algo ruim, por exemplo, pois com um livro na mão o tempo voava e quando eu me dava por si, chegava a minha vez. Leio e escrevo porque isso me deixa feliz e bem humorado. Já teria dito Friedrich Nietzsche: “Os bons escritores têm duas coisas em comum: preferem ser compreendidos a serem olhados com espanto e não escrevem para leitores mal humorados ou sutis”. Espero alegria em meus leitores. Digo que publicarei ainda mais livros com minhas reflexões filosóficas sobre diversos assuntos, e que se bebo de uma fonte límpida e serena de inspiração, farei com que todos que desejarem, tenham o mesmo. Escrever para mim é fotografar meus bons pensamentos e deixar esse legado para a eternidade, e essa é a fotografia mais bela e maravilhosa que possuo. Escrever estimula a compreender melhor o que se lê e ajuda em qualquer tarefa ou profissão.





  1. Como você se tornou filósofo?

Me tornei filósofo como consequência da multidão de informações a que eu havia adquirido, de modo que uma inspiração especial me levou para ser amigo da sabedoria. Voltaire disse que sempre filósofos foram perseguidos por fanáticos, mas hoje com a elevação cultural disponível para muitas pessoas, seja pelo maior acesso a educação e cursos de toda a ordem, percebo que não mais há essa perseguição. Por ter sido autodidata, acho que fui até recebido melhor do que o imaginado. Admito que um certo isolamento me fez escrever também. Vejo que tudo o que penso não é algo que está longe da realidade, e que todo o dia pratico a minha filosofia, para melhor viver. A universidade da vida é que me ensinou, e nada melhor do que essa academia natural pelas suas leis Cósmicas e verdades, para nos levar para a sabedoria. Comecei assim estudando ética, deontologia e axiologia, uma vez que estava inserido no Curso de Direito e foi propícia essa busca, e o resultado foi bom, uma vez que muitas leis têm base em valores e na moral, em princípios mesmo que nos tornam seres humanos e revelam nossa essência.





  1. Você acha que os ouvintes da liberdade entenderão o programa de filosofia?

Acredito que existem pessoas especiais e inteligentes ouvindo a liberdade. Não pretendemos aqui fazer algo preso a academia, mas algo mais acessível em matéria de filosofia, e mais próximo da nossa realidade e cotidiano. Pretendemos falar sobre o dia a dia, as novas formas de se comportar, tecnologias, paradigmas e tudo mais, e isso com uma linguagem rotineira, mas sempre com uma profundidade, para que o ouvinte se desprenda um pouco das sugestões e alienações a que está sempre sendo levado, uma vez que todos somos educados para consumir, comprar, não mais para refletir e pensar. Isso com alguma diversão, não pretendemos repetir pensamentos de outros filósofos, mas fundamos o nosso próprio pensamento. Isso é um tesouro a que tem a população de São Bento e mesmo uma fonte de luz para a mudança e melhora geral, seja em qual ramo for.



  1. De que temas tratam seus livros?

Os meus primeiros livros tratam de ética, sendo que o Axiologia distribui em algumas escolas, com ajuda de professores e pessoas de boa vontade. Nessa obra havia uma base aristotélica e platônica, mas não nego a influência da ética cristã e depois ainda a iluminista. Tenho um livro sobre a felicidade, que traz pensamentos positivos, servindo como uma espécie de exercício de reprogramação mental, para uma vida melhor e mais harmonia com o mundo e si mesmo. Há uma obra sobre crenças, onde reflito sobre religiões, trazendo um pouco de informação de doutrinas orientais e sintonizando com os nossos pontos de vista, sempre para aperfeiçoar o que já somos, de forma a sintonizar com a verdadeira natureza de cada um. Há dois livros sobre amor, onde lembro que o amor é o sentimento mais rico que existe, além de falar sobre conhecimentos de ciências antigas, o que em muito influenciou a nossa sociedade, símbolos, costumes. Um livro de poesias, em um tom quase místico e reflexivo, sendo mais do que versos que rimam e metáforas. Recentemente escrevi em conjunto com Cléverson uma obra sobre ética, chamada Contrarreforma ético-filosófica, que ainda tem capítulos destinados ao Direito, sendo hoje uma referência no assunto, uma vez sintonizada com a filosofia alemã de Jürgen Habermas. Livro meu também recente é Crítica da Moral, onde faço um apanhado de novas modas sociais e as analiso sob o foco da razão.





