Programa Radiofônico Filosofia é Liberdade



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Muitas pessoas afirmam que em sua terceira idade estão mais felizes que quando jovens. Talvez por terem menos preocupações, por poderem fazer o que gostam e nunca tiveram oportunidade, seja pela obrigação de sustentar uma família e ter de trabalhar pela renda, ou seja, por estarem indecisos. Na terceira idade não mais há tanta indecisão, e as coisas são mais usufruídas, não a pressa da juventude. A linguagem do Saturno, do tempo se revela mais agradável, e alegria que foi durante a vida buscada pode ser usufruída. Muitos voltam a ser crianças, a sorrir por motivos antes banais. Já se tem nessa fase aprendido a viver plenamente. Não ficar rabugento, não reclamar das coisas, entender as limitações físicas – isso tudo faz do envelhecer algo mais compreendido, e cada vez mais vivemos mais tempo. “Assim como o vinho, o caráter não azeda com a idade” (Cícero)

O valor da vida não está na duração, mas no uso que dela pode ser feito. Não se deve assim se preocupar com o que fazer para viver mais, mas manter a boa saúde, o equilíbrio e acima de tudo aproveitar a vida. Em meu livro Reflexões Gerais eu disse que o maior valor é curtir a vida. E na terceira idade isso também é válido, mesmo que de um modo talvez diferente da infância, adolescência ou juventude, mas mesmo assim é cada momento algo que deve ser vivido plenamente. Nunca se é tarde para realizar sonhos. Um único dia pode ser do tamanho de uma vida. Quantas vezes não pensamos que dia maravilhoso vivemos e que bom é um momento especial, que justifica viver e nos enche de felicidade.

Com a redução do número de filhos está aumentando o número de idosos em proporção na sociedade. Assim a sociedade tem de repensar o seu papel junto a pessoas muitas vezes com limitações físicas, cuidados especiais com corrimões e apoios em locais onde seja necessário, como banheiros e assim por diante.

Talvez o maior choque do envelhecimento seja a proximidade da morte, mas não sabemos da hora da morte. Então é a ilusão e a imaginação de pensamentos negativos que são alimentados o verdadeiro temor, não envelhecer. Pensar positivo é a chave em qualquer fase da vida, e ser feliz depende sobretudo disso, dessa forma de se alimentar o subconsciente. A alma não envelhece – essa deve ser a primeira certeza de uma pessoa.

E aprender e conhecer o novo e sempre uma forma do velho se tornar novo, e encontrar a fonte da juventude, a pedra filosofal dos alquimistas. E como dizia um escrito antigo hermético, toda a alquimia é mental. A lição da moral dos antigos é sobretudo muito salutar a jovens e adolescentes, e na educação das crianças é o velho que acaba dando as lições mais pragmáticas.

O cuidado e a atenção para com a melhor idade é tanto que a própria lei vem se transformando. Fala por si o Estatuto do Idoso, que além de garantir vagas gratuitas em ônibus, 2 vagas gratuitas para quem recebe menos de 2 salários mínimos, e 50% de desconto na passagem ainda para aqueles que não puderem estar nessas duas vagas. E 5% em estacionamentos. Também para quem não tem renda há um benefício assistencial de receber 1 salário mínimo, não sendo aposentadoria, logo não dependente de contribuição. Isso sem falar em prioridade em filas e processos, no seu atendimento.

Tolerância


A intolerância é a dificuldade em saber lidar com a diferença. Muitas vezes essa condenação tem origem social, cultural ou até mesmo familiar ou mesmo religiosa. A mais forte talvez tenha sido a religiosa com seu fundamentalismo, que ora era fato para ser perseguido (gerando mártires), ora para ser perseguidor (com cruzadas, inquisição etc). O diferente não é tolerado por inveja, porque atrai mais a atenção, enquanto o intolerante se frustra muitas vezes com sua pouca popularidade. No que tange a religião, o Deus da nação dominada se torna o demônio da dominadora.

Muito dessa intolerância se mistura com desejo. Ademais, um psiquiatra e escritor chamado Gikovate defende que o que atrai o desejo é o ódio, então o intolerante na verdade deseja aquilo que ele odeia. Quando falamos em homofobia, é muitas vezes algo inconsciente e não resolvido que faz tanto que se persigam os homossexuais. Cada vez mais a biologia vem provando que há um padrão e talvez até um gen que seja ligado a homossexualidade, e as pessoas são assim, não se tornam e nem escolhem se tornar.

A intolerância é a produtora e criadora das palavras de baixo calão, dos palavrões. Vemos isso ao se ofenderem as profissionais liberais do sexo, os homossexuais, o animal burro (que é mais inteligente que o cavalo, pois empaca quando é abusado, já o cavalo carrega o peso...), e mesmo o louco, que não tem qualquer culpa.. etc, e assim por diante. Novamente caímos naquilo que é um pré-conceito, um conceito antes de conhecer as coisas, um erro a priori. Pode haver alguns casos certo motivo, mas certamente mais inconsciente.

A diferença racial e de nações parece que foi a geradora mais ampla intolerância, quando não compreendida. Vissem que os três reis magos simbolizam as raças seguindo a Jesus, tudo isso estaria prevenido. Também somos todos tataranetos de africanos, e a raça primitiva comum é a que tem mais melanina. O albino parece ser a origem do branco, e certa supervalorização. A intolerância racial é uma intolerância com nossos tataravós. Mas perdura na forma mais clara, uma vez que o negro ainda é em torno de 2% no serviço público e mesmo com quotas em universidades, não mudou muito essa condição.

As novas tribos são uma reação contra a intolerância. Uma vez que o diferente se agrupa, ele ganha mais força. Assim foi sempre no padrão instintivo animal, e no humano a união gera a força, assim como na caça primitiva. Emos, alternativos, coloridos, góticos e outros refletem positivamente a vida que pode ser curtida, seja você quem quiser ser. Isso tudo faz parte mais da própria liberdade, que segundo Sartre é condenado a ser livre. Também Nietzsche engrandecia os povos primitivos americanos, e, Rousseau, o bom selvagem. A filosofia de certo modo apoia o novo.

Pensamentos de intolerância nasceram da filosofia italiana, onde era engrandecida pelo anterior império Romano, e isso em grande racismo e eugenia. Passou a Alemanha e não precisamos nos referir no que ocorreu, bem como na União Soviética e até nos EUA. Muitas pessoas não sabem, mas havia sociedade de eugenia nos EUA, e a intolerância racial foi mesmo marco de uma época, onde o mundo era racista. A segunda guerra foi o marco desse paradigma, já superado em grande escala.

Hobbes disse que o homem não faz mais que combater e atacar. É o sistema límbico falando mais alto, e a intolerância participa mais do irracional que racional.

John Locke disse que não pode haver injúria onde não há propriedade. A minha monografia tratava do tema da função social da propriedade e tratava dessa dinâmica. Vemos que não existe intolerância quando você tem dinheiro, vemos nos EUA grupos de Rap, pessoas com roupas simples que em carrões dos sonhos e muito dinheiro mantém o seu estilo. Hoje há uma moral, como eu disse na crítica da moral: o bolso. Com dinheiro você é tolerado em qualquer lugar.

Prosperidade


Muitos acham que o negócio desonesto prospera. Vemos que esse negócio não tem grande sucesso a longo prazo, porque é desmascarado, e seus clientes não mais retornam. A fama desse negócio também se dissemina e assim está fadado a falência. Lucas o evangelista fala em riquezas injustas.

Luis Antonio Gasparetto fala que prosperidade é um assunto espiritual. O desempregado assim culpa seu meio ambiente quando não vê que o culpado de tudo é ele mesmo. A vida trata de acordo com suas atitudes. As atitudes são formadas pelas crenças.

Parece que cada pessoa tem sua metanarrativa e prospera desse modo de acordo com a mesma.

É errado pensar que trabalho é obrigação. Quando trabalho é conceito negativo, o negócio não prospera. Uma vez divertido, toda a aura que envolve o negócio atrai o positivo e o negócio prospera. A obrigação mata a motivação.