  1. O que você acha da educação do Brasil?

Vejo que a educação tem muito a crescer no Brasil, e isso talvez pela diferença no tratamento a que é dado aos professores, esses nossos mestres e que são dignos de todas as homenagens, e mesmo pela legislação e necessidade política de oferecer escola para todos, mas não manter uma exigência sobre os alunos. Fato interessante é que em países de primeiro mundo os professores surgem dos 30% dos melhores alunos, e aqui no Brasil, como em outros países, não. A procura por cursos de licenciatura e magistério é desestimulada pelos baixos salários, esquecendo a sociedade que os professores são o futuro do Brasil, por instruírem as crianças. Procura-se por outro lado cursos como medicina, engenharia, odontologia, direito etc. Vejo que além de salários, professores deveriam ser homenageados e para eles existirem lugares reservados em restaurantes, como acho que é feito na Alemanha e outros países. Igualmente relevante é que o brasileiro lê muito pouco, e com as novas tecnologias isso pode mudar, pelos e-books/livros eletrônicos, principalmente, e áudio-livros. Recentemente ouvimos de investimentos do governo em novas tecnologias aliadas às escolas. Isso já é um progresso, mas para um aluno que não sabe ler e escrever, como pode operar um computador de mão? Pergunto. Também uma nova didática tem de surgir, com mais diversão e entretenimento, com participação de cada aluno, ou mesmo escolas alternativas. Vejo que o que funcionou em educação foram as escolas rígidas, como seminários e militares, e isso pode ser comprovado. Mesmo assim acredito que a educação no Brasil vai melhorar.





  1. Você acha que há algo ainda a estudar e aprender?

Sempre há algo a aprender. Isso serve para a vida, para a prática de tudo que fazemos. Aristóteles teria dito que “o que melhor aprendemos, aprendemos fazendo”. Vejo que estudar pode ser sempre bom, mas isso para cada um naquilo que lhe interessa e de acordo com sua natureza. Trabalhar e trabalhar podem ser igualmente uma lição de vida. A ciência mesmo ainda tem muito a descobrir, precisamos de curas para doenças, mais lazer, acabar com fome mundial, iluminar as mentes e proporcionar a felicidade de todos. Para isso é necessário estudar muito e encontrar os meios efetivos de solucionar essas problemáticas. Estudar é desenvolver competências, formar melhores pessoas, além de meros trabalhadores. Por isso estudo, para ser uma pessoa melhor e difundir isso a fim de que todos vivam em harmonia, paz, tolerância, fraternidade, humildade. Uma grande lição que tive de meu pai., Mário Soltys, foi a humildade, e assim agradeço aos familiares, a minha mãe por ser perfeita dona de casa, todos sem exceção, o fato de eu gostar de buscar o conhecimento.





  1. Você acredita em Deus?

É sempre uma pergunta que já contém a resposta, sendo uma afirmação. Para um místico, o Cósmico ou Deus é que antes de eu acreditar ou não, já acreditou em mim. Sua manifestação de luz, vida e amor está por todas as coisas e manifesta pela Criação pela lei do triângulo. É assim Onipotente, Onipresente e Onisciente, e nos insufla a vida através do sopro espiritual. Vejo que as religiões de certo modo foram diferentes em suas crenças, mas que caminham para Deus, um Princípio Criador. Porém, em auxílio de Deus há um mundo habitado por seres que trabalham, invisíveis, e que muito do que ocorre se deve ao trabalho desses arquitetos, entre anjos, mestres cósmicos, a Grande Fraternidade Branca etc.




  1. O quê você pensa sobre religião?

Como eu havia falado, há nas religiões mesmo um caminho, apesar de muitas vezes pouco ativo, ou dependendo de quem trafega. Vejo de forma otimista o trabalho das religiões, e não preciso falar, mas por pesquisa popular, as religiões são as primeiras a serem procuradas em algum problema, e as que têm mais credibilidade frente a outras instituições, como o Governo, o Ministério Público, os Cientistas, a OAB e assim por diante. Por outro lado, entendo que primeiro se deva procurar o mundo profano e suas ciências, para conjuntamente trabalhar com o sagrado. Trata-se de uma questão antropológica e o ser humano sempre teve espiritualidade, apesar de muitas vezes isso não ter sido no passado uma religião oficial, com templo, dogma, profeta etc. Penso ser a espiritualidade o mais importante, mesmo que não se frequente uma religião. A isso podem auxiliar ainda grupos de estudos, sistemas de filosofia, como as sociedades de iniciação tradicionais, as chamadas sociedades secretas, assunto que virou moda após livros e filmes de Dan Brown. Apoio o que colabora com a sociedade e a humanidade. Desde sempre fiz um estudo comparado de religiões e percebi que pode mesmo haver paz entre seus integrantes, apesar das diferenças aparentes.