A realização é a satisfação de conquistar a si mesmo. Todos precisam trabalhar, não só o pobre. Milionários começaram em cargos humildes, e filme “A procura da felicidade” é uma prova disso. Persistir e não desistir no primeiro fracasso é fundamental.

O importante é se valorizar oportunidades da vida. A prosperidade vem muitas vezes com um pouco de risco, e comerciar por conceito é risco.

Vemos na geração Y também uma grande lição, de negócios que prosperam com mais liberdade, sem as regras arcaicas de empresas e seus assédios morais e perseguições de chefia, mas onde cada um manifesta a sua individualidade. Quando todos estão felizes, a empresa prospera. Por isso há jogo no expediente de trabalho, que se pode trabalhar com as roupas que se deseja e participar de forma mais real em lucros da empresa.

Os padrões negativos de pensamento são um fator para que não se prospere. Pode-se relacionar uma lista de pensamentos positivos, por outro lado. Exemplos são: eu ganho muito dinheiro, eu sempre tenho o suficiente, meu sucesso financeiro é real, eu sempre tenho para comprar o que quero, eu pago os outros com prazer, eu amo e abençoo meu rico dinheirinho.

Tem-se a ideia da riqueza como algo ruim e cheio de empecilhos. Se acha que é coisa demoníaca, ou que quem ficou rico explorou as pessoas, quando muitas vezes é alguém que sustenta e da a sobrevivência a muitas pessoas. O poder está na auto-imagem, e a prosperidade começa em uma mentalidade rica.

E abundância é o que Deus deseja, porque Ele é abundante. A natureza e a própria vida sapo fontes inesgotáveis de sustento, e a prosperidade só não existe onde o egoísmo reserva unicamente a si mesmo os frutos do trabalho. E trabalho não é apenas o forçado. O trabalho intelectual é um baita de um trabalho. Hoje se valoriza mais os talentos raros, alguém que seja gerente e faça crescer o empreendimento.

Para a Seicho-no-iê, ou alguns de seus autores, a prosperidade do negócio exige uma harmonia familiar. Frente a tantos divórcios, brigas de pais com filhos e outras desavenças, o negócio não prospera, pois a origem e fundamento da vida está nos antepassados, que são nosso sangue e nossa vida, mesmo que simbolicamente no subconsciente.

E Deus é nosso sócio, como disse Joseph Murphy em sua obra 1001 maneiras de enriquecer. E se deve desejar a prosperidade alheia para se ter a própria, representando um altruísmo e uma obra de caridade, ou mesmo de amor cristã.
O Nada

O nada já é alguma coisa, mesmo sendo o oposto do Ente. Esquecemos do nada e assim também da metafísica, não mais superamos o dia a dia. É a apenas a angústia que nos reaproxima desse transcender, e ainda achamos ruim a angústia, quando ela é uma ponte benéfica para o reencontro com o além da matéria. Hegel disse que o ser é o mesmo que o nada. Heidegger disse que a ciência finge ter esquecido o nada. Mas vemos que pela física, cosmologia e outras, a questão da matéria escura toma algum centro, e parecia nada, mas é 99% de todas as coisas. Antigo éter. Logo o aparente nada é próximo de um Todo.

O nada então é, mesmo que mentalmente. Acredito que este nada é na verdade um “sendo”, pois também se transforma constantemente, parecendo um fogo de Heráclito. Então o nada acompanha de certo modo o ente, sendo sua negação, e também participando de seu devir.

O ser em si é também um ser em mim. Na mesma esteira, o nada é também um nada em mim, e talvez assim seja alguma coisa-em-si, ou alguma ideia.

Com a preocupação com a constante ocupação, entretenimentos, jogos, TV, Internet e tudo, o ser humano acaba por esquecer sua dimensão do além e apenas na angústia reencontra. Geralmente se vai ao Todo, a Deus para encontrar o além, que antes era nada. O que era nada passa a ser tudo, e a verdade é que algo é desvelado.

Na filosofia oriental o ideal é o Nirvana. É justamente se livrando da ilusão que provem dos sentidos, da realidade que não existe, que se encontra uma verdade, que está em Nirvana. Isso por meditação, por uma quase morte ou iluminação. Isso talvez seja um Niilismo.

Nietzsche fala em niilismo muitas vezes criticando essa procura pelo nada. Mas também defende um niilismo positivo, quando vemos no amor fati, amor ao destino, algo que caminha para o nada que é o eterno retorno. Pois as coisas se repetem, e repetem, e tudo é nada quando é a mesma coisa.

O verdadeiro para muitos antigos seria o além mundo. A nossa realidade que seria o nada, pois não é eterna, haja vista a matéria ser corruptível. O não ser, nada seria a aparência, o fenômeno.

Em minha obra Crítica das Crenças, falei que: “O Ser é existência negativa, sendo zero para a nossa compreensão. Vem das águas metafísicas”. Tais águas são descritas no gênese bíblico, pois o Espírito do Todo pairava sobre elas. E assim antes havia o que cabalistas chamavam de Ain Sof, o nada infinito. Um cabalista chamado David Cooper traduz o primeiro verso como “Com o nada infinito, no princípio, surgiu Deus que criou os céus e a terra”. E a Terra era sem forma, que chamam de “bohu e tohu”. Sem forma, caos. Esse caos é a treva, que parece ser o outro lado. Espécie de inconsciente. Deus interagiu com o que chamamos de nada.

Nietzsche critica e falou que a metafísica não passa de palavra vazia. Então criamos o conceito de coisa, de ser, a vontade como uma coisa que age e assim por diante. Essas categorias não provêm empiricamente. O nada não é uma experiência.

Mas nem tudo que pensamos, podemos experimentar, e nem tudo está na experiência. Os sentidos não são grandes verdades, e a ideais tem de ser algo em mim. O nada é algo em nossa mente, logo é alguma coisa. Mas o que não compreendemos também toma a forma de um nada, e assim talvez seja alguma coisa. Uma vida além da matéria pode assim ser assim o que antes era nada, mas que se transforma numa terra de leite e mel, por fim.

Nada e ser tem natureza metafísica, e os entes da tecnologia, os entretenimentos, o ocupar o tempo nos afastam dessa angústia que leva ao nada. Pois o nada tem uma relação próxima com o Todo, com Deus, e nos enganamos com as serpentes dos sentidos e das ocupações rotineiras, afastando-nos da fé em nosso ser e no Ser Primeiro.


Poder e segredo

Além do poder que conhecemos de presidentes da república, existe um poder oculto. Esse é o governo oculto do mundo, pela Grande Fraternidade Branca. Os poderes não podem abusar, e se houver perigo ao universo, haverá interferência externa, ainda desconhecida da humanidade.

Grandes civilizações desapareceram da história sem pistas. Assim pode acontecer a impérios que abusem de seu poder, em qualquer tempo. Em prol da totalidade se pode sacrificar o desajustado. Assim ocorreu com Sodoma e Gomorra, bem como com a Atlântida.

Tudo se encaminha parta um governo mundial, haja feita as barreiras de nacionalidade se romperem com comunidades, como o exemplo da europeia. Fato é que entre países da América latina ainda há diferenças, não conseguindo nem um livre comércio, quem dirá uma integração. Mas o governo mundial será um poder acima de soberanias, para evitar tiranias.

A história segue ciclos e nenhum poder humano e material parece eterno. Impérios nascem, crescem, envelhecem e morrem. Acaba sendo uma história como Giambattista Vico entendia, em três fases: deuses, heróis e humanos. Também o ponto de mutação de Fridjof Capra trouxe à tona um oculto no poder.

O poder da propaganda é um poder político oculto. Símbolos e frases de efeito muitas vezes seduzem para o falso. A imagem de governante humilde, de esquerda, trabalhador, é uma dessas falsidades.

Segundo Homero o poder da multidão pé loucura, e na verdade reis são pastores do povo.

Em um livro chamado “História das doutrinas políticas”, de Mosca Gaetano, fala de uma classe política, de modo que o poder começou com o chefe varão mais forte ou com caçador mais hábil. Os segredos das artes sempre existiram, a exemplo das corporações de ofício e ordem de cavaleiros.