  1. Você acha que o estudo é a solução para todos os problemas?

O estudo melhora em muito a vida das pessoas, e é um meio de progresso social, a que não víamos em sociedades antigas de castas, ou na Idade Média. Hoje se pode evoluir pelo estudo, não apenas materialmente e financeiramente, mas espiritualmente. Certas coisas se solucionam por atos, por prática. Mesmo assim, sabendo-se que a mente é o meio de tudo o que ocorre, não apenas a consciente que nos comanda agora nessa transmissão de rádio, mas a porção subconsciente que move a realidade, a vibração energética que nos livra da ilusão. Em filosofia hindu, há um termo para designar essa ilusão dos sentidos e da mente, sendo maya. Vejo que os problemas que possuímos são desequilíbrios nessa vibração com relação a nossa essência verdadeira, a nossa alma e verdadeira natureza, onde não há os tais problemas. A escola da vida, juntamente com algum estudo, faz com que encontremos a verdade, que é sempre experimentada, vivida, e que nos mostra o caminho certo para a solução dos problemas, e para que voltemos a ser senhores de nosso destino. Isso depende de compreendermos que devemos estar em harmonia com todas as pessoas, família, perdoar, agradecer pelo que temos e mais uma série de atos, que nos envolvem com felicidade e afastam os problemas, ilusões do mundo fenomênico. O Estudo leva a compreender essas coisas e a praticá-las, bem como a solucionar as provas, a que chamaste problemas.





  1. O que você deseja fazer no futuro?

Desejo participar mais da vida social e divulgar meu trabalho intelectual





  1. Você tem medo de alguma coisa?

Já tive fobias, medo de água e de dirigir. Hoje superei esses medos, e acho que o medo é proteção, mais uma forma de autoilusão mental. Ter medo é importante, desde que na medida certa.





  1. O que você pensa sobre a emancipação das mulheres?

Lembro que disse Norberto Bobbio que a emancipação das mulheres foi a maior revolução do século XX. Não preciso citar a nossa presidenta da república, Dilma, e sabemos de muitas mulheres que anseiam por poder ou notoriedade em atividades antes tidas por masculinas. Também lembro que Stewart Mill relatou que a mulher no passado tinha uma condição semelhante a de escrava. Isso nada mais é um fenômeno a que chamei em minha filosofia de “mutação de gênero”, e envolve também o homem em atividades domésticas e cuidado com as crianças, antes tidas por femininas.





  1. E com isso, o que você acha que será da família?

A família é nosso corpo maior, nossa morada genética. O laço que envolve a família é mais importante do que aparenta, e devemos nos relacionar bem com todos os integrantes da nossa família, o que parece difícil. A mulher se tornou a “mãe de família” e isso demonstra uma mudança energética de padrão no Cosmo, não sendo culpado o homem nessa transformação. Mudamos de um padrão yang, para um yin, lembrando filosofia chinesa, taoista. A família transformou-se, ficou desmantelada por interesses financeiros e egocêntricos, lutas cármicas.





  1. Qual seu grande defeito?

É me enganar ou me deixar ser enganado e acreditar que há algum defeito em minha essência, quando não há defeito. Todo defeito é uma Criação Mental decorrente de pensamentos errôneos. Criamos todos os nossos espelhos, bem como as imagem que estes espelhos refletem.





  1. O que mais te frustra?

O que mais me frustra é o erro de acreditar que algo pode ainda me frustrar. Isso se dá quando me esqueço que sou parte da vida do Cósmico ou Deus.





  1. Após 10 anos da queda das Torres Gêmeas, o que você acha que motivou esse fato?

O conflito foi de base religiosa, uma guerra religiosa. Isso teve início não com o Islã, que é uma religião maravilhosa, o Alcorão inclusive fala de Jesus, Abraão e os profetas. Ocorreu mais por grupos extremistas e terroristas, e foi ainda por interesses com relação ao petróleo, como todos o sabemos, e ainda para esvaziar a mercadoria das indústrias armamentistas, que precisam vender. Quanto a mim, sou contra a guerra, qualquer uma, e de opinião pelo fim do exército e mesmo forças armadas. Todo o pensamento de ódio, competição, inveja e sentimentos negativos já são a semente para a guerra, como ensinou um pensador, Ralph Lewis. Presenciamos contudo essa marca na história, e devemos compreender que aprendemos a procurar mais ainda a paz. Lembro uma frase de Mahatma Gandhi: “a não-violência é infinitamente superior à violência, e que o perdão é bem mais viril que o castigo...”