Mesmo em Israel houve reis poderosos e sábios, como Salomão, que conhecia outras religiões e práticas ocultas, e mesmo um tirano como Abimeleque, que exterminava seus irmãos. OP segredo parece que ficou muito na cabala e nos curandeiros chamados de baal-shem-tov, os mestres do Nome de Deus. As pragas do Egito foi uma clara forma de uso desse poder oculto na política.

No livro chamado “A elite do poder” de Wright Mills, fala que o governo é da aristocracia, dos ricos e se faz pelas celebridades, e se faz pelos meios de comunicação em massa. A tinta da imprensa substituiu o sangue azul. E a mídia escolhe e cria as celebridades. 58% homens de negócios e 7%religiosos ou sindicalistas.

Fato é que todo o país tem um governante angélico, um anjo próprio. Assim mesmo que as coisas estejam confusas, a inspiração dessa entidade operará em seus governantes.

Sexo e gênero

O sexo é diferente do gênero, e apesar de uma criança nascer masculina ou feminina, sua sexualidade subjetiva acabará por se revelar com o tempo, não sendo sempre pré-determinada.

O trans-gênero é um tabu. A sociedade prefere ter a certeza de seus rótulos e estereótipos, para depois inserir determinada pessoa em seu seio. Vemos mais em recentes tribos essa dimensão do trans-gênero.

As neurociências provaram que a mente masculina e a feminina são diferentes e que desde muito cedo as escolhas se fazem de maneira natural. Então não adianta forçar um menino que gosta de brincar de boneca a se entreter com carrinhos.

Jung fala de que todos têm ambas as sexualidades em seu íntimo, o que chamou de animus e anima.

Espíritas acham que encarnamos em ambos os sexos, e umbandistas acham que apenas sempre em um único sexo. Os teosofistas acham que um tanto de encarnações em uma, e um tanto em outra.

Há pessoas que só encontram a felicidade alterando o seu sexo de nascença. Isso fica cada vez mais comum. Mesmo na Idade Média havia relatos de transmutação, onde alguém conhecido como homem acordava uma mulher em outro dia.

Há teorias esotéricas que dizem que o ser humano teria sido criado hermafrodita, e apenas após houve a separação dos sexos. Até a fase da raça lemuriana teria ainda essa característica.

Vemos que a sexualidade é muito mais complexa que ser macho ou fêmea. Em um livro chamado Piscopatia Sexualis há uma série de parafilias, desvios sexuais, onde determinada pessoa sempre prazer sexual com sangue, roupas ou mesmo ser pisoteada por sapatos femininos. Há relato de um sujeito que ia se barbear no bordel apenas porque se excitava com o fio da navalha.

Há pessoas que têm inúmeras dificuldades com o seu sexo e assim não sentem nada a respeito, ou mesmo sentem dor. A Dispareunia ou dor da mulher no ato, seria um exemplo. Mas há quem sinta prazer na dor, como o caso dos masoquistas. Então é um erro ligar o bem ao prazer e o mal, a dor.

Para Aristóteles, o homem está entre o desejo e a razão, por estar entre mundo dos animais e dos deuses. Disse que não é necessário que o desejo ouça a razão, como um filho ouve o pai. A virtude seria o desejo racionalizado. Seguir o verdadeiro gênero seria esse impasse.

Em Freud uma fase importante seria a de relacionamento da criança com os pais, numa fase de maturação ou latência, até 5 anos. Também há um psiquiatra, Gikovate, que diz que desejo sexual surge do ódio. Disse que um menino afeminado pode ser humilhado por colegas e odiar eles, mas no íntimo desejar.

Anti-teologia como uma nova forma de teologia

Anti-teologia é (interpretação errônea ou equivocada sobre determinada teologia), segundo Luiz Alexandre Solano Rossi, doutor em ciência da religião. Diferente de ateísmo (sem Deus) e de teologia negativa (impossibilidade de uma prova da existência de Deus). A anti-teologia oferece assim um discurso com a promessa categórica de vitórias e conquistas a partir da adesão do “fiel àquela igreja”. São os vendedores de ilusões, que prometem tudo aos crentes.