  1. O que você acha da superinformação do mundo atual?

A superinformação muitas vezes gera uma superconfusão. Vejo que há uma série de invenções na Internet, apesar de que qualquer coisa pode ser encontrada na rede. Vejo porém que o novo mundo é cibernético, e que cada vez mais somos envolvidos com informação na forma de entretenimento, para consumirmos e sustentarmos grandes redes de comércio. Mas a informação é enlata e pronta, um pouco melhor que a da TV. Mas livros existem e têm mais informação, apesar de que a preguiça afasta da leitura em grande escala. A curiosidade porém é a grande arma para atrair a busca mais efetiva da informação, e certas coisas não estão disponíveis no Google. Conduto, vejo que amar é melhor que conhecer.





  1. No que a leitura contribuiu para a tua vida?

Antes prestar o vestibular eu não lia muito, mesmo assim eu era especialista em matérias de exatas. Cursando a área de humanas, fui obrigado a reaprender a gostar de leitura e por entretenimento de início, lia o que eu gostava de ler, como obras de ficção famosas. Mas vejo que o sucesso está reservado a quem lê, e muitos daqueles que deram certo na vida têm livros que os influenciaram. Não se trata apenas de autoajuda, mas mesmo livros clássicos podem ser de grade valia, podem mudar o mundo - A Bíblia é grande exemplo.





  1. Você se sente fracassado ou vencedor?

Sou vencedor por diversas vezes. Na oportunidade de nascer, nas dificuldades que venci, na luta que ainda travo por viver cada vez melhor e ser uma pessoa melhor. Dizia Epicuro, pensador grego clássico: “o homem que mais goza da faustosa magnificência é justamente o que menos dela necessita”. Vencer ou perder não é o que importa, importa sim aprender e evoluir. Mesmo em meu livro Reflexões Gerais afirmei: “Não é a vitória fácil que deves buscar, mas o aprendizado com a derrota que pouco a pouco ensina a vencer sem a mínima dificuldade”.



  1. Em se tratando de política, você prefere a esquerda ou a direita?

O que for melhor a sociedade me é preferência, não importando o partido. Certa vez o filósofo Baruch de Espinosa estava conversando com sua camareira, e esta perguntou quais eram as crenças dele, este respondeu algo como: “O que vier em proveito da sociedade, para o melhor da sociedade”, e ela então perguntou: “mas senhor, o que é sociedade, nós somos pessoas simples, com nossas necessidades?” então Espinosa falou: “aqueles que te governam querem que tu penses assim”.. isso em torno do ano 1670. Também em matéria de governo repudio qualquer forma de ditadura ou totalitarismo, e defendo a democracia. Então nem direita nem esquerda em extremo, mas um caminho equilibrado, um caminho do meio.





  1. Há um governo melhor do que o que possuímos em nosso país?

Sim, o governo mundial. Isso já é fato pela nova ordem mundial internacional, que caminha para a integração de países e repúdio a qualquer governo ditatorial ou perigoso a humanidade. Não significa anular governos nacionais, pois a soberania permaneceria, mas um controle externo, o que ainda com a ONU (a Organização das Nações Unidas) não ocorre de forma efetiva.





  1. Por que em seus livros você fala em ciências antigas? O que são essas ciências?

Falo por ser base de meu pensamento, espécie de neo-renascentismo. Essas ciências são as ciências esotéricas e ocultas, espécie de conhecimento rejeitado pelas academias, mas que ainda no renascimento eram comuns. Exemplos foram a alquimia, a magia, astrologia, fisionomia, quiromancia, geomancia, hermetismo, cabala e tantas outras. Elas são a base de estudos de sociedades secretas, cujos membros muitas vezes foram cientistas que fizeram “descobertas” (entre aspas), após terem conhecimentos místicos. Newton pode ser um exemplo.





  1. Você falou em sociedades secretas. Pretende escrever um livro sobre o tema?

Na verdade a maioria tem endereço e apenas seus estudos são sigilosos. Antes o termo de sociedades iniciáticas e de iluminismo, cairia melhor. Estou sim, escrevendo um livro já em fase de término, onde falo de algumas tradicionais e outras desconhecidas, pelos menos nas revistas que encontramos em bancas e livros mais conhecidos. Estas estudam geralmente ciências esotéricas, e guardam segredo de seus ensinamentos mais por tradição.



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