Por isso da necessidade de um credo original, de um dogma e de certas tradições serem preservadas, para evitar ataques e teorias estranhas a fé original. Em grande parte, cultos populares acabam por culminar nessa anti-teologia.

Por outro lado, claro que tomar ao pé da letra a Bíblia também é um equívoco, tamanho o número de alegorias e metáforas que há nas Escrituras Sagradas. Apesar de eu já ter sido chamado de ateu por interpretar Adão e Eva como ocorrência antropológica e não literal.

Mesmo na TV se discutia sobre a teoria do arrebatamento, procurando justificativas científicas ou teológicas ao acontecimento. Se apenas 144.000 se salvarão ou não, isso tem de ser interpretado e somente a realidade vai dizer. Um homem ressuscitar por si também a ciência ainda não explica.

Se fala também que a teologia da prosperidade é uma anti-teologia. Sempre que há muita investigação do Ministério Público se suspeita de algo estranho. Transformar Jesus em banqueiro em muito passa a ser uma anti-teologia, acaba sendo mais uma economia que teologia. Um bezerro de ouro. "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai." Filipenses 4:8

Também vemos bem uma anti-teologia na ufologia, ou mesmo uma outra teologia. Todas as passagens bíblicas que tem algo de extraordinário acabam sendo explicadas como ato de extraterrestres, óvnis e coisas do gênero. Isso explicaria muita interferência de anjos. Teoria de astronautas do passado, muito em voga pelas terras americanas.

Não se acreditando em Deus, ou que não existe, acaba por se acreditar em anticorpos, em saúde, em inteligência e em causalidade. Aproxima-se de um conceito de Deus por meio indiretos. Buscar a vida e a luz do dia já são formar de se acreditar em Deus, mesmo que não por vias religiosas tradicionais.

Vemos em hermenêuticas muito reduzidas uma forma de anti-teologia. Seitas surgem todos os dias e quase sempre contemplam uma série de seguidores que não refletem sobre suas doutrinas. Basta ver sempre as doutrinas originais e o que disseram São Jerônimo e outros, a fim de não se cair em muito erro.

Juízo Moral

Kant fala em sua obra Fundamentação da metafísica dos costumes de uma transição da moral popular a essa metafísica da moral. Isso supera os atos conforme o dever e que apenas se pautam no castigo a que se pode ser sujeito ao se desrespeitar a lei. Mas para ele importa o íntimo, e não as ações visíveis. Daí da importância da intenção nos atos. Vai de sensações para razão/intelecto

Já Piaget fala que os processos cognitivos das crianças são totalmente diferentes dos adultos. Claro que a exigência moral é também diferente, passando essa criança por 4 fases de evolução, passando de fases motoras, de organização até de raciocínio, chegando por fim a se assemelhar a criança a um adulto comum de sua sociedade. Vygotski refuta algumas de suas teorias, e Susan Gelman mais recentemente também o faz, haja vista crianças dependerem de adultos e mais velhos para fazer certas coisas.

Mas até onde a maioria da sociedade pode servir de exemplo moral as crianças? E até onde os pais têm firmeza de caráter para servir de modelos aos filhos? Vemos atualmente uma crise de valores justamente porque os pais não bancam essa responsabilidade e pelo excesso de liberdade, o excesso de sim, permissividade.

Os imperativos categóricos se desenvolvem com a idade, mas certamente não nasce a criança uma tabula rasa. Primeiro que já carrega consigo complexos, como os que Freud chamou de ÉDIPO. Segundo que os impulsos da criança traçam caminhos que ela posteriormente vai seguir, como as fases anal, oral e fálica, que levarão ela para um padrão moral ou outro.

Outra questão que fica é que há a herança genética, com todos os seus padrões, esses também, a priori. Além de categorias de tempo, espaço e causalidade, há uma complexidade maior que faz duas crianças da mesma casa, família e educação terem padrões morais diferentes e até mesmo opostos.



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